Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

THE WIRE #359 (January 2014) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

Não é preciso explicar porque adoramos a Wire. Tem defeitos e virtudes como todas as outras publicações. Uma das vantagens é ter muita gente a colaborar e muita dela sabem bem do que fala. É por isto e mais um par de razões que quando chegamos ao final do ano, quando em Dezembro sai o número de Janeiro, os nossos olhos fitam este número e o nosso coração pára por instantes. Mas não somos únicos: este é o número da revista inglesa que nos obriga a repensar quantidades, tal é a procura e antecipapação que tem. Ou seja, quais são os melhores discos do ano para a Wire? Melhores discos de jazz, melhores reedições, melhores imensa coisa. É tão interessante saber os discos que somam preferências como ler as listas individuais (os deliciosos Pros e Cons), os predilectos dos convidados (Tony Buck dos The Necks, Maria Chavez, Tim Hecker, Lonnie Holley, Laurel Halo, Laraaji, Julia Holter, Matana Roberts, Markus Popp, Steven “Heatsick” Warwick, entre muitos outros. Mas há mais para além de listas. Mais críticas de novidades, mais Invisible Jukebox, mais livros e concertos e tudo o resto que normalmente compõe uma revista Wire. 2013 em revista com um olho em 2014.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


/ / Etiquetas: , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

THE NECKS Open CD

€ 16,50 € 13,50 CD ReR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RERNECKS11-1.mp3]

Quase a rondar a vintena de álbuns, os Necks são uma das bandas que nos dá mais alegria aqui nesta loja. É um daqueles projectos únicos que nos desafiam constantemente e, graças a Deus, não falham um disco. Porque são perfeitos? Não, porque este trio é talentoso e encontrou uma metodologia eficaz para tirar da sua cena o melhor que sabem fazer. Se todos são músicos fantásticos, em trio a história deles cruza-se tal como os feixes nos “Caça Fantasmas”: é aí que tudo acontece, dê por onde der. Pode ser ambientalismo anti-gravitacional, jazz em modo kraut, hipnose circular, agitação bipolar frenética, minimalismo para toda a família, com ruído, silêncio, vibratos, pizzicatos e outros actos. Então, eis “Open”, o tal álbum número quase-vinte. Há mais espaço para Necks em casa? Azar, descubram um espacinho – eles têm ajudado com as suas capas fininhas, elegantes e de bonito design – porque “Open” é também para ter. Depois de quase 30 anos a jogarem este jogo entre eles, Buck, Abrahams e Swanton mostram – em estúdio, e recorrendo a overdubs – como se faz música sem tempo, sem regras impostas, indo atrás das intuições, do bom gosto e da perpetuidade. 70 minutos de puro delírio musical, que parece começar com Alice Coltrane, calmamente, mostrando primeiro o piano nas suas múltiplas possibilidades, para depois entrar a percussão como que reclamando espaço e protagonismo, como se fossem peças ainda distintas. Mas depois há um momento, de clique, onde tudo encaixa, e Abrahams, sempre ele, pianista extraordinário, explode num lirismo que comove. Nesta altura vamos com 20 e tal minutos e… percebem que têm de ouvir, não é? Para quem ainda não entrou em Necks, venham cá e peçam ajuda. Se forem destemidos, comecem pelo início e vão percorrendo a discografia. Não há melhor investimento nestes tempos de crise. Essencial.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

JAMES PLOTKIN & PAAL NILSSEN-LOVE Death Rattle CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RCD2148-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2148-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2148-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2148-4.mp3]

Onde se começa com James Plotkin se quisermos apresentá-lo a alguém? Muito complicado, ou impossível, porque quem parece ter a discografia de 10 impacientes músicos não tem porta de entrada. Este norte-americano colaborou com meio mundo e electrificou com a sua guitarra o outro meio. Desde as suas colaborações intensas com KK Null às participações com Sunn O))), das cumplicidades com Mick Harris à negritude doom de Earth, Plotkin tem sido um mestre do ambientalismo escuro, da guitarra demoníaca, da electricidade industrial – o seu trabalho mais regular tem sido com Khanate, na companhia de O’Malley, Alan Dubin e Tim Wyskida, velhos companheiros. E agora este “Death Rattle”, um inesperado – não será bem esse o termo depois de termos dito isto tudo – álbum em dueto com Paal Nilssen-Love, esse portento da bateria, igualmente profícuo, igualmente incansável, que aguenta qualquer tipo de embate. E que embate: dois colossos repletos de ideias, de intensidade, de inesgotável energia, que usam as regras do rock (do clássico ao metal) para golpes de improvisação e o, claro, ambientalismo hiper-detalhado das trevas. O tema homónimo, que encerra o disco, é um fantástico testemunho aos infinitos recursos de Plotkin, com 10 minutos de puro delírio textural da sua guitarra, onde toda a energia do álbum vai desfiando até à sua extinção. Forte, vigoroso, e cheio de histórias.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

EVAN PARKER & JOE McPHEE What / If / They Both Could Fly CD / LP + CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

€ 21,50 € 17,50 LP + CD Rune Grammofon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RCD2149-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2149-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2149-3.mp3]

Não seguimos muito os bastidores das editoras independentes – tirando aquelas que nos são próximas – e por isso não sabemos o que aconteceu com a Smalltown Supersound. Era lá, na distante Noruega, em Oslo, que a editora nos habituava a estes discos, na sua secção Smalltown Superjazz. O que interessa é que nos chegue a música e a Rune Grammofon está bem viva para nos oferecer este álbum entre duas lendas vivas do jazz livre. Gravado em Julho do ano passado durante o Kongsberg Jazz Festival, “What/If/They Both Could Fly” assemelha-se a um diálogo entre dois sopradores em que as distâncias apenas potenciam o interesse desta aproximação – é a segunda vez que se juntam para um disco em duo. Quando ambos rondam os 70 anos – o norte-americano e o inglês têm 74 e 69, respectivamente -, este disco mostra como a idade não tem atrofiado a urgência dos seus discursos. Pelo que se ouve aqui, é exactamente o contrário. Respect.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

ANTENA Camino Del Sol 2CD

€ 16,50 € 13,95 2CD Les Disques Du Crépuscule

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TWI114CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TWI114CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TWI114CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TWI114CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TWI114CD-5.mp3]

De volta ao passado, o distante e o próximo, aos dias de sol, de calor, de música que parecia estar a descobrir os trópicos, saindo de um local onde, percebe-se, o astro-rei e as latitudes equatoriais anunciavam mundos novos. Em 1982, em Outubro, um EP de cinco temas aterrou na Les Disques Du Crépuscule, propondo um caminho de sol ao sol. Nesta espécie de tropicália, apelidada pelos Pet Shop Boys como electro-samba, junta-se ainda o single “The Boy From Ipanema”, o primeiro maxi, produzido por John Foxx, e um cabaz generoso e sortido de extras, entre raridades, demos e temas de compilações. São 16 temas que fecham para sempre, assim esperamos, estes anos 80 dos Antena. Para tornar tudo ainda mais irresistível, um segundo disco traz Antena ao vivo precisamente em 1982, precisamente em Outubro, quando “Camino Del Sol” nasce. São 19 temas ao todo, optimamente gravados, em dois concertos distintos, com versões suficientemente diferentes para valer mesmo a pena. Como bónus do bónus, há dois temas inéditos que aparecem ao vivo – um deles é um fantástico “New York USA” do senhor Gainsbourg. Um clássico que ainda reluz intensamente.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

ANTHONY REDROSE Electric Chair + Version 7″

€ 5,50 7″ Dug Out

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DO-DS1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DO-DS1-2.mp3]

Hit em qualquer parte do mundo e qualquer época. Coube à Dug Out de Mark Ernestus reeditar este som de 1989 em 2010. Diamante precioso (redundância) da cena dancehall digital, produção sintética de Dennis Hayes a chamar claramente o Futuro – oiçam o instrumental no verso para descolar da cadeira e sentir a ficção científica a acontecer no tempo real sem perder um grama de groove e impacto de graves. “Electric Chair” é um modelo de stepping, este ritmo parece o fogo original que fez as pessoas dançarem de certa maneira com os joelhos mais elevados. Impressionante.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

FILHO DA MÃE Cabeça CD / LP

€ 9,50 CD Edição de Autor

€ 13,50 LP Lovers & Lollypops

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO190-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO190-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO190-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO190-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO190-5.mp3]

Com o que vamos dizer a seguir, irá ficar aqui a impressão de que “Palácio”, o primeiro álbum de Filho Da Mãe, tinha falhado em agradar-nos. Nada mais errado! Esta estreia, em 2011, foi um luminoso – e muito inesperado – raio na produção nacional e, orgulhamo-nos, totalmente entendido e apoiado pela nossa gente: os amigos e quem nos escolhe para comprar os seus discos. Foi o nosso entusiasmo, sim, mas de nada serve quando um disco não tem aquilo de que outros precisam. Depois ainda houve um fantástico tema chamado “Vaca Velha” que preencheu um single editado há exactamente um ano na Magnifica. E nem mesmo a excelência do que ouvimos até aqui nos prepararia para “Cabeça”, o muito aguardado segundo álbum de Filho Da Mãe. Gravado marginalmente, entre o Gerês e Montemor-o-Novo, Rui Carvalho voltou a afiar as suas unhas para uma luta sem igual com a sua viola, obrigando-a a vergar-se à força perante as suas leis. Uma força descomunal, mais visceral e explosiva, mas segura, sem oscilar o fio de prumo das suas canções instrumentais. Nesse sentido, há um ponto de focagem maior, um determinismo raro que orienta o álbum todo, tornando-o coeso como “Palácio” – bem mais lírico e frágil, nesse aspecto – não conseguiu ser. O ‘segundo álbum’ tem sempre espaço para essa virtude. “Cabeça” é, por isso, um título acertadíssimo, podendo-se referenciar à maturidade do seu autor, provando com estes dois discos o que apenas um deixava em aberto: Rui Carvalho é um dos mais geniais compositores e intérpretes portugueses. Vai estar na nossa lista de preferidos e se alguém disser que “Cabeça” é uma obra-prima não iremos contestá-lo. Portentoso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

GINO SOCCIO Outline LP

€ 11,00 LP RFC Records (RFC3309)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=7ajDeZADQMI?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-pVfcXwV3b0?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=c3r8Z5epv_Y?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=35CoSLx93lA?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da edição americana de 1979 em excelente estado. / Original 1979 US release. NM

E é verdade, sim, este álbum já esteve nas prateleiras da loja várias vezes e sempre difícil de agarrar. Gino Soccio criou uma das linhas de piano mais conhecidas da cena Disco em “Dancer” e fez o Canadá disparar como um dos centros de produção Disco mais respeitados no Planeta. Em 1979, este álbum unia como poucos o Espaço à pista de dança, desde “The Visiotrs” a “Dance To Dance”. Esta última consegue de uma vez reunir Bee Gees, Cerrone, Patrick Cowley e Filadélfia. Impossível. Noutra zona inteiramente diferente, e em apenas 2 minutos, uma das baladas semi-sintéticas mais comoventes de sempre; já antecipa os sons de aves exóticas que se escutariam 10 anos mais tarde em 808 State, mas se não bastassem os arranjos absolutamente fenomenais, a letra resumida à repetição das palavras “So Lonely” bate forte como um mantra que nos faz olhar para dentro. Perfeita. Fechando o álbum, um dos poucos temas sobre os quais se fala que Carl Craig fez um edit: “There’s A Woman” é uma das canções Disco mais radicais que ouvimos, misturando tom de voz quase soft rock com castanholas, congas, uma linha de baixo sintética a-melódica, vozes soltas em pranto ritual, ruídos de movimento robótico como Robocop, drama que não acaba nunca, camadas de prazer electrónico numa faixa que, acreditem, se nunca ouviram, vai fazer-vos parar para pensar se o que ouvimos hoje em dia é assim tão mais ousado. Não só não é, como transportar-nos para 1979 e ouvir isto equivale a um contacto com um futuro que ainda não se entende. “I Feel Love” de Donna Summer / Girogio Moroder e “There’s A Woman” de Gino Soccio. Ponto final.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

THE SPECIALS Ghost Town 7″

€ 7,00 7″ 2 Tone Records / Chrysalis (CHSTT17)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=jqZ8428GSrI?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=a8PoqDzQ5qs?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=P2df30y9sMQ?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais de 1981 em excelente estado. / Original 1981 UK release. NM

Em 1981, os Specials já tinham sido essenciais na renovação da pop britânica. Como outros (Madness, Selecter, etc.), foram atrás e mais longe até às Caraíbas, incorporando a música e os músicos no que foi o exemplo maior da cultura 2-Tone (o nome da editora com maior carisma na cena). Jamaica muito forte, nesta que é uma das canções pop mais perfeitas e menos óbvias do período. Letra sombria sobre o encerramento de clubes (“Too much fighting on the dancefloor”), falta de emprego e perspectivas, jovens lutam contra jovens enquanto o Governo os mantém de lado, “the people getting angry”. Neste EP segue-se “Why?”, hino à harmonia entre cores de pele, falando de entendimento, de incompreensão pela existência de organizações radicais, denunciando os tempos difíceis nos primeiros anos de Thatcher em Inglaterra. No final, “Friday Night Saturday Morning” acrescenta um relato nocturno à vida diurna já suficientemente complicada: sair à noite e beber copos, tendência quase universal, e toda a diversão mas também melancolia que isso acarreta… Terry Hall termina a dizer “Wish I had lipstick on my shirt instead of piss stains on my shoes”. Três retratos muito pouco felizes da vida quotidiana, entregues por uma banda que estava em plena forma. Isso notava-se não apenas através da música mas também pela pertinência do seu conteúdo. Pedaço de tempo roubado para vocês.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 18 Dezembro, 2013

PATRICK COWLEY School Daze 2LP

€ 24,50 2LP Dark Entries

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DE-052-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DE-052-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DE-052-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DE-052-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DE-052-5.mp3]

Patrick Cowley não é apenas conhecido pela remistura de “I Feel Love” (Donna Summer / Giorgio Moroder) que mudou a face da Terra, nem pelo hino libertador que compôs para Sylvester – “(You Make Me Feel) Mighty Real”. O seu trajecto levou-o a estúdios profissionais, trabalhou em jingles, ajudou a arrancar a cena Disco em São Francisco (vindo de Nova Iorque ainda antes de Disco se chamar Disco), foi em grande parte por causa da sua música que se criou o termo Hi-NRG e, em toda a sua vivência enquanto homossexual, parece hoje inevitável o que este álbum apresenta: música sua, gravada entre 1973 e 1981, utilizada para dois filmes porno gay de John Coletti: Muscle Up” e “School Daze”. A velocidade da música foi mexida pelo realizador para melhor se adequar ao ritmo das cenas específicas nas quais seria utilizada. Tudo restaurado agora para edição na Dark Entries, uma editora cujo nome passou de citação de um título de Bauhaus para outro significado mais proibido. O que ouvimos é muito pouco Disco, equilibrando-se entre funk de Library, synth cósmico e alguma exótica electrónica mais popular no virar dos 60s para os 70s. Da capa a preto-e-branco passamos, ao abri-la, para imagens explícitas retiradas dos filmes de Coletti. Não esperem que os exemplares que recebemos fiquem parados à vossa espera.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 18 Dezembro, 2013

DREXCIYA Journey Of The Deep Sea Dweller IV CD / 2LP

€ 14,95 CD Clone Classic Cuts

€ 16,95 2LP Clone Classic Cuts

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CCC025CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC025CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC025CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC025CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC025CD-5.mp3]

Capítulo final da odisseia Clone / Drexciya, relembrando a chegada de uma raça cientificamente avançada que conquistará todo o Universo. De 1992 a 1997, a escala temporal coberta pelos quatro álbuns nesta série, a mitologia de Drexciya colonizou as cabeças de muita gente que ouvia neles uma visão de futuro que aumentava a sensação de Pertencer a um plano. Isso já estava em marcha, no plano terreno, com Underground Resistance, mas agora reforçava-se a vocação alienígena que a música electrónica produzida em Detroit sempre exibiu. Alguns inéditos, aqui chamados “Unknown Journey”, complementam o material previamente editado, e “Unknown Journey VII” e “VIII”, por exemplo, com linhas de baixo quase Human League, mostram o nível de estudo desta raça em relação aos costumes terrestres. Som emotivo, até quando é especialmente desapaixonado como no incrível “Living On The Edge”: “No ends, no friends!”. Drexciya é uma experiência sónica de simulação do que a nossa cabeça é capaz de transformar a partir de matéria sintética. Este disco, tal como os anteriores, e se permitirmos (basta escutá-lo com atenção), vai deslocar a percepção, é um manifesto do que a década de 90 produziu de relevante na música contemporânea entretanto tornada clássica.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 16 Dezembro, 2013

BURIAL Rival Dealer MCD / 12″

€ 9,50 € 8,50 MCD Hyperdub

€ 11,50 € 9,50 12″ Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDB080CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB080CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB080CD-3.mp3]

Sejamos francos: para quem alimenta o anonimato, esta estratégia de se lançar um disco em live release, a dias do natal, quando todas as espingardas de 2013 estão contadas, é de génio. Do mesmo modo como se esquiva à exposição, também Burial se auto-exclui de qualquer súmula do ano. Se procuram coerência onde ela às vezes é tão difícil de descortinar, eis este camuflado músico a levar até às suas últimas consequências todo um plano de marketing. Portanto, aqui está “Rival Dealer”, a prenda do Natal 2013, depois de há um ano termos tido o fenomenal combo “Street Halo/Kindred”. Como vem sendo hábito, não há álbuns para oferecer: apenas generosos pedaços em formato EP, que andam pela meia hora, que dão suficiente material para saciar a fome e não sentirmos uma grande ressaca. Três temas, que rompem com um certo passado Burial, mais vocalizados, mas que continuam aquela visão meio nebulosa do dub contemporâneo, pós-dubstep, e de uma certa memória distorcida da rave music. “Come Down To Us”, o tema final, consegue desafiar todas as convenções assentes – dos géneros que aglutina e da própria história Burial -, dando-nos uma incrível narrativa épica, tanto negra como optimista, esfregando-nos na cara o puro génio da sua música. São 13 minutos que nos derrubam nos primeiros instantes para depois nos erguer sem esforço. “Rival Dealer” tem tanto de novo como de Burial, o que dito de outro modo significa que há suficiente reinvenção para continuarmos a acreditar que poucos fazem música assim. Este rapaz – seja ele quem for – é um portento e este é um disco mais que essencial para quem tem seguido Burial.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 22 Novembro, 2013

DJ QU Eden / Do This Here 12″

€ 9,50 12″ Yygrec

[audio:http://www.flur.pt/mp3/YYGREC02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/YYGREC02-2.mp3]

DJ Qu, como Levon Vincent, representa uma escola mais pura de techno, pode ser interpretada como a herança legítima de “Energy Flash” de Joey Beltram. A linha de continuidade revela-se naturalmente ao ouvir sons de ambos os produtores. “Eden” tem uma carga dramática impressionante, enquanto mantém toda a gente na pista por força de gravidade: psicadélico, rave, seguro, vociferante e sóbrio ao mesmo tempo; “Do This Here” tem um quase-shuffle no ritmo, elementos mais comuns em Villalobos – nas mãos de outros geralmente dá errado (fica apenas techno minimal) mas DJ Qu saca material orgânico sem aparente esforço. Um dos mais sólidos e cativantes maxis de pista em 2013!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 6 Novembro, 2013

TROPIC OF CANCER Restless Idylls CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blackest Ever Black

€ 19,95 € 18,95 2LP Blackest Ever Black

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BLACKESTCD005-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKESTCD005-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKESTCD005-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKESTCD005-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKESTCD005-5.mp3]

Se em 2012 o catálogo da Blackest Ever Black foi marcado pelo disco dos Raime, este ano as luzes caem todas sobre este “Restless Idylls”. Não tem nada a ver, aliás, os Tropic Of Cancer pouco têm a ver com o restante catálogo da BEB. São uma espécie de encarnação dos 80s se isso pudesse realmente acontecer. E esse lado tão nostálgico, ainda por cima voltar aos 80s, tem pouco de novidade, mas há uma vertigem assombrosa na música dos Tropic Of Cancer, um desejo de transporte, de viagem ao passado, mais do que um exercício de memória. E essa diferença, que pode não parecer muita coisa, é o suficiente para ouvirmos este “Restless Idylls” como um disco intemporal e não como uma obra do presente. Oiçam “Children Of A Lesser God” e digam se não vêem os Cure a fazer a banda-sonora para “Top Gun”. Ou se ao longo destes 43 minutos não sentem o tempo a parar, a parar de tal forma que quando o disco termina fica um vazio irremediável, curado apenas pelo processo de repeat. É um dos grandes álbuns deste ano, e só não o destacámos antes porque o stock esgotou sempre antes das nossas Lust. A sério. Obrigatório.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sábado, 20 Abril, 2013

GORGOMILOS CDR

€ 8,95 CDR Noisendo

gravado entre a mata do liceu e a praça da paz, faro – portugal.
abril 2012 -> abril 2013;

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NOISENDO001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NOISENDO001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NOISENDO001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NOISENDO001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NOISENDO001-5.mp3]

Primeira edição, há muito aguardada por nós, da Noisendo, um projecto do Márcio Matos em desenhos há alguns anos. Vamos escrever favoravelmente sobre este disco, ok? Mas queremos que saibam que isso é porque acreditamos em tudo o que está investido aqui, desde a parte gráfica ao som. Rodrigo Cotrim tinha mostrado os barulhos que a sua cabeça produz através do som num CDR que apresentou, para prazer nosso, no Record Store day 2012. Em 2013 voltou a manifestar-se o seu talento rude para a arte dos sons no Record Store Day, quando foi colocado à venda “Gorgomilos”. São 11 demonstrações de força e energia criativa fora de qualquer género que não seja… música electrónica. E isso é o quê? Para muitos de vocês significa várias coisas diferentes, neste caso é um manifesto de electricidade que se sente ao nível do perigo, isto é, qualquer coisa aqui parece poder explodir a qualquer momento, como se se misturassem elementos químicos sem saber bem o que se faz mas dessa mistura, em vez de explosão, resulta a cura de uma doença grave. “Gorgomilos” revela também a futilidade de alimentar a adequação voluntária a um género, “para ganhar nome”. No limite da distorção, que deve ter dado alguma dor de cabeça ao Marco dos Photonz, que ajustou o som para edição. Há um alarme a soar aqui, como já acontecera com o disco anterior do Rodrigo, um “wake up call”, levantem-se da cama e caminhem não como zombies mas como pessoas que gostam de dar e partilhar. No dia da liberdade celebramos este disco.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »