Quinta-feira, 10 Outubro, 2013

TY SEGALL Sleeper CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 15,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC565CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC565CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC565CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC565CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC565CD-5.mp3]

Já devemos ter dito que Ty Segall é um dos maiores fenómenos alt-rock recentes. Os anos vão passando e o norte-americano parece imbatível: continua a editar como um louco, desdobra-se em inúmeros projectos, e no meio disto tudo toca que se farta nos muitos países onde cresce como um pequeno deus. Depois do gigantesco “Twins”, que ocupou parte importante das listas de 2012, novo ponto de situação para se poder avaliar The Amazing Ty Segall. E este é um ponto de ordem pessoal, como se pede: depois da morte do seu pai adoptivo e de outros azares familiares, Segall escreve “Sleeper” reflectindo estes dias que terminaram 2012. Alguma dor e revolta não trouxeram nada senão alguma melancolia – eis California, novamente -, uma paz desfeita em canções-manifesto que nos derrete o coração e, de certo modo, surpreende. Algo distante da fúria de outros discos, Segall parece dominar o outro lado do espelho garage/psych, olhando mais para a folk que para o rock. O lado místico, agora em formato desacelerado, faz-nos lembrar a estreia de Devendra Banhart – leiam isto como entenderem, mas há algo de genial nos dois músicos. Óptimo e surpreendente álbum.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 10 Outubro, 2013

VAKULA You’ve Never Been To Konotop: Selected Works 2009-2012 CD / 3LP

€ 18,95 CD Firecracker

€ 34,95 3LP Firecracker

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FIREC01CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIREC01CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIREC01CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIREC01CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIREC01CD-5.mp3]

Vakula tem claramente uma missão definida. A consistência da sua produção é bem evidente neste álbum que percorre boa parte dos anos em que gravou discos a partir do seu ponto de vista ucraniano. Profunda tradição deep house, musicalidade jazz e soul infiltrada nos circuitos electrónicos, um sopro suave dos 90s para quem se lembra de coisas históricas da Guidance, Prescription ou Track Mode, por exemplo. A afirmação do título é certamente verdade para a maioria das pessoas que escutam o disco: quem pode dizer que foi a Konotop, na Ucrânia? Vakula pensa e executa a sua música de uma forma que a faz chegar a nós como coisa íntima, aquecida por um ambiente confortável e familiar, mesmo que o que se veja da janela seja apenas o negro do Espaço e a luz das estrelas (todos viemos de lá, verdade?). A homenagem expressa em “For Juju & Jordash” diz-nos muito sobre a confluência de princípios com essa dupla que grava para a Golf Channel e mantém a editora Dekmantel, procurando também acrescentar apenas o suficiente ao património house para que as suas fundações se mantenham fortes e sempre actuais. As harmonias no tema-título lembram Tevo Howard, e na altura em que terminamos de escutar o álbum com “Still Time” estamos prontos para continuar a viagem sozinhos ou revê-la de duas maneiras: como um sonho ou efectivamente recolocando a leitura no início da primeira das doze faixas completas (descontando os interlúdios).

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Quinta-feira, 10 Outubro, 2013

BILL ORCUTT A History Of Everyone CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

€ 21,50 € 17,95 LP Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO173-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO173-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO173-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO173-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO173-5.mp3]

Desde o magistral “A New Way To Pay Old Debts” em 2009 que o mundo da guitarra acústica nunca mais foi o mesmo. Bill Orcutt, ex-Harry Pussy, trouxe uma linguagem e uma violência que fazia falta ao género e uma capacidade única de invadir-nos com a sua música. Ao terceiro álbum continuamos a sentir essa presença magnífica, de uma guitarra fracturada, descontínua e que simultaneamente é perturbadora e belíssima. Quem já conhece a obra anterior – e já teve a oportunidade de o ver ao vivo – sabe que a música de Orcutt é como um texto incompleto, aquilo que transmite com a sua guitarra são chamas com sentimento que vamos reunindo e aglomerando para sentir um fogo intenso. Mais espantoso é que apesar de Orcutt misturar técnicas – e de as ter vindo a aperfeiçoar nos últimos aos -, a sua música não deixa de soar a blues. Um blues único e uma oferta para a humanidade, quase como – e cada vez mais nos convencemos disso – se isto fosse a maneira de assumirmos um novo blues, perfeito para o século XXI. Algo que, tal como parece que aconteceu com o próprio Orcutt – e o título “A New Way To Pay Old Debts” ressoa tanto esta ideia -, parece o caminho possível a seguir ao rock que quebrou barreiras nas últimas duas décadas. Som único, universal, que aparece estranho aparecer na Mego, mas que é uma peça fundamental para perceber o trabalho da editora nos dias que correm. Sempre maravilhoso e, claramente, uma das pessoas mais importantes da actualidade com uma guitarra na mão.

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Segunda-feira, 7 Outubro, 2013

DJ FETT BURGER & TELEPHONES Rytmenarkotisk, etc. 12″

€ 10,50 12″ Sex Tags UFO

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UFO07-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UFO07-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UFO07-3.mp3]

Noruega Disko total, recuperando vibe de 2005 em novo maxi do recentemente hiper-activo ramo UFO da editora Sex Tags. Ainda mais para trás, ouve-se qualquer coisas Disco-House da Svek, há uma tradição a ser seguida, aqui. “Rytmenarkotisk” de Telephones parece não acusar grandes picos mas se dermos oportunidade aos seus 11 minutos de duração, há suficiente psych e cores para embalar o corpo inteiro num torpor de Verão. No mesmo tom, Telephones e DJ Fett Burger agora em conjunto, “Tutti Frutti Del Mar” reforça este som acessível a todos, recorda em mais de um momento (e no título) qualquer coisa de Todd Terje, embora este tenha tendência a simplificar sempre demasiado. Percussão afro em baixo, teclas em cima, sedução a acontecer em todos os cantos do olho. Sozinho, no fim, Fett Burger faz “Burger Trip”, óptima ferramenta só de ambiente, percussão e “sons” ao modo Sex Tags.

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Sexta-feira, 4 Outubro, 2013

AL CISNEROS Ark Procession / Jericho 10″

€ 12,50 € 10,50 10″ Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC558-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC558-2.mp3]

O arrasto de OM e Sleep, duas bandas em que Cisneros toca como baixista (voz também em OM) já oferecem pistas suficientes para o que ouvimos neste single. A natural atracção do baixo é para o dub, como o Buraco Negro que tudo suga, o dub agrega e suga comunidades de espíritos. Muito no exemplo já quase ancestral de Mick Harris com os Scorn na década de 90, acontece que este ramo meio trance do Metal aceita na perfeição menos gravidade na atmosfera e mais gravidade no baixo. Solene e densos, “Ark Procession” e “Jericho” prolongam-se (ou completam-se), são versões um do outro, formam uma caminhada, uma procissão com a Arca da Aliança carregada nos ombros de um homem só (Cisneros) até ao destino em Jericó, um símbolo da Terra Prometida. Cisneros honra assim o interesse de OM nas escrituras, empreendendo este esforço hipnótico sozinho.

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Sexta-feira, 4 Outubro, 2013

OMAR-S Nelson County 12″

€ 12,95 12″ FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AOS123-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOS123-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOS123-3.mp3]

Modo superior. “Don’t Let Dis Be HapNin!!” começa com uma queixa sobre limitações à espessura de um afro e continua vagueando pelo Espaço ou por uma auto-estrada durante à noite: há uma inflexão e um break, algures, que recordam “Autobahn”, breaks que recordam a Trax, homenagem atrás de homenagem (interpretação nossa) num inequívoco espírito original. “U Heard What Da Man Said Muthafukka!!” estende ainda mais o tapete cósmico, embora com outra combatividade. É quase tudo sustentado pela caixa-de-ritmos, à qual foi entregue um papel mais agitado, aqui, conduzindo o drone ambiente sempre presente. Antes disso, ouvimos Don Q num rap tão intenso e incompreensível quanto cómico em “We Can Do Dis Like”; No final, “Nelson County” alcança os 90s para o boom no kick, a linha de baixo em salto constante, o som das escovas (ou facas a afiar). Alcança também longe de Detroit (Nelson County é na Virgínia) e chega a nós com a certeza de mais um cartão pessoal de Omar-S. Cada disco é um cartão de visita, o homem não precisa de se esforçar muito para escolher um que o represente melhor do que os outros.

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Quinta-feira, 26 Setembro, 2013

V/A Longing For The Past – The 78rpm Era In Southeast Asia CAIXA 4CD + LIVRO


€ 59,95 € 56,50 CAIXA 4CD + LIVRO Dust-To-Digital

Não foi há muito tempo que elogiámos a compilação “Luk Thung: Classic & Obscure 78s From The Thai Countryside”. Mergulhamos sempre entusiasmados na cultura thai porque não é raro sermos levados por música incrível, sobretudo quando mete um pé no groove: eles sabiam o que estavam a fazer por lá. “Longing For The Past” retrata uma nova viagem às terras do Sião – também por David Murray, o habitual enviado especial da Dust-To-Digital ao sudoeste asiático -, recolhendo um acervo monumental de gravações que oferece música de 1905 a 1966 em quatro CDs e quase uma centena de temas. A oferta é brutal: muita etnomusicologia, sim, mas sobretudo um filme sonoro que avança no tempo e dá-nos com uma precisão dramática a música desta zona asiática e o modo como foi evoluindo em seis décadas. E como os olhos também comem, a Dust-To-Digital não quis dar-nos isto tudo sem que “Longing For The Past” fique a brilhar lá em casa: a completar a música e os quatro discos, um livro de quase 300 páginas repleto de textos e ensaios, fotografias e outros brindes visuais da região, tudo dentro de uma caixa bonita demais para ficar pela loja a apanhar pó. Não é uma edição barata, mas o requinte luxuoso desta edição é assombroso, e na verdade custa o mesmo que quatro discos. Música de encantar numa caixa encantadora.

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Sexta-feira, 16 Agosto, 2013

V/A Greek Rhapsody LIVRO + 2CD

€ 39,95 LIVRO + 2CD Dust-To-Digital

Instrumental Music From Greece 1905-1956

Compilado por Tony Klein, um músico, um coleccionador de 78s e um entusiasta pela cultura helénica, “Greek Rhapsody” faz um apanhado generoso, muito generoso, da música grega: recolhida no terreno, claro, mas também fruto de gravações noutros locais, refazendo a diáspora e recriando o império Otomano, pois o estilo preponderante é a rebetika. A escolha de instrumentais dá um carácter mais universal, exalando de modo intenso todo o perfume que sai desta selecção incrível. Como curiosidade, há uma gravação feita em pleno campo de prisioneiros durante a Grande Guerra. O retrato vai de 1905 a 1956 e, pelo que conseguimos perceber, é a primeira vez que existe no mercado algo deste género – se a Dust-To-Digital precisasse de um prémio, este já podia ser um deles. Até porque o outro prémio volta a ser o amor enorme com que embrulham estes projectos: este duplo álbum é também um livro de 150 páginas de textos (brilhantes e conhecedores) e fotos (magníficas e oníricas) da empreitada. Claro: capa dura, para se usar e durar por muitos anos. Blues de outros tempos em mais uma edição de luxo da melhor editora de diggin’ do momento.

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Quinta-feira, 31 Janeiro, 2013

ANDY BLAKE Slazenger’s Bump EP 12″

€ 8,50 12″ Jackoff

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JACKOFF007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JACKOFF007-2.mp3]

Andy Blake será conhecido por muito tempo como o lunático que editou mais de 50 maxis na sua Dissident em pouco mais de dois anos (2007-2009). Mas as coisas não abrandaram assim tanto desde então, e mudou até o seu foco mais para a produção. O seu amor pelo underground house ainda subsiste forte e este maxi mostra a interpretação que faz de um sítio de encontro entre “Flat Beat”, DJ Pierre e profundas linhas de baixo quase electro na sua insinuação de cama. O boom não é negociável e a batida seca da caixa-de-ritmos acrescenta um tom de realidade que não é pretensioso na sua militância.

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Quinta-feira, 26 Maio, 2011

MARK FELL Manitutshu 2LP

€ 21,50 € 17,95 2LP Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO116-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO116-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO116-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO116-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO116-5.mp3]

Existe claramente, na exuberância e alegria rítmica que ouvimos em “Manitutshu”, uma porta de acesso à livre interpretação da música de dança, uma possibilidade de abandono definitivo (mas temporário também é bom) da maquinação 4/4 que dita o ritmo do universo. E não é o drum & bass que dá acesso à luz, nem as múltiplas variações da cultura breakbeat. É na genuína e, repito, alegre negação da linearidade que assenta alguma da mais excitante música electrónica. Quando a tentativa de criar emoção é também abandonada em favor da assimetria sónica sem que se possa falar em agressão. “Manitutshu”, como os dois álbuns que Mark Fell editou em 2010 (“Multistability” e “UL8″), captura e isola em laboratório uma espécie de irregularidade difícil de explicar. A emoção parte da nossa própria capacidade de abstracção, da vontade natural em sair de zona segura. O eterno jogo de computador que algumas pessoas fazem na cabeça quando ouvem este tipo de som tem a sua razão de ser – a dinâmica da música assemelha-se muito ao que associamos a “jogadas”, são sons que parecem concretizar acções (acertar num adversário, chocar, cair, acelerar, rebolar, apanhar objectos, destruir obstáculos, etc.). Com o grau certo de receptividade podemos adaptar a lenda Innu sobre a criatura maligna que habita o monte Manitutshu no Labrador, Canadá, autora de coisas terríveis que servem para perpetuar a sensação de ameaça sobre os locais. “Manitutshu”, o disco, tem um monte de detritos na capa e serve igualmente para perpetuar a sensação de ameaça que paira sobre a música linear, sobretudo sobre o conforto das expectativas cumpridas. Música como a que se ouve neste álbum coloca em causa muitos valores, essa é a ameaça. Uma vez ultrapassada – ou, idealmente, utilizada em nosso proveito -, revela um universo fascinante que facilita em nós uma espécie de omnisciência: todos os sons estão no mesmo plano de importãncia. A sério.

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