Quinta-feira, 30 Julho, 2015

JACKSON C. FRANK Jackson C. Frank CD / LP

€ 9,50 CD Earth Records

€ 17,50 € 12,95 LP (+ CD) Earth Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-5.mp3]

De que é feita uma obra-prima? De música excepcional, marcante e eterna. Se à música juntarmos uma história arrepiante e irrepetível, podemos ter um disco nas mãos que nos emocionará todas as vezes que o ouvimos. “Jackson C. Frank” é um desses discos, maiores que todos os outros, maior que as outras obras-primas, que vai acumulando fãs entusiasmados à medida que os anos vão passando. Figura incontornável da folk dos anos 60, Jackson Frank deixou apenas um disco no seu currículo e, como todas as histórias deste género, um legado que ainda hoje influencia todos os que se preocupam em ver a história da música para construírem a sua. Nos anos 50, quando tinha apenas 11 anos, Jackson Frank foi uma das vítimas de um incêndio na sua escola – não morreu, como alguns dos seus colegas, mas as marcas do incêndio ficaram no seu corpo e, mais tarde, na maioridade, no seu bolso, graças ao pagamento de um prémio do seguro. Destinado a gastar rapidamente a pequena fortuna que tinha, foi o interesse em carros que o leva a ir a Inglaterra e à fama que a indústria automóvel tinha por lá. Foi na viagem de barco, no Queen Elizabeth, que começou a olhar para a sua viola e composição de modo mais sério. A primeira canção que nasce desta descoberta é, justamente, “Blues Run The Game”: ‘catch a boat to England’, diz logo nos primeiros segundos desta pequena maravilha, confessional, que também abre o seu álbum de estreia. Entretanto, em Londres, a vida agitada coloca-lhe Paul Simon e Art Garfunkel à frente, os seus futuros flatmates e parceiros de palco. Paul Simon, adepto imediato da sua música, acabaria por se oferecer para produzir o único álbum de Jackson Frank, na altura editado unicamente no Reino Unido. Contudo, tenha sido a pressão de entregar canções de igual quilate numa Londres cada vez mais atenta ao rock ou as depressões que o acompanhavam e afundavam regularmente, o segundo álbum nunca teve um plano exequível, apesar das boas críticas – e John Peel – terem agraciado a sua estreia e de muitos músicos terem feito as suas versões e vénias. Quando o dinheiro do seguro começou a revelar o pano dos seus fundos, Jackson Frank não teve outra alternativa senão regressar a casa, aos Estados Unidos, no final da década de 60, onde procurou mudar de vida e constituir família. Mas a morte de um filho iria agravar fulminantemente o seu estado, levando-o a um estado depressivo de que nunca mais recuperaria. No início dos anos 80, Jackson decide reatar a sua vida musical procurando o último elo de ligação, viajando até Nova Iorque para encontrar Paul Simon. Mas o completo desnorte leva-o a perder-se pela cidade e tornar-se um sem-abrigo frágil, com visitas regulares ao hospital, sem ninguém que o consiga ajudar ou, sequer, localizar. É apenas em 1984 que um fã o encontra e o ajuda a recuperar a dignidade e alguma da sua débil saúde: volta a gravar alguns temas, velhos e novos, enquanto vê, em 1996, a primeira reedição em CD do seu único álbum. Morreria pouco tempo depois, com 56 anos, vítima de uma pneumonia e de um corpo demasiado macerado para resistir. A sua honestidade levou-o a ser acarinhado por muitos músicos, chegando a privar com alguns dos grandes nomes folk que por Londres procuravam algum reconhecimento universal – Dylan, Baez, Sainte-Marie, Hardin -; convenceu Sandy Denny a largar a escola de enfermagem para se dedicar à música, fez o booking de Bert Jansch! e John Martyn, e, enquanto o dinheiro resistiu, ironia!, deu comida e alojamento a alguns músicos folk necessitados. Uma vida atribulada e espremida pelos azares, digna de uma terrível história dramática, mas que nos deixou “Jackson C. Frank”, um dos mais belos álbuns folk de sempre e uma obra-prima de difícil adjectivação.

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Quinta-feira, 24 Abril, 2014

MADE TO BREAK Cherchez La Femme CD / LP

€ 13,50 CD Trost

€ 19,50 LP Trost

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TR127-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR127-2.mp3]

“Provoke” e “Lacerba”, ambos editados pela Clean Feed em 2013, em CD e LP, respectivamente, iniciaram mais um projecto “com Ken Vandermark à volta”. Foram gravados em Lisboa, dois anos antes, e tinham na sua formação Tim Daisy em bateria, Christof Kurzmann em electrónica e Devin Hoff em baixo. Entretanto, nas notícias fala-se na saída de Devin Hoff e a entrada de Jasper Stadhouders, mas o mais recente álbum, este, na Trost, ainda mantém a mesma formação inicial. Vandermark assume este seu grupo como um dos mais radicais. Talvez seja de Kurzmann que venha este sentimento de exploração, pois o austríaco, há muitos anos um dos vienenses inconformados da electrónica, entrega muitas das anomalias saudáveis deste quarteto. Embora seja um papel sempre ingrato, a parasitagem digital nunca parece perturbar o groove dos restantes, ajudando até a criar o caminho para alguns dos temas – o início de “The Other Lottery”, presente apenas no CD, é o caso mais exemplar de como algumas das regras de Kurzmann são seguidas pelos seus companheiros. O resto é aquela sabedoria – cada vez mais standard, cada vez mais perfeita – de Vandermark, que faz com que a música de Made To Break entre no funk minutos depois de ter estado no fundo de um poço. Nada do que faz é para ser negligenciado.

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Quarta-feira, 23 Abril, 2014

VERNON FELICITY Non Harmonic 12″

€ 9,50 Clone Store Only Series

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SOS5-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOS5-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOS5-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOS5-4.mp3]

Número 5 na série que a Clone tem dedicado exclusivamente ao mundo físico, a regra é que os discos não deverão ser vendidos directamente online mas apenas em lojas físicas. Para ajudar à identificação, a Clone escreve à mão, em cada exemplar, o nome da loja a que se destina. “Flur” é o que encontrarão nos nossos, integrado no design que reproduz a grelha que normalmente associamos aos test pressings que saem da fábrica antes da edição oficial. Som reduzido, no sentido em que o ritmo é pouco colorido com material supérfluo, “Non Harmonic” representa uma escola de produção muito querida da Clone, assente nas matrizes originais techno e house – aqui não importa realmente a origem geográfica, conseguimos ouvir Berlim, Sheffield, Chicago e Detroit, pelo menos. Príncipio ético que se traduz num som que passa pelo tempo sem mácula, uma vez que a sua personalidade está ligada à cosmogonia da música electrónica de dança. Vinil numa estranha cor de pele para ser vendido unicamente aqui na loja.

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Terça-feira, 22 Abril, 2014

I:CUBE Cubo Rhythm Trax 12″

€ 10,50 12″ Versatile

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Seguindo o que tinha ensaiado, de forma mais compacta embora ao longo de mais de 20 faixas, no álbum “M Megamix” de 2012, I:Cube estende a ideia de ferramentas rítmicas a este maxi. Homenagem confessa à série “Jive Rhythm Trax”, cujos discos nomeavam apenas as BPMs de cada faixa, todas sem título e exclusivamente rítmicas, para uso “in the mix”, parafraseando os Indeep. “123 BPM” (com qualquer coisa de James Ruskin e techno inglês dos 90s) e “118 BPM” (com feel de jam de percussão ao vivo) não apenas honram a tradição como acrescentam camadas de complexidade sem que as faixas percam o seu desígnio de ferramenta. “M Megamix” é mais explicitamente invocado no extraordinário edit de Pilooski para um tema incluído nesse álbum: “Makossa Suspens”. Blips e espancamento analógico com resultados favoráveis para o corpo. Se viemois para dançar, que seja através da natureza crua da batida, uma génese da comunicação e o sustento da vida.

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Terça-feira, 22 Abril, 2014

RUSSELL HASWELL 37 Minute Workout LP

€ 19,95 LP Diagonal

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“Spring Break”, na abertura, atira muito grão aos breaks de jungle, ainda mais do que Squarepusher costumava fazer há quase 20 anos. A referência a “Workout” no título do disco faz perfeito sentido no contexto de uma música que Haswell, sempre o terrorista sónico, fez “funcional”, mimetizando ao seu modo contrário alguns padrões rítmicos identificáveis (jungle, footwork, electro, hip hop) enquanto desvia a atenção para a corrosão que aplica como bónus. A distorção é marca recorrente, Whitehouse via Controlled Bleeding via Mego via Haswell ele próprio. “Chaos Clapping” multiplica o sempre cativante som de palmas na música de dança até perder o passo rítmico e fazer lembrar, com desvios, um dos momentos brilhantes de Telectu. “In Memorium Of Elph” talvez (talvez) se refira à transmutação que os Coil temporariamente sofreram enquanto ELpH, tomados por outra consciência (ainda outra) na segunda metade dos 90s. “37 Minute Workout” pode ser interpretado como a antítese dos tradicionais discos para exercício físico (Jane Fonda, etc.), porque nele nada é calculado para ajudar o corpo a manter ritmo.

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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

MARTIN DENNY Afro-Desia CD

€ 7,50 CD Rev-Ola

Martin Denny tinha 93 anos quando morreu, deixando uma vida longa dedicada à música, em particular à sua invenção: Exótica. Durante os anos 30, enquanto viajou pela América do Sul com a orquestra de Don Dean, o vírus latino fulminou-o, aparecendo mais tarde quando Denny, após o serviço militar e campanha na segunda guerra, se aplicou nos estudos – interpretação, composição e orquestração – no conservatório de Los Angeles. Contudo, a ferroada final e a consequente alteração do seu ADN aparece quando viaja para o Havai, no início da década de 50. É a feliz contaminação da Natureza na sua música que o faz pensar num género que consagre essas influências, usando instrumentos de outras regiões tropicais e umas quantas imitações de bicharada. Em 1957, já se podia dizer que todo o léxico estava profundamente criado e assente, fazendo do seu álbum “Exotica” o nome oficial desta sua criação. Embora Les Baxter tenha aberto as portas a outros mundos – incluindo o tropical e o exótico; e incluindo a gema “Quiet Village” que abre justamente “Exotica” -, é Martin Denny que assume a folhagem verdejante até às últimas consequências, sem nunca recusar sair desse território. Sandy Warner, a rapariga que espreita pelos bambus em “Exotica”, encarnaria a sua obsessão, aparecendo como musa visual de grande parte dos seus discos. Em 3 anos apenas, uma torrente de quase uma dezena de álbuns inundam o mercado, dando vazão à criatividade transbordante de Martin Denny. Quando decide reformar-se no anos 80, são várias as homenagens e prémios simbólicos que acontecem, ajudando a que tanto a Exotica como outros ve&ia! cute;cul os lounge e easy-listening comecem a ganhar novos adeptos. Manteve-se, por causa dessa atenção, na crista da onda até morrer, em 2005, gozando até aos últimos instantes a música que espalhou por todo o mundo.

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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

MARTIN DENNY Forbidden Island CD

€ 7,50 CD Rev-Ola

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRREV104-
1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV104-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV104-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV104-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV104-5.mp3]

Martin Denny tinha 93 anos quando morreu, deixando uma vida longa dedicada à música, em particular à sua invenção: Exótica. Durante os anos 30, enquanto viajou pela América do Sul com a orquestra de Don Dean, o vírus latino fulminou-o, aparecendo mais tarde quando Denny, após o serviço militar e campanha na segunda guerra, se aplicou nos estudos – interpretação, composição e orquestração – no conservatório de Los Angeles. Contudo, a ferroada final e a consequente alteração do seu ADN aparece quando viaja para o Havai, no início da década de 50. É a feliz contaminação da Natureza na sua música que o faz pensar num género que consagre essas influências, usando instrumentos de outras regiões tropicais e umas quantas imitações de bicharada. Em 1957, já se podia dizer que todo o léxico estava profundamente criado e assente, fazendo do seu álbum “Exotica” o nome oficial desta sua criação. Embora Les Baxter tenha aberto as portas a outros mundos – incluindo o tropical e o exótico; e incluindo a gema “Quiet Village” que abre justamente “Exotica” -, é Martin Denny que assume a folhagem verdejante até às últimas consequências, sem nunca recusar sair desse território. Sandy Warner, a rapariga que espreita pelos bambus em “Exotica”, encarnaria a sua obsessão, aparecendo como musa visual de grande parte dos seus discos. Em 3 anos apenas, uma torrente de quase uma dezena de álbuns inundam o mercado, dando vazão à criatividade transbordante de Martin Denny. Quando decide reformar-se no anos 80, são várias as homenagens e prémios simbólicos que acontecem, ajudando a que tanto a Exotica como outros ve&ia! cute;cul os lounge e easy-listening comecem a ganhar novos adeptos. Manteve-se, por causa dessa atenção, na crista da onda até morrer, em 2005, gozando até aos últimos instantes a música que espalhou por todo o mundo.

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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

MARTIN DENNY Exotica – Vol. III CD

€ 7,50 CD Rev-Ola

Martin Denny tinha 93 anos quando morreu, deixando uma vida longa dedicada à música, em particular à sua invenção: Exótica. Durante os anos 30, enquanto viajou pela América do Sul com a orquestra de Don Dean, o vírus latino fulminou-o, aparecendo mais tarde quando Denny, após o serviço militar e campanha na segunda guerra, se aplicou nos estudos – interpretação, composição e orquestração – no conservatório de Los Angeles. Contudo, a ferroada final e a consequente alteração do seu ADN aparece quando viaja para o Havai, no início da década de 50. É a feliz contaminação da Natureza na sua música que o faz pensar num género que consagre essas influências, usando instrumentos de outras regiões tropicais e umas quantas imitações de bicharada. Em 1957, já se podia dizer que todo o léxico estava profundamente criado e assente, fazendo do seu álbum “Exotica” o nome oficial desta sua criação. Embora Les Baxter tenha aberto as portas a outros mundos – incluindo o tropical e o exótico; e incluindo a gema “Quiet Village” que abre justamente “Exotica” -, é Martin Denny que assume a folhagem verdejante até às últimas consequências, sem nunca recusar sair desse território. Sandy Warner, a rapariga que espreita pelos bambus em “Exotica”, encarnaria a sua obsessão, aparecendo como musa visual de grande parte dos seus discos. Em 3 anos apenas, uma torrente de quase uma dezena de álbuns inundam o mercado, dando vazão à criatividade transbordante de Martin Denny. Quando decide reformar-se no anos 80, são várias as homenagens e prémios simbólicos que acontecem, ajudando a que tanto a Exotica como outros ve&ia! cute;cul os lounge e easy-listening comecem a ganhar novos adeptos. Manteve-se, por causa dessa atenção, na crista da onda até morrer, em 2005, gozando até aos últimos instantes a música que espalhou por todo o mundo.

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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

MARTIN DENNY Exotica – Vol. II CD

€ 7,50 CD Rev-Ola

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1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV102-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV102-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV102-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV102-5.mp3]

Martin Denny tinha 93 anos quando morreu, deixando uma vida longa dedicada à música, em particular à sua invenção: Exótica. Durante os anos 30, enquanto viajou pela América do Sul com a orquestra de Don Dean, o vírus latino fulminou-o, aparecendo mais tarde quando Denny, após o serviço militar e campanha na segunda guerra, se aplicou nos estudos – interpretação, composição e orquestração – no conservatório de Los Angeles. Contudo, a ferroada final e a consequente alteração do seu ADN aparece quando viaja para o Havai, no início da década de 50. É a feliz contaminação da Natureza na sua música que o faz pensar num género que consagre essas influências, usando instrumentos de outras regiões tropicais e umas quantas imitações de bicharada. Em 1957, já se podia dizer que todo o léxico estava profundamente criado e assente, fazendo do seu álbum “Exotica” o nome oficial desta sua criação. Embora Les Baxter tenha aberto as portas a outros mundos – incluindo o tropical e o exótico; e incluindo a gema “Quiet Village” que abre justamente “Exotica” -, é Martin Denny que assume a folhagem verdejante até às últimas consequências, sem nunca recusar sair desse território. Sandy Warner, a rapariga que espreita pelos bambus em “Exotica”, encarnaria a sua obsessão, aparecendo como musa visual de grande parte dos seus discos. Em 3 anos apenas, uma torrente de quase uma dezena de álbuns inundam o mercado, dando vazão à criatividade transbordante de Martin Denny. Quando decide reformar-se no anos 80, são várias as homenagens e prémios simbólicos que acontecem, ajudando a que tanto a Exotica como outros ve&ia! cute;cul os lounge e easy-listening comecem a ganhar novos adeptos. Manteve-se, por causa dessa atenção, na crista da onda até morrer, em 2005, gozando até aos últimos instantes a música que espalhou por todo o mundo.

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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

MARTIN DENNY Exotica CD

€ 7,50 CD Rev-Ola

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRREV101-
1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV101-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV101-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV101-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRREV101-5.mp3]

Martin Denny tinha 93 anos quando morreu, deixando uma vida longa dedicada à música, em particular à sua invenção: Exótica. Durante os anos 30, enquanto viajou pela América do Sul com a orquestra de Don Dean, o vírus latino fulminou-o, aparecendo mais tarde quando Denny, após o serviço militar e campanha na segunda guerra, se aplicou nos estudos – interpretação, composição e orquestração – no conservatório de Los Angeles. Contudo, a ferroada final e a consequente alteração do seu ADN aparece quando viaja para o Havai, no início da década de 50. É a feliz contaminação da Natureza na sua música que o faz pensar num género que consagre essas influências, usando instrumentos de outras regiões tropicais e umas quantas imitações de bicharada. Em 1957, já se podia dizer que todo o léxico estava profundamente criado e assente, fazendo do seu álbum “Exotica” o nome oficial desta sua criação. Embora Les Baxter tenha aberto as portas a outros mundos – incluindo o tropical e o exótico; e incluindo a gema “Quiet Village” que abre justamente “Exotica” -, é Martin Denny que assume a folhagem verdejante até às últimas consequências, sem nunca recusar sair desse território. Sandy Warner, a rapariga que espreita pelos bambus em “Exotica”, encarnaria a sua obsessão, aparecendo como musa visual de grande parte dos seus discos. Em 3 anos apenas, uma torrente de quase uma dezena de álbuns inundam o mercado, dando vazão à criatividade transbordante de Martin Denny. Quando decide reformar-se no anos 80, são várias as homenagens e prémios simbólicos que acontecem, ajudando a que tanto a Exotica como outros ve&ia! cute;cul os lounge e easy-listening comecem a ganhar novos adeptos. Manteve-se, por causa dessa atenção, na crista da onda até morrer, em 2005, gozando até aos últimos instantes a música que espalhou por todo o mundo.

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Sexta-feira, 18 Abril, 2014

THE CENTRAL EXECUTIVES A Walk In The Dark 2LP

€ 19,95 2LP Golf Channel

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Musicalmente, Nova Iorque tem tudo o que é necessário para a auto-suficiência. Apesar de muita coisa não ter, naturalmente, sido inventada nessa cidade, foi nela que se ensaiaram, frequentemente com sucesso, choques de culturas, géneros e sensibilidades artísticas (outros choques se ensaiaram, também). O mais notório, para o caso, aconteceu com a convivência entre punk e disco, que gerou algumas combinações inusitadas e geniais. Acrescentando a cena de vanguarda, temos matéria de sobra. Traçando uma linha desde, digamos, Arthur Russell, ESG, a cena “mutant disco” da ZE Records, saltando para Escort e Hercules & Love Affair neste século, chegamos a Central Executives bem informados e preparados. O álbum respira toda a dinâmica de uma banda em acção, com kicks disco bem identificáveis (em “The High Roads” é quase clássico Dinosaur L), voz pouco domesticada (“Dance, Dance, Dance”), e depois, em “Waveform Reform” e “Powerpoint”, tudo vira numa direcção house com vários elementos de percussão que não seriam de todo estranhos em música de Theo Parrish. Pop, e depois nada pop; piano dissonante em “Velvet”; ideias musicais testadas mas que encontram aqui uma segurança rara, consistente, um meio termo que, ao invés de aborrecido, é precisamente o oposto, na medida em que consegue unir pontas distantes numa operação de bom-gosto em nada estéril.

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Quinta-feira, 17 Abril, 2014

JAY DANIEL Karmatic Equations 2×12″

€ 21,50 2×12″ Wild Oats

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Caso não raro em que antecedentes familiares moldam o percurso da cria. Naomi Daniel é a mãe de Jay e foi a única razão por que Carl Craig criou a I Ner Zon Sounds (ligada à Planet E). Naomi cantou produções de Craig como “Stars” e “Feel the Fire”, remisturadas em 1993 por outros grandes como Chez Damier, Ron Trent, Kevin Saunderson, Deep Dish e DJ Nature. Stop. Jay Daniel foi mais ou menos apresentado (a nós, pelo menos) por Kyle Hall, com quem partilha a noite Fundamentals em Detroit. Depois do quente “Scorpio Rising” na Sound Signature de Theo Parrish, o próprio Kyle investe num duplo maxi na sua Wild Oats. Jay sintetiza o que é bom em Omar-S, Theo Parrish, Marcellus Pittman, no próprio Kyle Hall. “Exit #1″ oscila entre a terra suja e o Espaço; Royal Dilemma” e “Royal Insanity” trazem aquele elemento inesgotável de jazz aberto para o terreno; “4 Red” soa certamente como se os níveis tocassem sempre no vermelho, mas é paradoxalmente pacificante na camada de ambiente que equilibra o beat; “Change 4 Me” é um toque de Omar-S, tão clássico e direito como ele consegue ser. Material fundamental para continuarmos a perseguir a perfeição formal e sónica na música de dança sem nunca esquecer o seu propósito: dar prazer.

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Terça-feira, 4 Março, 2014

MAMMANE SANI Mammane Sani Et Son Orgue – La Musique Électronique Du Niger LP

€ 20,50 LP (Edição Limitada) Mississipi Records / Sahel Sounds

Lamru
Lidda
Tunan

É quando percebemos que o futuro já foi inventado há muitos anos que nos reduzimos à nossa insignificância de pessoas que, por acaso, vivem nos tempos correntes e pensam que tudo era primitivo antes do século XXI. Em 1978, no Niger, África Ocidental, Mammane Sani grava um álbum, distribuído na época apenas em cassete, com canções instrumentais exclusivamente tocadas em orgão. Se apanharam o concerto na ZDB há algumas semanas já não vamos estar a dizer grande coisa de excitante, mas para toda a outra gente tentaremos comunicar o que este disco transmite. É estranho e bom perceber ligações tão saídas espontaneamente da cabeça como recitais de orgão por crianças que estão a apresentar um trabalho de fim de ano na presença de Eurico Cebolo, ou um devaneio mais complexo de Space Lady, ou Wally Badarou em modo lo-fi com cabeça mais africana, ou música de baile tocada por senhores virtuosos. A beleza desarmante destes sons cruza com um potencial tremendo para fugas de cabeça em direcção sabe-se lá onde, pairando por cima do corpo físico numa des-incarnação mântrica que nos coloca em contacto com melodias universais.

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Sexta-feira, 19 Outubro, 2012

MARCELLUS PITTMAN Pieces CD

€ 17,50 € 13,95 CD Unirhythm

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UNICD01-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UNICD01-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UNICD01-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UNICD01-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UNICD01-5.mp3]

Pittman é um dos verdadeiros revolucionários da cena house, parte daquela revolução que acontece enquanto se anda, não marca nenhum momento de ruptura mas muda as coisas de forma a que o que vem a seguir já é influenciado por essa acção. “Pieces” é o típico exemplo de álbum organizado para quem não consome vinil e, como tal, não apanhou os preciosos maxis que foram saindo nos últimos anos. Se a surpresa é nula para quem já os tem, esta recolha concentra quase tudo no mesmo espaço e faz com que a reavaliação da música nada retire ao impacto original. É um impressionante conjunto de interpretações house tocadas por alguma coisa inexplicável que transforma Pittman num caso verdadeiramente extraordinário na produção actual (bom, não apenas actual, o alcance é mais vasto). As faixas rítmicas capturam a essência no seu estado mais puro, mas as ideias melódicas e de arranjo são pura e simplesmente únicas. “Come See” e “A Mix” (por acaso duas faces do mesmo disco, em vinil) dirigem-nos para um plano extraterrestre em que o futuro e o passado têm a mesma tangibilidade do presente. Para quem desconhece Marcellus Pittman tentaremos só dizer como este álbum é vital para seguir a corrente house original. As réplicas só deprimem.

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