Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

EDGAR RAPOSO & LUÍS FUTRE Portugal Eléctrico! – Contracultura Rock 1955-1982 LIVRO

€ 21,95 LIVRO Groovie Records

Paperback, 162 páginas, 20,5 x 29,5cm.

Não é segredo para ninguém que a história da música popular portuguesa está um pouco deixada a um canto. Salvam-se as barras de ouro e o resto fica meio lateralizado, deixado ao abandono, sem grande esperança de que alguém pegue. Edgar Raposo e Luís Futre têm unido esforços para lutar contra este esquecimento. Ao longo dos últimos anos têm editado compilações que nos deram a conhecer algumas pérolas perdidas/esquecidas do rock português e agora dão-nos este “Portugal Eléctrico!”, livro que basicamente mete em palavras e muitas imagens tudo aquilo que nos deram a ouvir através dos discos que editaram. É um documento fundamental para ficar a conhecer melhor a música portuguesa, sobretudo o rock e os inúmeros nomes que encheram o imaginário dos adolescentes de outras décadas. Não há livros destes a saírem todos os dias e, acreditam, ainda há menos gente gente capaz de partilhar de forma tão benigna e honesta o conhecimento que foi adquirindo ao longo de anos de pesquisa. Fundamental.


“Depois de ‘A Arte Eléctrica De Ser Português’, o histórico livro de António Duarte editado em 1984 e há muito esgotado, este ‘Portugal Eléctrico’ que a Groovie Records agora nos apresenta é o mais significativo documento para a compreensão da memória rock do nosso país. Os textos, os artefactos fotográficos e as capas de discos constituem um acervo crucial para a iluminação de uma época que até há pouco vivia na sombra de factos mais recentes e tornam um pouco menos secreta uma história de que ainda hoje sentimos os electrificados efeitos” Rui Miguel Abreu in BLITZ

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Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

RAINFOREST SPIRITUAL ENSLAVEMENT Folklore Venom LP

€ 17,95 LP Hospital Productions

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Rainforest Spiritual Enslavement é o projecto de Dominick Fernow (Vatican Shadow) que mais se distancia de tudo o resto que o músico tem feito nos últimos anos. Depois do magnífico “Black Magic Cannot Cross Water” ter sido reeditado neste ano pela Blackest Ever Black, chegou a altura de dois outros álbuns seus terem o mesmo tratamento na sua Hospital Productions. O som que Fernow procura em Rainforest está muito próximo dos ideais de “haunted ballroom” de Leyland Kirby ou das cassetes que os Demdike Stare têm editado (que são trabalhos completamente distintos da sua restante discografia). “Folklore Venom” enquadra-se num ambient tenso, onde somos subjugados à ideia de que há algo iminente a acontecer. Ao contrário do que acontece em Vatican Shadow, por exemplo, em que o som obriga-nos a reagir fisicamente e procura muitas vezes o confronto, neste disco e em grande parte da discografia de Rainforest, Fernow parece querer ensinar-nos noções de ritmo, prendendo-nos em beats geometricamente simples que são adornados à volta por field recordings em loop. É uma boa tensão que se sente em “Folklore Venom”, um desafio que brinca incansavelmente com o ritmo e que nos obriga a ser pacientes. Consegue uma atmosfera própria e instala-se no nosso imaginário como uma espécie de versão alternativa a uma banda-sonora de um filme de Carpenter.

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Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

THE JELLIES The Conversation + version 7″

€ 8,50 7″ Emotional Rescue

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ERC011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERC011-2.mp3]

Um single, 1981, “The Conversation” era o lado B. Baixo e bateria, uma voz feminina muito dispersa com tom semelhante a Tina Weymouth (Tom Tom Club, Talking Heads), um título que remete automaticamente para o filme de 1974 realizado por francis Ford Coppola e nós sem ideia se existe alguma relação entre as duas obras. Só sabemos o que sentimos ao ouvir esta música feita praticamente com propulsão de baixo e bateria, guitarra na distância e a voz que, dado novo, também lembra um registo disco-rap comum na época. “The Conversation” era originalmente um lado B e, nesta reedição, ganha o seu próprio lado B, produzido actualmente por gente ligada à Emotional Rescue em total respeito não apenas pelo som original mas pelo modo como uma versão seria feita em 1981. Certo!

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Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

STEVE ARRINGTON / DÂM FUNK Higher 2LP

€ 21,50 2LP Stones Throw

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Mais ou menos discretamente, apesar de isso ser muito complicado quando se grava um álbum com Snoop Dogg, Dâm-Funk esteve em primeira linha durante 2013. Noutra parceria, com outro histórico (mais histórico), Steve Arrington, alarga mais o seu alcance – Arrington era vocalista dos Slave nos 70s e início dos 80s, conseguiu ainda uma assinalável carreira a solo e aqui, com Dâm-Funk, contribui soul para amenizar os beats sintéticos característicos do produtor (oiçam “The Way I Feel About You”, por exemplo). A voz notoriamente antiga de Arrington oscila entre a entrega clássica da soul e um registo hip hop em algumas rimas, conseguindo o extra de estar perfeitamente em sintonia, aqui e ali, com o que se pode chamar sem problemas de R&B contemporâneo. Tudo isto sem perder a habitual deriva no Espaço que Dâm-Funk tão bem controla. “Higher”, e todo o simbolismo da mão erguida na capa, funciona como manifesto de afecto e aspiração a um nível em que tratamos melhor uns dos outros. Disco absolutamente quente e confortável.

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Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

KYLE HALL The Boat Party Bonus 12″

€ 10,95 12″ Wild Oats

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KMFH com adenda ao álbum de 2013, “The Boat Party”, em que foi notória a diversão com o ritmo, a exploração do esqueleto básico, a quase hipnose em torno do beat, em modo jack e em modo edit clássico, relembrando as fundações house mas com todo o twist benéfico que uma cabeça segura de 22 anos consegue dar actualmente. “Flemmenup” é recuperado do LP e mexido para nova versão, e o resto é uma ideia muitíssimo concreta do que podemos esperar, por exemplo, de um set de Kyle Hall. Aliás, já comprovámos isso mesmo nas suas visitas ao Lux. Base rítmica essencial e tudo o resto composto por cima, venha de um mundo Disco de onde nasceu a música de dança como conhecemos, ou venha de um subterrâneo em baixo de uma fábrica (“12 Doors”). Em qualquer dos casos, estas são ainda algumas das abordagens mais genuínas e consequentes nas pistas de dança actuais. Não durmam, até porque é mito difícil dormir com isto.

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Quinta-feira, 12 Dezembro, 2013

RAINFOREST SPIRITUAL ENSLAVEMENT The Plant With Many Faces LP

€ 17,95 LP Hospital Productions

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Tal como nos havia mostrado em “Black Magic Cannot Cross Water”, Dominick Fernow também sabe trabalhar bem com field recordings e criar ambientes construtivos que não tentam exigir-nos uma mensagem ou uma reacção, mas deixar-nos infiltrar por atmosferas enigmáticas que parecem habitar outros mundos. De certa forma, o que ouvimos em “The Plant With Many Faces” é uma espécie de música de pântano, não no sentido dos Creedence, mas na construção de um habitat de filme de terror no qual somos inseridos. Muita coisa é misteriosa na música de Rainforest Spiritual Enslavement, mas o mais misterioso é como os quatro temas aqui presentes deixam cenários que não cessam em desaparecer da nossa cabeça. Tal como Leyland Kirby faz nos seus discos como Caretaker, Fernow explora em Rainforest uma procura exaustiva por lados mais escuros – sem serem necessariamente obscuros/tristes/pedrados – da nossa memória. É música que causa medo pela antecipação, mas não causa pânico, aliás, deixa-nos absolutamente tranquilos e relaxados, como se o ambiente criado na nossa cabeça fosse uma realidade alternativa. De certa forma até é, e essa espécie de mundo paralelo que Fernow consegue criar nos seus discos enquanto Rainforest Spiritual Enslavement é realmente especial.

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Quinta-feira, 12 Dezembro, 2013

SPIKE Orange Cloud Nine CD / LP

€ 13,95 CD Golf Channel

€ 17,95 LP Golf Channel

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Os quatro álbuns de Spike Wolters entre 1981 e 1984 sintetizam o ideal de música cósmica transversal entre os territórios do rock e da música de dança. O ritmo soporífero geral da música e a qualidade caseira da produção, o ambiente soft rock, o tom das canções, tudo tem antecedentes ainda na década de 70, mas Spike concentra todo o poder melancólico e ao mesmo tempo ‘feel good’. Guitarra e caixa-de-ritmos, a sua voz meio Steve Miller ou Godley & Creme, uma nota reggae solta, e estamos perante uma compilação elaborada carinhosamente pela Golf Channel para mostrar a nuvem confortável que alguns músicos conseguiam naturalmente fazer aparecer por baixo de nós, provocando aquela sensação imbatível de preguiça e flutuação sem esforço.

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Quinta-feira, 12 Dezembro, 2013

HEATSICK Re-Engineering LP

€ 20,50 LP PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN48-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN48-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN48-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN48-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN48-5.mp3]

Ao longo dos últimos dois anos temos dado destaque ao projecto de Steven Warwick, Heatsick, sempre que possível. Somos fãs de Warwick desde os seus tempos de Birds of Delay com Luke Younger (Helm), mas a forma que a sua música assumiu como Heatsick tem superado todas as nossas expectativas. As suas edições, principalmente as que têm saído na Pan, contam uma história de alguém que começou por criar beats muito simples e torná-los num óptimo esqueleto de músicas de pista, com traços de Chicago e Detroit para aquilo que hoje vemos, uma selecção de música absolutamente fantástica que pode ser caracterizada como funk do século XXI. O primeiro tema, “Re-Engineering” lança o mote. Em parte faz lembrar algum do trabalho apresentado por James Ferraro no seu último disco, mas há uma subtileza de soft-disco que faz com que a música transcenda qualquer paradigma actual. Aos poucos e poucos “Re-Engineering”, o álbum, vai-nos conquistando. E quando chegamos a “Mimosa” estamos absolutamente rendidos. Há uma sensualidade muito feliz nestes temas, uma espécie de mensagem que nos diz que é música para meter o cérebro a dançar e que a partir daí ele lança ordens para o corpo. É essa sensualidade, que destila em todos os temas, que torna o que Warwick fez neste disco numa das coisas mais bem concretizadas que ouvimos nos últimos tempos. É um disco que cria um microcosmos próprio e que a partir dele apresenta uma espécie de novo-groove. Sem ser “novo” na palavra de “novidade”, mas sendo novo com ideias numa série de sons que reconhecemos e que associamos à música de dança dos últimos dez anos. Simplesmente magnífico.

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Terça-feira, 3 Dezembro, 2013

PALMER ROCKEY Rockey’s Style CD / LP

€ 13,95 € 12,50 CD Trunk

€ 18,50 € 16,95 LP Trunk

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Rockey é adaptação do nome italiano do pai e este disco de 1980 foi tocado incansavelmente por Jonny Trunk, de acordo com as suas próprias palavras. Uma década para conseguir comprar um original, depois de ter ficado encantado com a descrição feita por Jello Biafra no clássico livro “Incredily Strange Music” publicado pela RE/Search. Trunk dedica boa parte da sua vida a mostrar-nos estas coisas e, num mundo em que parecem existir poucos cantos inexplorados, o seu filtro é absolutamente essencial para termos a sensação de que ainda há espaço para correr, para explorar, mesmo que alguém tenha lá chegado antes de nós. A história de Palmer Rockey podem lê-la online, se tiverem mesmo vontade, nós só vamos dizer que a ideia do que este disco poderia conter, olhando para a capa, é errada: uma vibe rockabilly que só é mesmo notória na última faixa, “Rockey’s Rock”. de resto, lounge de Las Vegas, funk branco, rock pouco seguro, exotica absolutamente sublime em “Feelings Of Love”, bons breaks (“Scarlet Moves”), jazz de hotel, e tudo composto para filmes que gostava de rodar e mostrar (a foto foi supostamente tirada numa estreia, pela sua esposa que, agora, generosamente possibilitou a recolha de informação por Jonny Trunk. Vocês sabem que, na Trunk, a arqueologia é séria.

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Quarta-feira, 6 Novembro, 2013

ROLY PORTER Life Cycle Of A Massive Star CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Subtext

€ 19,95 € 17,95 LP Subtext

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Roly Porter continua a desbravar o seu caminho, sem ligar muito a tendências uniformizantes, parecendo viver noutro tempo que, embora não seja o futuro, não será concerteza este presente. O que se pode fazer com a electrónica destes dias? Tudo, pensamos nós, mas o facto é que muito poucas vezes saltamos da cadeira quando ouvimos discos verdadeiramente empenhados em fazer coisas novas, mesmo quando usam roupa velha. Depois de termos falado aqui no fantástico “Fall Back”, onde Roly Porter e Cynthia Millar conjugavam o digital e as ondas martenot, voltamos a Porter para elogiar aquele que pode ser o seu melhor álbum. “Life Cycle Of A Massive Star” parece erguer uma zona onde fluem certas linhas de pensamento de Oneohtrix Point Never, Ben Frost ou Murcof, unindo acústico e digital como poucos o conseguem fazer ou emular. Parece contar a história de uma estrela, entre a sua formação até à extinção do seu brilho, e podia ser uma história ambiental que se esvanece no ar, mas Roly Porter parece também interessado em condensar o próprio Universo nesta narrativa, propondo uma viagem épica que nos cega perante tanta imensidão. A atenção ao detalhe e a profusão de ideias não nos surpreende, mas nunca tínhamos ouvido nada tão estruturado e composto, como uma peça orquestral, onde explosões e silêncios convivem tal como existem no Espaço que nos rodeia. Se tinham “Cosmos” de Murcof como a banda sonora para viajarem em direcção às estrelas, levem este também para chegarem mais longe. Fantástico.

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Segunda-feira, 4 Novembro, 2013

ADRIAN UTLEY’S GUITAR ORCHESTRA In C CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Invada

€ 21,50 € 20,50 LP Invada

[audio:http://www.flur.pt/mp3/INV127CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV127CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV127CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV127CD-4.mp3]

A façanha não é recente: Adrian Utley tinha já escrito uma peça para 60 guitarristas e chegou mesmo a convocá-los todos para um concerto. Este encontro épico, digno de um Rhys Chatham, fê-lo apaixonar-se pelo som de muitas guitarras e daí até chegar a “In C” foi um pequeno passo. Pegou em duas dúzias de instrumentistas – mais precisamente em 19 guitarristas, quatro organistas e um clarinetista -, diminuiu o compasso e deixou que a magia de Terry Riley pegasse nos ingredientes e nos desse mais uma iluminada versão deste absoluto clássico do minimalismo – na verdade, a primeira peça ambiciosa do género, que desde 1964 encanta e influencia toda uma constelação de músicos, compositores e estilos musicais. Feita com 53 frases que se podem interligar livremente, o resultado desta peça transcende-nos, e esta gravação prova quão livre “In C” pode ser. Nos momentos mais inspirados, o minimalismo, entre São Francisco e Nova Iorque, foi uma das mais belas ideias da música do último século, e esta composição – que parece sempre ser uma receita mágica que nos altera a percepção do tempo – parece juntar todos os seus propósitos elementares. Estruturado e dirigido exemplarmente, este “In C”, que nos visita para a semana em Lisboa, ficará para a história.

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

SENKING Capsize Recovery CD

€ 17,50 € 13,95 CD raster-Noton

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Guardamos no coração alguns discos de Senking – o homónimo de estreia, em 1998, é ainda uma jóia muito peculiar da electrónica, mesmo assumindo alguma ingenuidade cativante -, e embora nada nos tenha desiludido, há muito que não tínhamos um disco tão finalizado como este “Capsize Recovery”. Composto em torno de um par de motivos sonoros – uma façanha conceptual que Jens Messel sempre fez nos seus discos -, estes oito temas parecem ser quase uma aproximação do seu som à super-bass music, numa versão muito livre, muito ‘rasterizada’, mergulhando nas águas negras, bem negras, num techno que consegue ser quase funk – ouçam “Cornered” – ou quase ‘carpenter’ – ouçam “Nightbeach”. Feito sem computadores – e possivelmente sem oxigénio -, “Capsize Recovery” é um disco para quem gosta de álbuns, para quem gosta de ouvir as ideias a decorrerem do princípio ao fim. E por isso é um grande disco. Que deverá ser ouvido com um sistema de som que ponha cá fora todos os demónios que possui dentro de si.

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

HELM Silencer 12″

€ 12,50 12″ (Ed. Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN43-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-4.mp3]

Exemplares já raros da primeira edição deste “Silencer” (esgotou num instante, há uma segunda a caminho), regresso de Helm depois do magnífico “Impossible Symmetry” no ano passado. De Luke Younger só temos coisas boas a dizer, desde os seus Birds Of Delay com Heatsick em meados da década passada (um dos nomes mais subvalorizados do noise britânico deste século) até às suas aventuras a solo mais recentes. “Impossible Symmetry” continua a soar a algo que nunca ouvimos, uma experiência sonora meticulosa, real, feérica e absolutamente transcendental na forma como é um disco escuro e industrial sem ser um disco escuro e industrial. Luke faz o seu próprio som. E se dúvidas existiam, basta ouvir “Silencer”, tema que abre o maxi e que se distancia imediatamente do som mais expansivo de “Impossible Symmetry”. Dez minutos de absoluta claustrofobia, com uma percussão venenosa afogada em ruídos mecânicos que constroem sons que lembram uma fábrica a funcionar na sua plenitude: e em pouco tempo ficamos envolvidos num processo de drone como se o escutássemos há horas. Da mesma forma que o álbum de Rashad Becker soa a nada de que nos lembremos – e tem sons que não fazemos ideia de onde vêm -, “Silencer” fabrica a mesma ideia assustadora de uma música de difícil catalogação, que é simultaneamente pesada e singela (quando ficamos embalados) e com uma sensação de espaço que é rara na electrónica de hoje em dia: difícil de descrever e talvez complicado de assimilar, mas é como se fosse uma claustrofobia libertária. Em “Impossible Symmetry” Helm levava-nos para outros mundos, em “Silencer” já estamos nesse mundo e a habitar uma ficção que ele próprio constrói. Ficção científica sonora, que tanto nos abala como embala. Fabuloso!

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Quarta-feira, 28 Agosto, 2013

RASHAD BECKER Traditional Music Of Notional Species Vol. 1 LP

€ 19,95 LP (Edição Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN34-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN34-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN34-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN34-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN34-5.mp3]

Honestamente, é difícil explicar a quem está um bocadinho fora toda a antecipação que existia em volta deste disco de Rashad Becker. Talvez um pouco se consiga explicar – e perceber – devido ao seu trabalho: Becker trabalha na Dubplates & Mastering, é provável que grande parte dos discos de electrónica/experimental que se tenham ouvido nos últimos anos tenham sido masterizados ou pós-produzidos por ele. A Dubplates é o sítio de referência para estes “acabamentos” no que diz respeito à música electrónica e não é por acaso que os discos que passam por lá façam referência a isso mesmo. Afinal, acaba por lhes dar um som característico. “Traditional Music Of Notional Species” era esperado precisamente por ser o disco de Rashad Becker e havia curiosidade para saber o que poderia sair daqui, de um engenheiro de som, habituado a trabalhar com pormenores e a fazer disso a sua vida. A expectativa era grande e foi superada. O que é mais admirável neste disco é como é um disco super-consciente, nada acontece por acaso e os sons encadeiam-se de uma forma apaixonada, sem contrastes, tudo parece ter uma estrada construída entre si para fazer total sentido. É não é um disco de “música tradicional” nem de “field recordings” mas de sons que parecem habitar um vazio na música electrónica, partes ambíguas que ficam esquecidas e que Becker estica e orquestra em forma de movimentos convulsivos de dança. Em parte, é uma visão um pouco à frente, porque é uma espécie de folk de uma electrónica que não existe, é música que parte de uma memória que não pode ser percepcionada e que por isso não tem efectivamente um passado. E tal como foi um desafio fazer este disco, é igualmente enriquecedor ouvi-lo. Causa frequentemente arrepios e é, muito sinceramente, algo de novo. É música sem lugar, quase como se fosse bom estar preso num aeroporto. E esta música de lugar algum conquista-nos. Simplesmente obrigatório.

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Sexta-feira, 2 Agosto, 2013

TALKING HEADS Psycho Killer 12″

€ 20,00 12″ Sire (6078-610)

Prensagem belga de 1977 em óptimo estado / Belgian original 1977 release NM!

+ Psycho Killer (Alternate Take) + I Wish You Wouldn’t Say That.

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dJ6fjGS1lRg?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wqfCi1qAGAo?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Que dizer de uma das canções mais carismáticas do período New Wave que não tenha já sido dito? “Psycho Killer” foi ligada à comoção provocada pelo Son Of Sam em Nova Iorque no Verão de 1977, mas a canção já era tocada pela banda pelo menos 2 anos antes. Neste maxi aparece também “I Wish You Wouldn’t Say That”, igualmente parte do álbum “77″, canção curta que, ouvida com atenção, já indica todo o próximo futuro funk dos TH. Isso, unido ao nonsense e disparate arty controlado na pose e vocalizações de David Byrne, torna o momento exclusivamente Talking Heads. Enquanto a versão de “Psycho Killer” no lado A é mais eléctrica, o ‘alternate take’ que abre o lado B soa como uma demo extremamente bem produzida e com óbvia preponderência da guitarra acústica que viemos a identificar mais tarde em algumas versões ao vivo (como em “Stop Making Sense”, por exemplo). Pedaço verdadeiro de História da música em prensagem belga original de 1977, excelente estado e quem resiste a uma t-shirt com smiley como a da capa?

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Sexta-feira, 12 Outubro, 2012

SILENT SERVANT Negative Fascination CD / LP

€ 13,50 CD Hospital Productions

€ 19,95 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-357-5.mp3]

Cópias da primeira edição deste “Negative Fascination” (já está esgotada na fonte há algum tempo, até já foi prensada uma segunda edição), álbum de estreia para Silent Servant (Juan Mendez, anteriormente de Tropic Of Cancer), na editora de Dominick Fernow, o homem que com o seu projecto Vatican Shadow mais tem feito este ano para declarar vitória deste ambient-techno pós Modern Love. Para quem conhece um pouco de história, o que ouvimos nestes discos não tem nada de novo, de certa forma a sua componente mais digital queima-se quando nos lembramos dos melhores momentos da Basic Channel nos anos 1990. Por outro lado, há algo de fascinante nisto tudo, de como tudo acontece com uma naturalidade impressionante e se oferece como uma espécie de música escapista e nova em vista da necessidade de procurar novas tendências. E com esta necessidade, pressão ou renovação, como se lhe quiser chamar, há uma espécie de choque geracional que faz com que tudo mude de alguma forma. Este tipo de som tem dominado a electrónica em 2012, um techno muito austero com uma negritude que o torna impróprio para a pista de dança (a não ser, claro, que se procure celebrar felicidade através de uma festa de descendentes da dança do witchhouse…), mas que é um valor seguro dentro de casa. “Invocation Of Lust” é talvez o melhor exemplo disso neste “Negative Fascination”, um tema que quase-recorda Porter Ricks, com uma batida próxima daquele dub mas bastante mais acelerada: o beat está no tempo certo, a composição é próxima de um tema de pista, mas depois há um negrume que assusta e afasta do seu caminho natural (a pista de dança). Tal como os lançamentos de Vatican Shadow, “Negative Fascination” vem carregado de uma negatividade que tem marcado estas explorações de malta da electrónica/rock para temas mais dançáveis. É estranho que seja tão negativo quando a atitude parece ser tão positiva.

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