Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

MATIAS AGUAYO The Visitor CD / 2LP + 2CD

€ 14,95 € 12,50 CD Cómeme

€ 22,50 2LP + 2CD Cómeme

[audio:http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD03-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD03-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD03-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD03-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD03-5.mp3]

Este é um álbum latino até à medula, construído ao longo de 5 anos em vários locais e com recurso a uma família de colaboradores principalmente activos em torno da própria editora Cómeme. Esclareça-se: em português seria “Come-me”, e nessa nota este é um álbum profundamente sexual, flirt permanente entre os colaboradores, sendo o ouvinte uma espécie de voyeur que saliva por ter vontade em fazer parte. É isso. Aguayo consegue um álbum brilhante de energia e vitalidade, assente em ideias de percussão rudes que, escutadas com atenção, transcendem géneros a partir da raiz. Várias letras são improvisadas, há desafios e complementos de vozes que nos deixam mesmo a morder os lábios por não estar lá, há Suicide e Genesis P-Orridge a acontecer (estranho? nada!), cumbias, cânticos, coros, festa e celebração de uma postura diferente na música de dança contemporânea. Não duvidem que este é um dos álbuns rítmicos mais arrojados e incríveis que vão ouvir este ano. É pessoal e comunitário e é epitomizado à quinta faixa com “Una Fiesta Diferente”, em que um coro diz que vai a uma festa diferente, não é que se esteja mal nesta mas “não é para mim”. O refrão ataca a seguir em modo Pharrell Williams clássico, e derretem-se algumas partes do nosso corpo. “El Sucu Tucu”, a seguir, sumariza a abordagem mais tribal que adoramos, cruzada com alguém alcoolizado a disparar palavras sem nexo por cima de um groove meio escondido que podia sair da mais típica peça de electro-industrial do princípio dos 90s. Há mundos em choque durante todo o álbum, e até uma ideia de Uwe Schmidt quando executou o projecto Los Samplers, só que Aguayo e a família de amigos transformam isto numa dança vibrante à porta (ou dentro) de um cemitério cheio de flores coloridas e mortos que partiram em paz. Apanhem isto porque tem uma mensagem importante e vai fazer-vos sentir mais vivos. São histórias sobre coisas normais, quotidianas, elevadas a estatuto de vitalidade criativa. Sabe-se como precisamos disso.

Com Juliana Gattas (Miranda!), Aérea Negrot (Hercules & Love Affair), Daniel Maloso, Jorge González (Los Prisioneros), Philipp Gorbachev, etc. Co-produção de Deadbeat. A edição em vinil inclui CD duplo também com os instrumentais.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 5 Julho, 2013

THE DURUTTI COLUMN Treatise On The Steppenwolf CD

€ 15,50 € 12,50 CD Factory Benelux

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Editado em 2008, esta é mais uma recuperação recente do catálogo da LTM – via a “nova” Factory – e, mais importante que isso, uma recuperação do catálogo dos Durutti Column. “Treatise On The Steppenwolf” é, curiosamente, o primeiro trabalho de banda sonora feito por Vini Reilly. A peça de teatro estreou em Maio de 2003, tendo sido escrita e dirigida por Gerard McInulty, que adaptou “Steppenwolf” de Herman Hesse. O nome de McInulty não é inocente nisto tudo: foi membro dos The Wake, o que justifica a razão pela qual os Durutti Column possam ter sido chamados para este trabalho – ambos foram colegas de editora, na Factory. O disco compila tanto peças de estúdio como pedaços ao vivo, da peça, e situa-se numa zona de interessante produção de Reilly – “Rebellion” ou “Tempus Fugit” ancoram esta obra no tempo. Mas a particularidade desta banda sonora é parecer abraçar todo o universo Durutti Column, como se fosse uma oportunidade de remisturar ideias, canções e temas que andaram sempre a circular na sua obra. Embora se reconheçam sons, “Treatise On The Steppenwolf” tem suficiente sumo para ser tão importante como alguns álbuns do mesmo período.

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Sexta-feira, 5 Julho, 2013

µ-ZIQ Chewed Corners CD

€ 12,50 CD Planet Mu

OUVIR / LISTEN:
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Hoje em dia, na nossa cabeça, bem como nas nossas prateleiras, o nome de Mike Paradinas está mais presente como chefe da sua editora Planet Mu do que como homem que se esconde atrás de µ-ziq. Há muitos anos, havia uma espécie de tridente aguçado e reluzente, com Aphex Twin e, também, Autechre. Electrónica explosiva, sem freios, com todo o terreno pela frente. Deu gosto estar no lugar da frente nesses anos 90. E tal como Richard James montou a sua Rephlex, também Mike Paradinas montou a o seu planeta Mu. Durante muitos anos parecia uma escola do som µ-ziq, mas recentemente o footwork e as ramificações dançáveis da bass music fizeram-nos seguir de muito perto a editora: foi lá, recordamos, que Machinedrum nos deu o seu último e brilhante álbum. Depois de seis anos de ausência, Paradinas reaviva o projecto, limando algumas arestas e tentando aproximar-se de um maior público, diminuindo a velocidade e usando um flare retro que, aqui e ali, torna a sua electrónica mais humana e comunicativa. Sempre barroca e exagerada, evocando tanto Larry Heard ou Boards Of Canada, por exemplo, “Chewed Corners” reanima a discografia Paradinas, mas ainda parece dialogar mais com os seus fãs do que com novos seguidores da Planet Mu.

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Sexta-feira, 5 Julho, 2013

THE FOCUS GROUP Elektrik Karousel CD / LP + mp3

€ 14,95 CD Ghost Box

€ 19,50 LP + mp3 Ghost Box

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBX018-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBX018-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBX018-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBX018-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBX018-5.mp3]

Durante anos Julian House foi conhecido por ter desenhado capas para os Primal Scream e para os Stereolab, entre muitos outros. No início deste século fundou a Ghost Box, editora que tem servido como base para os seus lançamentos como Focus Group, projecto que explora ideias de library music e de electrónica de base, bem como para projectos que circundam a sua área de acção. “Elektrik Carousel” tem um título que desmascara as intenções de Julian House para este longa-duração: os sons parecem de uma feira popular flutuante que carrega tanto misticismo como loucura, tristeza, alegria, e aquele sentimento de hauntology que existe na música de Leyland Kirby. É uma caixinha de música e ao mesmo tempo parece uma enciclopédia de um género que tem sido tão bem recuperado por muitos britânicos nos últimos anos: é quase como se este género de electrónica – coleccionista, fascinada com memorabilia – fosse a nova exotica. E simultaneamente é música complicada e ingénua, atravessando Raymond Scott e a BBC Radiophonic Workshop e levando-os ao presente, com uma linguagem que se respira como actual. Seja como for, “Elektrik Carousel” é uma espécie de disco riscado que quisemos ter nas nossas colecções: viajamos, ficamos presos em memórias, sem sair do mesmo sítio.

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Sexta-feira, 5 Julho, 2013

DEMDIKE STARE Testpressing #003 12″

€ 12,50 12″ Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE087-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE087-2.mp3]

É cada vez mais claro que a a série “Testpressing” é uma pista de testes para os Demdike Stare. Depois dos dois primeiros maxis da série apontarem mais para o drum’n’bass, este “003” é uma espécie de tributo ao house. E não é preciso chegar lá, as primeiras notas de “Eulogy” afirmam imediatamente isso e levam-nos a sítios bonitos, que mais bonitos se tornam à medida que avançamos no tema. Se por um lado pode parece que Sean & Miles estão a apontar para muitas direcções, a verdade é que este material foi sempre assumido como experiências: e, como tal, é normalíssimo que as suas formas sejam mais cruas. E é essa rudeza, esse não tratamento, uma espécie de não-concepção e falta de definição que encanta nesta série. “003” poderia ser uma reedição da Rush Hour e ficaríamos vendidos com isso. Mas é um original de AGORA com umas linhas incríveis, pelas quais ficamos imediatamente apaixonados. Um caso sério de paixão.

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Sexta-feira, 5 Julho, 2013

YONG YONG Love LP

€ 17,95 LP Night School

Dupla localizada em Lisboa e que tem existido com alguma presença nos últimos dois anos. Surgiram mais ou menos quando os Hype Williams começaram a crescer e ainda não estavam perto daquilo que são hoje, mas são mais um espectro ACTUAL dos mítico-essencialíssimos Skaters do que qualquer outra coisa. Isto não lhes tira qualquer originalidade, aliás, as comparações que se possam fazer com os Yong Yong são meramente para os localizar: é mais uma procura de espaço de som do que propriamente o som em si. Ou seja, não se vão encontrar fantasmas de Hype Williams e Skaters, mas sim as mesmas características de exploração, o mesmo arrojo pelo desconhecido e uma entrada nessas trevas que são o infinito que, mais tarde, se releva apenas uma linguagem que a cultura pop demorou a interiorizar. “Love” é um álbum absolutamente magistral, um dos melhores discos de música electrónica/experimental que ouvimos nos últimos anos. Uma liberdade descomunal, beats sujos e valentes, sempre com uma espécie de timidez que não é mais do que uma expressão subterrânea dos beats que nos envolvem noutros meios. O grão da música dos Yong Yong é especial, vai além da ideia de hypnagogic pop ou do R&B de madrugada dos Hype Williams: não é território dos sonhos nem matéria da memória, é antes uma assumpção vertical do que esse género de música pode ser. Com o lo-fi no limite da percepção, mas no ponto para se tornar uma marca e uma afirmação absolutamente fulcral na música dos Yong Yong – e além. Queriam um disco especial? Ele chama-se “Love”.

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http://api.soundcloud.com/playlists/1913382

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Sexta-feira, 21 Junho, 2013

SPIRIT OF THE BLACK 808 Dirty Jointz 12″

€ 10,50 12″ Eargasmic

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Acreditamos no que lemos, que diz que estas faixas foram gravadas em 1997 mas nunca editadas em disco. Outra prova de que a década não cessa de mostrar actualidade e consequência. Os kicks e harmonias dos 90s estão em alta, mas não é por isso que este disco é bom. Continuidade negra, manifesto analógico, ritual de passagem numa transmissão a partir de Chicago para o Mundo, nada inventado aqui mas sabiamente adquirido de antecessores. As palmas na faixa 2 (nenhuma tem título) são tão clássicas como o Disco rítmico mais importante, sem acessórios que desviem a atenção do que acontece com os nossos pés. O som de festa é típico Moodymann, sempre alguma coisa a acontecer e geralmente mete copos e mulheres, PELO MENOS. Deep deep deep onde o sónar tem dificuldade em chegar.

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Quarta-feira, 19 Junho, 2013

BIG STRICK Groove 12″

€ 12,50 12″ 7 Days Entertainment

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Tem andado seguramente a prolongar o toque de Omar-S e a sabedoria deste grupo de iluminados norte-americanos. O toque supremo de magia, neste maxi, está em “Reese Cup”, suave vertigem psicadélica que poisa na cabeça como a nave-mãe no final de “Encontros Imediatos do Terceiro Grau”. É psicadélico para caraças, mas não representa perigo e ainda por cima preserva o passado e devolve-o ao Presente (para quem viu o filme, os aviadores perdidos no Triângulo das Bermudas). É demais. Perfeitamente complementado pela última faixa “How High”, um motor tão bem identificado como o ultra-citado motorik de Neu! e Jaki Liebezeit, mas com a diferença de uma mudança mal engrenada que automaticamente puxa para cima (outra analogia: “Regresso Ao Futuro”?). Além disso, “Groove” chega em duas versões, tradicionais vocal e instrumental para sustentar o apelo a todos (“put your hands in the air and let’em stay there”); no instrumental é a cabeça que fica toda no ar.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

SAMBA TOURE Albala CD / LP + CD

€ 15,50 € 12,50 CD Glitterbeat

€ 17,50 € 15,50 LP + CD Glitterbeat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-5.mp3]

Disco absolutamente centrado na realidade e experiência de Samba Touré envolvendo principalmente a turbulência na sua região de origem, ao Norte do Mali. Blues psicadélicos do deserto, todo o sentido nesta zona sub-saariana, um álbum cujo título traduz para “Perigo”, cheio de avisos, constatações e apelos (“Assassinos, abandonem o nosso caminho / Violadores, abandonem o nosso caminho / Traidores, abandonem o nosso caminho”). Touré fez parte da banda de Ali Farka Touré e este é o seu terceiro álbum, reunindo o seu habitual conjunto de músicos: Djimé Sissoko (n’goni ) e Madou Sanogo (congas, djembe) e os convidados Zoumana Tereta, Aminata Wassidje Traore e o talvez improvável Hugo Race (The Bad Seeds). Música profundamente tocante, feita de subtis mas complexas percussões, prantos de guitarra e todo o exotismo dos instrumentos tradicionais. Groove muito próprio da música introspectiva que consegue transmitir enorme empatia pelos sentimentos expostos pela voz, embora as palavras sejam ininteligíveis. O segredo? Empenho e verdade na passagem das raízes para o mundo exterior. Chris Eckman dos Walkabouts ajuda na produção e mistura destas gravações sublimes realizadas em Bamako no Outono de 2012. Para nós, pobres ignorantes, o livrinho que acompanha a edição inclui uma breve explicação sobre o tema de cada canção e a respectiva letra traduzida para inglês. LP com capa gatefold.

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Quarta-feira, 24 Abril, 2013

TOM BUGS Living Leaving 12″

€ 11,50 12″ FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TOMBUGGS-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TOMBUGGS-2.mp3]

Arritmia boa via Bristol já não era coisa escutada há muito (parece-nos). Entra Tom Bugs, criador de synths modulares construídos à mão para a sua Bug Brand, e temos o Poder Cósmico do lado da FXHE, de novo. Faixas longas de variação rítmica imprevisível e confusa para os sentidos, mas é nas calmas. Demora até chegar ao ponto e é precisamente por isso que o impacto faz coçar a cabeça. O que se passa ali? Manuel Göttsching ajuda a inventar o techno outra vez? Delírio synth-a-délico que chega a Detroit OUTRA VEZ? Género de revisitação do Tempo em modelo atípico na FXHE, herança em cima de herança. Não fazemos sentido mas a música faz.

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Quinta-feira, 28 Fevereiro, 2013

RODRIGUEZ Cold Fact CD / LP

€ 13,50 CD Light In The Attic

€ 20,50 € 18,50 LP Light In The Attic

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Sixto Rodriguez nasceu na Detroit que tantas vezes evocamos aqui por causa de um outro género musical. Rodriguez surgiu primeiro com “I’ll Sleep Away”, single lançado no Verão do amor de 1967, mas só com “Cold Fact”, em 1969, se fez notar. “Sugar Man”, tema que abre o disco, foi hino hip para uma América que se insurgia contra o Vietnam. Rodriguez foi icone da revolta e a sua música o resultado do cruzamento improvável entre Dylan e Burt Bacharach, uns Love temperados por orquestrações Spectorianas e por apontamentos de psicadelismo, muitas vezes sugeridos pela electrónica. Na altura o disco, produzido e arranjado por Dennis Coffey e que, entre outros, conta com as participações dos Funk Brothers, reuniu o consenso da crítica mas ficou longe das expectativa de vendas da editora. “Cold Fact” rapidamente passou ao esquecimento, vindo a adquirir o estatuto de disco de culto nos anos que se lhe seguiram. Rodriguez não arrumaria as botas sem antes fazer uma segunda tentativa de alcançar o reconhecimento das massas.

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Quinta-feira, 28 Fevereiro, 2013

RODRIGUEZ Coming From Reality CD

€ 13,50 CD Light In The Attic

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“Coming From Reality” foi gravado em Londres no ano de 1971. Dentro do leque de músicos de sessão recrutados dá-se conta do versátil Chris Spedding pouco tempo depois de largar os Nucleus. O disco segue o caminho do seu antecessor, ficando injustamente remetido ao esquecimento. Um desencantado Rodriguez prossegue a via académica em detrimento da música. Tempo de intervalo para uma história que é escrita em duas partes e retomada anos mais tarde, já nos finais da década de 1990, quando um improvável foco de entusiasmo em torno da sua música brota na improvável África do Sul. Pouco tempo depois é David Holmes quem recupera “Sugar Man” para uma releitura incluída na sua compilação “Come Get It, I Got It”, de 2002. A partir daqui, era apenas uma questão de tempo até que as reedições oficiais da sua curta discografia ficassem disponíveis. Edição remasterizada que é servida em luxuoso digipak, com libretos suculentos – feitos de fotos, ensaios e entrevistas – e temas extra exclusivos, tudo com o habitual tratamento e cuidado que a Light In The Attic confere a cada etápa do seu catálogo escolhido a dedo. Rodriguez ressurgiu mais recentemente para receber o entusiasmo e reconhecimento de gerações mais novas. Um final feliz para uma história que continuará a ser escrita e cujos primeiros e preciosos capítulos urgem ser redescobertos.

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

RODRIGUEZ Searching For Sugarman OST 2LP

€ 32,50 € 27,95 2LP (180 g) Light In The Attic

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Muitos, por cá (e lá), terão descoberto Rodriguez através da peça do “60 Minutos”, a propósito do documentário lançado sobre o (durante tanto tempo) obscuro músico de Detroit, que ao longo de 40 anos, já depois de ter editado os injustamente ignorados “Cold Fact” e “Coming From Reality” (mais tarde trazidos a lume pela nobre Light In The Attic), foi construtor civil enquanto estudava filosofia. Também durante (demasiado) tempo se pensou que teria morrido ao lançar-se em chamas em palco. Apenas num recanto do mundo, África do Sul, onde tinham chegado bootlegs dos seus álbuns, a sua música reverberava, sobretudo junto da juventude em luta contra o Apartheid. Tudo enquanto o resto do mundo dormia. Acordou. E deparou-se com um músico maior – e bem vivo! -, cujo percurso é matéria recolhida nos poemas das suas canções e, agora também, pelo filme de Malik Bendjelloul que persegue o caminho tortuoso, mas fascinante, do autor de “I Wonder”. Aqui, a banda sonora de “Searching For Sugar Man” (que recupera temas dos seus dois álbuns) não serve de contraponto, é antes protagonista, a lente que perpectiva um olhar muito próprio, mas ainda assim, e por isso mesmo, cunhado com o gene da universalidade que a todos e de todos fala. Sobre amor, política, corrupção, drogas. Urge ouvi-lo. Outra vez ou pela primeira.

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