Sexta-feira, 27 Dezembro, 2013

MARSEN JULES TRIO Présence Acousmatique CD

€ 14,95 € 12,50 CD Oktaf

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Em 2011, o fantástico álbum de Marsen Jules, “Les Fleurs”, foi sido suavemente refeito por este trio que por essa altura se apresentava: Martin Juhls (o seu verdadeiro nome) em companhia de Anwar Alam e Jan-Phillip Alam em violino e piano. A obra, de 2006, ganhava assim uma espécie de segunda vida acústica, depois de causar muito estrondo por via electrónica. Depois de “Les Fleurs Variations” e de muitos concertos, “Présence Acousmatique” é finalmente a estreia deste trio, fazendo tudo aquilo que se espera: electrónica vacilante ao vento, como se fosse um espanta-espíritos ambiental, com os espaços livres a serem ocupados por divagações acústicas dos irmãos Alam. Assumidamente atmosférico, deliberadamente introspectivo, esta estreia mostra bem o movimento circular da música do trio, com Juhls a alimentar-se electronicamente dos instrumentos, criando uma nuvem negra ambiental que aumenta a gravidade e diminui-nos os movimentos. Diz-se algures que este disco podia estar na ECM, por mostrar um lado tanto neo-clássico como jazzístico. Mas julgá-lo assim é ver um copo meio vazio: “Présence Acousmatique” enfrenta outros demónios, bem mais sombrios e disformes, mesmo quando nos deixa uma impressão de beleza na alma. Depois de algum ambientalismo luminoso, Marsen Jules parece dirigir-se para um local menos óbvio e menos habitado. Nós agradecemos, claro.

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Domingo, 22 Dezembro, 2013

THE DURUTTI COLUMN A Paean To Wilson 2CD

€ 16,50 € 12,50 2CD Kookydisc

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Este é, possivelmente, o último álbum de originais de Vini Reilly. A sua condição física é conhecida, depois de uma série de problemas em 2010, e embora tenha prometido trabalhar para nos dar mais música, é previsível que não apareça ou seja bem diferente da que costumamos ouvir. E não deixa de ser irónico que este seu álbum de 2009 seja uma espécie de homenagem póstuma a Tony Wilson, que morreria dois anos antes vítima de um ataque cardíaco, depois de muitas complicações originadas por um cancro renal. Vini Reilly, que sempre considerou a sua carreira como um projecto de Wilson, esteve bem próximo do chefe da Factory nos seus últimos dias, mostrando-lhe pequenos esboços de composições. Após o seu sinal de aprovação, Vini Reilly decide prosseguir a obra, eliminando a estrutura da canção deste novo álbum – seguindo, deste modo, um conselho recorrente de Tony Wilson sobre os Durutti Column. O resultado é, quase surpreendentemente, um dos melhores discos de Vini Reilly dos últimos (longos) anos – se quiserem recuar até “Vini Reilly”, de 1989, terão a nossa concordância. Tudo o que esperamos da sua música está presente aqui, com uma calma e subtileza impressionantes, mostrando ainda assombro electrónico que parece convocar directamente o passado – em “Chant” – ou um enigmático tribalismo em forma de despedida – em “Requiem” -, passando por um arriscadíssimo roubo e manipulação das palavras de Marvin Gaye – em “The Truth”. Não pensaríamos que fosse necessário adicionar mais títulos a uma luminosa discografia, mas eis o destino a dizer-nos para não prever nada sobre os outros. E como se isto não chegasse, há um bónus importante nesta edição: em CD, pela primeira vez, um EP – o número 4 – que a Factory/F4 lançou digitalmente em 2006. Seis músicas para seis pessoas – a última delas, dedicada a “Anthony”. Essencial para quem tem muita ou pouca música de Durutti Column em casa.

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Sexta-feira, 20 Dezembro, 2013

V/A In The Dark: Detroit Is Back 2CD / 3LP

€ 16,95 2CD Still Music

€ 30,95 3LP Still Music

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Como “Detroit Is Back” se nunca foi embora? Mas ao ultrapassar esta questão que para nós e muitos outros não faz sentido, entramos na viagem com mudanças automáticas que Detroit tornou sua marca registada. É, no entanto, uma viagem com desvios cénicos suficientes para enriquecer a vista e a audição. Respeito eterno para Reggie Dokes, Patrice Scott, Marcellus Pittman, Keith Worthy, Terrence Dixon, pela consistência de qualidade no seu som assinado por mão própria há muitos anos; mas Gabbamonkey, nome inicialmente infeliz que se revela com sentido se o imaginarmos em 3D, lança “2 Pace Back” com incrível charme baleárico (what?); Patchwork com remistura de Amp Fiddler representa o Funk, a inclinação para outro tempo na Motor City, o qual comunica na perfeição com todos os outros até à actualidade. Disco eclético no passo, no coração e na alma, tudo muitíssimo bem trabalhado nesta cidade desde que as nossas pernas começaram a mexer-se numa pista de dança e a cabeça a procurar escape intergaláctico ou apenas a sucessão de luzes à beira da autobahn. Claro que todos os elementos constituintes já lá estavam antes de nós os vermos ou sentirmos. Crédito a todos os que chegaram primeiro.

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CD1
1-Craig Huckaby – The Answer Feat Kelly Hayes 2-Alex Israel – Cash Neutral 3-Reggie Dokes – Cyber Love 4-Patrice Scott – Cosmic Rituals 5-Gabbamonkey – 2 pace back 6-Delano Smith feat. Diamondancer – A Message For The Dj 7-Todd Modes – I’d Rather Be With You 8-Patchworks – Celebration Amp Fiddler Rmx 9-Mike “Agent X” Clark – Free your mind 10-Raybone Jones & Jon Easley – As She Moves 11-Rick Wilhite – Magic Water St Jean remix 12-Tony Ollivierra – Hemoglobin Jerome Derradji Acid Mix

CD2
1-Marcellus Pittman – Make It Work 2-Alex Israel – Cash Neutral 3-Terrence Dixon – The Fall Guy Pt.1 4-Keith Worthy – Cyclops 5-DJ 3000 – Faygo 6-Gerald Mitchell – Strongholds 7-Terrence Dixon – The Fall Guy Pt.2 8-Gabbamonkey – Underlying dreams 9-Tony Ollivierra- Hemoglobin 10-D.L. Jones feat. Amp Fiddler – Lonely 11-Delano Smith- Inception Dub 12-Gerald Mitchell – Fly Like Eagles

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Sexta-feira, 20 Dezembro, 2013

IVVVO Light Moving 12″

€ 11,95 12″ Fourth Wave

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Semana Fourth Wave com Ivvvo de Portugal por cima de Gerry Read no catálogo da editora. Ivvvo captura o espírito do tempo com samples trabalhadas para adensar a mistura de techno de semblante carregado com industrial contemporâneo. Acontece tudo numa espécie de entrelinhas, na zona onde se manifesta o câmbio de emoções quando se ouve música. Este é o legítimo som pós-Maximal, a volta bem dada ao texto monocórdico que nos gritava aos ouvidos. Este som apresenta uma definição de Ariel Pink ou Delerium vintage em ambiente de Surgeon; memória e peso com as regras básicas do techno ao serviço de uma neura mais profunda que a média, uma falta de tacto criativa que passa por arrogância, um compasso marcial engolido por nuvens e nuvens de fumo legitimadas também pelo som oriental em “Night Forest”. Especialmente relevante para alguém cujo cérebro funcione em sucessões de loops, cada progressão sempre assente na repetição sucessiva da anterior. Mais um emigrante em sintonia com o seu tempo.

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Sexta-feira, 20 Dezembro, 2013

GERRY READ U Got No God Damn Groove 12″

€ 10,95 12″ Fourth Wave

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Gerry Read construi obra assinalável com uma série quase infindável de maxis desde 2011, com um álbum na 4th Wave, pelo meio, no final de 2012. O respeito e devoção pelo ADN house, a base de loops, é alimento inesgotável em mãos que não se importam de gastar mais tempo a amassar o preparado em busca da fagulha de identidade que acende o fogo. As duas faixas neste maxi são não apenas Gerry Read clássico, são house clássica. “U Got No God Damn Groove” mostra as cordas Disco com som de grafonola, num tapete confortável e relativamente imutável, cortado por genial manipulação distorcida de uma linha de baixo. Repetitivo, obsessivo, tem cores de manifesto programático logo no título. “Rubber Hands” mantém a propulsão muito activa, filtra tudo para deixar a batida sozinha uns pedaços, existe numa linha de continuidade que parece não ter princípio nem fim, aproxima-se de uma sensibilidade industrial (maquinal, sem dúvida. Entre techno alemão e house vfrancesa (tudo já clássico, claro), esta é uma aparição extraordinária na pista de dança. Autómatos ou humanos, todos mexem as pernas.

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Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

ALASDAIR ROBERTS & ROBIN ROBERTSON Hirta Songs CD

€ 15,95 € 12,50 CD Stone Tape Recordings

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Tem sido uma vertiginosa carreira, a de Alasdair Roberts, tanto em qualidade como em quantidade. Mais de uma dúzia de discos, entre álbuns e EPs, em pouco mais de 10 anos, colocam este escocês nascido na Alemanha como um dos mais brilhantes compositores e cantadores de folk da velha Albion. “Hirta Songs” é, na verdade e exactamente, o oitavo álbum de Roberts, que aqui coloca a sua voz nas palavras do poeta Robin Robertson. Inspirado e dedicado a St. Kilda, um dos arquipélagos mais remotos e selvagens das ilhas britânicas, “Hirta Songs” é uma colecção de canções absolutamente brilhante, mostrando arranjos simples, eficazes e contemplativos, fazendo justiça à geografia e mitologia das ilhas. Não é habitual esquivar-nos aos elogios a Alasdair Roberts, mas este “Hirta Songs” é superlativamente delicioso e brilha como um dos melhores discos deste incansável cantautor escocês. Belíssimo disco.

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Quarta-feira, 20 Novembro, 2013

ENRICO MALATESTA Bestiario Vol. 3 7″

€ 8,50 7″ Alku

Limited edition green 7″. Play at 45 RPM. ‘Bestiario’ is a series of short pieces for solo acoustic percussion, recorded live with no overdubs or editing. The third volume includes two pieces performed with one cymbal, a frame drum, bow and hands.

Malatesta partilha o nome com um famoso anarquista italiano da primeira metade do séc. XX, uma estrela pop improvável da época. Neste nosso universo, porém, Enrico Malatesta é um percussionista dedicado a retirar novos sons dos seus instrumentos através de uma prática gestual diferente. O som que escutamos neste disco obedece a uma dinãmica quase industrial, tem uma tez ferrugenta e, ao mesmo tempo, uma elegãncia de movimento pendular certamente conseguida com a acção de um arco de instrumento de cordas. A passagem dos sons equivale a estar numa pista de automóveis envolta em metal e ouvir os motores que passam por nós a grande velocidade; simula também muito bem as manobras geométricas das motos digitais em “Tron”. Realidade dos objectos físicos evoca imaginação gráfica. Sintam o balanço nesta edição limitada em vinil verde na tradição fluor da Alku.

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https://api.soundcloud.com/tracks/59385310

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

DANIEL BJARNASON Over Light Earth CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Na Bedroom Community não se duplicam talentos. Cada novo membro parece completar uma espécie de A Team perfeita, adicionando qualidades a um pequeno grupo de músicos que parece não necessitar de nada para ir fazendo boa música a partir do quartel-general islandês. Daníel Bjarnason é o maestro da editora, aquele que voa mais alto, o que tem o poder de uma orquestra. Nico Muhly tem muitos super-poderes, mas Bjarnason liga os pontos todos num arranjo orquestral. Fruto de uma estadia na orquestra filarmónica de Los Angeles, a primeira parte deste disco é um díptico entitulado, justamente, “Over Light Earth”. Coisa séria, inspirada nas obras de Rothko e Pollock, faz uma orquestra parecer leve como uma pena. Depois, três temas, “Emergence”, entre a tensão, silêncio e um som que ocupa todo um grande auditório. No final, cinco temas para “Solitudes”, o seu primeiro concerto para piano, posteriormente retrabalhado pela electrónica de Ben Frost e Valgeir Sigurdsson, são pinceladas ricas de texturas e dramatismo. Tal como o óptimo disco de James McVinnie e Nico Muhly, “Cycles”, a Bedroom Community parece encontrar na nova clássica uma árvore cheia de ideias.

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Quinta-feira, 25 Julho, 2013

KLAUS NOMI Za Bakdaz CD

€ 17,50 € 12,50 CD Oktaf

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Depois da sua grande obra – o seu primeiro disco, “Klaus Nomi” -, “Simple Man” fora um segundo disco já ensombrado pela doença que o viria a matar no ano seguinte, em Agosto de 1983. Pela sua mão, foram apenas estes dois discos que veriam a luz do dia, tendo-se especulado muito o que teria ficado de lado nos cofres. No meio dos seus projectos estava este “Za Bakdaz”, uma ópera que fora começada em 1979 e que ficaria inacabada até ser mostrada em 2007, com todas as vantagens e desvantagens que existem nestes processos editoriais, por dois colaboradores de Nomi. Há, decerto, muitos sons que não deveriam estar aqui, mas crê-se na legitimidade destas canções e, sobretudo, da sua voz, sempre enigmática, fora deste mundo. De resto, tanto George Elliott como Page Wood assumem o tributo, bem como a impossibilidade de mostrar o que teria sido “Za Bakdaz” nas mãos de Nomi. Mas o que está aqui parece ser fruto da febril imaginação do alemão: cantando italiano, francês, inglês e alemão, junta colagens étnicas a malhas de sintetizadores enlouquecidos, gritando a uma certa altura “I die of cancer”, humanizando a máquina que muitas vezes parecia querer ser. Se por um lado a sua pequena discografia pede-nos mais este disco, por outro “Za Bakdaz” consegue ser um verdadeiro e valente terceiro álbum perdido. Seria um crime não ouvirmos o que anda aqui.

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Sexta-feira, 11 Junho, 2010

KLAUS NOMI Klaus Nomi CD

€ 8,50 CD BMG

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Ovni alemão em Nova Iorque durante a década de 70, Klaus Nomi editou a sua estreia em disco apenas em 1981 com o álbum homónimo que se tornou uma peça-chave nas músicas de 80. Foi, essencialmente, um intérprete, dono de uma teatralidade rara, decerto fruto da sua vivência na grande maçã, trabalhando como pasteleiro durante o dia e performer em clube durante a noite. A história conta que foi Bowie que acabaria por caucionar-lhe as qualidades, chegando a estar na sua banda numa altura em que o inglês actuou no Saturday Night Live, em 1979. Mas a influência de Bowie em Nomi também se fez sentir, sobretudo no lado visual, levando o alemão a adoptar uma espécie de smoking expressionista durante quase toda a sua carreira – conta-se que raramente era visto sem a sua persona e maquilhagem de performer. O seu registo vocal, cheio de falsettos, e o seu amor pela pop, misturada com o cabaret e o disco, faziam-no uma figura estranha que, no sítio e tempo certos, mexiam com a atenção de todos à sua volta. O seu álbum de estreia é um disco único que habita uma zona bem especial na história da música dos últimos 40 anos, onde talvez morem os Sparks, quando no final da década de setenta acolheram Moroder como produtor. Mas Nomi era profundamente operático, decidamente trágico, assumidamente sintético, com igual amor pela pop e pela música clássica, espelhando bem os limites (ou a ausência deles) que tinha da sua arte. Morreu muito pouco tempo depois de começar a sua carreira discográfica, quando a sida também tinha acabado de chegar.

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