Sexta-feira, 31 Outubro, 2014

LUST 848: VERA MARMELO


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

31.10.2014
“OUTUBROS”
por VERA MARMELO

Outubro foi um mês simpático.
O lançamento de um novo livro com fotografias de músicos e concertos resultou,
novamente, em algumas conversas sobre o que têm sido os meus últimos anos a fotografar.
Cruzo a fotografia com a música, com músicos,
com salas de concerto que me são queridas e pequenos festivais de estimação.
É por esta razão que há uma tendência, mais que natural,
para me pedirem primeiro para falar sobre música,
deixando a fotografia para segundo plano.
O que na realidade é um grande favor que me fazem.

Estou rodeada de músicos.
Os fotógrafos que conheço contam-se pelos dedos de uma mão.
Por essa razão esperar-se-ia que estivesse sempre na crista da onda,
no que toca às novidades musicais.
Enganam-se os que assim pensam.
Sim, é verdade que vou a muitos concertos.
Mas o que descubro por mim é pouco ou nada.
É raro ler sobre música.
As revistas que compro dedicadas ao tema,
sirvo-me delas para ver retratos.
Entrevistas e pequenos documentários,
sempre com um carácter mais pessoal,
lá me vão animando.

A ideia de ouvir um disco quieta, em casa, é constantemente adiada.
Têm passado tão a correr estes anos,
que guardo essa audição calma e a descoberta da novidade para o momento dos concertos.
Saúde aos programadores musicais com que me vou cruzando.
Compro discos, sim, mas muitos ficam em prateleiras, arrumados,
à espera do tal tempo para os ouvir quieta.

Tenho uma relação muito solta com a música.
Sei que estarei eternamente rodeada de músicos e de amigos
que me vão abrir as portas das suas casa musicais.
Por isso deixo para eles o objecto, o prazer e a ansiedade pela novidade.
Eu fico por aqui, muito bem no meu papel de registadora silenciosa do que se passa,
à espera que uma fotografia vos lembre as noites incríveis
e o talento das pessoas com quem vivemos nesta Lisboa.

—–

a cena de lisboa – sobretudo – não seria a mesma se dela não sobrasse uma tamanha memória física e silenciosa pelas lentes das máquinas de vera marmelo e luís martins. não são apenas pedaços de documentação: são fotografias que nos contam como tudo foi, entre retratos dos músicos e instantâneos do público. é na zé dos bois onde grande parte do seu trabalho acontece. agora, que a galeria faz 20 anos,
os dois fotógrafos acabaram por dar uma prenda a todos. “convite” acabou de sair das máquinas.



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Sexta-feira, 31 Outubro, 2014

THE FLAMING LIPS 2014 With A Little Help From My Friends CD / LP

€ 16,50 CD Bella Union

€ 23,50 LP (gatefold) Bella Union

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BELLA457CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA457CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA457CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA457CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA457CD-5.mp3]

O feito não é novo: ainda em 2012, a editora da banda lançou uma recriação de “In The Court Of The Crimson King”. Antes disso, os próprios Flaming Lips refizeram “The Dark Side Of The Moon”, em 2009. Em 2014, Wayne Coyne volta a chamar os seus amigos para uma nova versão integral: “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Entalados há muito numa espécie de caldeirão psicadélico, as versões caminham constantemente entre uma versão indentificável e o sonho de algo bizarro demais para ser mostrado. Mais uma vez, a música chega aos ouvidos dos Lips como se ficasse refractada por um prisma de loucura sã, cheia de cores e formas estranhas. (Aproveitem e vejam as fotos promocionais para este disco.) E como o roller deck da banda tem o mesmo limite que a sua imaginação, podemos ouvir Miley Cyrus, Julianna Barwick, Foxygen, Moby, My Morning Jacket, os velhinhos Zorch, J. Mascis dos Dinosaur Jr, ou Brian Chippendale dos Lightning Bolt. Ou seja, a habitual caldeirada improvável que os Flaming Lips parecem gostar de provocar porque sabem que sob a sua batuta o resultado está sempre controlado. É incrível como não parecem haver terrenos sagrados: depois de Pink Floyd, eis que a heresia abocanha Beatles com toda a violência e, mais uma vez, encanta-nos com a sua loucura. Provocador e polémico? Sim, claro; é óptimo que assim seja.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 30 Outubro, 2014

LUÍS MARTINS & VERA MARMELO Convite LIVRO

€ 13,50 LIVRO Ed. Autor

52 páginas, 17 x 24.5cm

Amaldiçoamos todos os que erguem os seus telemóveis em concertos à procura de fotografias, mas depois há quem nem se dê conta quem anda por lá e tira fotos incríveis que servem de verdadeira memória para o futuro. Luís Martins e Vera Marmelo são duas dessas pessoas que intrepidamente estão lá na frente de toda a gente, também à frente dos músicos, a disparar as máquinas naquela altura certa. Muita experiência, com centenas de concertos e muitas horas ao computador a deixar tudo bonitinho para toda a gente – público ou simplesmente curiosos – ver o que aconteceu naquela noite com aquele músico ou aquela banda. E o que faz as fotos do Luís e da Vera serem melhores do que tudo o resto? A sua verdadeira paixão pela música. Não nos equivoquemos: o valor da sua arte vem directamente do gosto que têm pela música que ouvem. O que vemos através da sua objectiva é um olhar especial, próximo e apaixonado. O que fica é uma imagem que junta isso tudo e por isso é tão forte. Vejam com atenção, uma a uma, as páginas deste livro feito a quatro mãos, generoso connosco, com muitas noites da programação da Zé Dos Bois lá dentro. No interior e exterior da galeria, Luís Martins e Vera Marmelo foram quase, quase os retratistas oficiais da programação de música, e por isso este documento ajuda ainda mais a celebrar os vinte anos da associação. Um livro lindíssimo para quem gosta de música e fotografia, um livro essencial para quem sente o coração a bater mais forte num qualquer concerto. Não deixem este “Convite” caducar: a edição está limitada (e numerada) a 200 exemplares e este é mesmo um pedaço importante da nossa história colectiva.

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Quinta-feira, 30 Outubro, 2014

GÁBOR LÁZÁR EP16 12″

€ 12,95 12″ The Death Of Rave

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Pequenas variações de padrões genéricos da música de dança, repetidos, por vezes mais lentamente, por vezes é a própria repetição que cria uma ilusão da realidade da velocidade de “EP16”, uma grande estreia de Gábor Lázár na The Death Of Rave. É uma música só com pontuação, abstraída de qualquer tentativa de melodia ou até de uma busca vasta de tons. O processo da repetição faz com que por vezes cada tema de Lázár pareça trabalhado a partir de matéria com menos de um segundo, repetido, esticado e adulterado para criar ligeiras variações e confundirem os nossos ouvidos. “EP16” confunde noções de ritmo e prega partidas ao nosso cérebro, há ligações directas com Mark Fell, mas o som de Lázár é mais redondo, menos críptico mas também contido e sem ansiedade de se expandir. É um grande exercício – técnico e estético – e uma das melhores desmaterializações de som que ouvimos este ano.

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Quinta-feira, 30 Outubro, 2014

DEMDIKE STARE Testpressing #006 12″

€ 12,95 12″ Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE097-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE097-2.mp3]

De toda a série “Testpressing” dos Demdike Stare este #6 é aquele que mais surpreende dentro deste pote de ideias que o duo tem lançado. Ficou provado desde os primeiros lançamentos que esta série seria uma pista de testes para editarem temas, dois de cada vez, que seriam experiências em diferentes campos da música de dança. Este remete muito para os big beats dos 1990s remodelados pela cabeça de um DJ Rashad, principalmente no lado A, enquanto no lado B soam a uns Atari Teenage Riot sem desejo de revolta. Só contenção e uma visão industrial. Talvez o industrial mais directo da carreira dos Demdike Stare.

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Quarta-feira, 29 Outubro, 2014

RED TRIO & MATTIAS STAHL North And The Red Stream CD

€ 12,95 CD NoBusiness

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NBCD69-1.mp3]

O que está longe nem sempre se alcança e os feitos notáveis deste trio de músicos além fronteiras podem muito bem passar ao lado de quase todos. Neste aspecto, o Leste tem sido amigo dos RED Trio, com constantes chamadas a concertos e festivais, provando que a sua música ecoa uma qualidade universal que desde a sua estreia convence quem a ouve. Há quase um ano exacto, o trio visitou o festival Kaunas Jazz, deixando gravado em solo lituano o seu concerto com o vibrafonista Matthias Ståhl. Apenas três temas fazem este “North And The Red Stream”, mas a música aqui está sempre em mutação, borbulhando e avançando por entre a improvisação do quarteto, provando mais uma vez a capacidade incrível de integração que o trio português possui. Ståhl traz obviamente um colorido enorme à empreitada, encaixando bem entre a percussão tentacular de Gabriel Ferrandini e os fraseados pianísticos de Rodrigo Pinheiro. E porque é muitas vezes o contrabaixo que mantém tudo, tiremos o chapéu à condução segura de Hernâni Faustino que literalmente guia o poder de fogo dos seus companheiros. Depois de Nate Wooley e John Butcher, Ståhl é mais um convidado certeiro deste fantástico trio.

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Quarta-feira, 29 Outubro, 2014

TZUSING A Name Out Of Place Pt. 1 12″

€ 8,95 12″ L.I.E.S.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LIES054-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES054-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES054-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES054-4.mp3]

Não é apenas a Cómeme a deter a curadoria do correcto som electro-industrial actualizado, a Bunker, a Nation e a L.I.E.S. já tiveram esse papel algumas vezes e agora, com Tzusing, a L.I.E.S. reafirma a pertinência de jogar do som duro para a pista de dança. As quatro faixas são quatro killers naturais, puxando o electro escuro para a frente, linhas de baixo house gordas, até a cultura de samples tão característica dos anos de velocidade de cruzeiro da cena industrial. Este não é, no entanto, um disco de época, já que a sua importância é actual. “No Primordial State” é tão SPK ao vivo que quase se imagina o video para “Metal Dance”, mas nem esse furo para 1983 desautoriza o EP. Belo.

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Quarta-feira, 29 Outubro, 2014

SHIT AND SHINE Powder Horn CD / 2LP

€ 11,50 CD Diagonal

€ 21,50 2LP Diagonal

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DIAG012CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG012CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG012CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG012CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIAG012CD-5.mp3]

Funk e rock digital. Shit & Shine / Craig Clouse soube ao longo de uma década adaptar-se aos sons que percorrem o mundo digital e, também, conseguir trabalhá-los para que funcionassem no registo viril-redneck que nunca perde a pose. Desde que mudou para um estilo que cruza a electrónica com a dança parece ter encontrado a perspectiva e o canal ideal para expressar as suas ideias. Este “Powder Horn” é um boião de cultura, sem uma grande linha que o defina e com um descomprometimento que ou é punk ou incrivelmente ingénuo. Seja como for, há qualquer coisa de bom a acontecer neste modelo dos Shit & Shine, há uma precisão muito concreta no groove e uma visão muito única do disco/boogie. É uma excelente concretização daquela ideia de “música do futuro” sem ser irónico, parolo, pretensioso ou demasiado do futuro.

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Quarta-feira, 29 Outubro, 2014

POPULATION ONE Theater Of A Confused Mind 2LP

€ 19,95 2LP + poster (Deluxe Edition) Rush Hour

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Ciência sónica ligada à paisagem urbana de Detroit. Neste e em outros álbuns inspiradores, a música traça novos contornos, semi-imaginários, para Detroit como cidade do futuro, com todo o equipamento tecnológico que imaginamos em tal cidade mas também todo o desgaste social herdado do Presente. Terrence Dixon (Population One) joga tudo na sua cabeça e transmite o resultado. Techno actualizado por abordagens mais recentes, estilizado, sério, sem zona muito demarcada, livre para cruzar a grelha em modo de vigilãncia e registo como um drone. “Theater Of A Confused Mind” existe num espaço quase psicológico (talvez sugestão forte do título), soa como uma manifestação de algo intangível. Assemelha-se a design sonoro mas sem a conotação asséptica, demasiado intelectualizada. Brilhante. Para ajudar na percepção da importãncia de Population One, a sua faixa “Rush Hour”, de 1995, inspirou a editora que agora lança este álbum (apenas o segundo de Population One em 20 anos). Tivemos acesso à edição limitada do álbum, que inclui um poster.

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Quarta-feira, 29 Outubro, 2014

GEORGE THEODORAKIS The Rules Of The Game: Original Studio Recordings 1978-1996 CD / 2LP

€ 13,95 CD Into The Light

€ 19,50 2LP Into The Light<

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ITL003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ITL003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ITL003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ITL003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ITL003-5.mp3]

É difícil conceber uma referência cultural grega mais actual do que “Zorba, O Grego”. A banda sonora para esse filme foi composta por Mikis Theodorakis e, completando este pequeno circuito, George Theodorakis é seu filho. É um dos nomes que descobrimos na compilação inaugural da editora Into The Light e esta nova retrospectiva mostra muita música inédita junto com excertos dos seus dois álbuns editados em 1983 e 1988. A Grécia tem tudo para replicar a vibe das Baleares no outro lado do Mediterrâneo e o que estas faixas sugerem segue um padrão cósmico/baleárico semelhante a muita outra música incrível que tem ascendido à superfície nos últimos anos. Alguns momentos mais sintéticos evocam inevitavelmente Vangelis ou Jean-Michel Jarre (oiçam “Escape”, por exemplo) mas é extremamente redutor parar aí. Soft rock, pop electrónica, jams intergalácticas, um pouco de Cluster, pós-punk. Música totalmente aberta a narrativas pessoais, é expansiva, arrojada, inclusiva (por oposição a alienante) e transmite classe em toda a extensão.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

ANJOU Anjou CD / LP

€ 16,50 € 13,95 CD Kranky

€ 19,50 € 18,95 LP Kranky

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Rock ambiental? Sim, existiu um dia e os Labradford foram talvez o melhor exemplo deste aparente paradoxo. Nasceram no início da década de 90 e duraram exactamente 10 anos. Um dos seus principais jogadores era Mark Nelson que a caminho do fim dos Labradford junta-se a Steven Hess para formar Pan-American, como se o rock desaparecesse para deixar apenas uma certa estática perene no ar, engolida por uma maior consciência electrónica. Embora Pan-American não tenham cessado actividade, Nelson e Hess juntam-se a Robert Donne (Labradford) para criarem Anjou, um trio que, à falta de melhor descrição, prossegue os estudos ambientais electrónicos de Pan-American, entre uma ideia de estertor do rock (que Radian já praticam há muitos anos) e a nuvem difusa da realidade digital. O que sai desta estreia não podia ser mais promissor: para quem gosta de se perder num vasto campo de possibilidade arrítmicas, este disco é uma delícia, rico em detalhes e atmosferas, ou não fosse feito por quem se dedica a isto há várias décadas. Não inventa nada, mas faz o que já conhecemos de modo exemplar.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

TAKAKO MINEKAWA & DUSTIN WONG Savage Imagination CD

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

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Praticamente sem notícias de Takako Minekawa desde o virar do século, encontramos agora a produtora, compositora e cantora num segundo álbum com Dustin Wong (o primeiro é de 2013). Toda a frenética invenção aplicada na pop japonesa designada como Shibuya-kei (procurem Minekawa no YouTube) traduz-se neste novo álbum num compromisso incrível entre isso – pop – e uma série de referências que não se encontram facilmente juntas: improvisação, jazz electrónico, beats pop flagrantes dos 80s, orientalismo sonhador tradicional e, colando tudo com génio, um sentido melódico de canção que transforma esta experiência semi-alucinante numa zona mais do que aprazível, desejável, onde se aprendem coisas, métodos, e uma paixão pela música. Comprem.

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