Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

STEFAN WESOLOWSKI Liebestod CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important Records

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Não foi a intrigante lista de associações que se fizeram a Wesolowski que nos fez prestar atenção a “Liebestod” – Arvo Part, Steve Reich, William Basinski ou Jacaszek. A principal razão é a editora – ainda somos dessa geração -, conhecida por muitos por não gostar de ter músicos muito parecidos ou por evitar que haja um (ou dois, ou três, ou quatro, etc.) géneros associados aos seus discos. O que lhes dificulta as vendas, contribui para a surpresa. E que surpresa! Eis mais um polaco a galgar as suas fronteiras com um disco que tem de marcar o ano. Apoiado fortemente pelo estado – os festivais de música que por lá se passam são um resultado (ou a causa) destas mudanças todas -, Wesolowski fez (especulamos) o disco que quis fazer, ambicioso e, sobretudo, sem limites para o seu impacto. Rapidamente, podíamos dizer que é um disco de electrónica e música neo-clássica, mas “Liebestod” aproxima-se e afasta-se de exemplos como “Sólaris” de Ben Frost e Daníel Bjarnasson ou os A Winged Victory For The Sullen. Mais minimalista e imponente que estes exemplos, Wesolowski não parece aninhar-se em nenhuma tendência contemporânea, preferindo espraiar os seus méritos de composição por cordas ou sopros como camadas ambientais e/ou épicas, ou erguer muralhas tecnóides em redor dos seus ensembles. Todos os temas nos deixam perplexos: “Route” surpreende tanto quanto nos agita, “Liebestod” relembra-nos as cordas de Richter, “Tacet” tem a génese agitadora de “By The Throat” de Ben Frost, “What The Thunder Said” é feito para nos tirar do chão. Uma maravilha!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

CHIC Jack Le Freak + Savoir Faire 12″

€ 6,00 12″ Atlantic (A9198)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u-bqb6gqqJk?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da edição inglesa de 1987 em excelente estado. / Original UK 1987 release, EXC. Sound clips not from actual copy.

Exemplo quase perfeito da continuidade que a House deu à tradição Disco. Em 1987 já existia uma cena bem identificada e um dos engenheiros mais requisitados pela pop nos anos 80 – Phil Harding – foi chamado para actualizar a canção de dança perfeita: “Le Freak” era o hino F*** You dos Chic ao Studio 54 (depois de terem sido barrados à porta, a História assim o conta) e cresceu para fenómeno global. Pode ser um disco mais querido para DJs ou conhecedores (“Respectable” de Mel & Kim está infiltrado mais para a frente, a linha de baixo é mais ou menos “No Way Back de Adonis) mas isso não retira o prazer de dançar esta música. A sensação de ouvir abrir a canção original, cerca dos 2 minutos, equivale a felicidade total. Não vamos dizer mais nada.

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Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

THE WIRE #367 (September 2014) REVISTA

€ 6,50 € 1 REVISTA The Wire

Desde os anos Hype Williams que Dean Blunt está sempre no nosso radar. Antes e depois da mudança – a saída de Inga Copeland, apesar de Hype Williams ter oficialmente muitos mais colaboradores -, a música nunca deixou de quebrar limites e empurrar-nos para um mundo novo, contagiante e intrigante. Pouco dado a conversas (claras), muito menos aparecer em palco ou em público, esta aparição na Wire pode trazer-nos revelações que aumentam o mistério – confiem em David Keenan para a aventura. Na mesma não ficamos, por isso, confiem naquela mão impossível que se ampara nas suas costas. No resto das páginas da revista de Setembro, há ainda Drew Mulholland dos Mount Vernon Arts Labs, Catherine Lamb, uma ida a Singapura, o mundo mágico e futurista de Sarah Angliss, o jogo dos discos invisíveis com Justin Broadrick, um mergulho nos 50 anos de música e conquistas tecnológicas de David Rosenboom, um primer de categoria sobre Pharoah Sanders, críticas e mais críticas, concertos, livros. O nosso mês não cabe em tanta coisa; e o vosso?

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Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

GENERATION NEXT / BIG STRICK Like Father Like Son CD

€ 15,50 CD 7 Days Entertainment

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Já conheciamos este encontro de gerações. Assim se movimenta a roda que nunca pára, no sentido de perpetuar a posição certa da mais importante house que continuamos a escutar. Reduzida a elementos esparsos, sem ornamentação que não a essencial, o álbum desloca-se sem esforço pela orla costeira da cidade de Detroit como uma presença que se vai manifestando apenas aos mais atentos. O seu som espectral encanta pela aparente frieza que, na verdade, é geradora de calor para quem o procura. “The Ride” e “Mo Money”, com as vozes de Tony Coates e Don Q, respectivamente, assentam “Like Father Like Son” solidamente no que Omar S chamou, há anos, de novo som da Motown. A soul produzida na cidade passou também a chamar-se techno e house e consegue ainda hoje a proeza de falar ao espírito com mensagens que não são compostas de palavras. Essencial para todos os que sentiram qualquer coisa com o som e métodos de Omar-S.

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Quarta-feira, 3 Setembro, 2014

JESSE Music For Emotions 12″

€ 9,50 12″ Haista

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Zona estranha, como é frequente na Finlândia, em que géneros se encontram, gostos discutem-se e o resultado é sempre merecedor de muita atenção. Jesse chegam a este EP com reputação electro pop mas, em “Music For Emotions”, podemos esquecer isso e limpar a barra. Quatro faixas perfeitas de pop baleárica. A banda escreve: “Este disco é dedicado a um adulto que compreende a melancolia enobrecida pela vida vivida. A uma pessoa que pode ter muitas milhas no seu tablier mas cujos olhos são brilhantes e cuja mente é pacífica.” Partimos para a música com zero conhecimento de causa e começamos a inventar que nos parece, a espaços, Neil Young de “Trans”, Talking Heads de “Remain In Light”, Studio, rock adulto, Disco meio orfão. Música melancólica a procurar sair do seu loop. Chegou até nós.

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Sexta-feira, 15 Agosto, 2014

V/A Ultimate Breaks & Beats – Instrumentals CD

€ 15,50 € 8,95 CD Traffic Entertainment Group

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Passam os anos e este CD ganha estatuto de raro. Alguns exemplares selados chegaram até nós, deste primeiro volume numa série que celebra os breaks já preparados sem vozes. A história do hip hop fez-se, em larga medida, com recurso ao corte de batidas e quebras estrategicamente colocadas em sequência para uma continuidade de groove. As vozes não eram muito desejadas e, aqui, estão 100% ausentes. Álbum perfeito para sacar beats clássicos, misturar num set, deixar correr numa festa em casa. Gamble & Huff, James Brown, Bobby Byrd, Rufus Thomas, etc. Raramente se chega primeiro às coisas, hoje em dia, e estes sons já entraram nos samplers de Dr. Dre, Marley Marl, da Bomb Squad, de Pete Rock e outros. Tudo recriado com dedicação por músicos de estúdio com a alma bem vendida ao Groove.

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Quinta-feira, 17 Julho, 2014

CAN Flow Motion CD / LP

€ 16,50 € 9,95 CD (reissue 2007) Spoon / Mute

€ 23,50 LP (reissue 2014) Spoon / Mute

Depois de “Soon Over Babaluma” seguiu-se um contrato com a Virgin que é uma divisória na carreira dos Can e, para muitos (aqueles que não mergulham tão a fundo), é aqui que a carreira dos alemães começa a decrescer para o desinteresse. É verdade que “Landed” é um álbum difícil de agarrar – e, de memória, o disco mais fraquinho dos três que editaram na Virgin -, mas depois seguiu-se “Flow Motion”, provavelmente o álbum que deveria ter dado continuidade a “Soon Over Babaluma” e que tem o maravilhoso – para alguns infame – clássico “I Want More”, com um groove muito disco e que estava em perfeito alinhamento com a pop dançável que se fazia na altura. Mas o resto do álbum é bastante distante de “I Want More”, nesse tema fica claramente marcada a intenção de single, seguindo a lógica de “Babaluma” e agarrando-se a ondas mais tropicais mas com uma brandura descomunal, absorvendo com classe várias sonoridades e entregando um disco que, nos seus melhores momentos, é um paraíso ambiental.

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Quinta-feira, 18 Abril, 2013

HALF JAPANESE 1/2 Gentlemen / Not Beasts 3CD

€ 24,95 € 23,50 3CD Fire Records

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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=bwXV1Jcd_v4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=YKbXcuDo7YU?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

A reedição do clássico de 1980 dos Half Japanese começou por ser um exclusivo do Record Store Day de 2013. Mas, como grande parte das edições do RSD, existem sobras e mais tarde ficam próximas de uma audiência maior que não as consegue apanhar naquele dia. “1/2 Gentlemen / Not Beasts” já era em 1980 um álbum bastante extenso, onde além de mostrarem o seu lado primitivo, os Half Japanese dedicavam-se a tocar à sua maneira Velvet Underground ou Stooges, bem como a desconstruir algumas nomes e canções mais populares, conseguindo um som que se assemelha frequentemente a um teste, desafiando o ouvinte a perceber o que vai para além de todo este lado rude e nu do rock dos Half Japanese. É um disco tentador e que apesar do seu lado manifestamente primitivo, desafiador, não o faz para não ser ouvido, mas para mostrar um lado apaixonado e provocador de um bando de rapazes que resolveram desafiar fronteiras, tal como tantos outros fizeram na transição dos 1970 para 1980. A reedição acrescenta um pouco mais às magníficas duas horas e tal de “1/2 Gentlemen / Not Beasts”, num CD recheado de gravações caseiras que estende ainda mais o sentimento “tronco nu” do original.

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Sexta-feira, 18 Setembro, 2009

TROPA MACACA Fazer Chuva / Fazer Sol 7″

tropa_macaca

€ 8,50 7″ Rafflesia

Cada disco e concerto de Tropa Macaca é um portal para outro mundo. Desde que os vimos pela primeira vez ao vivo, há quatro ou cinco anos. No panorama nacional estão ao lado de Loosers ou Gala Drop, aquela estilização inclassificável que ultrapassa as barreiras do rock: transversal, vanguarda, o que quiserem. Joana e André (dos Aquaparque) desenvolveram uma linguagem única, um vocabulário sem tempo ou espaço e que felizmente acontece aqui e agora. Há toda uma estética pensada, ou não pensada mas que respeita um universo muito próprio, que passa não só pela música e abrange as capas dos discos (da autoria de Joana), os títulos das canções e dos álbuns. Com “Marfim” (Ruby Red) chegaram aos ouvidos da malta da Siltbreeze que na altura (2007) o elegeu como um dos álbuns do ano. Eles vão, aliás, editar em breve “Sensação do Princípio”, LP em edição limitada,que consagrará – esperemos – esta banda que sofre das consequências da geografia. “Fazer Chuva / Fazer Sol”, primeira edição em vinil da Rafflesia de Afonso Simões, que já nos trouxe Caveira, Phoebus e Coclea, é um momento-chave para acordar cabeças adormecidas, num tempo em que os Tropa estão em digressão europeia com Blues Control (outro duo que grava algumas das coisas mais interessantes da segunda metade desta década, autores do provavelmente melhor disco deste ano) com passagem por Lisboa (Museu do Chiado) no próximo dia 25 de Setembro. Música de abstracção, descreve-se pelo momento em que a cabeça abandona o corpo e se liberta de coisas concretas. Lembra Black Dice na fase “Beaches & Canyons” + “Creature Comforts” mas mais minimal, sons house de Omar-s (“Psychotic Photosynthesis”) sem qualquer ligação explícita à música de dança, mas fá-lo desvirtuando essas relações, não procurando ligações ou uma confluência de géneros. É como música do princípio, onde o primitivo é consequência de mentes cheias de informação – ruído – e o reboot não é coisa necessária ou uma resposta, mas algo que nasce naturalmente quando se encontra uma voz, uma boca, uma palavra para falar. Essa palavra foi o primeiro concerto dos Tropa Macaca há alguns anos. Hoje escrevem frases curtas, médias, longas, com a sua própria fluência. Não é preciso partir muita pedra para chegar, basta acontecer, como tudo acontece. E aqui bastou Joana e André conhecerem-se. Oiçam “Fazer Chuva no myspace do grupo.

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