Quinta-feira, 14 Maio, 2015

SWANS Filth / Body To Body / EP #1 3CD / LP

€ 22,95 3CD (2015 reissue) Mute

€ 24,95 LP (2014 reissue) Mute

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Esta era uma daquelas coisas que nós aguardávamos há muito tempo.
A reedição de “Filth”, primeiro e seminal álbum dos Swans, que nos dá a entender que é bem possível que venham aí mais reedições a caminho. E esta não é apenas uma reedição, é uma remasterização bem feita, com melhor som, mas sem perder aquela dureza e sujidade que durante anos ouvimos. Mantém a presença daquele momento muito específico no início dos anos 1980 em que, durante um tempo, tudo pareceu permitido na música. Não numa perspectiva única de som e de experimentação, mas de libertação, forma e exploração, quase como uma autorização para fugir às convenções – e que falta faz. Muito daquilo que chegava à música parecia saído do coração. No caso dos Swans, o coração não chegava, o som dos Swans parecia sair de todos os sítios e com intenção de atingir também. Por isso “Filth” não é bem filho dos 1980s, mas filho dos próprios Swans, uma banda muito específica na história do rock e que sempre soube abençoar a sua música com características suas e uma identidade única que até hoje se mantém; poucas são as bandas que se podem orgulhar do mesmo. “Filth” foi apenas o princípio. E é pelo princípio que nos começam a chegar – esperemos – os vinis de Swans. Reedição imaculada de um dos discos mais marcantes dos anos 1980.

O vinil apareceu antes, mas agora percebe-se o atraso: a versão em CD de “Filth” foi feita para nos atirar ao chão e, claro, tirar-nos uns euros do bolso. Feita com o mesmo peso específico de “To Be Kind”, este novo “Filth” é um valente disco triplo, com aquele papel cartonado que cheira a Young God. Então, o que nos traz esta edição que vem com autocolante a dizer “definitiva”? “Filth” remasterizado, claro, e ainda “Body To Body” (compilação de 1991 que recolhe material de estúdio e ao vivo de 82 a 85), o primeiro EP da banda (1982) e gravações ao vivo de 1982 a 84 – “Live At The Kitchen 1982/83″, “Live At CBGB, 1982-83″ e “Live At Heaven, London, 1984″. Cada vez mais esmagador o espólio dos Swans – ter “Filth” nesta dimensão é quase obrigatório para quem precisa de emoções na vida.

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Quarta-feira, 31 Dezembro, 2014

SLEAFORD MODS Chubbed Up + CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Ipecac

€ 21,50 € 20,50 LP Ipecac

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A t-shirt de Andrew Fearn, numa foto por aí, diz “Guilty feet have got no rhythm”, linha memorável da letra de “Careless Whisper” (George Michael). “14 Day Court” nomeia Nigel Mansell. O que isto significa é uma abordagem livre à cultura popular, diriamos mesmo de rua, com implicação directa na música e muito revelatória sobre a postura desta banda de Nottingham. Meia dúzia de álbuns editados em sete anos, mas os singles começaram a aparecer há cerca de 2 anos e “Chubbed Up +” faz o trabalho de os reunir para quem se distraiu. Em traços muito gerais, o que ouvimos assemelha-se a um cruzamento entre The Fall e The Streets, informados por um minimalismo rítmico próximo da cena espartana de Suicide. Punk e hip hop? Pode ser… Pós-punk e grime? Sim, isso. A popularidade de Sleaford Mods em Inglaterra parece obviamente ligada às letras de Jason Williamson, em cima da realidade do dia a dia. Desemprego, economia, sistema de saúde, hipsters e outros tópicos enervantes. É tudo mais ou menos gritado com sotaque cerrado cheio de perdigotos por cima de uma linha musical básica, é uma espécie de punk robótico que vive de energia pura + a energia da revolta e do descontentamento. Não que milhares de bandas não se tenham já servido desta última mas há um lado realmente ultra-terreno, ultra-eficaz, na ausência de complexidade na música de Sleaford Mods. Nem sempre é descaradamente antémico como em “Pubic Hair Ltd.” (“I’m sick of all these pissy sell-outs!”) mas as canções, que são breves, estão cheias de linhas memoráveis que ressoam na cabeça e ficam á disposição para entrar no discurso quotidiano de qualquer um de nós. E se acham que precisam de um pontapé no rabo, experimentem esta bota.

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Quinta-feira, 18 Dezembro, 2014

THE FATES Furia CD / LP

€ 13,95 CD Bird / Finders Keepers

€ 16,95 LP Bird / Finders Keepers

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Una Baines, que fazia parte da formação original dos The Fall e dos Blue Orchids de Nico, lançou em 1985 este projecto, composto apenas por membros femininos e um pouco a ressacar do pós-punk britânico. Ressacado é o termo correcto, “Furia” é um disco que parece fora do seu tempo e isso talvez explique o facto de apenas ter tido direito a uma prensagem privada. Mas perto de trinta anos depois somos quase que forçados a olhar para essas catalogações de forma diferente e não ligamos tanto ao som que era relevante no início dos 80s e estaria ultrapassado uns anos depois. “Furia” é um álbum de canções refinadas, cheio de mel e sem aquela rebeldia de outras bandas femininas como as Raincoats ou as Slits. Apesar da parte instrumental ter sido gravada de uma forma muito crua, as vozes criam uma harmonia que reveste as canções com uma luminosidade de conto de fadas, entre o pastoral e uma folk que nos lembra alguns dos melhores momentos dos Fairport Convention, em versão redux. Fora do tempo do seu tempo, mas a tempo de ser apreciado agora. Mais um grande saque do baú da Finders Keepers, que continua a descobrir e a mostrar-nos algumas das pérolas de Manchester que ficaram esquecidas.

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Quinta-feira, 18 Dezembro, 2014

DAVID LYNCH Duran Duran Unstaged DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

De David Lynch tinha que se esperar mais do que um concerto. E é isso que “Duran Duran Unstaged” é: mais do que um concerto filmado. É quase como um filme com um concerto a servir de fundo. Lynch aproveitou a subida aos palcos dos Duran Duran no Mayan Theater em Los Angeles quase como contexto para uma experiência multimédia. Mas é claro que também é um concerto, especial, em que os Duran Duran puxam pela memória das suas canções com alguns convidados (Gerard Way, Beth Ditto, Kelis e Mark Ronson). O resultado é uma espécie de fusão de dois mundos, não tanto num registo de complemento, mas a bizarria de Lynch é quase como que um cenário fora do palco que concede uma experiência que tanto é idílica como de pesadelo.


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Quinta-feira, 11 Dezembro, 2014

STEFFI Power Of Anonymity CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Ostgut Ton

€ 17,50 2LP Ostgut Ton

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Steffi: nascida na Holanda, residente em Berlim e, logo aí, temos dois enormes centros de música electrónica com capacidade para influenciar meio mundo. Nota-se, logo na abertura de “Power Of Anonymity”, um desvio para zona próxima de Drexciya. Um pouco de informação sobre Steffi revela o seu gosto por electro e IDM e, neste álbum, a DJ e produtora incorpora sem pudor essas influências na sua música que, assim, se distancia do que se poderia esperar de um álbum na Ostgut Ton, editora de Berlim. “Everyday Objects” estende uma auto-estrada cósmica que relembra Swayzak em “Snowboarding In Argentina”; “Selfhood” é um épico quase techno, um som que, junto com “Bag Of Crystals”, remete para algum techno inglês dos 90s e, também, para muitas coisas produzidas na Holanda pós-Unit Moebius. São estas faixas mais motorizadas que elevam seguramente o álbum para um patamar de conquista espacial que não seria possível apenas com os momentos mais terrenos. Para usar um cliché: preparem-se para a descolagem.

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Quarta-feira, 10 Dezembro, 2014

ROY DAVIS JR Roy’s Chicago Basement Traxx 12″

€ 8,95 12″ Clone Jack For Daze

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O disco original onde aparecem estas três faixas é de 1995 e a editora chamava-se Kumba Records. Há nomes que são perfeitos, quando aplicados à música certa. Kumba, como palavra, é a descrição certa para o que ouvimos. por algum motivo, a Clone deixou de fora “I’m Tha D.J.” para esta espécie de reedição. Roy é talvez mais conhecido pelas suas produções deep house em editoras como a Strictly Rhythm e Peacefrog, mas aqui representa um lado menos bonito, mais urgente. “Broken Machines” lida com essa noção de máquinas imperfeitas que tanta e tão inovadora música inspirou; pouca e estranha melodia, tensão e, isso, urgência. “Jack da Rhythms” é um título auto-explicativo, percurso jack sem obstáculos de maior, máxima pica. “Chemical Warfare” deixaria (e se calhar deixou) Jamal Moss feliz – a sua base de groove é muito o que podemos esperar hoje em dia de Hieroglyphic Being, acrescentada de drama espacial épico como Vangelis pisado por Goblin. Zero quebras, total êxtase.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO Neroli – Thinking Music Part IV (Expanded Edition) 2CD

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

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Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
1993: Eno ruma ao infinito, de novo. Enquanto peça ininterrupta de quase uma hora de duração, “Neroli” reestabelece a mestria ambiental já conhecida, procurando que a música tenha presença suficiente para recompensar a atenção que lhe prestamos mas que seja, também, discreta o suficiente para não exigir essa atenção. “Neroli” progride através de pulsações de tons suaves, criando uma atmosfera algo líquida capaz de induzir máximo torpor e conforto. Esta música foi – digamos assim – testada em maternidades como auxiliar de relaxamento, indutora de calma em crianças recém-nascidas. É notório um certo tactear do som pelo espaço, e a cada toque na superfície corresponde um curto período de reflexão sobre a natureza da superfície que se acabou de tocar. O álbum original é acompanhado, nesta reedição, por uma peça inédita de 1992: “New Space Music” tem mais peso, parte da experiência do drone para navegar num outro sector da ‘mood music’, mais exigente para a percepção, mais impositivo e sólido. A duração destas peças faz com que esta reedição aconteça apenas, naturalmente, em CD, de forma a não se quebrar o transe da audição contínua que os lados de um LP não permitiriam.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

KRZYSZTOF KOMEDA Rare Jazz & Film Music: Volume One LP

€ 22,50 € 19,95 LP Adventure In Sound

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É verdade que esta é apenas a segunda edição da Adventure In Sound, mas já estamos em condições de dizer que as suas escolhas têm sido imaculadas, com uma opção de design que nos atira facilmente para o universo do jazz representado nos seus discos. Depois de “Verse 1 +” dos Jazz Epistles (ainda temos cópias disponíveis), agora é a vez da editora dedicar atenção a Krzysztof Komeda, neste primeiro volume de “Rare Jazz And Film Recordings” que é composto por temas de “A Faca Na Água” de Roman Polanski e de alguns temas antigos – e raros – que Komeda compôs com o seu trio. As canções presentes neste “Rare Jazz And Film Recordings” ilustram bem as aventuras de Komeda pelo jazz moderno e da sua importância – é muito comum ouvirmos alguma da sua música nalguns filmes – para o cinema da altura, especialmente para Polanski. Este “Volume 1” compila gravações do início dos anos 1960 e é um excelente documento, e ponto de partida, para conhecer o trabalho deste músico. E vem com uma capa bonita. Tal como o disco dos Jazz Epistles, esta edição também é muito limitada.

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Terça-feira, 18 Novembro, 2014

PATRICIA Side Piece 12″

€ 9,50 12″ Spectral Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPC-126-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPC-126-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPC-126-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPC-126-4.mp3]

Cai por terra a ideia de que Patricia seria mais um nome valente para juntar ao panteão de mulheres na electrónica. na verdade é M. Rav, conhecido da recente edição de Natal 02 da L.I.E.S. e, também, de um álbum na opal taped em 2013. “Drip Dawn” traz matéria densa à superfície, som muito embrulhado entre dub techno menos atmosférico e baixa fidelidade de fita de cassete, mesmo. O groove sustenta-se na ligeira subida e descida de tom da linha de baixo metálica e acreditem que ficariamos satisfeitos se a música fosse apenas isso :) Depois, “Hulderhusan” mantém a qualidade de som bem sufocada; pode não ser bonito ouvir as palmas / claps tão pouco brilhantes mas a equipa que fazem com a batida distorcida é pura iconoclastia técnica, uma afirmação de desprezo pela linearidade, clareza e definição de som (ainda) habitualmente associada à música electrónica. “Foie Gras” caminha para house, disfarça mal um borbulhar ácido mas consegue disfarçar melhor um tom deep que, com outra vontade, seria definidor da atmosfera. “Drip Dawn” regressa, no final, com toda uma outra intenção: o som é totalmente diferente do resto do EP mas, também, agora trata-se de uma remistura de JTC. Ele mantém a linha principal mas transforma decisivamente a personalidade da música. House! Robótica mas feliz!

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