Quinta-feira, 8 Março, 2018

WALLY BADAROU Echoes CD

€ 9,50 CD (2018 reissue) Music On CD

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Obra-prima de discrição em 1984 por este músico habituado a sessões de topo nos estúdios Compass Point e com nomes como Talking Heads, Grace Jones, Mick Jagger, Level 42, Marianne Faithfull, Black Uhuru, Joe Cocker e vários outros. CV impressionante que também revela a competência de Wally Badarou, especializado em sintetizadores mas com uma abrangência estilística impressionante. “Echoes” demonstra isso generosamente mas também um tipo de maravilhosa música genérica dos 80s que muitos procuram ainda reproduzir num circuito pop mais obscuro da actualidade. O sintetizador brilha com clareza neste álbum exótico de virtuosismo electrónico e musicalidade sem vergonha do lugar-comum. Se detectamos padrões demasiado familiares, rapidamente surgem sons que hoje soam especialmente alienígenas e deslocam a sensibilidade para zona incerta. Paisagístico como em “Canyons” ou “Rain” mas este é também o álbum que inclui o muito celebrado hit “Chief Inspector”, um instrumental (como todos neste disco, aliás, salvo um discreto vocoder algures) com créditos de boogie que tanto fica bem num set de Baldelli como de Dâm-Funk.


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Sexta-feira, 29 Novembro, 2013

SHANE MEADOWS Made Of Stone – The Stone Roses DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

Os Stone Roses são um dos nomes incontornáveis da música popular das últimas três décadas. Apenas dois álbuns e uns quantos singles (“Fools Gold”!!!), mas todos sabemos que a marca foi deixada pelo seu álbum homónimo, de 1989, uma autêntica obra-prima que ainda hoje se ouve e sente-se que quem o criou estava mesmo a tentar fazer algo especial: o desejo e arrogância de quererem ser maiores do que os Beatles ouve-se em cada canção. E o facto da primeira se chamar “I Wanna Be Adored” ajuda a construir todas as histórias possíveis à volta disso. “The Second Coming” demorou cinco anos para sair e, embora tenha os seus momentos, está longe das pretensões que tinham. De certa forma, a sua marca permaneceu no mundo em volta de “The Stone Roses”. Em 2012, 16 anos depois do fim, voltaram a colocar um ponto e vírgula na carreira e reuniram-se. Shane Meadows, realizador de óptimos filmes como “This Is England” ou “Once Upon A Time In The Midlands”, registou o trabalho da banda enquanto se preparava para o regresso, que ocorreu em Manchester – onde mais? – diante de 220 mil pessoas, em três datas. “Made Of Stone” documenta esse período e é intercalado com imagens – muitas inéditas – dos tempos áureos da banda. Este DVD é um objecto fundamental para desbravar mais terreno de uma das melhores bandas britânicas do último quarto do século XX, que nos deixou um daqueles álbuns que, quando está a tocar, é o melhor de sempre.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

V/A Classroom Projects – Incredible Music Made By Children In Schools CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Trunk

€ 18,50 € 16,50 LP Trunk

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JBH049CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH049CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH049CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH049CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH049CD.mp3]

É ingrato reduzir os discos da Trunk – que têm sido sempre tão bem acolhidos na Flur – às nossas palavras. Não que não possam ser descritos, mas para isso Jonny Trunk não só é a melhor pessoa para o fazer, como ninguém os explica como ele. Por isso, depois deste texto, procurem o site da Trunk e liguem os pontos em falta. Mas o título diz quase tudo: Jonny Trunk, no meio do seu digging, teve sempre uma atracção grande por música de escolas. Não parece ser um campo interessante de pesquisa, senão pela esperança de encontrarmos aquelas coisas bizarras em que o “mau” vai ganhando a importância que o “bom” tem. Feitos em 1968, e separados em três álbuns, que pouco apareceram na superfície, podemos ouvir canções corais com arranjos completos, mas também pequenos estudos – ou assim parecem – que abrem o espectro para locais inesperados. Não é um disco que deslumbre pela estranheza, mas é um documento tipicamente Trunk.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

ADRIANA SÁ, JOHN KLIMA, TÓ TRIPS Timespine CD

€ 12,95 € 9,95 CD Shhpuma

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SHH008CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SHH008CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SHH008CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SHH008CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SHH008CD.mp3]

Tempos felizes para a pequena editora Shhpuma que vai documentando, estoicamente, parte da realidade musical local – um trabalho essencial tanto no futuro, como no agora, onde cada vez é mais vital oficializar as boas ideias no meio de tudo aquilo que nos distrai a atenção. A edição continua a ser, por isso, uma espécie de unidade de medida para localizarmos no tempo e no espaço a criatividade artística. E por isso, este final de 2013 parece sorrir à Shhpuma e a nós, com Joana Sá e Eduardo Raon a editarem os seus álbuns, fazendo uma companhia perfeita para este novo trio que assim se apresenta a todos. Timespine surge da cumplicidade entre três pessoas muito próximas que, por acasos da vida, adiaram este momento até Janeiro de 2013, quando num único dia e num único golpe, gravaram duas suites em estúdio para a sua estreia. Com direcções claras e precisas, soltaram nesse dia uma espécie de espiritualidade dos seus dedos, deixando que as suas cordas falassem por eles todos, cada um à sua maneira, mas todos juntos numa única voz. Saltério, baixo e dobro são os principais instrumentos que Adriana Sá, John Klima e Tó Trips utilizam; três instrumentos de cordas, muito diferentes entre si, mas unidos num corpo sonoro em espiral que nos eleva a consciência. Tal como os autores anteriormente citados, Timespine não se anicham no terreno da improvisação, pese embora esse seja um dos seus fundamentais motores de prospecção. A curiosidade inata destes músicos leva-os a ir mais longe, e a qualidade da sua música arrasta-nos com eles. Um álbum poderosamente delicado que nos faz lembrar algum do magnetismo espiritual de Alice Coltrane. Um álbum muito bonito! e uma grata surpresa.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

FOUR TET Beautiful Rewind CD / LP

€ 15,50 € 13,50 CD Text

€ 16,50 € 14,50 LP Text

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O recente single “Kool FM” (também presente aqui) indica uma poderosa homenagem aos dias bravos do jungle pirata, e que sinal dá isso acerca de “Beautiful Rewind”? Na superfície, talvez o título possa ser interpretado como declaração de amor pela cultura bass inglesa, uk garage em particular (“Reeewiiiiind!”), mas ainda que acertemos nesta tentativa de adivinhação, o que se escuta realmente neste álbum é Kieran Hebden (Four Tet) cada vez mais à vontade com um formato especial de música de dança, algo que ele criou a partir de sinais genéricos e formatos previamente aceites e testados por outros. É uma espécie de apropriação mas, indo mais longe, é mesmo uma vontade de Four Tet em estar próximo dos sons que o fizeram saltar nos clubes. “Beautiful Rewind” é focado e desfocado. No primeiro caso, focado na experiência e memórias do músico; no segundo caso, desfocado por tanto amor deixado à solta. Uma sugestão fugaz de Burial em “Gong”, vozes de MC’s abafadas no meio do som, vozes femininas que fazem intuir hits pop que nunca o serão (mas a semente está lá), harmonias celestiais como em “Ba Teaches Yoga” ou “Unicorn”, pequenos nadas como em “Ever Never”. Cada um de nós pode seleccionar os pedaços mais relevantes e se calhar nunca teríamos o mesmo álbum. Four Tet está nesse ponto: a música que faz dilui-se no centro da cultura pop / dança da actualidade, é discreta dessa forma, não sobressai na multidão, e por isso mesmo soa profundamente pessoal.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

SUSANNA AND ENSEMBLE NEON The Forester CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD SusannaSonata

€ 17,50 € 16,50 LP Sonata

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Que belíssima surpresa, esta nova aventura que também inaugura a sua própria editora. Cinco canções originais, escritas pela norueguesa, tocadas ao piano e acompanhadas por um ensemble acústico que se intitula neoN – teorba, violoncelo, violino, saxofone alto, clarinetes, flauta e percussão -, que esvoaçam por um mundo meio folk, meio clássico, onde sentimos uma espécie de levitação que embora não seja inédita na música de Susanna – sobretudo com a sua Magical Orchestra -, é neste “The Forester” que nos deixa perplexos. E são os arranjos cristalinos, que fogem aos uníssonos e procuram voz singular, que marcam toda esta fragilidade, estendendo as canções para fora do mapa, empurrando-nos suavemente para ligações para outros mundos. Nem toda a gente teria dedos para esta empreitada – fez-nos lembrar, por exemplo, o triplo de Joanna Newsom -, e muito menos voz – há poucas, muito poucas vozes assim. Feito como um pequeno capricho, “The Forester” foi crescendo e ganhando importância suficiente para ser um dos pontos altos na sua carreira.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

GASTR DEL SOL Mirror Repair MLP

€ 15,50 € 12,50 MLP Drag City

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Querem um sinal de que há demasiada música no mundo? Sentirmos que há muito tempo que não ouvimos “Mirror Repair”. Como é possível? Quando o voltámos a ouvir, depois de tanto tempo – o original é de 1994, embora o CD tenha andado por cá depois do vinil esgotar -, quase nos vieram as lágrimas aos olhos. Depois da estreia em 1993, com “The Serpentine Similar”, antes de começarem a gravar novo álbum – seria “Crookt, Crackt or Fly”, no ano seguinte -, John McEntire e Bundy Brown saíram do projecto – decisão que levou à aparição dos Tortoise -, deixando David Grubbs sozinho. Em vez deles, apareceria Jim O’Rourke e o mundo Gastr Del Sol mudaria para sempre. Fazendo uma ponte entre o que se pode ainda chamar de pós-rock (da primeira fase da banda) e a exploração sonora que os dois fariam daí em diante, o pequeno disco volatiliza géneros com incrível poesia, revelando uma dupla que parecia complementar-se numa comunhão rara – mesmo nos momentos em que tudo parecia irresolúvel. Talvez tenham prestado atenção aos álbuns, mas a aparição deste EP num formato há muito esgotado, repõe uma peça pequena, mas essencial, numa discografia perfeita que desafiou tudo e todos nos anos 90. Ainda, e para sempre, um disco imprescindível.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

EIKO ISHIBASHI Imitation Of Life LP

€ 21,50 € 16,50 LP Drag City

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O nome poderá não dizer muito, mas se olharem para as fotos promocionais da sua banda, ou até mesmo o vídeo para “Resurrection”, perceberão onde está o ponto de contacto connosco, com a Drag City e, sobretudo, com um universo sonoro de que gostamos muito. Jim O’Rourke é a figura que sobrevoa todo o álbum da Eiko, como produtor, tal como fizera em “Carapace”, o álbum anterior. Sendo esta a primeira edição “ocidental” da Eiko – e apenas em LP -, “Imitation Of Life” é uma surpresa para quem anseia sempre por música do mestre O’Rourke. Está cá tudo: aquela vertigem harmónica, bem-disposta e sinuosa, sempre com aquele toque Van Dyke Parks e um amor pelo jazz de grupo. Este sabor O’Rourke está em todos os minutos desde álbum, apesar das canções serem da autoria da Eiko. Com 4 álbuns pop e um de piano solo, Eiko Ishibashi tem solidificado o seu nome como uma das mais interessantes escritoras de canções nipónica, preenchendo grande parte do ano com concertos tanto no Japão como na Europa. Já que O’Rourke não sai da ilha, e a sua produção nem sempre tem a regularidade que gostaríamos, este é o sucessor de “The Visitor”. Não é, claro, mas faz de conta, ok?

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

BLACKSEA NÃO MAYA / PIQUENOS DJs DO GUETTO s/t 12″

€ 8,95 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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Capa pintada à mão por Márcio Matos / Hand-painted sleeve by Márcio Matos.

Blacksea Não Maya (Margem Sul, Fogueteiro) e Piquenos DJs do Guetto (Portela, maioritariamente) juntaram-se há muitos meses nas noites mensais da editora Príncipe no Musicbox, centro de Lisboa. Da convivência, solidificação do trabalho das crews e da própria noite, surgiu naturalmente o plano lógico de representar em disco o que estava a acontecer no terreno. Quinta edição Príncipe, para alargar o espectro, mostrar música incrível a ser produzida em casas familiares (BNM são quase todos família, PDDG juntam-se na Casa Da Mãe) fora dos radares a que estamos habituados, noções de herança africana muito muito diferentes não só da linha mais comum de kuduro ou batida que acabam por ser faces mais visíveis como também diferentes de quaisquer adaptações conhecidas ao consumo europeu ou branco. DJs Kolt, Perigoso e Noronha (BNM), Firmeza, Maboku e Lilocox, todos assinam produções neste disco, todos transportam no corpo e na cabeça a sua vocação genuína, e por isso estes sons são não só únicos e apenas possíveis em Lisboa por causa do Passado de Portugal mas também comoventes e livres de qualquer interesse puramente antropológico. Esqueçam isso. “Afrooloove” (DJ Kolt) e “África Congo” abrem e fecham o lado B.N.M. com sentimento africano muito presente, beats complexos, harmonias irresistíveis e uma beleza completamente exposta na superfície. Pelo meio, DJ Perigoso mostra em duas faixas o lado de assalto sónico mais suado, simultaneamente físico e mental. DJ Firmeza abre o lado B com dedicação a Príncipe numa malha devastadora de fisicalidade e amor pelo Tambor; logo a seguir, “Remeche As Coisas” soa literalmente a uma reorganização, e a assinatura “DJ Firmeza na casa!” parece querer dizer que ele está de facto em casa a arrumar o quarto. Tomem atenção à construção percussiva. É o quê? Mais para a frente, DJ Maboku faz chorar com a maneira como integra um groove de flauta na batida house quebrada que tão bem sabe fazer. É indescritível de bonito. Ele está lá também na última faixa, juntamente com Lilocox e Firmeza: “O Vento Uma Verdadeira Amizade” soa a funaná em house, mas isso é a nossa cabeça a tentar arranjar referências. De novo: esqueçam isso. Esta música é verdadeiramente romântica, africana e universal, pós-rave, não-house e o que lhe quiserem chamar, mas a segurança de que existe tal e qual como é fornece um conforto que não sabemos bem explicar. Disco importantíssimo em 2013, na década e, arriscamos, em toda a linha contínua de música de origem africana a ser produzida em Portugal pelo menos desde a descolonização. O termo é pesado mas é mesmo assim. Temos muita sorte.

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Segunda-feira, 25 Novembro, 2013

OVAL 94diskont. (REPRESS RSD 2013) 2LP

€ 21,50 € 18,95 2LP (REPRESS RSD 2013) Thrill Jockey

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vvW6qiTkZdw?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Orange vinyl.

Um ano após “Systemisch”, este é o álbum perfeito de erro controlado. Em 1995 já se percebia melhor que era necessário combater a sério o acomodamento massivo da população que ouvia música aos padrões cada vez mais formatados da música de dança e dos seus acessórios ambientais. O absolutamente maravilhoso “Do While”, durando quase 25 minutos logo na abertura do álbum, é um bravo documentário sobre a Natureza digital, o que se passa dentro dos envólucros que se utilizam em casa, o que se passa no meio das placas de circuitos que são a manifestação física de uma selva digital ou, se quisermos, de uma cidade moderna (olhar de cima para uma placa dessas não é assim tão diferente de olhar a uma certa distãncia para uma maquete de uma cidade moderna). “Do While” reaparece pouco depois como “Do While Apple-X”, vincando o facto de esta música ser maioritariamente produzida a partir de portáteis da Apple, a marca que quase todos os exploradores mais consequentes da segunda metade dos 90s escolheram também como parte, ainda então, da revolta contra a hegemonia Microsoft. Mal sabiam eles o estado do mundo capitalista cerca de uma década mais à frente (aliás, ainda nos 90s, música de Oval foi usada num anúncio largamente difundido do perfume Aqua Di Gio / Giorgio Armani). Mais abstracto do que “Systemisch”, mais apurado também, “94diskont.” passa a ser a obra-prima de Oval e o porta-estandarte do Movimento. Duplo LP (à semelhança de, em que o segundo vinil inclui remisturas de Jim O’Rourke, Scanner, Mouse on Mars e Christian Vogel. Sónica e historicamente essencial, agora em vinil laranja e remasterizado por ocasião do Record Store Day 2013.

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Segunda-feira, 25 Novembro, 2013

OVAL Systemisch CD / 2LP

€ 21,50 € 18,95 2LP (REPRESS RSD 2013) Thrill Jockey

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=cj3OFvrcoQA?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HtRljr0PfeI?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Depois de “Wohnton”, em 1993, ainda transportar alguns ecos de uma escola alemã traçável, talvez, até Holger Hiller uma década antes (o álbum tinha vocalizações), “Systemisch” já não pode ser considerado alemão e sim um produto de um futuro global (à época), na medida em que utiliza a tecnologia digital para explorar precisamente aspectos que ela é suposto ocultar: erros, defeitos / deformações. Mesmo assim, Frank Metzger, Markus Popp e Sebastian Oschatz trabalham com ouvido para melodia e ritmo, ainda que a partir daqui já se questione se, na verdade, Oval não é apenas Markus Popp, como de facto veio a acontecer mais tarde. Enquanto outros se ocupavam da desconstrução do rock, Oval desconstruiam as noções de electrónica, atitude especialmente relevante nesses anos em que abundavam discos ambientais bastante estéreis, servindo as salas chill-out e os ouvidos de muita gente que se movia para a sala ao lado nas raves ou para suas casas depois das raves. Oval quebraram a monotonia com um bang, não deixando de produzir “música ambiental”. “Systemisch” praticamente deu início a uma revolução efectiva que atingiu o seu cume no virar de milénio, quando os sons mais excitantes eram “feios”, “errados”, “fora de sítio”. Sónica e historicamente essencial, agora em vinil transparente e remasterizado por ocasião do Record Store Day 2013.

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Quinta-feira, 21 Novembro, 2013

THE WIRE #358 (December 2013) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

Depois de terem espalhado o seu perfume pela Modern Love nos últimos anos, os Demdike Stare continuam a merecer as capa e os destaques, agora pela banda sonora ao vivo de “Haxan: Witchcraft Through The Ages” – o círculo fecha-se, pois o nome do duo vem de uma lenda em torno de bruxas, no século XVII, em Inglaterra. Depois de terem actuado no Unsound, com a Sinfonietta Cracowia, os ambientes sombrios de Demsdike Stare estarão no BFI, em Londres, em meados de Dezembro. Como nem todos os que lêem estas linhas vão lá estar… ficam as palavras.”I Dream Of Wires”, o fantástico documentário sobre sintetizadores modulares, tem também um destaque, bem como Esmerine, a editora Diskotopia, uma vista à Rússia, a Invisible Jukebox com Maria Chavez, as vidas solitárias de Luke Younger e Steven Warwick como Heatsick e Helm, e em duo como Birds Of Delay, as reedições fantásticas de Laraaji, e aquele monte grande de críticas a discos, revistas, concertos, livros, exposições e por aí fora. Leitura essencial para se estar a par, bem antes dos melhores do ano na próxima edição.


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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

OLIVER SAIN Bus Stop + Nightime 7″

€ 6,00 7″ Contempo (CS.2026)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mu-NfoPBf_E?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6lJqLzVg3yY?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais de 1974 em excelente estado / Original 1974 UK release. EXC! Sound clips not from actual copy.

Ambas as faixas neste disco representam o LP “Bus Stop” (1974) do multi-instrumentista nascido no Mississipi e infelizmente já desaparecido em 2003. Disco-funk pesado no lado A, freakout de sax (um dos seus instrumentos) e teclas em modo selvagem Stevie Wonder, enquanto “Nightime” respeita o título em forma de balada instrumental absolutamente desarmante. A voz é completamente dispensada pelo protagonismo e – diriamos – alma dos sopros, que carregam tudo até um ensaio de groove mesmo no final. produto do Sul norte-americano, de onde muito boa música saiu e foi mesmo, em anos mais recentes, mitificada por editoras aruivistas como a jazzman e Soul Jazz, por exemplo.

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Segunda-feira, 11 Novembro, 2013

MICK TURNER Don’t Tell The Driver CD / 2LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 23,50 € 19,50 2LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC569CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC569CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC569CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC569CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC569CD.mp3]

Quando lemos a notícia, nem parecia verdadeira: este é o primeiro álbum que Mick Turner edita desde “Blue Trees”, há seis anos. É o preço a pagar quando se faz parte dos Dirty Three – que no ano passado voltaram a dar nas vistas – ou se é chamado por “Prince” (o Billy) ou Cat Power; e quando assim é, o trabalho em casa fica quase sempre para segundo plano. Eis “Don’t Tell The Driver”, um fantástico álbum, belíssimo, meditativo, com a companhia de velhos conhecidos que souberam partilhar do melhor modo as visões deste músico-também-pintor. Talvez sejam imagens, estas canções que são quase sempre instrumentais, mesmo quando aparecem as vozes para as cantar. Imagens amplas, de uma América que nasce nessa outra América chamada Austrália. Talvez seja o poder da vastidão e dos seus elementos, em terra e em mar, – de novo as imagens e as paisagens – que oferece tanto espaço para a sua (e nossa) imaginação. Entre a meditação espiritual, recordando o seu alter ego de Marquis de Tren, em “Gone Dreaming”, e o esforço de equipa no mini-épico emocionante “Long Way Home”, há alguma da melhor música deste ano, de alguém que também sabe oferecer a companhia de que precisamos.

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Sexta-feira, 8 Novembro, 2013

PEPE BRADOCK Imbroglios Part IV 12″

€ 8,50 12″ Atavisme

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Última das 4 partes nesta série de discos sem rumo aparente, abertos às experiências correntes de Pepe Bradock, já bastante fora da cena house francesa dos 90s, na qual brilhou como um dos principais protagonistas. Apesar disso, “Confabulations” ainda ecoa algum do som desse tempo; mas “Love Bombing”, por exemplo, já parece um cruzamento entre algo clássico na Mille Plateaux e algo mais clássico nos laboratórios de electro-acústica franceses nas décadas de 50 e 60. São só dois exemplos de seis faixas imprevisíveis e de uma abertura musical importantíssima para continuar a quebrar o gelo que ainda permanece entre cabeças que dançam e cabeças que não dançam. Disparate. Pepe Bradock recolhe amostras de ambas as realidades, se quisermos encarar isto como Terras Paralelas e, em ambas, exibe com mestria os resultados que obteve. parece demasiado científico, mas o disco está carregado de emoção e drama.

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Segunda-feira, 4 Novembro, 2013

V/A Mukunguni: New Recordings From Coast Province, Kenya CD

€ 16,50 € 12,50 CD Honest Jon’s

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HJRCD68-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD68-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD68-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD68-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD68.mp3]

Zona costeira do Quénia, gravações feitas em vários locais próximos da aldeia de Mukunguni por Stefan Schneider (To Rococo Rot, Mapstation, ex-Kreidler, etc.) e Sven Kacirek. 2011. Edição Honest Jon’s em 2013. Extraordinária definição na captação destes sons e canções de vida, morte, amor, casamento e também trivialidades quotidianas. A percussão não reina tão forte como se esperaria de um registo africano, mas “Mafunzo” poderia perfeitamente ser tão caribenho como africano. As canções alternam entre sentimentalismo e pranto e manifestações rituais de celebração e alegria; a música acompanha com recurso a instrumentos 100% locais – madeira, metal, sopros, tambores – e sempre com um sentido natural de sustentação de balanço, de transe, de repetição ritual que, através do plano físico atinge o mental. Nenhuma das faixas é suficientemente longa para uma séria experiência de transe, mas todas nos abrem uma larga e generosa janela para uma região que geograficamente nos é remota mas onde as pessoas têm na mesma dois braços, duas pernas e tudo o resto, são felizes, choram, cantam e exprimem comunalmente, cara a cara, coisas que nós parecemos estar condicionados a fazer quase exclusivamente via facebook. Que vida.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 11 Outubro, 2013

DENT MAY Warm Blanket CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Paw Tracks

€ 18,50 € 16,50 LP Paw Tracks

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAW042-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAW042-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAW042-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAW042-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAW042-5.mp3]


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Quinta-feira, 26 Setembro, 2013

LONNIE HOLLEY Keeping A Record Of It CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Dust-To-Digital

€ 19,96 € 16,95 LP Dust-To-Digital

Tivemos a sorte e o privilégio de ter em Lisboa, esta semana, a visita de Lonnie Holley. Uma sala íntima para um pequeno grupo de pessoas, tal como uma confissão tem de exigir. Com um primeiro álbum mágico, “Keeping A Record Of It” prossegue uma demanda pessoalíssima, agora num contexto mais ambicioso – com convidados, alguns de peso como Bradford Cox (dos Deerhunter) ou Cole Alexander (dos Black Lips). As estruturas das suas canções são tão simples como eficazes: deambulações improvisadas por teclados, fazendo nuvens de sons como mantras que se vão entrelaçando pelas palavras e rezas de Lonnie Holley. Com uma vida demasiado próximo da miséria – foi vagueando pela pobreza, fome e abandono até encontrar um refúgio na arte, fabricando esculturas que são, no fundo, um complexo prolongamento da sua vida -, o que brota da sua criatividade é um honesto grito de sobrevivência, como se o seu passeio pelas teclas e palavras fosse quase a sua respiração. Não há nada assim, acreditem. E por isso é que a noite da passada terça-feira foi tão especial. E também é especial para a Dust-To-Digital – a tal das caixas tailandesas e gregas -, que com Lonnie Holley tem o seu único artista vivo. Com as suas obras de arte, estará vivo para sempre. Obrigatório.

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Sábado, 3 Agosto, 2013

JACK KIRBY 2001: A Space Odyssey #10 REVISTA

€ 5,00 REVISTA Marvel Comics

Original de Setembro 1977. NM!

Mítica série de 10 números baseada em “2001: Odisseia No Espaço”. História e desenhos de Jack Kirby, a Odisseia humana entre passado e futuro, com abertura de caminho, mais para o final da série, para um personagem que ganhou posteriormente série própria: Machine Man. Exemplar original norte-americano em formato standard de comics, óptimo estado!


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Sábado, 3 Agosto, 2013

JACK KIRBY 2001: A Space Odyssey #9 REVISTA

€ 5,00 REVISTA Marvel Comics

Original de Agosto 1977. NM!

Mítica série de 10 números baseada em “2001: Odisseia No Espaço”. História e desenhos de Jack Kirby, a Odisseia humana entre passado e futuro, com abertura de caminho, mais para o final da série, para um personagem que ganhou posteriormente série própria: Machine Man. Exemplar original norte-americano em formato standard de comics, óptimo estado!


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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