Segunda-feira, 11 Fevereiro, 2019

THE STRANGER Bleaklow 2LP

€ 25,50 2LP (2014 remastered reissue) History Always Favours The Winners

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Editado originalmente em 2008, numa fase de transição na carreira de Leyland Kirby, “Bleaklow” é um dos seus mais enigmáticos discos. Até para quem ouviu a entrada mais recente no universo de The Stranger (“Watching Dead Empires In Decay”), este disco que conhece agora a sua primeira edição em vinil é um de drones ofegantes e violentíssimos, sem os cenários idílicos e decadentes de outros universos de Kirby da última década ou sem a costela mais focada no beat como o último disco de The Stranger. “Bleaklow” é, de certa forma, o disco mais alemão da sua carreira, ouvimos muitas influências do universo das reedições da Bureau B (principalmente dos discos dos anos 1980) e uma ligação singela à Warp (que de certa forma existiu em parte da sua carreira, nem que fosse em modo guerrilha). Há um lado kosmische algo Vangelis neste disco, com o factor surpresa no virar de cada página. Apesar do tom negro, cada tema difere do anterior vertiginosamente. É feito de uma inconsistência invulgar em Kirby, mas que funciona no som algo disfuncional e desconfortável que aqui apresenta. É menos imediato que muitos dos seus discos, quase como se não tivesse uma história para contar e tivéssemos nós que descobrir a sua história, mas é um dos que melhor gratifica o ouvinte. Vale a pena deixarmo-nos levar por esta pérola.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 24 Outubro, 2014

LUST 847: PEDRO RAMOS


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

24.10.2014
“LISBOA”
por PEDRO RAMOS

Neste texto irei agora, em consciência, ignorar o Mal do Mundo
e começar por escrever que Lisboa segue vivendo o seu Verão Eterno.
Em frente.
Um conjunto de estruturas e de programadores
raptaram-me há muito o meu coração e ataram-no a esta cidade.
Com tudo o que há para fazer,
não me parece que alguma vez consiga sair daqui.
De repente, de cabeça e em modo lista de supermercado, eis a gloriosa semana:
Um novo prisma para “Macbeth” no Maria Matos,
que ainda há dias celebrou o centenário de Sun Ra numa matinée de luxo.
No Museu do Chiado, Sara & André prosseguem o seu Exercício de Estilo.
No Lux, John Talabot pensa a noite de 24, com os seus DJs preferidos nos dois pisos.
No Musicbox a 25 há Tim Hecker e Moonface a jorrar sangue para o piano.
Nessa mesma noite um Lux esgotado recebe Ty Segall,
autor do concerto em que no passado Primavera Sound fiz stagediving,
algo que não acontecia há uns 15 anos.
A propósito dos 20 anos de ZDB,
metade dessas duas décadas surgem retratadas em “Convite” de Vera Marmelo e Luís Martins.
Filho Da Mãe a 29 n’O Bom, O Mau & O Vilão.
A 30, a Black Balloon regressa com os sempre imprevisíveis Liars
e a explosão dançante de Mess,
seguido de wrestling DJ regado a fuzz e tropicalismos diversos.
The Glockenwise e o gira-discos de Jonathan Toubin no Cais do Sodré a 31.
A 1 de Novembro estreia no Palácio Foz o documentário “Uivo” de Eduardo Morais,
sobre Deus António Sérgio.
No mesmo dia, Shabazz Palaces no Musicbox,
Simon James Philips no Panteão Nacional
e ainda Black Bananas e Putas Bêbadas no regresso à Zé Dos Bois.
No dia seguinte, Chris Garneau no Conservatório.
E no meio de tudo isto ainda há Doc Lisboa ou “O Narrador Relutante” no CCB.
Querida EMEL,
é por isto que os teus papelinhos amarelos vão para o lixo.
Tenho coisas melhores onde gastar o meu dinheiro.

—–

dezoito. é essa a contagem dos balões negros no lux. com o concerto dos liars (e outras agitações) no dia 30 de outubro, chega-se a essa marca de maioridade que as noites black balloon atingirão. pedro ramos, voz de sucesso da rádio radar, é o instigador destas propostas. como sempre tem acontecido, um olhar atento à cena que nos (co)move.



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Quinta-feira, 23 Outubro, 2014

THURSTON MOORE The Best Day CD / 2LP

€ 12,50 CD Matador

€ 22,95 2LP (gatefold) Matador

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O melhor elogio que se pode fazer a “The Best Day” é o de que facilmente se confunde com um disco de Sonic Youth. É o sucessor de “Demolished Thoughts”, um óptimo disco em nome próprio de Thurston Moore, e aquele em que sentimos que se calhar perdeu a timidez de assumir na totalidade o não-problema em seguir sem fim o som dos Sonic Youth na sua carreira a solo ou paralela: porque o mesmo já havia acontecido com os Chelsea Light Moving, mas não de uma forma tão bem conseguida. Talvez ajude o facto de aqui partipar Steve Shelley na bateria e de ainda contar com a ajuda de James Sedwards (Nought) e de Deb Googe (My Bloody Valentine) e da formação seguir mais o ritmo ao qual Moore nos habituou ao longo de anos de carreira. Entre temas mais longos (começa logo os oito minutos da brilhante “Speak To The Wild”) e alguns mais curtos, “The Best Day” soa mesmo a um disco que existe para arrumar as boas ideias que Moore teve desde o final dos Sonic Youth e não um desvio de ressaca. Tínhamos saudades.

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Quinta-feira, 23 Outubro, 2014

MARK LANEGAN BAND Phantom Radio 2CD

€ 19,95 2CD (Deluxe) Heavenly

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Mark Lanegan não parece cair ainda nas graças de toda a gente. Mas mesmo os que não costumam gostar dos seus discos estão a perceber que o seu nome está a caminhar lentamente para um estatuto acessível a poucos. A recente edição monumental da Light In The Attic – procurem-na na nossa loja, CD e vinil de luxo -, que olha para a sua carreira de 1989 a 2011, tenta justamente criar peso específico para o seu nome, ligando-o com o brilho de um Fred Neil ou Karen Dalton, apesar da distância dos seus universos. Seja sozinho ou acompanhado por fiéis cúmplices – a sua banda aqui é uma ilusão que se desvanece e explica com uma audição -, Lanegan continua a olhar para o negro e para a morte como poucos, colorindo com electrónica – às vezes surpreendentemente dissonante – algumas canções que parecem ser pequenas missas alegóricas. Mas há esperança e amor pelo meio, quando já não esperamos redenção, contudo quando Lanegan diz quase no início que “the judgement is near”, está traçado o tom velado que percorrerá “Phantom Radio”. Podia atingir o cume mais rápido se se vestisse como Johnny Cash, mas Lanegan nunca quis fazer o que lhe mandam e há-de ser sempre um rebelde, um que se delicia, como aqui, a fazer um disco com a ajuda de uma app do iPhone. Há poucos homens assim.

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

MIREL WAGNER When The Cellar Children See The Light Of Day CD / LP

€ 14,50 CD Sub Pop

€ 17,50 LP Sub Pop

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Não foi por “Mirel Wagner” ter sido o primeiro álbum, sem qualquer outra confirmação, que deixámos de acreditar no potencial desta nova cantora e autora. Havia algo de profundamente sólido na sua estreia que não deixava senão antever que o seu segundo disco iria causar semelhante impacto. “When The Cellar Children…” é o seu novo álbum, mais de dois anos depois do homónimo, e está, pelo menos, ao nível da sua estreia, reforçando o nome desta finlandesa nascida na Etiópia no panorama de singer-songwriters, dando à nova folk uma voz profundamente honesta, crua, sombria, que raramente reflecte a idade que Mirel tem. Produzido, surpreendentemente, por Vladislav Delay, a guitarra e voz rasgam o ar como lâminas definitivas, sem hesitação ou golpes preparatórios, deixando outros sons quase amordaçados na sua sombra. Há pouca luz e oxigénio nas suas canções, na sua folk de cor ‘blue’, mas essa é já a marca das palavras e sons de Mirel Wagner. Uma marca que ganha agora o peso do seu segundo álbum, um óptimo e arrepiante segundo álbum.

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

STEVE GUNN Way Out Weather CD / LP

€ 16,50 CD Paradise Of Bachelors

€ 20,50 LP Paradise Of Bachelors

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O currículo tem sido escrito por muitas páginas – colaborações, singles, projectos paralelos, etc -, mas talvez tenha sido “Time Off”, de há mais de um ano, que tenha simbolizado o “grande salto em frente” de Steve Gunn, o exacto local no calendário onde despontou o real valor da sua escrita. A essa fabulosa colecção de canções, que ficou como um dos discos favoritos de 2013 para nós, não durou muito ter um sucessor à altura: “Way Out Weather” reafirma a sua voz, as suas canções, os seus arranjos, e já não falta nada para o colocarmos num pódio de ilustres figuras da nova alt-folk norte-americana. Gunn trabalha o tempo de modo sublime, deixando que as suas composições encontrem o ponto exacto por onde decidem suspender-nos, criando círculos sonoros que nos vão cercando, agarrando, como um furação benigno que nos embala. Quase todos os temas guardam segredos, lembrando-nos às vezes como velhos temas pop de Jim O’Rourke se iam revelando – “Wildwood” ou “Fiction” derretem-nos o coração com os seus desfechos; “Atmosphere” dá-nos toda a espiritualidade de que precisamos. “Way Out Weather” é um álbum de formas aparentemente simples, que nos recebe calorosamente, mas é sobretudo uma obra de maturidade e cultura assombrosas, de alguém de quem vamos querer cada vez mais música. Se não fomos claros, dizemos então que este é um dos nossos discos favoritos de 2014. Perfeito.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

DELIA DERBYSHIRE & ANTHONY NEWLEY Moogies Bloogies 7″

€ 10,95 7″ (Limited) Trunk

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Newley ficou mais conhecido como actor mas as suas incursões na música valeram notoriedade: entre outras coisas, um par de singles no top inglês entre as décadas de 50 e 60, por exemplo. Mais ouro: a co-autoria da canção “Goldfinger”, cantada por Shirley Bassey na banda sonora do filme com o mesmo nome, na série 007. Ele procurava um fundo electrónico para este projecto que parece ter sido pensado para o mercado pop mas cujas letras o distanciam desde logo desse objectivo. O disco ficou por concretizar até a Trunk reconstituir o cenário para nós, ouvintes, em 2014. Derbyshire gastou muitas horas em 1966 para gravar a sua parte mas não terá conseguido um resultado que agradasse a Newley (nem a si própria, aparentemente). Anos depois, no entanto, Delia Derbyshire foi conquistada pelo conjunto e o que podemos agora escutar é o seu trabalho original mas também um precoce exercício de sampling a partir da vasta base sonora da BBC Radiophonic Workshop. “Moogies Bloogies” soa profundamente britãnico e isso é aparente não apenas pelo sotaque mas por toda a conjuntura que, na época, produzia experiências sonoras que ainda hoje são referência para gerações actuais de músicos e produtores. História a acontecer agora!

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

RAW SILK Do It To The Music 12″

€ 9,50 12″ (2014 reissue) West End

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Céu boogie. Um dos grupos de estúdio que contribuiram para a quantidade de produção Disco que ocupa gente como nós, sempre à procura do click com Aquele disco que vai fazer a diferença. 1982, em plena era Prelude mas também, claro, West End, editoras que operaram na perfeição a transição de uma década para outra, de um estado puro de Disco para um híbrido com pop electrónica, notório no caso de “Do It To The Music”. O sabor sintético da linha de baixo, sobretudo, reforça a ideia de sofisticação e contemporaneidade, para quem vivia em 1982. Esta música instala uma sensação confortável de experiência de clube, uma experiência aberta, com luz suficiente, com pessoas bonitas suficientes, com a cabeça em estado de leveza a querer fixar o momento durante o máximo de tempo possível. É bonito.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

NEOTANTRIK Blue Amiga LP

€ 19,50 LP Pre-Cert Home Entertainment

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Novo e velho encontram-se. Depois de recuperarem parte do trabalho de Suzanne Cianni e Bruno Spoerri na Finders Keepers, Sean Canty (Demdike Stare), Andy Votel e a sua esposa Jane Weaver aproveitaram o veículo Neotantrik e a sua editora de estranhezas e sons Pre-Cert Home Entertainment para criar um disco que é uma exploração sonora dos seus diferentes universos e gostos com dois dos seus ídolos. Talvez a presença de Cianni e Spoerri não seja tão sentida como nos recordamos nos seus álbuns, mas juntos criaram uma cadência de sons disciplinados que pela sua fluência tornam “Blue Amiga” no disco mais bem conseguido desta editora. Que é uma editora de sons, de exploração de um campo da folk que quase funciona em círculo fechado e de um género de library music que joga nas suas próprias regras, só que em “Blue Amiga” encontra um contínuo de ambiências e explorações sonoras que são consistentes do início ao fim. É um daqueles discos que parece gravado debaixo de água, com um tempo muito próprio e uma forma de dispor uma palete de sons que foge aos parâmetros da música electrónica/ambiental da actualidade. Mas não é um disco do outro tempo, nem do futuro, é de agora.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

WOLD Postsocial LP

€ 18,95 LP The Death Of Rave

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“Postsocial” é a segunda entrada no universo noise na The Death To Rave. E é provavelmente aquela que aborda o território do black metal pela primeira vez. É difícil caracterizar se é noise ou black metal, ou se é outra coisa qualquer, há uma particularidade no som dos Wold que os torna verdadeiramente únicos, uma insistência num ruído profundo e denso que se prolonga ao longo dos temas, com poucas ou nenhumas variações, no qual a voz parece enterrar-se e desenterrar-se, sendo ela o instrumento que cria diferentes ondas no som de “Postsocial”. É também um disco que transcende o conceito de “visceral” ou do domínio das “vísceras”, a sua música não se rende a esse facilitismo e não funciona em campos positivos ou negativos. Há aqui mesmo a procura de um novo som, um encontro intenso entre a electrónica noise, o black metal e o drone que parece uma massa sónica comprimida até existir apenas uma gigante massa circular de ruído. Tem tanto de fascinante como de bizarro, mas é umas das maiores surpresas que ouvimos nos últimos meses. Não conhecíamos Wold, passámos a conhecer nesta excelente edição em vinil. Talvez até soe a algo que ouviram antes, mas dificilmente ouviram com uma total abstinência pela variação e uma entrega tão directa e simples de som. Pode ser agressivo no primeiro minuto, mas quando entra é como estar em cima de uma nuvem.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA AND THE MOTHERS OF INVENTION One Size Fits All CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Como vai acontecendo em muitos discos de Zappa, alguns álbuns parecem existir em pares ou trios: uma arrumação que existe pela distância temporal à origem, claro. É demasiado tentador a união dos pontos que ficam de um disco para outro, sobretudo quando muitas vezes se complementam ou traçam uma continuidade que agora é quase inquebrantável. “Roxy & Elsewhere”, editado em Setembro de 74, trazia para disco alguns temas que foram estreados ao vivo – mesmo que tenham sido posteriormente aprumados em estúdio. Em Junho de 1975, “One Size Fits All”, traz mais alguns temas que tinham andado pela mesma digressão, mas agora maioritariamente regravados. Zappa volta a assumir uma liderança mais rock, mais arrumada, embora tenha quase o mesmo grupo de “Roxy” – e a presença algo discreta e escondida de Captain Beefheart. Estão aqui alguns dos melhores temas – embora não os mais conhecidos – destes anos Zappa: “Andy” é um épico trans-género sinuoso que parece divertir-se monumentalmente com a sua ambição; “Florentine Pogen” consegue a proeza de juntar alguns dos lados Zappa que fomos ouvindo desde “Freak Out!”; “Inca Roads” é uma delícia pop/rock/dub que termina no espaço e na incredulidade. Se “Roxy” é um marco importante em como nos mostra novos temas mas gravados ao vivo, este “One Size” elimina o confronto com o público e dá-nos uma obra incrível com uma grupo de músicos que parece estar preparado para qualquer coisa que Zappa se lembre. Viciante, como qualquer malha desta altura. Soberbo.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

ZAPPA / MOTHERS Roxy & Elsewhere CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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“Over-Nite Sensation”, o seu único álbum em 1973, e “Apostrophe”, logo a seguir, foram dois lados de uma moeda cheia de canções rock perfeitas, onde o jazz já estava assimilado na totalidade. Nada de corpos estranhos ou de híbridos mutantes: apesar de estar sempre em evolução, Zappa provava estar à altura de tudo aquilo que poderiam exigir dele. E se fosse preciso ainda provar mais qualquer coisa, Zappa era um showman como poucos, que em palco parecia estar no seu habitat natural – e sabemos o quanto o estúdio foi sempre o resguardo seguro para a sua música. No final de 1973, as três datas no Roxy Theatre, em Hollywood, forneceram o maior número de temas para este disco, mesmo que alguns dos instrumentos tenham tido um segundo take em estúdio – a obsessão pela perfeição há muito que estava instalada na sua arte. “Roxy & Elsewhere” mostra como Zappa se movimentava em palco, em conversas com o público, apresentando as suas canções ou fazendo paralelismos humorísticos com os temas. Uma descontração incrível quando estas canções são autênticos exercícios técnicos de nota 10: quando os temas arrancam ficamos siderados com a complexidade das composições. “Be-Bop Tango” ou “Dummy Up” são encenações alucinantes que começam a mostrar uma teatralidade que aparecerá com força nos anos seguintes. Este foi mais um duplo-álbum, com mais uma versão incrível dos Mothers, que brilha na discografia dos anos 70, após a fase inicial e a fase fusão.

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