Quinta-feira, 15 Janeiro, 2015

JAMES BLACKSHAW Apologia LP

€ 21,50 € 16,95 LP BladudFlies

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BF006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BF006-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BF006-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BF006-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BF006-5.mp3]

“Apologia” é a reedição do primeiro álbum de James Blackshaw, quando ainda “Celeste” – a verdadeira estreia – estava a alguma distância. Em 2002, o guitarrista inglês pegava na sua mediana Yamaha para gravar estes temas, quando começou a sentir que o seu estilo já era sólido o suficiente para mostrar a sua música, obviamente inspirada por Fahey, Basho e outros menos notáveis do country e do blues norte-americano. Por curiosidade, foi pouco depois que Blackshaw pegou numa guitarra de 12 cordas, com os resultados que tão bem conhecemos e elogiamos. O som e a composição foi-se tornando cada vez mais complexo, mais épico, mais prescrutador, e hoje ninguém pode esquecê-lo numa lista de 5 grandes compositores e intérpretes para guitarra, mas “Apologia” é quase a sombra disso tudo, uma espécie de prova de contacto, a preto e branco, de todo o valor de Blackshaw em bruto. Em bruto, mas feito com uma beleza e fragilidade tão eloquente que emociona. Há muitos anos esta música circulou por 30 cópias em CDR, hoje vive numa edição limitada de 500 exemplares em vinil imprescindível. Este senhor é um génio, aproveitem-no.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Janeiro, 2015

THE WIRE #371 (January 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

É uma injustiça dizer que este é o número que toda a gente procura, mas é mesmo verdade: chega Dezembro e quando temos que encomendar a edição de Janeiro o número de revistas vem multiplicado por muitos números. Porquê? Porque é a edição de Janeiro, a tal que compila, generosamente, os discos preferidos do ano para a vasta equipa de escribas da revista inglesa. Portanto, ‘rewind 2014′: os cinquenta discos favoritos (parabéns a Aphex Twin), os melhores nas categorias de ‘avant rock’ (não houve melhor que Earth, é verdade), de ‘critical beats’ (Tia Maria Produções da Príncipe no cume, a dominar), no ‘dub’ (Yabby You, claro), na ‘electronica’ (AyeGeeTee com “Imminent Orphan”), no ‘global’ (“Native North America Vol. 1″ é mais uma gema da LITA), no ‘hip hop’ (Young Thug), no ‘jazz & improv’ (RED Trio nos 10 mais), na ‘modern compositon’ (Bernhard Lang da Winter & Winter) e nos ‘outer limits (Kevin Drumm & Jason Lescalleet). Mais ainda, as 50 edições do passado (entre Coltrane, Jon Hassell, Bruce Lacey e DJ Sprinkles). Depois, as confissões de 2014 de algumas figuras desse ano: Afrikan Sciences, James Hoff, Catherine Lamb, Hailu Mergia, The Space Lady, DJ Taye (Teklife)… Mais o resto da revista: Alasdair Roberts na Invisible Jukebox, Rie Nakajima, Mette Rasmussen e Chris Corsano, destaques a Sleater-Kinney, Wu-Tang Clan, Junko, San Francisco Tape Music Center, e dezenas de outras críticas, filmes, exposições, dvds, livros, capas, concertos, festivais.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


/ / Etiquetas: , , / / Comentar: aqui »

Sábado, 27 Dezembro, 2014

LEWIS BALOUE Romantic Times CD

€ 17,50 € 8,50 CD (2014 reissue) Light In The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA123-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-5.mp3]

Foi uma das histórias de 2014. Já conhecíamos “L’Amour” de Lewis mas entregá-lo ao mundo como a Light In The Attic fez, e as histórias que se seguiram, foi uma dádiva que agradou a muitos e, sobretudo, deu a conhecer a música muito particular desta figura misteriosa. O melhor de tudo? O melhor de tudo é que não acabou aí. Pouco depois da bomba explodir, soube-se que a LITA tinha descoberto outro disco associado a Lewis, este “Romantic Times”, onde assina com um Baloue à frente mas o ar de vedeta-playboy esquecido continua lá. E também continua lá na música, o capítulo seguinte do romantismo de “L’Amour”, com apontamentos que nos lembram clássicos de outros – ainda mais de outros – tempos: “We Danced All Night” é “Strangers In The Night”. “Romantic Times” soa melhor que “L’Amour”, não por ser necessariamente melhor, mas porque há um lado genérico no som que nos relaciona com uma série de melodias e destinos familiares. E esse sentido de presença, seja por associarmos a um bom disco de sala de fundo, uma música para o Natal, ou o disco que devia tocar em todos os elevadores (sem qualquer sentido pejorativo), faz com que a nossa relação com “Romantic Times” não seja de amor à primeira vista – como o outro – mas de assimilar e reconhecer algo de que já gostamos e que estamos a ouvir numa frequência de perfeição. Esse era o principal dom de Lewis, sem fazer nada de especial, fazia o que queria/sabia bem. No ponto. E é por isso que hoje bate. Mesmo sem histórias.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 24 Dezembro, 2014

LAJ & QUAKERMAN Brief Encounters / Bikini Endurance 12″

€ 7,00 12″ Fiasco Records (FRB 006)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=uPNnc3DXnvk?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=AorfKfPLLYo?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais da edição de 1997 / Original 1997 release. NM! Sound clips not from actual copy.

Era uma família muito querida, não apenas nos 90s (este maxi é de 97) mas já para dentro deste século também. Laj, Ray Mang (eram a mesma pessoa), Quakerman, os Idjut Boys, DJ D, Dj Harvey e outros. A perfeita sincronia entre disco e house foi conseguida, com total respeito pela ética, a história e os sons. “Brief Encounters” é um exemplo magnífico da preponderância percussiva que nutria esta corrente. Nada a ver com a house tribal que ganhou fama. “Bikini Endurance” soa menos exuberante mas tem os lasers Disco bem activos. Num mundo apenas normal, esta música parece sempre destinada a lados B, mas na realidade é parte do combustível essencial que acende o fogo que nos faz dançar. Discreto e poderoso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 24 Dezembro, 2014

TY SEGALL $ingle$ 2 CD / LP / CASSETE

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 14,95 LP Drag City

€ 8,50 € 7,50 CASSETE Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JBH055CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH055CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH055CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH055CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH055CD-5.mp3]

Com “Manipulator” encalacrado definitivamente em 2014, nas listas, preferências, amores e concertos, eis mais uma prova da generosidade de Ty Segall para com as suas gentes. Segundo volume – o anterior olhava para o período entre 2007 e 2010, obviamente ingénuo e muitas vezes frágil -, o norte-americano junta num disco o que se passou fora dos álbuns entre 2011 e 2013, ou seja, entre “Goodbye Bread” e “Sleeper”, com o grande “Twins” lá pelo meio. Ou seja, grandes álbuns – os seus Grandes Álbuns – a balizarem estes extras que juntos, nesta compilação, funcionam perfeitamente como uma obra feita com esse propósito. “Manipulator” é mais um feito tremendo deste jovem, mas há quem defenda que “$ingle$ 2” é o melhor álbum de Ty Segall em 2014. Polémico, talvez, talvez não, ou como isto é a enésima prova do valor de mercado deste imparável músico. Aproveitem este bónus, porque Segall já mandou dizer que em 2015 não vai haver nada com o nome dele.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 24 Dezembro, 2014

ELISA AMBROGIO The Immoralist CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 15,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC568CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC568CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC568CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC568CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC568CD-5.mp3]

De Ambrogio já conhecíamos o seu lado mais calmo; acontece esporadicamente nos Magik Markers e já a vimos assim noutros projectos seus. Se estivéssemos no passado e fossemos confrontados com isto, seria uma daquelas situações de “Quem diria?”. Mas o fluir do tempo leva a estas coisas: calma. Mesmo que essa calma seja uma coisa nebulosa, revestida em tons que ignoram a tristeza e abraçam o conceito de calma como uma coisa que se agarra ao ritmo, voz e atravessa as canções. Não é um disco surpreendente de Ambrogio, até porque a reconhecemos facilmente em cada uma das canções, ou porque o seu passado recente revela algumas destas ideias, mas é um disco que espanta pela transparência e a sobriedade da vocalista e guitarrista dos Markers. Há uma certa naturalidade em como nos faz lembrar Cat Power; nada a ver com a voz e, sim, com o balanço e o à-vontade com que deixa cair as partes instrumentais e desmonta as histórias que canta. Disco óptimo, melhor que os últimos dos Markers.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 23 Dezembro, 2014

MF Rio / Steel 12″ + mix CD

€ 13,95 12″ + mix CD ChannelXXX

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CHANNELXXXMF-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNELXXXMF-2.mp3]

Disco meio não-oficial de Mind Fair com edits do fundo do arquivo pop dos 80s. Um rápido, um lento. “Feel The Steel” de Way Out West (1984) é transformado em “Steel”, lento, torre de dub, enquanto no outro lado do maxi ouvimos uma marcha tropical rápida, mistura de Haircut One Hundred com Belle Stars, Pig Bag e uma síntese de todas as bandas pop com influências exóticas. Adicionalmente, a edição inclui um set de Mind Fair em CD, começa logo com uma das produções de Boris Midney (Companion), convenientemente reduzida em velocidade (mais sexy, assim). Mais para a frente, o ainda muito procurado lado B de Clout que Slight Delay transformaram em algo vencedor na Rong há uns anos. No total, 18 faixas que atravessam o túnel temporal recolhendo peças essenciais em cada uma das paragens. Disco, pop, boogie, wave, material para dançar, material para achar estranho como se produzia música incrível com aspirações a popular.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 23 Dezembro, 2014

MOVE D The KM20 Tapes Volume 2 (1992-1996) 12″

€ 9,95 12″ Off Minor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OD001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OD001-2.mp3]

David Moufang regressa para assombrar? De facto, toda a aura deste segundo volume de arquivos do seu estúdio KM20 é espectral, desde a capa ao som quente e etéreo que, apesar de claramente físico e analógico, chega como um fantasma. É claramente o compasso das máquinas, sabiamente interpretado por Move D em manobra de tradução. Há algo de intemporal neste som que atravessa paredes, neste standard sónico que serve narrativas diversas. “Evil Trak” sufoca o ácido quando seria fácil deixá-lo acontecer livremente, liga perfeitamente com Conrad Schnitzler ou Asmus Tietchens de 79-80, “Inside The Dollhouse” mantém a nuvem presente, agora em modo mais SETI de exploração, enquanto “Willenlos” ultrapassa os 10 minutos em transe vintage mergulhado em dub. Sorte nossa, poder ouvir isto.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Sábado, 20 Dezembro, 2014

SNORRE MAGNAR SOLBERG w/ DJ SOTOFETT & SVN No-No 2 12″

€ 9,50 12″ Club No-No

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NO-NO2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NO-NO2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NO-NO2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NO-NO2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NO-NO2-5.mp3]

O primeiro No-No existiu no vasto oceano dub techno que alguns ventos ciclónicos agitavam com estática e distorção. O número 2 é outro assunto, saído do interior de uma selva densa. Cânticos, percussão brusca, ecos desconcertantes e um pulso sintético sempre presente como os tambores que anunciam ataque iminente. Ligação forte com uma época em que imaginamos Throbbing Gristle sobre gravações de campo no coração de África. No entanto, tudo isto é Noruega. Snorre Magnar Solberg com DJ Sotofett e, ao lado, SVN, que conhecemos da Sex Tags e da SUED. Sombra e vegetação, algum contacto com a zona na música industrial que cultivava a proximidade com as raízes, o “primitivismo”. São passos excitantes, os que damos ao ouvir este disco descarnado, incrível, estranho às etiquetas.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 18 Dezembro, 2014

SLIM TWIG A Hound At The Hem CD / LP

€ 16,95 CD DFA

€ 21,95 LP DFA

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DFA2393CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DFA2393CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DFA2393CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DFA2393CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DFA2393CD-5.mp3]

Que valente surpresa. Mais uma, do passado esquecido. Aliás, este passado nem sequer foi esquecido porque nem chegou a existir. Max Turnbull, actor e músico, um canadense com amor elevado pela pop angulosa e bizarra, é Slim Twigs – ou US Girls, com a sua esposa Meg Remy -, editando sozinho este disco, conceptual, – inspirado em “Lolita” de Nabokov e “A Histoire De Melody Nelson” de Gainsbourg – em 2010 porque mais ninguém o quis fazer, apesar de toda à gente à sua volta o achar digno de altíssimo voos. Recebeu as habituais cartas enviesadas, porque demasiado complexo, porque demasiado difícil, porque demasiado diferente do que as pessoas querem ouvir: e o disco quase ficou esquecido. Mas graças à DFA, ei-lo para que o ouçamos e percebamos como é tão especial. Com arranjos de Owen Pallett, Max parece um Bobby Conn armado em Edwyn Collins com tiques de Scott Walker, soando ao futuro imaginado nos progressivos anos 70. Sim, confuso, porque é suposto isto ser um brutal nó de estilos, tempos e ritmos, com muitas coisas fora de lugar, estranhas e perversas, mas, surpresa!, tudo brilha como uma bola de espelhos deformada, e tudo nos entusiasma como algo incrível que experimentamos pela primeira vez. Uma absoluta maravilha!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO The Drop (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
Em 1997, o que haveria ainda de exploratório para Eno? Talvez o esquema mental com que aborda cada disco. “The Drop” é organizado como se alguém muito de fora, de longe (do Espaço?) interpretasse jazz. Sente-se ainda uma espécie de conforto MIDI nos sons, isso contribui para a perspectiva alienígena. Não há propriamente uma tentativa pop mas também não há, de todo, uma contenção hermética dentro de um conceito. A música que nos chega é, de certa forma livre, vagueia um pouco por territórios quarto-mundistas já conhecidos de Eno e alguns seus associados. Na verdade, trata-se de um permanente mapeamento de zonas mais ou menos familiares mas que continuam a ocultar detalhes que é necessário a um músico como Eno revelar a quem o escuta. O polimento sintético é constante, neste álbum, como se o som real fosse submetido a um tratamento de photoshop para realçar as suas cores naturais, sim, e colocar lá algumas que porventura não existem na natureza. “The Drop” é, assim, título para um universo irreal. Como extras, no CD, um conjunto de temas da mesma época, anteriormente disponíveis em edição limitada acessível a quem visitasse a exposição “77 Million Paintings”, no Japão, em 2006.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

BOBBY BEAUSOLEIL Lucifer Rising Suite 4CD

€ 28,50 € 22,95 4CD The Ajna Offensive

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FLAME53-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FLAME53-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FLAME53-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FLAME53-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FLAME53-5.mp3]

A edição em vinil atingiu-nos há uns anos como um relâmpago: inesperado, intenso mas tão depressa apareceu como desapareceu. Foi por isso com alguma alegria que voltamos a ver a obra “Lucifer Rising” na sua íntegra, agora em digital, juntando toda a música que Bobby Beausoleil compôs para o filme que imortalizou Kenneth Anger. Conheceram-se durante o mítico festival Invisible Circus e o realizador não hesitou em escolhê-lo para protagonizar o seu lúcifer. O músico aceitou entrar no filme se pudesse também escrever a sua banda sonora. Assim foi, em 1967, quando a obra começou, até aos anos 70 com diversas fases da sua produção atribulada, incluindo a parte musical. Esta é, portanto, a primeira edição da versão integral em CD, com devida atenção tecnológica (remasterização), quase três horas de música, e uma lição à versão do Jimmy Page. Nada nos garante que esta caixinha sobreviva muito ao tempo, por isso, não hesitem: quatro discos de história muito peculiar.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »