Quarta-feira, 31 Dezembro, 2014

V/A Native North America Vol. 1: Aboriginal Folk, Rock, and Country 1966–1985 2CD + LIVRO

€ 20,95 2CD + LIVRO Light in The Attic

€ 47,50 € 44,50 BOX 3LP + LIVRO Light in The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA103-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA103-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA103-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA103-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA103-5.mp3]

Onde é que começa a música da América? (Ou seja, da América do Norte.) Naturalmente, com a população indígena, aquela que já lá estava quando chegaram os “novos” americanos. O testamento foi sendo transmitido de cultura para cultura, geração para geração, e aquilo que conhecemos nem sempre presta homenagem a essa linhagem que, muito naturalmente, continua depois de ter sido confinada à força a um local na História e na Geografia. A Light In The Attic – são os maiores! – encheu-se de coragem e assume esta edição como a mais ambiciosa de sempre. Chegam a dizer que é criminoso como ninguém até hoje fizera isto: gravações entre 1966 e 1985, anos socialmente turbulentos nos Estados Unidos e que representam uma espécie de acordar da causa. E o baú é inacreditável: garage rock do Quebéque, folk do Alaska, country blues da Nova Escócia, uma visita profunda a reservas índias, povoações mitigadas pelo progresso e enfiadas num rodapé do nosso dia-a-dia. Trinta e quatro pérolas que ressoam a Cohen, Creedence ou Cash, porque agora… quem influencia quem? Edição muito bonita, de capa dura, para música inesperada que brilha inesperadamente.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

CD1:
1. Willie Dunn – I Pity the Country
2. John Angaiak – I’ll Rock You to the Rhythm of the Ocean
3. Sugluk – Fall Away
4. Sikumiut – Sikumiut
5. Willie Thrasher – Spirit Child
6. Willy Mitchell – Call of the Moose
7. Lloyd Cheechoo – James Bay
8. Alexis Utatnaq – Maqaivvigivalauqtavut
9. Brian Davey – Dreams of Ways
10. Morley Loon – N’Doheeno
11. Peter Frank – Little Feather
12. Ernest Monias – Tormented Soul
13. Eric Landry – Out of the Blue
14. David Campbell – Sky-Man and the Moon
15. Willie Dunn – Son of the Sun
16. Shingoose (poetry by Duke Redbird) – Silver River
17. Willy Mitchell and Desert River Band – Kill’n Your Mind

CD2:
1. Philippe McKenzie – Mistashipu
2. Willie Thrasher – Old Man Carver
3. Lloyd Cheechoo – Winds of Change
4. The Chieftones (Canada’s All Indian Band) – I Shouldn’t Have Did What I Done
5. Sugluk – I Didn’t Know
6. Lawrence Martin – I Got My Music
7. Gordon Dick – Siwash Rock
8. Willy Mitchell and Desert River Band – Birchbark Letter
9. William Tagoona – Anaanaga
10. Leland Bell – Messenger
11. Saddle Lake Drifting Cowboys – Modern Rock
12. Willie Thrasher – We Got to Take You Higher
13. Sikumiut – Utirumavunga
14. Sugluk – Ajuinnarasuarsunga
15. John Angaiak – Hey, Hey, Hey, Brother
16. Groupe Folklorique Montagnais – Tshekuan Mak Tshetutamak
17. Willie Dunn (featuring Jerry Saddleback) – Peruvian Dream (Part 2)

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Sexta-feira, 5 Dezembro, 2014

LUST 853: KA§PAR


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

5.12.2014
LOJA DE DISCOS = CENTRO COMUNITÁRIO
por KA§PAR

Recordo um vaticínio moral e mortal,
feito por uma “dj” amiga…
ditava ela que a morte do formato vinílico
se daria num prazo máximo de cinco anos (vivia-se em 2002).
A ascenção de tecnologias alternativas
que resolviam problemas era imparável,
essa inevitabilidade mostrava-se prestes a reduzir milhões e milhões de edições
a uma pálida memória.
Hoje passaram doze anos sobre o momento dessa afirmação,
estou a escrever pensamentos avulsos
para uma newsletter de uma loja de discos… a “minha” loja de discos.
O espaço onde melhor compreendem quem eu sou e como me sinto
- pela análise periódica da música que preciso de comprar,
e onde consigo discutir com pessoas que vejo de vez em quando,
como se estivesse à mesa com a minha família.

Tornei-me cliente da casa
desde o primeiro momento que se trocou vinil por dinheiro…
daquele que renova cartão atrás de cartão.
Daquele que pede para encomendar,
daquele que sabe o que quer mas mais do que isso…
daquele tipo de cliente que gosta de ser surpreendido
por quem sabe mostrar algo fresco.
Ainda assim comprei o Traktor, digitalizei discos, comprei ficheiros
e recebi inúmeras promos que toquei digitalmente antes do prazo de edição.
Os discos, contudo,
estiveram sempre a crescer de número durante todo esse processo.

No pouco tempo que tenho para concluir esta introdução,
algo narcísica,
queria agradecer aos meus “dealers” de música.
Todos eles grandes amigos, à sua maneira,
e pessoas que me conhecem melhor que muitos que pensam sabê-lo.

A reunião de sexta à tarde
na Question Of Time e Discomundo das minhas infância e adolescência
(quando chegavam as imports dos Estados Unidos),
a quinta à tarde na Godzilla quando as caixas eram abertas
para distribuir as encomendas (nos meus anos do secundário),
a terça à noite quando o Cheeks recebia os pacotes de Londres
durante os meus tempos de faculdade e o sábado,
muitas vezes ressacado da noite anterior atrás dos pratos,
a comprar discos na Flur…
eram sempre momentos de partilha e discussão,
de fervoroso debate, de dar a conhecer o que o outro não tem,
de mostrar quem se é na esperança de fazer ecoar no outro
o mesmo brilho nos olhos que se tem ao falar.
Quantos dj’s não se tornaram melhores amigos pela música de que tanto gostavam? Quantos amigos não se tornaram dj’s pela paixão que partilhavam?
Quantos amantes de um género não conheceram outro pelo amigo que fizeram?

Quanto se ganha por se fazer de uma loja de discos um ponto de encontro!
Certamente não pelo coincidente formato redondinho que têm,
ou por ser o formato supra-sumo da Criação,
mas pelo fórum… pela plataforma onde se afirma um amor imorredouro,
pela admissão de uma dependência obsessiva (vinílicos anónimos),
pelo avanço cultural.

Há quem ame a música a este ponto,
tal como há quem a use para sua frívola valorização pessoal
- isto é verdade tanto no “music business”, como no balcão da loja,
mas a verdade é que se vê ‘quem é quem’
pela conversa que se tem numa loja de discos.
Agora, por favor, encomendem aos rapazes o meu último disco,
chama-se “Code Duello”,
saiu na editora Housewax!

—–

ka§par. ele já diz bastante sobre locais onde passou muito tempo neste século e, aqui, habituámo-nos à sua presença como amigo e cliente com um gosto infalível nos discos que escolhe para tocar nos seus sets. aguardamos o álbum que sabemos que é capaz de gravar mas, para trás, ka§par já tem uma série invejável de maxis em editoras bem visíveis no circuito como a clone, 4lux, stripped & chewed e tink!, entre outras. actualmente acumula cargos: dj, claro, mas também produtor, professor e engenheiro de som nos recentes portland studios, base portuguesa da operação tink! / tomorrow is now, kid! música sempre no centro.



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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

ROLLINS BAND Life Time LP

€ 18,50 € 15,95 LP (Remastered 2014 reissue) 2.13.61

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“‘Life Time’ foi o primeiro registo da Rollins Band. Fizemos o nosso primeiro ensaio no dia 4 de Julho de 1987 e fomos para uma longa digressão pela América e Europa. Na estrada, escrevemos canções e colocámo-las nos concertos. Em Outubro terminámos os concertos em Londres, Inglaterra. Fomos para Leeds onde o Chris tinha uma casa e marcámos um estúdio no mesmo local onde fizemos as gravações de “Hot Animal Machine” um ano antes. Não tinha produtor para o disco e tive receio que, pelo facto de termos todos opiniões muito fortes sobre como deveria ser feito se fizéssemos nós a produção, pudéssemos ter mais danos do que vantagens. Telefonei ao Ian MacKaye e pedi-lhe ajuda. Meteu-se num avião e veio imediatamente. É assim o Ian. Começámos logo a trabalhar, pois não tínhamos nem tempo nem dinheiro. Todas as doze canções foram editadas e misturadas em poucos dias. Fazíamos um take e o Ian dizia-nos se estava bom e prosseguíamos. Quando queríamos repetir alguma coisa, o Ian ouvia-nos com atenção e perguntava-nos que música íamos tocar de seguida. Tudo feito e levado para a América por 3200 dólares. Uau, como as coisas mudaram.
A capa do disco foi desenhada na parte de trás de um individual de restaurante por Stephen Myers, como prenda para a Laura, então minha roommate. Apenas a reprodução em offset resiste, pois o original foi-se assim que ela saiu do quarto. Matou-se há uns anos. Obrigado ao Ian por ter vindo em nosso socorro em tão pouco tempo. E obrigado a vocês por ouvirem isto.” Henry Rollins

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO Nerve Net (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
“Nerve Net”, de 1992, faz uma incursão em terreno mais amplo, depois de a música de Eno ter passado por um longo período mais introspectivo. Talvez “My Life In The Bush Of Ghosts” seja o antecedente mais próximo do que aqui escutamos, pela óbvia comparação rítmica. Robert Fripp, Benmont Tench, Roger Eno e John Paul Jones são os convidados mais conhecidos mas, como em várias outras ocasiões, Eno junta um leque de músicos em quem confia para concretizar a sua visão. “Nerve Net” soa agora, em retrospectiva, como um álbum muito do seu tempo, não querendo significar que é datado mas sim que documenta várias correntes fortes na época em que a música de dança começava realmente a tomar conta de um grande sector da pop. Justiça, no entanto: “Nerve Net” não é um disco para dançar mas ocupa-se do ritmo de forma análoga ao que Material faziam sensivelmente na mesma época. Um pouco de vanguarda nova-iorquina (“Wire Shock”), Quarto Mundo (“Pierre In Mist”, “Juju Space Jazz”), pressão cibernética (“Fractal Zoom”, “What Actually Happened?”), a sempre magnífica voz de Eno e, pelo meio, a pista do que ouvimos de extra nesta reedição: “My Squelchy Life”, que começa por ser uma faixa em “Nerve Net”, dá nome ao álbum nunca editado que deveria ter saído em 1991 e que nos é oferecido no segundo CD (não aparece na edição em vinil). Na época, Eno considerou-o menor e o disco foi abortado antes da edição, embora existam bootlegs provavelmente derivados dos exemplares promocionais que seguiram para a imprensa. Enquanto álbum, assenta perfeitamente na sequência pop de Eno a solo. Oiçam “Tutti Forgetti” para um gosto totalmente “My Life In The Bush Of Ghosts”; “Stiff” é Eno 100% clássico; “Everybody’s Mother” transmite calafrios de ficção científica; “Little Apricot” recupera a delicadeza ambiental. O todo forma um álbum de pleno direito. O tempo é bom conselheiro.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

FUGAZI First Demo CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Dischord

€ 18,50 € 16,95 LP Dischord

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Em 1988, quando os Fugazi começaram, a energia estava toda no palco, nos concertos. Deram dez, agitando a zona de impacto, e decidiram montar as suas coisas num estúdio sem ter a certeza se esse seria o passo certo para a sua música. Havia mais receios: a banda estava ainda em formação, tendo Guy chegado aos Fugazi poucos meses antes desta ida para o Inner Ear Studio, um local reconhecido por quase todos os músicos em grupos anteriores. A adrenalina demorou apenas 2 dias a sair para fora e ficaram todos satisfeitos com o resultado. Mas os concertos estavam nas suas prioridades e uma digressão abafaria para sempre a ideia de existir uma edição oficial: na verdade, a banda decidiria distribuir em cassete esta demo e encorajar os seus fãs a fazer o mesmo. 26 anos depois, a Dischord marca o acontecimento com a edição integral (mais um extra) em CD e vinil, sendo uma espécie de cereja no topo de um projecto impressionante sobre os Fugazi: está finalmente disponível online, depois de muitos anos de angariação, uma compilação de gravações (oficiais e bootlegs) de mais de 900 concertos registados, bem como bilhetes, posters e fotografias da carreira de um dos grupos charneira do rock pós-hardcore norte-americano.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

GAJEK Restless Shapes CD

€ 13,95 CD Monkeytown

OUVIR / LISTEN:
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O rasto de “Restless Shapes” nem chega aos 40 minutos, mas há aqui música suficiente para nos fazer corar de espanto e, a quente, suspeitar que pode ser um dos discos do ano. Se não for, irá ser uma surpresa: e essa surpresa ainda nos atormenta com tantas audições esta semana. Com três temas apenas, separados por uma mão-cheia de movimentos ou partes, “Restless Shapes” é isso mesmo, um fervilhar minimalista, profusamente maquinal, que parece soar tanto a Steve Reich como a uma ópera midi que se foi autechrizando, das entranhas do industrial até à imponderabilidade das estrelas, do artesanato clássico da electrónica ao arrojo estético de produtores como Arca. O senhor Gajek andou a ver e a fazer imagens durante algum tempo, mas finalmente mostrou o compositor que há dentro de si: pode parecer a família errada, a Monkeytown dos Modeselektor, mas “Restless Shapes” não parece deixar de impressionar quem o ouve. Um dos discos mais especiais de 2014. A não perder!

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Terça-feira, 2 Dezembro, 2014

MIKE INK Rosengranz 12″

€ 12,50 11,50 12″ (reissue 2014) Sähkö

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Em paralelo com Mika Vainio, perto do arranque da Sãhkõ antes da metade dos 90s, techno basilar! A caminho da criação da editora Kompakt (Mike Ink é Wolfgang Voigt, um dos fundadores), este som ainda parece distante de Colónia. Percussão dura e mega blips, personificando o underground techno que também se ia construindo de forma semelhante na costa Oeste da Holanda com Unit Moebius e outros. Jack impressionante, monocórdico, ainda com a carga subversiva que tais manobras provocavam. Minimal, sem rosto, grafismo clássico a preto-e-brtanco da Sãhkõ


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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

ANDRAS & OSCAR Cafe Romantica LP

€ 12,50 LP Dopeness Galore

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Não há como ignorar Andras Fox em 2014. Disco após disco de música analógica superlativa e romântica, e esse tom é tornado mais evidente neste LP em que chama de novo a voz de Oscar Thorn. Sempre a vaguear em águas pacíficas entre house, boogie, baleárico e um ouvido pop apurado, o LP inclui oito canções que desenham uma cápsula não de tempo mas de emoções delicadas. Nada aqui é muito intenso, não choca nem agita a não ser quem tem dificuldade em gerir atenção sem picos e quebras regulares. Contemplação rítmica, estabilidade e corpos celestes a chegarem-se a nós. Vê-se o brilho na água. “Cafe Romantica” atravessa incólume as décadas de 80 e 90 e materializa-se hoje como conclusão de uma pesquisa extremamente completa que incidiu em cores, ambientes, locais e pessoas.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

VINCENT FLOYD Moonlight Fantasy CD / 12″

€ 13,50 CD Rush Hour

€ 10,95 12″ Rush Hour

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Na sequência da reedição de “Your Eyes” (o original tinha aparecido em 1990 na Dance Mania), a Rush Hour vai mais fundo e apresenta agora material inédito de Vincent Floyd, tirado do seu arquivo pessoal. A vida deu voltas e afastou-o da produção musical algures na década de 90 mas a justiça é feita pelo amor da música que entidades como a RH demonstram. São seis faixas instrumentais com o fascínio da época a brilhar intensamente na produção quente e harmoniosa. “Digital Sea” e “Frozen Tundra” oferecem variações sobre o padrão house, mostrando um outro lado mais contemplativo, pausado, diurno talvez. No entanto, é quase sempre na pista de dança que se cumpre realmente a vocação desta música, recolhendo estrelas lá de cima para iluminar o interior das nossas cabeças. House!

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Terça-feira, 25 Novembro, 2014

BRAEN RASKOVICH Abormal Sensations LP

€ 16,95 LP Cacophonic / Finders Keepers

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“Abnormal Sensations” é uma autêntica salada. Criada por Alessandro Alessandroni, Giuliano Sorgini e Giulia de Mutiis, “Abnormal Sensations” surge na Finders Keepers como assinado por Braen Raskovich, uma junção de alguns alter egos que os músicos usavam. O que é espantoso é que consegue soar simultaneamente ao que se fazia em Itália – principalmente em bandas-sonoras – no início dos 1970, mas parte para territórios completamente abstractos e distantes: ouve-se Índia, Indonésia, Balcãs e uma espécie de avant-pop-library que às cegas nos faz colocar este disco noutro momento da História. Diverso e excêntrico, “Abnormal Sensations” é um daqueles discos que não deixa ninguém aborrecido. Entre o estranho e o errático, imagens de cinema que nos caem naturalmente, o trio conseguiu desenhar aqui uma peça sólida de pop à frente do seu tempo: é fácil construir paralelos com os Family Fodder ou 49 Americans. Potente (e meio avariado da cabeça, é verdade, mas é assim que é bom).

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Quinta-feira, 20 Novembro, 2014

NEO TANTRIK Omnichrom LP

€ 19,95 LP Pre-Cert Home Entertainment

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Segunda parte de uma trilogia, “Omnichrom” é uma excelente continuação ao já excelente “Blue Amiga” dos Neotantrik, que reúne Andy Volte, Sean dos Demdike Stare e Suzanne Ciani. Neste disco o sentimento é muito mais kosmische, mesmo quando entra nos seus momentos com mais percussão, “Omnichron” é uma excelente fusão dos universos dos músicos, desde o lado mais onírico de Ciani até à componente mais industrial dos Demdike Stare. Há um lado muito artesanal nesta música, não tanto na forma como é feita, mas pelo que soa e transmite. Emana uma espécie de novo folclore, um pouco em linha com outros lançamentos desta editora. É quase como uma linha muito própria da editora e é fantástico como tem evoluído ao longo dos últimos dois anos. Até ao momento, os dois discos de Neotantrik são a melhor realização deste universo, principalmente este “Omnichron”, um disco Bureau B fora do seu tempo.

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Terça-feira, 11 Novembro, 2014

FLORIAN HABICHT Pulp – Um Filme Sobre A Vida, A Morte E Supermercados DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

O que há depois do fim? A última década ensinou-nos que costumam existir regressos. “Pulp – Um Filme Sobre A Vida, A Morte E Supermercados” mostra-nos a última data da digressão de regresso dos Pulp, em Sheffield, cidade de onde são naturais. Mas falar de regresso no caso dos Pulp é um caso estranho, o primeiro disco é de 1983 (“It”) mas a glória só bateu com “Different Class” em 1995, principalmente graças a temas como “Disco 2000” e “Common People”: não é por acaso que é esta última que se ouve no início e no fim do concerto. O filme de Florian Habicht tem um carácter muito descomprometido, um pouco como a banda por detrás de Jarvis Cocker, entre imagens do concerto, bastidores, entrevistas nas ruas de Sheffield com pessoas banalíssimas (e o lado da má reportagem de televisão – propositado – cai mesmo bem no universo dos Pulp) e com alguns futuros espectadores do concerto. Não há retrospectivas, mas apanhados de uma espécie de filosofia Pulp, aplicada à sua carreira, ao povo de Sheffield e à vida em geral.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

GROUPER Ruins CD / LP

€ 16,50 € 14,50 CD Kranky

€ 19,50 € 18,50 LP Kranky

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Do metal ao ar, “Ruins” foi gravado em Portugal há uns anos, numa casa em Aljezur onde existia um piano. Não é um instrumento estranho na sonoridade de Liz Harris enquanto Grouper, mas nunca esteve em tamanha evidência como neste álbum. “Ruins” é talvez o seu álbum mais equilibrado, onde há um sentido de narrativa/estrutura, que era coisa que os outros não tinham (também porque não precisavam). E essa ideia pesa em “Ruins”, porque o encadeamento das suas canções embala-nos, desde a espécie de intro que é “Made Of Metal” (e que não soa a nada que exista no resto do álbum) até aos onze minutos finais de “Made Of Air”, quase em sequência com a angelical “Holding”. “Made Of Air” é uma peça ambiental que por causa desse tal encadeamento em forma de narrativa dá um carácter de continuidade a “Ruins”. São onze minutos que dão para esquecer tudo o resto. E que habilmente não conseguem meter um ponto final nesta pérola.

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