Sexta-feira, 8 Agosto, 2014

WHITE FENCE For The Recently Found Innocent CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

LP Drag City

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Tim Presley andou a tentar a sua sorte, várias vezes, mas os seus White Fence acabaram por nunca nos marcar a memória – mesmo com três álbuns na Woodsist, de que tanto gostamos. Foi graças ao seu álbum com Ty Segall que percebemos o real valor deste rapaz que, tal como o mais famoso, também produz música com um ritmo bem intenso: seis discos como White Fence nos últimos quatro anos é obra. E ei-lo chegado à Drag City, decerto também agradada com a sua colaboração com Ty Segall. “For The Recently Found Innocent” é tudo aquilo que esperávamos: psych rock cheio de ideias, arranjos fora de tempo mas genuínos, com o sol da Califórnia em verdadeiro estéreo a banhar todas as canções como um farol em dia de tempestade. De repente – ou talvez não -, Presley encontra a luz e faz, cremos, o seu melhor álbum. O truque? Bom, se quiseremos ser mauzinhos, talvez esteja no nome do produtor: Ty Segall, um rapaz que não é Deus mas parece desafiá-lo nos últimos anos. Tal como se recomendam os seus discos, este novo White Fence tem de receber a mesmíssima recomendação.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

BLAC KOYOTE Quiet Ensemble LP

€ 19,95 LP (Limited 100 ex.) PAD/Easy Pieces

O requinte exterior de “Quiet Ensemble” não nos surpreende pois já “Blac Koyote”, o primeiro álbum, impressionava pelo detalhe do LP, feito em tiragem generosa mas com a intenção de querer que cada exemplar fosse único. José Alberto Gomes, o autor solitário de Blac Koyote, volta aos álbuns – desta vez com uma tiragem numerada de apenas 100 cópias, novamente com diferentes fotos para cada exemplar parecer nosso -, procurando seguir o caminho que traçou na sua estreia, já há 3 anos. Talvez andemos todos um pouco distraídos, mas Blac Koyote dá-nos robusta música electrónica experimental, com pequenas ideias digitais a serem mostradas de modo a que tenhamos a certeza do valioso trabalho de polimento. “Quiet Ensemble” pode começar no meio da tempestada, mas isso apenas serve para nos dar a baliza distante do resto do álbum, como se a bonança fosse fotografada em super câmara lenta, com a natureza, antes sacudida pela intempérie, criasse uma vida própria, infinita, dentro do microsegundo que vislumbramos. Por isso, “Quiet Ensemble” é um disco ambiental, sereno, mas rico de pormenores, deixando-nos sempre em sobressalto, à espera do regresso da tempestade.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

JENNY HVAL & SUSANNA Meshes Of Voice CD

€ 16,50 € 12,50 CD SusannaSonata

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Para quem gosta de música, de desafios, de géneros que se baralham e nos complicam a catalogação, este tipo de lançamentos é como dar mel a um urso (pelo menos na banda desenhada esta comparação funciona). É como uma resposta a um desafio que tinha poucas hipóteses de ser concretizado. Mas, no entanto, eis um disco que junta, em pesos iguais, Susanna e Jenny Hval, com alguma facilidade, duas das principais vozes pop da Noruega. Se da Susanna já temos muitos discos que o comprovam, da Jenny Hval temos sobretudo dois fantásticos álbuns na Rune Grammofon, já destacados na Flur – em particular “Innocence Is Kinky”, do ano passado. “Meshes Of Voice” é uma magnífica intersecção do trabalho de ambas, musical e vocal, com uma transparência autoral que nos entretém o espírito e a fruição. Naturalmente, o maior mundo electrónico de Hval aumenta o espectro sonoro – do noise ao tratamento da voz -, mas do outro campo, Susanna responde com uma maior sensibilidade acústica. Num momento temos o tormento em “I Have Walked This Body” para, de seguida, “O Sun O Medusa” ser quase uma trovadoresca canção de embalar, com ambas as cantoras a entrelaçarem as suas vozes numa espiral sem fim. Os temas vão passado de uns para os outros, como um rio de sons e canções que quase nunca nos chegam reconhecíveis. Produzido pelo sempre excelente Helge “Deathprod” Sten, “Meshes Of Voice” confessa-se inspirado pela arquitectura de Gaudí e o filme “Meshes Of The Afternoon” de Maya Deren. Óptimo e surpreendente álbum, em nada inferior a qualquer obra das duas norueguesas. E isto é dizer quase tudo.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

ARVE HENRIKSEN The Nature Of Connections CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

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Esperou-se muito tempo por “Places Of Worship”, no ano passado, mas nestas coisas o tempo é sempre muito relativo. Houve entretanto “Chron / Cosmic Creation”, uma compilação que nos trazia discos antigos e serviu para completar percursos, e há agora Arve Henriksen, colheita de 2014. E que colheita e surpresa. Depois do seu jazz, que se vinha rarefazendo dentro daquele domínio norueguês onde os géneros morrem para ganhar novas vidas, o trompetista cerca-se de um ensemble acústico – violino, violoncelo, contrabaixo e percussão – para nos oferecer uma obra de câmara que ecoa tempos que não são os nossos. Os arranjos, sublimes, parecem trazer-nos um repertório de música antiga – mesmo Música Antiga – que nunca se deixa enganar, construindo redes – ou conexões – cristalinas com o trompete de Henriksen – que nunca soou tão encantatório como neste disco. Mas “The Nature Of Connections” não é apenas sabor celta e falsos salmos solenes, temas como “Keen” parecem escrever bailados de corte, e “Seclusive Song” é quase uma orquestra com apenas cinco instrumentos. Não será uma novidade total, este percurso, mas nunca pensámos que assumisse esta forma. Uma absoluta maravilha – e um verdadeiro “teste” para os seus fãs?

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

WILDEST DREAMS (DJ HARVEY) CD / LP+CD

€ 15,95 CD Smalltown Supersound

LP + CD Smalltown Supersound

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LP EM BREVE / SOON

Harvey sempre foi um viajante, uma personagem errática em todos os cenários em que entrou. Como DJ não sobram histórias que alimentam um mito que parece ser sempre maior que qualquer testemunha dos seus feitos. Como rocker, Harvey Bassett sempre assumiu a sua proveniência, bem distante da sua Inglaterra que parece ser quase um erro na sua biografia: o deserto americano, onde camiões, postos de abastecimento, pó e motorizadas clássicas se entrecruzam no seu imaginário, alimentando o nosso. Tinha sido assim, há uns anos, quanto Map Of Africa (Harvey e Thomas Bullock) nos encharcou a alma com um poderoso road movie roqueiro com todas as suas lições nos devidos lugares – não estivemos sós: entrou no top 20 quando fizemos um apanhado dos discos mais vendidos na nossa primeira década. Voltamos, em 2014, ao mesmo mapa de estradas com Wildest Dreams, um hino psicadélico – sempre! -, às vezes kraut – que mais dá a entender um título como “Yes We Can Can”? -, de músculo rock, com morada fixa na garagem ou sem morada alguma em alta velocidade por uma estrada que se some a caminho do Sol. Para quem sempre tentou dobrar o eixo do tempo, estas aventuras de Harvey parecem, como mais nenhuma outra, vir de uma impossibilidade, de uma máquina do passado. Tudo bem feito, claro. Mais uma lição!

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

ALESSANDRO CORTINI Sonno CD / 2LP

€ 12,50 CD Hospital Productions

€ 23,95 2LP Hospital Productions

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Num teste cego “Sonno” passaria facilmente como um disco que ainda não se ouviu de Brian Eno. Dos bons. O prospecto ambiental que Alessandro Cortini (responsável pela electrónica dos Nine Inch Nails) propõe aqui é simplesmente maravilhoso e encaixa-se na perfeição na boa tradição de óptimos álbuns ambientais que a Hospital Productions tem editado ao longo da sua vida (e estamos a pensar mesmo no topo dos topos, “Imperial Distorion” de Kevin Drumm”). Aqui talvez tudo pareça derivativo da vaga de kosmische de há uns anos, mas o som de Cortini é frequentemente granular, evocativo e coloca-nos naquele lugar deserto onde só alguns discos ambientais nos conseguem levar. Usando pouco mais do que um Roland MC 202 e alguns efeitos dos pedais, Cortini cria atmosferas reduzidas a um mínimo, a uma simplicidade que sabe evocar os clássicos mantendo uma identidade muito proeminente. É estranho falar de identidade quando se fala em teste cego e Eno no mesmo texto. Mas isso também quer dizer qualquer coisa.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

M.E.S.H. Scythians EP 12″

€ 12,95 12″ PAN

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O dia a dia de M.E.S.H. está directamente ligado ao mundo de uma música que glorifica – e bem – e materializa aquilo que se pode processar da nossa globalidade digital, tendo já colaborado com gente como Fatima Al Qadiri e Arca e sendo um dos fundadores das importantíssimas noites Janus em Berlim (onde DJ Marfox da Príncipe já tocou, por exemplo). A música que apresenta na sua estreia na Pan não é tão redondinha como a que normalmente se encontra dentro do género, é quase uma versão caleidoscópica desse som que procura beats frenéticos e referências que explicam bem o cruzamento de imaginários e de gerações durante os 1990s (porque o imaginário do futuro dos 1990s é, provavelmente, dos piores de sempre). Instrumentais de techno vocal dos anos 90 cruzam-se com hip hop e uma estranha percepção de algumas lições da contemporânea; algures neste choque há um encadeamento e uma melodia que fazem sentido (oiça-se “Imperial Sewers”) e que justificam – e solidificam – a atenção mais generalizada que este género tem tido desde meados do ano passado.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

JESSE VELEZ Super Rhythm Trax MLP

€ 9,50 MLP (2014 reissue) Trax

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“Girls Out On The Floor” não define uma época mas sim um desejo que atravessa épocas. O fogo latino empregue na dança mexe como pouca coisa, é bastante imperativo. Não há outra ordem que não seja Mexer! e cada um dos discos mais representativos é como um programa anti-estático em si mesmo. “Fire” junta electro norte-americano com Italo Disco para segurar pontas transatlânticas que há algum tempo vinham trabalhando juntas em trocas de influências. “Super Rhythm Trax” é um manual de ritmo, o princípio de tudo, e alguns cânticos facilmente considerados tribais no contexto da cultura de clube. Está tudo dirigido ao chão, onde acontece a acção. O ritmo, assim intenso e descarado, faz e acontece. Jesse diz “We Don’t Need No Music”. Vinil vermelho, como o original.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

TIA MARIA PRODUÇÕES Tá Tipo Já Não Vamos Morrer 12″

€ 8,95 12″ Príncipe

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Ataque sentimental bastante directo do grupo de produtores que se reúne sob o nome Tia Maria Produções. Puto Márcio fez a coisa, chamou pessoal que gostava de ouvir, e a editora juntou 6 faixas neste EP que redefine uma noção portuguesa de pop enquanto, em termos de calor, suplanta o próprio Verão de 2014. DJ Télio abre o disco com “7 Maravilhas” concentradas numa malha romântica para dançar. Beleza e simplicidade na construção melódica que contrasta com o beat bem carregado. Ele não volta a aparecer, mas Lycox está presente duas vezes – primeiro com “O Tempo Da Vida”, canção instrumental perfeita no modo como convoca a saudade (de quê?), África e uma noção distante de rave. O peso ambiental nesta música é forte e tudo o resto navega sob a orientação de perito plenamente formada aos 16 anos de idade por Lycox. “Underground” tem a sua assinatura, também, e puxa a memória rave (nossa) mais para cima. Um manifesto de apresentação sintética numa pista de dança que vai passar a existir apenas agora! B.Boy fecha o lado A com o tradicional tarraxo “de fim de lado”: “Moh Cota” segue sempre arrastado, disparos de laser a espalhar luz no meio do fumo intenso que o resto da música larga. No lado B, B.Boy e o fundador Puto Márcio escrevem o “Hino Da Noite” em linhas universais, assentando mais fundações para a cena afrohouse enquanto o jogo de percussão brilha com subtileza. Márcio fecha o disco com uma declaração de amor ao grupo. Imaginem house clássico de Chicago, com a caixa-de-ritmos pura, natural, mas com quase metade de BPMs. Estamos a ouvir algo que é quase folk por natureza, música terna, de alguma forma profundamente portuguesa e ao mesmo tempo de uma terra longe daqui. Tudo maravilhoso, aponta à imortalidade.

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Segunda-feira, 4 Agosto, 2014

BLACK MANGO Naked Venus / Soft Kicks 10″

€ 9,50 € 7,50 10″ Glitterbeat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBMS014-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBMS014-2.mp3]

Entre a África Ocidental e o deserto, a música feita no Mali parece incorporar elementos das duas zonas geográficas. Esta edição praticamente anónima (apenas um músico é oficialmente creditado) recorda Lou Reed de uma forma surpreendente. “Naked Venus” reproduz o tempo lento de “Venus In Furs”, tornando-o mais vaporoso, elevando-se no deserto, respondendo a chamamentos regulares da tradição africana. “Soft Kicks” pode ou não ser inspirada em “Kicks” (álbum “Coney island Baby”, 1975), mas sem a pulsão assassina do original, nascida do tédio. “Soft Kicks” parece imaginar o espaço onde a voz de Lou Reed poderia surgir, e então a música forma um mantra que espera, espera indefinidamente. Mas não há vozes em Black Mango e o que acontece é que somos envolvidos num transe calmo durante o qual as coisas vão-se resolvendo sem pressa. São os blues.

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Segunda-feira, 4 Agosto, 2014

G.T. MOORE Utopia / Utopia Dub 7″

€ 7,50 7″ Partial Records

“I know where i’m going, I know where i’m from, i’m from paradise” e, depois, uma olhada na capa original de “Utopia” revela um desenho minimalista a preto-e-branco com as montanhas ao fundo, um arranha-céus à direita e uma estrada em linha recta no meio, a desaparecer por entre a base das montanhas. Esta imagem é útil na escuta da reedição da Partial (como sempre, apenas com a tradicional capa branca de papel), criando uma imagem poderosa para uma mensagem passada em 1980 e gravada em Kingston, na Jamaica, por um dos pioneiros do “reggae branco” em Inglaterra: G.T. Moore formou os Reggae Guitars em 1973. A Partial recolhe o melhor das épocas que considera importantes, dedicando-se sobretudo a material novo mas com um olho atento para reedições de clássicos ou dubplates esquecidas. “Utopia” é uma canção sentimental na tradição lovers rock, complementada por um teclado distante que parece replicar um theremin. Como sempre, no dub há mais espaço, mas é a versão vocal que aquece, aqui. Moore suspende a voz num quase pranto de saudade pelo que há-de vir, entre sopros na harmónica.

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Segunda-feira, 4 Agosto, 2014

RICARDO ROCHA Resplandecente CD

€ 9,95 € 6,50 CD Mbari

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-5.mp3]

Luxo tremendo, tremendo, irmos ouvindo o génio de Ricardo Rocha. Se é um luxo, também é um fracasso, pois o seu nome já deveria ser citado sempre que se fala de guitarra portuguesa ou Carlos Paredes. Ou sempre que se fala da melhor música que se faz em Portugal. Mas, tal como o génio, raro e imprevisível, as suas obras aparecem quando já quase esquecemos que Ricardo Rocha é essencial para a contínua luta que travamos com este instrumento que tanto cremos ser nosso. E que melhor podíamos nós querer do que um novo Ricardo Rocha? Que tal quatro? Na sua corte, o guitarrista português recebeu Ian Richardson, Pierre Ricard e Wolff Richard von Gerhard para formarem um quarteto de guitarras, portuguesas, algo nunca visto ou ouvido na história do instrumento. Mas, na verdade, todos são Ricardo Rocha, que por obras de ilusionismo de estúdio, desmultiplicou-se para gravar este Quarteto Boreal. Que assombro: a guitarra, que se desdobra em timbres, no espaço, em três dimensões, canta-nos como nunca o fez, num mistura perfeita de classicismo solene e vanguardismo lunático. Imaginem este quarteto falso nas mãos de Steve Reich. Por último, fechando “Resplandecente”, quatro temas solo magistrais, sublinhando vénias a Scriabin, ao Impressionismo e Minimalismo. Há muito mundo em Ricardo Rocha, e génio para tratar dele. Uma obra-prima esmagadora.

(…) Ricardo Rocha, eterno descrente no futuro da guitarra portuguesa, continua a lançar álbuns em que parece argumentar contra si próprio. Resplandecente, fundado sobre cinco quartetos para guitarra, volta a testemunhar o génio do notável seguidor de Carlos Paredes. in PÚBLICO

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Quinta-feira, 17 Julho, 2014

CAN Soon Over Babaluma CD / LP

€ 16,50 € 9,95 CD (reissue 2007) Spoon / Mute

€ 23,50 LP (reissue 2014) Spoon / Mute

O elemento biográfico mais significativo de “Soon Over Babaluma” é a ausência de um vocalista vagabundo-poeta como tinha acontecido em praticamente toda a discografia da banda até então. Por isso, e não só, “Babaluma” é muitas vezes visto como o primeiro álbum a evitar dos Can, por ser aquele logo a seguir à trilogia mágica (“Tago Mago”, “Ege Bamyasi” e “Future Days”) e por marcar claramente um novo período da banda, onde a liberdade de outrora não é tão sentida, mas não é por isso que deixa de estar tão presente. Uma coisa é verdade, e isso já se sente em “Future Days” – e levemente em “Ege Bamyasi” -, é que a partir daqui o som dos Can fica muito mais electrónico e a funcionar menos com aquela orgânica primata dos discos anteriores, onde sons e ritmos crus desenhavam momentos que nunca se tinham experienciado. Este “Babaluma” não marca o fim de nada, marca sim o início de uma fase onde o jazz (“Splash”) e os sons de então contaminam como nunca a música dos Can e eles absorvem isso à sua maneira e constroem as suas canções como sempre construíram: não precisamos de saber que Liebezeit está lá para ouvi-lo e a guitarra de Karoli reconhece-se só com um ouvido. Mas mais do que essa absorção – ou esse passo em frente – o que de melhor acontece em “Soon Over Babaluma” é a percepção de que tanto Malcolm Mooney e Damo Suzuki são insubstituíveis e que não vale a pena sequer tentar replicá-los ou construir um som que fosse base disso. Pelo processo de trabalho que se conhece dos Can sabe-se que eles não precisam de reconstruir o seu som para isto caber e fazer sentido, apenas precisaram de aceitar essa realidade. E essa aceitação sente-se e ouve-se em “Babaluma”. É um disco que as enciclopédias nunca irão valorizar – porque o trabalho dos Can é extenso e riquíssimo – mas que é tão essencial como qualquer outro disco dos Can até então.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

OOIOO Gamel CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 22,50 € 18,95 2LP (gatefold) Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL371CD-5.mp3]

É tão injusto pensarmos sempre em Boredoms quando ouvimos a Yoshimi, mas calhando ser Boredoms a melhor banda do mundo de sempre, esta associação não só é desculpável como é compreensível. Até porque há tanto, mas sempre tanto, de Boredoms em OOIOO que seria uma tremenda desfaçatez ignorar os laços de família. E, em 15 anos, o que Yoshimi tem mostrado a toda a gente é como o seu projecto vai ganhando espaço e independência, criando linguagem própria, mesmo que em inúmeros momentos sintamos a força da nave-mãe. Longe do rock, Yoshimi (ou, agora, Yoshimio) leva a sua música para o leste, o seu leste, deixando-se penetrar pelos tradicionalismos, pelas referências directas a culturas e povos. A transição para a cultura Indonésia é quase esperada. Tão esperada que se assume o gamelão como parte da identidade de OOIOO. Distante do radicalismo de “Taiga”, por exemplo, “Gamel” procura a paz hipnótica pela tranquilidade, sugerindo temas incrivelmente costurados em torno de mantras percussivos encantatórios. Mas “Gamel” também pode ser pop, se a virmos com a gramática de Flying Lizards. Ou pode ser o que bem entendermos. Essa também é a grandeza deste projecto e da sua magnífica líder. Não deixem de ouvir, por favor.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

ASMUS TIETCHENS Litia LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB144-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB144-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB144-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB144-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB144-5.mp3]

“Litia” praticamente encerra uma fase na discografia de Asmus Tietchens. Este álbum de 83 prossegue num sentido rítmico que, por esta altura (1983) já ninguém desligava da cena germânica. Muitas explorações prévias firmaram o estilo feito de estilos, pequenos quadros concebidos quase como esboços. Tietchens defendia a relativa curta duração das suas faixas como perfeita para transmitir a ideia simples de cada uma. Cada álbum parece, assim, um conjunto de narrativas individuais sem preocupação de conceito geral para unificar a obra. “Litia” é o quarto álbum que o músico gravou para a Sky entre 1981 e 1983 e será talvez o mais expansivo e definitivo resumo da actividade pós-punk electrónica na Alemanha. Tudo aqui tem drama, história, propósito e valor.

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