Quarta-feira, 4 Dezembro, 2013

DJ FETT BURGER & DJ SPECKGÜRTEL Speckbass / Deepspeck 12″

€ 9,50 12″ Sex Tags UFO

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UFO08-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UFO08-2.mp3]

Fett Burger em nova parceria (DJ Speckgürtel) num combo poderoso Disco-House para trazer o quente inverno norueguês que acontece nos estúdios e festas caseiras deste pessoal. “Speckbass” é um hit instantâneo, linha de baixo sintética e orgãnica ao mesmo tempo, som de marimba a dar cor, synths cósmicos e caixa-de-ritmos séria a fornecer bons breaks para segurar tudo correctamente na pista de dança, “Deepspeck” vai a New Jersey trazer sopro sintético e mais breaks dentro do 4/4, disfarça-se de matrial antigo numa altura em que o Pai Natal já tem a rota mais do que planeada, se for como as lendas relatam. Dançar como em 1993 é tão Agora que nem há que questionar. A Modernidade terminou há muito e a pós-Modernidade já não é assunto desde nem sabemos quando. O assunto é mexer os pés, deixar essa energia circular, dirigida por gente que cuida de nós. O Homem transmite para o Espaço, que retransmite de volta para nós, Sex Tags apanham algumas coisas verdadeiramente especiais nesse processo.

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Quarta-feira, 4 Dezembro, 2013

V/A Wania Presenterer Dritdypt Vol. 1 12″

€ 9,50 12″ (2017 repress) Wania / Sex Tags

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WANIA9109-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WANIA9109-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WANIA9109-3.mp3]

Um dos discos mais drogados da família Sex Tags, privilegiando jams longas (excepto a “Eastern Lecture” de Adam Just, na abertura) de quase-house. Soa a uma espécie de convocação espírita de material orgânico de Victor Sol na era Fax (1990s) canalizado através de uma passagem temporal genuína à qual só alguns conseguem ter acesso. Lupo publicou umas experiências em 2002, mas aqui está em pleno modo espacial “hauntológico” durante os 10 minutos que o vinil oferece do seu lado. 15 é o tempo, no verso, para a Mellow Mix do já raro MANIA16 de XI, aqui retrabalhado para conforto de bolha futurista onde filmes são projectados directamente na nossa cabeça. Mágico, se vocês tiverem a Magia.

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Terça-feira, 3 Dezembro, 2013

RON MORELLI Spit CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Hospital Productions

€ 18,50 € 16,95 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS407CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS407CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS407CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS407CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS407CD-5.mp3]

Em 2012 e em 2013 é indiscutível que Ron Morelli é um dos nomes incontornáveis da música electrónica/dança. Tal como Bill Kouligas na Pan, Morelli tem contribuído para a confusão da fronteira entre dança e electrónica nos últimos dois anos. O seu trabalho na L.I.E.S. é magnífico. A editora poderia ser uma daquelas coisas altamente coladas ao hype, mas a verdade é que ainda hoje falamos dela, os seus discos esgotam com uma rapidez impressionante e, se contarmos os dias, estamos nisto há três anos. Hype? Não parece. Mais do que criar um património, a L.I.E.S. tem sido óptima a construir a ideia de que aquilo que cria é novo. Não o é, mas o modo como o faz, com uma total inocência e desrespeito pela história funciona para a sua missão: desbrava caminho e faz chegar um novo som a novas cabeças que, provavelmente, não chegariam a esse som se tivessem que ir aos livros. De certa forma, a L.I.E.S. é a representação máxima – e bem feita – da cultura do presente incorporada na música de dança: falta de atenção, hedonista e real o suficiente para fazer o mundo acreditar nos seus ideais. Bom ou mau, é o que é. E, talvez por isso, este “Spit” foi um dos álbuns mais antecipados deste último trimestre. Chega-nos às mãos e é de facto uma maravilha, uma obra que apropria os beats comuns que frequentam habitualmente os maxis da L.I.E.S. mas que são adaptados a uma construção que não serve propriamente a música de dança, mas também não são uma composição perfeita para se enquadrar na electrónica. Às vezes, nos seus momentos mais deslocados, faz lembrar a estreia de Rashad Becker neste ano (“Sledgehammer II”) e noutros é um corpo perfeito para um filme de terror. “Spit” é, mais do que um grande disco, um retrato esgotado de uma sociedade, onde o carácter é algo que parece existir não nas pessoas mas em ideias imaginadas e recicladas ao longo do tempo. Algo abstracto sim, “Spit” deixa-nos assim.

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Terça-feira, 3 Dezembro, 2013

TIM HECKER Virgins CD / 2LP

€ 16,50 € 14,50 CD Kranky

€ 25,50 € 23,50 2LP Kranky

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Tim Hecker tem sido fulminante nos nossos corações. Sem ir demasiado atrás no tempo, relembramos 2011 com o seu “Ravedeath, 1972″ – foi um dos maiores momentos do ano, e uma obra que ficará no cofre da electrónica desta década. Depois, um “Dropped Pianos” que deslumbrava pela subtileza acústica e explicava de onde tinha vindo parte da magia de “Ravedeath”. Dois anos depois, “Virgins” tenta chegar lá acima, onde os outros chegaram. Continuando uma perspectiva sonora que entrelaça a muralha sonora digital e o espaço aberto e reverberativo do acústico, Hecker deslumbra-nos uma vez mais, cativando-nos, também, pela identificação de uma marca-de-água fortíssima, que se reconhece à distância. Gravado em parte em Reykjavik, na Islândia, “Virgins” traz também esse fantasma poderoso que se chama Ben Frost – com quem, aliás, costuma trabalhar. Sentem-se as suas ondas voluptuosas de electricidade, de cordas, que se esmagam contra o digital, saindo depois para ocupar todo o espaço circundante. É esta dimensão – que tanto é violenta como subtil – que nos conquista, que nos empurra para rodar o botão do volume cada vez mais para a direita, como se quiséssemos ficar amplificados pela música. Tim Hecker é um dos grandes porque tem este poder quase supra-humano de nos fazer crescer intensamente. Mais um disco incrível deste canadiano.

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Sexta-feira, 29 Novembro, 2013

DJ HARLOW Waxwork 12″

€ 11,50 12″ L.A. Club Resource

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LACR002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LACR002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LACR002-3.mp3]

Segundo na editora de Delroy Edwards (ele é um dos picos na cadeia montanhosa da L.I.E.S.). Sem hipótese: batida rude para a dança em salão ou cave escura, a diferença nota-se na colocação de uma ambiência na terceira versão da faixa-título – no salão pode apreciar-se melhor o tapete de cordas nessa “Chord Mix”; na cave, porém, acontecem os melhores movimentos, directamente da única tomada eléctrica na parede, carregando os corpos com energia antiga que nunca se consegue domar por muito tempo. Fundamentos esqueléticos de house e techno, escrevemos sobre isto incontáveis vezes e nunca, mas nunca, deixamos de beber este sumo vital que rejuvenesce a cada beat.

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Sexta-feira, 29 Novembro, 2013

COPELAND & GAST Ukmerge / Strict 12″

€ 9,95 12″ All Bone

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ALLBONE000001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALLBONE000001-2.mp3]

Inga Copeland parece decidida em seguir a sua carreira a solo. Com muita pena nossa não vai pelo caminho de soul diva fantasmagórica que se ouvia nalguns temas de Hype Williams, mas pulsa sangue para o campeonato de bass/beats fabricados no imaginário britânico com uma dose certa de excentricidade e de arrojo, algo que esteve sempre presente na sua música a solo. Este maxi produzido em parceria com John Gast tem duas das suas produções mais acessíveis até à data. Acessíveis porque já não se encontram vestígios de Hype Williams, apenas um desejo enorme de marcar presença com distinção na cena de dança. E a voz de Copeland, bem como a projecção dos seus beats, têm força para isso. Aproveitem enquanto é tempo, os maxis de Inga Copeland costumam voar num instante.

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Sábado, 2 Novembro, 2013

DJ RASHAD Double Cup CD / 2LP

€ 15,95 € 11,95 CD Hyperdub

€ 19,95 € 16,50 2LP Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDBCD020-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD020-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD020-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD020-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD020-4.mp3]

Numa zona estranha e complexa de confluência entre funk, soul, hip hop, house, jungle e sampladelia clássica, Rashad estica os pressupostos da cena footwork através da organização metódica de todas essas fontes. Sendo editado na Hyperdub, não pode faltar neste álbum uma inequívoca mensagem Bass, que já atravessou o Atlântico muitas vezes para cá e para lá: Jamaica – UK – U.S.A. – Europa – etc. O boom e – utilizando brasileirismo – o bum bum trabalham bem em conjunto, e as imagens aqui começam logo no título: “Double Cup” pode ser, com boa vontade, um soutien, mas é mais certo que esteja ligado à bebida púrpura de má fama que alimentou, por exemplo, a cena hip hop sulista mais ou menos inventada pelo falecido DJ Screw. O álbum de Rashad, quase todo em colaboração com Spinn e Taso mais um punhado de convidados, move-se a um ritmo esquizofrénico simultaneamente lento como Screw e rápido como a velocidade junglista. O single “I Don’t Give A Fuck” representa na perfeição o choque de velocidades, enquanto proclama o seu voto nihilista para com todos e consigo próprio. Não é música simpática mas consegue ser sensível, em momentos, e é sempre emocionante. Preparem o cenário antes de uma audição séria.

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Quinta-feira, 31 Outubro, 2013

JAMES FERRARO NYC, Hell 3:AM CD

€ 12,50 CD Hippos In Tanks

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-5.mp3]

“NYC, Hell 3:00 AM” é o segundo álbum de James Ferraro neste ano. Apesar de “Sushi” ter passado um bocado despercebido, pode-se agora compreendê-lo como uma espécie de link perfeito entre o magnífico “Far Side Virtual” e este “NYC, Hell 3:00 AM”. Para quem viu o seu recente concerto no Musicbox ficou perceptível que Ferraro, actualmente, junta com uma precisão eloquente aquilo que tem feito nos últimos dois anos (mais electrónica, mais beats) com o seu material a solo editado logo a seguir ao fim dos Skaters (principalmente aquele que foi editado em CD-R). “NYC, Hell 3:00 AM” é mais uma peça fundamental para entender o futuro de Ferraro, uma visão que tanto tem de ficção científica como de interpretação única da realidade/mundo em que vivemos: e o facto de viver actualmente em Los Angeles não é alheio a isso. “NYC, Hell 3:00 AM” tem momentos em que parece que estamos a ouvir um “Spirit Of Eden” dos Talk Talk vindo de outra dimensão: há uma espécie de melancolia inatingível que se constrói e alimenta do ambiente em volta. Mais do que readequar linguagens, Ferraro continua exímio a mostrar-nos os seus próprios universos. Não interessa o desfasamento de “estilos” em que vive, mas sim encarar o seu trabalho como uma obra única, que reflecte mais do que os tempos em que vivemos, uma geração que nasceu em meados dos anos 1980s. E se outros músicos evocam a nostalgia, James Ferraro nunca o fez. Apresentou o presente e o futuro e é por isso que a música dos últimos anos lhe deve tanto (a ele e aos Skaters). E assim vai continuar a ser no futuro. Obra-prima.

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Quarta-feira, 30 Outubro, 2013

PUTAS BÊBADAS Jovem Excelso Happy LP

€ 11,95 LP Cafetra

Putas Bêbadas é um dos grandes triunfos da Cafetra. Composto por metade de Kimo Ameba, Abras e agora com Junória (Os Passos Em Volta), as Putas Bêbadas são uma espécie de reinvenção actual de uma certa degeneração – boa – do indie rock dos últimos vinte anos que se viveu em editoras como a Siltbreeze ou a Load. Tudo bate certo e tudo é uma cacofonia exaltante de uma irreverência que só a idade concede e uma conjugação perfeita entre desejos e aspirações de quatro pessoas, que são capazes de exaltar um universo sem fazer disso necessariamente uma referência e produzir um álbum tão visceral, poderoso, irreverente e afirmativo como “Jovem Excelso Happy”: provavelmente o melhor título deste ano, em qualquer parte do mundo, com um artwork totalmente a condizer. Tudo parece a brincar, mas também é sério, e a parte a brincar não é ironia nem coça a qualquer género, é genuína, porque isso também faz parte do que são as Putas Bêbadas (afinal, nunca esquecer, chamam-se Putas Bêbadas). Muito bem produzido, cheio de classe, “Jovem Excelso Happy” justifica o seu título. É tudo isso e muito mais.

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Segunda-feira, 7 Outubro, 2013

TRU WEST The Dowc Part 1 EP 12″

€ 12,50 12″ Marmo Music

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LTD. 250 copies! 2 DJ Sotofett RMXS.

Tru West contribuiram para uma instalação multimedia colocada simultaneamente em Florença e em Lisboa, durante a Trienal de Arquitectura de 2013. O som que ouvimos neste maxi de edição muito limitada (250) parte livremente de uma ponta jazz para uma progressão global que tem tanto de Etiópia como de Supersilent. A magnífica dispersão sónica é, ainda assim, agregada em torno de uma ideia de exotismo viajante, pela qual facilmente nos deixamos conduzir. No lado B entra a visão de DJ Sotofett em duas misturas “Deep Forest” para acrescentar ainda mais Norte e mistério e também fixar de forma mais visível a parte rítmica que Tru West incluem mas não exploram habitualmente desta maneira enquanto grupo. Se quisermos falar de música de dança, então ela, aqui, tem uma vibe ritualística, tribal, fora do segmento house / techno a que os elementos de Tru West até estão ligados, individualmente e em colaboração, através da Editora Bosconi e de outras produções em selos como a Kontra Musik, por exemplo.

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Quarta-feira, 17 Novembro, 2010

GALA DROP Overcoat Heat 12″

€ 9,95 12″ Golf Channel

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL014-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL014-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL014-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL014-4.mp3]

Ter este disco na mão significa, neste momento, a realização de um percurso ascensional perfeitamente delineado, com calma e certeza do objectivo a atingir. Desde o álbum de estreia em 2008 (descontando os CD-R do período Tiago Miranda – Nelson Gomes), Gala Drop mantiveram o seu som bem protegido para o passo seguinte. “Overcoat Heat” mostra o aperfeiçoamento do groove universal já reconhecido no álbum. Agora, talvez também pelo contexto (o EP sai na Golf Channel), somos sugestionados a pensar que o som está mais dançável, mas dizêmo-lo com total noção de que não é bem isso que queremos dizer. No cenário actual, Gala Drop estão separados de quase todos os nomes que podem ser encontrados na secção Disco / New Disco das principais lojas. São de facto uma banda em acção, isso implica processos e dinâmica muito diferentes do DJ ou produtor de quarto com todas as ferramentas à disposição para cortar um hit disco-house a partir de um qualquer clássico antigo. Gala Drop são quatro músicos com aptidões diversas que se encontram num espaço iluminado pelos focos convergentes da criatividade e influências de cada um. Afonso Simões, Guilherme Gonçalves, Nelson Gomes e Tiago Miranda partem de um formato de quarteto de rock para um espaço único – não ocorrem referências contemporâneas comparáveis de perto. Talvez os Fridge de há uns anos e os Studio percorressem zonas semelhantes, só isso.
As quatro faixas em “Overcoat Heat” são quase mantras em harmonia circular, desenvolvem-se no tempo com insistência suficiente nos detalhes para que a música chegue mais fundo em quem ouve. Percussão, ecos, guitarra, sintetizador, vozes e calor, nem tudo são instrumentos propriamente ditos mas todos são partes da mesma fórmula alquímica.

Philip Sherburne escreveu no Resident Advisor:
“In four tracks, and sometimes within a single one, they run the gamut from Krautrock psyche-out to lysergic Detroit techno. It makes sense to group them alongside other artists journeying outside the conventions of both prog rock and dance music, but it would be an error to mistake them for another run-of-the-mill Balearic act. This music overflows with voice and vision, an almost excessive sense of sheer feeling that’s matched only by their considerable skills as both instrumentalists and producers.
“Drop,” one of the more live, jammy sounding songs here, explores the overlap between Tortoise, the Durutti Column, King Tubby and Cluster without ever straining so much as a muscle; with its glistening guitars and lithe, loping triplet rhythms, it’s hard to imagine a more confident, easygoing song. “Rauze” sticks with a three-against-four conceit, with innumerable layers of synthesizers rubbing and sparking against nervous shaker patterns, and a keening guitar lead that could wring blood from stones. “Cathartic” barely begins to describe it.
“Izod” eases into a classic, chord-heavy house cadence, but with a stumbling, off-kilter sensibility that derives from a group of individuals actually playing their instruments (and punching at machines) in real time. It builds into a percussive frenzy reminiscent of Caribou’s last album, but caked with lo-fi grit; an imaginary meeting of Gavin Russom and improv drummer Chris Corsano comes to mind. The EP ends with the title track, a gorgeous drums-and-guitars dub foray into some dark rain forest of the mind. If it throws you off balance, there’s a reason for it: the song’s in 5/4 time, though you’d never guess it from the grace with which it unrolls. It’s a stunning close to a record that never seems to run out of ideas.”

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