Quinta-feira, 25 Julho, 2013

MELT YOURSELF DOWN Melt Yourself Down CD

€ 15,95 € 11,95 CD Leaf

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Já nem nos espantamos quando a editora Leaf nos troca as voltas. De tanto rodopio, nem sabemos bem onde devemos assentar os pés para ouvirmos os seus discos. Aliás, preste-se atenção à declaração de intenções para este “Melt Yourself Down” – o nome já é um programa: é o som de Cairo em 1957, de Colónia 1972, de Nova Iorque 1978 e de Londres 2013. Mesmo que este mapeamento falhe redondamente – e a mera enunciação destas coordenadas é o anúncio do seu falhanço -, fica exposto o livro de bordo desta nave que navega livremente pelo tempo e pelo espaço. De resto, o que se poderia esperar de uma banda que parece só saber tocar em convulsão rítmica? De uma banda que tem Polar Bear, Heliocentrics, Rokia Traoré, Mulatu Astatke ou Transglobal Undergound no seu código genético só podemos esperar muita coisa e graças a deus que é tudo bom. A apresentação do disco ainda fala em vudu, num festim, numa trip, num protesto, num ritual. É isto tudo, tocado num estado febril, como se se aproximasse um tornado. Todas as certezas serão destruídas por este vendaval punk e se vamos ou não derreter-nos com esta temperatura só dependerá do estado do nosso sangue e de como ele nos corre nas veias. Estonteante e imperdível para quem o ritmo de África e das Caraíbas está no topo da “pirâmide”.

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Quinta-feira, 25 Julho, 2013

CARL ORFF & GUNILD KEETMAN Music For Children CD / LP

€ 13,95 € 12,50 CD Trunk

€ 19,50 € 17,95 LP Trunk

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A partir de 1920, e durante quase cinco décadas, Carl Orff e Gunild Keetman escreveram uma espécie de manifesto sonoro sobre a aprendizagem da música por crianças e jovens. Pegando no ritmo como fundamento básico da música e da expressão corporal, algumas peças desta cruzada assentam em simples e descomplexados exercícios envolvendo instrumentos simples, como se fossem jogos; contudo, como quase toda a pedagogia, os processos mais avançados incluíam arrojadas improvisações e instrumentações, dando a entender a amplitude da disciplina. Algumas destas composições e primeiras lições foram oficializadas no início da década de 30 com o intuito de fazerem parte do currículo escolar normal, mas a chegada espampanante dos nacionais-socialistas na Alemanha alterou este e muitos outros planos. Só algum tempo depois do fim da Segunda Grande Guerra é que Orff e Keetman voltariam ao assunto, dando atenção a canções e rimas infantis alemãs, compilando com intensa aplicação milhares de composições – em 1950, “Musik Für Kinder” era o resultado desse trabalho em 5 ambiciosos volumes. No final dessa década, alguns destes estudos acabariam por ser traduzidos para inglês, editando-se um LP em dois volumes em 1958. “Music For Children” é, pois, a reedição remasterizada desse álbum, que também junta o libreto que apenas foi acessível na década de 50 por correio para quem comprasse os álbuns. São 85 temas – pequenos, naturalmente – que podiam ser quase uma espécie de obra coral infantil de Moondog, que tanto parece ingénua como altamente sedutora e moderna. Nem esperaríamos outra coisa da essencial Trunk.

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Quinta-feira, 25 Julho, 2013

INNODE Gridshifter (STEFAN NÉMETH) LP

€ 17,95 LP Editions Mego

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Já todos sabem da triste notícia: os Radian, tal como os conhecíamos, acabaram. Contudo, há duas boas notícias associadas a esta: os Radian sobrevivem com um novo guitarrista e operador digital (Martin Siewert) e o demissionário Stefan Németh inicia uma nova aventura com Innode. Muitos dos golpes de rins de Radian vinham do seu hábil manuseio da electrónica, pelo que, por agora, talvez possamos ficar satisfeitos com este disco. O primeiro tema (que se separa em dois) recupera digitalmente o que poderá ser uma sobra Radian – estática desoladora que sem preparação explode-nos no colo, estendendo uma espécie de micro-techno demasiado subtil para nos iludir por muito tempo. E se tudo dantes era controlado até ao infinitésimo detalhe pelo genial e insubstituível Martin Brandlmayr, Németh teve que recorrer a dois percussionistas para os submeter à sua grelha interactiva: Steven Hess (dos Pan American) e Bernhard Breuer (Electro Guzzi) são os fazedores de ritmos de “Grindshifter”, entre o humano e o não-humano. Nos momentos de maior intensidade, há padrões que fazem vénia ao fantasma Pan Sonic ou, até mesmo, Ryoji Ikeda, mas é quando a composição se aproxima da neutralidade rítmica, do espírito electroacústico mais ambiental, que “Gridshifter” nos agarra e consegue deixar-nos quase a tremer por antecipação. Németh quis mostrar recursos pós-Radian e este álbum mostra o poder do seu som e, sobretudo, da composição musical. Talvez um dos mais luxuriantes discos recentes da Mego que, por questões de fidelidade sonora, apenas teve edição em vinil. A não perder.

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Quinta-feira, 25 Julho, 2013

THE WIRE #354 (August 2013) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

Na nossa geografia, a capa deste número diz-nos muito: Rob Mazurek vai estar no Jazz Em Agosto, que começa dentro de dias. Depois de há uns anos ter trazido a sua Exploding Star Orchestra com o veterano Bill Dixon, este ano é a vez de trazer o não menos veterano Pharoah Sanders com a sua Underground – ainda Chicago meets São Paulo. Vão ter as honras de fecho da trigésima edição do festival da Gulbenkian. Na Wire destacam-se as suas três novas edições e as suas grandes questões terrenas e cósmicas. Mas este número traz outro assunto importante na capa: o seu disco gratuito – Tapper número 32. Outros assuntos: o techno de Helena Hauff, as improvisações de Marisa Anderson, as revoluções sonoras na Turquia, a arte de Emma Hart, a jukebox invisível com Jussi Lehtisalo (membro dos Circle), a recuperação de Else Marie Pade, o pioneirismo de Meredith Monk. E páginas e páginas de críticas aos discos do mês. No fim, Asmus Tietchens fala da sua epifania com os The Shadows.


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Quarta-feira, 24 Julho, 2013

NORBERTO LOBO & JOÃO LOBO Mogul De Jade CD

€ 7,95 CD Mbari

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Quando, em Fevereiro de 2012, Norberto Lobo e João Lobo oficializaram este duo num concerto no Teatro Maria Matos em Lisboa, havia a promessa de seguir “Mu” de Don Cherry ou “Interstellar Space” de John Coltrane como guias espirituais para esta aventura. Duas obras musicais incontornáveis que colocariam o duo sob os holofotes do jazz. Mas este diálogo, conhecido agora também em disco, fala outras línguas, numa demonstração do virtuosismo destes músicos e da sua desmesurada ambição: há convocação de ragas, electricidade de fusão, aroma brasileiro, canções desfeitas ou improvisação melancólica. Se houver uma falha a apontar a este álbum, essa falha traz aspas e é de certeza o leque de cores e sotaques que apresenta, parecendo preferir esvoaçar por culturas e geografias em vez de assentar num diálogo oficial entre os dois músicos. Ainda bem: num pequeno disco fica mostrada a riqueza sonora destes dois Lobos que, embora não tenham laços de sangue, quis que o apelido comum simbolizasse um certo destino. E se tudo parece fácil nas mãos de Norberto, eis João a abrir a sua música como nunca até hoje tínhamos sentido. Óptimo.

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Quarta-feira, 10 Julho, 2013

EZECHIEL PAILHÈS Divine CD

€ 12,50 CD Circus Company

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Na editora que lançou definitivamente Nicolas Jaar, metade dos Nôze (lembram-se, na Get Physical?) grava um álbum a meio caminho entre a intimidade electrónica e acústica semi-jazz de Jaar e uma tendência house que nunca chega de facto a manifestar-se, como se fosse domada e subjugada com a arte da canção francesa. Essa, sim, aparece em “Quietude”, e uma aura de Gainsbourg noutras coisas como “Qui Sait”. Há muitas palmas a marcar cadência, quase-reggae, uma imaginação francesa de Paris mas também mediterrânica em pleno júbilo. Piano preparado + todos os sons criados por Ezechiel numa atmosfera caseira em Paris. Isso nota-se, mas também se nota uma dinâmica de sala de concertos com músicos Clássicos a interpretar Clássicos de House ou Techno (“Under The Lake” e “Furioso” são bons exemplos disso). Na investigação séria costuma dizer-se “sigam o dinheiro” para chegar a uma conclusão digna. Neste caso temos vários trunfos seguros para que isso aconteça: Ezechiel é um dos responsáveis pela editora Circus Company e um dos primeiros a acreditar no talento de Nicolas Jaar.

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Quarta-feira, 10 Julho, 2013

GLENN UNDERGROUND July 12 1979 CD

€ 14,95 CD Strictly Jaz Unit Muzic

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12 de Julho de 1979 foi a data em que aconteceu a “Disco Demolition Night”, um evento planeado para coincidir com o encontro de baseball entre os Chcago White Sox e os Detroit Tigers. Esse evento dentro do evento foi instigado por um DJ de rádio, Steve Dahl, farto, como tantas outras pessoas, da sobre-exposição da cena Disco na segunda metade dos 70s. Tudo no Disco servia para marketing de produtos e chegou-se a um ponto insuportável que, paradoxalmente, foi o que permitiu a longevidade da cultura de dança tal como a experimentamos ainda hoje. Nessa noite queimaram-se pilhas de vinil e gritou-se “Disco sucks!” em regime de tumulto mais ou menos preocupante. Glenn Underground, um dos nomes clássicos da era deep house dos 90s, assinala com este álbum a sobrevivência da boa influência Disco, que para muita gente ainda significa apenas e só uma bola de espelhos, roupas “engraçadas”, Boney M e Village People (o que se viu no Pavilhão Atlântico há uns anos). GU mostra a relação profunda entre Disco e House, um género nasce a partir do outro, desenvolve autonomia mas presta homenagem sempre que possível. Uma faixa como “Going Bananas (Gorilla Disco)” tem as cordas, o Espaço, a cadência, a atmosfera que ligam Rinder & Lewis em 77 a Faze Action em 97 e a algo que ainda perdura. Álbum que espalha uma brisa suave, não tanto nostálgico como protector, extremamente musical e destinado a virar as cabeças de quem se viciou em house nos 90s ou a conquistar novas cabeças cansadas da óbvia formatação daquilo que de mais massificado se produz hoje em dia para dançar. Sem desculpar os anos 90, quando aconteceu nova sobredosagem e formatação na cultura de dança, 20 anos depois da data no título deste álbum, foi também lá (90s) que se segurou bem perto da raiz esta semente que ainda dá fruto.

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Quarta-feira, 10 Julho, 2013

TEREKKE YYYYYYYYYY 12″

€ 10,95 12″ L.I.E.S.

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Long Island Electrical Systems parece nome de companhia de componentes electrónicos e é, na verdade, o nome de uma editora tão quente quanto uma resistência quente, neste momento. Ritmo impressionante de edições em 2013, temos dito e mostrado o que podemos e já estamos a pensar nas que aina não chegaram e estão anunciadas. Terekke faz um som aparentemente envelhecido na maneira como trata a cena house pós-Disco e os filtros dub. Soa tudo passado por fita magnética para adquirir conforto e mistério e, mesmo que possa ser artifício de produção (não vamos saber), foi a direcção certa para estas três faixas profundamente melancólicas numa editora que tantas vezes se tem mostrado extrovertida e assertiva. A capa com Espaço Total a acontecer perante os nossos olhos funciona como sugestão da dimensão que acolhe algumas fantasias que a música induz. Estamos cá mas não estamos bem cá.

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Quarta-feira, 10 Julho, 2013

ERB The Weekend 12″

€ 8,50 12″ (Reedição) Rush Hour

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RHRSS9-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RHRSS9-2.mp3]

“This is the weekend”, anuncia o refrão, antecedido e seguido por palavras de comunhão, a ideia bonita pré-corrupção de que seria possível uma sociedade melhor cuja base assentaria numa partilha intuitiva (neste caso na pista de dança). Ed Matthews, Braxton Holmes e Ron Trent, três de Chicago com magia nos dedos. O original de 1992 (na Clubhouse Records) é mantido intacto nesta reedição da Rush Hour, que continua a tratar como ninguém o legado house já para lá dos 80s. Vocal + instrumental para uma sensação de Verão com menos preocupações, bolha de festa em acção, problemas só lá fora, alienação temporária e escape. Não é isso que fazem milhões de pessoas que têm a sorte de poder usufruir de fins-de-semana?

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

KAREL GOEYVAERTS Karel Goeyvaerts CD / LP + mp3

€ 12,50 CD Cacophonic / Finders Keepers

€ 16,95 LP + mp3 Cacophonic / Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/2CACKCD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/2CACKCD-2.mp3]

À semelhança de outras editoras com estatuto – e é uma prática cada vez mais comum -, a Finders Keepers tem por hábito lançar as cartadas mais fortes no início de cada nova série. O exemplo desta Cacophonic não poderia ser mais expressivo: estas duas peças de Karel Goeyvaerts é o lançamento mais forte da editora no último ano. Centrada na música concreta / contemporânea, a Cacophonic faz corresponder a esse universo o labor da Finders: artistas menos trabalhados ou obras de outros mais conhecidos que, por alguma razão, nunca tiveram a atenção que mereceram. “Pour Que Les Fruits Mûrissent Cet Été” e “Op Acht Paarden Wedden” são duas peças muito semelhantes, com um ritmo muito preciso e uma sonoridade próxima do onírico, que nos fazem perder as belas noções de tempo e espaço. É efeito comum ao ouvirmos a primeira, sobretudo, fica-se com a ideia de que é maior do que parece. Aqueles 27 minutos procuram uma ideia de infinito que é bem correspondida na audição: é muito fácil perdermo-nos com contexto e no imaginário de Goeyvaerts. É uma das melhores reedições de minimalismo que ouvimos em anos. Sem espinhas.

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Terça-feira, 25 Junho, 2013

MICHEL MAGNE Musique Tachiste CD / LP + mp3

€ 12,50 CD Cacophonic / Finders Keepers

€ 16,95 LP + mp3 Cacophonic / Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/1CACKCD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1CACKCD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1CACKCD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1CACKCD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1CACKCD-5.mp3]

“Musique Tachiste” é uma proposta muito ambiciosa. É um disco desafiante, com orquestra, coros, mas que foge frequentemente ao seu lado mais clássico – que está muito presente, principalmente no seu lado B – e que frequentemente entra em apontamentos mais próximos da música concreta ou do jazz. Só que isto não acontece declaradamente, a orientação de Magne é precisa e o efeito por vezes aproxima-se àquele de uma mixtape: bem misturado, uma intercalação quase perfeita. É uma viagem entre universos, onde tudo convive com harmonia e se vive numa espécie de limbo entre géneros. Mas uma coisa está intrínseca em todos os momentos de “Musique Tachiste”: é belíssimo. Especialmente em “Concertino Triple”, onde a clássica e o jazz jogam uma espécie de ping pong até se cruzarem com enorme paixão. Cresce a cada visita e é um disco de que gostamos hoje mais do que quando o ouvimos pela primeira vez.

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Sexta-feira, 8 Julho, 2011

LINDSEY BUCKINGHAM Trouble + That’s How We Do It In L.A. 7″

€ 3,50 7″ Mercury / Phonogram (6000743)

Exemplares originais de 1981 em excelente estado

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=SCRNDQNjCK4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Fleetwood Mac conheceram estrelato à escala mundial, com e sem Peter Green (um dos seus elementos mais consequentes, a solo, embora tenha sido claramente Stevie Nicks a melhor sucedida comercialmente). Lindsey Buckingham foi escolhido para a banda por Mick Fleetwood, que ouviu uma canção sua com Stevie Nicks. Buckingham e Nicks eram um casal e a condição foi entrarem juntos para os Fleetwood Mac. Foi assim. Muito mais à frente, depois da longa tournée de “Tusk” e depois do primeiro álbum a solo de Stevie Nicks, Buckingham grava “Law And Order” em 1981. Desse álbum saiu o iluminado “Trouble”, cujo refrão é pura magia baleárica. A letra está carregada de melancolia amorosa, cenário perfeito para esta canção pop universal com coros sempre a reforçar os sarilhos em que o narrador se encontra. Muito bom. Edição alemã.

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Quinta-feira, 9 Dezembro, 2010

ZAZA Zauberstab + instrumental 7″

za za

€ 4,50 7″ Blow Up / Intercord (INT110.509)

Exemplares originais de 1982 em excelente estado

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4DlA18dcFFQ?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=uQiNF6hUQGk?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

ZaZa foram quase ‘one-hit wonder’ na cena New Wave alemã de 80s. Editaram um LP (homónimo, em 1982) e três singles (1981 e 82), dos quais “Zauberstab” conseguiu chegar ao oitavo lugar do top alemão de singles numa época em que o ouvido do público estava treinado com Grauzone, Rheingold, Trio, DAF, Kraftwerk e outros. No entanto, “Zauberstab” (“Varinha Mágica”, em português) foi banido de algumas estações de rádio porque a letra juntava “varinha mágica” e “amor” numa mesma frase. Peter La Bonté era também designer, concebeu algumas capas de discos, e a sua presença corresponde a todos os tiques new wave que aprendemos a odiar e a adorar de novo. Se vos faz confusão o single ser cantado em alemão, basta virar para o lado B com – SIM – o instrumental que sobe a música a um patamar de delícia bem elevado. Complexa, com groove, meio kraut e synth pop, algures entre DAF e Der Plan, uma descoberta não tão rara assim mas conseguimos um punhado de exemplares em bom estado (vinil e capa como aparece no topo deste post). “Zauberstab” também existe em 12″ mas estamos a falar de outros preços e, além disso, a versão é igual à do 7″. Imperdível.

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Segunda-feira, 10 Abril, 2006

BJORN TORSKE NY Lugg 12″

€ 8,50 12″ Smalltown Supersound

Primeira música original editada desde o álbum «Trobbel» em 2002. Torske faz parte do grupo de produtores nórdicos e, particularmente, noruegueses, que, desviados do centro, trabalham para alterações profundas na música contemporânea. Torske é da mesma cidade de Geir Jenssen (Biosphere) e Röyksopp, tocou na tournée de 2002 de Biosphere, editou na Crammed, Djax-Up, Tellé, Ferox (Russ Gabriel). «NY Lugg» aparece em plena época de domínio nórdico no novo Disco, mas é uma peça inteiramente diferente. Referências a Lindstrom, Prins Thomas ou Todd Terje, por exemplo, não se aplicam. «NY Lugg» pode ser Disco, mas não cabe em nenhuma descrição que queira ser acertada. Percussão meio latina por cima de efeitos sonoros dignos da banda sonora de «Forbidden Planet», groove quase Severed Heads (grupo electrónico australiano dos 80′s), um melting pot aparentemente facilitado pela posição de neutralidade nórdica, exímia em receber estímulos do exterior e fundar novas escolas a partir deles. As duas faixas restantes são Dub cruzado com o Oriente e o Espaço, um pouco de Burnt Friedman, resultando em ambientes de puro deleite sonoro. Respeito total.

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