Quinta-feira, 8 Maio, 2014

TROPA MACACA Praga De Urubu Só Pega Em Cavalo Magro LP

€ 11,95 LP Wasserbin

Colocado em formato físico no início deste ano, aquando da digressão europeia que os Tropa Macaca realizaram recentemente, “Praga De Urubu Só Pega Em Cavalo Magro” é o registo ao vivo do concerto que deram há cerca de um ano no Lux, masterizado pelo grande Tó Pinheiro da Silva e com um som absolutamente magnético, híbrido e vivo, prova supra-metafísica de que os Tropa Macaca são uma banda com um som diferente ao vivo, embora os propósitos e a linguagem que mantêm nos dois registos (estúdio / concerto) sejam próximos e impossíveis de se distanciar. Mas é claro que o seu som abre mais ao vivo. De certa forma não é tão calculado, ou extremamente calculado, e numa ordem expansionista, onde André Abel saca sons da guitarra que não julgaríamos possíveis e Joana da Conceição faz beats que criam paralelos com o universo de Jamal Moss / Hieroglyphic Being. 21 minutos supremos, com um som imperial, de uma das melhores bandas da última década.



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Quinta-feira, 8 Maio, 2014

MAN FOREVER with SO PERCUSSION Ryonen CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 18,50 € 14,50 LP Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL364-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL364-2.mp3]

O projecto de Kid Millions, ou seja John Colpicks, ou seja um dos instigadores de Oneida, funciona como um laboratório de percussão meditativa e encantatória, um estaleiro de ideias que se entrecruzam numa matriz rítmica como se a energia do rock fluísse toda para as mãos de um grupo de batucadores e baterias. De certa maneira, Colpicks é quase um compositor clássico-contemporâneo, escrevendo longas peças que são tão geométricas quanto libertadoras. Talvez por isso, “Ryonen” é o seu mais ambicioso projecto, aquele que lhe dará, porventura, a maior credibilidade. Porque… acaba por ser uma ideia partilhada com os So Percussion, quarteto baseado em Nova Iorque que nos apareceu à frente com Matmos e Dan Deacon, mas que tem uma sólida carreira erudita com encomendas de Steve Reich ou Bang On A Can. Se já os viram tocar ao vivo, saberão a mestria inacreditável da sua técnica, e isso dá possibilidades de escrita que parecem quase infinitas nas mãos de alguém que pensa fora da caixa. Dois temas longos metem-nos a cabeça à roda com a dinâmica estonteante das percussões, com “Ryonen”, claro, a ser o mais explícito, o mais espacial, o mais implosivo, o mais tudo. Se “Pansophical Cataract”, o anterior álbum, já caminhava neste sentido, a colaboração com os So Percussion coloca tudo, como seria de esperar, noutro fantástico patamar.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

HECKER Articulação CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO180-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO180-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO180-3.mp3]

Existe um nível complexo para interpretar este álbum, detalhando todas as preocupações conceptuais e sónicas investidas na sua criação. A procura de algo que não está lá, a sucessiva ilusão de que se identifica um objecto quando ele não existe, na realidade. A um nível intuitivo, no entanto, a experiência de “Articulação” é quase puramente sensorial, mesmo sabendo que tudo foi desenhado para “desacertar” algumas ligações cerebrais. Podem ler bastante mais sobre o assunto, e sobre as experiências de Florian Hecker em particular, googlando a temática. O disco, esse flui como uma estadia numa estação espacial, inicialmente orientada por instruções de uma voz sintética (Joan La Barbara recitando/cantando “Hinge” de Reza Negarestani), mais tarde complementada por actividade própria do equipamento que faz a estação funcionar e que se assemelha a um verdadeiro ecossistema (segunda faixa). No final, a interacção entre voz e sistemas produz o que poderia ser uma peça lida em rádio, lidando com interferências de toda a espécie que visam distrair o ouvinte do sentido das palavras. Sugata Bose e Anna Kohler são as vozes nesta peça final, reforçando o apelo ao ouvinte para fazer sentido do ping pong entre o que a natureza e a cultura geram em separado. Desconcertante e estranhamente calma obra de Hecker.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

ATOM TM & MARC BEHRENS Bauteile CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO184-1.mp3]

A descrição quase faz crer numa obra derradeira, um compêndio definitivo de sobras que traduz um desejo completista de nada desperdiçar. A única e longa composição, com mais de 1h hora de duração, é totalmente feita a partir de excertos (“teile”) gravados por ambos os músicos entre 1987 e 2013. Começaram a trabalhar juntos na elaboração de um todo, em 2010, depois de se conhecerem desde há duas décadas, em Frankfurt. A magnitude deste trabalho só pode mesmo ser apercebida escutando “Bauteile” na íntegra, observando as suas minutas variações e mudanças de direcção, as camadas sobrepostas, unidas, coladas e cortadas. Numa primeira abordagem soa como uma síntese de todos os projectos de Atom TM na editora Rather Interesting, à qual Marc Behrens adiciona gotas de frequências para solidificar a construção (a parte “Bau” no título do álbum). Humor, corrosão (humor corrosivo?), festival de glitch, natureza artificial, beats, subgraves, classicismo e até algum rock abafado no caldeirão imaginativo dos dois músicos que escolhem uma roupa bastante clássica para apresentarem o projecto no seu website conjunto. Musicalmente, o único outro nome mencionado no disco é o de Carlos Zíngaro, em violino, submetendo-se à torrente desencadeada por Atom TM e Marc Behrens. Duas apresentações em rádio alemã, apresentação ao vivo nas Belas Artes, no Porto, e esta edição na Mego. Tudo bem feito.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

THOMAS ANKERSMIT Figueroa Terrace CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO93-1.mp3]

Finalmente um novo disco para Thomas Ankersmit. “Live In Utrecht” ainda é um portento de disco, numa altura em que a sua electrónica se misturava com a acústica do seu saxofone, mas já tem 4 anos e há muito que precisávamos de mais música. Sobretudo porque Ankersmit se tornou um eloquente ponta-de-lança dos sintetizadores analógicos e modulares, tocando um pouco por todo o mundo nos últimos anos – sozinho, com Phil Niblock e a reboque de inúmeras residências académicas nos Estados Unidos, por exemplo. “Figueroa Terrace” é justamente um trabalho que liga Los Angeles e Valencia, entre 2011 e 2012, e mostra a ginástica analógica de Ankersmit no seu Serge e nalguns truques ‘costumizados’ que sempre intrigam quem o vê ao vivo. Numa altura em que a electrónica modular se propaga como nunca, ainda há quem consiga ver mais além que todos os outros – algo muito comum no resto da música, aliás. Ankersmit atira-nos para esse infinito, onde está há muito tempo Mika Vainio, por exemplo, cheio de electricidade controlada, sinusoidais que nos arrepiam a pele, e sons que são, acreditem, música para os nossos ouvidos. Dizemos isto muitas vezes, mas sempre com razão: “Figueroa Terrace” só faz sentido se nos cercarmos pelo som vindo de uma aparelhagem que esteja calibrada para nos dar tudo o que Ankersmit quis neste álbum. Álbum imenso, tal qual esperávamos.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

BEAUTIFUL SWIMMERS Son CD / 2LP

€ 13,95 CD Future Times

€ 21,50 2LP Future Times

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FT018-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FT018-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FT018-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FT018-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FT018-5.mp3]

É natural que, nos projectos em que Maxmillion Dunbar se envolve, o som da Future Times mais se distinga. Ele fundou a editora e é parte de Beautiful Swimmers. Em “Son”, só agora editado em CD, é quase tudo inédito, exceptuando três faixas que se espalham por outros tantos maxis editados em vinil desde 2009. House e boogie de praia, um som de vocação global mas que a editora patenteou como seu, mostrando um vislumbre de antigamente sob um ponto de vista absolutamente actual. Falamos de franjas da música de dança, mais notórias (e ardentes) em “Easy On The Eyes”, por exemplo, uma balada instrumental que hoje, em dia, provavelmente, só encontra paralelo na arte sintética de Dâm-Funk. “Son” não tem falta de bounce nem sentimento analógico, tudo isso a puxar pela nossa manga em “New Balance”, o incrível single mais recente. Quanto mais se avança no álbum mais deslocados ficamos de um presente “normal” e mais nos desviamos em direcção a uma versão idealizada em que a sensação de lazer é permanente. “Gettysburg” faz um pouco Fennesz de “Endless Summer” e arredonda a paleta de opções preguiçosas para um clima bem ameno.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

MOODYMANN Moodymann (KDJ44) CD / 2LP

€ 18,50 CD KDJ

€ 28,50 2LP KDJ

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KDJ44-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KDJ44-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KDJ44-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KDJ44-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KDJ44-5.mp3]

Moodymann representado como figura demoníaca sem defesa contra as tentações mundanas e com cada vez menos observação de regras de bom senso. No entanto, se o ponto de partida para este álbum faz hesitar um pouco, a sua escuta resolve qualquer drama. Ainda e sempre campeão de Detroit e por Detroit (são múltiplas as referências a esta cidade mitificada na música há várias gerações), Moodymann / Kenny Dixon Jr. equilibra o orgulho na sua cidade-natal com a identificação de questões que atraem a atenção por maus motivos: drogas, desemprego, racismo. Não são assuntos que ocupem tradicionalmente a cabeça de quem parte para um disco de dança com o intuito de retirar prazer sem culpa. O álbum, que já tinha saído em vinil, surge em CD acrescentado de faixas já raras, parte de EPs já esgotados, e alguns interlúdios que passam mensagens explícitas e também funcionam em favor de um flow radiofónico que o álbum rapidamente adquire. A história é contada com uso de diversos recursos: spoken word, jazz, soul, funk, techno, house, hip hop, mas começa num único momento, relatado assim: “We come from the first people on the Earth. The first people on the Earth were black people (…) So black people, we the first people who had thought. Right? We the first ones to say Where the fuck am I… and how do you get to Detroit?” A voz grave de KDJ guia-nos por uma nuvem alcoólica, mas é no momento supremo do álbum, que nos abeiramos das lágrimas: a superior reinterpretação de “Cosmic Slop” de Funkadelic, agora “Sloppy Cosmic”, em que o descuido começa por ser deixar correr a música até mais do dobro da duração original. O resto da história tem de ser ouvida, com a certeza de que o cenário não muda. É Detroit. Magnífico.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

MOODYMANN Sloppy Cosmic / Hangover 12″

€ 13,95 12″ KDJ

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KDJ45-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KDJ45-2.mp3]

“Sloppy Cosmic” é retrabalhado a partir do álbum de 2014, numa versão mais compacta e uniforme, no que continua a ser um dos mais imaginativos momentos de música produzidos por Moodymann. “Hangover” é material inédito, prometendo avançar durante 3 minutos, sustentando um compasso dramático em que a voz de Charlotte OC solta palavras em tom de desejo. Quando o avanço realmente se dá, a faixa abre para uma canção reforçada pelo resto das palavras e por uma linha de baixo quase guitarra surf. Termina com um bang, claro. O disco inclui bilhete para uma festa no Northland Roller Rink, Sábado, 24 de Maio, 2014. Em Detroit, claro.

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Segunda-feira, 5 Maio, 2014

FENNESZ Bécs CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

€ 21,50 € 18,95 LP (gatefold) Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-5.mp3]

Já fizemos as contas: “Endless Summer” tem a idade da Flur. Se precisávamos de um marco temporal na nossa vida de loja – não precisamos, mas é sempre um factóide curioso -, este disco de Fennesz pode medir a distância que nos separa do nascimento da ideia Flur. Podíamos deixar de lado os sentimentalismos, mas “Endless Summer” e esta fase tropical do austríaco mete-se a jeito, e não há melhor banda sonora para ilustrar todas as recordações. Foi um dos discos mais vendidos da Mego, da Flur e agitou toda uma geração que pegou no portátil para fazer a sua música. Tudo fácil, mas Fennesz só há um e até aos dias de hoje ele marca o seu próprio ritmo, mesmo quando foge do seu Verão. Talvez tivesse sido uma obra que tenha marcado em demasia a sua carreira, mas, ao dar-nos “Bécs”, vamos assumir que não, que é bom voltar a um lugar onde fomos todos felizes. “Bécs” é o segundo volume para o espírito inquieto de “Endless Summer”, a continuação daquela languidez digital incrível que parece aquecer-nos como um final de dia. Esperem o óbvio e o muito bom: ondas electrónicas que nos refrescam, guitarras que explodem como ondas nas rochas, aquele balanço fantástico (e imponderável) entre o cristalino do binário e a rugosidade da electricidade rock. Ao vivo, Fennesz esmaga-nos com o volume, mas em casa só nos apetece chegar aos vermelhos. É essa ambiguidade incrível que este Verão Interminável tem nas suas mãos: tão depressa nos embala, como nos agiganta para grandes feitos. O único senão é ter chegado tarde, mas, mesmo assim, “Bécs” parece ter estofo de clássico e aguentar o embate do tempo. A não perder!

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Terça-feira, 25 Março, 2014

PONTIAK Innocence CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 18,50 € 14,50 LP Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL357-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL357-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL357-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL357-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL357-5.mp3]

Há quem olhe para a Thrill Jockey como a editora onde os Tortoise ou The Sea And Cake foram espraiando toda a sua discografia, associando-a ao som antigo de Chicago, onde o pós-rock reinou até deixar de fazer sentido usar estes chavões. Mas os mais novos, mesmo que sejam velhos, vêem os Pontiak em vez dos Tortoise, por exemplo. “Sun On Sun”, o segundo álbum, foi reeditado em 2008 na Thrill Jockey, e por lá ficaram: “Innocence” é o sexto álbum na mesma editora, o que implica que haja já alguma afinidade bem forte. Forte como o rock que estes três irmãos nos continuam a dar, directamente da Virginia, onde vão destilando e controlando um feedback eléctrico capaz de acordar uma nação. Mas também são capazes de escrever hinos como “It’s The Greatest” que quase nos emociona. Ou excitações proto-folk como “Noble Heads”. Ou, até mesmo, evocando o galope desértico dos QOTSA em “Shining”. Muitas direcções, mas apenas uma assinatura; e uma verdade que se sente na pele. Depois de Wooden Shjips, e embora menos psicotrópico, os Pontiak são o nosso novo vício e um importante substituto para a pausa momentânea de Ty Segall.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

FELIX KUBIN Zemsta Plutona CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Gagarin

€ 19,50 € 15,50 2LP Gagarin

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GR2028-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GR2028-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GR2028-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GR2028-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GR2028-5.mp3]

A magia mais andróide de uma espécie de Klaus Nomi ouve-se no tom apocalíptico de “Lightning Strikes”, enquanto um francês grave e clássico faz de Kraftwerk em “Atomium Vertigo”. O ritmo soa diferente da habitual pop de Kubin, e isso acontece porque há bateria acústica neste álbum (também trombone e trompete). “Nachts Im Park” é clássico Kubin, teclados de cientista louco numa interpretação de vários séculos de história musical desde o orgão de igreja que ele parece simular nesta música. Ocasionalmente, é inevitável regressar a Kraftwerk, génese absoluta de padrões electrónicos que hoje se reconhecem sem margem para dúvida, mas Felix Kubin transforma a sua ideia de techno-pop a cada passo. Francês e alemão são línguas frequentemente utilizadas, quase sempre com o efeito benéfico de deslocar o eixo pop para uma terra menos explorada, escapando o mais possível à hegemonia anglo-saxónica como pretendiam já os músicos alemães que começaram a fazer barulho no final dos anos 60. As fantasias humorísticas e paranóicas de controle e dominação que Kubin gosta de engendrar raramente são redundantes e, em “Zemsta Plutona” (língua polaca, aqui), as suas referências estão no ponto.

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