Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

PRINCE JAMMY Computerised Dub LP

€ 11,95 LP (2012 reissue) Greensleeves

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GREL92-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GREL92-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GREL92-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GREL92-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GREL92-5.mp3]

“Synchro start” pega no grande riddim Sleng Teng, dos estúdios de Jammy, e opera mais maravilhas científicas. Disco absolutamente dourado na solidificação do som electrónico no dancehall. São dez instrumentais em dub, slows sintéticos que aquecem o sistema quando se esperaria que as máquinas disparassem laser gelado. “32 Bit Chip”, “Megabyte” ou “256K RAM” (ridículo, não é?) podem ter os títulos mais tekkno mas não dá para resistir a uma faixa como “Auto Rhythm”, como Daft Punk a aprender ciência jamaicana in loco. É irreal e festivo. “Wafer Scale Integration” bomba também sem mácula e em quase todo o lado há aquele som jack (house) suuper lento que AGORA soa como os tarraxos da Firma do Txiga (vão ouvir falar mais disso no futuro). Tudo no lugar. 1986. Comprem já.

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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

THE WIRE #372 (February 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

A banda sonora de “Under The Skin” marcou toda a gente que a ouviu, mas só com algumas listas dos melhores álbuns do ano é que percebemos a real importância da sua música para além do ecrã. Mica Levi reaparece, então, para lá dos Michacus e está na capa da Wire contando o que faz para além do que fez. Entretanto, outra estrela, mais visível, mas com imensos pontos de ligação a “Under The Skin” está na revista com grande destaque: John Carpenter, sombra eterna da eletrónica, põe-se a jeito para adivinhar o que se passa na Invisible Jukebox: de Rolling Stones a Bernard Herrmann, de Dr Dre a Morricone. mais destaques: os 15 anos da Red Bull Music Academy (vistos de Tóquio), um ‘primer’ ambicioso sobre as mixtapes do hip hop, Sir Richard Bishop, The Pop Group, D’Angelo, TCF, “Punk 45″, Organum, Fire! Orchestra, e etc. Um enorme “etc”.


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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

TRISTAN PERICH 1-Bit Symphony EMISSOR

€ 18,50 € 16,95 EMISSOR Physical Editions

Não é um disco, mas também não é um instrumento. Contudo, pode ser tanto um disco – é nesse formato exterior que se apresenta – como um instrumento – podemos decidir quando começa e quando termina. Na verdade, é um emissor de música, que contem uma obra musical, de autor, e pode até ser arrumado na prateleira dos outros CDs, mas também ao lado da Buddha Machine, por exemplo – por falar nisso, já temos a quinta geração da máquina. Tristan Perich compôs esta obra em cinco partes num único microchip que é tocado quando ligamos: há uma saída para auscultadores ou para ser ligado a uma aparelhagem. Deriva do seu “disco” anterior – “1-Bit Music”, de 2006 -, e tenta ultrapassar a curiosidade sonora desse trabalho, simplificando o hardware mas sendo mais ambicioso e épico. É música que procura o máximo dos resultados através de ideias simples e sons mínimos. Mas também é um exercício artístico e tecnológico: é tão mágico e encantador quanto a Buddha Machine, e ajuda-nos a olhar para tudo aquilo que fazemos e ouvimos de uma outra maneira. “1-Bit Symphony” já é de 2010 – lançado pela editora dos Bang On A Can -, mas finalmente arranjámos umas cópias a preço simpático para tornar esta preciosidade ainda mais apetecível. Por outras palavras: é agora!

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Tristan Perich: 1-Bit Symphony (Part 1: Overview) from Tristan Perich on Vimeo.

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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

ELSE MARIE PADE & JACOB KIRKEGAARD Svævninger CD

€ 15,50 € 12,50 CD Important

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC382-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC382-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC382-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC382-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC382-5.mp3]


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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

SIDSEL ENDRESEN & STIAN WESTERHUS Bonita CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

€ 21,50 € 19,50 LP Rune Grammofon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RCD2164-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2164-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2164-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2164-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2164-5.mp3]

Lisboa teve hipótese, há uns meses, de os ver ao vivo na Culturgest, e guardar parte deste “Bonita” na memória. O que mais impressiona nestes dois noruegueses é a absoluta facilidade com que mostram do que são capazes – e às vezes parece que estão em perfeito desfile das suas virtudes -, ideias e técnicas, em que rapidamente percebemos a composição quase espontânea que vai estando à nossa frente. Largados à sua arte, há um espaço de comunhão onde brincam com as capacidades: Sidsel Endresen é uma das mais formidáveis cantoras dos últimos anos, cheia de intuição construtiva e discursiva; Stian Westerhus é um guitarrista mirabolante, que nunca se perde no meio da infinita electrónica por onde passeia o som das suas cordas. Nos temas mais irrequietos, é incrível ouvir como Stian dispara os seus sons e como Sidsel coloca a sua linguagem, muitas vezes abstracta, por entre algo tão dispersivo. Jazz, free, mas muito mais para além disso – às vezes assemelha-se a pop fragmentada e futurista. O óptimo “Didymoi Dreams”, de 2012, valeu estrelas e reconhecimento: “Bonita” era a esperada consequência deste dueto, gravado em estúdio mas feito sem grande cosmética de produção, porque… bom, basta ouvir ou vê-los para perceber.

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Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2015

OMAR-S feat. JAMES GARCIA I Wanna Know 12″

€ 13,50 12″ FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AOS928-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOS928-2.mp3]

Típica pancada seca de Omar S mas, neste single como em outros anteriores, a face rude esconde uma coisa sentimental. As teclas são irreais, logo desde a entrada. E “You said I will never have you / Let’s see what this cash can do”. Fazer as coisas acontecer. James Garcia entrega voz clássica, sem soar retro. É apenas clássica, cheia de eco, duplicada, como se fosse pedra talhada em 1987 no Sul de Chicago. Um pormenor: é possível que a linha de baixo (impossivelmente moody) concorra com a voz para título dramático. No lado instrumental (“extramental”) já não tem a voz a fazer frente. Tudo o resto parece fazer justiça à capa vectorial: é o futuro antigo. São mais 4 minutos, até aos 10, de viagem por entre escombros de uma cidade que já conheceu melhores dias e onde, por ali, há naves de dois lugares a circular, procurando a próxima refeição. Que dizer?

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Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2015

CHIP E Jack Trax 12″

€ 9,95 12″ (2014 reissue) D.J. International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DJ895-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DJ895-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DJ895-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DJ895-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DJ895-5.mp3]

Marca alta e visível na constelação jack. Um dos momentos definidores do som, em 1986, com as máquinas clássicas a deitarem groove pelas mãos de um dos originais, Chip E. Podem dizer que há um limite razoável para o som de tarola, bombo, palmas e pratos, mas temos descoberto que não é bem assim. O som de base é suposto ser fundamentalmente imutável, com as naturais variações consoante a cabeça que produz as combinações entre sons. Mais um título auto-explicativo para excitar o ser primitivo (não é bem o termo, mas aproxima-se) que todos albergamos. Ritmo, batida, linha de baixo ocasional, vozes cortadas. Gloriosamente mais do mesmo.

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Segunda-feira, 2 Fevereiro, 2015

DIE VON BRAU Inércia CD

€ 8,95 CD Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/INERCIA-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INERCIA-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INERCIA-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INERCIA-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INERCIA-5.mp3]

Die Von Brau está a editar música numa zona íntima. Ele pode dizer que já não está muito ligado a “Inércia”, gravado há meses suficientes para se tornar incómodo aos ouvidos do criador, mas o álbum sai agora e agora o sentimos. Depois de uma temporada em Londres, “Inércia” pode ser interpretado como um estado tipicamente português, para quem quiser picar-se. A verdade é que todas as faixas, excepto a primeira, têm nomes de zonas na cidade de Lisboa ou a ela associadas (“IC19″). Inércia em qualquer lado onde se vá. Talvez seja uma reflexão sobre um estado comum a várias classes de actividades neste país (nesta cidade), e produto de olhos frescos, como quem observa de cima. A música também manda essa ideia: paira, quase sempre pacífica, não muito regrada mas de novo referenciando um certo período mais “paisagístico” da editora Warp; ainda alguns sons plásticos dos 80s, ácido controlado, piano clássico na construção de groove e sentimento. Há uma característica meio artificial em todo o álbum, algumas batidas que já não se usam (“Soul II Soul” em “Sta Apolónia”), um certo tom new age e de música para documentários que assenta muito bem (“Almirante Reis”). “Creiro” captura a essência do álbum, soa antigo mas sempre seguro do seu lugar, o ambiente constrói-se pausadamente, culmina como um bom momento Vladislav Delay. “Alameda” sairia facilmente na Dial ao lado de Lawrence. “IC19″ é estranhamente pacífico para ilustrar o cenário que o título convoca, o mesmo com “Mq. Pombal”, mas este é um disco português sem o ser; feito por alguém que andou fora.

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Sexta-feira, 30 Janeiro, 2015

OLIVEIRA TRIO The Worm / Caso De Uma Noite Só 7″

€ 7,50 7″ Discos Dinamite!

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DNM4501-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DNM4501-2.mp3]

A editora abre com a frase “Duas fatias gordurosas do mais exótico órgão”. É quase imediato, quando se começa a ouvir “The Worm” (original de Bill Doggett), sentir o poder sujo e alto do Eko Tiger (substitui o Hammond utilizado no original). De resto, bateria e baixo fazem o acompanhamento desta estrela. Minimalismo apenas na descrição dos elementos, porque o som nada tem de minimalista: é quente, alto, tem força e poder de locomoção. Viramos para “Caso De Uma Noite Só”, malha de emoção bonita. Energética e sentimental em partes iguais, groove intenso e espalhafatoso (o orgão, mais uma vez, mas também a bateria mais selvagem). Duas fantásticas fantasias inaugurais para a nova editora Dinamite Discos! baseada no Porto e mexida por bom pessoal que conhece como ninguém as linhas históricas com que se cose. Limitado a 300, destinado a desaparecer.

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Sexta-feira, 30 Janeiro, 2015

APHEX TWIN Computer Controlled Acoustic Instruments Pt 2 CD / LP

€ 14,95 CD Warp

€ 16,50 LP Warp

OUVIR / LISTEN:
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Com todas as suas qualidades, “Syro” não indicava muito para além dos 90s, em especial da fase “Windowlicker”. Então “Computer Controlled Acoustic Instruments” soa realmente diferente? Mais ou menos. Há referências que podemos traçar ao “Richard D. James Album”, por exemplo (uns breaks percussivos mais acústicos), e a “Druqs” (piano preparado ou algo assim), há uma herança ancestral de breakbeats que parece óbvia em “0035 1-Audio”"Diskhat2″, “Diskhat1″ e outros. Mas não estaremos demasiado à espera do definitivo manifesto alienígena, de futuro ainda não imaginado? Chega de perguntas. O som quase steam-punk da mini-orquestra robótica que conjuga piano, ritmos e toda a espécie de sons metálicos, abre um segmento próprio, desligado de contexto. Os sons em si podem não oferecer gritos de “novidade!” mas o momento em que este disco aparece tem muito de surpreendente. Pouco tempo após “Syro” e numa fase de especial comunicação por parte de Aphex Twin (material inédito a ser oferecido no seu Soundcloud), Aphex soa até a Neubauten em introspecção (“Disk Prep Calrec2 Barn Dance [Slo]“). Quase afundamos o barco com constantes referências mas é a maneira mais simples de permanecer a bordo. A cabeça de Richard James desorienta, se procurarmos ordem em vez de deixar a confusão rolar e apreciar a vista.

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Segunda-feira, 19 Janeiro, 2015

PANDA BEAR Meets The Grim Reaper CD / 2LP / 2LP + 12″

€ 16,50 € 14,95 CD Domino

€ 27,50 € 25,50 2LP Domino

€ 35,95 2LP + 12″ Domino

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WIGCD345-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD345-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD345-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD345-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WIGCD345-5.mp3]

É claro, hoje, que dificilmente haverá outro “Person Pitch”. Os tempos são outros. São outros no mundo, são outros na carreira de Panda Bear e também são outros nas nossas cabeças. O mundo não aguentaria outro “Person Pitch”, provavelmente porque não haveria tempo para o digerir ou para o compreender: se pensarmos bem é um disco que vem no processo de anos de Animal Collective. “Tomboy” vinha com aquela ideia do difícil segundo disco (nós sabemos que não é o segundo disco de Panda Bear, mas é o segundo desta sua forma de compor), a necessidade de se desembaraçar da ideia de que o que criou poderia ser um formato limitado (e se fosse, qual o problema? era e é maravilhoso) e, sobretudo, de se distanciar de todos aqueles que surgiram a copiá-lo. “Tomboy” era, tal como “Person Pitch”, um disco maravilhoso, mas falhou em convencer as pessoas que vivem com desejos de sequelas e temem a mudança: e, enfrentemos os factos, se chegamos a “Tomboy”, temos de perceber que aquilo não é uma mudança, é uma evolução natural. “Panda Bear Meets The Grim Reaper” chega com aquela coragem de vencer dos seus irmãos. Mas é mais uma continuação de “Person Pitch” do que a evolução natural de “Tomboy”. Talvez de “Tomboy” tenha retirado aquela formatação de canção, mas de “Person Pitch” tirou a alma que se junta à experiência dos anos que entretanto passaram, com camadas de som muito mais elaboradas e uma sensação de espaço e de dimensão de som ágeis e com maior precisão. E apesar de algumas canções sofrerem de um factor de piloto automático (não estamos aqui para mentir), a maioria contagiam como só o melhor Panda Bear sabe contagiar. E são mais dinâmicas, ricas e vivas do que a maioria daquilo a que se chama pop na actualidade. E em piloto automático é também melhor do que a maioria, só fica a faltar aquele toque de divino. Céu em demasia também é aborrecido.

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Sábado, 27 Dezembro, 2014

JOSÉ PRATES Tam… Tam… Tam…! CD / LP

€ 13,95 € 10,50 CD (2014 reissue) Trunk

€ 18,50 LP (2014 reissue) Trunk

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Bom, nem Gilles Peterson tinha o disco. “Tam…Tam… Tam…!” era uma peça exótica em 1958 e mais ainda agora. Gravado como parte de um show itinerante chamado “Brasiliana”, o álbum foi produzido por Miecio Askanasy e gravado pelos elementos do espectáculo. Polaco, Askanasy explica, com a melhor das intenções, a sua motivação. Tradicionalmente paternalista, esta abordagem em relação a culturas “exóticas” seria hoje provavelmente inaceitável, mas imaginamos que, na época, tenha suscitado genuína curiosidade. A este tipo de acções devemos, nós, pessoas normais que gostam de música, muitas descobertas. Ele escreveu: “De minha preocupação sociológica a respeito do negro, de sua vida, de sua arte, nasceu a ideia de organizar BRASILIANA, que não é apenas teatro: é uma obra social, em que se prova que a arte do negro pode e deve ser cuidada, para que, através dela, nós elevemos sua cultura e o tragamos para o nosso meio, efetivamente.” Em delírio, ouvimos a voz grossa de Ivan de Paula como um clássico crooner brasileiro, tom de Yma Sumac no masculino; ouvimos Martin Denny, ouvimos mestres cubanos, ouvimos santeria, costumes, samba, arranjos e direcção de José Prates, “jovem compositor pernambucano”. “Brasiliana” teve datas a começar em 1950 (Rio de Janeiro e São Paulo) e, em 1957, o espectáculo estava a ser apresentado em locais tão diversos como Israel (Tel Aviv, Jerusalém, Haifa, etc.) e Alemanha de Leste (berlim, Leipzig, Dresden). Este disco quase fugia. Garantimos exemplares para a família, que são vocês.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

CHRIS & COSEY Trance LP

€ 17,50 € 16,50 LP (2010 remastered reissue) Conspiracy International

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“Trance” foi o segundo álbum, com Throbbing Gristle já no Além (do qual haveriam de regressar anos mais tarde). Mais rude do que o antecessor “Heartbeat”, este álbum soa mais integrado na cena industrial da época e menos na continuação cósmica de 70s. Mais próximo, até, de SPK do que TG. Peso ancestral que esta cultura gostava de carregar, com referências a povos extintos, cidades desaparecidas, dissonância alienante (“Lost”), marcha sintética (“The Giant’s Feet”), distorção e nuvens de poluição, quase tudo é anti-natural, distanciado, remoto e, mais importante, necessário. É claro que ainda existiam mundos por descobrir, terra por desbravar, estrelas por catalogar, e é impossível ignorar toda essa sugestão quando partimos, com vontade de ouvir música, para um disco como este. “Trance” é ao mesmo tempo um álbum importante no contexto da cena industrial, porque ajuda a fixar vários dos seus conceitos, e um álbum que aponta várias possibilidades em relação ao que muito rapidamente seriam clichés do género. Enquanto se integra procura ao mesmo tempo a saída.

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Terça-feira, 25 Novembro, 2014

DANIELA CASA Sovrapposizione Di Immagini LP

€ 17,95 LP Finders Keepers

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Apostada em divulgar os nomes de algumas mulheres pioneiras na música electrónica, a Finders Keepers resolveu investir agora em Daniela Casa, um nome central para a library/pop experimental/electrónica italiana dos anos 1970s. “Sovrapposizione Di Immagini” é uma compilação de material até hoje nunca antes editado comercialmente, gravações feitas no seu estúdio em casa e que tinham como objectivo chegarem à televisão, rádio, filme, habitat nada estranho a este género de música feito nesta altura. Esta compilação é um trabalho refinadíssimo, que serve não só de introdução ao som de Daniela Casa mas também da diversidade de sons que explorava: ouve-se library, exotica, sons que hoje poderiam estar nas Folklore Tapes ou de Robin The Fog. Diverso, entre o enigmático, o assustador (há música de filmes de terror aqui) e o abismo: há temas que se têm de ouvir em loop eterno. Magia, oculto, vibrante, “Sovrapposizione Di Immagini” é ouro. Não passem ao lado disto.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

BOBBY BEAUSOLEIL Lucifer Rising Suite 4CD

€ 28,50 € 22,95 4CD The Ajna Offensive

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A edição em vinil atingiu-nos há uns anos como um relâmpago: inesperado, intenso mas tão depressa apareceu como desapareceu. Foi por isso com alguma alegria que voltamos a ver a obra “Lucifer Rising” na sua íntegra, agora em digital, juntando toda a música que Bobby Beausoleil compôs para o filme que imortalizou Kenneth Anger. Conheceram-se durante o mítico festival Invisible Circus e o realizador não hesitou em escolhê-lo para protagonizar o seu lúcifer. O músico aceitou entrar no filme se pudesse também escrever a sua banda sonora. Assim foi, em 1967, quando a obra começou, até aos anos 70 com diversas fases da sua produção atribulada, incluindo a parte musical. Esta é, portanto, a primeira edição da versão integral em CD, com devida atenção tecnológica (remasterização), quase três horas de música, e uma lição à versão do Jimmy Page. Nada nos garante que esta caixinha sobreviva muito ao tempo, por isso, não hesitem: quatro discos de história muito peculiar.

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