Quinta-feira, 31 Julho, 2014

ANDREW BIRD Things Are Really Great Here, Sort Of… CD

€ 14,50 CD Wegawam

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WEG001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WEG001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WEG001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WEG001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WEG001-5.mp3]

A história começa na década de 90, quando Andrew Bird partilhou cidade e música com os Handsome Family, deixando até aos dias de hoje uma relação de intensa proximidade. Tão próxima que, a páginas tantas, e um pouco inesperadamente, o novo álbum de Bird dedica-se em exclusivo ao songbook do duo – depois de já em 2003 ter havido uma versão de “Don’t Be Scared”. Folk e tradição e Americana até ao osso, com Andrew Bird numa missão mais directa que alguns dos seus discos mais, digamos, pop. O que se perde numa coisa, ganha-se noutra, pois a sua folk é cristalina e elegante, e faz vénia aos cânones de um modo puro mas ambicioso. “Things Are Really Great Here, Sort Of…” era quase um disco desnecessário, mas Andrew Bird parece ser um genuíno e sincero homem da folk e amigo dos seus amigos. É um disco de homenagem, sim, mas sente-se que é também um disco seu, sem que isso subtraia a autoria dos Handsome Family. E para quem suspeitou, sim, até há uma versão de “Far From Any Road”, que serviu de tema para “True Detective”.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

PHAROAH & THE UNDERGROUND Primative Jupiter LP

€ 16,95 LP Clean Feed

Um dos momentos do Jazz Em Agosto de 2013, quando se celebraram os redondinhos 30 anos, coube a Pharoah Sanders, nome mítico e histórico do jazz, para sempre contemporâneo da ascensão de Coltrane. O momento foi solene e especial, pois tratava-se da união de Sanders com os dois projectos Underground de Rob Mazurek: Chicago e São Paulo. Do lado da cidade norte-americana, Matthew Lux em baixo e Chad Taylor em bateria e mbira; do lado sul-americano, Guilherme Granado em teclados, electrónica e samples, e Maurício Takara em bateria, percussão, cavaquinho e electrónica. Mazurek, em corneta e electrónica, unindo os dois trios rítmicos, abrindo e fechando portas para Pharoah Sanders poder entrar e sair. Se na memória estava a homenagem de Mazurek a Bill Dixon uns anos antes, também no Jazz Em Agosto, mas de lembrança insatisfatória, foi uma boa surpresa testemunhar um encontro de risco ter um resultado tão interessante. Música de celebração, claro, com uma dinâmica unidade criativa brasileira a preencher os espaços e a dar um colorido perfeito; de Chicago, a grelha essencial, segura e orientadora. Mazurek, maestro sempre atento das suas tropas e um anfitrião exemplar para receber os ensinamentos e herança de Sanders. Um triângulo extenso, nem sempre equilátero, a refazer ideias e memórias (de todos) num novo contexto que, sentiu-se, tinha ambiente de festa final.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

PHAROAH & THE UNDEGROUND Spiral Mercury CD

€ 12,95 CD Clean Feed

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CF301CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CF301CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CF301CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CF301CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CF301CD-5.mp3]

Um dos momentos do Jazz Em Agosto de 2013, quando se celebraram os redondinhos 30 anos, coube a Pharoah Sanders, nome mítico e histórico do jazz, para sempre contemporâneo da ascensão de Coltrane. O momento foi solene e especial, pois tratava-se da união de Sanders com os dois projectos Underground de Rob Mazurek: Chicago e São Paulo. Do lado da cidade norte-americana, Matthew Lux em baixo e Chad Taylor em bateria e mbira; do lado sul-americano, Guilherme Granado em teclados, electrónica e samples, e Maurício Takara em bateria, percussão, cavaquinho e electrónica. Mazurek, em corneta e electrónica, unindo os dois trios rítmicos, abrindo e fechando portas para Pharoah Sanders poder entrar e sair. Se na memória estava a homenagem de Mazurek a Bill Dixon uns anos antes, também no Jazz Em Agosto, mas de lembrança insatisfatória, foi uma boa surpresa testemunhar um encontro de risco ter um resultado tão interessante. Música de celebração, claro, com uma dinâmica unidade criativa brasileira a preencher os espaços e a dar um colorido perfeito; de Chicago, a grelha essencial, segura e orientadora. Mazurek, maestro sempre atento das suas tropas e um anfitrião exemplar para receber os ensinamentos e herança de Sanders. Um triângulo extenso, nem sempre equilátero, a refazer ideias e memórias (de todos) num novo contexto que, sentiu-se, tinha ambiente de festa final.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

DAVID SYLVIAN / ROBERT FRIPP Damage CD

€ 14,50 CD (2014 reissue) DGM

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DGM0523-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0523-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0523-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0523-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0523-5.mp3]

“First Day” tinha sido uma valente surpresa em 1993 e quase ninguém pareceu chocado com a ideia de um rapaz dos 80 se juntar a um rapaz dos 70. Tanto Fripp como Sylvian tinham, contudo, muito em comum e não é de estranhar que depois de “Gone To Earth” se tenham juntado para adicionarem uma valente torrente eléctrica do primeiro à pop arrumadinha do segundo. E, a julgar pelos relatos, o sucesso da empreitada também apanhou de surpresa ambos os músicos e, como é normal nestas coisas, a estrada serviu para legitimar tudo o que tinham feito no disco e “algo mais”. “Road To Graceland” foi o nome da digressão e esta gravação é feita com excertos do seu fim. Que novidades aparecem aqui? Várias, e todas elas interessantes. A principal é a voz de Sylvian, em plena e soberba forma, sem as rugas acrescentadas em estúdio para suportarem a electricidade de Fripp. “Damage” prova o que se sabe, que Sylvian tem voz para todos os registos. Outro aspecto importante é o modo como os temas, embora sejam fiéis aos originais, parecem ser mais honestos, mais autênticos, espelhando sempre o modo incrível como este grupo de músicos encarou estes concertos. Embora se tenham perdido minutos em alguns temas – o que é pena, mas ao vivo o relógio anda de modo diferente -, há extras como “Gone To Earth” e “Wave”, tocados em todo o seu esplendor, e “Every Colour You Are” de Rain Tree Crow, por exemplo, ajudando a que “Damage” consiga sair um pouco da redoma de “The First Day”. Um grande disco que, não por acaso, é ao vivo.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

DAVID SYLVIAN / ROBERT FRIPP The First Day CD

€ 14,50 CD (2014 reissue) DGM

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DGM0522-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0522-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0522-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0522-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DGM0522-5.mp3]

Em 1993, “The First Day” foi uma surpresa como todas são: inesperada. Depois de ter feito um percurso que caminhava assumidamente para o ambientalismo, com “Plight And Premonition” e “Flux + Mutability”, sobretudo, em 1988 e 1989, respectivamente, em colaboração com Holger Czukay, David Sylvian volta a colaborar com Robert Fripp depois de se terem encontrado em “Gone To Earth” em 1986 e, também, depois de ter recusado aparecer como vocalista nos King Crimson. Agora a duo, voltam as canções e aparece uma maior insistência no poder de fogo rock de Fripp, embora sejam muitos os momentos que se auto-inflamam com electricidade mas depois procurem um mantra que, porque não, estabelece a correcta bissectriz entre funk e o progressivo. “First Day” é também um disco que divide tempos: Sylvian faria deste momento uma pausa para preparar a família e “Dead Bees On A Cake”, o primeiro álbum a solo desde “Secrets Of The Beehive”. Embora esta aventura seja claramente resultado de um trabalho a dois, é Fripp quem parece mover o ritmo e a intensidade de “First Day”. Sylvian parece corresponder com o que sempre fez bem: cantar e arranjar o tempo certo para as suas músicas – uma qualidade intrínseca da música progressiva e talvez por isso este casamento tenha tido este resultado explosivo. Nem Sylvian nem Fripp precisariam das suas carreiras salvas por este álbum, mas a verdade é que há aqui música que não aparece em mais lado nenhum. E Sylvian raramente falhou um passo.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

POWELL The Ongoing Significance Of Steel & Flesh 12″

€ 10,95 12″ Diagonal

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DIAG001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG001-4.mp3]

Descobrimo-lo no ano passado, num maxi brilhante editado na The Death Of Rave. Desde então Powell tem andado nos nossos ouvidos, sempre atentos ao que de novo nos traz. Contudo, hoje apetece-nos ir atrás no tempo e redescobrir este “The Ongoing Significance Of Steel & Flesh”, o primeiro registo editado por Oscar Powell e, também, o primeiro lançamento da Diagonal, uma editora que ao longo do último ano tem ganho alguma – justa – visibilidade. O que se percebe neste maxi é que o som de Powell de 2011 não é muito distante do de Powell de agora, o britânico é um daqueles raros casos em que opta por não inventar e cingir-se a um som que tem desenvolvido e aperfeiçoado de maxi para maxi. Este na Diagonal é mais cru do que, por exemplo, o homónimo na The Death Of Rave, um esqueleto concentrado na tensão (“09” e a rmx de Regis para o tema são exemplo disso) e não tanto na ocupação do silêncio para uma reestruturação do punk rock: de certa forma, e sem maldade, Powell é mais original aqui do que nos maxis seguintes. “The Ongoing Significance Of Steel & Flesh” é um pilar na construção do seu som. Ouvimos “Club Music”, o seu último maxi, também na Diagonal, e conseguimos perceber que muito pouco mudou: continua igual, com mais disto, menos daquilo, mas com o mesmo espírito.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

SND Newtables 2LP

€ 20,50 2LP (2014 reissue) SND

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Em 1999, SND haviam refinado a sua abordagem para a distanciar mais ainda de um formato techno que pudesse ser facilmente reconhecível. Esta segunda edição própria, agora reeditada com 6 inéditos retirados do mesmo período, avança consideravelmente na estética de erro/glitch associada (ainda que marginalmente) à pista de dança. O sopro ambiental tão característico deste projecto atinge maturidade, aqui, como parte da teia de sons microscópicos que se atraem mutuamente para formar as entidades a que chamamos faixas. O som de SND, a acontecer sob a superfície e traduzido visualmente por uma redução de estímulos, mantém-se ainda hoje como um dos testemunhos mais importantes da vocação da música electrónica em transcender barreiras. Mesmo antes do novo milénio, esta foi uma das últimas fronteiras a serem transpostas. A partir de então, quase tudo se encontra previamente mapeado. “Newtables” soa agora como uma sonda regressada depois de ter sido enviada para explorar o Desconhecido. Simples e brilhante.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

SND Tplay, 1:5 2LP

€ 21,50 2LP (2014 reissue) SND

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Às 5 faixas da edição original de 1998 são acrescentadas 6 inéditas. Em plena época de paradigma glitch na música electrónica, com toda a teorização mas também a prática a estar ligada ao que a editora Mille Plateaux ia mostrando, SND (Mark Fell e Mat Steel) construíam trabalho que rapidamente uniu o techno de clube às experiências mais esotéricas que estavam a ser feitas com música electrónica. Simplisticamente, soa como Oval misturado com Chain Reaction, algo que pode ser encontrado nas entrelinhas ou, como foi descrito, uma experiência de clube mas do lado de fora da porta, sentindo as vibrações dos graves e o beat abafado. Esse período, na música de SND, representou a união entre as frequentemente tão paralelas, até aí, cenas experimentais inglesa e alemã. Com o novo milénio, em especial, a globalização acelerou também nos intercâmbios sonoros entre gente com ideias e projectos similares. Mas ouvir “Tplay” está fora de considerações macro-culturais, basta sentir a suave repercussão do som em paredes almofadadas imaginárias, como a bola de Pong se movimentava, lânguida, entre as raquetes.

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Quinta-feira, 31 Julho, 2014

HEAVEN 17 The Height Of The Fighting 12″

€ 7,00 12″ Virgin / Ariola (600 514-213)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZCvKkGUfk4E?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GxYSi96xhL4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lJs3-ULCRNI?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da edição alemã de 1982 em excelente estado. / Original German 1982 release, EXC. Sound clips not from actual copy.

O álbum iluminado que foi “Penthouse And Pavement” gerou naturalmente alguns singles. As experiências de cruzamento entre soul/funk e um tipo de electrónica mais pesado, herdado ainda dos primeiros tempos de Human League e da nascente cena industrial de Sheffield, resultam num tipo de som híbrido que convoca espíritos muito diversos numa nova harmonia. “Height Of The Fighting” resume-se a um número de cânticos repetidos, um comando da sociedade para guerrear e para lidar com isso, uma vez que “eles” nos mandam para o combate, ou para resistir. “Calor, guerra, suor, lei”. Se nos mandam para lá, aguenta-se; se não se aguenta, finge-se. Numa época muito política em que a própria banda já tinha mostrado grandes reservas em relação a Ronald Reagan, por exemplo (em “Fascist Groove Thang”), Heaven 17 tratam os assuntos com uma ideia de vanguarda para a sua pop. O baixo sintético nesta música está gravado na memória há muitos anos, a voz grave e imperativa, cortada pelo cântico celebratório, a percussão latina, os minúsculos organismos electrónicos, os sopros extrovertidos de funk, tudo compõe uma estranha abordagem pop cujo impacto pode ser sentido logo pela capa que mostra Glenn Gregory aos comandos de uma nave, com o planeta Terra a sofrer ataque de fogo! “He-La-Hu”, no lado B, é a versão instrumental e, para terminar o disco, com nova ilustração de Jill Mumford na contracapa, ouvimos “Honeymoon In New York”, um resquício da pré-existência de Heaven 17 como British Electric Foundation e, até, antes disso, como The Future. Uma introdução de tom matrimonial abre para uma complexa teia rítmica que recorda DAF e espelha um pouco do que os Cabaret Voltaire iriam fazer a partir do ano seguinte.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

AMEN DUNES Love CD / LP

€ 14,50 CD Sacred Bones

€ 23,50 LP Sacred Bones

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SBR113-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR113-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR113-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR113-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR113-5.mp3]

No circuito há uns anos, Damon McMahon aka Amen Dunes tem lançado álbuns interessantes mas nenhum tão funcional e encantador como este “Love”. Discretamente “Love” toca em vários territórios indie sem nunca se desleixar no abençoado fulgor de um singer-songwriter com ambições e que consegue transpor nas suas canções uma mágoa recorrente que é quase bandeira de muitos dos nomes que surgem neste campeonato. “Love” lança McMahon como nome a seguir de perto para quem se sente bem nestes territórios, com a vantagem de que este não parece – aliás, nunca o demonstrou na sua carreira – alguém que se pregue a convenções e aqui podemos perceber a sua voz em vários registos, quase se encostando a coisas de má recordação dos anos 80 mas que funcionam no registo falsamente despido das suas canções. E há também renovação aqui porque McMahon parece reencontrar o seu caminho, como se tivesse descoberto uma boa razão para regressar à adolescência e recriar momentos com esse espírito, sem ponta de nostalgia, mas com um certo empirismo que dá uma dimensão gorda ao que cria. “Love” vive o momento vivendo-o como uma recordação instantânea que se esqueceu da piroseira em casa. Tem momentos sublimes e outros que jogam ombro a ombro com esse sublime.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

JUNGLE Jungle CD

€ 12,50 CD XL recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD647X-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD647X-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD647X-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD647X-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD647X-5.mp3]

Uma espécie de boião da cultura, estes Jungle têm nutrido de um hype crescente ao longo dos últimos tempos e não é por menos (ouve-se “The Heat” – por alguma razão abre o álbum – e percebe-se logo o alcance desta música). À sua maneira muito própria, são uma espécie de Hot Chip 2014 versão soul, um conjunto de malta que se junta sem fronteiras claramente definidas mas que sabe de onde parte. Os instrumentais de Jungle podem ser tudo menos soul, mas o modo como as vozes são acamadas nos beats cria uma névoa soul contagiante e que traça aquela linha imaginária de futuro que gostamos de sentir na música.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

DEMDIKE STARE Test Pressing #005 12″

€ 12,95 12″ Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE096YELLO-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE096YELLO-2.mp3]

Viver no cu da Europa tem estas coisas. Na semana em que recebemos o #5 dos “Test Pressings” dos Demdike Stare, é editado o #6 (também iremos receber, lá mais para a frente). O que nos safa destes atrasos é que este #5 é mesmo bom, o melhor desde as aventuras d’n’b do primeiro capítulo desta série, que é uma espécie de campo de tiro dos Demdike Stare: experimentam livremente os sons que querem sem a obrigação de criar uma narrativa de álbum. Essa desobrigação tem sido libertadora para o duo, porque têm conseguido agregar as ideias que interessam em poucos minutos e desenvolvê-las até ao ponto ideal. Se há laivos de industrial em “Procrastination”, evocando um Powell a fazer fluir sons de Mort Garson, “Past Majesty” tem qualquer coisa de Sunn O))) em modo Neu! que nos tem deixado siderados de cada vez que o ouvimos: não percebemos bem o que isto é, só sabemos que gostamos.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

SHABAZZ PALACES Lese Majesty CD

€ 14,95 CD Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-5.mp3]

“Lese Majesty” é um álbum que tem pouco a ver com o anterior “Black Up”, mas que tem a ver com tudo o que os Shabazz Palaces fizeram até hoje e com a ligação Ishmael Butler-Digable Planets. É um álbum em permanente transe, há algo que irradia em “Lese Majesty” que se perpetua ao longo de todas as faixas, como uma marca de identidade, uma afirmação digna de quem tem a clarividência suficiente para projectar a sua música para o futuro sem receio do presente. O mais difícil é mesmo caracterizar esta atmosfera, ambientes negros de jazz que se tornam pesados com os espectros de dub que vão sendo lançados (e que às tantas ficamos confusos se é dub de dub ou um descendente dub-electrónica deste século, ou uma mistura de ambos). Seja o que for, é um som que desliza muito bem e com dignidade, num estado de constante psicadelismo que lhe é permitido: seja pelo som flutuante, seja pela forma como nos absorve e obriga a mergulhar nas camadas luxuosas e nas vozes de êxtase único deste Shabazz Palaces. Já devem ter ouvido dizer isto em qualquer lado, não custa repetir: obra-prima.

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Terça-feira, 29 Julho, 2014

JACASZEK & KWARTLUDIUM Catalogue Des Arbres CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO94-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO94-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO94-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO94-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO94-5.mp3]

Finalmente, o reconhecimento numa editora que decerto lhe dá mais enquadramento. “Glimmer” já tinha sido um bom disco, numa surpreendente Ghostly, mas Michal Jacaszek transpira um tempo muito dele que parece ligar-se bem com a Touch – aliás, a saída simultânea com “Saman” de Hildur Gudnadóttir é quase perfeita. A sua música, feita de ornamentos de câmara, pequenos movimentos jazzísticos e alguma contaminação electrónica, diz muito de alguns dos mandamentos da editora londrina. Ouçam o início, à medida que “Catalogue Des Arbres” se vai colocando em pé, como se o disco fosse arrumando o seu próprio baú de destroços – nos seus momentos despedaçados, as fracturas lembram-nos, por que não, Philip Jeck. Mas Jacaszek fala da carne, da Natureza, de coisas palpáveis, que dão sombra: sons de rua, sons de folhas, de muitas estações, criam um drone realista e orgânico que apara as memórias de Messiaen e dos seus pássaros. A música, executada pelo ensemble Kwartludium foi posteriormente processada por computador, sem que uma ruga tivesse sido tirada. Música de todos os espaços mas sem tempo: tem sido essa a missão na Terra de Michal Jacaszek. A nossa é ouvi-lo, com todo o tempo do mundo. “Catalogue Des Arbres” é um dos melhores discos da sua carreira. (Edição cartonada.)

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Terça-feira, 29 Julho, 2014

HILDUR GUDNADÓTTIR Saman CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO96-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO96-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO96-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO96-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO96-5.mp3]

“Saman” faz o que é esperado a todos os fãs de Hildur: arrebata-os. A solo já se sabe que a música da islandesa fica muito distante de tudo o que ouvimos dela em diversas associações: sozinha, ela abraça o seu violoncelo e une a sua voz ao instrumento, fazendo música que parece ecoar a melancolia que achamos que é a Islândia, deixando-nos quietos, atentos e conquistados. “Saman” é um disco bem diferente da estrutura do seu anterior – “Leyfdu Ljósinu”, de 2012 -, fazendo um álbum por faixas, como se fossem temas independentes, mas que juntos vão construindo a história. Numa primeira audição, música e voz – sobretudo, ao quarto tema, “Heyr Himnasmiður” – parecem sugerir-nos salmos litúrgicos, carregados de solenidade que embora não percebamos o seu sentido, somos assolados pela sua carga emotiva. ‘Saman’ quer dizer ‘juntos’: instrumento e voz, talvez, mas na nossa interpretação, o significado estende-se também a nós, que ouvimos esta música quase sagrada. Um maravilhoso disco que, nesta primeira tiragem da Touch, chega-nos numa espécie de digipak cartonado que dá uma solidez e dimensão bem especial a “Saman”.

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Quarta-feira, 7 Maio, 2014

CHARLES COHEN A Retrospective 2CD

€ 17,50 2CD Morphine

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DOSER024CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOSER024CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOSER024CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOSER024CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOSER024CD-5.mp3]

Concentrado sobretudo na improvisação como principal veículo de expressão para a sua música, Cohen teve muito pouca coisa editada em disco até a Morphine se dedicar a apresentar em 3LPs (reunidos neste CD duplo) uma sólida base para se conhecer o seu percurso. Formado no jazz, admirador de Cecil Taylor, conhecido pela sua utilização do sintetizador Buchla Music Easel (1973), chega aos nossos ouvidos com um bang. A música trabalha a ideia de movimento, e não é estranho saber que foi frequentemente criada para espectáculos de dança e teatro, dentro de uma linha estética que passa por muitos pontos de referência: cósmico, industrial, kraut, library, contemporânea. A dinâmica é impressionante, na música de Charles Cohen, abre constantemente novas avenidas para seguirmos enquanto escutamos; a complexidade é elevada, excitando a imaginação durante e para além das 22 peças aqui incluídas. Representam o período 1976-1989 e enriquecem o presente. Sem mácula.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

ASMUS TIETCHENS In Die Nacht LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB143-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB143-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB143-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB143-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB143-5.mp3]

Prossegue a recapitulação da discografia dos primeiros anos de Asmus Tietchens, muito bem cuidada pela Bureau B, que tem tratado de forma exemplar muito do catálogo mais relevante da editora Sky. “In Die Nacht” mostra música agora adaptada a uma duração maior, o álbum tem 8 faixas, destacando-se claramente dos anteriores “Biotop” (16) e “Spät-Europa” (20). O resultado aponta uma direcção menos pop (e pop, aqui, é “pop”), apenas porque as ideias são tratadas de forma mais espaçada (e, assim, temos a possibilidade de sentir a música exercer o seu carisma), apesar de, em retrospectiva, o próprio músico confessar que preferia manter as faixas com menor duração (tratou-se de uma espécie de pressão da Sky para editar outro álbum pouco após “Spät-Europa”, em 1982). De fora e à distância, o álbum parece-nos perfeitamente em linha com os anteriores, na sua captura de um momento de consolidação da produção pop electrónica alemã mais à esquerda, uma afinação de um género de exotismo muito particular gerado pela ciência musical livre dos 70s e pela iconoclastia pós-punk (diferente da do punk). Isso traduz-se concretamente na espécie de “música de orgão” que Asmus Tietchens mostra neste conjunto de álbuns, sugerindo tanto um futuro de cartoon como uma actual feira de diversões. Não se deixem enganar pelo título.

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Quinta-feira, 28 Fevereiro, 2013

POWELL Untitled 12″

€ 11,95 12″ The Death Of Rave

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RAVE002-12-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE002-12-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE002-12-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE002-12-4.mp3]

Segunda edição da The Death Of Rave, editora associada à Boomkat e que em meados do ano passado lançou o magnífico “Fiorucci Made Me Hardcore” de Mark Leckey. Esta entrada é bem diferente, Powell é um elemento bem mais presente na contemporaneidade e a música que faz não é tanto um processo em volta da não-música de dança (como Leckey ou os lançamentos na Pan de Lee Gamble), mas um techno com imensas recordações do drum & bass, acid house e, algo fora do contexto, no wave (oiçam a apropriadamente chamada “Oh No New York” e “Rider” leva-nos directamente para um encontro entre Ike Yard e Suicide). Discreto e totalmente fora do panorama da música de dança/electrónica que se faz actualmente. Uma lufada de ar fresco.

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