Sexta-feira, 28 Junho, 2013

ZOMBY With Love 2CD

€ 15,95 2CD 4AD

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“Where Were U In 92?” perguntou Zomby no passado, pergunta referencial à rave e que hoje, mais do que nunca, faz sentido. O que Zomby e Actress começaram há uns anos deu início a uma revitalização da música de dança e electrónica britânica sem paralelo nos últimos anos. Desde então as portas começaram a abrir-se. Actress tem sido o que se vê (sempre soberbo), Zomby pode ter tido menos pujança em “Dedication”, mas regressa à primeira divisão com este “With Love”. O que se passou em “Dedication” é que Zomby tentou americanizar demais a sua música e, de certa forma, fugiu às raízes que recordava no seu álbum anterior. Em “With Love” dá o essencial passo atrás mas, sobretudo, compreende que há muito a ocorrer à sua volta. E, por isso, este álbum de Zomby torna-se no primeiro álbum a uma escala maior que concretiza as deixas de drum’n’bass deixadas por Andy Stott, Lee Gamble e Demdike Stare no último ano. Aqui esse lado deixa de ser uma referência e há uma presença constante ao longo do álbum, mas sem aquele lado estanque do qual nos cansámos, mas com uma força e uma criatividade que advém do modo como muitos destes britânicos pensam a música e, sobretudo, como pensam a música que deu origem àquilo que fazem e querem fazer. Não é um regresso do drum’n’bass, mas a realização de algo maior, mais a favor da electrónica do que propriamente da música de dança. Killer.


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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

THE WIRE #353 (July 2013) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

Os eternos Dead C recusam-se a morrer e conseguem estar na capa deste número da Wire. David Keenan traz um dos mais inconformados grupos de rock das últimas décadas da Nova Zelândia até nós. Ainda há mais palavras nesta revista para Paul Metzer e Ryoko Akama, para os skills de Rashad Becker da Dubplates & Mastering, agora na Pan. Mais: um primer sumarento em torno de Don Cherry – Brian Morton percorre trinta álbuns de um dos nomes mais invencíveis do trompete jazzístico. Pangea, um novo nome forte do dubstep, faz o teste do Invisible Jukebox, descobrindo Bjork, Mala, Xenakis, Aphex Twin ou Zoviet France. Críticas para o novo Boards Of Canada, para o novo livro da Dust To Digital – chega esta semana! – sobre música grega do início do “outro” século, para o novo álbum da Okkyung Lee na Ideologic Organ – também chega esta semana -, e as habituais secções de pequenas críticas que tanto uso dão. Para terminar, Stellar OM Source escolhe a capa da vida dela, experimentação sonora russa em livro, Anne Teresa De Keersmaeker também, Tim Hecker & Daniel Lopatin ao vivo, Victoriaville, e os Boredoms oferecem mais uma momento de epifania.

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

STELLAR OM SOURCE Joy One Mile CD / 2LP + mp3

€ 16,50 CD RVNG Intl.

€ 23,95 2LP + mp3 RVNG Intl.

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Christelle Gualdi tem tido um percurso interessante dentro do território dos sintetizadores. Em praticamente toda a sua carreira sempre se protegeu contra as tendências e esteve sempre na linha da frente quando foi necessário marcá-las. Christelle já anda nisto há uns anos e pode ser acusada como umas das responsáveis por diversas coisas: a expansão da synth-music no out-rock e por aí fora; a aceitação neste universo de protagonistas femininas (Laurel Halo deve-lhe muito) e até a forma como parece ligar extremos. Esta última parte interessa, Christelle já o fazia nos seus tempos cósmicos, a sua música interligava qualidade ancestral com referências mais cheesy. Em “Joy One Mile”, o seu primeiro longa-duração assumidamente de dança, isso volta a acontecer. Quem seguir a carreira de Christelle saberá (através de mixtapes, entrevistas) que anda atenta ao house actual, referenciando nomes que não serão estranhos a quem segue normalmente as comunicações Flur. Aqui funde essas ideias, essas referências, com aquela espécie de house-funk que era muito comum entre finais dos 1980 e primeira metade dos 1990 e o resultado é uma espécie de lugar com vista para o cósmico misturado misturado com a fantasia das house-mixes e dub-versions que saíam aos montes nessa altura.

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

DIRTY BEACHES Drifters / Love Is The Devil CD

€ 16,50 CD Zoo Music

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“Badlands” (2011) ainda parece ser o grande disco de Dirty Beaches, mesmo que a sua banda sonora para “Water Park” – vocês sabem, têm lido aqui a nossa devoção -, seja mesmo um grande disco – é, certamente, um dos discos do ano aqui para a malta Flur. E depois desse fogo aquático instrumental, hipnótico e quase mágico, Alex Hungtai reactiva o projecto na sua dimensão oficial, recuperando, claro, o sabor rockabilly que fez a fama em “Badlands”. Mas a novidade está no maior deslocamento da realidade, como se estilos, música e voz ganhassem relevo, deixando tudo com sombras. Com este expressionismo, o motor rockabilly apenas aparece engrenado, deixando espaço para a conquista de paisagens que tão bem se autonomizaram em “Water Park”. Se “Badlands” parecia querer ser um grito de raiva (portanto, afirmação), este álbum – que são dois, na verdade! – estende-se a perder de vista, dando-nos mais hipóteses e mais alimento. E depois há “Love Is The Devil” a tal segunda obra – se precisam de melhor indicação para tudo, “Drifters” é um melhor “Badlands” e “Love Is The Devil” é um fantástico “Water Park”. E é por isso que gostamos mais de Dirty Beaches em 2013: porque nos faz imaginar um mundo em que Dean Blunt possa fazer parte de uns Excepter, por exemplo. Um disco imenso, em todos os sentidos. Será que vamos colocar dois discos de Dirty Beaches na lista dos melhores do ano? A não perder!

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

DISCMEN Part Human Part Simpson CDR

€ 6,95 CDR Microwave Recordings / Staalplaat

Restos de armazém ! Novos ! Edição única de 1999 !

“Os homens-disco são apenas um, José Moura, que depois de uma estreia auspiciosa com produção nacional regressa com um álbum distribuído internacionalmente pela prestigiada editora holandesa de “new music” Staalplaat. Adepto do erro controlado enquanto sistema gerador e catalisador/reconversor da prática musical, confesso admirador dos Oval, Discmen (vamos chamar-lhe assim) usou no seu trabalho anterior discos compactos danificados para a criação de grooves descontínuos e agrestes que evocavam, de facto, as “malfunctions” digitais do grupo de Markus Popp. Em “Part Human Part Simpson”, se não mudou a matéria-prima, terá mudado por certo o aproveitamento e manipulação da mesma, já que a música evoluiu para sonoridades cíclicas mais fluidas que lembram “Idioglossia” de Chris Burke mas, sobretudo, um tipo de colagem usado pelos Negativland. 25 segmentos electrónicos de curta duração, com montagem e desmontagem de batidas, drones, timbres e ciclos capturados do leitor de CD, combinam automatismo e emoção digital. Artesão com corpo de homem e espírito de Simpson, Discmen soube tirar o melhor partido dos materiais utilizados, qual demiurgo de um universo de microssistemas autónomos produtores de sinais de comunicação eternamente rolando em sistemas fechados. Imagens bloqueadas de um filme de animação que, à força de repetir os mesmos “gags”, se transforma em ameaça.”

(Fernando Magalhães in suplemento Sons, jornal Público, 19.11.1999)

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Sexta-feira, 21 Junho, 2013

MIKE SHIFLET Hawkmoth CDR

€ 8,95 CDR Noisendo

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“Hawkmoth” soa a uma reprodução sintética das gravações de campo de Chris Watson, soa a uma co-invenção da Natureza num esplendor nocturno de homenagem a cinco das mais de 1400 espécies de mariposa. Com cuidado escutamos o ambiente em que se movem a “Death’s Head”, “Lime”, “Oleander”, “Hummingbird” e “Elephant”, também títulos de cinco das sete partes desta longa composição. Difícil perceber a fronteira entre realidade e recriação, nunca desfeita nem mesmo com o agudo detalhe da gravação. Shiflet puxa pela matéria orgânica e liga-a à electricidade. A faixa introdutória poderia ser um rádio em confortável sintonia entre postos em onda curta, uma espécie de captação do nada que, como se sabe pelo menos desde “4:33″ de John Cage, nunca é verdadeiramente o Nada. Recomendamos imersão total nos 45 minutos de passeio por este mundo semi-secreto. 5 capas diferentes, 100 exemplares numerados.

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Segunda-feira, 17 Junho, 2013

ORELHA NEGRA Orelha Negra II 2LP (Reedição)

€ 24,50 2LP Rastilho

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Reedição em vinil colorido (púrpura).

Segundo e sólido álbum do colectivo que inclui, entre outros, Sam The Kid, Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes (os dois últimos dos Cool Hipnoise). O trabalho instrumental sobre (ou sob) as samples atinge neste disco um nível de coordenação impressionante, soando como uma única entidade que gera samples e instrumentais em simultâneo. A matriz hip hop não é tão evidente, embora presida a toda a concepção – a ética, os métodos e o património da cultura hip hop, o seu enorme respeito pela história da música negra, estão na base do álbum. Um hit descarado como “O Segredo” é transversal como a melhor matéria popular. A riqueza dos arranjos, o apuro no groove, a convocação física da memória e conhecimento de todos os envolvidos, tudo comunica directamente com quem escuta o disco. A marca de um bom trabalho, aqui, encontra-se desde logo no facto de a banda conseguir que não necessitemos dessa memória nem desse conhecimento para gostar de Orelha Negra. É tão directo como isso.

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Sexta-feira, 7 Junho, 2013

XIU XIU + EUGENE S. ROBINSON Sal Mineo CD

€ 16,50 € 12,50 CD Important

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Vinte e quatro temas que deslizam ao longo de 40 minutos, funcionam como um filme entre Jamie Stewart e Eugene Robinson. Música do homem Xiu Xiu, o primeiro, para voz e lírica do homem Oxbow, o segundo. Parece estarmos a ouvir uma história narrada dentro de um filme expressionista, em vácuo, sem grande luz. Sal Mineo pode dar algumas dicas: o nome deste duo é também o nome de um actor de cara-de-rapaz que começou a dar nas vistas no cinema e tv a partir dos anos 50. Assumiu a sua não-heterossexualidade na década de 60, o que lhe deu, como era normal na época, alguns problemas e um declínio lento mas inexorável. Morreu em circunstâncias estranhas, assassinado, e com isto tudo formam-se retratos possíveis para esta banda-sonora não-oficial. Não há propriamente canções, nem uma estrutura demasiado definida: tudo flui num contínuo de sons, palavras, acústico e eléctrico, industrial poético, entre o sussurro dos finados e a declaração de amor épico, como a história da vida de cada um de nós. Intenso e dramático, por vezes fulminante, este é um disco tão especial que, embora não faça uma ligação imediata com Xiu Xiu ou Oxbow, merece tanta ou mais atenção.

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Quinta-feira, 23 Maio, 2013

SCOUT NIBLETT It’s Up To Emma CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 17,50 LP Drag City

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Não se deixem enganar pelo marketing, mas às vezes ele fala a verdade e nós nem ligamos. “It’s Up To Emma” acompanha-nos há muitas semanas e quando apareceu finalmente o disco na nossa loja já não dava para ter dúvidas: eis um álbum que consegue fazer sombra à sua impressionante discografia. E a verdade é que quando nos lembramos de alguns álbuns – e porque não “Sweet Heart Forever”, o primeiro; ou o soberbo “The Calcination…”, de há três anos -, parece incrível como nos apaixonamos irremediavelmente por estas canções que nos cortam o coração às postas. Tudo dito com eloquência – mesmo quando é para nos atingir e magoar -, com subtil harmonia e equilíbrio – nada parece existir para além do que é mesmo necessário -, com perspicaz resultado – consegue embalar-nos ou devolver-nos esperança perdida de um tema para outro. É um festim de electricidade controlada ao pormenor, cordas e arranjos demolidores e lírica que nos empurra as emoções todas para um canto. Só resiste uma dúvida: como é que Scout Niblett não está bem lá no topo das preferências de todos? A ver se é desta, pois “It’s Up To Emma” é um soberbo álbum.

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