Sexta-feira, 14 Março, 2014

SIMÃO COSTA Piano Pre·cau·tion Per·cu·ssion On Short Circuit CD

€ 13,95€ 12,95 CD Shhpuma

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Mais uns elogios à Shhpuma que, enfim, talvez não veja este investimento como algo que lhe dê uma reforma confortável, mas que, decerto, está a fazer muito pelo nosso Agora nacional. Outro nome incontornável da nossa cena mas que talvez diga ainda pouco a quem se movimenta pelos discos. Simão Costa é, sobretudo, um óptimo pianista, mas que se tem ocupado também pelas electrónicas, cruzando-as com a acústica do seu instrumento principal. Adepto das interactividades e dos graus de liberdade que a tecnologia lhe permite, Simão Costa tem vasta obra em palco, onde vamos descobrindo os diferente mundos que ele vai idealizado, assente numa espécie de utopia contemporânea, onde os intérpretes vão desaparecendo ou se tornam em simples objectos que provocam outros objectos. Mas neste álbum, Simão Costa vira-se totalmente para o piano – nalguns trabalhos temo-lo visto a entregar esse função à Joana Sá – e isso é uma boa notícia, embora esteja em muitos locais artilhado com conveniente preparação. “Perludio” é estonteante, com reverberação free, “Percaution” passa a acção para as cordas, esticando-as no tempo, “Permeable” lembra-nos os ecos de Harry Partch, e “Percution” aumentam a tensão e prepara-nos o “Short”/“Circuit” romântico final. Um óptimo disco de composição contemporânea que rompe, e bem, com as suas definições e abraça, nos momentos mais espontâneos, o lado mais livre do jazz.

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Quinta-feira, 13 Março, 2014

THE WIRE #361 (March 2014) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

Na capa, este mês, um verdadeiro senhor. Em poucos anos – que na música não são assim tão poucos -, Actress tornou-se um timoneiro da electrónica, de como o dubstep saiu da sua zona de conforto, e como as heranças americanas do techno acabariam por ser trucidadas pela fantástica máquina deste inglês que, com mais um disco, mostra como tudo tem de ser feito daqui para a frente. Portanto, ei-lo de volta à capa. Mas este número também tem um repetente. E faz sentido, pois a Wire de Fevereiro, com Jandek, tinha de deixar muita coisa de fora. Em Março, David Keenan volta ao assunto com um Jandek Redux. Mas há outro gigante para sabermos mais do que interessa: Steve Lacy tem direito a um Primer enciclopédico. Outro histórico da música sem fronteiras, Ellen Fullman sujeita-se ao jogo do Invisible Jukebox. Gnod, Specter, Beatriz Ferreyra são outros destacados. Jim Haynes fala sobre a recuperação do projecto Arcadia de William Basinski, Paul Jamrozy (Test Department) elege a sua capa de disco favorita, e Carla Bozulich explica-nos a sua epifania com Billie Holiday. E, claro, aquele monte de críticas a discos, de todos os formatos e feitos e géneros. Música não pára um mês sequer, não é?

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Quinta-feira, 13 Março, 2014

GROUND-ZERO Plays Standards CD

€ 16,50 € 13,50 CD RéR / Recommended

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No mesmo ano de “Consume Red”, onde um grito oriental vai dando lugar a um festim rock que se constrói e desconstrói como uma procissão, o grupo de Otomo Yoshihide reaparece para aquele que viria a ser o último álbum de originais dos Ground-Zero. O título “Plays Standards” explica tudo, claro, onde durante doze temas, viajamos pelo mundo, tal como sentido pelos ouvidos expressionistas destes japoneses. Imaginem “El Derecho De Vivir Em Paz” do chileno Victor Jara nas mãos dos Ground-Zero? Ou “Folhas Secas” de Nelson Cavaquinho? Ou “I Say A Little Prayer” de Burt Bacharach? Ou, ainda, “Bones” dos Painkiller? Pensem em Naked City mas numa versão rock-punk, caoticamente organizada, encharcada em samples e diversão. No fundo, este “Plays Standards” é uma festa, bem disposta, onde todos dão largas à sua imaginação, sob uma batuta inteligente de um mestre destas coisas. Se andaram a comprar a discografia deles, este é um disco fundamental, e que mostra o ADN de algumas das aventuras – mais jazzísticas – pelas quais Otomo iria enveredar.

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Quinta-feira, 13 Março, 2014

DELROY EDWARDS Teenage Tapes LP

€ 21,50 LP The Death Of Rave

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Depois de um lançamento algo fora com um álbum de Merzbow, a The Death Of Rave parece que voltou a encontrar o seu ritmo com este “Teenage Tapes” de Delroy Edwards. Como o nome indica, são gravações que fez quando ainda era um adolescente, músicas sem grande consistência a um nível formal, que são apenas experiências sem qualquer tipo de prisão, coisas que claramente fez para ver que resultado dava, entre pedais, fita e drum machines. O resultado atira-nos logo para a no wave, porque tudo o que não conseguimos compreender e é algo rock leva-nos para aí, mas há claramente uma estrutura aqui, uma forma de pensar, uma mentalidade que, a nível rítmico, está muito mais próxima de algum noise que se fazia em finais dos anos noventa até meados da década passada. O que realmente fica neste “Teenage Tapes” não é tanto o resultado dessas experiências, mas a força com que nos atingem: realmente raw power. E esse impacto, esse à-vontade, quando está junto ao talento é poderoso. Edição esgotada em praticamente todo o lado. Temos mesmo um número limitado de cópias.


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Quinta-feira, 13 Março, 2014

JOANE SKYLER Sssssssss LP

€ 15,50 LP Boomkat Editions

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Após algum tempo e algumas edições, conseguimos finalmente deitar as mãos às famosas Boomkat Editions. Joane Skyler é a nossa – ou o nosso, porque supostamente é um pseudónimo de outro artista – estreante, com este “Sssssssss”, um disco que é fruto dos seus tempos, entre beats, beats quebrados e incursões que fazem lembrar Robin The Fog, Leyland Kirby e William Basinski. Tanta diversidade expõe um bocado esta escola de beats que cada vez mais parece menos alinhada com nada e que consegue, a espaços, criar um ou outro produto que sai da margem. Um disco como “Sssssssss” descreve todo um potencial, mas pela experiência que temos, todo esse potencial parece chegar a um pico aqui, onde todas as direcções/ideias acabam por culminar num disco pouco sólido mas que sabe desenhar na perfeição com cada instrumento que utiliza. E isso é bom, por um lado, porque dá-lhe uma característica de mixtape contra-cultura mas, por outro, revela um pouco a exaustão que já existe em relação a um certo som e as feridas da saturação que ele sofre. “Sssssssss” é um disco de decadência. E há algo de bonito e, simultaneamente, engraçado e irónico nisso.

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Quinta-feira, 13 Março, 2014

JAMAL MOSS Acid Symphonic Op. 01 CASSETE

€ 9,95 CASSETE Reel Torque

Às vezes temos estas surpresas. Conseguimos arranjar um número da série da Reel Torque e logo aquele em que é Jamal Moss ao comando. Aproveitando da melhor forma os dois lados de uma cassete, Jamal Moss entrega 60 minutos de experimentação improvisada num sintetizador em que nos vai dando um pouco de tudo: techno, house, acid, visões psicadélicas de um universo só seu, que toca e nos mostra sem qualquer dificuldade e que parece não ter medo de partilhar. A forma como a hora de jam flui nesta cassete é impressionante, dilacerante e de ficarmos completamente histéricos. Parece o set que quisemos sempre ouvir de Jamal Moss, enfiado num formato incomum e que não dá a definição que o som merece: parece castigo, mas é mesmo assim. Faz parte da vida. Maravilhosa.


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Quinta-feira, 13 Março, 2014

GENERAL LUDD The Fit Of Passion EP 12″

€ 11,95 12″ Mister Saturday Night

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Um maxi sério para pista de dança, Tom Marshallsay e Rich McMaster de Glasgow na Mister Saturday Night de Brooklyn. “Woo Ha” traduz no título a bomba que na realidade é, motorizado por um baixo vivo e carismático, efeitos, phazings e groove que avança sempre mais um pouco. Como Liquid Liquid em esteróides house BONS. Selvagem! “Brothers & Sisters” assenta também num baixo forte, teclas distorcidas e claps clássicos, conga e a dose psicadélica necessária de synth para elevar tudo um pouco mais. McMaster aplica a ciência suja que ouvimos no seu outro projecto Golden Teacher. Siga.


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Quinta-feira, 13 Março, 2014

VAKULA Bandura 003 12″

€ 9,50 12″ Bandura

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Vakula pode afirmar que está farto de música de dança, mas a verdade é que continua a produzir (ou talvez este material seja antigo? hm.) alguns dos sons de pista mais estimulantes deste lado do Atlântico. A herança deep house parece fluir naturalmente nos circuitos do produtor ucraniano. “Thinking Out Loud” está muito à esquerda, parece ir buscar a ambiência IDM da Warp no início dos 90s para uma viagem cibernética no trans-siberiano da cabeça dele. Faz sentido? Provavelmente não. Muito bom. “Identification” é house em LSD, pontas aguçadas bem resolvidas, isto é, é suave mas não no sentido estéril do termo, nada disso. “Lunar Konotop” é, talvez, uma projecção idealista da cidade-natal, talvez mais significativa num período em que o país está na incerteza do conflito aberto. Musicalmente, reforça a linha de baixo para nos preparar para o que vem a seguir: “Life Internal Sounds” recicla o que Chicago deu às pistas de dança numa interpretação mais do que credível que, de novo, aplica a ambiência “pós-techno” dos 90s para equilibrar a rudeza. Sem falhas.

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Quinta-feira, 13 Março, 2014

DIE PARTEI La Freiheit Des Geistes LP

€ 16,95 LP Light Sounds Dark

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Único álbum de Die Partei, 1981, reedição à margem (como sempre na Light Sounds Dark) com boa prensagem e uma capa “transformada” que aplica um efeito visual sobre o original. O disco acompanha a transição da melhor música alemã entre os 70s e 80s, entre Cluster, por exemplo, e DAF e Pyrolator, conduzindo o resultado para algo perfeito num set cósmico italiano uns poucos anos mais tarde. “La Liberdade do Espírito”, assim se traduz o título de um álbum bizarro na sua tentativa (conseguida) de destilar uma ideia pop universalista sem ter de adoptar nenhuma língua para simular o impacto da pop britânica. Uma faixa como “Strahlsund” soa perfeita para um LP de library music; “Nord-Sud-Fahrt” revela talvez um desejo relativamente comum na música alemã da época de evasão para os trópicos ou, pelo menos, para o Sul da Europa. Isso manifestava-se com aplicações de dub, sons “solares”, sugestões de África… “Wo Sind Sie” parece formar a fundação do som pop de Felix Kubin; há sons de animais da selva; há uma guitarra em “Guten Morgen In Koln” que lembra coisas no maxi “Zimpó” de Mler Ife Dada (1985). Disco bem definido no tempo mas não datado, essencial na eterna busca de elos perdidos entre épocas, géneros, sensibilidades e até política. Industrial? A capa original sugere Laibach, a música nada disso.

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Terça-feira, 25 Fevereiro, 2014

HELM Impasse LP

€ 17,95 LP New Images

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Não foi há muito tempo atrás que o noise-rock que se fazia vindo tanto dos Estados Unidos como do Reino Unido parecia uma força conjunta e que conseguia juntar um som cristalino e poderoso, sem misturar outros géneros ou querer fundir-se com a música de dança, o industrial ou qualquer outra coisa. Era algo estritamente ligado ao rock e não existiam cá grandes confusões, a música era claramente menos hypada e isso libertava mais os músicos, não os prendia tanto a um som para agradar ou, convém dizer, para não ficar atrás do comboio. Não, não eram tempos mais puros, nada disso, eram simplesmente menos confusos e com um sentimento mais honesto, não em relação à música, mas em relação às capacidades. Os Birds Of Delay surgiram na recta final de quando as coisas eram boas e, quando acabaram, cada um foi pelo seu caminho: Warwick começou com Heatsick, Luke Younger com Helm. Este disco reeditado agora pela New Imagens é material que Younger tinha editado em CDR pouco depois dos Birds Of Delay terminarem. Ouvido hoje, é completamente distante da complexidade que Younger adquiriu nos últimos anos. Este “Impasse” serve para definir coordenadas, perceber mais ou menos de onde veio e, acima de tudo, maravilharmo-nos com um som que é raro nos discos de hoje. Noise que fere não por ser agressivo, mas cria pontos onde sons cristalinos parecem brotar de um certo lo-fi. E “Impasse” é um disco que só poderia ter saído naquela época e no Reino Unido: Younger é um descendente não oficial de Matthew Bower.

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Sexta-feira, 9 Setembro, 2011

JEFF PHELPS Magnetic Eyes LP

€ 18,95 LP Tomlab

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No Texas, em 1985, Jeff Phelps gravou “Magnetic Eyes” com contribuição vocal de Antoinette Marie Pugh. Mil cópias vendidas e estatuto de culto com os anos a passar. O actual calor boogie sentido na música de dança coloca este álbum em posição cimeira. Phelps é responsável pela produção, composição, mistura, execução e gravação da música, uma auto-suficiência que recorda o talento de Prince mas numa direcção mais desviada do centro. Falamos de música soul, uma adaptação tecnológica de um sentimento universal. A reedição de “Magnetic Eyes” preserva inteiramente o polimento rude do original, a sensação caseira e confortável de escutarmos música numa posição íntima de comunicação directa com a fonte. Dâm-Funk e Nite Jewel são fãs (citações suas na capa), dois produtores que prolongam bem dentro deste século a maneira electrónica de compôr canções soul, recebendo as devidas influências com naturalidade, respeitando a descendência, comovendo-se com a honestidade.

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