Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

FILHO DA MÃE Cabeça CD / LP

€ 9,50 CD Edição de Autor

€ 13,50 LP Lovers & Lollypops

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Com o que vamos dizer a seguir, irá ficar aqui a impressão de que “Palácio”, o primeiro álbum de Filho Da Mãe, tinha falhado em agradar-nos. Nada mais errado! Esta estreia, em 2011, foi um luminoso – e muito inesperado – raio na produção nacional e, orgulhamo-nos, totalmente entendido e apoiado pela nossa gente: os amigos e quem nos escolhe para comprar os seus discos. Foi o nosso entusiasmo, sim, mas de nada serve quando um disco não tem aquilo de que outros precisam. Depois ainda houve um fantástico tema chamado “Vaca Velha” que preencheu um single editado há exactamente um ano na Magnifica. E nem mesmo a excelência do que ouvimos até aqui nos prepararia para “Cabeça”, o muito aguardado segundo álbum de Filho Da Mãe. Gravado marginalmente, entre o Gerês e Montemor-o-Novo, Rui Carvalho voltou a afiar as suas unhas para uma luta sem igual com a sua viola, obrigando-a a vergar-se à força perante as suas leis. Uma força descomunal, mais visceral e explosiva, mas segura, sem oscilar o fio de prumo das suas canções instrumentais. Nesse sentido, há um ponto de focagem maior, um determinismo raro que orienta o álbum todo, tornando-o coeso como “Palácio” – bem mais lírico e frágil, nesse aspecto – não conseguiu ser. O ‘segundo álbum’ tem sempre espaço para essa virtude. “Cabeça” é, por isso, um título acertadíssimo, podendo-se referenciar à maturidade do seu autor, provando com estes dois discos o que apenas um deixava em aberto: Rui Carvalho é um dos mais geniais compositores e intérpretes portugueses. Vai estar na nossa lista de preferidos e se alguém disser que “Cabeça” é uma obra-prima não iremos contestá-lo. Portentoso.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

FOUR TET Beautiful Rewind CD / LP

€ 15,50 € 13,50 CD Text

€ 16,50 € 14,50 LP Text

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O recente single “Kool FM” (também presente aqui) indica uma poderosa homenagem aos dias bravos do jungle pirata, e que sinal dá isso acerca de “Beautiful Rewind”? Na superfície, talvez o título possa ser interpretado como declaração de amor pela cultura bass inglesa, uk garage em particular (“Reeewiiiiind!”), mas ainda que acertemos nesta tentativa de adivinhação, o que se escuta realmente neste álbum é Kieran Hebden (Four Tet) cada vez mais à vontade com um formato especial de música de dança, algo que ele criou a partir de sinais genéricos e formatos previamente aceites e testados por outros. É uma espécie de apropriação mas, indo mais longe, é mesmo uma vontade de Four Tet em estar próximo dos sons que o fizeram saltar nos clubes. “Beautiful Rewind” é focado e desfocado. No primeiro caso, focado na experiência e memórias do músico; no segundo caso, desfocado por tanto amor deixado à solta. Uma sugestão fugaz de Burial em “Gong”, vozes de MC’s abafadas no meio do som, vozes femininas que fazem intuir hits pop que nunca o serão (mas a semente está lá), harmonias celestiais como em “Ba Teaches Yoga” ou “Unicorn”, pequenos nadas como em “Ever Never”. Cada um de nós pode seleccionar os pedaços mais relevantes e se calhar nunca teríamos o mesmo álbum. Four Tet está nesse ponto: a música que faz dilui-se no centro da cultura pop / dança da actualidade, é discreta dessa forma, não sobressai na multidão, e por isso mesmo soa profundamente pessoal.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

FIRE! (Without Noticing) CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

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Os Fire! voltam ao trio original depois de uma bem-aventurada caminhada com convidados – Jim O’Rourke e Oren Ambarchi – e um poderoso álbum em formato orquestra – “Exit!”, saído no início deste ano. O que significa que voltam os diálogos de “You Liked Me Five Minutes Ago” de 2009: Mats Gustafsson em saxofones, electrónica e Fender Rhodes; Johan Berthling em baixo e guitarra eléctrica; e Andreas Werliin em bateria. O ponto de partida, surpreendente, foi “Letter To Emma Bowlcut”, um livro de ilustrações de Bill Callahan, reeditado pela Drag City em 2010, de onde partiram os nomes dos temas. Para quem prefira ouvir Fire! em total combustão, este é o disco do momento: mesmo nos momentos mais calmos, há uma energia contida que parece potencializar uma carga avassaladora. “Standing On A Rabbit”, que abre o álbum, e nos deleita com uma torrente de noise electrónico, explica que não estamos aqui enganados e que é sobre os músculos do cérebro que a nossa atenção se deve concentrar. No meio de tantos sinais rock do trio é complicado dizermos que este é um disco de jazz, até porque este é um dos seus discos mais acessíveis, mas é ainda isso que se sente quando alguém tem que passear fora dos riffs ou das estruturas delineadas. Para quem prefere voos jazz mais altos, Fire! voa para outros destinos turísticos – e é por isso que tanto nos tem encantado seguir este grupo. E embora Berthling seja absolutamente unificador e Werliin seguro e forte como um rochedo, é o poder cuspidor de fogo de Gustafsson que continua a maravilhar-nos para além do limite. Que nunca pare de soprar.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

EDUARDO RAON On The Drive For Impulsive Actions CD

€ 12,95 CD Shhpuma

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Parece incrível como alguém que edita um disco destes e tem um currículo extensíssimo apareça pela primeira vez em nome próprio. Não sabemos a razão, mas provavelmente é por ter um currículo invejável em colaborações que o fez só agora apostar na edição de um trabalho que, vagarosamente, tem realizado e aprimorado nos últimos anos. O instrumento é ingrato – para nós, que o associamos a contextos clássicos pouco versáteis -, mas Eduardo Raon sempre conseguiu manuseá-lo e ter ideias pouco comuns para a solenidade que a harpa o exige. E é por isso que acabou sempre por se infiltrar em muitos grupos e projectos que o viram como uma mais-valia sonora, colorindo as composições com tons e dedos fortes. Se conhecem Rhodri Davies ou, melhor comparando, Zeena Parkins, sabem o que as muitas cordas da harpa podem fazer nos dedos certos. “On The Drive For Impulsive Actions” é a narrativa criada para esta composição, debruçando-se sobre os comportamentos inconscientes, estabelecendo uma ponte entre os humanos e os insectos. Dotado de uma dinâmica original, Raon percorre a sua história com um dramatismo invulgar, ampliando os seus gestos e sons com recurso a electrónica em tempo real, sem nunca desvirtuar o foco acústico do seu instrumento principal. Algures entre a escrita contemporânea e o arrojo jazzístico, este disco revela um autor que apetece continuar a escutar. Esperemos que este português a viver na Eslováquia não demore a revelar-nos mais da sua música.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

BASIC HOUSE Oats CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Alter

€ 16,50 € 13,50 LP Alter

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“Caim In Bird Form” é um dos grandes discos de electrónica deste ano. Basic House (projecto de Stephen Bishop, fundador da Opal Tapes) esperou pouco tempo para enviar outro disco que nos deixou surpreendidos, desta vez na editora de Helm/Luke Younger, a Alter. “Oats” está mais focado na batida e não tanto na paisagem techno-ambient que Bishop ofereceu no seu disco anterior. Em “Oats” não existe tanto uma narrativa para agarrar o momento, mas um constante rol de ideias e de ritmos (bem como de beats) que raramente situam a canção num sítio. Às vezes não há direcção, como uma espécie de salto de bungee jumping: descemos rapidamente para rapidamente subir. Apesar de tudo, isto entra em coerência com o que acontecia em “Caim In Bird Form”, é uma espécie de aceitação das regras que este revivalismo do techno dos anos 1990 permitiu: raramente os músicos estacionam numa ideia e frequentemente visitam lugares opostos do género. Está a ser muito comum entre os britânicos, também, talvez por muitos deles serem produtores novos e ainda serem, vá lá, “irreverentes”. Basic House acerta no ponto com “Caim In Bird Form” e este “Oats”. Vale a pena pegar em ambos para perceber o que de melhor se fez na electrónica britânica neste ano.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

MIND OVER MIRRORS When The Rest Are Up At Four CD

€ 17,50 € 14,95 CD Immune

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

VATICAN SHADOW Remember Your Black Day CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Hospital Productions

€ 19,50 € 17,95 LP Hospital Productions

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Pouca admiração causará se dissermos que dois dos melhores discos de Vatican Shadow (Dominick Fernow) são, precisamente, as duas edições mais notórias que lançou até ao momento. Primeiro o fantástico “Ornamented Walls” na Modern Love e agora este “Remember Your Black Day” na Hospital Productions (editora que Fernow dirige). O que distingue “Remember Your Black Day” dos restantes discos de Vatican Shadow na Hospital Productions é a clara consciencialização de que alguns discos deste novo-industrial têm que sair do beco em que se meteram. E é por isso que logo ao segundo tema (na realidade o primeiro, porque existe uma intro curta) ouvimos sons pouco usuais na música de Vatican Shadow e beats que não são austeros e que são quase downtempo. No fundo, o que Fernow quis em “Remember Your Black Day” foi massificar o seu som, polindo-o e tirando as pontas agrestes que estão noutros álbuns. E o resultado tem qualquer coisa de majestoso, um tema como “Enter Paradise” tem uma pujança maior graças à fidelidade e à pureza que apresenta. E o resultado acaba por ser mais eficaz do que noutras demonstrações mais directas e cruas. Às vezes parece um disco rock, só com guitarras, apesar de ser todo com máquinas. Já não esperávamos ser surpreendidos por Fernow enquanto Vatican Shadow.

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Segunda-feira, 11 Novembro, 2013

V/A I Am The Center 2CD / 3LP

€ 21,95 2CD Light In The Attic

€ 39,50 3LP BOX Light In The Attic

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Private issue New Age Music in America, 1950-1990.

O termo “New Age” foi bastamente utilizado nos 80s para designar um tipo de música genericamente estéril, de fundo, uma banalização extrema e frequentemente de gosto duvidoso a partir das experiências ambientais de Brian Eno na década anterior, mas também da escola minimalista que o precedeu. New Age serviu também como veículo para teorias de libertação do espírito (nada de errado nisso), aproximação ao Oriente e práticas e pensamentos esotéricos que acabaram por retirar credibilidade e foco à música. O que a Light In The Attic propõe fazer, com esta extensa recolha, é reinterpretar esta herança musical como património norte-americano, algo que faz um certo sentido se considerarmos os vastos espaços que esse continente oferece para contemplação. Procurando música consequente que transmite todas as ideias descritas acima, a LITA concentra-se em edições privadas, o que só por si também indica imediatamente uma ligação íntima directa do artista com o ouvinte. Música pacificadora, contemplativa e exploratória, a definitiva origem de quase tudo o que temos escutado em séries contemporâneas como “Air Texture” ou, em especial, “Pop Ambient” da Kompakt. Retirando qualquer ideia de pop, fica um magnífico céu ambiental para olharmos até deixarmos de sentir o corpo. Nostalgia, sem dúvida, mas cada um saberá em relação a quê. O disco mostra 40 anos de música.

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CD1:
1.Gurdjieff & de Hartmann – “The Struggle of The Magicians” (part 3) 2.Gail Laughton – “Pompeii 76 AD” 3.Nesta Kerin Crain – “Gongs In The Rain” 4.Wilburn Burchette – “Witch’s Will” 5.Lasos – “Formentera Sunset Clouds” 6.Steven Halpern – “Seventh Chakra Keynote B (violet)” 7.Joel Andrews – “Seraphic Borealis” 8.Constance Demby – “Om Mani Padme Hum” 9.Daniel Emmanuel – “Arabian Fantasy” 10.Don Slepian – “Awakening (excerpt)” 11.Laraaji – “Unicorns In Paradise (excerpt)” 12.Peter Davison – “Glide V”

CD2:
1.Joanna Brouk – “Lifting Off” 2.Michael Stearns – “As The Earth Kissed The Moon (excerpt)” 3.Aeoliah – “Tien Fu Heaven’s Gate (excerpt)” 4.Daniel Kobialka – “Blue Spirals” 5.Larkin – “Two Souls Dance” 6.Judith Tripp – “Li Sun” 7.Mark Banning – “Lunar Eclipse (excerpt)” 8.Alice Damon – “Waterfall Winds”

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Sexta-feira, 8 Novembro, 2013

DJ GILB’R & DJ SOTOFETT Concrete Guajiro / Foliage 12″

€ 10,95 12″ Versatile

[audio:http://www.flur.pt/mp3/VER086-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VER086-2.mp3]

Quando foi a última vez que escrevemos sobre DJ Sotofett? Semana passada? No ano de 2013 não há como ignorar o DJ e produtor norueguês e, aqui, em jam com Gilb’r, par de contemporaneidade com a mesma vaga francesa que originou Daft Punk (ele tem discos em 1995), ouvimos uma mini-cena allstars. Tudo gravado em Paris com produção adicional e mistura de Sotofett, bongos, sintetizador e sax por Cosmic Neman e Etienne Jaumet (ambos de Zombie Zombie), e que é isto? “Foliage (808 Sax Mix)” parece uma jam latina e simultaneamente analógica, um regresso ao tipo de house com sax que deixou um sabor de má fama no período mau dos 90′s. Só que é BOM e, sim, é bom porque são eles a fazer, retirando ainda sons originais transportados de Tru West, trio de jazz com um recente EP também retrabalhado por Sotofett. “Concrete Guajiro (Version)”, no lado A, é mais complexo, o balanço latino é mais forte, se bem que o beat seja inexistente, retirado em favor de ambiência kosmische que lança o tapete sobre o qual nos deitamos. Obrigatório para um mapa de 2013 que inclua as vias principais.

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Segunda-feira, 4 Novembro, 2013

LEON LOWMAN Liquid Diamonds LP

€ 17,50 LP Music From Memory

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MFM001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MFM001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MFM001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MFM001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MFM001-5.mp3]

“Liquid Diamonds” reúne música gravada entre 1978 e 1981, uma exploração descontraída do som de sintetizador que, aqui, transmite esperança, optimismo e também a dose certa de melancolia. Homenagem à beira-mar e ao surf (que Lowman praticava), síntese do que hoje (e há muitos anos) se chama baleárico, longe das sonorizações mais tarde utilizadas no surf enquanto desporto radical durante os 90s. “Liquid Diamonds” tem momentos de funk cósmico e pelo menos um groove que juramos ter sido usado no período “Headz” por alguém na Mo’Wax. Lowman viveu 15 anos em Porto-Rico, é também artista visual e o mar parece mesmo ser o centro do seu trabalho. Mas há momentos neste álbum que, com todo o respeito, seriam perfeitos para cenas de pornografia vintage e, ao lado, para cenas de John Carpenter (como em “Forest Of Fear”). Leon Lowman domina o seu meio, o resto está na nossa imaginação, e este álbum fornece material em abundância.

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Sábado, 2 Novembro, 2013

LAUREL HALO Chance Of Rain CD / LP

€ 15,95 € 11,95 CD Hyperdub

€ 17,50 € 14,50 LP Hyperdub

OUVIR / LISTEN:
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Houve quem sentisse – quem escreve este texto é desse grupo – que “Quarantine” era pouco disco para estar, por exemplo, no #1 de 2012 da Wire. Ainda hoje quem escreve acha isto. Talvez o prémio tenha sido dado como uma espécie de visão, afirmando que “Quarantine” era a cortina que Laurel Halo tinha acabado de abrir: até porque, verdade seja dita, até então tinha feito pouco de realmente relevante. Aberta a cortina conseguimos ver toda a paisagem. “Behind The Green Door” foi um quebra-cabeças, porque ou seria o apontar de uma direcção que nos levaria ao céu ou um one night stand que mais tarde seria recordado como “aquele grande momento de Laurel Halo” (pelo menos para quem não foi à bola com “Quarantine”). Ouvido este “Chance Of Rain” e concluímos que foi a primeira opção. A caminhada para um campo de electrónica-techno enchido de teclados colossais que oferecem uma massa de som orgânica é qualquer coisa. Qualquer coisa porque quando ouvimos sons tão tangíveis, reais, chegam-nos de gente como Theo Parrish, Omar-s ou Pittman (claro que há mais, mas Halo estabelece uma curiosa relação com eles neste disco), ou a real-kosmische dos 1970/80s. Halo junta esses dois universos – o que não é coisa nova – para criar música de dança que soa fresca sem ser nova, autêntica e com uma pujança maior do que a música electrónica ou de dança mais rodada em circuitos alternativos. Graves que soam a graves e que na maior parte das vezes são só isso: graves. Uma linguagem livre e que revela música que quer ir mais além e que desconhece os seus limites: algo raro na electrónica digerida que se tem criado nos últimos anos. Melhor do ano? Este não deixaria ninguém aqui na loja surpreendido.

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

JAMES McVINNIE Cycles CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Há qualquer coisa de divino num órgão de igreja. Ou então é toda esta educação religiosa encapuzada que nos converte em devotos apreciadores destes sons que ecoam na pedra e voltam para os nossos ouvidos como farpas místicas inebriantes. Seja por que razão for, é um prazer ouvir composição moderna – e não só – para órgão de tubos, possivelmente um dos maiores instrumentos que existe e, mais do que certo, um dos menos utilizados. E se havia alguém para conseguir escrever algo e deslumbrar-nos, esse alguém teria que ser Nico Muhly, o hiper-activo compositor norte-americano que faz parecer todos os compositores do mundo uma raça de preguiçosos. Não vamos sequer enumerar o que ele anda a fazer – nem é esse o propósito deste texto -, porque o que interessa é “Cycles” e as suas treze peças onde se vai tentando tocar no céu e no imaterial. É interessante que a escrita não seja exclusiva para o órgão e inclua outros instrumentistas, dando volume e importância à empreitada de Muhly, e fazendo com que o órgão adquira valor próprio, solitário mas também acompanhante. E é também isso que nos dá um disco belíssimo: “Slow Twitchy Organs”, o quarto tema, aproxima-nos de espaços reconhecíveis com a inclusão da viola de Nadia Sirota; “Seven O Antiphon Preludes” inclui o tenor Simon Wall, fazendo-nos crer no poder da liturgia; e “Beaming Music” um diálogo entre órgão e percussão abre portas pouco convencionais. Excepcionalmente bem gravado, “Cycles” é um disco belíssimo, pouco tradicional, mas que transpira tr! abalho e devoção. Se tiverem meio de reproduzir este disco em casa convenientemente, vão acreditar que as vossas paredes podem falar. Escutem-nas e falam com elas.

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

FRANK BRETSCHNEIDER SupperTrigger CD

€ 17,50 € 13,95 CD Raster-Noton

[audio:http://www.flur.pt/mp3/R-N149-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-N149-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-N149-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-N149-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-N149-5.mp3]

Bretschneider tem sido uma trave mestra do som da Raster-Noton enquanto entidade formatadora de um som identificável – há que lembrar do ‘super-grupo’ Signal, onde também estão os donos e senhores da editora, Olaf Bender e Carsten Nicolai. Mas talvez seja um dos que mais pratica revoluções que, se formos conservadores, atraiçoam alguns processos dogmáticos da Raster. Parece redundante acharmos que Bretschneider pareça mais interessado no Ritmo que os outros seu colegas, mas há sempre no seu olhar um interesse por padrões e estruturas que são exógenas ao techno digital com que geralmente convive. “Rhythm” já tinha sido elucidativo – se não o ouviram, fiquem-se pelo título que explica tudo, ou quase. O alemão parece voltar a dissecar o livro, deixando os esqueletos – na verdade, os seus zeros e uns – bem à vista de todos. Não é o único que faz autópsias desta qualidade, mas talvez seja o cientista da Raster-Noton que melhor se diverte – e nos diverte – a fazê-lo.

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Quinta-feira, 11 Abril, 2002

MARSELLUS PITTMAN / THEO PARRISH Essential Selections Vol. 1 12″

€ 11,50 12″ Sound Signature

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SS007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS007-3.mp3]

Dois produtores com longa via de futuro aberta para o século XXI transformam o que aconteceu de relevante na cena deep house em algo a que podem chamar especificamente Seu. As três faixas não vão afastar ninguém por serem estranhas; desta vez o ênfase é colocado na harmonia do todo, reconhecendo-se sempre (impressionante) quais as cabeças que pensam e executam esta música. O principal acontece nos detalhes, quando temos acesso íntimo à psicologia sónica de Parrish e Pittman, a rede complexa de minúsculos apontamentos pouco notados numa audição casual.


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Quinta-feira, 11 Abril, 2002

THEO PARRISH Roots Revisited 12″

€ 11,50 12″ Sound Signature

“Dan Ryan”, no lado A, com Jerrald James a ajudar na percussão, é talvez uma alusão à auto-estrada que passa perto da baixa de Chicago (cidade-natal de Theo Parrish), uma possível e hipotética versão norte-americana da homenagem de Kraftwerk em “Autobahn”. Malha tensa, progressiva e propulsiva. Lado B proclama o que é de momento uma impossibilidade: “Walking Thru the Sky”, dito muito em baixo provavelmente pelo convidado Ron Smith. Uma volta no padrão deep house com harmonias muito ricas e a habitual solução meio disfuncional de percussão. Sem mácula.


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Quinta-feira, 11 Abril, 2002

THEO PARRISH Overyohead / Dance Of The Drunken Drums 12″

€ 11,50 12″ Sound Signature

O som característico de Theo Parrish em perfeita acção no ano de 1999. Manipulação de melodia com recurso a loops cortados e um trabalho de percussão bem no fundo do poço (com graves mesmo profundos em “Dance Of The Drunken Drums”). Assinatura house inconfundível em qualquer parte da galáxia e qualquer época desde a criação do Mundo.


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