Sexta-feira, 2 Agosto, 2013

JOHN ZORN Dreamachines CD

€ 15,50 € 12,95 CD Tzadik

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Parece injusto julgar os discos de John Zorn pelos músicos que participam, mas esta pode ser uma bem sucedida jogada de antecipação, já que é deveras complicado tentar seguir tudo o que este nova-iorquino decide compor, gravar e, para mal dos nossos pecados, editar. John Medeski, ultra-decidido em piano, Kenny Wollesen, furioso em vibrafone, Trevor Dunn, imparável em contrabaixo, e Joey Baron, all-over-the-place em bateria, formam o quarteto de serviço para continuar “Nova Express”, uma anterior composição de 2011. Dedicado e inspirado por Gyson e Burroughs, e pelas suas técnicas de corte e montagem celebrizadas no livro “The Third Mind”, Zorn joga em casa: quem conhece um mínimo da sua música sabe que não seria de agora este fascínio – Cobra ou Naked City servirão de exemplos simples. “Dreamachines” tenta seguir esse plano de trabalhos, tornando os temas elásticos, saltitando entre géneros, tempos e dinâmicas, entre o lirismo de recorte Masada e a poderosa carga jazzística; mostrando que tudo o que ouvimos só é possível – não nos cansamos de repetir – graças à exímia destreza dos geniais músicos que formam a constelação zorniana. Destaque ainda para a embalagem deste CD – a Tzadik continua a tentar não olhar a meios para valorizar as edições e vai sendo cada vez mais normal ficarmos também deslumbrados com o que vemos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

WOLF EYES No Answer: Lower Floors LP

€ 22,95 LP De Stijl

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Os Wolf Eyes nunca desapareceram. Os seus membros estiveram activos durante os anos de inactividade do projecto e mantiveram de alguma forma a chama viva. Os Wolf Eyes são responsáveis por muita da abertura que existe na música noise da actualidade bem como a facilidade com que se têm feito alguns cruzamentos mais ou menos inesperados. De certa forma, eles são parte importante do elo que une o industrial à música electrónica actual, são um capítulo inteiro que explica uma série de desenvolvimentos e a formatação de algumas coisas para uma linguagem pop: não esquecer que eles têm álbuns na Sub Pop. “No Answer: Lower Floors” é o regresso inesperado, mas com sentido: nem que seja para cavalgarem na onda de som que hoje se apropria descaradamente da influência dos Wolf Eyes. A música de “No Answer: Lower Floors” é mais formatada/condicionada, falta algo de inesperado que existia nos Wolf Eyes do passado. Contudo, isso é compensado por uma certa coerência e conduta que torna os temas deste álbum mais limpos e acessíveis. Não é top 10 da banda, mas é top 3 dos discos deles que ainda se conseguem arranjar com facilidade: e isso quer dizer muito sobre eles. Desejado regresso, óptimo disco. Delirem connosco nos doze minutos de “Confession Of The Informer”.

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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

ROMARE Love Songs: Part One 12″

€ 8,50 12″ Black Acre

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Olha-se para a capa e é um interminável exercício de colagens: o mesmo já acontecia com o anterior “Meditations On Afrocentrism”, também na Black Acre. E o mesmo acontece com a música, Romare elabora um complicadíssimo esquema de montagem para fazer a sua música, desde samples de clássicos da soul e do soft-jazz até memórias fortes da cena rave / jungle britânica dos anos 80/90. O resultado é fluente e está ausente daquela presença anónima que ofusca muitos dos exercícios actuais do género. Não é propriamente novidade, mas da última vez que o tivemos desapareceu em minutos. Por isso resolvemos dar-lhe um pequeno destaque – e chamada de atenção – neste seu regresso às nossas prateleiras. Oiçam e vibrem.

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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

THE FLYING LIZARDS Money + Money B 7″

€ 5,00 7″ Virgin / Ariola (100901-100)

Exemplares originais de 1979 em excelente estado / Original 1979 German / Dutch release. NM!

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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lBaNfa7L7Hc?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Um dia brilhante em que a escola experimental e de música improvisada inglesa se funde com a influência pop da Motown em solo britânico. Hit original da dupla Berry Gordy / Janie Bradford cantado por Barrett Strong e reaproveitado pelos Beatles e pelos Stones, pelo menos, antes de Flying Lizards operarem a revolução pop pós-punk dos 70s com a iconoclastia própria da época. Voz sem emoção, típica dos Lizards, a acentuar a mensagem sem pruridos: “i want money, that’s what i want!”. Válido antes, depois e também daqui para a frente antes da bolha rebentar de vez. Edição alemã / holandesa com o instrumental no lado B. Dub!


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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

DILLINGER Crabs In My Pamt + Crab Louse 7″

€ 5,00 7″ Ariola (11746AT)

Exemplares originais de 1977 em excelente estado / original 1977 German release. NM!

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pDUDalokSCQ?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=7poAl2sOh6g?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Um dos mais carismáticos deejays jamaicanos na segunda metade dos 70s e um dos que fez a transição para um futuro mais electrónico, especialmente com o incrível álbum “Badder Than Them”. Lamentavelmente, foi esse álbum que o desacreditou junto de muitos fãs de reggae e dancehall, presos ao mega-hit “Cocaine In My Brain”. “Crabs In My Pamt” (ou “Crabs In My Pants”) é de 1977 e pega em motivos de “Cocaine In My Brain” e de “Funky Punk”, variações sobre o mesmo riddim. Bichos dentro das cuecas fazem dançar e saltar, é a história desta canção: “i got crabs in my underpants and they keep me dancing!” Génio. Lado B com “Crab Louse”, eco e dub muito em cima para uma abordagem diferente à questão das doenças venéreas. Vida real e ritmo dope dope dope. Edição alemã em óptimo estado.

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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

CHRIS WATSON In St. Cuthbert´s Time CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

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Cada obra de Chris Watson encerra em si bem mais que um simples registo documental. Seria muito redutor que se ouvisse este mago das gravações-de-campo como tal, já que Chris Watson – outrora, um dos Cabaret Voltaire – é um exímio músico, trabalhando as suas fontes e compondo cenas como autênticos filmes sem imagens. Depois de uma viagem alucinante – o soberbo “El Tren Fantasma” relatou-nos uma travessia ferroviária costa-a-costa no México -, Watson volta à Natureza e pinta um quadro temporal, sugerindo-nos com sons o que poderá ter sido a vida em Holy Island, uma pequena ilha perto da costa de Northumberland, no norte de Inglaterra, quase a atravessar a fronteira com a Escócia. Eadfrith, o Bispo de Lindisfarne, escreveu o seu evangelho naquela ilha, entre os séculos VII e VIII depois de Cristo. Decerto terá sido inspirado pelo ambiente que o rodeava, pela Natureza, pela fauna local, pelo clima do Mar do Norte. É essa viagem no tempo que Chris Watson faz e para a qual nos transporta: sobrepondo camadas de sons, perfeitamente encaixados e dispostos, o que ouvimos é uma intensa cápsula do tempo, uma narrativa imaginária e real que, como sempre, trespassa o registo documental. Mesmo com o aparente ressurgimento do field recording, graças aos equipamentos digitais de gravação mais acessíveis, este disco mostra quem continua a ter uma linguagem única e magnífica, representando de modo original o mundo que nos rodeia. Ou seja, este álbum, que traz um livro de 24 páginas e é apenas o quinto a solo na Touch desde 1996, é para juntar à sua luminosa discografia.

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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

V/A Sons E Temas: Rock Rendez Vous / 1985 CD

€ 8,50 CD Movieplay

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O que nos separava de outros países na década de 80? Muito, quase tudo? Na música era pensamento corrente de que tudo o que se fazia cá era derivativo de algo muito melhor já feito lá fora. Com a distância dos anos, no entanto, e sem qualquer desprimor, podemos escutar uma saudável ingenuidade em algumas das bandas neste CD, por exemplo. A cena musical era vibrante como talvez só nesta última década, já no séc. XXI, voltou a ser. As referências mais recorrentes eram Joy Division e New order, mas existia todo um mundo de experimentação e não eram apenas os Pop Dell’Arte a praticá-lo. Sem ironia e sem qualquer sobranceria, as 16 faixas nesta recolha relativa ao 2º Concurso de Música Moderna no mítico Rock Rendez Vous deixam uma sensação de conforto e segurança na nossa História. Da pop mais aberta de THC, Urb, Bando Branco, Radar Kadafi e Smach ao arrojo dos Pop Dell’Arte, passando pelas experiências cósmicas / synth de D.W. Art, Zona Proibida e Balladium ao gótico profundo de Der Stil, praticamente nada a apontar neste período vibrante da cultura musical portuguesa que ajudou a fazer de nós o que somos hoje. O tempo opera maravilhas, e todas as guerras tribais comuns da época ficam hoje ridicularizadas pela música que aqui escutamos não só sem vergonha mas até com a sensação – esta sim meio paternalista, desculpem os envolvidos – “mas, havia tanta música boa a ser feita cá, afinal?”

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1.THC – Leve Impulso 2.URB – Levante 3.D.W. Art – Mate 4.Essa Entente – Festa Final 5.Projecto Azul – New Sides 6.Bando Branco – Nada De Nada 7.Radar Kadafi – La Máquina 8.Linha Geral – Em Céu Aberto 9.Zona Proibida – Musak 10.Pippermint Twist – Não Vou Deixar 11.Balladium – Andrómeda 12.Prece Oposto – Homem Do Leme 13.Jovem Guarda – Levante II 14.Der Stil – Flores Do Vício 15.Pop Dell’Arte – Bladin 16.Smach – Morte

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Terça-feira, 30 Julho, 2013

NATE YOUNG Regression: Blinding Confusion LP

€ 17,50 LP (Edição Limitada) NNA Tapes

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“Blinding Confusion” é mais um título da série “Regression”, iniciada por Nate Young (Wolf Eyes) há uns anos. Os discos têm sido – justamente – elogiados por todo o lado e faz algum sentido: a electrónica elementar e partida de Young tem encontrado uma razão para existir nesta série. “Regression” não tem sido propriamente uma regressão, mas uma evolução dessas formas partidas para objectivos mais concretos e fáceis de assimilar. Se os anteriores volumes eram desafios elaborados de techno, este “Blinding Confusion” é um feito hipnótico em volta de electrónica primordial e library music. Uma coisa percebe-se, nunca vimos Young tão calmo – e não no sentido de noise, mas de deixar a música e os sons respirarem – como neste capítulo de “Regression”. Num ano em que saiu um disco novo de Wolf Eyes (que também destacamos esta semana), é um bom exercício notar o que separa hoje o projecto de Young da sua própria música. E também o que os aproxima: de certa forma, seguiram caminhos separados para chegar a um mesmo objectivo. A resposta não está me nenhum deles, mas no regressar ao início dos Wolf Eyes, as suas histórias e a sua música. O que importa é que Nate Young não pára de assinar discos fantásticos.

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Terça-feira, 30 Julho, 2013

INTERPLANETARY PROPHETS Zero Hour 12″

€ 8,50 12″ Planet Mu

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Jamal Moss + Ital?? É isso. Encontro de cabeças, uma (Jamal) seriamente contagiada por toda a experiência ancestral no Espaço Exterior aberta por Sun Ra e, porque não, até por Karlheinz Stockhausen. Que se passa em Saturno? Ital tem construído grande reputação pós-rock desde que foi elemento dos Black Eyes e o seu tipo de house encaixa aqui maravilhosamente quase como base sintética para as mexidas concretas de Jamal Moss. “Running Out Of Time” parece assumir o final de uma sessão, segurando um tom minimalista com apenas algumas suaves explosões de sítios inomináveis. Três temas crescidos, até quando “Zero Hour” convoca o espírito meio cartoon da cena JAK clássica de J.T.C., Traxx e outros. Uma questão de atrevimento, se ainda não tomaram contacto com a fantástica realidade que em vez de corromper as fundações da música de dança está, isso sim, a reforçar bases. No presente já o fazemos, mas no futuro muita gente vai sentir que este tipo de trabalho foi / é vital para a preservação de toda uma cultura.

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Terça-feira, 30 Julho, 2013

HIEROGLYPHIC BEING The Electronic Belt 12″

€ 9,95 12″ Alter

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ALT09-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT09-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT09-3.mp3]

Yellow vinyl.

Jamal Moss num ano fantástico de edições em quantidade e qualidade. “The Ischiadic Nerve”, a faixa que ocupa todo o lado B, é clássico CLÁSSICO Jamal como já ouviamos em 2005 de queixo caído. Harmonias do outro mundo criam fantasia sobre um ritmo denso que ele parece ter registado como seu. “The Electronic Belt” abre o disco numa nota tão acessível como quase nunca ouvimos na sua produção Hieroglyphic Being. House igualmente informado pelo blip europeu e o jack americano. “The Man With The Red Rhythm” parece um freakout de Ray Manzarek no orgão dos Doors com uma data de Exotica, Jazz astral e techno a acontecer. Indescritível? Jamal Moss.

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Terça-feira, 30 Julho, 2013

CRAIG LEON Nommos LP

€ 22,50 LP + mp3 (Edição Limitada) Superior Viaduct

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É um daqueles discos. Entre a influência de Terry Riley, os universos de La Monte Young e Tony Conrad, a Nova Iorque fervilhante da No Wave, o punk, o pós-punk, o proto-industrial, o industrial, o kosmische, os Suicide e John Fahey, este “Nommos” nasceu. Fora de circulação há muito tempo (um bootleg com uma capa diferente apareceu há uns anitos), com o passar dos anos tornou-se num dos discos mais míticos da Takoma de John Fahey. Por ser uma obra fora do baralho (dificilmente poderia não o ser), sem continuidade e nada com que se crie realmente um paralelo, por ser de um músico do qual se ouviu pouco mas que está ligado à descoberta dos Ramones e dos Talking Heads, produziu parte do primeiro dos Blondie, Suicide, entre muitos, muitos outros. Tudo isto em conjunto é explosivo. Mas vira-se a história e tem-se a música e é difícil não ficar convencido logo pelos primeiros segundos de “Ring With Three Concentric Circles”. O ritmo é algo frenético, incrivelmente concentrado e controlado. A repetição começa a acusar minimal e leva-nos para trips em espiral de Riley mas depois começam a entrar outros sons e aí é que as coisas se complicam: pisa território alemão. E o mais curioso nasce aqui (a meio do segundo minuto), é um disco que se desmonta na nossa cabeça, dá para nos focarmos no que quisermos quando quisermos e dessa forma “Nommos” é mais ou menos aquilo que se quer: peça repartida do minimal? Disco balearico? Momento único da no wave? O disco industrial que nunca ouvimos? Ou um pedaço de Conrad Schnitzler que não conhecemos. É tudo isto: a soma das suas partes e as suas partes. O melhor é que ao segundo tema parece o mesmo mas é completamente diferente. Mais acelerado, mais lento, cada tema de “Nommos” parece um movimento inexplicável, uma junção de futuro+futuro que teima em não existir. Esta é aquela reedição anual que toda a gente tem de ter.

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Segunda-feira, 29 Julho, 2013

MIKA VAINIO Kilo CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

€ 24,50 € 21,95 2LP Blast First Petite

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Quase de repente, as cores industriais começaram a tingir alguma da electrónica mais interessante das últimas temporadas, fazendo-nos crer que tudo, um dia, há-de voltar à ribalta. Para além dos nomes novos que apareceram nos escaparates, Mika Vainio há-de ser sempre aquele que ganhará prioridade num cruzamento de escolhas múltiplas. Talvez, ou não, inspirado pela concorrência, o finlandês faz aquilo que esperávamos: dispõe o seu arsenal em campo e derrota todas as tropas inimigas. Ligeiramente distante do techno e electrónica mais transparentes, Vainio aborda a electricidade seguindo as tenebrosas e clássicas investidas do duo Pan Sonic – parte ritmo furioso e cavalgante, parte atmosfera pesada e irrespirável. “Kilo” parece não ter nenhum momento em que não nos queria violentar, montando uma poderosa e eficaz máquina que nos abana fisicamente por dentro – é, pois, necessário ouvir este álbum bem alto. “Kilo” nasceu dos muitos concertos que dá, sendo uma sequela poderosa de “Life”, o anterior álbum de Vainio. É, também, o seu primeiro álbum a solo na Blast First, o local onde jazem os gloriosos álbuns de Pan Sonic – não por acaso, “Kilo” é herdeiro mais directo dessa coroa.

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Sexta-feira, 26 Julho, 2013

DJ NIGGA FOX O Meu Estilo 12″

€ 8,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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A acção positiva da editora Príncipe ao longo do último ano e meio (desde que saíram os primeiros maxis de DJ Marfox e Photonz) através das festas mensais no Musicbox, em Lisboa, deu os frutos esperados. Mais DJs e produtores até agora reservados aos amigos e a uns poucos sortudos começaram a ser visíveis e audíveis fora do círculo íntimo. Nigga Fox (Rogério Brandão) é um belo exemplo, ascenção meteórica na mitologia Príncipe por dica de Marfox, rebentou imediatamente, e no melhor sentido, com qualquer dúvida sobre material futuro, sustentável, para garantir vida a uma editora com estas características tão locais. “O Meu Estilo” faz a ponte praticamente perfeita entre a raiz africana destes beats com a vivência mais ocidental e software / hardware japonês ou igualmente ocidental. Mundo global não falha, por muito que custe senti-lo, neste momento em que vai minando a saúde de vários países, mas “O Meu Estilo” torna absolutamente local esta absorção de origens, influências e dia-a-dia. O contagiante motor destas 5 faixas faz chocar peças possivelmente nunca antes pensadas em conjunto desta forma: beats techno com breaks africanos e dissonância de alguns compositores vanguardistas do séc. XX, tensão quase constante e, quando chega a “Só Nós 2″, tarraxo bonito mesmo no final, coordenação suprema de esforços para dançar e amar ao mesmo tempo. Nigga Fox entrega tesouro. Limitado a 300 exemplares pintados e carimbados à mão.

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Sexta-feira, 26 Julho, 2013

NIAGARA Ouro Oeste 12″

€ 8,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

[audio:http://www.flur.pt/mp3/P003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P003-5.mp3]

Mesmo mesmo lá atrás, Photonz e Niagara, juntamente com Marfox, estiveram na génese do pensamento de viabilidade que fez nascer a editora Príncipe Discos. “Ouro Oeste” poderia ter acontecido antes, mas tudo foi conjugado para que representasse não apenas alguns favoritos da editora mas também uma determinada fase dos próprios Niagara, cujo ritmo de produção é elevado e abençoado. Os sets ao vivo deste trio (António, Alberto e Sara) com base em Loures, em locais como o bar Capela, no Bairro Alto, por exemplo, faziam tremer de prazer quem treme de prazer ao ouvir música de dança gerada ao vivo com mãos a mexer em botões. Lindo. A manifestação de criatividade de Niagara já tinha sido fixada em disco num mini-CD para a editora Dromos, mas “Ouro Oeste” retira-os talvez de um contexto mais conotado com a vaga (boa, atenção) de projectos nacionais pós-Loosers para os colocar numa zona única dentro do circuito de música de dança. Favorito antigo, aqui, é “Caracas”, faixa de groove por excelência quando se tem oportunidade de ouvir como deve ser todas as camadas de som. Complexa, feliz, intuitiva, perfeita na sua intenção melódica. “Urmeiras” faz o dub acontecer mesmo mesmo lá em baixo (mais uma vez, é preciso ouvir com atenção) enquanto o brilho panorâmico das harmonias faz o trabalho de conquista. “Onda Blue”, outra favorita bem do início, e “Kraftor” manobram a complicada mecânica de Niagara de forma incrível e excitante. Não sabemos se tem de se chamar house ao que ouvimos, temos só a certeza de que o trio construiu pacientemente uma identidade que não conseguimos, neste momento, comparar a ninguém a não ser, possivelmente e por afinidade de um ou outro som, apenas, ao espírito geral que a editora Future Times costuma passar. Portugal, anos 10 do séc. XXI, que cenário fantástico de possibilidades. Limitado a 300 exemplares pintados e carimbados à mão.

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

MR. ONDIOLINE Mr. Ondioline EP 7″

€ 9,50 7″ Cacophonic / Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CACK4502-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CACK4502-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CACK4502-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CACK4502-4.mp3]

A recriação da capa original deste “Mr. Ondioline” é uma boa forma de manifestar o segredo por detrás deste 7”. Durante décadas não se soube quem era o autor dos quatro temas aqui presentes até que recentemente descobriu-se que era Jean-Jacques Perrey por alturas do início da sua carreira. Os quatro temas de “Mr. Ondioline” são objectos fantásticos de pop-electrónica, quase música de feira popular e com um sentido cartoonesco muito particular. O som é invulgar e triunfante, uma espécie de anedota sobre anedota mas a sério (que raio é “Gavotte Des Vers Luisants”?). Mais uma oddity fantástica do catálogo de 7” da Finders Keepers.

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Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

PHOTONZ WEO / Chunk Hiss 12″

€ 7,50 12″ Príncipe

[audio:http://www.flur.pt/mp3/P002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P002-2.mp3]

Chegou o momento e parece loucura ter chegado nesta fase da vida da indústria, do mercado, das pessoas. Príncipe é uma nova editora baseada em Lisboa, gerada a partir de uma confluência de energias e entusiasmo de gente da Flur, Filho Único e Escravos de Zonk (próxima noite – Lounge, em Lisboa, Sábado 19 de Novembro). Capas e rótulos desenhados por Márcio Matos, já sabem o que esperar. Masterização feita por Tó Pinheiro da Silva, figura desmesuradamente importante na música popular gravada em Portugal durante as passadas três décadas – engenheiro de som, músico, produtor ou masterizador em grande largura do espectro das edições discográficas portuguesas – Sérgio Godinho, Heróis do Mar, António Variações, Banda do Casaco, Rodrigo Leão, Sétima Legião, B Fachada, Manuela Moura Guedes e tantos outros nomes.
É um modo particular de participarmos numa afirmação de identidade especialmente importante nos dias que correm. São coisas feitas por nós, a partir de trabalho de gente próxima de nós, inspirada por gente que fez o mesmo antes de nós.

Photonz revelam uma das suas bombas certificadas, “WEO”, quase um grito de guerra no centro de um som que enche o espaço da pista. “Chunk Hiss” parece revisitar as paragens à beira-mar recentemente mostradas no disco de Sangue de Cristo (Photonz + Tiago), um longo desenvolvimento a partir da orla costeira em direcção ao interior – interpretado como quiserem. Mas a relativa melancolia de Sangue de Cristo é substituída por uma postura mais assertiva e sintética, no sentido laboratorial de procurar a síntese dos elementos justos para conseguir um efeito prático. Ambas as faixas neste disco deixam espaço à reflexão, para quem gosta de seguir o som, mas não ignoram – digamos – a raiz da questão: transformar os elementos químicos primordiais em nova energia rítmica.

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Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

MARFOX Eu Sei Quem Sou EP 12″

€ 8,50 12″ Príncipe

[audio:http://www.flur.pt/mp3/P001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P001-4.mp3]

Chegou o momento e parece loucura ter chegado nesta fase da vida da indústria, do mercado, das pessoas. Príncipe é uma nova editora baseada em Lisboa, gerada a partir de uma confluência de energias e entusiasmo de gente da Flur, Filho Único e Escravos de Zonk (próxima noite – Lounge, em Lisboa, Sábado 19 de Novembro). Capas e rótulos desenhados por Márcio Matos, já sabem o que esperar. Masterização feita por Tó Pinheiro da Silva, figura desmesuradamente importante na música popular gravada em Portugal durante as passadas três décadas – engenheiro de som, músico, produtor ou masterizador em grande largura do espectro das edições discográficas portuguesas – Sérgio Godinho, Heróis do Mar, António Variações, Banda do Casaco, Rodrigo Leão, Sétima Legião, B Fachada, Manuela Moura Guedes e tantos outros nomes.
É um modo particular de participarmos numa afirmação de identidade especialmente importante nos dias que correm. São coisas feitas por nós, a partir de trabalho de gente próxima de nós, inspirada por gente que fez o mesmo antes de nós.

Marfox inaugura a editora, desde logo, com a declaração “Eu Sei Quem Sou”. Em vez de arrogância, vejam nisso a afirmação de identidade referida acima. A partir de uma base techno africana, Marfox interpreta e amplifica os sinais de origem para uma outra noção de hardcore, uma certa radicalização habitualmente mal-afamada mas que, na sua expressão mais real, representa um distanciamento genuíno em relação às tendências instituídas. Oiçam “Pensamentos”, a última faixa, para imaginar como a tradição rave é conduzida por África. E tão sentimental como se consegue ser ao trabalhar com matéria em bruto. “Mitologia” condensa ainda mais culturas numa só entidade, sem subtilezas; “Bit Binary” é puro afro-tech e, reduzidas as BPM’s, adquire outra vida, do outro lado do mundo ou, até mais apropriado, debaixo dele.

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