Quinta-feira, 26 Julho, 2018

BOARDS OF CANADA Hi Scores MCD / MLP

€ 7,50 MCD digipak (2018 repress) Skam

€ 11,50 MLP (2018 repress) Skam

OUVIR / LISTEN:
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Em “Hi Scores”, de 1996, o som dos Boards Of Canada já estava perfeitamente formado. “Turquoise Hexagon Sun” é um dos melhores exemplos de como no Norte de Inglaterra se transformava o som já em cruzeiro da cena trip hop em algo ainda mais alienígena, juntando-lhe camadas ambientais que tanto evocavam música cósmica das décadas de 70 e 80 como música composta para programas infantis. As memórias, o sentimento de nostalgia, sempre estiveram muito presentes em Boards Of Canada (o seu próprio nome referencia o National Film Board Of Canada, estúdios de produção ligados a animação clássica e experimental como a de Norman McLaren). Em 6 faixas percorremos um caminho que regressa ao seu início de forma pacífica, como um passeio por uma zona já conhecida mas que nos deslumbra sempre. O que foi aqui inventado perdura num patamar próprio, apenas “June 9th” parece desviar um pouco para Autechre e “Niogax” para Egyptian Lover em velocidade reduzida. “Hi Scores”, em cima de “Play By Numbers” e “Twoism”, avança para a sua obra-prima que é “Music Has The Right To Children” (1998). O impulso não voltou a perder-se.

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Sexta-feira, 28 Novembro, 2014

LUST 852: DANIEL REIFFERSCHEID


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

28.11.2014
DIGGING COMO COLECTIVISMO
por DANIEL REIFFERSCHEID

Toda a gente sabe a lenga-lenga da progressiva trivialização de formatos:
primeiro a passagem para o MP3,
e agora o consumo quase exclusivo via streaming.
A fetischização do vinil como reacção a isto
também já é um lugar-comum,
mas não deixa de ser verdade que nesta década
estamos a assistir a lançamentos cada vez mais elaborados
para um público niche
cada vez mais militante na sua adoração pelo objecto físico.
Particularmente emblemático disto será a compilação da Numero,
“Cities Of Darkscorch”,
que vem com um jogo de tabuleiro.

Editoras como a Numero ou a Light In The Attic
especializam-se em arqueologia musical,
resgatando o espólio de obscuras editoras regionais.
Não é de todo descabido suspeitar um pouco deste digging obsessivo:
será uma atitude de obscurantismo deliberado,
ou o conservadorismo de quem,
desligado da realidade musical actual,
procura apenas eternas imitações de glórias passadas?
Quanto mais oiço lançamentos destas editoras,
mais acho que não.
Pelo contrário,
a história convencional é que coloca demasiado enfoque
na ideia do Génio Individual,
colocando a evolução da música
como uma série de façanhas de personagens míticas
com gigantescos egos e talentos.
Quem ouve os discos lançados por estas editoras
encontra uma história diferente:
música que desabrocha e evolui em comunidades,
através de contributos de inúmeros músicos e ouvintes.
É também disto que vive a música.

Não faltam grandes talentos
na história que o meu amigo Francisco Abrunhosa e eu
decidimos investigar no documentário “Porto Electrónica”.
Mas o que me entusiasmou mais no projecto
foi encontrar a história da cidade em que vivi por oito anos,
os caminhos que levaram à noite que eu comecei a experienciar em 2004.
E sinto algo semelhante quando percorro as liner notes
da compilação Numero sobre a pequena cena salsa em Chicago
durante os anos 70,
ou do recente apanhado que a Light In The Attic
fez de projectos New Age lançados por mão própria,
apesar destes meios me estarem mais distantes.
Toda a arqueologia é pouca
para descobrir a quantidade estúpida de boa música que existe no mundo.

—–

começa a ficar claro que é preciso guardar as memórias e os factos para que o passado fique sempre disponível. temos sido um povo desastrado e pouco aplicado, mas agora parece haver uma consciência da necessidade de documentarmos o que por cá se passa. e porque há muito para fazer, convém começar pelo passado. francisco abrunhosa e daniel reifferscheid trazem a electrónica do porto dos anos 1985-2005 para os escaparates e de repente tudo fica iluminado por este inesperado documentário. o daniel partilhou connosco o que é essa tarefa mágica de se olhar para trás.



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Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

LOSCIL Sea Island CD

€ 16,50 € 14,95 CD Kranky

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Scott Morgan é um aplicado músico de Vancouver que tem deixando na Kranky, senão toda a sua discografia, uma grande parte das suas obras dos últimos 15 anos. Operando sempre nos domínios do ambientalismo (embora tenha sido baterista dos Destroyer), quase sempre electrónico, Morgan, enquanto Loscil, vai deixando espaço para integrar elementos acústicos nas suas paisagens. Nada de novo no mundo da electrónica, onde o electro-acústico parece indicar a porta de saída para a excessiva doutrina do software. Curiosamente, é no campo da música de jogos que Morgan dedica grande parte do seu tempo, o que pode explicar o detalhe de algumas das suas composições. “Sea Island” é um longo passeio por tudo aquilo que queremos de Loscil, do classicismo sintético às melodias pop em câmara lenta, da utilização moderna do erro digital ao conforto acústico dos instrumentos convidados (vibrafone, violoncelo, piano, fender rhodes). O que aquilo que hoje se chama de electrónica de câmara. Disco perfeito para suportar os dias de Inverno que não queremos.

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Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

SONORE Cafe OTO / London CD

€ 15,50 € 11,95 CD Trost

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Cada cidade tem o que merece e Londres tem o Cafe OTO, uma sala de espectáculos que é muito pouco sala, muito pouco espampanante, mas com os condimentos necessários para que os amantes de música nutram verdadeiro amor por este local. Bom ambiente, público descontraído, bons instrumentos ou boa cerveja são alguns dos pontos fortes do Cafe OTO, a par com uma programação que faz inveja a qualquer sala no mundo. Está em Londres, o que facilita muito, mas a escolha dos seus visitantes mostra o empenho violento com que os seus programadores dedicam à causa. O jazz tem sido um dos seus pilares essenciais: a lista de nomes e projectos é demasiado esmagadora para a colocarmos aqui. Este projecto é apenas um deles: Sonore são um trio de sopros de monumental credibilidade, com Peter Brötzmann em saxofones e clarinete, Ken Vandermark em sax tenor e clarinete, e Mats Gustafsson em sax barítono. Em Abril gravaram esta sessão para emissão na BBC, agora está em disco para todos nos despentearmos com este vendaval. Três dos (muito) grandes improvisadores actuais.

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Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

DAVID SYLVIAN There’s A Light that Enters Houses With No Other House In Sight CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

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Não contem com David Sylvian para uma agenda certinha de edições e concertos. Esses dias acabaram, há muito, e hoje sente-se que o que o inglês faz move-se pelo puro interesse genuíno que tem pela música e pelas artes que o rodeiam. Desde que começou a sua carreira a solo que percebemos que são também as pessoas à sua volta que o motivam a criar: músicos, sobretudo, mas pintores, fotógrafos, escritores. Este novo álbum de Sylvian é sobretudo uma homenagem a Franz Wright, poeta norte-americano, filho de outro notável da poesia, James Wright. “Kindertotenwald”, livro de 2011, fornece as palavras, ditas pelo próprio Franz Wright, para serem musicadas por composições ambientais tremendas, transpirando uma claustrofobia benigna, um piano sublime de John Tilbury e as habituais malhas eléctricas-digitais da guitarra de Fennesz. Não há pausas, embora haja uma subtil mudança de movimentos nos 65 minutos desta peça. O contínuo só é quebrado pela voz de Franz Wright que, às vezes, nos relembra a presença de Burroughs na cultura musical de há 20 anos. De facto, só isso interrompe a absoluta magia levitacional desta obra que mostra, debaixo das palavras, o detalhe da escrita musical, cada vez mais intuitiva e sublime, de David Sylvian. A presença da voz de Wright parece arrumar este disco numa zona particular da discografia de Sylvian, mas não sigam tendências: este é um álbum fantástico de alguém que não tem dado nenhum passo em falso desde que criou a sua Samadhi. Essencial, claro.

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Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

DESTROYERS Lectric Love / Slave Of Love 12″

€ 10,50 12″ (2014 reissue) Salsoul

[audio:http://www.flur.pt/mp3/12D2034-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/12D2034-2.mp3]

Atrás em 2001 ouvia-se Thick As Thieves, da Noid, sem sequer investigar as origens do que, afinal, era óbvio. “Lectric Love” era, afinal, “Lectric Love” dos Destroyers. Agora é fácil dizer com segurança: “Lectric Love” e “Slave Of Love”, ambas as faixas metidas em vinil em 1977, são momentos essenciais na cronologia Disco. Duas jams lentas, transpiram sexualidade, horas tardias, mente alterada, visões fantásticas. O tom sentimental e dramático representa o absoluto melhor que o escapismo Disco tem para oferecer. Obrigatório.


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Terça-feira, 25 Novembro, 2014

ARIEL PINK Pom Pom CD / 2LP

€ 11,95 CD 4AD

€ 28,50 2LP 4AD

Reset. Ao terceiro álbum na 4AD, Ariel Pink prega-nos uma rasteira. Vá, uma rasteirinha. Quem conhece a carreira de Ariel Pink para trás da 4AD sabe que que é um momento especial da música pop e que influenciou quase tudo o que veio daí para a frente. Não é exagero. Os dois discos anteriores na 4AD, óptimos discos, óptimas enciclopédias de canções, mostravam-nos um Ariel Pink maravilhado com as imensas possibilidades de conseguir gravar um disco finalmente em condições. Versões novas de canções antigas e, sobretudo, um carrossel mágico cheio de sonhos e afinidades pop, mas faltava aquele – como alguém disse aqui na loja – sentimento de “unicórnios a saltar”. “Pom Pom” soa àquele disco que Ariel Pink sempre quis fazer desde que chegou à 4AD. Acabou o deslumbre, começou a desbunda, um regresso efusivo às “raízes”, ao não-medo de ter canções sujas (agora a sujidade é mais limpa e não fruto dos métodos precários de gravação) e de mesmo assim soarem perfeitas, e das variações súbitas a meio das canções, seja para entrada do refrão ou para uma ultrapassagem rigorosamente lúdica de uma ideia que nos deixa com um largo sorriso na cara (“White Freckles” faz isso de forma perfeita, “Dinosaur Carebears” faz o nosso cérebro rebentar). Mas o melhor de “Pom Pom” é que tem o antigo com o agrado do novo, ou seja, quem colou com os discos de Ariel Pink na 4AD vai continuar a adorar este Ariel Pink. Provavelmente, até mais. E quem sempre gostou, ou gostava mais do passado, vai passar-se da cabeça com isto. 17 canções absolutamente mágicas. 1 hora e tal de música que faze uma vida inteira. Esse é o poder de Ariel Pink. O maior.

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Terça-feira, 25 Novembro, 2014

EMERALD WEB Whispered Visions LP

€ 16,50 LP Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKR073LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR073LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR073LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR073LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR073LP-5.mp3]

Quase em simultâneo com a redescoberta de Suzanne Ciani, a Finders Keepers & co. tem-nos dado a conhecer o mundo dos Emerald Web de Kat Epple e Bob Stohl. O paralelismo é justificado pela familiaridade de sons e das conquistas, new age e prensagens privadas que esperaram o momento certo para serem reeditadas. Pode parecer desnecessário evocar a intemporalidade destes discos, mas a verdade é que o são: o pó que ganharam durante décadas justifica-se pelas nossas antenas estarem sintonizadas para outros sons e algo obscurecidas pelo futuro que os 90s nos venderam, quase em combate com o que se passou nos anos 1980. O mais curioso é que a Finders Keepers teve a imprudência de lançar “The Stargate Tapes”, uma compilação magistral de temas do duo, espalhados pelos seus diferentes álbuns, alguns dos quais já reeditados pela Finders, outros estão nos planos. Imprudência porque “Stargate” causa maravilha e lágrimas nos olhos e por ser tão completo e cheio quase que nos expulsa a ideia de conhecer o resto. Mas é bom não ficarmos com esse pensamento na cabeça. “Whispered Visions” não é um álbum para completar colecções, são trinta minutos cheios da mesma magia que “The Stargate Tapes” e, anteriormente, “Spiritus Sanctus” e “Dragon Wings And Wizard Tales” tinham. Sintetizadores cheios e sons do cosmos com o mesmo tempero de Iasos ou Laraaji.

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Terça-feira, 25 Novembro, 2014

DANIELA CASA Sovrapposizione Di Immagini LP

€ 17,95 LP Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKR072LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR072LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR072LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR072LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR072LP-5.mp3]

Apostada em divulgar os nomes de algumas mulheres pioneiras na música electrónica, a Finders Keepers resolveu investir agora em Daniela Casa, um nome central para a library/pop experimental/electrónica italiana dos anos 1970s. “Sovrapposizione Di Immagini” é uma compilação de material até hoje nunca antes editado comercialmente, gravações feitas no seu estúdio em casa e que tinham como objectivo chegarem à televisão, rádio, filme, habitat nada estranho a este género de música feito nesta altura. Esta compilação é um trabalho refinadíssimo, que serve não só de introdução ao som de Daniela Casa mas também da diversidade de sons que explorava: ouve-se library, exotica, sons que hoje poderiam estar nas Folklore Tapes ou de Robin The Fog. Diverso, entre o enigmático, o assustador (há música de filmes de terror aqui) e o abismo: há temas que se têm de ouvir em loop eterno. Magia, oculto, vibrante, “Sovrapposizione Di Immagini” é ouro. Não passem ao lado disto.

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Quarta-feira, 19 Novembro, 2014

LOSOUL Immanent EP 12″

€ 8,50 12″ Another Picture

[audio:http://www.flur.pt/mp3/APP00-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APP00-2.mp3]

Losoul parece vaguear por entre os pingos de chuva, isto é, um pouco indiferente ao que se passa na cena house, mantendo o seu som intacto e, como sabemos, isso não significa recorrer aos padrões testados de Chicago. São anos de prática e ideias próprias, quebrando o estigma minimal desde o início. “Immanent” lança uma nova editora, Another Picture, para voltar a mostrar que Losoul é um dos nomes que nunca vacilou durante este século, segurou a bandeira e, desde que se deixou de ouvir falar na Playhouse depois do álbum “Care”, grava para uma editora de cada vez. O que isso faz é dar a essas editoras um pedaço de brilho. Oiçam “BZA”, aqui no lado B, para uma desconcertante experiência em que se fundem tons antigos com dissonância moderna, em avanço para uma frente de dança expressiva e carismática. Isso não acontece no lado A (“Sediments”), mais quieto e discreto, não exactamente dub mas com um passo e ambiência que poderiam facilmente caber num set dub techno. Para lembrar como é ter classe.

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Sexta-feira, 14 Novembro, 2014

DIRTY BEACHES Stateless CD

€ 16,50 CD Zoo Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZM022CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZM022CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZM022CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZM022CD-4.mp3]

Absolutamente arrebatador, este novo e, talvez, último álbum de Dirty Beaches. À medida que o seu som característico (ou o mais conhecido) se foi desmoronando, mais fomos ficando conquistados pela novidade. Talvez tenha começado com “Water Park EP”, uma obra gigante, mas ainda agarrada à guitarra; no álbum do ano passado – na parte “Love Is The Devil” – começou a sentir-se que uma outra linguagem emergia por entre os escombros do rock de “Badlands”. Contudo, se quisermos ser mesmo correctos, é com “Landscapes In The Mist”, um concerto com material original, dedicado a Lisboa, tocado no Maria Matos em Abril deste ano, que um novo mundo se abriu diante de nós. Na verdade, foi uma galáxia, onde entrava uma planificação ambiental de repercussões inesperadas. Depois desta explosão, não havia hipótese de retrocesso; e o resto do ano serviu apenas para caminhar lentamente para a extinção de Dirty Beaches e para definitivamente encarar o futuro como um local sem amarras e sem passado. Cidadão errante por natureza, Alex Zhang Hungtai lança-se no vazio, uma vez mais: “Stateless” é a banda sonora da sua perdição, um testemunho claro de como ele e a sua música não podem permanecer quietos. Daí os títulos, daí as imagens, daí este mar musical imenso que tanto trabalha o drone como um raro artesão, como compõe para sopros com rins contemporâneos. Quatro temas absolutamente geniais, de uma dimensão sonora rara, inesperada, que nos fazem crer que, afinal, o melhor de Alex Hungtai está agora a chegar. Dirty Beaches despedem-se com uma obra-prima.

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Quarta-feira, 5 Novembro, 2014

FRANCIS BEBEY Psychedelic Sanza 1982-1984 CD / 2LP

€ 13,50 CD Born Bad

€ 24,50 2LP Born Bad

OUVIR / LISTEN:
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A melhor música africana que tem sido apresentada e re-apresentada através de incontáveis edições, reedições e colectâneas, em anos recentes, parece sintetizar de forma única e incrível uma profunda tradição e um futuro desconhecido. A música do camaronês Francis Bebey, neste álbum, centra-se no pequeno instrumento chamado sanza, uma espécie de piano para dedos que ouvimos ao longo de todo o disco. O próprio Criador afastava o tédio tocando sanza! Aqui estamos longe de afrobeat, estamos mais dentro da selva, junto a raízes não apenas físicas mas espirituais, algo distantes, até, de outra música que ouvimos de Francis Bebey, mais pop. “Psychedelic Sanza” não soa como álbum de um guitarrista (instrumento principal de Bebey), soa distante, exótico, superior, sentido (“Cette musique mélancolique…”). “Africa Sanza” cruza, na nossa cabeça, referências como cumbia e Theo Parrish. A descrição perde sempre perante o som. Não hesitar.

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

SLIGHT DELAY Party Over 12″

€ 11,50 12″ Vibrations

[audio:http://www.flur.pt/mp3/VIB008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIB008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIB008-3.mp3]

Tiago e DJ Al em modo exótico com “Party Over”, house a passar pelo subcontinente indiano sem comprometer identidade alguma. A música segue circular, uma base mãntrica a desenvolver para um pico anunciado pela percussão; “West Sonic Vibe” ascende mais às nuvens, uma espécie de pop celestial ancorada no beat e na transmissão cósmica da mensagem indiana. Material intenso para dançar. Inkswell pega em “Party Over”, mais à frente, e compacta a expansão do original para uma caixa de ritmos drogada e quase electro como “Was Dog A Doughnut” de Cat Stevens. Bom, também.

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