Sexta-feira, 25 Julho, 2014

THE WIRE #366 (August 2014) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

Há um problema com os direitos para os temas do Tapper desde há muito na Wire, tornando impossível que o CD contenha algumas das editoras que eles e nós mais gostamos. Mas o que era um problema tornou-se numa marca e, até, numa prova de como esta oferta da revista inglesa acaba por nos dar mais pistas que os nomes que conhecemos. É mais um caso desses, neste Tapper número 35. Está colado à capa de Agosto, onde está o rosto bonito da Annie Clark ou St Vincent. Como sempre, há mais coisas para ver dentro da Wire, e neste mês há Invisible Jukebox com Bernie Krause, as performances de Sue Tompkins, o techno do futuro de Lee Gamble, as cobras de Shabazz Palaces, os quarenta anos dos Chrome, a herança mística dos Boredoms nas mãos de OOIOO, o supermercado dos Siinai, as secções mais reduzidas sobre a cena bass (intestinal, como eles dizem), a red zone psych jams, dub, high tech alienation, non-standard standards, skull splitting sould food, entre outras iguarias musicais. Depois há discos de formatos estranhos, a caixa da Tabu, o regresso do feedback dos Group, a capa Bowie da Jenny Hval, Ike & Tina, Ornette, Sun Araw e Laraaji. E, ainda, os discos de Manuel Mota, “Salvation Modes” de Sei Miguel e o “Volume II” de Filipe Felizardo – yeah!

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Sexta-feira, 25 Julho, 2014

NURSE WITH WOUND & GRAHAM BOWERS ExcitoToxicity CD

€ 17,50 € 14,50 CD Red Wharf

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Uma única audição de “ExcitoToxicity” deixa-nos de barriga cheia por algumas horas, como uma difícil refeição onde não resistimos comer mais do que gostamos. Steve Stapleton e Graham Bowers voltam a juntar-se e a cozinhar para nós o terceiro álbum da sua recente colaboração. É uma estrada sem destino, feita de farrapos de sons que ora nascem para colidir uns com os outros, ora juntam-se naquilo que podemos chamar, com muita liberdade, composição. Tudo espontâneo, sem rede, com aquela intuição concreta-experimental que gostamos sempre de ouvir nos Nurse With Wound desde… sempre? Mas não é só a audição que nos atinge: isto é música com imagens, palavras e filmes, imensas sugestões de paisagens, pessoas e acções, entre a acidez do rock e o a leveza encantatória do muzak. É impressionante o à-vontade com que estes dois senhores fazem um disco que outros teriam muito que suar para conseguir.

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Sexta-feira, 25 Julho, 2014

JAMES BLACKSHAW Fantômas: Le Faux Magistrat CD

€ 15,50 € 12,95 CD Tompkins Square

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Um luxo: no dia 31 de Outubro de 2013, em Paris, no Teatro de Châtelet, uma festa de homenagem a Louis Feuillade e à sua mítica – e centenária – série de filmes “Fantômas”. Juntos, em palco, fazendo a música para os filmes mudos, Tim Hecker, Amiina, Yann Tiersen e Loney Dear. Para o quinto e último capítulo – “Le Faux Magistrat” -, Tiersen convidou James Blackshaw, que levou consigo Duane Pitre e Simon Scott (dos Slowdive). 70 minutos divididos por inúmeros temas que, decerto, servem para encaixar nas cenas certas. Ao longo desta banda sonora – aqui ouvimos exactamente a que foi tocada em Paris -, vamos convivendo com uma neblina temática que se vai intrometendo pelas várias cadências e situações, deixando que o tom negro, misterioso e melancólico ocupe sempre parte da nossa percepção da música. Obviamente é a guitarra e o piano (sobretudo), tocados por Blackshaw, que ganham sempre o protagonismo, o “tema”, embora hajam partes em que o grupo assume o colectivo. Para quem espera sempre um novo capítulo da folk pelas suas mãos, este é um disco que foge ao previsto, mas também é verdade que nos últimos anos James Blackshaw parece fazer bem quase tudo o que lhe apetece. Este é mais um desses casos; uma obra que se gruda como cola a cada audição. Sim, ele também sabe fazer bandas sonoras. Não estão espantados, pois não?

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Quinta-feira, 24 Julho, 2014

CARIBOU Can’t Do Without You 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ Jiaolong

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JIAOLONG012-1.mp3]

Num intervalo de Daphni, Caribou prepara novo álbum com título massivo de adesão às emoções fortes (“Our Love”), largando no entretanto este single limitado com a clássica declaração “Can’t Do Without You” repetida vezes sem conta para efeito mântrico máximo. O beat orgânico com extra baixo, pratos e palmas, muito estilo DFA, aguenta crescendos impossivelmente contagiantes (pensem em The Field, por exemplo) numa manobra pop descarada destinada ao céu indie com toda a gente de braços no ar. A trama desenvolve-se com alguma discrição, na versão longa aqui apresentada, até à quebra por volta do minuto e 30. Depois tentem segurar esse entusiasmo quando uma voz é substituída por outra (ou a mesma em pitch diferente) e esta sai para a superfície depois de mais de um minuto suspensa. Filtros e jogos de repetição muito testados aliam-se à distorção ambiental em crescendo tão característica da nossa época para uma subjugação total do ego ou, se preferirem, a maximização do seu potencial em meio à multidão. É isso!

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Quinta-feira, 24 Julho, 2014

LEWIS L’Amour CD / LP

€ 17,50 € 13,50 CD Light In The Attic

€ 24,50 € 20,50 LP (gatefold + download) Light In The Attic

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Lewis é um daqueles fenómenos que só poderiam ter acontecido nos dias que correm. A sua identidade não é clara, há várias histórias sobre o seu passado, algumas fazem algum sentido, outros servem o propósito do mistério deste álbum: supostamente Lewis (é um pseudónimo) desapareceu depois da sessão de fotografia (que não pagou) para este álbum. Uma cópia de “L’Amour” foi descoberta numa feira e depressa se tornou num mistério e num fenómeno da blogosfera, tornando-se apetecível, claro, para os coleccionadores de prensagens privadas. Mas histórias não fazem música. O mistério e o ar cheesy da capa podem dar um véu especial a tudo, aliás, contribuem para disfarçar a costela quase primária dos instrumentais, também eles cheesy, completamente 1980s, seguros de si e um óptimo cenário para a voz de Lewis. Pode-se ligar facilmente este “L’Amour” a algum Arthur Russell (aos cenários de “World Of Echo”, ao nível da voz de “Another Thought”), ou a um Antony sem o luxo da produção, entregue a uma escassez de meios. Só que o que é belíssimo em Lewis é que tudo parece um artifício a servir um propósito, uma espécie de felizes coincidências que acabaram por resultar bem ou, melhor, que hoje soam muito bem, sobreviveram, resistiram e fortificaram-se no teste do tempo. Há algo de eterno em “L’Amour” de tão básico e simples, honesto. Mesmo que o homem por detrás de tudo tenha sido um vigarista ou um extraterrestre (há teorias à volta disso). O que importa é que uma das prensagens privadas mais queridas descobertas nos últimos anos tem finalmente direito a uma edição para chegar a todos, pela primeira vez em CD e reeditado em vinil (que receberemos em breve). E não importa onde estão, à falta de melhor termo, “musicalmente”, vocês merecem ouvir Lewis.

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Quinta-feira, 24 Julho, 2014

LAURIE ANDERSON Big Science (edit) / Example #22 7″

€ 4,50 7″ Warner Bros. (K 17941)

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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=AA9Q4RC10k4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da prensagem inglesa de1982 em excelente estado. / Original UK release, EXC. Sound clips not from actual copy.

Duas das faixas carismáticas no álbum de estreia de Laurie Anderson, também chamado “Big Science”, depois de ter contribuído um ano antes para uma das tradicionais compilações de spoken word na Poetry Systems de John Giorno. O traço característico que a voz de Anderson deixa no ar já era perfeitamente reconhecível e, neste single, “Example #22″ é uma festa que promove a fusão entre um som de sopros muito económico e identificável em composição contemporânea e um motivo percussivo, mais adiante, que incorpora os sopros e a voz numa espécie de celebração militar muito efusiva. Estranho? Não em Laurie Anderson. “Big Science” anuncia “It’s cold outside” antes de a voz começar a contar a história no seu inglês norte-americano perfeitamente delineado. Um sintetizador adensa o ambiente enquanto a percussão de David Van Tieghem estabelece o passo cósmico e também selvagem de toda a aventura. A versão neste single não tem os 6 minutos do LP mas a experiência de suspensão numa nuvem de conforto futurista é capturada na essência. Momentos especiais.

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Quarta-feira, 23 Julho, 2014

COPELAND Because I’m Worth It LP

€ 16,50 LP Edição de Autor

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Não subsistiam dúvidas mas, quando escutamos o álbum de Inga Copeland, confirmamos o quanto de especial acontece aqui. Pegando em algum vapor que ainda resta de Hype Williams, passando pelo seu álbum com Dean Blunt, pós-Hype Williams, para chegar a uma zona estranha de dub e murmúrios, com Actress a contribuir electrónica. Beats incertos na sua caminhada procuram uma via por entre o nevoeiro às vezes quase pop. Choques de pratos de choque, silvos, ambientes carregados de noite, “because I’m Worth It” explica para onde seguiu muito do que se conserva realmente interessante na cena que andou a par do Bass inglês sem estar a contar muito (ou nada) com adesão nas pistas de dança. Copeland parece mostrar aqui o que acontece no seu quarto, em privado, sentimos quase ter acesso a manobras pessoais que em condições normais nos estariam vedadas. Esta característica continua, felizmente, a tocar muitos discos bons, a capacidade de nos fazer entrar numa zona especial com um cartão de acesso que parece ser-nos entregue em mão. Disco para escutar e reflectir, ao longo do ano, para deixar vir naturalmente à superfície quando o momento chegar.

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Quarta-feira, 23 Julho, 2014

MORGAN BUCKLEY Shout Out To All The Weirdos In Rathmines 12″

€ 8,50 12″ Rush Hour

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Mais um fora do quadro. É a confluência de vários universos conhecidos, incluindo Can, Jamal Moss, BBC Radiophonic Workshop, pós-punk e Oriente. Alguém ao fundo (a voz que se ouve muito ao longe) manipula a direcção que isto toma. A série paralela da editora Rush Hour consegue outro momento sublime, talvez o mais livre desde o #2 com Ramirez (Dean Blunt). Há logo um toque de desvio no título, à procura de companhia no submundo, e a música honra as expectativas. A voz sem corpo conta coisas em tom monocórdico por cima das maquinações ricas que se estendem por baixo. Imaginem a concentração de tudo de magnífico que o choque entre rock e house criou, lembrem-se de “Losing My edge” e “Beat Connection (LCD Soundsystem, 2002) e transportem o conteúdo até à selva longínqua (a selva é sempre longínqua, do nosso ponto de vista). A cena urbana ganha logo outra liberdade. Forte!

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Sexta-feira, 11 Julho, 2014

TAPPER ZUKIE Peace In The Ghetto CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Kingston Sounds / Jamaican Recordings

€ 17,50 € 14,95 LP Kingston Sounds / Jamaican Recordings

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Tapper Zukie pega na deixa de Dillinger ao dizer “i smoke a lot of that marijuana” e depois “i feel it in my veins”. Em 1978, já Zukie e outros nomes jamaicanos estavam ligados à cena punk, ele próprio fez primeiras partes na tour britãnica de Patti Smith em 1976. John Lydon, pós-Sex Pistols, integrou a embaixada que a Virgin Records (para quem os PIL gravariam) enviou à Jamaica em 1978. Um dos resultados foi levarem Tapper Zukie para o catálogo e contribuir para ainda maior exposição do que viria a solidificar-se como dancehall. O toast de Zukie, como o de Dillinger e outros contemporâneos, era sobretudo empregue nos bailes directamente por cima dos instrumentais que os sound systems tocavam, mas a tradução desse clima em disco mantém-se como um dos definitivos empurrões de entusiasmo para levar gente para a música e, eventualmente, para a cultura. O eco na voz, junto com o tom de improviso, criam uma zona de risco que, em “Peace In The Ghetto”, é no entanto sempre segura nos resultados. A produção de Striker Lee enche o espaço com dub sério que complementa as mensagens com um tapete quase etéreo. A voz fica assim na nossa cara, traduzindo, na melhor tradição, a vida real e as suas condições, na época ainda muito condicionadas pela instabilidade política na Jamaica. O ano de 78 praticamente começava com o massacre de Green Bay, enquanto Zukie ainda lamentava a morte de Biko em Pretoria, África Do Sul, em Setembro de 77. Há uma faixa dedicada a ele, numa manobra de solidariedade transatlântica que não é incomum na música jamaicana.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

THE DURUTTI COLUMN Chronicle LX:XL BOX 2CD

€ 32,50 € 29,95 BOX 2CD Kooky Disc

Em Abril de 2011, no Bridgewater Hall, em Manchester, Vini Reilly pisou o palco para apresentar o seu novo disco “Chronicle”. Quem esteve na sala conseguiu comprar algumas cópias e um grupo ainda mais pequeno de pessoas puderam comprar uma edição posterior limitadíssima da Kooky Disc. O concerto serviu para comemorar uma vida inteira de Durutti Column, encerrar ciclos e começar outros. Vini Reilly assumiu este convite como um desafio biográfico, mas quis o destino que no meio desta aventura tivesse dois desgostos que lhe mudariam a vida: um partiu-lhe o coração – a sua namorada de 9 anos, Poppy, deixou-o -, o outro destruiu-lhe o corpo – um ataque deixou-o profundamente incapacitado nos movimentos e na fala. Mas, pouco tempo depois, o músico fez questão de mostrar que, mesmo não recuperando totalmente (na verdade, o seu estado agravou-se depois do concerto), era esse o sentido da sua vida. Poppy aceitaria participar no concerto, nas canções onde colaborou, e Reilly contornou as suas limitações para voltar a tocar e a cantar. Escusado será dizer que o concerto de 2011 deverá ter sido muito emocional, e que muitos pensaram que seria mais uma despedida que um regresso. Em certa medida, foi. Depois de aparecer em 2010, a sua doença não parou de progredir, e este acabaria mesmo por ser o último concerto que daria até hoje. Apesar disso, depois da primeira versão de “Chronicle”, Vini Reilly juntaria a sua habitual família para refazer alguns dos temas e oferecer-nos hoje uma edição profundamente histórica e lacrimejante. A primeira surpresa é a altíssima qualidade de grande parte dos temas (há, sem dúvida nenhuma, obras-primas aqui!), procurando uma maior calma e contemplação, e beneficiando, e muito, da ajuda de Bruce Mitchell e Keir Stewart. A segunda surpresa é a quantidade de música que nos dá (e, sim, esta é a sua verdadeira despedida). Esta edição, que supostamente seria para o Record Store Day deste ano, traz, para além de dois discos – o primeiro é a tal versão actualizada de “Chronicle”, e o segundo é quase todo material original ou actualizações de temas dispersos -, espaço para gravarmos mais um com mais material disponível para download. Mas a caixa ainda traz mais coisas: um pedaço do mapa de Manchester (há seis no total), um certificado de autenticidade (há apenas 1000 caixas disponíveis e não existem planos de reedições neste ou outro formato), textos de Bruce Mitchell sobre os concertos que deram, fotografias da colecção pessoal de Vini Reilly e material promocional da banda desde os anos 80 até hoje. Já era imperdível, mas com estas características é uma afronta não terem a última crónica dos Durutti Column de Vini Reilly.

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Quinta-feira, 5 Junho, 2014

ROLL THE DICE Until Silence CD / 2LP

€ 15,95 € 11,95 CD Leaf

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Só quem não presta atenção a estes textos é que pode ficar surpreendido com o estardalhaço que este disco está a fazer na Flur. Andamos há anos a disparar elogios para os Roll The Dice – primeiro na Digitalis, com o homónimo; depois na Leaf com “In Dust” -, e nem nos nossos sonhos mais intrincados esperaríamos que “Until Silence” fosse assim. Porque, sobretudo, vivíamos dentro das máquinas destes suecos, engolindo todos os sons que saiam dos seus modulares analógicos. E estávamos bem felizes – honestamente? os seus dois álbuns anteriores são obras-primas! Mas quem nasceu para ter ideias maiores que as nossas está condenado a fazer-nos isto, deixar-nos de queixo caído, ultrapassando-nos completamente. Se achavam que Roll The Dice fazia música épica, poderosa e dramática, então o que dizer se a isto juntarem uma orquestra de 26 instrumentos de cordas? Erik Arvinder foi o mágico contratado e o resto, caros amigos, é um monumental arrojo estético, ambicioso e esmagador, evitando todos os caminhos normais para este tipo de orquestração. Não sublinha nem sugere: cria todo um universo paralelo que nunca se desliga da música das máquinas de Roll The Dice. Apetece inundar este texto com adjectivos, mas basta ouvirem excertos de “Until Silence” para uma melhor compreensão do nosso fascínio. Que álbum incrível.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

ASMUS TIETCHENS Spät-Europa LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB142-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB142-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB142-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB142-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB142-5.mp3]

Segunda incursão mais séria no universo de Asmus Tietchens, finalmente com reedições de uma parte importante da sua discografia, correspondente ao período em que os 80s começavam a afirmar-se de forma clara como década prodigiosa para levar mais longe as experiências electrónicas da década precedente. A análise poderá ser parcial, mas ao escutar “Spät-Europa”, que se traduz mais ou menos como “Europa tardia”, sentimos a concordância com uma certa comunidade musical baseada em Hamburgo – lembramo-nos de Hollger Hiller e, mais tarde, Felix Kubin, por exemplo. Uma ideia de pop dramática, por vezes em delírio barroco, o que pode dar-lhe um tom ingénuo mas também lhe acrescenta ambição. Pop tomada no sentido grande, já que nada do que escutamos no álbum é realmente pop. De novo a presença fantasmagórica dos Residents (em “Frautod Grafitto” e “Poanpo”, por exemplo), também o fascínio germânico por uma ideia de trópicos ou de exotismo, bem expresso em tanta outra música da época (este álbum é de 1982), de Pyrolator a Die Partei ou Za-Za. “Lourdes Extra” parece só necessitar da convocação da imagem de cientista louco que Kubin arranjou para si próprio. Mas Asmus Tietchens está à margem destas nossas associações, ou antes, precede-as, e assim levamos o disco para casa para nos sentarmos com ele e ouvir as histórias da História. Logo logo voltaremos a falar dele

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