Quinta-feira, 3 Julho, 2014

OOIOO Gamel CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 22,50 € 18,95 2LP (gatefold) Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-5.mp3]

É tão injusto pensarmos sempre em Boredoms quando ouvimos a Yoshimi, mas calhando ser Boredoms a melhor banda do mundo de sempre, esta associação não só é desculpável como é compreensível. Até porque há tanto, mas sempre tanto, de Boredoms em OOIOO que seria uma tremenda desfaçatez ignorar os laços de família. E, em 15 anos, o que Yoshimi tem mostrado a toda a gente é como o seu projecto vai ganhando espaço e independência, criando linguagem própria, mesmo que em inúmeros momentos sintamos a força da nave-mãe. Longe do rock, Yoshimi (ou, agora, Yoshimio) leva a sua música para o leste, o seu leste, deixando-se penetrar pelos tradicionalismos, pelas referências directas a culturas e povos. A transição para a cultura Indonésia é quase esperada. Tão esperada que se assume o gamelão como parte da identidade de OOIOO. Distante do radicalismo de “Taiga”, por exemplo, “Gamel” procura a paz hipnótica pela tranquilidade, sugerindo temas incrivelmente costurados em torno de mantras percussivos encantatórios. Mas “Gamel” também pode ser pop, se a virmos com a gramática de Flying Lizards. Ou pode ser o que bem entendermos. Essa também é a grandeza deste projecto e da sua magnífica líder. Não deixem de ouvir, por favor.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

THE SOFT PINK TRUTH Why Do The Heathen Rage? CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 18,50 € 14,50 LP Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL368CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL368CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL368CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL368CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL368CD-5.mp3]

Drew Daniel já tinha realizado operação semelhante com o legado punk e hardcore, num álbum de Soft Pink Truth chamado “Do You Want New Wave Or Do You Want The Soft Pink Truth?”. Desta vez reprograma black metal para a sua análise electrónica (nem sempre pop, nem sempre declaradamente experimental) de uma estética musical que já fez correr muita tinta e algum sangue. Originais de Darkthrone, Venom, Mayhem, Sarcofago e outros, com a ajuda de Antony, Bryan Collins, Owen Gardner e ainda mais gente do interior da cena para acrescentar verdade ao projecto. Está presente o suposto momento fundador – “Black Metal” dos Venom – e, a partir daí, somos levados em ziguezague pelo caminho nunca direito que Drew Daniel vai rasgando pelo terreno, como uma viagem no comboio fantasma em que o Joker faz aparições tão impactantes como os mais comuns zombies, esqueletos ou morcegos. Estilisticamente não tem uma descrição fácil, aproveitando estéticas como um vampiro suga sangue – breaks drum & bass, riffs de guitarra super saturados, gritos satãnicos, techno, industrial, spoken word, house, idm, edm, will.i.am :) Não percam a coragem, “Why Do The Heathen Rage?” abre uma porta que esconde segredos muito escuros e torna-os acessíveis para benefício da nossa aculturação.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

STEVE GUNN & MIKE COOPER Cantos De Lisboa CD / LP

€ 14,95 CD RVNG Intl.

€ 26,95 LP RVNG Intl.

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O título não engana. Há cerca de um ano Steve Gunn esteve na Europa, e em Lisboa (antes de tocar no Out.fest), com Mike Cooper, com quem passou algum tempo a ensaiar e a gravar para este maravilhoso “Cantos de Lisboa”, o último volume da série FRKWYS que já nos trouxe uniões tão simbólicas e com sentido como Sun Araw com os Congos ou Blues Control com Laraaji. Ou seja, a RVNG não o faz aleatoriamente, faz com o sentido, seja pelos músicos e o encontro de gerações, seja na vontade de traduzir o que certa zona no globo os inspira. Desta vez Lisboa é o epicentro desta plataforma de colaborações e serviu de inspiração para um daqueles discos a duas guitarras que não ouvíamos há algum tempo. E não sabemos se é de Lisboa ou se de outra coisa qualquer, mas a guitarra de Gunn faz lembrar o Ben Chasny de “School Of The Flower”, e é surpreendente como, habitualmente é bastante corrida e solta, se prende a um lado mais espirituoso e primitivo de Cooper. E apesar de serem fundamentalmente diferentes, há uma sintonia brilhante nas sete canções que aqui oferecem, como se ambos em Lisboa tivessem encontrado um universo perfeito que souberam pôr a funcionar. Não é por ter Lisboa no título e Steve Gunn que adoramos. É por ser um dos álbuns mais cristalinos que ouvimos nos últimos anos.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

FHLOSTON PARADIGM The Phoenix CD / 2LP

€ 15,95 € 11,95 CD Hyperdub

€ 19,95 € 16,50 2LP Hyperdub

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King Britt aprofunda a imersão no seu equipamento analógico num álbum completo para a Hyperdub, reinventando-se através de um universo de ficção científica, quente e evocativo, que representa um vasto espectro sónico e temporal, desde a cena industrial dos 80s, passando por techno de Detroit, até broken beat londrino no virar do século. A matriz cósmica, muito “Blade Runner”, em “Tension Remains”, explica em som tudo aquilo que devemos entender neste disco: transporte para um futuro imaginado, ajudado pelos sempre poderosos cânticos épicos de sereias sem nome (neste caso até tem nome: Pia Ercole). A música desenvolve-se em terreno táctil, ao longo do álbum, nunca corre o risco de desaparecer numa nuvem etérea. Na faixa-título, por exemplo, dá para sentir a excitação de Britt em jam com as máquinas, ênfase toda clássica em claps e blips. Esconde-se no poço húmido de uma electrónica primordial para conseguir o ambiente pretendido para um álbum conceptual que não fica preso a uma única narrativa.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

JACK WHITE Lazaretto CD / LP

€ 12,50 CD XL

€ 28,50 LP (Ultra) Third Man Records

Depois dos White Stripes, Jack White tem andado à procura de uma forma de canalizar o seu virtuosismo – raramente desnecessário – e o seu conhecimento para uma música que expresse a sua versatilidade dentro dos cânones do rock. Uma espécie de Neil Young fabricado, moderno, com as coisas boas e más que isso implica: do género, importamo-nos realmente com o que se passou com Meg White? Não me parece. Os projectos de White depois dos White Stripes foram um bocado ao lado, encontrou o caminho a solo, primeiro com “Blunderbuss” e agora com este “Lazaretto”, apenas e só pelo facto de estar a construir canções que parecem nada ter a provar. E não têm. Mas essa ideia ficou um bocado nos Raconteurs e com os Dead Weather, projectos presos a ideias, a convenções e planos para uma vida pós-White Stripes. A solo, White cola-se um pouco à americana, território que domina e que sempre soube explorar, e permite-se não se secar numa ideia de convenção ou em ideias que conceptualizou com outros músicos. E embora não haja novidade em “Lazaretto”, é um disco que oferece uma continuidade a “Blunderbuss”. E continuidade é importante, porque é algo que não existia na carreira de White desde o final dos White Stripes.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

THE FLAMING LIPS 7 Skies H3 CD

€ 13,95 CD Bella Union

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Estão juntos há 30 anos, imagine-se. E nada como agitar a relação com alguma aventura, apimentando discos e concertos. Quem os tem visto ao vivo sabe do que falamos. “7 Skies H3″ começou por ser um tema lançado em 2011, que tinha a duração de 24 horas. Obviamente que o suporte físico foi uma pen, embalada dentro de uma das 13 caveiras que a banda colocou à venda no Dias Das Bruxas desse ano. Já este ano, o resto das pessoas que não são assim tão fãs da banda e tão endinheiradas, pôde comprar em LP uma versão compacta, condensada e fragmentada das 24 horas. Mas como também essa edição – para o Record Store Day – era limitada, eis então a edição verdadeiramente universal para “7 Skies H3″, refeita em 10 temas. Ácido, melancólico, psicadélico, tudo aquilo que esperamos hoje em dia dos Flaming Lips. Mas, como também vem sendo normal, os discos são óptimos, mesmo quando espelham alguma demência. Há muita coisa aqui previsível, sobretudo no modo como continuam a reciclar os seus amores progressivos e épicos, mas para os nossos ouvidos soa tudo maravilhosamente bem. As 24 horas podem ter sido uma viagem demasiado vaga e extensa, mas esta condensação é equilibrada e forma um álbum que contagia e nos coloca nas nuvens. É sempre um prazer.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

BJORN TORSKE Kok EP 12″

€ 14,50 12″ Smalltown Supersound

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Acontece. Totalmente ao lado dos nossos radares no final de 2013, deixámos passar despercebido um EP sério de Bjorn Tõrske, sem remisturas, só originais naquela veia nórdica tropical que une bastante bem com a ideia de florestas escandinavas no Verão. Muita coisa estranha a acontecer aqui, com um prelúdio de embalar seguido por uma caminhada nocturna entre as feras do bosque. Há um tom medieval que facilmente se transforma em Residents, num compasso de jam session minimalista. “Totem Expose”, depois, aponta um coro de instrumentos de fole aos céus, enquanto em baixo há uma espécie de Glenn Branca multiplicado por espelhos, antes de brilhar sozinho um ambiente sem descrição, barroco talvez, que faz lembrar Ralph Lundsten e as suas fantasias… nórdicas. “Nestor” termina em modo kraut muito apurado, hipnótico, viajante. Tõrske, assim deixado entregue a si próprio, canaliza as suas raízes na direcção de um resultado criativo quase invariavelmente sem par. Branco sobre laranja forte é um contraste cromático difícil de colocar de lado. Assim é o disco.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

PIXIES Indy Cindy CD

€ 15,95 CD Pixies Music

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E, pronto, chegámos ao tal ponto que tanto desejávamos como temíamos. Na verdade, o medo era bem maior do que o desejo em ver mais um álbum dos Pixies. Sobretudo porque o impacto do regresso da banda já se foi desvanecendo nos últimos anos, fruto de uma sobre-rodagem de palcos e digressões. Também por isso deve ter existido uma vontade em criar algo mais do que o songbook – genial e eterno – que trazem do século passado. “Indie Cindy” é o primeiro álbum depois de “Trompe Le Monde”, e já lá vão 23 anos. Junta os temas novos que foram aparecendo nos EPs e mostra o trio – Kim Deal pertence à história, depois de ter conseguido aguentar o primeiro entusiasmo do regresso – a tentar recuperar ideias, energia e fagulhas da memória pixiana. E com isso jogam também com a nossa memória e, mais uma vez, o desejo do que queremos que sejam estes Pixies 2014. Talvez não precisassem de ser sequer Pixies e assim a pílula descia melhor. Mas o esforço é digno, causa agitação, e não obriga a deitar tudo por terra. É uma segunda vida, e como tal é natural que seja diferente. Mas alguns bons temas não chegam para empurrar o álbum para fora da zona intermédia de classificação.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

THE WIRE #365 (July 2014) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

Entrada no Verão com a Wire, sempre fresquinha. Na capa – a propósito do seu novo álbum; vejam também o disco como novidade na nossa loja -, Yoshimi P-We, a senhora dos Boredoms: ritualística como sempre, até nas palavras. Destaques a DJ Taye, da trupe Teklife, de Chicago; Karen Gwyer e os seus sintetizadores; os berlinenses The International Nothing; Sofia Jernberg, que vibrou o ar à volta dos Fire! Orchestra – novo álbum também por aqui; Mattin e Xabier Erkizia foram onde muitos gostariam de ir – Lagos -, registar sons, imagens e algum inevitável diggin’; a malta da Butterz entra no jogo da Invisible Jukebox tentando ligar os pontos dentro e fora do grime; Alan Courtis, ex-Reynols, documenta as suas viagens à volta do mundo; uma ida fantástica à história do famoso estúdio sueco EMS, entre músicos e fios e botões lendários; críticas a muitos discos (de todos os formatos); a capa dos Police escolhida por King Britt; as letras de Ariel Pink em livro; os filmes, os dvds, os concertos, as exposições, os anúncios e a epifania. Ah, e este mês há um marcador de livros (ou revistas) oferecido.


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Quarta-feira, 25 Junho, 2014

PLASTIKMAN Musik (remastered 2012) CD

€ 7,50 CD (remastered 2012) Mute

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“Musik”, em 1994, reduzia ainda mais os elementos presentes no anterior “Sheet One”, encarnando o papel de disco ritualista de uma era das máquinas. Há uma emoção muito precisa e muito especial a subir através dos sons superficialmente secos e da carga sintética pesadíssima. O universo moldado por Plastikman atinge aqui a perfeição, ele mais fundo nas origens do ritmo (melhor exemplo: “Ethnik”) e descarta o excesso de bagagem que muitos seus contemporâneos carregaram para justificar desenvolvimentos estéticos. Ao invés disso, “Musik” celebra a contenção, inventa uma rave cerebral mas permite ao ouvinte toda a liberdade para a transpôr para o mundo físico exterior. A importância deste álbum não é medida pelo sucesso nas pistas de dança da época e, logo, não se esgota na mera nostalgia de época. Há aqui uma história que nós interpretamos como homenagem cultural aos primórdios da música e das sensações que esta provocava. Mais ainda, homenageia a música primordial como forma de comunicação. Isso não é logo aparente, mas o álbum, bem incorporado, induz uma regressão até um tempo que não conhecemos directamente há inúmeras gerações. Essencial, para sempre.

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Quarta-feira, 25 Junho, 2014

PLASTIKMAN Sheet One (remastered 2012) CD

€ 9,50 CD (remastered 2012) Mute

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM347-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM347-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM347-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM347-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM347-5.mp3]

Quando chegou em 1993, este álbum existia bastante ao lado da solidificada ascensão house e techno e, no entanto, é um dos seus mais dignos e poderosos representantes. Composto de um mínimo de elementos, entregue a mantras rítmicos esqueléticos (osso e batucada), obviamente sintético, provocador (a capa era uma reprodução de uma folha de quadrados de ácido, fielmente reproduzida nesta reedição). O fetichismo mecânico em “Helikopter” é neurótico mas também ritual e hipnótico – Richie Hawtin faz entrar e sair elementos de construção de ritmo quase como Steve Reich deslocava sons um pouco para o lado de forma a fazê-los correr em paralelo a outros sons mas ligeiramente fora de tempo. “Sheet One” é um manual de possibilidades abertas à manipulação respeitosa de ácido e caixa de ritmos, acrescentando drama com ondas tensas de sintetizador. “Ovokx”, no fim, deixa correr a sequência de um episódio da “Twilight Zone”, colocando o ambiente 100% em território de ficção científica. E este disco, de certa forma, soava irreal.

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Sexta-feira, 16 Maio, 2014

DAPHNI & OWEN PALLETT Julia / Tiberius 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ Jiaolong

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Colaboração forjada em família canadiana (origem geográfica de Dan Snaith e Owen Pallett). “Julia” ensaia momentos rave assinalados por crescendos épicos em equilíbrio com as intervenções do violino de Owen Pallett, mas é o dramático “Tiberius”, no outro lado, que demonstra com garra todo o potencial nesta colaboração. O compasso marcial de Daphni é reforçado pela ameaça muito credível que o violino acrescenta. Mundo de bombas a cair por todo o lado, sprints desesperados em constante busca de abrigo, perseguição movida pelo inimigo ainda sem rosto como no crescendo da “Guerra Dos Mundos”. Impossível de aturar para quem imagina Daphni e Owen Pallett, juntos, como a representação de um sonho melódico requintado, onde se dança sob um céu azul. Ousado e intenso, consegue quebrar algumas regras de bom senso no domínio em que se insere, o que nos parece admirável em 2014

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