Quarta-feira, 26 Março, 2014

BILL CALLAHAN Have Fun With God CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 15,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC571-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC571-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC571-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC571-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC571-5.mp3]

Literalmente, Callahan expande “Expanding Dub” (single) para um álbum inteiro, estabelecendo um relacionamento nunca menos do que curioso entre o espaço que a sua música já contém e o Espaço dentro do espaço que o sistema dub cria. As canções seguem o seu curso e não há colagem ao tradicional formato jamaicano no sentido em que não se houve reggae aqui, isto é, o dub não é suportado pelo skank tradicional do ritmo. Essencialmente um álbum de homenagem às potencialidades de expansão espiritual do dub, incluindo a forte ligação simultaneamente à Terra e ao Espaço. Callahan abraça ternamente todo esse simbolismo e entrega um disco de transformações, canção a canção, pela mesma ordem, do anterior “Dream River”. É quase um bónus para fãs, tem especial impacto também para quem conhece bem “Dream River” mas, enquanto álbum, manifesta-se numa interzona perfeita de tradição e estranheza. Parece tudo familiar mas ao mesmo tempo como um sonho por interpretar. Há percussão adicional em certa abundância, inevitáveis ecos e a voz de Callahan tem menor preponderância mas não sofre tratamento radical, percebe-se claramente que é ele. A memória traz algumas experiências rock/dub como o caso dos Scorn, nos 90s, embora fosse um assunto mais pesado, na fronteira do industrial. “Have Fun With God” é pacífico, rural de uma maneira a que não estamos habituados a escutar cantautores americanos, é um álbum arriscado e bonito.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 26 Março, 2014

TOM OF ENGLAND Be Me / Germans In The Jungle 12″

€ 14,95 12″ STD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STD005-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STD005-2.mp3]

Bomba! Uma série de discos anunciados há 2 anos transformou-se em dois, sendo este uma forma transcendental de confundir o ouvinte sobre a questão: isto são edits ou originais?. na fotocópia A4 em clássico preto-e-branco aparecem Bobbie Rene (Bobbie Marie), Tom Of England (Thomas Bullock) e Cheldon Littlefield como autores do disco. “Be Me” circula por entre um groove muito sinuoso e muito fora, cortado a partir do gaguejar de um ritmo acelerado e invertido. A voz (Bobbie Rene?) em tom de lamento deseja de forma mais ou menos incompreensível “I want you to be…” ou “I want you to feel…” ou “I want you to be near…”, acrescentado (e cortado) com um “Better” que complementa “I want you to be…”. Depois repete-se “Better” com pitch diferente. Uau. Parece estranho e complicado? Resulta 100%. Que cabeça! Thomas Bullock e amigos em pose demoníaca para regular a pista de dança numa outra esfera. Do lado de lá do disco, uma espécie de “Super 78″ dos Neu! com disparos analógicos, drama de música concreta, percussão tribal e quase total ausência de graves. Muito selvagem. Absoluta mestria no caos como termina cada um dos lados, em especial “Be Me”, aqui parecendo que alguém dá um encontrão no braço do gira-discos, a agulha salta e o disco acaba. Tudo genial e intenso. Comprem, antes que fique mais intenso em euros, libras e dólares. 333 cópias carimbadas e numeradas à mão.

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Quarta-feira, 26 Março, 2014

SUN ARAW Belomancie CD / 2LP

€ 15,50 € 12,95 CD Sun Ark

€ 23,50 € 19,50 2LP Sun Ark

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Há duas coisas que se mantêm familiares neste “Belomancie” de Sun Araw: a voz de Stallones que continua um ponto referencial quando está presente e a sua guitarra, que frequentemente serve de ponto para um passado de Sun Araw que hoje parece longínquo. Pode-se dizer que aqui bebe um pouco da sua experiência com os Congos, contudo, essa evidência é mais uma continuação do evolução de Stallones do que propriamente uma influência. Apetece-nos dizer que “Belomancie” é o “Brown Rice” (Don Cherry) de Sun Araw, um híbrido labiríntico de géneros em que não renega o passado mas aponta claramente para outras direcções. Talvez a mais importante e notória seja a sensação de uma fusão de jazz com electrónica ambiental, que permite enquadrar esta música noutro tempo em que Herbie Hancock jogava com tudo o que tinha à mão ou os Can desfrutavam do talento de poderem fazer o que bem entendessem (e quase sempre bem). À partida, se não fossem aqueles dois elementos que referimos inicialmente, este disco, não seria, num teste às cegas, um disco de Sun Araw. E isso é manifestamente intrigante, principalmente vindo de um músico que correu sempre riscos sem sair da sua área de segurança. “Belomancie” sai claramente desse local, não tem medo de arriscar, e isso resulta tremendamente bem. Aos poucos interiorizamos a ideia de que não é um disco tradicional de Sun Araw mas um grande disco de electrónica, arrojado, sem medo de experimentar, e com uma oferta de novos sons completamente distantes daquilo que reina actualmente. Se antes nos agradava o conforto do dub psicadélico muito próprio de Stallones, aqui ficamos surpreendidos com os horizontes que abre com este som. E, assim do nada, temos um grande disco de electrónica. Coerente e coeso, com momentos que parecem pairar num nada, mas que aos poucos nos vão conquistando. E sermos conquistados desta forma é magistral.

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Quarta-feira, 26 Março, 2014

SUNN O))) & ULVER Terrestrials CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Southern Lord

€ 24,50 € 21,95 LP Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUNNN200-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNNN200-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNNN200-3.mp3]

ouvir álbum completo

Ou Stephen O’Malley tem um pacto com o diabo, em recebe tempo em troca da sua alma, ou a organização que tem é de uma eficácia que dificilmente compreendemos. Soterrado em edições, gravações, designs, concertos e uma vida paralela de grupos e colaborações, não há um mês onde não ouçamos mais um pedaço do seu trabalho. Mas talvez o que mais impressiona seja a qualidade da sua música, sobretudo nos últimos tempos, em que um bom punhado de discos com o seu nome brilham aqui no nosso escaparate. “Terrestrials” é um novo pedaço de luz negra, captado em Oslo, em Agosto de 2008, depois dos Sunn O))) terem participado no Øya festival perante 2000 pessoas no seu 200º concerto. As improvisações, no estúdio dos Ulver, duraram uma noite onde as paredes estremeceram mais do que o normal. É O’Malley que explica que o espírito dessa noite era mais raga que rock, e é isso que sentimos com este álbum, em que instrumentos de cordas e de sopro envolvem com carga dramática uma torrente de electricidade altamente controlada. De facto, ambos os grupos poderão aconselhar o volume no máximo, como é sua tradição, mas este “Terrestrials” é um manto de detalhes e texturas fenomenais que se ouvem muitíssimo bem em qualquer volume. É evidentemente negro, mas há uma luz que parece espreitar em todos os temas, como se vislumbrássemos o fim de um pesado inverno nuclear. Talvez por isso a capa seja assim, um sol, como que captado por um filtro; talvez seja por isso “Terrestrials” abra com um “Let There Be Light”. “Eternal Return”, o terceiro tema, é um portento em câmara lenta quase emocionante. É um pequeno álbum, que nem chega aos 40 minutos, quase esquecido pelos seus autores, mas que o bom senso ajudou a trazer para a superfície para nos dar um dos discos mais especiais de Sunn O))). Um grande disco. (Edição muito bonita em LP, em tiragem limitada, com vinil de 180gr e capa de cartão de alta gramagem.)

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Sexta-feira, 21 Março, 2014

TARA JANE O’NEILL Where Shine New Lights CD / LP

€ 16,50 € 14,50 CD Kranky

€ 19,50 € 18,95 LP Kranky

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Já quase nos esquecíamos de Tara Jane O’Neil, pois “A Ways Away”, o anterior álbum, fora editado em 2009. Se a norte-americana nunca foi um dos nomes mais citáveis da cena indie, esta ausência de 5 anos não ajudou muito. Mas talvez esta entrada na família Kranky, ao sétimo álbum, ajude a repor a sua importância na cena, mesmo que a sua cena seja algo particular. “Where Shine New Lights” reforça o lado etéreo dos seus arranjos, desfazendo as canções numa nuvem tranquilizante, algures entre a leveza dos sonhos e o torpor psicotrópico. Os temas vão-se desenvolvendo metodicamente com o tempo, cada um ajudando a revelar o seguinte, dando-nos a mão para não temermos o desconhecido. Depois de frágeis canções de guitarra e voz, meio introdutórias, em “Over. Round, In A Room. Found” somos conduzidos para uma espécie de ritual tribal, prolongamento do espírito campfire anterior. A partir daqui, o céu é o limite, com atmosferas preenchidas de som, cada vez mais serenas e implacáveis. Quando o álbum termina, em “Bellow Below As Above”, já estamos em contemplação pura, onde apenas lamentamos que dure tão pouco a viagem. O fim, esse chega-nos com “New Light For A Sky”, a vida para além da nossa, iluminando com luz própria o céu que julgávamos tão bem conhecer. Valeu a pena a espera por Tara Jane O’Neil. Lindíssimo.

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Sexta-feira, 21 Março, 2014

PAUL HAIG At Twilight 2CD

€ 16,50 € 13,95 2CD Les Disques Du Crépuscule

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Paul Haig teve uma extensa vida discográfica depois dos Josef K e este duplo CD captura apenas parte. Primeiro disco mais focado em singles e temas soltos de álbuns, segundo disco construído em torno de um álbum nunca editado na sua forma completa, que Paul Haig co-produziu com Alan Rankine dos Associates. Entre Peter Murphy e Andrew Eldritch dos Sisters Of Mercy, a sua voz acentua a imagem de um canto não tão recôndito da década de 80 e explora um cruzamento que poucos souberam praticar correctamente entre pop genuína e um tom – não gótico – sombrio que define como poucas outras coisas o som alternativo dos 80s. No final do CD1, “My Kind” e “Flight X”, chegados aos 90s, sõ exemplos excepcionais de um outro cruzamento, agora com a música de dança tal como começava a dominar a indústria. No CD2 destacamos o mega-hit “The Only Truth” e o melhor single que Haig gravou a solo: “Blue For You”. Colecção de memórias associadas à incontornável Disques Du Crépuscule, uma das editoras que mais transformou a pop, que ajudou a elevá-la a arte numa época mais descartável.

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Sexta-feira, 21 Março, 2014

CRAZY BALD HEADS First Born EP 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ Text

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Kieran Hebden exibe cada vez com mais orgulho o seu amor por UK Garage e o seu enraizamento na cultura rítmica que o género produziu enquanto ele estava ocupado com os Fridge. O original de 1998 é raro e caro e Kieran (também o conhecem por Four Tet) reedita aqui todas as três faixas do maxi original acrescentadas de uma remistura sua, mantendo o bounce rítmico e respeitando quase tudo. Em larga medida, soa a uma espécie de “remistura de época”. Para fechar o EP, o re-tick Lullaby in Dub para “First Born” junta um poder subaquático mais comum no dub techno e na tradição deep house da segunda metade dos 90s, quando tudo já soava mais limpo e techy. Porta aberta para descobrirem o género, se ainda não tropeçaram nele, mas Burial já deu uma grande ajuda no passado :)

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Terça-feira, 18 Março, 2014

VAGHE STELLE Sweet Sixteen LP

€ 17,50 € 15,50 LP Astro:Dynamics

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A qualidade frequentemente vaporosa da cena bass mais aberta a muito do que aconteceu fora do dubstep aplica um filtro que já é reconhecível mas mantém o jogo aberto. Vaghe Stelle (Itália) edita o primeiro álbum no Reino Unido, depois de alguns EPS, um dos quais para a Monkeytown dos Modeselektor. Esta informação dá-nos alguma base para ouvir este vinil branco em contexto mais exacto. A interferência de algum classicismo (sons abafados de cordas) que sugere um certo som associado à Tri Angle, tempera este quase-techno manipulado com golpes de rato, nas faixas mais… activas. Outras, como “Thanks For the Conversation” ou “My Birthday”, evocam os tons cinzentos de Burial em linha com alguma electrónica novo-milenar saída de Viena há 14 anos e mais. Curiosamente, evoca também um distrito desolado preenchido lá atrás nos 90s por editoras como a Cold Meat Industry, embora o sentimento se afaste da necrologia tão própria dessa editora e aproxime o resultado de um alojamento asséptico e protector. “Artificial Intelligence” e “Libitum” soam ao mesmo tempo como IDM clássica e uma sala ao lado durante uma actuação de David Guetta, com todas as partes más e histeria retiradas para restar uma sugestão de adrenalina em modo séc. XXI. Não sabemos mais o que escrever.

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Sexta-feira, 7 Fevereiro, 2014

VAPAUTEEN Vapauteen MLP

€ 8,95 MLP L.I.E.S.

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L.I.E.S. L.I.E.S. L.I.E.S. Já falámos tanto na editora, e tanta gente já falou tanto… Mas quando pegamos em certos discos ocorre sempre renovar os votos, por assim dizer, reafirmar a importância desta editora na quebra de algumas barreiras. Comparando com o que a DFA fez entre música de dança e rock (fê-los conviver muito melhor), a L.I.E.S. junta noise bruto, industrial, com house e techno de um modo que, a esta escala e com este alcance conceptual, nunca foi feito. Perfeito exemplo neste Vapauteen, com som Pan Sonic musculado, stomp techno em “Ask The Boss”, ácido militarista em “Basillisk”, statement formado em “You’ll Get Used To It”, porque é mesmo assim: paisagem abrasiva sem quartel. “An Unbreakable Bubble” parece tirada de uma jam de Esplendor Geometrico nos 80s e “Punish Or Be Damned” acrescenta gritos de sofrimento (ou de libertação, conforme quiserem interpretar) a um estilo de música libertina que parece espelhar a atitude projectada por Ron Morelli. Buy or die?

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Sexta-feira, 31 Janeiro, 2014

BIG STRICK / GENERATION NEXT Like Father, Like Son 12″

€ 11,50 12″ 7 Days Entertainment

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Preview do álbum que será editado apenas em CD, reunindo pai e filho (sim, parece foleiro) numa espécie de back 2 back de produção – o álbum terá exactamente 6 faixas atribuídas a cada um. Tudo simples, numa ciência antiga que coloca ritmo e melodia em sintonia natural no cosmos house. “Rain Dance” teria de vir do mais velho e sabedor, não é assim de repente, na qualidade de filho jovem, que Generation Next saberia logo convocar os elementos desta forma. De resto, ele junta os blocos de forma criativa, observando as instruções apenas para poder melhorar certos detalhes. Não há construções novas mas há sempre uma reafirmação de magia que, por outro lado, nada parece ter de misterioso e tudo de terreno, palpável e acessível a todos os ouvidos. Generation Next garante longevidade num momento em que a geração anterior está ainda no absoluto domínio das suas qualidades. Tudo flui.

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Sexta-feira, 31 Janeiro, 2014

VIRILE GAMES Wounded Laurel LP

€ 13,50 LP Hospital Productions

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Pequena advertência antes de continuarmos: a prensagem deste disco não é perfeita, fica presa nalgumas agulhas/pratos em diversos momentos. Sabemos, por experiência, que acontece apenas nalguns casos, mas acontece. A troca ou reembolso será feita sem qualquer problema.
Virile Games é um projecto de Max Gudmunson, que finalmente vê editado em vinil este brilhante “Wounded Laurel”, trinta minutos de música onde trabalha ambiências decadentes que fazem lembrar o “haunted ballroom” de Leyland Kirby mas com um uso intenso de graves, que exploram da melhor forma o lado mais quente e acolhedor que o género pode ter. Parte do fascínio de “Wounded Laurel” vem mesmo daí, é um álbum de imagens escuras mas frequentemente convidativo, em que a repetição parece esticar o tempo e abrir-nos o quarto que parece fechado no início de cada tema. Ao contrário de muito do que se faz dentro do género, ou de muito do que tem saído na Hospital, Gudmunson quer claramente que vejamos o mundo lá fora, jogando raios de luz através de sons que parecem extraterrestres ao género. Os graves embalam-nos para essa viagem e os temas, quando atingem o seu pico, tornam-se quase-sublimes.

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Terça-feira, 3 Dezembro, 2013

TIM HECKER Virgins CD / 2LP

€ 16,50 € 14,50 CD Kranky

€ 25,50 € 23,50 2LP Kranky

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Tim Hecker tem sido fulminante nos nossos corações. Sem ir demasiado atrás no tempo, relembramos 2011 com o seu “Ravedeath, 1972″ – foi um dos maiores momentos do ano, e uma obra que ficará no cofre da electrónica desta década. Depois, um “Dropped Pianos” que deslumbrava pela subtileza acústica e explicava de onde tinha vindo parte da magia de “Ravedeath”. Dois anos depois, “Virgins” tenta chegar lá acima, onde os outros chegaram. Continuando uma perspectiva sonora que entrelaça a muralha sonora digital e o espaço aberto e reverberativo do acústico, Hecker deslumbra-nos uma vez mais, cativando-nos, também, pela identificação de uma marca-de-água fortíssima, que se reconhece à distância. Gravado em parte em Reykjavik, na Islândia, “Virgins” traz também esse fantasma poderoso que se chama Ben Frost – com quem, aliás, costuma trabalhar. Sentem-se as suas ondas voluptuosas de electricidade, de cordas, que se esmagam contra o digital, saindo depois para ocupar todo o espaço circundante. É esta dimensão – que tanto é violenta como subtil – que nos conquista, que nos empurra para rodar o botão do volume cada vez mais para a direita, como se quiséssemos ficar amplificados pela música. Tim Hecker é um dos grandes porque tem este poder quase supra-humano de nos fazer crescer intensamente. Mais um disco incrível deste canadiano.

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Segunda-feira, 25 Novembro, 2013

OVAL Systemisch CD / 2LP

€ 21,50 € 18,95 2LP (REPRESS RSD 2013) Thrill Jockey

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=cj3OFvrcoQA?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HtRljr0PfeI?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Depois de “Wohnton”, em 1993, ainda transportar alguns ecos de uma escola alemã traçável, talvez, até Holger Hiller uma década antes (o álbum tinha vocalizações), “Systemisch” já não pode ser considerado alemão e sim um produto de um futuro global (à época), na medida em que utiliza a tecnologia digital para explorar precisamente aspectos que ela é suposto ocultar: erros, defeitos / deformações. Mesmo assim, Frank Metzger, Markus Popp e Sebastian Oschatz trabalham com ouvido para melodia e ritmo, ainda que a partir daqui já se questione se, na verdade, Oval não é apenas Markus Popp, como de facto veio a acontecer mais tarde. Enquanto outros se ocupavam da desconstrução do rock, Oval desconstruiam as noções de electrónica, atitude especialmente relevante nesses anos em que abundavam discos ambientais bastante estéreis, servindo as salas chill-out e os ouvidos de muita gente que se movia para a sala ao lado nas raves ou para suas casas depois das raves. Oval quebraram a monotonia com um bang, não deixando de produzir “música ambiental”. “Systemisch” praticamente deu início a uma revolução efectiva que atingiu o seu cume no virar de milénio, quando os sons mais excitantes eram “feios”, “errados”, “fora de sítio”. Sónica e historicamente essencial, agora em vinil transparente e remasterizado por ocasião do Record Store Day 2013.

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Quinta-feira, 7 Novembro, 2013

WOODEN SHJIPS Back To Land CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 20,50 € 16,95 LP (Deluxe) Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL351-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL351-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL351-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL351-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL351-5.mp3]

Banda de anos ímpares, os Wooden Shjips são um dos símbolos do psicadelismo contemporâneo e autênticos porta-vozes da cena de São Francisco. “Back To Land”, sucessor do valentíssimo “West” – a estreia na Thrill Jockey, em 2011 -, até acaba por ser o primeiro álbum a ser feito fora da sua cidade-mãe – Ripley Johnson e Omar Ahsanuddin mudaram-se para Portland e esse passou a ser o local de encontro do quarteto. É complicado avaliarmos “Back To Land” por causa de questões geográficas tão dramáticas, mas se a costa oeste sempre esteve tão presente nos Wooden Shjips, então há que esperar que novas latitudes e mil quilómetros de distância insuflam novas ideias. Se a Califórnia é sinónimo de sol, Oregon é sinónimo de chuva. Ripley assume mesmo que o inverno no Noroeste obriga a auto-reflexão e introspecção. E foi por isso que, sem perder pitada do frenesim psicadélico e do batimento kraut vintage, os Wooden Shjips tornaram-se magistralmente serenos e clássicos de si próprios: virtudes que não aparecem por questões de mapa, mas sim por terem três álbuns de trabalho intenso para chegarem até aqui. Um épico de veludo que podia estar em repeat até ao próximo Outono.

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