Quinta-feira, 10 Julho, 2014

EARTH The Bees Made Honey In The Lion’s Skull CD / 2LP

€ 16,50 € 13,50  CD Southern Lord

€ 35,50 € 31,50  2LP (gatefold, hardcover, limited) Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUNN90-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN90-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN90-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN90-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN90-5.mp3]

Com os Earth reaprendemos na música que a desolação às vezes pode ter um carácter bonito ou, vá lá, algo que não nos deixe completamente de rastos e amargurados. Além disso, este é um disco que cria paralelos entre o seu artwork, título e o que está lá dentro, “The Bees Made Honey In The Lion’s Skull” é uma imagem que se pode encontrar a qualquer momento na música que nos proporcionaram em 2008, numa altura em que ainda aprendíamos a absorver tudo aquilo que “Hex: Or Printing In The Infernal Method” nos tinha entregue. Há algo que definitivo e glorioso na forma lenta e cadente com que os Earth tocam, tal como no passado, continuaram a aligeirar a dimensão do seu som. Isto é, foram aperfeiçoando a forma como tocam e como fazem chegar as suas notas aos nossos ouvidos. Apesar de serem discos para serem tocados alto – e este não é excepção – há algo de pacífico e de absolutamente ligeiro em “The Bees Made Honey In The Lion’s Skull”, como se descobrissem novas formas de presentear-nos com a sua música e as suas ideias. Hoje, mais do que nunca, ouvimo-lo como um dos discos de americana – ou de forma correcta: uma variação de – mais belos e completos deste século.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

EARTH Hex: Or Printing In The Infernal Method CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50  CD Southern Lord

€ 29,95 € 27,50  2LP (gatefold, limited) Southern Lord

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GbPeZMpdSjE?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Foi preciso pouco mais de uma década para os Earth começarem a ter o reconhecimento que mereciam. Apesar de “Earth 2” (1993) ser frequentemente referenciado, a banda só viria a usufruir de um maior culto com a edição deste “Hex: Or Printing In The Infernal Method”. É sempre difícil precisar razões, mas “Hex” saiu num momento em que, de facto, existia uma maior abertura para um rock que recebia lições do drone-rock e do doom metal para construir um som ambiental que, à altura, começava a ser comum (embora não novo) e a cair no goto de quem ressacava do pós-rock. Ainda hoje “Hex” continua a ser um disco belíssimo, com total consciência de tempo e espaço, aliviando alguma da pressão com apontamentos que lhe dão um carácter próximo do western e apresentou-nos – aí sim, talvez pela primeira vez – uma paisagem que parecia impossível ao drone-rock. A partir de “Hex” houve uma certa escola dentro do género, mas nunca ninguém fez parecer estas guitarras pesadas tão leves como os Earth aqui. Obra-prima reeditada numa edição de luxo em vinil, como é hábito da Southern Lord.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

MICHAEL CHAPMAN Playing Guitar The Easy Way CD / LP

€ 17,50 € 13,50 CD Light In The Attic

€ 22,95 LP (Record Store Day 2014) Light In The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA114CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA114CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA114CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA114CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA114CD-2.mp3]

Ao longo dos últimos anos temos vindo a descobrir Michael Chapman através das mãos da Light In The Attic e da Blast First Petite, que nos têm dado a conhecer trabalhos do guitarrista britânico que, sabemos por relatos e junção de pontos, foi um dos mais influentes da sua geração. “Playing Guitar The Easy Way” é um disco fora do comum, porque, como o nome evidencia, é uma espécie de livro de instruções para aprender a trabalhar certos movimentos com a guitarra. Não são exercícios, são sim canções feitas a partir de pequenas instruções (e a edição vem acompanhada por um livreto de vinte páginas com anotações) que demonstram de forma exemplar a progressão e a luz que se podem dar a certas demonstrações típicas de uma guitarra.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

FAMILY FODDER Monkey Banana Kitchen CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 € 13,95 LP Staubgold

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD130-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD130-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD130-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD130-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD130-2.mp3]

Um pouco à semelhança das reedições dos 49 Americans, a Staubgold apresenta neste “Monkey Banana Kitchen” dos Family Fodder um pedaço importante do pós-punk britânico. Como eles, os Family Fodder construíram uma pop que se desvia das classificações normais, evitando as concessões da altura e, até um pouco, as limitações do pós-punk, construindo canções que no seu conjunto formam aquilo a que nos habituados a chamar de eclético, mesmo que pouco de eclético exista aqui, apenas uma vontade de expressão que não se preocupa com dimensões. Essa despreocupação é essencialmente importante para a liberdade das suas músicas, talvez compreendida por alguns na altura, e anos depois assimilada por bandas como os Stereolab. Em “Monkey Banana Kitchen” há até uma diversidade de línguas (três) e isso não causa confusão, apenas gera compreensão para aquilo que aqui estavam a fazer, canções orelhudas, cheias de intenção, com uma sensibilidade pop rítmica que é arrojada mesmo para os dias de hoje. Arrojada, simplesmente, porque não é para todos. Apenas para quem sabe. E isso garantiu-lhes, há uns anos, um lugar na lista da Wire dos “100 Records That Set The World On Fire (While No One Was Listening)”. Ainda manda fogo e agora não têm razão nenhuma para não ouvir Family Fodder. A versão em LP apresenta simplesmente o álbum, à edição em CD acrescenta-se o 12” “Schizophrenia Party” (também reeditado em LP e disponível a 13,95) e os 7” “Film Music” e “The Big Dig”.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

SIINAI Supermarket CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Splendour

€ 19,50 € 16,95 LP+CD Splendour

“Entrance”, o muito apropriado tema de abertura, explica as intenções, porque os Siinai escrevem este início como “En-Trance”. E tal como os Sensible Soccers construíram brilhantemente a sua rampa de lançamento para o álbum, também estes finlandeses fizeram o que tinham a fazer para “Supermarket”: meteram os sintetizadores todos no máximo para a necessária propulsão do resto dos temas. (Sim, não tenham dúvidas em dizê-lo: há algo de Roll The Dice na obscuridade desta introdução.) Depois de um óptimo disco em 2012, homenageando o evento desse ano – os Jogos Olímpicos -, os Siinai dedicam-se a um tema bem mais tangível e mundano: uma ida ao supermercado. Um conceito, como qualquer outro, convenhamos, embalado em dinâmica kraut, espírito motorik e melodias épicas que prometem o infinito embora tenham a duração normal para este tipo de modalidade, entre os 8 e os 10 minutos, ainda assim insuficientes. É um disco feito para nos atingir à primeira, para afastar os hesitantes, fantasticamente fulminante, feito por um grupo que tem conquistado a atenção de toda a gente. Por nós, chegou um disco à altura de “8” dos Sensible Soccers. E vocês sabem que isso é o melhor elogio de 2014 que arranjamos.


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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

IBIBIO SOUND MACHINE s/t CD / LP

€ 17,50 € 12,95 CD Soundway

€ 19,95 € 15,50 LP (+ download code) Soundway

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Um disco mergulhado nas raízes Ibibio da vocalista Eno Williams, a transmitir África (Nigéria) e certas histórias populares através do grande caldeirão que é Londres. Este álbum é quase (este “quase” é só por pudor) a obra perfeita de confluência entre as duas proveniências, juntando num maravilhoso e inspirado grupo de canções a sabedoria natural africana e a ciência de beats que Londres desenvolve há muito em sucessivas vagas. O encontro resulta numa festa para todos. “Got To Move, Got To Get Out!” interpreta-se tanto como um apelo para sair e dançar como para sair de um qualquer espartilho em que nos encontramos. Mudar de vida. E está longe de ser a faixa mais atómica no disco. Max Grunhard e Benji Bouton já tinham gravado um álbum para a Soundway como Konkoma mas, aqui, concretizam África com garra futurista, com brisa pop, com outros músicos também, com pulso electrónico muito subjugado à maré tradicional e isso resulta numa conquista imediata e – diriamos – irreversível. Bom!

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

THE DURUTTI COLUMN Chronicle LX:XL BOX 2CD

€ 32,50 € 29,95 BOX 2CD Kooky Disc

Em Abril de 2011, no Bridgewater Hall, em Manchester, Vini Reilly pisou o palco para apresentar o seu novo disco “Chronicle”. Quem esteve na sala conseguiu comprar algumas cópias e um grupo ainda mais pequeno de pessoas puderam comprar uma edição posterior limitadíssima da Kooky Disc. O concerto serviu para comemorar uma vida inteira de Durutti Column, encerrar ciclos e começar outros. Vini Reilly assumiu este convite como um desafio biográfico, mas quis o destino que no meio desta aventura tivesse dois desgostos que lhe mudariam a vida: um partiu-lhe o coração – a sua namorada de 9 anos, Poppy, deixou-o -, o outro destruiu-lhe o corpo – um ataque deixou-o profundamente incapacitado nos movimentos e na fala. Mas, pouco tempo depois, o músico fez questão de mostrar que, mesmo não recuperando totalmente (na verdade, o seu estado agravou-se depois do concerto), era esse o sentido da sua vida. Poppy aceitaria participar no concerto, nas canções onde colaborou, e Reilly contornou as suas limitações para voltar a tocar e a cantar. Escusado será dizer que o concerto de 2011 deverá ter sido muito emocional, e que muitos pensaram que seria mais uma despedida que um regresso. Em certa medida, foi. Depois de aparecer em 2010, a sua doença não parou de progredir, e este acabaria mesmo por ser o último concerto que daria até hoje. Apesar disso, depois da primeira versão de “Chronicle”, Vini Reilly juntaria a sua habitual família para refazer alguns dos temas e oferecer-nos hoje uma edição profundamente histórica e lacrimejante. A primeira surpresa é a altíssima qualidade de grande parte dos temas (há, sem dúvida nenhuma, obras-primas aqui!), procurando uma maior calma e contemplação, e beneficiando, e muito, da ajuda de Bruce Mitchell e Keir Stewart. A segunda surpresa é a quantidade de música que nos dá (e, sim, esta é a sua verdadeira despedida). Esta edição, que supostamente seria para o Record Store Day deste ano, traz, para além de dois discos – o primeiro é a tal versão actualizada de “Chronicle”, e o segundo é quase todo material original ou actualizações de temas dispersos -, espaço para gravarmos mais um com mais material disponível para download. Mas a caixa ainda traz mais coisas: um pedaço do mapa de Manchester (há seis no total), um certificado de autenticidade (há apenas 1000 caixas disponíveis e não existem planos de reedições neste ou outro formato), textos de Bruce Mitchell sobre os concertos que deram, fotografias da colecção pessoal de Vini Reilly e material promocional da banda desde os anos 80 até hoje. Já era imperdível, mas com estas características é uma afronta não terem a última crónica dos Durutti Column de Vini Reilly.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

ENO / HYDE High Life CD

€ 14,95 CD Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-2.mp3]

Segundo fôlego, pouco após “Someday World”, agora numa barragem polirrítmica descrita pelos músicos como tendo sido inspirada por Steve Reich e Fela Kuti. Ninguém dorme no terreno e, se há uma certa África a respirar no álbum, “Lilac”, a partir do meio, é quase textualmente Underworld em rock africano. Muita textura inesperada nesta colaboração substancialmente diferente de “Someday World”, revelando a incessante produção de Brian Eno como uma das grandes dádivas musicais à Humanidade. “High Life”, título directamente referencial do estilo africano que fundou o afrobeat, nem sequer é bem um disco pop ou, se o é, pisa outros degraus também, e é fácil ver nele uma vontade em alienar potenciais ouvintes. No entanto, para quem segue Brian Eno, nada na música em que está envolvido é particularmente alienante, passando à categoria de enriquecedor quando se dá o caso de estarmos a ouvir música dele que não seja propriamente o que esperaríamos. “Cells And Bells”, no final, une celestialmente o ambiente-Eno com a perfeita e reconhecível voz sintética de Hyde. Única via possível, aqui, é escutar.

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Terça-feira, 8 Julho, 2014

VIOLET / NEGENTROPY New Age 1984 / Consumation 12″

€ 8,50 12″ D55

Vida paralela e para além de Photonz e One Eyed Jacks: Negentropy é a nova cena e junta Violet para um fest de classicismo sintético. Ambas as faixas revelam códigos talvez acessíveis (especulamos) a quem conhece ambos os produtores e um pouco da sua vida. 1984 é um ano importante, fundador, talvez o mais importante na vida de ambos, e em “New Age 1984″ traduz-se numa pancada EBM, passo new Beat, alimento rave, uma manobra toda sentimental. Depois, “Consumation” leva 9 minutos para concretizar o título num estilo Carpenter actualizado pela barragem photónica. House intergaláctica e trans-geracional, sempre em movimento contido no retiro mais recôndito da pista de dança. De volta!


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Segunda-feira, 7 Julho, 2014

THEO PARRISH Footwork / Tympanic Warfare 12″

€ 11,50 12″ Sound Signature

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SS053-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS053-2.mp3]

Break gigante em “Footwork”, dura todo o tempo da música, bateria em tensão jazz, voz mandada para fora ao ritmo da linha de baixo, cordas e teclas a forçar crescendo, palmas e ascensão espiritual pelo lado físico. Mais físico ainda em “Tympanic Warfare”, uma obra em 9 minutos, completa com ecos de electrónica muito antiga, mantra new age bem audível, percussões a espalhar carisma e, logo, a chamar atenção; sempre momentos em que esperamos a manifestação house na casa mas ela não acontece. Acontece, sim, um daqueles momentos-génio de Theo Parrish, camada sobre camada de elementos instáveis que funcionam juntos como irmãos de armas – camaradagem na instabilidade. Demasiado!

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Segunda-feira, 7 Julho, 2014

FIRE! ORCHESTRA Enter CD / 2LP+CD

€ 16,50 € 12,95 CD Rune Grammofon

€ 21,50 € 19,50 2LP+CD (gatefold) Rune Grammofon

Não parece haver um outro caminho para estes Fire! senão a grandeza dos seus actos e desígnios. Já foi um trio, bem no seu início, mas depois começou a abrir os braços a convidados e com “Exit”, ironicamente, os Fire! mostraram todo o seu arsenal de fogo e poder destrutivo. Tudo no bom sentido, claro. E se “Exit” parecia ser um delírio escandinavo, que dificilmente teria consequência para além do tremendo álbum que gravaram, uma digressão pelo norte da Europa e mais explosões criativas fizeram espoletar “Enter”, um monumento musical de quase trinta peças que vai deslizando pelos nossos ouvidos como, presumimos, a malta do antigamente sentiu quando via a Arkestra de Sun Ra pela primeira vez. Ainda falamos de jazz? Dificilmente. O corpo ainda é estimulado pela corrente do jazz, mas a sua estrutura quando vista à distância parece conter tanta riqueza que é redutor arranjarmos géneros. Aliás, é assim que é saudável, pois quando estamos nos 13 minutos e Simon Ohlsson começa a cantar, íamos jurar que esta orquestra converteu-se nos LCD Soundsystem. O resto é uma tropa de música com plena consciência do movimento colectivo e individual, que nos deslumbra pela força, sim, mas também pelos pequenos detalhes que tornam as duas peças de “Enter” uma delícia para os sentidos. Sinceramente? Ter apenas 60 minutos disto é um crime. Tamanha empreitada deveria ter produzido alimento para subsistirmos durante meses. Sabe a pouco e não resta senão ouvir este disco – com “Exit” à mistura – incontáveis vezes. Brutal (e muita atenção a Sofia Jernberg).

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Segunda-feira, 7 Julho, 2014

BLACK BANANAS Electric Brick Wall CD / LP

€ 15,50 € 14,95 CD Drag City

€ 17,95 € 14,95 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC581-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC581-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC581-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC581-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC581-5.mp3]

Seja como Royal Trux, RTX e agora como Black Bananas, Jennifer Herrema tem mantido uma carreira exemplar e única no rock. É justo dizê-lo que não é para todos, como também encaixa dizer que o som dos projectos de Herrema sempre tiveram algo de futurista, uma espécie de transformação trash-sci-fi-rock que ao longo dos anos e, principalmente com estes Black Bananas, se tem vindo a tornar mais acessível e com um derrame pop mais tangível. O autotune neste “Electric Brick Wall” dá ao som dos Black Bananas qualquer coisa de novo, como se de repente se transformassem num concretização perfeita de como imaginávamos a pop coreana futurista nos anos 90. A postura chunga sempre fez algo parte deste universo, mas a forma como as canções se arranjam aqui parecem servir um propósito mais modesto, tangível e quase como uma condecoração da curta carreira dos Black Bananas.

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Quarta-feira, 14 Maio, 2014

JOZEF VAN WISSEM / SQÜRL Only Lovers Left Alive OST CD / 2LP

€ 16,50 € 11,95 CD ATP

€ 24,50 € 22,95 2LP (180gr, download code, blood red vinyl) ATP

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Há dois lados em “Only Lovers Left Alive” – o vinil divide-se, mesmo, em dois; e, já agora, apanhem a versão com o vinil cor-de-sangue. De um lado, Detroit, do outro, Tânger. No fundo, o filme, que não vimos ainda em Portugal, deve caminhar por diversas dualidades: afinal, não são os vampiros os não-humanos? E, como não podia deixar de ser, também a banda sonora acaba por criar dois corpos, duas identidades e dinâmicas. Mas tudo correu bem, pois o disco não mostra a separação, deixando-nos sempre com um ângulo sobre o outro lado. SQÜRL – o projecto rock de Jarmusch com Carter Logan e Shane Stoneback que se ergue de Bad Rabbit, criado para o filme “Limits Of Control” – faz metade do trabalho, electrificando o ambiente, num slow-core intenso e ofegante. Jozef Van Wissem dá a sua habitual contribuição melódica e exótica com o alaúde mais indie do mundo. Metade do álbum é em registo de colaboração, a outra metade separa as autorias e extrema as intenções. Dizem que o filme é bom, que é uma visão muito original e forte das histórias sobre vampiros. Ouvir este originalíssimo disco empurra-nos para essa conclusão e deixa-nos a contar os dias para o vermos no grande écrã por cá.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

STL At Disconnected Moments CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Smallville

€ 18,50 2LP Smallville

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SMALLVILLECD08-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMALLVILLECD08-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMALLVILLECD08-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMALLVILLECD08-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMALLVILLECD08-5.mp3]

A máquina STL parece nunca ser desligada. O espólio é imenso e cresce sempre mais rápido do que esperamos, quase parecendo um organismo vivo com a capacidade de gerar constantemente versões de si próprio. Mais inclinado para o lado dub do techno nos seus discos para a Smallville do que em sua casa (Something), STL cresce especialmente de magnitude em formato de álbum, quando as faixas longas, em sequência, baixam a resistência em nós para níveis de aceitação bem hipnóticos. Por vezes ainda descola a partir de Theo Parrish, como em “Space Cats”, mas já ouvimos tanta música de STL (muitos discos antes deste) que, com segurança, podemos achar nele um dos produtores mais assertivos na actualidade. A sua fantasia montanhosa que envolve encontros com discos voadores e nevoeiro (camadas e camadas) pinta cenários de Montanha Mágica na divisão em que se escuta a música. “At Disconnected Moments” assume a cultura Basic Channel, como todos os discos com as palavras “dub” e “techno” pelo menos desde o ano 2000, mas isso é uma inevitabilidade, é como escolher ser cristão séculos depois de o culto ter sido instituído. É o que está para além das aparências que fabrica aqui uma personalidade, é para isso que apontamos sempre.

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Sexta-feira, 13 Dezembro, 2013

EDGAR RAPOSO & LUÍS FUTRE Portugal Eléctrico! – Contracultura Rock 1955-1982 LIVRO

€ 21,95 LIVRO Groovie Records

Paperback, 162 páginas, 20,5 x 29,5cm.

Não é segredo para ninguém que a história da música popular portuguesa está um pouco deixada a um canto. Salvam-se as barras de ouro e o resto fica meio lateralizado, deixado ao abandono, sem grande esperança de que alguém pegue. Edgar Raposo e Luís Futre têm unido esforços para lutar contra este esquecimento. Ao longo dos últimos anos têm editado compilações que nos deram a conhecer algumas pérolas perdidas/esquecidas do rock português e agora dão-nos este “Portugal Eléctrico!”, livro que basicamente mete em palavras e muitas imagens tudo aquilo que nos deram a ouvir através dos discos que editaram. É um documento fundamental para ficar a conhecer melhor a música portuguesa, sobretudo o rock e os inúmeros nomes que encheram o imaginário dos adolescentes de outras décadas. Não há livros destes a saírem todos os dias e, acreditam, ainda há menos gente gente capaz de partilhar de forma tão benigna e honesta o conhecimento que foi adquirindo ao longo de anos de pesquisa. Fundamental.


“Depois de ‘A Arte Eléctrica De Ser Português’, o histórico livro de António Duarte editado em 1984 e há muito esgotado, este ‘Portugal Eléctrico’ que a Groovie Records agora nos apresenta é o mais significativo documento para a compreensão da memória rock do nosso país. Os textos, os artefactos fotográficos e as capas de discos constituem um acervo crucial para a iluminação de uma época que até há pouco vivia na sombra de factos mais recentes e tornam um pouco menos secreta uma história de que ainda hoje sentimos os electrificados efeitos” Rui Miguel Abreu in BLITZ

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