Quinta-feira, 21 Novembro, 2013

EITR Trees Have Cancer Too LP

€ 14,95 LP Mazagran

Pedro Sousa e Pedro Lopes são dois exemplos muito à mão para quem quer explicar a interessante – apesar de reduzida – cena musical lisboeta. Na verdade, são dois exemplos paradigmáticos recentes que mostram como a sua vida musical tem que passar pela ruptura dessa mesma cena local. Pedro Lopes está, há algum tempo, em Berlim; Pedro Sousa viajou por NY por ter sido o vigésimo vencedor da Bolsa Ernesto Sousa. Dir-se-ia que são dois casos de sucesso, para quem não tem por hábito vê-los aos vivo. Pedro Sousa é um dos mais intrépidos saxofonistas actuais, dominando tanto a linguagem da improvisação como uma interessante curiosidade pela ruptura formal do instrumento; Pedro Lopes especializou-se, digamos, na construção sonora em torno do gira-discos, fazendo lembrar tanto Yoshihide como Tétrault. De um lado a respiração e o corpo; do outro, o universo e as suas máquinas. Ao vivo, a performance conta-nos as histórias, mas em disco, numa espécie de vazio gráfico, EITR conseguem deslumbrar-nos pela vastidão sonora, cruzando vários terrenos criativos, marcando-os um a um – nesse capítulo, ouça-se “Eventually The Wind Died”, que ocupa todo o lado A, e percebam o alcance desta dupla que usa a improvisação somente em pequenos degraus para nos dar algo maior e grandioso. Foram feitos 150 discos apenas mas queremos acreditar que quem os terá vai partilhá-los.

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Quarta-feira, 20 Novembro, 2013

GOODIEPAL Havet LP

€ 18,50 LP Alku

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=gD_LbWnedyQ?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Limited edition hippie ocean blue vinyl LP. The LP comes with two inserts printed in graphite black ink on heavy golden yellow paper, with liner notes and autostereograms to enhance the powerful New Age vibe.

Goodiepal é um personagem inventado por si próprio, o denominado Guerreiro de Aarhus (Dinamarca, portanto). E este é um disco New Age. Nas extensas notas de capa, ele explica como fazia música no Amiga e Commodore 64 e que não considerava isso música “real”. Música “real” era ouvida em discos, e a história prossegue com Goodiepal a visitar Frank Lentz e usar o seu equipamento electrónico “real”. Supostamente, “Havet” inclui gravações de 1990, as primeiras sérias de Goodiepal, mas a editora a quem submeteu o disco (Fonix) queria alterações e a edição nunca aconteceu. Parte do material foi “composto” num sintetizador Oberheim Matrix 6 que ele não sabia tocar e então apenas pressionava as teclas e deixava os sons acontecerem. Mas isso era também como ele achava que a maioria da música em sintetizador era feita. Foi assim. Inspiração do oceano, alguns instrumentos acústicos também, e uma viagem garantida para Fora. Depois da reapreciação de um lado mais honesto da New Age com “I Am The Center”, depois de incontáveis horas mergulhados em William Basinski e Leyland Kirby, ficamos suspensos em “Havet”, apenas uma das muitas voltas que Goodiepal já deu desde que ouvimos falar dele pela primeira vez há mais de uma década. Precioso.

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Quarta-feira, 20 Novembro, 2013

EVOL Rave Slime 12″

€ 14,95 12″ Alku

For digital synthesizer and computer. Accurate playback achieved only at high volume. 45 RPM. Label colours: PANTONE 361 (side A) / PANTONE 266 (side AA). Comes in a 140 micron polished finish PVC sleeve. Contains 2 locked grooves and a palindrome.

Assassinos no Poder. Lembram-se? Aqui acontece um massacre sónico sem contemplação pela sanidade de quem ouve. Toda a elasticidade que servia de acessório nos sons de borracha utilizados em incontáveis hinos rave e hardcore é aqui reprocessada e isolada para máximo impacto. Evol produzem experiências mais do que música, documentam actividade de laboratório que visa ampliar o real através de certas e determinadas partículas. Fica muito pouca coisa de pé, depois disto. De 2012 para hoje.

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Quarta-feira, 20 Novembro, 2013

EVOL Something inflatable LP

€ 14,95 LP Alku

Red vinyl with purply blue & bluish purple labels in a 140 micron polished finish PVC sleeve. Play at 33 1/3 RPM. Please note side A plays inside out.

POING! PUM TCHAK! mais acção rave total, sem regra nem sequer olho na pista de dança, a menos que se adopte o pogo punk como único método para permanecer vivo durante os acontecimentos. Terror psicológico mas também muito físico em ambiente de “dança”. Só para fortes :)


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Quarta-feira, 20 Novembro, 2013

GHERKIN JERKS Gherkin Jerks CD

€ 14,95 CD Alleviated

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ML-9016CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-9016CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-9016CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-9016CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-9016CD-5.mp3]

É mais ou menos a reunião integral dos dois EPs (reeditados recentemente) com adição de três extras retirados das mesmas sessões. Aqui encontramos o ADN house que mais tarde fundou impérios, todas as escrituras sagradas pela mão de Larry Heard, a indicar não só as fundações mas o caminho futuro para quem quisesse seguir. Muitos o fizeram. Estão lá as palavras-chave que animaram outros em Detroit: “Red Planet”, “Saturn V”, “Space Dance”, “Blast Off” são títulos que poderiam ser atribuídos facilmente a Juan Atkins ou alguém de Underground Resistance. O segredo de Gherkin Jerks está no equilíbrio entre a musicalidade que viria a ser a base da deep house e a aspereza tribal que já se ouvia em produções jack feitas em Chicago. Este CD funciona como compêndio de História e fornece, ao mesmo tempo, uma experiência muito especial na pista de dança. Para quê aceitar imitações?

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

THE PARTY PEOPLE Superman Symsonic Dance + instrumental 7″

€ 10,00 7″ Gobin (U-17492M)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6FyL25djvLE?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da década de 90 (sem data) em excelente estado / Original 1990′s US release. EXC! Sound clip not from actual copy.

Boogie down. Baixo no lugar, beat bem cima, rap clássico sobre uma dança de Super-Homem. É Tony Scott! Electro-funk na LETRA, lento para melhor e mais eficiente esmagamento funk, este disco salta de uma maneira impressionante e não falamos da agulha no vinil. Se não vos apetece ouvir o rap, percebido, mudem para o lado B intergaláctico, é um passeio chilled no assento da frente no DeLorean de “Regresso Ao Futuro” enquanto se miram as mulheres (ou homens) na rua a 20 à hora, para que a exibição seja notada. Exemplares correctos de uma edição original sem data concreta. Gobin!

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Segunda-feira, 11 Novembro, 2013

ÄÄNIPÄÄ Through A Pre-Memory CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO175CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO175CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO175CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO175CD-4.mp3]

Não têm faltado oportunidades aqui, na Flur, para comprar um disco de Mika Vainio. Este ano. Pelo que é preciso alguma atracção extra para nos aproximarmos de mais um. Para além da música, claro. E porque a carta Stephen O’Malley é um trunfo importante em qualquer jogada, Äänipää acaba por atrair toda a nossa atenção. Com uma contribuição importantíssima de Eyvind Kang, em viola e arranjos de cordas, “Through A Pre-Memory” pode muito bem ser o disco do ano para Vainio e O’Malley, até porque esta aventura merece-o – o álbum vem sendo preparado com muito detalhe há algum tempo. Percebe-se a razão: não há apenas um encontro de figuras e universos, há um sentido de composição apurada, entre o silêncio que corta a muralha de som, os riffs que se expandem no infinito ou o ritmo eléctrico em câmara lenta. Tudo arquitectado como uma imponente estrutura com poder sobre-humano. Entre drones glaciares e a desolação doom, há ainda Alan Dubin em voz que, em muitos momentos, rasga a pouca pele que existe. E com quatro temas apenas, mas que chegam aos 80 minutos, este pode ser o momento alto de Vainio e O’Malley dos últimos anos. Um disco avassalador, levado muito a sério.

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Segunda-feira, 11 Novembro, 2013

MAGIK MARKERS Surrender To The Fantasy CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 21,50 € 16,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC482CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC482CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC482CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC482CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC482CD-5.mp3]

Talvez o primeiro álbum de Magik Markers, desde que as canções se tornaram o seu negócio, que melhor recupera os picos aguçados de outrora. É curioso que, de uma formação girl-girl-boy passem a girl-boy-boy com pete Nolan a acrescentar peso na balança masculina junto de John Shaw. Melhor sonho molhado com Sonic Youth e stoner romântico possível neste momento. Dispersão melódica por cascatas de fuzz e dissonãncia mas passo seguro no meio do caos. “Surrender To The Fantasy” é um disco para dar as mãos e namorar sem esperar pelo pôr-do-Sol. É um vislumbre de juventude eterna bem assente na antiga expressão dos blues (se quiserem interpretar “Acts Of Desperation” assim, por exemplo). Bikini Kill, não a banda, mas o modo como esse nome de alguma forma encaixa bem em “Surrender To The Fantasy”. Foi livre associação da nossa parte mas não é para vos desviar do tema. O álbum é BOM.

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Sexta-feira, 8 Novembro, 2013

THE RHYTHM ODYSSEY State Of Space EP 12″

€ 9,95 12″ Chiwax

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CHIWAX009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHIWAX009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHIWAX009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHIWAX009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHIWAX009-5.mp3]

Dean Meredith (onde vão os Chicken Lips?) em novas construções analógicas inclinadas para ácido, meio caminho entre boogie feito à mão e house – oiçam “Track 2″ para uma amostra que faria o próprio Dâm-Funk fazer uma vénia em respeito, enquanto os motores jack de Chicago soam o seu trovão. Há dedicação ao classicismo na recolha sonora, mas o que faz este disco valer realmente a pena não é – porque aqui não existe – um exercício estéril de nostalgia; é, sim, um avanço criativo com materiais de sempre, um encontro de gerações num só patamar, e cada geração chega lá por escadas muito diferentes. Choque produtivo!

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Segunda-feira, 4 Novembro, 2013

HYPNOSAURUS Untitled 12″

€ 10,50 12″ Porridge Bullet

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PB006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PB006-2.mp3]

“Untitled” é uma jam longa de bateria e sintetizador registada na Estónia no início da década de 90 e previamente editada em cassete. A Porridge Bullet, também da Estónia, encarrega-se de recuperar o património e de alguma forma estabelece ligação cósmica com Hieroglyphic Being para uma reinterpretação. O original soa como um mantra krautrock imparável e eterno, ou seja, tem aquelas características que permitem considerar a hipótese de que poderia durar para sempre sem nunca quebrar o groove. Jamal Moss (Hieroglyphic Being) transporta para a mistura os seus sons metálicos e a baixa fidelidade que tão bem conhecemos e admiramos na sua música. Deixa de ser krautrock de garagem para se transformar em ciência sónica ancestral disfarçada de techno. O coração pulsa a um ritmo pausado mas toda a dinâmica industrial fervilha à sua volta. Não apenas o lado, A mas também este lado B parece ter sido descoberto em escavações arqueológicas.

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Terça-feira, 29 Outubro, 2013

MACHINEDRUM Vapor City CD

€ 13,95 CD Ninja Tune

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZENCD200-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD200-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD200-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD200-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD200-5.mp3]

Tudo mudou para Travis Stewart em 2011 quando “Room(s)” revirou a sua carreira, que ia longa. Também revirou alguns dos nossos dias, o que fez com que este disco se tivesse tornado uma espécie de símbolo de 2011 – uma maneira mais bonita de dizer que esteve na lista de “melhores do ano”. Dois anos depois, “Room(s)” está intocável, todas as partes funcionam, o brilho reaparece ao primeiro toque – o pouco pó que tem é por nossa culpa, por não irmos ter com ele mais vezes. Um milagre, diríamos. Talvez por isso, este “Vapor City” tem tanto para nos alegrar e deprimir. Subindo um degrau na escada editorial – a Ninja Tune, ausente das grandes competições há muito, juntou o dinheiro e promessas suficientes para a contratação – Machinedrum reactiva padrões, passos, intensidades, ecos, melodias herdadas de 2011, da tal obra-prima, fazendo-nos crer que estamos a ouvir originais. Não estamos; mas esta proximidade deixa-nos com um problema. Não queríamos um novo “Room(s)”? Mas “Vapor City” tem novidades no meio de tudo o que reconhemos do passado: tem espaço, parece um disco feito de maturidade, e exala melancolia. Se em 2011 era o suor do footwork que nos arrancava sorrisos de olhos fechados, agora só sentimos a mesma felicidade nos momentos em que o ambientalismo se impõe. Podemos ouvir a repetição ou aceitar a marca do seu autor. Ambas as decisões dão-nos uma hora bem passada.

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