Sexta-feira, 7 Fevereiro, 2014

YONG YONG Greatest It’s LP

€ 17,50 LP Night School

Nascidos em Lisboa, mas actualmente sediados em Glasgow, os Yong Yong encontraram na Night School o canal perfeito para mostrarem a sua música. Ao longo dos últimos dois anos a editora tem feito um trabalho notável, vale a pena lembrar que o maravilhoso “Tragedy” de Julia Holter foi editado em CD com este selo e que, mais recentemente, mostrou-nos o singular trabalho de Space Lady (que também destacamos nesta semana). Reeditaram “Love”, o primeiro longa-duração dos Yong Yong, uma importante peça para compreender o mundo pós-Skaters, quando ainda se sentia uma aragem de Hype Williams. “Greatest It’s” é um de alguns jogos de palavras que estão nos títulos dos Yong Yong, mas mais importante é referir nas entrelinhas que aqui o duo surge num formato canção e não em jeito de freeform como em “Love”. E esta estrutura facilita a comparação com Hype Williams (até a um nível de carreira), mas é um crime prendermo-nos nela, porque o choque que proporcionam é maior. É como se estas canções não sofressem de um bloqueio emocional e trabalhassem géneros sem pensarem neles, cruzando o tempo, modas como flashes, momentos fotográficos que gravaram, repetiram, puseram em loop juntaram em exímios esqueletos de pop, r&b, boogie ou industrial. E apesar de ser música que dificilmente poderia ser concebida noutra altura, é transversal ao tempo. Tem tanto de glorioso como de decadente, de desperto como molengão, é música ambígua porque é mesmo assim. E isso enfiado nesta estrutura, neste conjunto de canções, de ideias, tudo se torna sólido, credível e, muito honestamente, muito bom. Superaram “Love” e com este disco d! ã o-nos razões mais do que suficientes para os acharmos um dos retratos mais puros, convincentes e edificantes da música actual.

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Quinta-feira, 6 Fevereiro, 2014

THE WIRE #360 (February 2014) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

A edição de Fevereiro da Wire é um acontecimento. Na capa, Jandek mostra-se, e nas páginas interiores lemos uma conversa do músico norte-americano com David Keenan. Mais de trinta anos depois, quase uma centena de discos depois, Sterling “Jandek” Smith sai da penumbra onde sempre caminhou para dar a sua primeira entrevista cara-a-cara, sem os habituais jogos de ilusão. Leitura essencial para se entender alguém muito especial. Especial também é a música experimental dos anos 60 que David Grubbs recupera, atribuindo-lhe uma maior importância nos nossos dias do que na altura da sua criação. Na secção “Global Ear”, a Wire visitou a movida da Madeira em torno das novas linguagens – falando do Madeiradig e do Multimadeira. O terrorista Russell Haswell responde às provocações de Invisible Jukebox, Stefan Jaworzyn fala sobre os seus projectos, críticas aos grandes de discos de Éliane Radigue, Hobocombo, Mike Reed, Eiko Ishibashi e Moodymann, entre muitos outros. E ainda, ao livro “Punk 45″ de Jon Savage e Stuart Baker. E muito mais para além do que destacamos aqui.

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Quinta-feira, 6 Fevereiro, 2014

TEHO TEARDO & BLIXA BARGELD Still Smiling CD / 2LP

€ 12,95 CD Specula

€ 23,95 2LP Specula

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“Still Smiling” é um daqueles discos fustigados pela nova indústria musical, pela reacção dos músicos face ao imobilismo das editoras convencionais que se deixaram cair no chão sem terem uma estratégia que assentasse, fundamentalmente, em continuar a fazer chegar a música ao seu público. É por isso que muitos músicos decidem fazer as suas editoras, esperando que concertos e fãs via web escoem tiragens mais pequenas mas certas. Teho Teardo é um desses músicos, que decerto aprendeu muito desde os anos 80, altura em que a sua ligação a Nurse With Wound e à cena experimental lhe deu alguma fama. Contudo, ter uma pequena editora, obrigatoriamente sem a elasticidade de outras escalas, faz com que o disco circule lentamente. Foi por isso que “Still Smiling” foi sempre aparecendo e desaparecendo em 2013, contra o nosso desejo de o anunciar a toda a gente. Depois de muito desespero, e com um novo concerto para Lisboa recentemente anunciado, eis mais discos, mais CDs e LPs, e uma nova hipótese para um álbum que teve o condão de se meter nas nossas listas de melhores do ano. “Still Smiling” é um portento, uma surpresa magnífica mesmo considerando a valia imensa de Teho e Blixa. Há muito tempo que não ouvíamos o ex-Neubauten tão cru, tão emotivo, tão sussurrante. E o italiano talvez tenha feito aqui a sua obra-prima, com fantásticos arranjos acústicos, armadilhando canções magnéticas que se colam ao ouvido. Não é apenas um par de boas canções: “Still Smiling”, feito ao longo de um ano entre Roma e Berlim, mostra trabalho de artesão e refinamento aprimorado, dando-nos uma colecção completa de clássicos. A não perder.

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Quinta-feira, 6 Fevereiro, 2014

TIAGO Emotional Poverty CDR

€ 9,50 CDR Noisendo

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EXCLUSIVO FLUR

Quem é este Tiago? Ou: o que é este Tiago? De onde chegam estes sons? Desligado de quase tudo o que ouvimos dele (editado em disco), “Emotional Poverty” pode, mesmo assim, ser equilibrado à justa entre a vertente mais cósmica do clássico som dos Loosers e o trabalho de Tiago dividido entre edits de Disco e temas originais. Arranque em plena vibe Nave Mãe a descolar, todo o lugar para inventarmos o que quisermos, já que as faixas não têm títulos. A figura na capa lembra um pouco a regressão de William Hurt em “Altered States”, quando sai do tanque de isolamento em forma pré-humana e percorre as ruas em modo de sobrevivência (caçar, alimentar-se). No nosso entender, este disco representa um estado selvagem na produção de Tiago, nome mais inofensivo de sempre para colar a estes sons mas, por isso mesmo, a aumentar o volume de questões e a diminuir o esclarecimento. Synth-punk? Ok. Parece uma coisa de época, talvez uma regressão catártica. A única coisa verdadeiramente reconhecível é uma alteração do clássico “What The World Needs Now Is Love” (Burt Bacharach), possivelmente a partir da versão cantada por Dionne Warwick (não temos certeza) e sem a palavra “Love”, mantendo o jogo aberto. O acompanhamento podia ser Eden Ahbez ou um freakout comunal germânico de há 40 anos, pouco importante. O nível de suspensão nesta faixa é exemplificativo da falta de respostas contemporânea. Se alguém chega lá, algum dia, é cada um de nós individualmente, e vai ser difícil explicar aos outros o que se concluiu.
Tiago não estabelece fronteiras, neste disco, e se o vosso gozo está em apreciar as viagens, esta é para vocês. Há recolhimento para lamber feridas, tambor para ajudar a bater com os punhos no peito e demonstrar força, construção minuciosa e desconstrução temática, diferenças de velocidade e uma economia de tempo que não deixa sequer a sensação de que as faixas poderiam durar mais. Está perfeito assim. É selvagem. E bonito.

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Quinta-feira, 6 Fevereiro, 2014

CONTACT FIELD ORCHESTRA – VOL. 1 LP

€ 16,95 LP Hit + Run

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A história é comprida e vem escrita no verso desta magnífica edição privada, limitada, serigrafada. Para resumir, Damon Aaron encontrou uma caixa com gravações antigas numa venda de garagem e, da pouca informação que conseguiu recolher, estabeleceu que eram gravações de música muito possivelmente do início do século XX. A única real certeza era o nome que vinha escrito na caixa que tinha as fitas. Contact Field Orchestra. Nesta era em que todas as histórias podem ser credivelmente fabricadas, é sempre legítimo desconfiar, mas como também não temos meios para averiguar mais, concentramo-nos no que verdadeiramente importa: a música. O que escutamos pode ser encaixado em vários universos paralelos, desde os blues descarnados registados nos campos pelos Lomax e outros arquivistas, aos registos africanos ou orientais trazidos até nós por editoras como a Honest Jon’s ou Dust-To-Digital, a gravações clássicas de dub ou encontros rastafari na jamaica, até uma certa “falsificação” do passado praticada, apesar de tudo, com empenho genuíno por personagens carismáticos como Ariel Pink e culminando numa jam por grupos como os Nu Dub Players de Burnt Friedman ou Fat Freddys Drop (sem voz). Como muitas outras coisas, depende do ponto de vista e, como todas estas referências, acabamos por descrever o LP. É uma viagem intimista, recatada, por sons de origem incerta, cultivando um groove arcaico mas por vezes até vanguardista (como em “Man Down”) num ambiente ritual que se imagina perfeito para uma cerimónia de iluminação. Agora retiramo-nos.

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Sexta-feira, 31 Janeiro, 2014

O B IGNITT Mysterious 12″

€ 12,50 12″ FXHE

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Chegou aquele momento FXHE periódico, em que dedicamos tempo a discos de uma das editoras de house mais incríveis da última década. O B Ignitt leva algum avanço no catálogo da FXHE, não é a sua estreia, mas estas três faixas são as mais profundas que ouvimos dele. “Mysterious” parece, por algum tempo, poder entregar maior protagonismo a um “som do momento” que borbulha sob a superfície durante o primeiro minuto e pouco, mas as camadas que vão sendo acrescentadas (escutem a linha de baixo e o piano) elevam o som a um panteão onde poucos, actualmente, têm lugar. Quando fica tudo mais sintético, numa espécie de segunda linha de baixo por cima da já existente, é louco. Mas não termina aí. E o motivo é, de certa forma, retomado com semelhante impacto em “Celestial Salacious”, desta vez com uma linha ácida. “Chocolate City” usa também uma linha de baixo muito pouco comum neste registo de house, inclui percussão bem viva, deepness que escorre como mel e aquele elemento de “convívio” ou “manifestação” ou “mensagem” que Moodymann gosta de introduzir. Completo.

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Sexta-feira, 3 Janeiro, 2014

XNX Soundtrack From A Life Unexpected CD

€ 14,95 € 12,50 CD Soniclab

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Ilídio Chaves, um dos fundadores da Sonic, produtora de festas e editora estabelecida solidamente há 12 anos com base firme no techno, retira-se alguns passos para produzir um álbum que se desvia da norma. inaugurando a secção Soniclab, XNX apresenta as experi~encias muito enraizadas na cultura industrial dos 80s e 90s (de novo a receber muita atenção na cena electrónica), elaborando um conjunto de paisagens maioritariamente ambientais, segurando tensão, bloqueando-a ou, mesmo, forçando-a de encontro a nós. O meltdown líquido em “Awake & Ready” é prontamente compensado com a nuvem pacificadora de “My Heart”. O álbum movimenta-se não exactamente entre dois extremos mas entre duas faces da mesma moeda. Suficiente drama para sustentar a narrativa que o ouvinte possa construir, suficiente penetração sónica para agarrar e agitar. Alguns cruzamentos? William Basinski, raster-noton, Francisco López.

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Sexta-feira, 20 Dezembro, 2013

THE SPACE LADY The Space Lady’s Greatest Hits CD / LP

€ 15,95 2CD (Limited Edition) Night School

€ 16,95 LP Night School

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Ultrapassando a comparação algo desrespeitosa (para ambas as partes) com Moondog, Space Lady transmite uma sensação semelhante de estarmos perante algo genuinamente avariado, num bom sentido do termo. no sentido criativo do termo. E também no sentido utilitário, neste caso particular. Falamos de um rumo para a vida, na resolução de questões básicas como ter dinheiro para alimentar os filhos. A história de Space Lady é longa e muito rica, o facto de no disco ouvirmos um teclado em vez de acordeão é resultado da vida (terão de ler os detalhes no livrinho que acompanha a edição, ou encontrar alguma transcrição online), e o tratamento que dá a clássicos e não-tão-clássicos do legado pop-rock transforma essas canções em entidades novas. Passam, de facto, a ser suas, e o melhor teste é escolher uma canção cujo título nada nos diz, escutá-la algumas vezes e, depois, procurar o original e escutar com calma. No caso de “Major Tom”, de Peter Schilling, por exemplo, é claro para nós quem fez melhor e intemporal trabalho. Procurem videos de actuações da senhora, sintam a melancolia pacífica, quase feliz, na sua voz e nas melodias universais que a acompanham.


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Segunda-feira, 2 Setembro, 2013

DJ AARDVARCK The Second Groove 2 The Same Nation 12″

€ 7,00 12″ Djax-Up-Beats

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Original 1993 release NM!

Arranque de Aardvarck em 93 com um disco perfeito de verdadeiro tribalismo da selva escura, tanto quanto isso pode acontecer num contexto rave. Brilhante programação de ritmo, minimalismo duro na evolução das quatro faixas que não fazem a menor concessão às regras do jogo a não ser quando, por instantes, o beat 4/4 fica solto em “Swamp”, que fecha o EP. Na abertura ouvem-se porcos (“Immapig”) mas podiam ser rugidos ameaçadores na selva. Muito fora e obrigatório para quem faz deste tipo de arqueologia o permanente Graal da sua pobre vida de cidadão moderno. “Somewhere” consegue unir Liquid Liquid e a Trax numa absoluta felicidade rítmica. Puro, como se nunca tivessem misturado químicos na água. Tão puro e tão real, de um modo que bate a própria fantasia.

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