Quinta-feira, 26 Junho, 2014

DIAMOND VERSION CI CD / LP

€ 13,95 CD Mute

€ 22,95 LP (gatefold) Mute

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Diamond Version começou a ser desenhado tema a tema, com a edição de alguns EPs que iam mostrando o avanço dos trabalhos da dupla mais óbvia da Raster-Noton – embora esta nunca tinha efectivamente existido. Carsten Nicolai e Olaf Bender, ou então Alva Noto e Byetone, assumem o seu duo com uma ambição enorme, fazendo música poderosa e convidando vocalistas para ilustrar a sua tecnologia. Portanto, produto demasiado tentador para a Mute, que agarrou esta edição para o mundo. “CI”, que quer dizer “Corporate Identity”, começa com a menos provável de todas as vozes: Leslie Winer, que se tem escondido de quase todo o mundo, reaparece para arrastar o techno tão característico da Raster numa espécie de marcha fúnebre de alto impacto. Kyoka é a outra convidada, robotizando electrónica com adn de hip hop futurista. Mas o ilustre é Neil Tennant, senhor Pet Shop Boys, que parece entender como se faz pop no meio do labirinto sonoro da Raster. Ainda conseguimos ouvir Atsuhiro Ito, embora interesse mais vê-lo ao vivo, e a sua guitarra-fluorescente, com os Diamond Version. O resto – seis temas – mostra mais uma viagem ao cosmos do techno expansivo de Alva Noto e Byetone, e como tal deve ser ouvido na mais alta das fidelidades. Para quem tinha receio/desejo deste ser o álbum comercial da Raster, a boa/má notícia é que não é. E nós gostamos dele exactamente por isso.

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Quinta-feira, 26 Junho, 2014

MINNY POPS Sparks In A Dark Room 2CD

€ 16,50 € 13,95 2CD Factory Benelux

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Havia um motivo para a Factory ter um ramo no Benelux, e esse era o mais nobre de todos: havia música incrível a ser produzida na Bélgica e na Holanda. Minny Pops sintetizam toda a influência (parece-nos agora inevitável) de Joy Division, nota-se sobretudo na vocalização grave, em pop electrónica escura, muito sintética, desolada e absolutamente dentro da sua época. Formados em Amesterdão, Minny Pops ainda expressam, em “Crack”, “I wanna be a happy man”, como se tentassem de facto aligeirar a sua postura. Não é isso, no entanto, que transparece neste álbum mítico de 1982, agora recuperado com extras (demos, singles e um concerto ao vivo). Fetichismo electrónico inspirado na caixa-de-ritmos MiniPops da Korg (década de 70) cruzado com a ingerência do pós-punk nos assuntos da pop, criando um meio-terreno fértil e ainda muito fascinante para quem, justificadamente, procura na década de 80 aqueles recantos de criatividade irrepetível nos nossos dias.

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Quarta-feira, 25 Junho, 2014

PLAID Reachy Prints CD / LP

€ 14,50 CD Warp

€ 20,95 LP Warp

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O som IDM da Warp é há muitos anos culpa de Plaid que, tal como Autechre, Mike Paradinas, Boards Of Canada ou Aphex Twin, forjaram para a editora uma reputação única no panorama de música electrónica não exactamente para dançar. Em 2014 não há muitos avanços técnicos a registar, mas a boa notícia é que esse factor há muito que deixou de contar na apreciação de discos. Sempre consistentemente mais melódicos do que Autechre, Paradinas ou Aphex Twin, talvez nesse capítulo a par de Boards of Canada, Plaid entregam aqui o que pode, para todos os efeitos, ser considerado um álbum pop. “Hawkmoth” evoca BOC como “Nafovanny” evoca alguma tensão tímbrica de Autechre, tudo clarificado pela abertura de Plaid ao fluir das suas próprias ideias. Esta música será sempre identificada com nostalgia, muito por culpa da assinatura melódica (é assim com BOC, também) que transporta genes de uma ideia de infância que começou por ser muito britânica (referências de jogos, programas de TV, brinquedos…) e depressa se alargou a outras sensibilidades geográficas. Entre álbuns regulares e colaborações, a conta é superior à dezena e Plaid mostram que o testemunho segue em muito boas mãos.

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Terça-feira, 24 Junho, 2014

FAZE ACTION Body Of One CD / 2LP

€ 12,50 CD Faze Action

€ 17,95 2LP Faze Action

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Nunca se colocou em causa a mestria de Faze Action para uma aproximação mais óbvia à pop. Depois de um álbum pouco importante em 1999 (“Moving Cities”, regressaram com outro, 5 anos mais tarde, quase irreconhíveis e com uma primeira e séria investida na pop. A “Broad Souls” faltou carisma; outros 5 anos para uma homenagem declarada às correntes Disco que animaram a sua génese, em especial Space Disco, com uma via pop totalmente orientada para a pista de dança por baixo da bola de espelhos gigante. Mais 5 anos até “Body Of One” e uma outra ideia de pop: Disco, sim, cordas (sempre um dos seus trunfos), funk branco da era pós-punk, house, e vozes que cantam refrões carismáticos. Muitas soluções clássicas, infalíveis, e ideias melódicas e rítmicas que brotam com naturalidade da imaginação de Simon e Robin Lee, capazes de destilar material fresco a partir de um rico património (seu e alheio).

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Terça-feira, 24 Junho, 2014

LARRY HEARD Alien CD / 2LP

€ 14,95 CD Alleviated

€ 18,50 2LP Alleviated

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Larry Heard está no pilar central da cena house praticamente desde que esse nome começou a ser dado à música de dança que sucedeu ao Disco com impacto semelhante. Este álbum de 1996 pode distar uma década desde as fundações, mas agora, 18 anos depois dele, reconhecemos não apenas a flutuação no Espaço muito própria dos anos 90 (deep house, ambient techno) mas também a arte de Larry Heard na construção melódica e evocação fílmica. “Flight Of The Comet” une as diferentes épocas num compasso lento, sonhador, melódico, aparece como âncora num álbum que explora para Cima e é ele próprio uma recapitulação concisa do que os 90s ofereceram de melhor no que se chamou “electronic listening music”. A visão do Cosmos abre-se nos títulos (“Galactic Travels Suite”, “Cosmology Myth”, “Faint Object Detection”, “The Dance Of Planet X”), não menos no do próprio álbum: “Alien” é uma fantasia de ficção científica que, apesar de evocar na letra usada na capa o terror do filme de Ridley Scott, na essência encontra-se no outro extremo, onde há esperança e contemplação respeitosa de algo que é superior a nós no sentido inspirador e não ameaçador.

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Terça-feira, 24 Junho, 2014

SOUND OF MIND Programming 12″

€ 8,50 12″ Frustrated Funk

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Recolha de quatro faixas dos primeiros dois EPs de Erik Travis como Sound Of Mind + uma faixa inédita (“Techno World”). Num mundo já pós-Kraftwerk relevantes (foram-no, digamos, até “Electric Café”), estas produções de 1987 e 1988 seguem o exemplo robótico, incorporando a estética que juntou hip hop e electro com resultados incríveis em produtores como Egyptian Lover, por exemplo, e antecipando ainda Drexcyia. Mais recentemente, Dopplereffekt pisaram o mesmo terreno. Voz neutra, ou mesmo sem emoção, procura activa de fusão com a máquina, em especial no mantra que se ouve em “Techno World” (“Computers, electronics / Enter the world of such energy”). Era da informação em rápida aceleração e aqui ouvimos alguma da música mais relevante que acompanhava esse progresso inevitável. Manifesto sem mensagem óbvia, a sua essência está no som e na atitude. “My mind goes into programming”.

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Terça-feira, 24 Junho, 2014

THE IT Donnie 12″

€ 9,50 12″ (2014 reissue) Alleviated

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Obra-prima house, apareceu pela primeira vez na D.J. International em 1986. Larry Heard e Harry Dennis com vozes do próprio Dennis, Chip E e também do carismático Robert Owens. “She left me for another man, i can’t quite understand…”. Ouro. Tribalismo sentimental urbano em versões suficientes para os corações em casa e o corpo na pista de dança a imitar máquinas. Inclui accapella e a sempre especial versão do fantástico Ron Hardy. Música que encontra os narradores em estado de confusão, as suas vozes bem audíveis na mistura, as palmas sintéticas, breaks, linha de baixo e sintetizador em colaboração para a Grande Obra de criação house perfeita.

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Sexta-feira, 23 Maio, 2014

LINDA PERHACS The Soul Of All Natural Things CD / LP

€ 14,95 CD Asthmatic Kitty

€ 20,95 LP Asthmatic Kitty

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Quando em inícios deste século surgiu a denominada nova vaga de folk norte-americano, um dos nomes muitas vezes referenciados como inspiração e influência foi o de Linda Perhacs e do seu maravilhoso “Parallelograms”. Apesar do disco ter sido acarinhado ao longo dos últimos anos (com as necessárias reedições), Perhacs demorou a seguir o exemplo de outros colegas seus e de apresentar novas canções para aproveitar o comboio. “The Soul Of All Natural Things” é, por assim dizer, um disco fora de tempo, porque vem do nada (ou quando já não estávamos à espera) e numa altura em que se calhar muitos de nós já têm dificuldade em associar o nome de Perhacs a qualquer coisa à nossa volta. Simultaneamente, este vir do nada é surpreendente. Porque é um abraço inesperado de uma das vozes que mais nos tocou na redescoberta da folk de L.A. dos anos 1970, desta vez acompanhada por alguns músicos locais da actualidade (Julia Holter e Nite Jewel, entre outros), depois de ter passado anos a tentar reinventar a sua carreira musical – que se tinha eclipsado após o fracasso comercial de “Parallelograms”. Apesar do espectro que se ouve em “The Soul of All Natural Things” ser bastante diferente daquele que criou há mais de 40 anos, Perhacs conseguiu equilibrar os elementos e o tempo e criar canções com ligações àquela voz e ao imaginário que ouvimos no seu primeiro disco. Contém muita da magia que associamos a Perhacs e, sobretudo, uma visão clarividente de como se reintegrar no universo musical quatro décadas depois. Não é alguém a querer aproveitar-se do nome que um hype reanimou (senão tinha feito tudo isto antes), mas alguém abençoado que soube encontrar o momento certo para nos voltar a abençoar. E que também soube quebrar os estigmas de artista folk, regressando com um disco que pouco tem de folk, que é mágico e contemporâneo da sua Los Angeles, tal como “Parallelograms” era há quarenta anos. Isso é tacto e saber. E não há muito disso por aí. Maravilhoso.

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Quinta-feira, 22 Maio, 2014

KYOKA Is (Is Superpowered) CD

€ 15,95 € 13,95 CD Raster-Noton

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Electrónica do Japão, com a estreia de Kyoka na Raster-Noton. Embora tenha tido o abraço da editora de Berlim, o som e os ritmos da japonesa não são facilmente identificados com a electrónica digital e techno de Alva Noto e companhia. Techno fragmentado, quebrado, que quase nunca parece encaixar em definitivo. Talvez por isso tenha sido ajudada por Robert Lippock – To Rococo Rot – e o mais exploratório dos fundadores da Raster: Frank Bretschneider. É claro que “Rot Neu” parece mesmo To Rococo Rot & Raster, ou um qualquer motorik recente alemão: um círculo de sons percussivos que parecem apenas conviver por camadas justapostas. “New Energy Shuffle” é new energy viciante, que parece brincar aos clássicos. E, pasmemo-nos, a sua voz entra no meio disto tudo como um instrumento, maleável, sonoro, repetindo sons e palavras desrespeitando o seu significado, dando corpo e vibração às peças todas. O resultado é um alegre e sempre interessante choque de partículas. Quase todos os textos sobre “IS” falam disto, por isso: Kyoka é a primeira mulher na Raster. Cada um que tire as suas conclusões.


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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

SCANNER Electronic Garden CD

€ 13,50 € 12,50 CD Bine Music

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Temos um enorme carinho pela Bine: vem, como é óbvio, dos óptimos discos que tem editado desde o “Feld” de Byetone, há 10 anos. Scanner costuma ter também a atenção da editora de Essen, Alemanha. Este “Electronic Garden” é o mais recente álbum do britânico, e traz para 2014 um concerto dado 7 anos antes. Ouvimos o melhor Scanner dos últimos anos, sobretudo quando aposta as fichas todas no ambientalismo, como “Immaculate, Air”, tema fantástico e fantasmagórico, que nos faz lembrar com outros ruídos os seus anos iniciais e fundadores da Ash. E embora a sua música também seja interessante quando o ritmo respeita a parte ambiental, nem sempre os temas mais repletos de som parecem ser bem conseguidos: ruído, ritmo, instrumentação clássica, ambientalismo, parecem atropelar-se numa vontade de parecer épico. E no entanto, é nos momentos mais minimais – como o final “Singing Through Qualia”, em que quase nos faz lembrar os ecos de Leyland Kirby – que tudo parece mais e melhor arrumado, e em que Scanner parece relevante. Mas, sejamos honestos, Robin Rimbaud tem assinatura e uma marca muito pessoal na sua música. Chamemos-lhe um compositor. O que não é pouco.


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Sexta-feira, 21 Março, 2014

LINDA PERHACS Parallelograms CD / LP

€ 15,95 CD Sunbeam

€ 22,50 LP Icapp

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Editado originalmente em 1970 e rapidamente esquecido, “Parallelograms” é uma obra magistral da folk de Los Angeles pela voz de uma higienista dental (profissão, aliás, que não abandonou até hoje) que resolveu gravar um disco no seu tempo livre. Falamos agora em “Parallelograms” não só a propósito do recente “The Soul Of All Natural Things” mas porque frequentemente nos damos conta que de todos aqueles discos que ressurgiram com a nova folk norte-americana há pouco mais de dez anos, “Parallelograms” é daqueles de que mais frequentemente nos lembramos e que ainda hoje é um sucesso quando toca na loja para pessoas que não o conhecem. Obra etérea, com uma profundidade e pureza muito raras, é menos música e mais uma experiência pela voz do outro mundo de Perhacs (tem qualquer coisa de criança encantada) e os arranjos soberbos de Leonard Rosenman (responsável, entre outras coisas, pela banda-sonora de “The Twilight Zone”) com momentos que às vezes têm toques mais de jazz do que folk psicadélica. Mas esse tipo de arranjos também faziam parte da abordagem à folk na altura – e ainda faz -, só que há uma mistura cósmica em “Parallelograms” que o transforma num disco especial, maior do que as referências de Devendra Banhart ou do que qualquer história que se possa contar com ele. Façam um favor a vocês e vão já ouvi-lo.

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