Quinta-feira, 26 Julho, 2018

BOARDS OF CANADA Hi Scores MCD / MLP

€ 7,50 MCD digipak (2018 repress) Skam

€ 11,50 MLP (2018 repress) Skam

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Em “Hi Scores”, de 1996, o som dos Boards Of Canada já estava perfeitamente formado. “Turquoise Hexagon Sun” é um dos melhores exemplos de como no Norte de Inglaterra se transformava o som já em cruzeiro da cena trip hop em algo ainda mais alienígena, juntando-lhe camadas ambientais que tanto evocavam música cósmica das décadas de 70 e 80 como música composta para programas infantis. As memórias, o sentimento de nostalgia, sempre estiveram muito presentes em Boards Of Canada (o seu próprio nome referencia o National Film Board Of Canada, estúdios de produção ligados a animação clássica e experimental como a de Norman McLaren). Em 6 faixas percorremos um caminho que regressa ao seu início de forma pacífica, como um passeio por uma zona já conhecida mas que nos deslumbra sempre. O que foi aqui inventado perdura num patamar próprio, apenas “June 9th” parece desviar um pouco para Autechre e “Niogax” para Egyptian Lover em velocidade reduzida. “Hi Scores”, em cima de “Play By Numbers” e “Twoism”, avança para a sua obra-prima que é “Music Has The Right To Children” (1998). O impulso não voltou a perder-se.

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Sexta-feira, 7 Novembro, 2014

LUST 849: AFONSO SIMÕES


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

7.11.2014
MOE TUCKER vs. TOMMY LEE
por AFONSO SIMÕES

Cresci rodeado de música mas de poucos ou nenhuns músicos.
Se há uma razão para eu ter começado a tocar, essa razão foi:
quando era adolescente e fumava ganzas para combater o tédio,
decidi experimentar uma bateria e percebi que era a melhor coisa do mundo.
A motivação sempre veio mais de dentro de mim do que de fora.
Passava as tardes a descobrir sozinho como é que se tocava,
a ouvir na minha cabeça linhas de baixo, guitarra, vozes, tudo o que eu quisesse;
e replicava com ritmos ou aleatoriamente.

Quando ia ver concertos ficava sempre de olhos fixos no baterista,
e depois tentava emular à minha maneira aquilo que tinha visto.
O facto de ficar muitas vezes aquém
nunca me limitou ou tirou a vontade, pelo contrário.

Com o tempo aprendi intuitivamente a tocar outros instrumentos
e a compor música à minha maneira.
Horas no estúdio e em casa, em frente a computadores e sintetizadores.
E isso dá-me, por exemplo agora, com o novo disco de Gala Drop,
um prazer muito específico e dificil de comparar.

De toda a forma sempre me vi como um baterista.

A história da música popular pós anos 60 pôs a bateria em segundo plano.
Dentro do espectro pop/rock, os bateristas sempre serviram para manter o ritmo;
se puderem bater com força, fazer uns ritmos meio ao lado
ou tocar em tronco nu e fazer “aquela cena” com as baquetes, melhor.
E haja quem o faça, para mim há espaço para tudo.

Isto é apenas um preâmbulo para aquilo de que vou falar a seguir,
que são vídeos do YouTube de bateristas,
que recebo com alguma regularidade vindos de amigos e família.
Já toda a gente viu pelo menos um.
Desde crianças a fazer ritmos complicados em programas de TV,
a gajos a tocar com baldes na rua
a uma velhinha numa loja de instrumentos, há de tudo.
Estes vídeos chegam a milhares de pessoas
e são vistos e partilhados por outras tantas.

Sempre que vejo um, fico sempre um bocado perplexo/embaraçado
e raramente me consigo envolver com aquilo.
Os vídeos de bateria no YouTube raras vezes têm alguma coisa
a ver com música ou tocar um instrumento.
O problema não está obviamente em estes vídeos existirem,
mas sim terem-me dado a entender que para algumas pessoas
o acto de tocar bateria é indissociável de um gesto
que tem qualquer coisa de exibicionista ou circense.

Como em tudo na música há bom e mau gosto;
técnica superior ou inferior, um som assim ou assado.
A bateria é um instrumento e serve para fazer música e, como toda a música,
depende de tudo isso mas acima de tudo de criatividade e originalidade.
Por todas estas coisas e mais outras é que a Moe Tucker
é para mim mil vezes melhor que o Tommy Lee.

—–

moe tucker ou tommy lee? a resposta a esta intrigante pergunta é dada por afonso simões que ontem mesmo esteve no palco do b’leza, na bateria dos seus gala drop, a mostrar o novo álbum: “ii”.
o pontapé de saída já ficou dado, embora só no final de novembro é que “ii” tem a sua saída oficial.



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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

WREKMEISTER HARMONIES Then It All Came Down CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 18,50 € 14,50 LP Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL360-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL360-2.mp3]

Activo desde 2006, mas com obra visível a partir de 2012, com a edição de “You’ve Always Meant So Much To Me”, aqui incluída como bónus na versão CD, J. R. Robinson tem pensado a sua música como poderosas partituras que devem ocupar espaços amplos, arruinados ou desérticos. Para espaços desta magnitude, música de igual envergadura. Rodeando-se quase sempre por uma comunidade de músicos que vem do experimental e da cena metal, Robinson tem gerido este potencial sónico e humano com pinças de ouro, controlando ao detalhe a energia acumulada sem nunca a libertar totalmente. Esta contenção é tremenda: “Then It All Came Down”, um único tema de 35 minutos, tem tanto de pastoral como de ambiental, embora sintamos o peso da atmosfera sobre os nossos ombros, criando um horizonte feito de drones que promete tempestade. Nem mesmo quando a descarga eléctrica cai dos céus, a um terço do final do percurso, nos sentimos sem esperança. Até porque depois aparece a bonança que, no caso do CD, nos conduz para a recuperação de “You’ve Always Meant So Much To Me”, um LP que agitou a cena no ano passado. Leviathan, Mind Over Mirrors, Yazuka, Fred Lonberg-Holm, Chris Brokaw ou Twilight são alguns dos nomes que ajudam a demanda de Robinson, mas saber que “Then It All Came Down” estreou num cemitério em Chicago explicará muito mais do que possamos dizer aqui. Para o futuro há colaborações com The Body e mais um mergulho em Charles Manson e em Alastair Crowley. O medo pode criar, também, coisas muito bonitas em nós.A primeira tiragem – de 666 cópias! – do LP traz o vinil colorido, verde.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

HIEROGLYPHIC BEING The Seer Of Cosmic Visions CD / 2LP

€ 15,95 € 12,50 CD Planet Mu

€ 19,95 € 17,50 2LP Planet Mu

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ349-5.mp3]

Jamal Moss parece ter encontrado na Planet Mu um acolhimento que diversifica grandemente a perspectiva da editora de Mike Paradinas. “The Seer Of Cosmic Visions” prolonga a eterna exploração do Cosmos electrónico, faz acreditar que Hieroglyphic Being tem uma empatia anormal com as máquinas que utiliza e das quais constantemente é extraído material para discos. O álbum cita vezes sem conta o universo do próprio músico e, dito isto, consegue sempre encontrar novas curvas e narrativas para continuar a História sem trilhar os mesmos caminhos. A característica produção suja de Jamal não teve nunca de ficar a dever a discos “bem produzidos”, cheios de gloss de estúdio. Aqui está a matéria em bruto, distorcida, disforme, poderosa, carismática, visonária e ancestral. “How Wet Is Ur Box” ensaia uma manobra de edição com total freak out nos efeitos de mesa, é a faixa que será utilizada como exemplo quando os puristas quiserem retirar este álbum feio do mercado. Jamal Moss edita sempre muito e quase sempre a um nível superior, mas terão de acreditar quando dizemos que este álbum ascende ao topo, mesmo na sua exigente escala.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

FENNESZ Venice (10th Anniversary Edition) 2LP

€ 24,50 € 20,50 2LP (10th Anniversary Edition) Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO53V-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-5.mp3]

É impossível pensarmos que depois de “Endless Summer” não haja mais génio e mais ideias de Fennesz, mas a fasquia colocara-se tão elevada que é preciso medir bem os movimentos para que tudo não colapse. Os olhos e ouvidos estavam todos neste regresso – embora ligeiramente falso, pois temos ouvido muito Fennesz por aí, com FennO’Berg, sobretudo – e a pressão às vezes funciona muito bem. Depois de ter sozinho colocado o contagem a zeros, em 2001, com “Endless Summer”, o austríaco volta a cozinhar um lento borbulhar digital cheio de natureza dentro, como se abríssemos uma caixa com um mundo miniatura em paz no seu interior. Nem mesmo as muralhas de som – que ao vivo são mais muralhas que nas audições que fazemos em nossa casa -, em “Circassian”, por exemplo, nos convencem que este não é um disco de pormenor e reconfortante proximidade. Nesse momentos é a guitarra que espoleta o rock que há na música de Fennesz. No restante percurso de “Venice” impera a calma, transitória – a presença de David Sylvian em “Transit”, apenas cunha essa passagem -, contemplativa, mágica. Numa altura em que prolifera a música de computador, quando já conseguimos ligar processos a sons, precisa-se, e muito, das ideias dentro da máquina. Por isso, “Venice” é, arriscamos, tão bom quanto foi “Endless Summer”.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

THE WIRE #369 (November 2014) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

Antes de mais, esta é mais uma revista com direito a um CD na sua capa. Para quem procura extras e bónus, atirem-se a este número e ao Tapper 36, onde 20 temas de nomes conhecidos e desconhecidos esperam por serem ouvidos. Richard Dawson está na capa, mostrando o seu mundo estranho a todos, bem como o seu novo álbum. Mais sobre Katie Gately, a Ascetic House, as dinamarquesas Selvhenter, a cena robótica de Beatrice Dillon, uma ida ao sul da Índia, a música de Sade, Gang Starr ou Armando na Invisible Jukebox de Cooly G (novo álbum na Hyperdub já chegou à nossa loja, entretanto), as construções de Moniek Darge, a vida recente e o passado glorioso de Alfred 23 Harth, um primer magnífico e sumarento sobre as remixes dos Autechre, as críticas a Arca, Ashley Paul, Kevin Drumm, e tantos outros. Mais discos, de muitos formatos, DVD, exposições, cinema, concertos, capas de revista e epifanias.


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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

BEN ‘COZMO D’ CENAC Cozmic House Ep

€ 13,95 12″ Dizkotek

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THUG011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THUG011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THUG011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THUG011-4.mp3]

Gravações de arquivo de Ben Cenac (Dream 2 Science, Push/Pull) e quase basta dizer que este EP inclui uma das canções house mais irresistíveis de todo o sempre: “Who Loves You?”. Garantida para provocar lágrimas (tristeza ou felicidade, vai depender do período que se atravessa). Todas as faixas são vocais, todas de alguma forma vão bem dentro à nossa cabeça. “Deeper And Deeper”, com Shareen Evans, é circular, o tom como o refrão é cantado perdura e torna-se quase um standard para todas as vezes que precisarmos de dizer as palavras “Deeper and deeper”; “Seems To Me” é cantada por Lady E (Yvette Cenac, companheira de Ben), a letra é de desgosto mas provavelmente não se aplicava ao casal; “Pay Me”, de Cellar Boyz, exige o pagamento do amor que alguém deve ao vocalista – meio caminho entre house, freestyle e electro funk, próximo de produções de Bobby Orlando, voz incluída. Quente! Tudo perfeito, neste disco trazido de uma época “cerca de 1990″ para o centro de interesse actual.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

NORBERTO LOBO Fornalha CD / LP

€ 11,95 CD Three:Four Records

€ 16,50 LP Three:Four Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TFR026-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR026-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR026-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR026-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR026-5.mp3]

Tem sido comum nos álbuns de Norberto Lobo sentir-se uma certa distanciação do passado. Coisa normal, mas enquanto até aqui sentia-se a coisa como natural, “Fornalha” é uma espécie de afirmação de uma fase adulta do seu trabalho, depois de “Mel Azul” nos dizer quase tudo o que havia para dizer. Isto não significa que não volte atrás, mas o próprio tema-título de “Fornalha” parece querer afirmar essa distância, não por necessidade, mas por um certo desejo de Norberto mostrar até onde pode ir (que só serve para quem não acredita que é o infinito). Só que Norberto faz isto tudo continuando a soar a Norberto, faz-se perceber a cada momento, pela sua lógica e forma de construir melodias, sobrepô-las e apresentá-las ao ouvinte com a maior naturalidade do mundo: no fundo, todos esses processos para ele são naturais, nós é que nos deslumbramos com eles. Mas no meio disso tudo, sente-se também aqui qualquer coisa de Arthur Russell, não por directa influência, mas porque em “Fornalha” parece mostrar-nos o caminho de alguns dos seus novos sons, que partilham em comoção alguma da sensibilidade de Russell. É mais um disco sem hierarquia na discografia de Norberto Lobo. Obra-prima atrás de obra-prima.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

GROUPER Ruins CD / LP

€ 16,50 € 14,50 CD Kranky

€ 19,50 € 18,50 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK189-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK189-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK189-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK189-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK189-5.mp3]

Do metal ao ar, “Ruins” foi gravado em Portugal há uns anos, numa casa em Aljezur onde existia um piano. Não é um instrumento estranho na sonoridade de Liz Harris enquanto Grouper, mas nunca esteve em tamanha evidência como neste álbum. “Ruins” é talvez o seu álbum mais equilibrado, onde há um sentido de narrativa/estrutura, que era coisa que os outros não tinham (também porque não precisavam). E essa ideia pesa em “Ruins”, porque o encadeamento das suas canções embala-nos, desde a espécie de intro que é “Made Of Metal” (e que não soa a nada que exista no resto do álbum) até aos onze minutos finais de “Made Of Air”, quase em sequência com a angelical “Holding”. “Made Of Air” é uma peça ambiental que por causa desse tal encadeamento em forma de narrativa dá um carácter de continuidade a “Ruins”. São onze minutos que dão para esquecer tudo o resto. E que habilmente não conseguem meter um ponto final nesta pérola.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

KODE9 & THE SPACEAPE Killing Season 12″

€ 9,50 € 8,50 12″ Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HYP012-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYP012-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYP012-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYP012-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYP012-5.mp3]

The Spaceape era o homem que reforçava o tom negro da abordagem de Kode9, desde “Memories From The Future”. “Killing Season”, anunciado em Setembro passado, acaba por chegar ao mercado já após da morte de Spaceape e assim o seu título adquire toda uma outra aura. “One trip and you’re gone” é o que ouvimos em “Devil Is A Liar”. Dubstep é uma sombra de uma sombra, neste EP, os beats aparecem noutra ordem. Muita escuridão, como seria de esperar, ainda que em espaços reduzidos se note uma luz, como na voz feminina que reforça uma linha de texto em “Chasing A Beast”. Por outro lado, nessa mesma faixa, um “Hey!” insistente põe toda a gente em marcha para um destino angustiante. The Spaceape mexe a sua voz um pouco mais em território rap, embora na verdade as palavras sejam indiferentes ao género, é apenas uma questão de ritmo. “Autumn Has Come” estende um tapete ambiental para ele, e mais ainda em “Pictures On The Wall”, uma canção aberta, a rasgar por entre a densa neblina que cobre quase tudo o resto.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

V/A Hyperdub 10.4 2CD

€ 17,50 € 14,50 2CD Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDBCD028-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD028-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD028-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD028-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD028-5.mp3]

E eis a quarta e última parte do aniversário da Hyperdub. Um disco duplo para celebrar a família – chegada e distante – de uma das editoras que melhor tem formado uma certa identidade e percurso musicais, quer gostemos ou não de algumas das suas propostas. É claro que Burial continua a ser quem paga a renda do escritório da Hyperdub, mas tem havido sempre matéria para olharmos a visão distorcida – no bom sentido -, do dubstep, da electrónica, da pop. Pensemos em Dean Blunt ou King Britt ou Fatima Al Qadiri ou Laurel Halo, como exemplos de alguém a quem as regras são sempre para se serem ignoradas. E por falar em Burial, eis uma oferta natalícia – mais uma – para colocar a cereja no topo: “Lambeth” é um original que ficou sem nome até ao último momento – já todos sabemos quem é Burial mas o secretismo das suas operações continuam a prevalecer. House, garage e techno é o enquadramento deste volume 4, deixando para o disco 1 os originais e o disco 2 para o material que já conhecemos (embora agora tenhamos o disco em formato digital em oposição ao vinil que já conhecíamos). Música óptima, alguma dela central naquilo que nos faz correr hoje em dia. Dez anos já estão, então, e o futuro da Hyperdub faz-se com mais discos. Venham eles.

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CD1:
01. Burial – Lambeth2. Cooly G – Him Da Biz 03. Ossie + Phrh – Ugly Observation 04. Funkystepz – Vice Versa 05. Walton – Laser War 06. Kode9 – Oh 07. Ikonika – Position VIP 08. Funkystepz – Fuller VIP 09. Martyn – Mega Drive Generation (Dorian Concept Rmx) 10. Fhloston Paradigm – The Phoenix T 11. DVA – Monophonic Dreams 12. Jessy Lanza – Fuck Diamond (Bambounou Rmx) 13. Cooly G – Love Again 14. Kyle Hall – Kaychunk

CD2:
01. Burial – Street Halo 02. Kode9 & The Spaceape – Love Is The Drug 03. Cooly G – Love Dub Refix 04. Walton – Need to Feel 05. Darkstar – Gold (John Roberts remix) 06. DVA – Step 2 Funk 07. LV feat. Okmalumkoolkat – boomslang
08. Ill Blu – Bellion 09. DVA – Walk it Out 10. Cooly G – Narst 11. Walton – 808 Vybzin 12. Laurel Halo – Noyfb 13. DVA – Polyphonic Dreams 14. Laurel Halo – Chance Of Rain

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Terça-feira, 4 Novembro, 2014

NIAGARA 506 CD-R

€ 4,95 CD-R Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-5.mp3]

Niagara produzem ao lado do seu flow normal um conjunto de temas atmosféricos que foram acontecendo ao longo do último ano. Orgão e baixo eléctrico em harmonia perfeita para um clima de paz e contemplação dinâmica. A habitual quintessência de Niagara encontra-se bem vincada nos sons que ouvimos aqui: tudo parece puxado directamente da terra e da água, agarrado com as mãos enquanto vive, aplicado depois num contexto musical que cria um espaço semelhante ao que nos lembramos de sentir com Scratch Pet Land, Tsembla ou Takako Minekawa & Dustin Wong. A aparente forma de esboço nesta música pode não encontrar adeptos junto de mentes mais formalistas mas “506″ joga com a intuição, o real e a invenção natural que estes sons vivos proporcionam. Vale muito e há poucos exemplares: apenas 30! Aguardam-vos.

1.Espuma 2.Lanterna 3.Corsa 4.Egyptiu 5.Mégane 6.7 7.Baixo Selva

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Quinta-feira, 23 Outubro, 2014

CAN Tago Mago CD / 2LP

€ 16,50 € 9,95 CD (reissue 2007) Spoon / Mute

€ 24,95 2LP (reissue 2014) Spoon / Mute

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CDSPOON6_7-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSPOON6_7-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSPOON6_7-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSPOON6_7-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSPOON6_7-5.mp3]


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Terça-feira, 16 Setembro, 2014

EXCEPTER Familiar CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

€ 24,50 € 22,50 2LP Blast First Petite

Parece mentira, mas já passaram quatro anos desde “Presidence”. Nunca tememos que os Excepter não regressassem, mas não esperávamos que voltassem com um disco tão forte. Principalmente com um disco de canções que fosse quase um contraste com aquilo que “Presidence” oferecia. Porque “Presidence” parecia uma concretização perfeita daquilo que os Excepter faziam nos seus “Streams”, condensações perfeitas das suas jams e experimentações, e calculámos que o caminho fosse por aí. “Familiar” mostra-nos o quão errados estávamos. E a surpresa vem logo com “Maids”, com vozes espectrais e sintetizadores que têm tanto de abstracto como pop. E é isso que é perfeito em “Familiar”, uma mistura do arrojo dos Excepter com uma perfeição pop como nunca os vimos a fazer: é verdade que “Debt Dept.” (2008) tinha os seus momentos, mas por vezes era demasiado austero. Aqui evitam essa austeridade, há um contínuo de felicidade, melodias amistosas que nos garantem que se este não é o álbum dos Excepter que conquista o mundo, então há algo de muito errado. Mesmo de muito errado. Não é segredo que adoramos os Excepter. Não é segredo que confidenciamos aos mais próximos que são a melhor banda do mundo (porque são). E temos que vos dizer que “Familiar” é o álbum que estão a precisar de ouvir. Uma verdadeira obra-prima (até acaba com uma versão abismal de “Song To The Siren”). Por favor, não deixem isto passar-vos ao lado.

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Quarta-feira, 6 Novembro, 2013

JON HOPKINS Immunity CD / 2CD

€ 14,95 CD Domino

€ 16,50 2CD (+ Asleep Versions) Domino

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WIGCD298-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD298-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD298-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD298-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD298-5.mp3]

Antes deste “Immunity”, Jon Hopkins parecia o tipo mais sortudo do mundo – daqueles a quem tudo de bom acontece sem fazerem um único esforço. Mas não acreditem na errância destes golpes de sorte: o destino não existe e tem que ser trabalhado todos os dias. Talvez tenha sido isso que Hopkins fez durante muitos anos para que hoje seja um dos mais procurados músicos da corrente indie-electrónica. Andou na companhia de Brian Eno, com quem acreditamos que tenha polido o seu magnífico toque ambiental; é amigo de Kieran Four Tet Hebden, com quem aprendeu algumas dicas para a arrumação perfeita de beats. É, sobretudo, com estas duas almas, que o som de Hopkins se ergue e, para quem o viu já ao vivo, se constrói freneticamente. “Immunity” arranca na velocidade limite, para parar apenas ao fim de meia hora, altura em que “Abandon Window” nos recoloca suavemente em terreno sólido. Não é só o domínio do ritmo e do ambientalismo que impressiona (na verdade, não há assim tantas novidades aqui): Hopkins sabe construir o enredo perfeito disto tudo, deixando-nos crentes de uma história que, nos momentos certos, tanto nos acelera o sangue como a seguir nos deixa quase congelados de emoções. Usem “Immunity” neste Verão sem qualquer restrição.

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