Sexta-feira, 16 Maio, 2014

RYOJI IKEDA Supercodex CD

€ 15,95 € 14,50 CD Raster-Noton

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Em 2005 houve “Dataplex” e em 2008 “Test Pattern”, as duas partes que precisavam deste “Supercodex” para constituir a trilogia “Datamatics”. Olhe-se para as capas de todos estes discos para perceber um pouco a dimensão da empreitada: materialização da infinitude da informação. É este puzzle que tanto pode ser escutado como visto na suas arrebatadoras instalações “Dataplex”. E este puzzle traz aquilo que já conhecemos dos outros volumes e de outras obras: um detalhe sobre-humano para a arrumação sonora, fazendo-nos crer que é de um aparente caos que nasce uma nova ordem. Ikeda é um mestre nesta disciplina, a mãe de algumas das mais intensas correntes digitais, mas quantos conseguem dar-nos tratados desta magnitude? Desde “1000 Fragments” que percebemos como o japonês vê a realidade, mas agora talvez percebamos como ele vê para além dela. Com a necessária disponibilidade, este mundo “Datamatics” também nos albergará. Vida longa para Ikeda.

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

JON PORRAS Light Divide CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 18,50 € 14,50 LP Thrill Jockey

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Com os Barn Owl assentes na Thrill Jockey, também é por lá que Jon Porras – que com Evan Caminiti divide o projecto – tem editado alguns dos seus discos a solo. “Light Divide” é o álbum que sucede a “Orilla Oscura” na Immune, já de 2012. Nesse disco, tudo nascia da guitarra, mostrando uma espécie de organismo mutante que brotava da electricidade e evoluía para um tratado de efeitos ambientais pesados. Sozinho, Jon Porras torna tudo mais leve e, de certo modo, mais directo. Há espaço livre, silêncio, e fórmulas conhecidas. “Light Divide” é, por isso, um disco um pouco estranho, onde deixamos de reconhecer o seu nome; em contrapartida, abre-se o mundo, e por esta janela vemos algumas das peças que o fazem funcionar. Perde-se a surpresa, mas ela aparece em formas reconhecidas exemplarmente executadas. Pode-se dizer que não se sabe de quem é este disco, mas talvez pouco importe quando ouvimos música assim, retirada dos cânones da electrónica contemporânea, cheia de acabamentos, cantos arredondados e profundidade ambiental. A mestria com que Jon Porras executa este polimento é estonteante, e não é vergonha nenhuma dizer que este é o álbum de “Tim Hecker” deste ano. Isto é tão falso como verdadeiro, acreditem. E acreditem também que “Light Divide” é um álbum fantástico.

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

THURSTON MOORE & MARGARIDA GARCIA The Rust Within Their Throat LP

€ 18,95 LP (Limitado 299 ex) Headlights

Daqui a alguns anos, muitos, talvez poucos, ninguém sabe, vamos todos olhar para trás e comentar aquele determinado período na vida da nossa capital onde Thurston Moore viveu e deixou a sua marca. Nunca chegou a ser um residente, mas o tempo que passou, e ainda passa, em Lisboa, tem resultado em concertos e, claro, nos seus directos testemunhos. Depois de há umas semanas termos falado no trio com Ferrandini e Sousa, eis que Moore reaparece nas nossas editoras – o que prova que andam todos atentos aqui – com mais um LP. Desta vez com a Margarida Garcia, fruto de um concerto na ZDB em 2013, no âmbito de “Uma Coisa Muito Séria”, que juntou ainda Manuel Mota, Wolf Eyes, Rodrigo Amado, entre outros. Foi a Headlights a ter a agilidade para podermos ouvir agora este duo espontâneo e extraordinário, longe dos paradigmas do free, com ambos os músicos a tecerem ambientes negros feitos de uma carga eléctrica – tenebrosa e profunda, no caso da Margarida; generosa e sinuosa, no caso de Thurston – que daria para alimentar uma cidade de tamanho médio. Se o caminhar lânguido do lado A deixa-nos sem fôlego e oxigênio, o lado B parece querer sair dessa gravidade e, à medida que se extingue, vai-nos dando luz, como se pudéssemos finalmente ver a manhã – a sério: o final deste disco é de uma beleza quase indescritível. Música poderosa na forma e nas intenções, com uma capa lindíssima, uma edição única com 299 exemplares/oportunidades. Não cheguem tarde porque depois resta-nos aqueles sensaborões ficheiros digitais sem paternidade assegurada. E isto merece o pacote todo.

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

PETER VAN HUFFEL’S GORILLA MASK Bite My Blues CD

€ 12,95 CD Clean Feed

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Peter Van Huffel já tem um Clean Feed no seu bolso: o quarteto com a cantora Sophie Tassignon, editado em 2008. Na altura, o canadiano vivia em Nova Iorque, onde o jazz está sempre em convulsão e exposição, mas agora, com esta sua nova máscara, é de Berlim que nos entrega o segundo volume deste seu projecto a três. Com Roland Fidezius em baixo e Rudi Fischerlehner em bateria, Van Huffel ergue um power trio imponente, elástico, que nos faz lembrar, claro, The Thing, (e um pouco algum poder de fogo de composições de John Zorn,) pelo modo como engrena em territórios fora do jazz mais, digamos, convencional. Grande parte do músculo vem do baixo de Fidezius, que fornece com inteligência a tensão (muitas vezes rock) do trio, embora toda intenção luminosa venha do saxofone de Van Huffel. Energia a rodos, bem doseada, directa e poderosa, ou não fosse este trio usar o gorila como disfarce.

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

ANGLES 9 Injuries CD

€ 12,95 CD Clean Feed

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Martin Küchen volta a juntar os seus Angles, novamente 9, para “Injuries”, o primeiro disco de estúdio deste projecto. Para além dos seus saxofones, alto e tenor, Küchen convocou Alexander Zethson em piano, Amttias Stahl em vibrafone, Johan Berthling em baixo, Andreas Werliin em bateria, Magnus Broo em trompete, Mats Aleklint em trombone, Eirik Hegdal em saxofone barítono e sopranino e Goran Kajfes em corneta: um noneto, made in Sweden, com gosto pelo groove colectivo e pelos arranjos dramáticos. “In Our Midst”, o anterior LP, também na Clean Feed, falava na tristeza que os temas de Angles 9 exibiam, e como esse estado ajudava a explosão criativa do colectivo. E com isto podemos falar em apenas dois temas, o terceiro, o mais longo, e, como consequência, o quarto, onde depois de 22 minutos de suprema narrativa sonora, cheia de sombras e luzes veladas, ouvimos sete minutos de contagiante e circular celebração colectiva, como se fosse imperativo demonstrar a vitalidade do ensemble. Ficarão estes Angles pelos 9?

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

EMPTYSET Recur CD / LP

€ 15,95 € 13,95 CD Raster-Noton

€ 16,50 LP Raster-Noton

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Ouvir Emptyset dá-nos aquele entusiasmo dos aventureiros. Como se pudéssemos escutar o futuro disto tudo. Como é que todo um mundo que conhecemos bem – a electrónica, digital e analógica, o techno experimental, etc – consegue encontrar a Saída. No fundo, quer dizer que a música pode e deve quebrar as suas regras, mas Emptyset gostam, sobretudo, de as explorar, esticando conceitos como se pudessem ser maleáveis, como uma realidade paralela, como algo que se esconde para além das nossas próprias dimensões – bem-vinda sejas, Matemática. É por isso que James Ginzburg e Paul Purgas gostam tanto de arquitectura, de espaços, porque é isso que os limita e define o exacto local de trangressão. Tudo o resto vive e respira dentro desse espaço, ou regra ou limite. “Recur” pode ser ouvido, então, como som a embater nessas paredes, como um martelo que mais não faz do do que abanar violentamente as fundações. Não há nem um tema que não teste a solidez Emptyset. Não há nem um tema que não nos trepide o corpo. Já tinham provado muito, com os seus anteriores discos, mas este “Recur” consegue impor uma nova revolução. Para além de onde a nossa audição alcança. Poderoso e fulminante.

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Quinta-feira, 15 Maio, 2014

MILLIE & ANDREA Drop The Vowels CD / 2LP

€ 16,50 € 14,50 CD Modern Love

€ 19,95 2LP Modern Love

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Algum dia combinações entre diferentes pessoas de Manchester para projectos novos irão ficar esgotadas. Até todas as soluções ficarem esgotadas, ficamos agradecidos que elas continuem a chegar, principalmente quando juntam Andy Stott e Miles Whittaker (Demdike Stare), talvez os dois nomes mais importantes da editora no presente. Durante o ano passado os Demdike Stare foram mostrando que algumas ideias que chegavam às suas músicas passavam pelo drum’n’bass. Com este “Drop The Vowels” torna-se evidente que o caminho a seguir era precisamente por aí (Andy Stott também já tinha colocado isso na mesa em “Luxury Problems”). A grande diferença dos esboços que mostraram em 2012 e 2013, é que como Millie & Andrea o processo de entrega ao d’n’b parece mais completo e revestido de ideias: menos esqueleto, mais corpo. E essa ideia de corpo, algo com carne, funciona na perfeição em “Corrosive”, talvez o tema em que tudo isto melhor se complementa e onde se percebe realmente a explosão criativa deste trabalho conjunto: uma excelente reunião do lado mais espacial/cinematográfico de Whittaker com as noçãos basilares e perfeitas de Stott para a canção de dança-pop perfeita. Orelhudo e explosivo.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

NINOS DU BRASIL Novos Mistérios CD / LP

€ 12,95 CD Hospital Productions

€ 20,95 LP Hospital Productions

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Acompanhar os lançamentos da Hospital nos últimos meses é um acto dado à imprevisibilidade. Embora a editora mantenha um registo na electrónica, há muito que deixou de ser uma casa para puristas que procuram uma certa coerência na linha de discurso. E não é que haja incoerência na editora de Dominick Fernow, mas passou a existir claramente uma vontade de não estar fechada em derivações do noise e do industrial e de ficar sensível a rituais mais próximos da dança. Pode-se ver Ron Morelli como alguém num limbo desses dois universos e estes Ninos Du Brasil (Nicolò Fortuni e Nico Vascellari) como o projecto que realmente dá o salto para outro lado. Os ritmos e o ar de carnaval de “Novos Mistérios” abrem claramente horizontes na Hospital e mete-a num campeonato que veríamos mais associado a uma parte da Kompakt ou da Cómeme. E se grande parte do disco é descaradamente frontal, o último tema – que, curiosamente, dá título ao álbum – pede claramente para relaxarmos, descansarmos num sítio onde parece não haver urgência. É como se toda a narrativa frenética dos Ninos Du Brasil nos conduzisse para uma praia com cocktails e bronze. Fantástico.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

RON MORELLI Periscope Blues LP

€ 13,50 LP Hospital Productions

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Depois da fome há fartura? Talvez. Ou talvez nos últimos meses faça realmente sentido que Ron Morelli tenha saído da toca e deixe de ser apenas o cérebro que está por detrás da L.I.E.S. e comece a afirmar-se como um dos nomes mais entusiasmantes de uma electrónica que pode caber numa pista de dança, mas é sobretudo alienante, emocional e sem medo de experimentar. A parte mais interessante do som de Morelli é que as suas ideias parecem sempre variações de um mesmo tema, com um clima de tensão maior ou menor e um espaçamento de ideias mais disperso ou mais conciso. Se “Spit” e “Backpages” formaram um capítulo da sua história, “Periscope Blues” abre definitivamente outro, um que compromete o Morelli da L.I.E.S. mas que não tem medo de abrir fachadas para o seu desejo em concretizar música electrónica mais experimental. É algo palpável na electricidade dos sons e no modo claustrofóbico como nos abandona nos seus temas: somos deixados à deriva, à procura de um sentido para aqueles processos repetitivos, maquinais, simultaneamente austeros e mágicos. Paranóico, delirante, fabuloso.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

VALERIO TRICOLI Miseri Lares 2LP

€ 25,50 2LP PAN

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Há um lado alusivo em “Miseri Lares” que nos faz afastar da música e pensar num tempo em que as editoras tinham uma filosofia mais recta. Em tempos a Pan foi uma editora mais ecléctica e dedicada à música concreta e à electrónica vanguardista. Ao contrário da conclusão habitual, o alargamento da sua filosofia não foi para pior, bem pelo contrário, serviu para quebrar barreiras, alargar horizontes e perceber um pouco melhor as fronteiras, ou a falta delas, na electrónica actual. “Miseri Lares” embora não seja fecho de um ciclo, parece-se como tal. É o regresso de um dos artistas mais queridos da editora, que andava por lá muito antes do boom dos últimos anos. E volta com um disco que desafia os moldes actuais da editora, e que consagra um sentido de estética que é pouco usual e, vale a pena dizer, real na música concreta actual. Há aspiração na música de Valerio Tricoli, um desejo que a sua experimentação com sons continue além daquilo que consagra nos temas. Talvez seja por isso que os temas mais longos de “Miseri Lares” deixem resquícios de ideias nos temas mais curtos em volta, como se fosse um espectro que germinasse naquelas texturas. E o espectro não é uma ideia aleatória, há vozes que se ouvem em “Miseri Lares”, indicações para fins e inícios de frases. Às vezes parece uma reedição da GRM, mas é o presente, dos últimos presentes, da Pan. Maravilhoso.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

BASS CLEF Raven Yr Own Worl 12″

€ 12,95 12″ PAN

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Há semanas falámos da reedição de “Acid Tracts” na Alter, hoje chega-nos uma das últimas edições de Bass Clef, a sua estreia na Pan com este “Raven Yr Own Worl”, um EP que parece brincar em volta dos sons da música de dança britânica dos últimos vinte anos. Se Lee Gamble faz um estudo mais académico sobre o passado (principalmente 1990s) da música britânica, Bass Clef é como que uma voz moderna que se apropria de métodos de Aphex Twin e Leyland Kirby noutros tempos e noutros nomes. “Raven Yr Own Worl” não se fecha na exploração desses conceitos e faz exactamente o oposto que muitos discos do género fazem: abre-se e expande os microcosmos que decide explorar. O resultado é um som liberto e livre, sem medo de se expor e de ser uma espécie de aventura pela música moderna contemporânea, sem medo de ser revisionista e, pasme-se, sem medo de ser novo.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

BILL PATTON A New Kind Of Man CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Versicolor

€ 21,95 LP Versicolor

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Não fosse a Light In The Attic a alertar-nos para este álbum e decerto jamais perceberíamos o seu valor. Nem a internet nos salvou, pois Bill Patton parece ter um passado bem escondido por outros nomes, apesar de “A New Kind Of Man” ir mudar a (sua) realidade dentro de breves instantes. Então, o que se sabe: aplicado songwriter, de Seattle, faz com este disco o seu álbum de estreia. E começa assim a sua carreira, com um tremendo bang, porque no seu currículo Bill Patton é um músico de estúdio bem conhecido e requisitado. Empenhado em fugir ao destino normal desses músicos, Patton foi guitarrista para os Fleet Foxes, também para Father John Misty, ou para os Sweet Hereafter de Jesse Sykes, e sai da sombra dos grandes para tentar construir a sua própria história. E enquanto o faz, parece impor já um estilo que o aproxima do tom confessionário de Mark Kozelek ou Mark Lanegan, caminhando em registo slow-core por entre uma folk moderna que tanto mostra acabamentos pop como deixa entrar uma ventania do deserto americano. Música de e para vastidões, físicas e emocionais. Um óptimo álbum que promete um nome sólido.

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Sexta-feira, 9 Maio, 2014

BRIAN ENO & KARL HYDE Someday World CD / 2LP

€ 14,50 CD Warp

€ 22,50 2LP + mp3 Warp

€ 27,50 2LP + mp3 + art print Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-5.mp3]

Não existe propriamente um limite estilístico para a música de Brian Eno. Da pop glam mais extravagante com Roxy Music à música mais “discreta” de sempre, Eno inventou fórmulas, refrescou a pop, deu ânimo ao punk, inspirou a cold wave, fabricou música ambiental, escreveu, fotografou, filmou. O seu impressionante legado não é transparente neste novo disco com Karl Hyde, carismático vocalista dos Underworld, que deu ao mundo mantras culturais e geracionais em faixas do álbum “Dubnobasswithmyheadman” (1994) e, especialmente, o famoso “Lager lager lager!” em “Born Slippy”, algum tempo depois. Que esperar de “Someday World”? Talvez um disco menos pop do que na realidade é, mas que significa isso? Eno traz, entre outros, Andy MacKay dos Roxy Music, Will Champion dos Coldplay, John Reynolds (produtor de Sinead O’Connor) e outros. Isto continua sem nos dar pistas.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

BARUKA Computed Emotions 12″

€ 8,50 12″ Rush Hour

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RHM001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RHM001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RHM001-3.mp3]

Outra manobra da Rush Hour em direcção ao Céu, acolhendo outra alma fulcral nos 90s para este white label essencial. Orlando Voorn ajudou a definir o som techno dos 90s. Não aquele som genérico que se tornou padrão e, mais tarde, evoluiu para um formato mainstream, de estádio, mas uma qualidade de techno herdada de Detroit, passada pela Holanda, onde o movimento de reciclagem criativa era intenso. Três faixas irrepreensíveis que mostram Voorn (aqui como Baruka) a produzir em cheio no alvo. Abordagem lateral à pista de dança, e o que perde em impacto descartável ganha plenamente em níveis de subtileza que fazem durar o prazer.

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