Sexta-feira, 2 Maio, 2014

O YUKI CONJUGATE The Euphoria Of Disobedience CD

€ 18,50 € 9,95 CD O Yuki Conjugate

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A última vez que pudemos reparar no nome de O Yuki Conjugate não foi em 1994, com a edição de «Equator», mas sim, já este ano, na ficha técnica de «Lucky Number Slevin» do realizador Paul McGuigan. A explicação é simples: Andrew Hulme foi o editor de imagem desse filme, e de outros que o levaram a Holllywood durante os últimos anos. De regresso quase permanente a Londres, velhos hábitos reapareceram e novas sessões de gravação deram lugar ao desejo de editar mais um álbum ao fim de 12 anos. E se todos os anterioes discos encaixaram em discursos musicais correntes da altura – do tribalismo industrial de «Into Dark Water» (1986) ao ambiental electrónico de «Equator» (1994) -, agora há um gosto de exercitar velhos gostos e virtudes sem que haja necessidade de aceitar uma dúzia de anos de música. É tudo vagamente referencial, fortemento espontâneo, dominado pelo vento e pelos elementos. Paradoxalmente, são essas liberdades que dão um gosto de aventura que noutros álbuns não existia, como se agora não houvessem regras e todos os movimentos fossem permitidos. A música ambiental de OYC sempre foi especial e única, dominada pelo ar denso e pelos detalhes minuciosos, e «The Euphoria…» não degenera os seus pergaminhos. Essencial para quem ainda tem todo o tempo do mundo para ouvir música.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 2 Maio, 2014

THE SWIFTER & DAVID MARANHA Live At Teatro Maria Matos CD

€ 15,50 € 12,50 CD Entr’acte

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No início do ano de 2013, The Swifter tocou em Lisboa, no Teatro Maria Matos, pouco tempo depois de terem editado o seu LP de estreia. Foi um momento solene, onde se descobriu como se movimentava o triângulo entre o piano circular de Simon James Phillips, a bateria e percussões trepidantes de Andrea Belfi, e a cola-tudo da electrónica de BJ Nilsen. Por muitas semelhanças, que na altura se vislumbravam à distância, aos The Necks, deu para perceber que o campo de trabalho é outro, mais vasto, e aberto a muitas mais contaminações. Apesar de anteriores ligações de David Maranha a Andrea Belfi, terá vindo do piano de Phillips a primeira indicação que o português seria um excelente extra à música de Swifter. Se depressa o pensaram, depressa o concretizaram, fazendo da segunda parte do concerto o momento em que o trio se transformou em quarteto, nascendo novas tensões e cores improvisadas. Parece quase injusto dizer que assim é melhor, mas Swifter podia ser um quarteto e isso não insultaria nenhum dos músicos estrangeiros. Mas a dimensão que Maranha entrega ao colectivo é insubstituível. Para quem tem um fraquinho por estas coisas, e pelos Swifter, em particular, esta edição é absolutamente a não perder. Para quem gosta de ter orgulho nas coisas nacionais – nada contra! todos a favor! -, este é um álbum que nos enche de vaidade.

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Sexta-feira, 2 Maio, 2014

SIMON JAMES PHILLIPS Chair LP

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€ 19,50 € 17,95 LP Room40

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Quando a tarde se transformou numa sessão de gravação para The Swifter, o principal plano de Simon Phillips era a gravação do seu piano, a solo. Contudo, o poder do trio – espelhado no LP homónimo que saiu na Wormhole, em finais de 2012 -, viria a tomar a dianteira da agenda. Passado algum tempo e os concertos – incluindo o de Lisboa -, Phillips voltaria a concentrar-se no ouro das suas gravações para finalmente oficializar a sua estreia. “Chair” é o melhor testemunho da arte que Simon Phillips nos pode dar: longas composições, mas com princípio, meio e fim, em que harmonias, notas e tons são arremessados como veludo às paredes da igreja Grunewald para se irem empilhando e transformando como… magia. Algures entre a hipnose do minimalismo e a música circular, Simon Phillips dá-nos um disco incrível, daqueles que nos levanta do chão e só nos conseguimos lembrar da palavra “épico” para o descrever. É essa a dimensão do seu piano que com o espaço que o rodeia se agiganta como poucos. Ouça-se “Chair” com o sistema de som correcto e não temos dúvida do poder sobrehumano da música. Música aventureira, destemida e arriscada, mas belíssima e acessível. Um disco fabuloso.

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Sexta-feira, 2 Maio, 2014

PAUL SCHÜTZE & ANDREW HULME Fell CD

€ 25,50 € 15,95 CD (Ed. limitada e numerada) 7º

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Em 1996, a carreira de Paul Schütze estava, novamente, numa espécie de pico de notoriedade. Os magníficos discos do início da década de 90, como “New Maps Of Hell” ou a obra-prima “The Rapture Of Metals”, tinham preparado o terreno para uma ida para a Virgin, enquanto que tanto a Big Cat como a Tone Casualties disputavam a sua música e algum do seu fundo de catálogo. É no meio deste turbilhão, em 1996, ano em que o fabuloso “Site Anubis” existe, que decide inaugurar uma editora com Andrew Hulme, dos O Yuki Conjugate, com quem andava a partilhar algumas aventuras sonoras desde que se tinha mudado para Londres. Para a História ficou mais uma editora órfã, com um lançamento apenas – este -, porque como se percebe pela discografia de ambos, as solicitações exteriores foram sempre demasiadas para gerirem convenientemente uma pequena editora. Mas para a mesma História sobraram ainda dois factos: o primeiro, é um disco construído com amor de capa dura, como um livro, embrulhado em tecido, numerado e assinado pelos músicos. O segundo, claro, é a música, fantástica, negra mas optimista, sempre em movimento, cheia de detalhes, ora celestiais, ora tribais, ilustrando na perfeição o que ambos andaram a fazer durante os anos 90, principalmente. Hoje, em 1996, esta música parece já pertencer a muitos, mas se quiserem ouvir quem trilhou novos rumos para o ambientalismo desta década, aproveitem esta união feita em Londres como se fosse no céu. Fabulosa lição de intuições.

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Segunda-feira, 28 Abril, 2014

OBERMAN KNOCKS Dilankex 12″

€ 8,95 12″ Aperture

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Oberman vem bater numa via sacra de opressão ou encanto sónico, consoante a vossa perspectiva ao cruzar esta porta. A solenidade de catedral escuta-se no som épico que, apesar disso, não solta uma resolução, fica em permanente ascensão como banda sonora de filme sobre o regresso do Anticristo, numa daquelas partes complicadas de exorcismo. Do outro lado, Autechre esmagam, como Hulk. São 17 minutos de trituração pura, onde antes existiam apenas 5 minutos. O habitual contorcionismo de Booth/Brown estende-se à beira da eternidade, reorganizando, se deixarmos, as nossas ligações cerebrais para performances pouco usuais. Há uma descida de cerca de 1 minuto, antes do final, possibilitando um regresso progressivo à realidade do dia.

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Segunda-feira, 28 Abril, 2014

BASS CLEF Acid Tracts 2LP

€ 21,50 € 19,50 2LP Alter

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ALT16-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT16-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT16-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT16-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALT16-5.mp3]

Tal como faz no seu trabalho a solo enquanto Helm, Luke Younger estrutura a sua editora Alter com sons ultradefinidos, límpidos e que se encostam mais à electrónica do que à música de dança, mesmo que a matriz de dança esteja inscrita no código genético. A reedição de “Acid Tracts” de Bass Clef faz sentido porque se enfia nessa rota, sons com fibra de dança, mas que depressa se esquecem da sua costela de puro-techno e transformam-se em algo mais fervilhante e cheio de nós que misturam não só outros géneros, como criam uma identidade muito acentuada (e isso confirma-se no lançamento recente de Bass Clef na Pan).


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Segunda-feira, 21 Abril, 2014

VOX POPULI! / PACIFIC 231: Cut Chemist presents Funk Off 2LP+7″

€ 19,50 € 17,95 CD A Stable Sound

€ 37,50 € 34,50 2LP+7″ A Stable Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASS008-
1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASS008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASS008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASS008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASS008-5.mp3]

Cut Chemist descobriu os Vox Populi há uns anos, numa altura em que foi confrontado com o som único da banda francesa. Desde então procurou o que podia sobre a banda e o colectivo envolvente (Musique Concrète) e só recentemente reuniu material suficiente para fazer esta compilação que agora temos em mãos, com trabalhos de Vox Populi! e Pacific 231, um projecto de Pierre Jolivet (não confundir com o projecto com o mesmo nome de Voigt). O industrial-pop francês caiu no goto das operações de reedições ao longo do último ano, seja pelas mãos da Finders Keepers a reeditarem trabalho dos X Ray Pop, seja pela redescoberta dos fantásticos Vox Populi! (no ano passado Spencer Claker reeditou o incrível “Half Dead Ganja Music”). A recolha de Cut Chemist para este “Funk Off” é admirável (e a sua edição em vinil é uma pérola) e vem num momento em que ao ouvirmos os Vox Populi! perdemos a noção da época em que existiram (1980s). O som enquadra-se com muito do que se faz no industrial-mais-canção de agora e, surpreendentemente, tem uma melhor definição, há uma preocupação com estética, orgânica e narrativa que supera qualquer coisa que seja feita hoje: porque, a mal ou a bem, hoje carrega-se muito em botões e menos no coração. Não é uma crítica, é sinal dos tempos. E é também sinal dos tempos que ouvir os Vox Populi! hoje seja algo tremendamente novo e que soe a revolucionário. Ah, e que faça o presente parecer reaccionário.

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Sexta-feira, 18 Abril, 2014

STRÖER Ströer LP

€ 11,95 LP Flame

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FL44040-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FL44040-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FL44040-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FL44040-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FL44040-5.mp3]

Álbum de 1979, reeditado recentemente como parte da aparentemente inesgotável vaga de recuperações disco / cosmic a que temos assistido desde há alguns anos. H.P. Ströer chegava de uma rodagem mais ligada à fusão jazz-rock, nos 70s, enauqnto baixista, e neste álbum, não descartando inteiramente essa influência, alarga a criatividade a um formato de canção quase ideal. A paz soft rock de uma canção aomo “Some People…” tem a sofisticação de Steely Dan; em “Don’t Stay For Breakfast” faz boogie branco com a mesma proficiência de Gino Soccio e o resultado é perfeito. Mesmo uma faixa como “Show Me”, entre glam e pub rock, não consegue soar deslocada num disco que convoca um espírito natural de época que transpira estilo e estilo de vida :) “Song For Benjamin”, no fim, une a pop psych / etérea francesa ao standard branco norte-americano que recorda Christopher Cross, Chris Rea e outros músicos que, fazendo uma carreira no “meio da estrada”, influenciaram secretamente muitos aspirantes a cool. É preciso segurança para gostar de “Ströer”. Depois desse pequeno detalhe a vida parece mais fácil.

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Sexta-feira, 18 Abril, 2014

V/A Hardcore Traxx: Dance Mania Records 1986-1997 2CD / 2LP+2CD

€ 18,50 2CD Strut

€ 28,95 2LP+2CD Strut

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Um dos melhores e mais adequados nomes de editoras no circuito de música de dança. Dance Mania mesmo! “7 Ways” de Hercules (Marshall Jefferson e Adonis) é absoluta e inequivocamente uma das obras-primas house de todo o sempre, sempre em tom de ameaça a explicar como se faz! A Dance Mania percorreu o espectro possível, com verdadeiras delícias melódicas como “I Dream You” de Vincent Floyd, garage (“Love Will Find A Way”, Victor Romeo), electro e new beat (Duane & Co, “JB Traxx”, reaplicando os gritos de james Brown noutro contexto), ghetto (“Feel My MF Bass”, Paul Johnson), jazzy (“Twinkles” de Strong Souls), acid (DJ Deeon, “Hypnosis”). Ainda espaço criativo para muitas variações e interpenetrações de variações numa história riquíssima, longa e produtiva. Abriu caminho com a força motriz de uma nova cultura que deu poder a grupos de putos fora do sistema, escreveu páginas de acção social sem ter oficialmente esse papel e partiu para a posteridade a um ritmo imparável. O legado é impressionante, a Strut ajuda a enquadrar, entender e, sobretudo, sentir o impacto.

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Tracklist CD
CD1
1. Hercules – 7 Ways (Club) 2. Victor Romeo featuring Leatrice Brown – Love Will Find A Way (Club) 3. The House Master Boyz And The Rude Boy Of House – House Nation 4. Duane & Co – J.B. Traxx 5. Vincent Floyd – I Dream You 6. Da Posse featuring Martell – Searchin’ Hard 7. Club Style – Crazy Wild 8. Jammin’ The House Gerald – Black Women (Club) 9. Tyree – Nuthin’ Wrong 10. Strong Souls – Twinkles 11. 3.2.6 – Falling (Armando’s House mix) 12. Rhythm II Rhythm – A Touch Of Jazz (Lifestyles Of The Rich mix)

CD2
1. DJ Funk – House the Groove 2. Paul Johnson – Feel My M.F. Bass
3. DJ Funk – The Original Video Clash: Video Clash II (Street mix) 4. Parris Mitchell Project feat. Wax Master – Ghetto Shout Out!! 5. DJ Deeon – Da Bomb 6. Houz’ Mon – Fear The World 7. Vincent Floyd – I’m So Deep 8. Tim Harper – Toxic Waste (Club mix) 9. Robert Armani – Ambulance 10. DJ Deeon – House-O-Matic 11. Traxmen & Eric Martin – Hit It From The Back 12. Top Cat – Work Out

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Terça-feira, 18 Março, 2014

EKOPLEKZ Unfidelity CD

€ 15,50 € 12,50 CD Planet Mu

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Álbum intenso de amor analógico por Nick Edwards (já gravou com Baron Mordant, Bass Clef, Ensemble Skalectrik, etc.), evocando uma certa Planet Mu clássica quando Mike Paradinas fazia artesanato com as máquinas que manejava (ver também Aphex Twin). “Unfidelity” soa a cósmico alemão de há 40 anos mas é em Bristol que se desenrola esta narrativa quente de circuitos que trabalham para um extraordinário som de época que transcende épocas. Não conseguimos evitar o pensamento de que esta música existe numa interzona que foi moldada há várias décadas mas de forma tão perfeita que a sua força subsiste imaculada ainda hoje. “Analogue Twitch”, enquanto título, resume bastante bem os acontecimentos que parecem nascer no laboratório de som da BBC e atravessar o éter para contar uma história intemporal. Distante de ideias de música de dança ou mesmo das tradicionais abordagens bass ou breakcore da Planet Mu, “Unfidelity” entrega sabedoria, raízes, imaginação e, pasme-se, um futuro. Tudo isso vale muito.

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Segunda-feira, 3 Março, 2014

PENDER STREET STEPPERS Bubble World 12″

€ 9,95 12″ Mood Hut

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REPRESS

Canadá, mas do outro lado: Vancouver. Só de ouvido, faz-se a ligação com a Future Times, perto do outro extremo do continente norte-americano. O som é afinado para o calor, “Bubble World” encontra o zénite entre uma ideia de house clássica desacelerada e a eterna magia sintética boogie, feita de pancadas secas e bonitas (é o som do beat). É também um autêntico paraíso pós-rave, olhos marejados a pensar na fase de descoberta dos 90s. “Temple Walk” mantém seguro o rumo, com interferência benéfica da cultura New Age ainda que os breaks sejam absolutamente house e entrem no vermelho da quase distorção. Bom. “Love Theme” introduz sax sintético para um passeio drogado na terra do pitch reduzido, onde há tempo para ver os pormenores todos e até ver coisas que não estavam lá se a velocidade fosse mais elevada. Que disco!

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

THE SWIFTER The Swifter LP

€ 16,50 LP The Wormhole

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WHO02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-4.mp3]

A história deste álbum e, por arrasto, a história deste trio, é curiosa e mostra por defeito a definição de “serendipity”. Simon James Phillips combinou uma sessões de gravação na famosa igreja berlinense de Grunewald, onde muitas outras obras foram registadas graças à sua acústica, e à medida que a data se foi aproximando, o pianista australiano foi convidando outros músicos para participarem nos trabalhos dessa tarde de Setembro de 2011. O trio acabaria por se conhecer nesse dia e a sua química resultaria no que agora conhecemos. The Swifter juntou, então, o piano de Simon James Phillips – um australiano que começou na música clássica e tem abraçado a música experimental e a improvisação -, as percussões de Andrea Belfi – um italiano também a viver em Berlim, mas exportando o seu jazz para inúmeros projectos internacionais -, e a electrónica de BJ Nilsen – um sueco que tem feito carreira na Touch e que também vive na capital alemã. O resultado lembra, por vezes, The Necks, mas percebe-se que não só há uma direcção muito mais definida do rumo do trio, como a electrónica e manipulação digital dos instrumentos acústicos abrem um leque sonoro que os australianos não oferecem. Nem melhor, nem pior, apenas diferente e igualmente bom. Música minimal de alta complexidade que nos remete ao sonho, e um dos projectos mais humanos e excitantes que ouvimos recentemente.

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Quarta-feira, 24 Abril, 2013

TOM BUGS Living Leaving 12″

€ 11,50 12″ FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TOMBUGGS-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TOMBUGGS-2.mp3]

Arritmia boa via Bristol já não era coisa escutada há muito (parece-nos). Entra Tom Bugs, criador de synths modulares construídos à mão para a sua Bug Brand, e temos o Poder Cósmico do lado da FXHE, de novo. Faixas longas de variação rítmica imprevisível e confusa para os sentidos, mas é nas calmas. Demora até chegar ao ponto e é precisamente por isso que o impacto faz coçar a cabeça. O que se passa ali? Manuel Göttsching ajuda a inventar o techno outra vez? Delírio synth-a-délico que chega a Detroit OUTRA VEZ? Género de revisitação do Tempo em modelo atípico na FXHE, herança em cima de herança. Não fazemos sentido mas a música faz.

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Quinta-feira, 31 Janeiro, 2013

KIKI GYAN 24 Hours In A Disco 1978-1982 CD / 2LP

€ 17,50 € 12,95 CD Soundway

€ 22,50 € 16,50 2LP Soundway

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD047-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD047-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD047-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD047-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD047-5.mp3]

Mais uma semana, mais uma bomba africana ressuscitada pela Soundway. Disco Sound por todo o lado por Kiki Gyan e a sua K.G. Band. Afrobeat longe daqui mas toda a percussão que se espera de Disco produzido por africanos está presente. Kiki era, no entanto, famoso por ser teclista, comparado a Stevie Wonder e outros gigantes mundiais do teclado. Esta compilação reúne algum do seu melhor material (ele foi também músico de sessão em Londres), não falha uma única vez, são momentos feel-good repetidos em todas as faixas. Talvez contagiado pelo que acontecia na Nigéria no período que este álbum abarca, e apesar de ser originário do Gana, Kiki aborda Disco e todos os valores de produção com mestria. Som profissional, voz e mistura de instrumentos no equilíbrio certo. Espectáculo.

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