Quinta-feira, 22 Maio, 2014

PHUTURE Acid Tracks 12″

€ 9,50 12″ (repress 2014) Trax

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TX142-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX142-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX142-3.mp3]

“Phuture Jacks” fala do futuro em 1987, excitando as pessoas a entrarem no novo som sintético nas pistas de dança que, até hoje, se mantém imaculadamente actual. Cresce a legião de novos produtores a tentar replicar esta crueza física e mesmo produtores mais experientes recuperam o som de outrora, antes de se distrairem com as múltiplas e sempre actualizadas possibilidades da tecnologia. Depois, meu deus, a letra de “Your Only Friend, é arrepiante em qualquer circunstância e ainda, possivelmente, um dos mais assustadores alertas anti-droga na música popular. Vale a pena perder um momento:

“this is cocaine speaking. / i can make you do anything for me. / i can make you cry for me. / i can make you fight for me. / i can make you steal for me. / i can make you kill for me. / and in the end / i’ll be you only friend.
i can take your car from you. / take your job from you. / take your wife from you. / take your life from you. / in the end / i’ll be you only friend.
take a whiff of me – i’ll make you high. / take a sniff of me – i’ll make you feel fine. / take a shot of me – i’ll make you blind. / take too much of me -
i’ll make you DIE”.

Clássica voz profunda, alterada, que ouvimos mais tarde em outras produções de Phuture e Phortune para a Strictly Rhythm. House para lá de clássica. Mas diz-se (e o que se diz… diz-se) que foi “Acid Trax” que começou tudo e, de certa forma, foi aqui que a chuva ácida intensa verdadeiramente terá nascido, através de uma manipulação não muito certa do que era suposto ser uma linha de baixo. Aqui reside a essência da música perigosa que conquistou milhares, uma encarnação do demónio sob forma de picos na cabeça, não deixando nunca o coração deixar de bater. Os mais de 10 minutos oferecem, por outro lado, ao dançarino dedicado, uma via de redenção. Basta abandonar-se ao comando dos circuitos, expulsando não apenas metaforicamente alguns demónios que o/a possam atormentar. Sempre sem palavras, quando se ouve esta música do princípio ao fim.

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Quinta-feira, 22 Maio, 2014

THE WIRE #364 (June 2014) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

O novo álbum de Ben Frost está a chegar – para a semana, de facto – e o destaque é mais do que merecido na capa da Wire. E, se conhecem um bocadinho dele – tal como nós temos a sorte de conhecer, pois já veio aqui à loja algumas vezes nos últimos anos -, sabem como a sua oratória é desarmante. É estranho estar a dizer que a revista vale por esta entrevista, mas acreditem que é verdade. E talvez percebam melhor a força incrível do novo álbum. Mas, sorte a nossa, há mais para ler na edição de Junho. Takashi Makino, Mike Heron faz a Jukebox Invisível, Orphy Robinson, os Futuristas de há 100 anos e a sua herança pela Arte Do Ruído, discos novos de Kasai Allstars, Black Bananas, Diamond Version, Samara Lubelski, Soft Pink Truth, Traxman, Loren Connors, Oren Ambarchi com Randall Dunn e Stephen O’Malley, e a reedição valente do “City” de Jon Hassell, uma capa dos Dead C por Grouper, A lista fica aqui, porque é impossível listar tudo o que vão encontrar lá dentro. Há livros, relatórios de concertos, capas de discos, exposições, reedições, e até os anúncios são para comer.


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Quinta-feira, 22 Maio, 2014

RODRIGO AMARANTE Cavalo CD

€ 13,95 CD Mais Um Discos

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Rodrigo tem tocado ao vivo com Devendra Banhart, fez parte de Los Hermanos com Marcelo Camelo, de Little Joy com Fabrizio Moretti (The Strokes), colaborou com Tom Zé, Gilberto Gil, Marisa Monte, entre outros, caiu nas graças da Angel Olsen e de muito boa gente. “Cavalo” é o primeiro álbum a solo e tem material absolutamente em linha com a tradição pop melancólica brasileira. Em “Fall Asleep” pode soar como Devendra nos discos da Young God, mas Devendra pode soar como João Gilberto, por isso… Rodrigo escolheu uma produção sonora antiga, a voz parece vir de um tempo diferente da música, apesar de, em boa verdade, ouvirmos aqui canções que não se enquadram em época definida. Espaço quase divino para respiração e escuta de um legado que a bossa nova fez arrancar até nós, não faltando sequer algumas letras em inglês para temperar o ar dos trópicos. Depois, “Nada Em Vão” é quase Young Marble Giants em câmera-lenta, e há dois números, digamos, de dança: “Hourglass” e “Maná”. Nesta última canção não é complicado sentir Jorge Ben e Tim Maia nos interstícios. Mas “Cavalo” assenta numa profunda introspecção sónica (voz e música), um efeito de abandono ao sentimento que, em Portugal, encontra todo o contacto.

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

KEN VANDERMARK & DAVID GRUBBS Parallax Sounds OST CD

€ 15,50 € 12,50 CD Just Temptation

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Em 2011, “Parallax Sounds” foi um dos muitos bonitos projectos que andaram pela internet à procura das carteiras de todos nós. O objectivo era agarrar 10 mil dólares para Augusto Contento fazer um documentário bem apetitoso: Chicago e as suas ligações ao choque do pós-rock. Podemos não ter dado dinheiro, mas este é um documentário que apetece ver, certo? Em 90 dias o dinheiro estava conquistado e o produto final já tem circulado por aí – um “aí” que não inclui Portugal. Portanto, imaginem voltar aos anos 90, quando o futuro do rock parecia todo vir de Chicago, de uma panóplia de velhos e novos nomes que pareciam influenciar toda a gente à volta: músicos, géneros musicais e todos nós, ouvintes. Não interessa a descendência, interessa a força do impacto no momento, esse grau zero que se estendeu por quase uma década. “Parallax Sounds” relaciona isso tudo com a geografia, escrevendo a história com Chicago por detrás, entrevistando nomes ilustres como o produtor Steve Albini, Ian Williams (Don Caballero), Ken Vandermark ou David Grubbs. E porque é de música que isto tudo vive, eis a banda sonora feita para o acontecimento, feita de rock, do inevitável jazz tão intrínseco ao pós. Ken Vandermark, quem mais, comanda mais este projecto, juntando-se a David Grubbs, Albini, Wayne Montana dos Eternals, John Herndon dos Tortoise, Jason Adasiewicz dos Exploding Star Orchestra, Terrie Ex e Nate Wooley. E se pensam que isto entra em modo jazz por causa do Vandermark, desenganem-se: está aqui toda a génese dessa Chicago que queremos ouvir. E basta ouvir o primeiro tema, “Nowhere Is The Place”, para nos escorrerem as lágrimas pelo rosto. Porque, acima de tudo, o que este disco mostra, depois do documentário, é o futuro dessa música que celebrámos. Está tudo bem vivo nas mãos destes senhores. E também por isso, talvez Vandermark tenha sido o melhor timoneiro disto tudo. Fabuloso!

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

MARK E Product Of Industry CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Spectral Sound

€ 16,95 2LP Spectral Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPECTRAL122CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECTRAL122CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECTRAL122CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECTRAL122CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECTRAL122CD-5.mp3]

Comentário disfarçado ao estado da economia, ao facto de Mark E ter perdido o emprego e ser um “Produto da Indústria”. Fora desse contexto, a sua música permanece ligada a uma ideia de névoa drogada (“Smoke” talvez seja um bom exemplo), no melhor sentido de imersão, trabalhando o passo com calma e segurança dentro de padrões house, disco e techno mas de acordo com a sua própria agenda. “Eganix” é a manifestação mais sintética, no álbum, de uma herança de corte e samplagem característica da house, aqui trabalhando o drama com espaço suficiente para que cada compasso entre mais fundo na nossa consciência. “Image” ficaria bem no lugar de co-piloto em “Landcruising” de Carl Craig e, logo a seguir, “Leaving Osaka” mostra-se capaz de usurpar mesmo o posto de piloto. O álbum progride solidamente de faixa em faixa, incluindo todos os elementos essenciais para se erguer bem acima da linha média no horizonte. Precisamos do que nos transmite.

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

FLUXION Broadwalk Tales CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Echocord

€ 16,95 2LP Echocord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ECHOCORDCD13-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECHOCORDCD13-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECHOCORDCD13-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECHOCORDCD13-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECHOCORDCD13-5.mp3]

Não há como enganar. Uma faixa de Fluxion entrou na lista dos 25 melhores temas dub techno de sempre para a Fact. As dúvidas já estavam desfeitas na altura do material clássico que Kostas Soublis gravou para a Chain Reaction no virar do século. O passo lógico, seguindo o padrão iniciado por Rhythm & Sound nos anos 90, é perseguir mais fundo a raiz jamaicana do som através de vozes características, neste caso Teddy Selassie que, como Paul St. Hilaire com R&S (e, mais recentemente, com Deadbeat), faz navegar esta música para outras águas. Reescrevem-se partes das escrituras dub techno (“Momento”, com o seu swing, é a alteração mais notória). Nada é radicalmente alterado em relação à fonte, mantendo-se a profundidade de campo, o espaço, a calma e alguma neblina através de toques na composição de cada faixa. “Broadwalk Tales” consegue um 50/50 entre techno e reggae, o filtro dub faz quase sempre magia.

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

GENERAL CAINE Shake 12″

€ 7,00 12″ J & M (J&M-001)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=sJ4Ig601qf8?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8XrkjBr9ioM?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Rph_qgyeRo4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares edição incerta, sem data, em excelente estado. / Original undated release, EXC. Sound clips not from actual copy.

“Shake” é quase um grito de guerra na pista de dança, uma ordem para fazer o que é necessário para as coisas acontecerem como deve ser. “Shake! It’s about to happen.” O original de 1981 tem de ser um dos marcos na história de cruzamento entre P-funk, Prince e Dâm-Funk , percebe-se toda a linha ao ouvir este disco. “I’m The Man” (5:12) recua a 1978, enriquecendo este maxi de ano incerto com claps fortes e um som quase brasileiro, no início, logo substituído por um daqueles baixos gordos que exibem o seu passo directamente na nossa cara. “Get Down Attack” (8:09, 1980) é um standard underground do género, funky e lento, com a banda a ter o que eles próprios chamam um “Get down attack”, só porque ir abaixo é irresistível. Versão longa. Parte de uma zona menos conhecida no funk norte-americano, General Caine marcaram várias milhas importantes na viagem do funk até aos nossos dias.

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

TOBIAS A Series Of Shocks CD / 2LP

€ 14,95 € 12,50 CD Ostgut Ton

€ 16,95 2LP Ostgut Ton

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O arranque de “A Series Of Shocks” exercita uma outra veia minimalista, mais atmosférica, cósmica, ascendente. “Testcard”, a terceira faixa, não quebra exactamente esse ciclo mas introduz pulsação rítmica, enquanto “Instant”, a seguir, convoca ácido clássico dos 90s para uma festa de graves e não de agudos. A placa central do álbum é ocupada pelo género circular de techno que Berlim e Colónia, mas também editoras britânicas como a Blueprint, instituiram como motor de transe para uma experiência menos expansiva na pista de dança, mais concentrada no que se passa no interior. “If”, perto do final, simula o ambiente opressivo de Underground Resistance e alguma da elasticidade (falamos do som) de Drexciya). O círculo fecha-se com o regresso ao Espaço, mínimo de pulso para garantir a progressão, lembramo-nos inevitavelmente de Mika Vainio e da confortável cama sintética onde se podia descansar em segurança no meio do que, de outra forma, seria um laboratório clássico de som.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

VLADISLAV DELAY #5 / #22 12″

€ 11,95 12″ Ripatti

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RIPATTI03-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RIPATTI03-2.mp3]

Sasu Ripatti criou Vladislav Delay, que depois criou Ripatti (a editora) e, até agora, ela tem mostrado o seu amor pelas estruturas rítmicas quebradas que o fizeram grande. Só que agora a batida é mais assertiva e próxima do que poderá ser uma versão mais arriscada de UK Bass (ainda existe?), passada pela cabeça de um finlandês que inventou micro-universos sem fim. “#5″ hesita sempre, é a natureza do seu ritmo, enquanto “#22″, ao hesitar, avança passos. Algo de Sensate Focus nesta faixa, algo de techno clássico como se fosse Oval a destruir o esquema 4×4. A melodia é trabalhada com o pitch, que altera a densidade dramática do que se escuta. Muito trabalho para o cérebro, muito trabalho para a imaginação.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

JOZEF VAN WISSEM / SQÜRL Only Lovers Left Alive OST CD / 2LP

€ 16,50 € 11,95 CD ATP

€ 24,50 € 22,95 2LP (180gr, download code, blood red vinyl) ATP

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ATPRCD52-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATPRCD52-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATPRCD52-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATPRCD52-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATPRCD52-5.mp3]

Há dois lados em “Only Lovers Left Alive” – o vinil divide-se, mesmo, em dois; e, já agora, apanhem a versão com o vinil cor-de-sangue. De um lado, Detroit, do outro, Tânger. No fundo, o filme, que não vimos ainda em Portugal, deve caminhar por diversas dualidades: afinal, não são os vampiros os não-humanos? E, como não podia deixar de ser, também a banda sonora acaba por criar dois corpos, duas identidades e dinâmicas. Mas tudo correu bem, pois o disco não mostra a separação, deixando-nos sempre com um ângulo sobre o outro lado. SQÜRL – o projecto rock de Jarmusch com Carter Logan e Shane Stoneback que se ergue de Bad Rabbit, criado para o filme “Limits Of Control” – faz metade do trabalho, electrificando o ambiente, num slow-core intenso e ofegante. Jozef Van Wissem dá a sua habitual contribuição melódica e exótica com o alaúde mais indie do mundo. Metade do álbum é em registo de colaboração, a outra metade separa as autorias e extrema as intenções. Dizem que o filme é bom, que é uma visão muito original e forte das histórias sobre vampiros. Ouvir este originalíssimo disco empurra-nos para essa conclusão e deixa-nos a contar os dias para o vermos no grande écrã por cá.

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Quinta-feira, 8 Maio, 2014

HANS ULRICH OBRIST A Brief History Of New Music LIVRO

€ 18,50 € 16,95 LIVRO JRP/Ringier

Paperback, 302 páginas, 15 x 21cm.

Explicar a música é frequentemente uma tarefa ingrata, a mera descrição alheia é por vezes frustrante e reduz o potencial da imaginação ou, pelo menos, condiciona-o a parâmetros que não são os nossos. No entanto, quando são os próprios músicos a fazê-lo, teremos de nos retirar humildemente para reavaliar qualquer posição que possamos ter tido previamente, confirmando-a ou, pelo contrário, alterando-a. Este livro é inteiramente composto por entrevistas a músicos e compositores activos e influentes no século XX, conduzidas maioritariamente por Hans Ulrich Obrist e, parcialmente, por Philippe Parreno. Algumas perguntas repetem-se em várias entrevistas, como por exemplo a questão de um futuro por realizar: que obras ou trabalho cada compositor tem ainda por concretizar e não o fez? Abrem-se avenidas de possibilidades, algumas ainda muito teóricas, outras (como no caso de Stockhausen, por exemplo) quase utópicas. Há ideias muito precisas sobre métodos, apresentação, conceitos, notação, interpretação, comportamento do público – Obrist pergunta também com frequência o que têm os entrevistados a dizer sobre a ideia de Marcel Duchamp sobre o público, o espectador, ter 50% de participação na forma final de uma obra artística, na medida em que a interpreta segundo a sua cultura, posição social, educação, etc. Sobre público, mas agora referindo-se à relação do público brasileiro com a música, Arto Lindsay diz que uam multidão brasileira pode ser complicada: estar no meio de um grupo já oferece, em si, a possibilidade de euforia. “Isso faz o público brasileiro incrível mas também muito frustrante. De certa forma eles não estão lá por causa de um artista, eles estão lá apenas para se juntarem em grupo.”
Arto Lindsay aparece na última parte do livro, dedicada aos “Modern masters”, perto de Caetano Veloso, Brian Eno e Kraftwerk. Antes disso passamos por uma riqueza impressionante de informação e, sobretudo, material para reflexão entregue por, entre outros, Elliott Carter, Pierre Boulez, Karlheinz Stockhausen, François Bayle, Pauline Oliveros, Iannis Xenakis, Robert Ashley, Peter Zinovieff, Tony Conrad, Phill Niblock, Yoko Ono, Steve Reich e Terry Riley. A música salva.

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Sábado, 29 Junho, 2013

BENGE Twenty Systems CD + LIVRO

€ 17,50 € 12,95 CD + LIVRO (2013 reissue) Expanding

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ECDB108-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECDB108-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECDB108-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECDB108-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ECDB108-5.mp3]

Ben Edwards passava muito tempo na sala de música numa escola gerida pelos seus pais e não parece difícil imaginar um salto lógico para um disco como “Twenty Systems”, dedicado a 20 modelos de sintetizadores fabricados entre 1968 e 1988 (uma faixa para cada um, por ordem cronológica). Originalmente editada em 2008, esta recolha-álbum vem acompanhada de um livro de 60 páginas com fotografias e detalhes sobre cada um dos modelos, sempre um vislumbre de futuro mesmo que o equipamento possa ter meio século de existência. O som quente e contemplativo da maioria das faixas transporta quem ouve para um estado de suspensão muito fértil para a imaginação. São demonstrações de equipamento, se quisermos ser frios e analíticos, ou portais para ideias que nunca tivemos. Do Moog Modular ao Kawai K5M, Benge soa a muita coisa que já conhecemos e de que gostamos apenas porque ele está a identificar as fontes anteriormente quase sempre ocultas. Sessão de esclarecimento cósmica.

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