Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

HIEROGLYPHIC BEING The Seer Of Cosmic Visions CD / 2LP

€ 15,95 € 12,50 CD Planet Mu

€ 19,95 € 17,50 2LP Planet Mu

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-5.mp3]

Jamal Moss parece ter encontrado na Planet Mu um acolhimento que diversifica grandemente a perspectiva da editora de Mike Paradinas. “The Seer Of Cosmic Visions” prolonga a eterna exploração do Cosmos electrónico, faz acreditar que Hieroglyphic Being tem uma empatia anormal com as máquinas que utiliza e das quais constantemente é extraído material para discos. O álbum cita vezes sem conta o universo do próprio músico e, dito isto, consegue sempre encontrar novas curvas e narrativas para continuar a História sem trilhar os mesmos caminhos. A característica produção suja de Jamal não teve nunca de ficar a dever a discos “bem produzidos”, cheios de gloss de estúdio. Aqui está a matéria em bruto, distorcida, disforme, poderosa, carismática, visonária e ancestral. “How Wet Is Ur Box” ensaia uma manobra de edição com total freak out nos efeitos de mesa, é a faixa que será utilizada como exemplo quando os puristas quiserem retirar este álbum feio do mercado. Jamal Moss edita sempre muito e quase sempre a um nível superior, mas terão de acreditar quando dizemos que este álbum ascende ao topo, mesmo na sua exigente escala.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

SCOTT WALKER + SUNN O))) Soused CD / 2LP

€ 13,95 CD 4AD

€ 39,95 2LP (Deluxe) 4AD

A notícia da colaboração de Scott Walker com Sunn O))) parecia querer mudar o mundo e deixar-nos em suspenso meses a fio, mas pouco tempo depois fomos acordando para uma realidade que nos foi dizendo que, afinal, esta união até poderia ser previsível se nos tivéssemos esforçado. O enredo escrevia-se a si próprio na nossa cabeça: Sunn O))) forneciam matéria prima para o artesão Scott Walker forjar o seu novo álbum. “Soused” é, aos nossos ouvidos, isso mesmo, e “Brando”, o primeiro tema, é exactamente a prova da nossa tese: a estrutura é reconhecível (os arcos de intensidade, as pausas, os contrastes tímbricos e de volume, a construção da canção) e os doom eléctrico das guitarras cercam o cenário sonoro como uma fortificação perigosa mas controlada. No fundo, é como se Scott Walker necessitasse de mais poder de fogo e só Sunn O))) pudesse fornecer a energia suficiente. O resultado, contudo, não é tão ameaçador como esperado, e o intenso drone que cobre quase todo o álbum torna-se confortável e vital para a viagem. Não marca uma grande distância da arquitectura de parte de “Bish Bosch” porque entre os dois álbuns há o mais pequeno intervalo de tempo da sua “nova” discografia – pós-“Climate Of Hunter”. Mas continua a arrepiar-nos como Scott Walker vê o mundo e o comunica através de uma das visões mais únicas, originais e poderosas que conhecemos. É por isso que a sua discografia raia a perfeição. Bem-vindos ao incrível mundo de “Soused”.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

V/A Hyperdub 10.3 CD

€ 15,95 € 9,50 CD Hyperdub

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O ano 10.º da Hyperdub continua a ser celebrado, mesmo com algumas más notícias que se vão metendo no meio das festas – DJ Rashad e Space Ape deixaram inesperadamente o mundo dos vivos. Assim, em Outubro, terceira parte da festa com mais uma compilação das estrelas da companhia e muita música original, por estrear. Este “10.3” debruça-se sobre o ambientalismo, feito em fatias pequenas como se fossem retratos de ambientes, ideias sonoras para estados de alma – com Burial ou Dean Blunt essa tem sido uma das vias da editora de Kode9. E há que dar alguns props à Hyperdub por ter passado ao lado de um disco misturado, deixando a cru a música que apresenta. E por isso a atenção é outra: temas como “Urban” de Dean Blunt ou “Melt” de Laurel Halo, apesar da sua pequena duração, impressionam por se isolarem do resto. É também por causa disso que o magistral “Liloo’s Seduction” de Fhloston Paradigm (King Britt), com os seus 10 minutos, é quase a peça central deste disco – é a primeira vez que está em digital. São vinte e três temas em setenta e cinco minutos, e aqui está alguma da mais interessante música dos últimos tempos. Mais do que dar os parabéns à Hyperdub, apetece dizer muito obrigado. Grande, grande música nesta compilação.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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01 Burial – “In McDonalds” 02 Dean Blunt – “Urban” 03 Kode9 & the Spaceape – “Hole In The Sky” 04 Inga Copeland – “I Am Your Ambient Wife” 05 Kode9 – “Pink Sham Pain Down The Drain” 06 Laurel Halo – “Melt” 07 The Bug – “Siren” 08 Dean Blunt & Inga Copeland – “Untitled 13″ 09 Walton – “City of God” 10 King Midas Sound – “Blue” 11 Lee Gamble – “DSM” 12 Cooly G – “Mind” 13 Burial – “Night Bus” 14 Ikonika – “Completion V.3″ 15 Darkstar – “Ostkreuz” 16 Fhloston Paradigm – “Liloos Seduction” 17 Ikonika – “Time/Speed” 18 DJ Earl – “Hexogonic Sound” 19 Cooly G – “Trying” 20 Laurel Halo – “Wow” 21 Fatima Al Qadiri – “Shanxi” 22 DVA – “Reach The Devil” 23 Jeremy Greenspan ft. Borys – “Gage”

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

LEE GAMBLE Koch CD / 2LP

€ 15,95 € 12,50 CD PAN

€ 22,95 € 20,50 2LP PAN

“Koch” é a prova de que os dois brilhantes álbuns de Lee Gamble em 2012 não eram um artíficio. “Diversions 1994-1996” e “Dutch Tvashar Plumes” ficaram colados à ideia da “morte da rave” e pegavam numa certa memória ressacada pela música britânica dos anos 1990 que criou um buraco negro que nos sugou lá para dentro. “Koch” é o desejado passo em frente. É música calibrada noutro sentido e expressa o desejo de Lee Gamble querer fazer um longa-duração levado ao extremo: são quase oitenta minutos concebidos com uma ideia de que têm de ser ouvidos na íntegra, porque há fluir contínuo das canções. Cada canção embala para a outra – e isso torna difícil apontar momentos altos e baixos de “Koch” -, como uma espécie de set. E se na discografia mais recente Gamble pegava em géneros e reconstruía-os, aqui cria uma ideia de set, algo para ser ouvido e presenciado (é música que nos faz sentir) de uma só vez. Há também aqui um som mais denso, por vezes até pesado – claustrofóbico até -, liberto das convenções da actualidade e numa procura de construção e reconstrução dos próprios sons que Gamble trabalha. E continua a haver nostalgia, não da mesma forma abstracta de “Diversions”, mas pelo uso de ambientes e camadas sonoras que nos remetem para alguma electrónica dos 1990s (Aphex Twin e muitas coisas da Warp vêm-nos à memória), sem soar a um exercício teórico.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

LAETITIA SADIER Something Shines CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 15,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC605-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC605-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC605-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC605-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC605-5.mp3]

Laetitia Sadier lembra-nos a relação que temos com os The Sea And Cake, onde quase desejamos que nada mude, porque aquilo que habitualmente nos dizem é suficiente para irradiar toda a energia de que precisamos. “Quantum Soup”, que abre o novo álbum de Sadier, atira-nos para a chão: é exactamente isto que queremos. Sim, claro, lembra-nos Stereolab, tem o seu batimento cardíaco, enrola-se em nós, não parece querer largar-nos. É mesmo uma delícia e devia preencher parte do nosso dia-a-dia para que a vida fosse assim, sorridente. Mas “Something Shines” (o título, o título) é mais que isto – na verdade, até “Quantum Soup” é muito mais do que falámos nos seus mais de 6 minutos! -, embora dentro da sua moldura inclua sempre a chanson embrulhada numa indie pop que sobrevive num cosmos perto de nós. E depois há aqueles teclados que nos enfeitiçam: “Oscuridad” parece quase Faithfull sideral, ou ouçam o breve minuto de “The Scene Of The Lie” que abre o tema – vale quase um disco, acreditem. E o final, com “Life Is Winning”, um lamento emocionante. Um álbum certeiro, muito rico e muito bonito.

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Sexta-feira, 17 Outubro, 2014

LUST 846: EDUARDO MORAIS


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

17.10.2014
“O MEU AMIGO JOÃO”
por EDUARDO MORAIS

O João Alves da Costa é a personagem mais peculiar
que apanhei ao longo desta breve carreira como documentarista.
O João foi baterista da banda pioneira do psicadelismo em Portugal, os Jets.
Conheci-o em 2011,
quando fui a sua casa para lhe apresentar pessoalmente
o conceito do “Meio Metro de Pedra”.
Que caverna aquela, ou que museu aquele.
Estavam milhares de discos por todo o chão,
e centenas de recortes pornográficos pelas paredes e móveis.
A desarrumação era nítida de alguém que saía pouco daquele espaço.
O João, com o seu aspecto de gémeo-bom do Jess Franco,
pediu-me para o seguir até ao quarto, onde se descalçou e deitou na cama.
Mas só queria conversar; percebi que aquele é o seu verdadeiro espaço de conforto.
O João Alves da Costa para além de notável jornalista d’A Bola,
é principalmente conhecido pelo livros de teor profano que escreve.

Bas-fond, sadomasoquismo, prostituição,
ou apenas o puro sexo é o leitmotiv da efusão mental do João.
Trata por tu todas as meninas num raio de não sei quantos quilómetros ou cliques,
e naquele dia, passou a maioria do tempo a falar-me nas conversas que tem com elas,
em vez de querer saber do raio do documentário.
Entre a primeira visita e o dia que o iria entrevistar passaram-se algumas semanas.
Da segunda vez, levei a Ágata Silveira para filmar e o Fau Reis para captar o som.

O João orgulhosamente apresentou-se para ser filmado com uma t-shirt da Penthouse,
que ele mesmo tinha feito.
E é com esse logo que tem sido visto na tela ao longo dos últimos anos.

Fala como toca bateria, a um ritmo nada acompanhável.

Contou-nos como o mentor da banda João Vidal Abreu,
teve de sair do país para fugir à Guerra Colonial,
e pelas suas palavras, eu imaginava um John Cale de Alvalade ou algo do género;
de quando os Jets tomaram LSD pela primeira vez, em ’67, numa tour pelo Algarve.
Por lá, tinham groupies inglesas e tudo.
Confessou, no entanto, não ter sido atingido por nenhum dos dois.
No fim da entrevista, levou-nos ao seu computador,
mostrou-nos as suas amigas virtuais, cada uma com um nome mais artístico que a anterior.
Ofereceu-me ainda um poster inacreditável dos Jets de 1967.
À boa maneira dos anos 60, COBRIU-O INTEIRO com uma dedicatória alucinada,
que quase me fez verter uma lágrima.

Não sou nada de fanatismos ou de idolatrar músicos,
mas quando saímos de sua casa perguntei ao Fau:
“Será que no futuro nós também vamos ser assim?”

—–

“uivo” é um documentário, financiado por crowdfunding e realizado por eduardo morais, que presta uma bonita homenagem a antónio sérgio através de muitos depoimentos de quem se cruzou com a sua arte e de quem foi tocado pelas muitas horas de rádio que encheram o nosso éter.
adiram à página do “uivo” no facebook para saberem em que cidades e locais o documentário será mostrado:

https://www.facebook.com/uivoantoniosergio

é de um outro documentário seu, também sobre as memórias da nossa música,
que o eduardo nos partilha uma das suas muitas histórias.



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Quinta-feira, 9 Outubro, 2014

PHILIPP GORBACHEV Silver Album CD

€ 14,95 € 12,50 CD Cómeme

[audio:http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD05-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD05-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD05-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD05-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/COMEMECD05-5.mp3]

É difícil a Cómeme falhar um álbum. O som da editora é tão bem definido que, mesmo sendo russo de nascença, Philipp Gorbachev personifica-o tão bem como Rebolledo, Sano ou outros que não sejam Matias Aguayo. House tensa, muito ligada, como é habitual na editora, ao som industrial que torna tudo mais masculino (“Distance” tem uma quase linha de baixo meio DAF), progride na sua marcha sem desviar para zonas menos nobres. Sólido! E como se consegue trazer estes nomes para colaborar? John Stanier (baterista de Battles) e Paul Leary (Butthole Surfers). Aguayo supervisiona assim mais um disco brilhante de dança esquerdista, latino-eslavo e, com excepção de coisas na própria Cómeme, desligado de quase tudo o que anda a acontecer. Isso é marca.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 2 Outubro, 2014

CAPITAL Headphones

€ 60,50 HEADPHONES (Desert Green) AIAIAI

€ 60,50 HEADPHONES (Alpine Ice) AIAIAI

€ 60,50 HEADPHONES (Concrete Grey) AIAIAI

Modelo portátil da AIAIAI, adaptado a condições atmosféricas adversas, testado sob chuva, neve e resistente a poeira. É dobrável, flexível, inclui fio extra-longo com microfone e controle remoto incorporados.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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+ Factos:
- Ficha Jack estéreo 3,5mm em “L”
- Fio integrado nos auscultadores;
- Controle remoto no fio, inclui microfone omni-direccional

+ Info, especificações técnicas e fotos:
- AIAIAI


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Sábado, 27 Setembro, 2014

CLAP! CLAP! Buck / Ichnusa 7″

€ 8,50 € 7,50 7″ Black Acre

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ACRE050-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACRE050-2.mp3]

A editora Black Acre contribuiu para a liberalização do formato Bass, aceitando saídas diversificadas e abordagens menos padronizadas. Clap! Clap! não tem sequer a origem britânica para se prender, ele é italiano e busca muita da inspiração em África. “Buck” é um incrível e rápido exemplo de manipulação de ritmo em tempos diversos, tão techno quanto footwork, tem quebras suficientes para aguçar o interesse com frequência, tem blips e soa rude para acreditarmos mais na sua força. “Ichnusa” é oficialmente étnico, mais suave, arrojado na mesma, um produto credível como “nova África” se assim nos fosse vendido. O single antecedeu o álbum “Tayi Bebba”.

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Segunda-feira, 22 Setembro, 2014

LUSSURIA Industriale Illuminato CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Hospital Productions

€ 20,95 € 19,50 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-420CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-420CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-420CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-420CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-420CD-5.mp3]

“American Babylon” começou por ser um lançamento discreto da Hospital, embora não tenha sido o primeiro álbum de Lussuria na editora. Apesar de lançado originalmente em digital em 2012 e de só no ano seguinte ter direito a um lançamento em vinil e a um maior destaque em diversas publicações, Lussuria foi logo apontado em 2012 como um dos mais originais criadores desta nova vaga de industrial. “American Babylon” era um conjunto singular de temas, onde o tom críptico da batida mais industrial se misturava com ambiências de um Leyland Kirby a brincar com satã. “Industriale Illuminato” é uma continuação precisa do anterior álbum na Hospital, um jorrar de emoções numa primeira camada mais ambiental (curiosamente aqui a recordar muito os “Disintegration Loops” de Wlliam Basinski) e uma camada superior que insere uma claustrofobia de beats grossos e desconexos que dão uma composição mais fragmentada a estes novos temas de Lussuria. Essa fragmentação já existia em “American Babylon”, só que aqui ela assume um papel mais denso, quase como se criasse uma narrativa por cima das narrativas à Basinski de “Industriale Illuminato”. Sem que as duas partes se contrastem, é um disco que parece apoiado numa ideia de fuga dos clichés desta nova vaga e em fazer render a dicotomia como margem para Lussuria definir o seu próprio som. “Venus In Retrograde” lista bem essas intenções, com a sua percussão escura e simultaneamente espectral que parece confluir com uma espécie de sons de memória que existem no esqueleto da canção.

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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

PORTABLE Sportable 12″

€ 8,50 12″ Perlon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PERL102-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERL102-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERL102-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERL102-4.mp3]

Portable chega de novo com os seus pertences, os mesmos que reconhecemos de edições anteriores: voz profunda, afectada, emotiva, produção house complexa, futurista, entra sem medo em território EBM/industrial (o “spank” da batida em “Continue”, por exemplo). Compõe verdadeiras canções para a pista de dança sem procurar o brilho pop fácil. Não necessita de utilizar recursos mais populares para conseguir groove e efeito melódico poderoso e “Sportable” soa como o mais sofisticado single que já ouvimos de Portable. Os anos de produção na semi-sombra, aperfeiçoando a sua abordagem, distanciando-se cada vez mais quer da cena minimalista alemã (não que ele alguma vez estivesse realmente ligado a ela, mas a Perlon sim) quer do subgénero pop techno (diferente de techno pop) que, nas suas mãos, fica mais house e mostra como uma canção pode viver à vontade neste meio.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

TMA-1 X Headphones

€ 119,95 HEADPHONES AIAIAI

TMA-1 X são baseados no modelo original TMA-1, com algumas alterações para portabilidade e versatilidade. Ainda bem adaptados à actividade de um DJ mas agora com atenção ao ouvinte mais regular, em casa ou, pelo menos, em ligação aos múltiplos aparelhos portáteis onde hoje se pode escutar música. Diferenças notórias em relação ao modelo TMA-1 original (agora rebaptizado TMA-1 DJ) incluem o facto de o fio não ser independente mas, em contrapartida, incluir um controle remoto e um microfone para uso em comunicações online, por exemplo.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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+ Factos:
- Fio integrado nos auscultadores;
- adaptador jack incluído;
- controle remoto no fio, inclui microfone

+ Info, especificações técnicas e fotos:
- AIAIAI


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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

TMA-1 DJ Headphones

€ 184,95 HEADPHONES AIAIAI

Pode parecer mania de designer mas há dois aspectos sentimentais importantes na concepção destes auscultadores:
- quando se segura um par de auscultadores semelhantes, de outras marcas, contra uma parede branca, com a luz certa, o resultado da sombra é a ideia base para os TMA-1: uma silhueta inteiramente negra, sem marca visível. Quando se segura um par de TMA-1 nas mesmas condições o resultado da sombra é o próprio TMA-1;
- o nome deriva de Tycho Magnetic Anomaly 1, o nome técnico do monólito negro imaginado por Arthur C. Clarke para “2001: Uma Odisseia no Espaço”; a ideia é tornar explícita a robustez e durabilidade do objecto.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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+ Factos:
- O modelo para os TMA-1, não apenas visual mas técnico, são os Senheiser HD25, standard no circuito de DJs. A marca dinamarquesa AIAIAI desenvolveu a ideia em colaboração com vários DJs e produtores, a editora Tartelet, a Mannhandle e o atelier dinamarquês KiBiSi.
- Esta é a lista dos DJs que testaram os TMA-1 e ajudaram no seu desenvolvimento: 2 Many DJs, A-Trak, Booka Shade, Boys Noize, Brodinski, Claude Von Stroke, Ellen Allien, Erol Alkan, Flying Lotus, Fredski, Hudson Mohawke, Hot Chip, James Murphy, Kode9, Koze, Luciano, Michael Mayer, Philip Jung, Matthew Dear, MSTRKRFT, Pilooski, RJD2, Seth Troxler, Superpitcher, Teki Latex, Tiga, Tomas Barfod (WhoMadeWho), Trentemoller.

Impressões:
Com os TMA-1 na mão, o que impressiona primeiro é o aspecto espartano, robustez do arco que assenta na cabeça (mas flexível e confortável), peso dos auscultadores propriamente ditos (partes laterias que assentam nos ouvidos). Como acontece com a maioria dos modelos, o arco é ajustável à cabeça, mas nota-se mais rapidamente a adaptação, ou seja, eles ficam realmente no sítio sem oscilações. A ouvido nu parecem ter mais isolamento, mais poder de graves e menor agressividade em alto volume do que os Senheiser HD25.
A caixa inclui o par de auscultadores, 2 esponjas extra, cabo com mini-jack em ambas as extremidades + adaptador jack e bolsa para guardar os auscultadores.

+ Info, especificações técnicas, fotos, clips e comentários:
- AIAIAI
- Gizmodo
- Slamxhype


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Terça-feira, 16 Setembro, 2014

PERE UBU Carnival Of Souls CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Fire Records

€ 21,50 € 18,50 LP Fire Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FIRECD358-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD358-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD358-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD358-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD358-5.mp3]

Reparámos há pouco que “Lady From Shanghai” não mereceu, na altura da sua saída, nenhuma palavra nossa. Mas essa aparente falha traz uma boa notícia: foi um disco muito procurado na loja e esteve na lista dos nossos álbuns do ano de 2013. O mundo segue o seu caminho sem a nossa intervenção: é bom não ter essa pressão. Mas como gostamos de falar sobre o que gostamos, e porque ter o “Lady From Shanghai” sem texto ainda nos faz alguma confusão, este “Carnival Of Souls”, mais de um ano e meio depois do seu antecessor, merece estas linhas porque, sobretudo, é mais um grande disco da banda de David Thomas, agora um sessentão. Um senhor sessentão, que embora meta menos medo que há uns anos e esteja mais magro, ainda tem energia e palavras para nos deixar em sentido. Se não sabem a importância deste senhor, recuperem as suas primeiras pérolas, do final dos anos 70 e percebam como ainda está quase tudo aqui, na sua música. Rock furioso, caoticamente organizado, com lirismo enternecedor e aquela nuance arty que sempre soou tão bem. David Thomas não perdeu a mão e, por momentos, “Carnival Of Souls” parece ser o melhor Pere Ubu da última década. Mas depois de “Lady From Shanghai” tínhamos esperança que isso acontecesse. E aconteceu. Que grande álbum.

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Terça-feira, 16 Setembro, 2014

EXCEPTER Familiar CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

€ 24,50 € 22,50 2LP Blast First Petite

Parece mentira, mas já passaram quatro anos desde “Presidence”. Nunca tememos que os Excepter não regressassem, mas não esperávamos que voltassem com um disco tão forte. Principalmente com um disco de canções que fosse quase um contraste com aquilo que “Presidence” oferecia. Porque “Presidence” parecia uma concretização perfeita daquilo que os Excepter faziam nos seus “Streams”, condensações perfeitas das suas jams e experimentações, e calculámos que o caminho fosse por aí. “Familiar” mostra-nos o quão errados estávamos. E a surpresa vem logo com “Maids”, com vozes espectrais e sintetizadores que têm tanto de abstracto como pop. E é isso que é perfeito em “Familiar”, uma mistura do arrojo dos Excepter com uma perfeição pop como nunca os vimos a fazer: é verdade que “Debt Dept.” (2008) tinha os seus momentos, mas por vezes era demasiado austero. Aqui evitam essa austeridade, há um contínuo de felicidade, melodias amistosas que nos garantem que se este não é o álbum dos Excepter que conquista o mundo, então há algo de muito errado. Mesmo de muito errado. Não é segredo que adoramos os Excepter. Não é segredo que confidenciamos aos mais próximos que são a melhor banda do mundo (porque são). E temos que vos dizer que “Familiar” é o álbum que estão a precisar de ouvir. Uma verdadeira obra-prima (até acaba com uma versão abismal de “Song To The Siren”). Por favor, não deixem isto passar-vos ao lado.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

POWELL Club Music 12″

€ 12,95 12″ Diagonal

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DIAG009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG009-3.mp3]

Faster, stronger. Às vezes continuar a fazer o mesmo é sinal de aperfeiçoamento, mesmo na vertigem da novidade e da renovação, ditas “essenciais” na cultura de consumo – a todos os níveis – da música de dança e não só. Mas cabeças esgotam ideias facilmente e às vezes é mesmo melhor ficarmos naquilo que somos bons. Powell, desde que surgiu em 2012, ainda não deu um passo em falso. Tem-se mantido fiel a raízes pós-punk e a um lado primário dos Suicide virados para a pista de dança. O seu maxi sem título na The Death Of Rave é um dos trabalhos mais bem conseguidos – na totalidade – que ouvimos no ano passado e apesar de “Fizz” ter ficado um bocado aquém, tudo volta a ficar lá em cima com este “Club Music”. A coisa estranha de “Club Music” é que não é nada de verdadeiramente novo, parece uma recapitulação das ideias do maxi da The Death Of Rave, revestidas com mais conhecimento, uma maior depuração do som, maior atenção ao detalhe e um afunilar intenso de energia. Em parte é como se tivéssemos multiplicado a qualidade desse maxi para qualquer coisa que vai além da nossa compreensão e que, apesar desse lado refinado, se mantém punk. É que nesta atitude, vindo de alguém novo, de uma geração que tem sempre a necessidade de saltar de espaços em espaços, há um grande fuck you.

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