Sábado, 21 Julho, 2018

APHEX TWIN Selected Ambient Works 85-92 2LP R&S

€ 26,50 2LP (2018 reissue) R & S

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Aphex Twin fundou tantos sons mais tarde recorrentes, formou tanta gente na maneira punk como criou música, comparável, em outra escala, à influência dos Sex Pistols na formação de bandas. Aphex mostrou a muita gente que se podia fazer o que se quisesse, como se quisesse, sem sair do quarto. De um lado ao outro do espectro, sentimental e aéreo em “Ageispolis”, aquático em “Schottkey 7th Path”, Ácido Maior, breakbeat já na antecipação de uma escola IDM e – atrevemo-nos – trip hop; futurista e easy listening. “Actium” poderia ter sido gravado hoje e ia directo para um disco da L.I.E.S., com “Green Calx”. “Hedphelym” desce do futuro, daquela cidade nas nuvens que às vezes imaginamos, apresenta a tradicional ambiência pacífica de Aphex e, inevitavelmente, remete para os videos digitais da era rave. Demasiado importante para não ser lembrado em qualquer altura, não precisa de pretexto.

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Sexta-feira, 6 Março, 2015

LUST 864: MARCO RODRIGUES


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

6.3.2015
CRESCIMENTO ZERO
por MARCO RODRIGUES

Não tenho filhos (crianças) mas sou filho.

Vejo nos olhos dos meus pais, sempre que volto a Portugal, um terror escondido,
de que possa ser esta a última vez que nos vemos. Isto sem grandes motivos e contra todos os sinais.
Para o progenitor haverão poucas coisas que importem mais que a sobrevivência de um filho,
sobretudo quando se sente mais ou menos impotente.
Deve mexer completamente com o seu instinto de auto-preservação – o “self” passa a ser a unidade com a sua cria, suponho.

Um filho é um filho, pensam eles. Uma pessoa que carrega o teu DNA em frente, ou um protegido,
alguém que te leve nos pensamentos para o futuro, para que testemunhes o fim dos tempos.
Não conseguiste ser tudo o que querias, tiveste que te abandonar algures para sobreviver,
ou não foste ainda tão feliz quanto gostavas – não ofereceste ao mundo o que imaginaste que ias oferecer mas continuas,
correndo “nas veias” ou nos pensamentos do teu resultado-protegido.
Um dia vamos todos estar “lá”, na Avalon eterna de crescimento zero e sem propriedade, a curtir a praia,
redimidos pela continuidade que temos que sacudir todos os dias para que não nos esmague.
O fim dos tempos, no entanto, só existe agora, claro.

Um disco pode ser um filho, mais ou menos.
Um registo do teu higher-self ou do teu não-eu akáshico, ocêanico e momentâneo-eterno – sim, eu acredito.
É uma prova de que não foste sempre sempre um idiota egoísta e rasteiro,
que passas (muito) mais de metade do teu tempo a pensar se vais mesmo fazer a renda dia 20 ou não.
Abandonaste o teu eu durante umas horas e a prova está ali! Mesmo que toda a gente ache que esse disco é uma merda!
Não interessa porque às vezes somos todos, colectivamente, uma merda, mesmo mesmo,
e uns anos depois, se calhar, já é a melhor coisa de sempre – é improvável, tem calma.

—–

marco rodrigues grava como photonz, agora sozinho, antes com o miguel evaristo. photonz é parte da nossa história, da flur e nossa, pessoal, há 10 anos. tempos doidos, os da dissident, onde editaram 3 discos mesmo mesmo na altura em que a editora era, vista daqui, a mais quente do mundo.
era a l.i.e.s. antes da l.i.e.s.
depois criaram a one eyed jacks, só bombas portuguesas num núcleo crescente de dedicação ao deus que interessa. mais próximo ainda de nós, photonz ajudaram a tornar possível a editora príncipe e praticamente inauguraram o catálogo, e agora agora estão a editar pela crème, lá do olimpo.
uma rota justa dá resultados justos. “gnosis of wolfers” sai para a semana,
está quase a chegar a nós.



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Quinta-feira, 5 Março, 2015

MARTIN HANNETT & STEVE HOPKINS The Invisible Girls CD

€ 14,50 € 12,50 CD Factory Benelux

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Onze anos é muito tempo. Compilar o trabalho realizado por Martin Hannett e Steve Hopkins (The Invisible Girls) nesse período de tempo é contar também um bocado da história da música pop, sobretudo a britânica, daquele período. Este “The Invisible Girls” é um disco virtualmente pop, os sons que ouvimos (o disco é maioritariamente instrumental) são reflexos de sons que se ouviam nos discos desta altura. Virtualmente porque há um cunho de experiência nesta música (muita dela nunca antes editada), ressonâncias do trabalho que os dois iam gravando em estúdio, fossem experiências sem grande direcção (mas que metem na linha tanta coisa do género que se faz agora dentro do mesmo campeonato), música para bandas sonoras e trabalhos com outros músicos. 74 minutos auditivamente enciclopédicos, sem uma direcção precisa, nós descobrimos a nossa pelo nosso historial, pelo que conhecemos e, porque não, pelo que gostamos.

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Quinta-feira, 5 Março, 2015

V/A POGO: Um Ajuste De Contas Com O Futuro LIVRO

€ 33,00 LIVRO Pogo Teatro

432 páginas, 20cm x 28,5cm.

Pogo Teatro escreve:

“O livro, com 432 páginas, documenta e articula os 20 anos de existência artística do Pogo. Começando por dedicar-se ao café-teatro e ao teatro tout court, experimentou-se depois em formato televisivo, no cinema, na performance, na música experimental, nas artes plásticas e no happening — mas nunca à vez. Foi pioneiro em Portugal da utilização cénica do video; fez do cruzamento de formas e de linguagens a sua matriz de intervenção artística. Seria caso para dizer que nunca abandonou a sua especificidade, excepto em que, se alguma teve (além da que decorre de não ter nenhuma), nunca foi realmente proprietário dela.
Além de acompanhar a história do Pogo, o livro contém, para lá dos textos completos ou parciais dos seus espectáculos, escrita original com incidência no percurso, nos temas e na época artística abrangida: escrevem, entre os de dentro e os de fora (se isto existe), Fernando Fadigas, Francisco Luís Parreira, João Garcia Miguel, João Urbano, Paulo Carmona, Pedro Cabral Santo, Ricardo Batalheiro e Ruy Otero. Inclui também um caderno especial, com textos inéditos, dedicado ao escritor António Pocinho, colaborador do grupo, entretanto falecido.”


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Quarta-feira, 4 Março, 2015

ANTHONY NAPLES Body Pill LP

€ 16,50 € 14,50 LP Text

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Anthony Naples é chefe na Proibito Records, o selo que anda a par da Mister Saturday Night, The Trilogy Tapes e L.I.E.S., por exemplo, em captura dos tempos no que concerne ao cruzamento entre música de dança e sons electrónicos mais proibidos na pista de dança. “Body Pill” não é directo, “Ris” até soa meio synth pop, depois de afastada a neblina inicial (mas é para lá que regressa); “Abrazo” está em linha com algo mais cósmico na Future Times; “Changes” parece uma faixa de Omar-S à espera de se desenrolar. Muito para prender a atenção, aqui, incluindo uma espécie de balada dubstep em “Used To Be”. Four Tet sabe exactamente o que arrisca ao trazer Anthony Naples para a Text. Desde logo, abre o contexto da editora habitualmente em círculo à volta das suas próprias produções e, sem dúvida, com “Body Pill”, segura uma posição no Lado Negro que, cremos nós, não tinha conseguido até aqui.

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Quarta-feira, 4 Março, 2015

THE WIRE #373 (March 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

Se o casal na fotografia de capa tem, na parede, o “Songs Of Love And Lust” de Chris & Cosey, é porque são mesmo eles. Carter Tutti, nova era. Vemos sofá, gatos, ídolos, livros, objectos artísticos e uma kitchenette. Seguimos a linha desde Throbbing Gristle até ao amor entre Carter e Tutti num período pós-Genesis P-Orridge, continuamos por reencarnações até ao bang do Presente. Noutra zona, Sleaford Mods são os convidados na Invisible Jukebox. Mostram-lhes, entre outras coisas, Huggy Bear, the Fall (claro!) e Wu-Tang Clan. Nas margens, fala-se de um filme sobre a estação de rádio WFMU, sobre a editora de cassetes Sacred Tapes, Mumdance, relatório na Cidade do México; artigos sobre Cecil McBee e Steve Coleman; lemos sobre um concerto de Inga Copeland, Alvin Curran escolhe uma capa e Alan Warner passou-se com um set ao vivo de Peter Brötzmann. O resto, e é sempre muito, precisa de mais tempo para ser lido e absorvido.


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Terça-feira, 3 Março, 2015

LEVON VINCENT s/t 4LP

€ 38,95 4LP Novel Sound

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A edição do disco é logo um programa assente nas declarações que Levon Vincent tem deixado no facebook, contra os ratos aproveitadores e o sistema que os alimenta. De resto, tudo amor, sabe quem leu essas palavras todas. E é um álbum na Novel Sound, depois de oito maxis sem falha. Quatro discos, neste álbum, sempre o mínimo de artifício (a capa é a tracklist em letra manual). A primeira abordagem parece cinzenta, álbum fechado e meio granítico, mas isso acontece na pressa de consumir tudo num instante para podermos começar a comentar com alguém, quando escutamos apenas clips de som. Outra coisa é sentar para ouvir como deve ser, e então o álbum abre completamente para nós. A única faixa realmente própria para um bunker alemão (Levon vive em Berlim) é “Junkies On Hermann Street”, usa a expressão metálica industrial de algum techno e uma nuvem de drama por cima. “Phantom Power” pega também na cultura industrial mas isola estrategicamente uma linha de baixo, máximo resultado. No contraste está talvez “Launch Ramp To The Sky”, assente num compasso de marimba enquanto ascende. Não sabemos bem como explicar, mas o álbum transmite personalidade e honestidade, tanto quanto conseguimos captar no meio das mil coisas suspeitas que ouvimos todas as semanas. Confiança no homem, na sua produção, confiança assim também no presente e, quem sabe, no futuro. Techno para sempre.

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Terça-feira, 24 Fevereiro, 2015

2AMFM Doomsday Initiative I 12″

€ 15,95 12″ Nation

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Titãs do ácido / jakbeat unem forças outras vez: J.T.C. e D’Marc Cantu numa série apocalíptica da Nation, “banda sonora para o fim do mundo”. Cautela na preparação, tal como a CNN prometeu, logo no início, estar a transmitir em directo quando o fim do mundo acontecesse. Não é novidade na Nation, cada disco é um mini-manifesto de contrariedade e peso na alma. Mesmo assim, este primeiro número termina num tom mais aberto e quase esperançoso, em “Omnibus”, até a mandar aquela proximidade com Bobby Konders no acompanhamento de flauta. A voz por baixo, bem lá em baixo, essa podia ser Skinny Puppy :D Onde é que ficamos?


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