Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

ANDY KAUFMAN Andy And His Grandmother CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 14,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC-410CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC-410CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC-410CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC-410CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC-410CD-5.mp3]

O enigma continua: quem foi Andy Kaufman? Ou melhor: quem foi o verdadeiro Andy Kaufman? Entre 1977 e 79, o norte-americano gravou incontáveis horas num pequeno gravador portátil – foram 82 horas, na verdade – numa tentativa de juntar material para o seu trabalho e para um desejado álbum. O disco nunca chegou a ser preparado e o que se apresenta aqui é uma laboriosa edição de Vernon Chatman que fez bem mais que um álbum de comédia. Porque, na realidade, este álbum é mais mais que isso – na verdade, apenas um tema aparece como um sketch -, onde se colhe um pouco daquilo que poderá ter sido a vida de Kaufman. Mesmo sabendo que o que ouvimos aqui é, em muitas vezes, neurótico e provocador, sente-se o comediante num registo que desconhecíamos, desprotegido, perdido na tarefa de gravação. Narrado por Bill Hader, “Andy And His Grandmother” assemelha-se a um documentário, em que Kaufman parece diluir-se na sua própria documentação. Hoje, passados todos estes anos, testemunhar este drive e urgência desgovernadas é um prazer para quem se fascina pela vida (e morte?) de Andy Kaufman. Para poucos, é verdade, mas o mesmo se passa com a música. Se lêem habitualmente os textos da Drag City ou percebem a devoção da editora de Chicago por Neil Hamburger, percebem porque este disco pode ter sido um trabalho de amor.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

BLACK SITES Prototype 12″

€ 12,50 12″ (Ed. Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN46-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN46-2.mp3]

O primeiro lançamento deste duo de Hamburgo composto por Helena Hauff e F#X* é uma das estreias mais fortes que a Pan tem no seu catálogo. Os dois temas de “Prototype” estão em sintonia com muitas das incursões techno mais experimentais que se têm verificado nos últimos tempos, lembrando facilmente lançamentos mais arrojados na Opal Tapes (MCMXCI vem à memória) e fazendo uma ponte interessante com algumas coisas que Omar-S editava por alturas do seu Fabric. A grande diferença face a este último é que os Black Sites, principalmente no tema título, investem numa atitude mais diversificada, há uma constante sensação de que nos estão a tirar o tapete do chão. Há muita fisicalidade aqui, um ácido misturado com noise e a disfunção techno à Mark Fell que tornam estes dezasseis minutos muito especiais. Grande maxi, viciante, revoltado e excessivo. Essencial!

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

CONCRETE FENCE New Release (1) 12″

€ 12,50 12″ (Ed. Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN39-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN39-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN39-3.mp3]

Dueto (pode dizer-se assim?) improvável de Regis e Russell Haswell como Concrete Fence, mais uma estreia na Pan no seu Verão 2013. “New Release (1)” é um invulgar encontro entre o pós-Dubstep da Blackest Ever Black e uma dinâmica industrial violenta. Beats encostados a um canto com ruído frequente e também frequentemente contorcidos para funcionarem como uma espécie de experiência dos Kluster com as rotações aceleradas. Techno ambiental bastante viril, com sintetizadores constantemente a puxarem o seu som para o limite e a oferecer um caos controlado, que celebra de forma quase simbólica o início e o fim de um som. Isso é uma marca importante neste “New Release (1)”, é um som que não se liberta, que se fecha em si mesmo e parece encerrado e encerrar-se na duração deste maxi. Três temas que contam uma história única: se haverá mais para a frente, não sabemos, mas certamente será muito diferente e sem a magnitude imperial que Regis e Haswell impuseram nestes três temas.

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

HELM Silencer 12″

€ 12,50 12″ (Ed. Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN43-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-4.mp3]

Exemplares já raros da primeira edição deste “Silencer” (esgotou num instante, há uma segunda a caminho), regresso de Helm depois do magnífico “Impossible Symmetry” no ano passado. De Luke Younger só temos coisas boas a dizer, desde os seus Birds Of Delay com Heatsick em meados da década passada (um dos nomes mais subvalorizados do noise britânico deste século) até às suas aventuras a solo mais recentes. “Impossible Symmetry” continua a soar a algo que nunca ouvimos, uma experiência sonora meticulosa, real, feérica e absolutamente transcendental na forma como é um disco escuro e industrial sem ser um disco escuro e industrial. Luke faz o seu próprio som. E se dúvidas existiam, basta ouvir “Silencer”, tema que abre o maxi e que se distancia imediatamente do som mais expansivo de “Impossible Symmetry”. Dez minutos de absoluta claustrofobia, com uma percussão venenosa afogada em ruídos mecânicos que constroem sons que lembram uma fábrica a funcionar na sua plenitude: e em pouco tempo ficamos envolvidos num processo de drone como se o escutássemos há horas. Da mesma forma que o álbum de Rashad Becker soa a nada de que nos lembremos – e tem sons que não fazemos ideia de onde vêm -, “Silencer” fabrica a mesma ideia assustadora de uma música de difícil catalogação, que é simultaneamente pesada e singela (quando ficamos embalados) e com uma sensação de espaço que é rara na electrónica de hoje em dia: difícil de descrever e talvez complicado de assimilar, mas é como se fosse uma claustrofobia libertária. Em “Impossible Symmetry” Helm levava-nos para outros mundos, em “Silencer” já estamos nesse mundo e a habitar uma ficção que ele próprio constrói. Ficção científica sonora, que tanto nos abala como embala. Fabuloso!

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

STEVE GUNN Time Off CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Paradise Of Bachelors

€ 22,50 € 20,50 LP Paradise Of Bachelors

[audio:http://www.flur.pt/mp3/POB07-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/POB07-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/POB07-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/POB07-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/POB07-5.mp3]

Passar ao lado de Steve Gunn é criminoso. Toca guitarra de uma forma única e impressionante, canta por cima dela com um volume e uma naturalidade absolutamente sobrehumanos e faz canções como ninguém. A sua carreira a solo (depois de ter participado em inúmeros projectos, entre os quais os fabulosos GHQ) começou com nota alta e desde então tem rebentado com a escala. É impossível pedir mais a Gunn, porque naturalmente ele dá-nos precisamente isso. “Time Off” é uma espécie de salto, onde se distancia de uma construção mais clássica e afirma convictamente a sua marca na totalidade das canções. Não que isso nunca tenha ficado vincado, mas é em “Time Off” que parece levantar vôo. São canções que começam num estado de êxtase, sem aviso, e que prolongam e vão expandindo esse sentimento até à eternidade. As canções de Gunn em “Time Off” parecem não ter fim, ouvem-se como um fluxo contínuo de som, como se aquilo que fizesse com a sua guitarra fosse a coisa mais naturalíssima do mundo: e até é, para ele. E pela forma como toca, a velocidade, o volume, a força, parece impossível cantar por cima. Mas fá-lo, com uma fluência igualmente impressionante que está na mesma frequência que as suas mãos. Conciliação sempre difícil, da qual Gunn se tornou um mestre há uns anos. Mas em vez de estacionar, tem aperfeiçoado a perfeição. Não é exagero, é mesmo assim, basta vê-lo tocar para ficar imediatamente rendido. E haverá oportunidade para isso na próxima edição do Out.fest, já em Outubro, onde se apresentará com o lendário Mike Cooper. Entretanto há “Time Off”, disco inesgotável, com um som único, lindíssimo e que transmite uma sensação única do infinito.

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Quinta-feira, 19 Setembro, 2013

BILL CALLAHAN Dream River CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 21,50 € 17,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC553CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC553CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC553CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC553CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC553CD-5.mp3]

E chegou mais um álbum de Bill Callahan. Talvez a regularidade do norte-americano atraiçoe a memória fazendo-nos crer que há demasiados álbuns: mas “Apocalypse” é de 2011 – Abril, para sermos mais exactos. Antes, recuamos até 2009 para “Sometimes I Wish We Were An Eagle”. Já agora, falemos de “Woke On A Whaleheart”, de 2007, para tentarmos perceber a sua dinâmica ímpar – em todos os sentidos. Todos óptimos, não é? “Dream River” prossegue a viagem serena que Callahan está a fazer ao seu próprio mundo, um mundo de vegetação crescente, selvagem, animal, onde vai depositando os seus temas, como o amor, a morte, o abandono, e todas as dores e alegrias que estes sentimentos despertam. “Apocalypse” parecia circunscrito a olhar negro sobre tudo isto, sem esperança, solitário e resignado; “Dream River” repõe algum positivismo que contagia alguma da paisagem – embora ainda sonhe com os elementos. Arranjos sempre perfeitos – a sua bateria é sempre excepcional, sempre mais manuseada que tocada; o toque de caixa soberbo -, humor e jogos de palavras, e uma voz que, acreditem!, parece cada vez mais profunda e arrebatadora. Temos dito isto de dois em dois anos, mas é a mais pura das verdades: não falhem mais este álbum. “Dream River” pode ser um dos seus melhores álbuns pós-Smog – bastem irem na corrente.

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Sexta-feira, 12 Outubro, 2012

SILENT SERVANT Negative Fascination CD / LP

€ 13,50 CD Hospital Productions

€ 19,95 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-5.mp3]

Cópias da primeira edição deste “Negative Fascination” (já está esgotada na fonte há algum tempo, até já foi prensada uma segunda edição), álbum de estreia para Silent Servant (Juan Mendez, anteriormente de Tropic Of Cancer), na editora de Dominick Fernow, o homem que com o seu projecto Vatican Shadow mais tem feito este ano para declarar vitória deste ambient-techno pós Modern Love. Para quem conhece um pouco de história, o que ouvimos nestes discos não tem nada de novo, de certa forma a sua componente mais digital queima-se quando nos lembramos dos melhores momentos da Basic Channel nos anos 1990. Por outro lado, há algo de fascinante nisto tudo, de como tudo acontece com uma naturalidade impressionante e se oferece como uma espécie de música escapista e nova em vista da necessidade de procurar novas tendências. E com esta necessidade, pressão ou renovação, como se lhe quiser chamar, há uma espécie de choque geracional que faz com que tudo mude de alguma forma. Este tipo de som tem dominado a electrónica em 2012, um techno muito austero com uma negritude que o torna impróprio para a pista de dança (a não ser, claro, que se procure celebrar felicidade através de uma festa de descendentes da dança do witchhouse…), mas que é um valor seguro dentro de casa. “Invocation Of Lust” é talvez o melhor exemplo disso neste “Negative Fascination”, um tema que quase-recorda Porter Ricks, com uma batida próxima daquele dub mas bastante mais acelerada: o beat está no tempo certo, a composição é próxima de um tema de pista, mas depois há um negrume que assusta e afasta do seu caminho natural (a pista de dança). Tal como os lançamentos de Vatican Shadow, “Negative Fascination” vem carregado de uma negatividade que tem marcado estas explorações de malta da electrónica/rock para temas mais dançáveis. É estranho que seja tão negativo quando a atitude parece ser tão positiva.

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Sexta-feira, 27 Maio, 2011

DURUTTI COLUMN Vini Reilly 2CD

€ 17,50 € 14,50 2CD Kooky Disc

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KOOKYDISC30-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOOKYDISC30-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOOKYDISC30-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOOKYDISC30-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOOKYDISC30-5.mp3]

Durante muito tempo as edições de Durutti Column era seguidas a par e passo, e depois tudo pareceu irrelevante. Erro nosso, talvez. E sendo teimosos qb, voltamos a passado, ao que conhecemos, a uma das suas obras mais luminosas e mais imprescindíveis, agora reimpressa num bonito digipak em formato duplo. “Vini Reilly” (nem de propósito!) nasceu em 1989, ainda na mítica Factory, e mostra o guitarrista a percorrer alguns dos seus recantos, entre a melancolia da guitarra instrumental e o patchwork algo primário – mas no alvo – dos samples, tudo sob os arranjos únicos e quase trademark de Vini Reilly e Bruce Mitchell. Recentemente, uma caixa no sótão revelou esboços e outras sobras que deram a desculpa para esta edição ter dois discos e não um apenas. Passou muito anos na memória, mas agora não há desculpa para não voltar a ouvir este grande e único álbum. Quem ainda não conhece, eis algo muito especial para se resgatar dos anos 80. “Vini Reilly” é um clássico?

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