Quinta-feira, 26 Março, 2015

VAKULA A Voyage To Arcturus 2CD / 3LP

€ 19,50 2CD Leleka

€ 39,95 3LP Leleka

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LELEKA006CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA006CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA006CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA006CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA006CD-5.mp3]

O âmbito deste álbum parece demasiado grandioso para nos relacionarmos superficialmente com ele. Inspirado pelo romance de David Lindsay com o mesmo título, publicado em 1920, atravessa a narrativa, fantasia sobre ela, ilustra-a e, assim, puxa para 2015 a ideia entretanto esquecida do álbum conceptual, popular no circuito progressivo dos 70s e geralmente campo de exercício do virtuosismo dos músicos na época em que um solo de guitarra ou de sintetizador garantiam entrada num tipo particular de aristocracia. Vakula recorre a músicos, sim, e a música, em “A Voyage To Arcturus”, não distrai da narrativa ou da nossa capacidade de formar imagens, antes entusiasma essa capacidade. O desenho na capa lembra algo próximo do “Planeta Selvagem”, a música vagueia entre a Terra e o Espaço, entre Ralph Lundsten e deep house, jazz, psicadelia e excursões cósmicas. Diferente do que conhecemos de Vakula? Sim e não. Ele próprio já havia confessado cansaço com a música de dança e este álbum é, definitivamente, a prova de que o produtor de origem ucraniana alcança bem mais longe. Comparável talvez a Kuniyuki na abrangência e musicalidade, Vakula coloca-se agora num patamar bem elevado. Sem termos lido ainda o livro, “A Voyage To Arcturus” parece adequar-se bem à passagem do personagem principal por paisagens fantásticas e às preocupações do autor com questões de sentido para a vida e origem do universo. Não existem temas mais importantes, na perspectiva do indivíduo. Enquanto álbum, não nos parece que se oiça outro comparável no restante de 2015. Anacrónico no melhor sentido possível do termo.

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Sexta-feira, 13 Março, 2015

LUST 865: SABRE


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

13.3.2015
AIR LOOM CONTINUUM
por SABRE

James Tilly Matthews foi um comerciante de chá galês
com ligações aos Girondinos e assombrado por conspirações,
que, apesar da bizarria do seu carácter e das suas declarações, teria sido apagado da história,
não fosse também um dos primeiros casos documentados de esquizofrenia.
Afirmava que perto do sanatório de Bethlem onde foi internado,
um grupo de espiões tinha criado uma máquina chamada de Air Loom,
cujos raios emitidos tinham o poder de influenciar os pensamentos e as tomadas de decisão
– neste caso nos meandros da espionagem política.

Partindo do simbolismo desta criação e assumindo uma certa paranóia benigna,
não é descabido pensar como ao longo da história muita da cultura
e da sua aceitação/compreensão/percepção tem sido alvo de vários Air Looms.
Obviamente que a música não é uma excepção,
e deixando de lado as condições socio-político-geográficas-etc de influências normais na construção cultural,
não deixam de existir factores fantasma que elevam algumas ideias a torrentes de atenção
mais ou menos inexplicáveis e com efeitos tendencialmente perniciosos.

A rádio terá tido um poder imenso – nunca esquecer o ‘War of the Worlds’ –
e as ondas electromagnéticas tão depressa criaram uma british invasion
quanto alguns anos antes trataram de mostrar aos míudos ingleses os blues vindos dos Estados Unidos.
Mas seria o advento da rádio pirata o verdadeiro Air Loom beatífico,
dando espaço ao Jungle ou ao Grime para se propagarem na clandestinidade.
Nos tempos áureos da MTV falava-se com exagero numa lavagem cerebral.
O trve underground vs mainstream de um mundo onde a ‘La Isla Bonita’ e a ‘Punisher’
não podiam coexistir harmoniosamente – podem, claro.
O raio catódico enquanto veículo de transmissão maquiavélico?

A Internet viria apenas a acentuar toda esta difusão,
espraiando a máquina de influência em todas as direcções –
e onde a ausência de filtros eficazes é uma realidade.
Ainda assim, no meio desse vortex caótico vão-se escapando algumas tendências mais perenes
– aplicadas ao quão efémeras todas estas coisas são actualmente, entenda-se –
através de um alinhamento nebuloso da parte de alguns canais para a criação de uma narrativa precoce.
Daqui a alguns anos talvez se olhe com algum desdém
para a hegemonia do techno mais ruidoso e bovino destes últimos tempos,
com as suas peças verdadeiramente relevantes a perderem-se num miasma de discos subpar.
Até lá, é ir tentando separar o trigo do (muito) joio, talvez.

—–

como sabre, foi em 2013 que bruno silva e carlos nascimento entraram com força no circuito de música de dança. activos neste século com outros projectos como ondness, osso ou ghoak, não há nada de novato neles. os maxis na wt e na tasteful nudes reforçaram a presença de lisboa no movimento global que, por estes dias, já não tem bem um nome, atinge a maturidade algures entre disco, house e restos de bass. “morning worship” saiu agora na clone / royal oak, mais um pé bem fincado na zona mais interessante do circuito.



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Quinta-feira, 12 Março, 2015

KEIJI HAINO, PETER BRÖTZMANN, JIM O’ROURKE Two City Blues 2 CD

€ 15,50 € 13,50 CD Trost

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TR128-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR128-2.mp3]

A Trost, de Viena, vai sendo cada vez mais uma editora de jazz a seguir com atenção: reedições valiosas, vinil raro e originais valentes. A primeira edição deste ano vem dos arquivos perdidos de alguém: 2010, Novembro, dia 23, em Tóquio, Jim O’Rourke, Peter Brotzmann e Keiji Haino juntaram-se em trio e, valha-nos isso, alguém gravou o resultado do encontro – digam mal dos discos, digam. “Two City Blues 2” começa com alguma respiração, mas assim que Haino diz o que tem a dizer, outra ordem impõe-se entre os três músicos. Mas, contrariamente ao esperado, grande parte do concerto reduz ataques e ouvem-se atmosferas e ambientes, com entradas e saídas sorrateiras, sem que Brotzmann nunca descanse – uma pausa sua significa o fim. E “Two City Blues 2″ parece ser tanto de busca como de fé intuitiva: e esse podia ser o bonito resumo deste encontro de titãs.

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Quarta-feira, 11 Março, 2015

DEDICATION FOR PROJECT 01 CDR

€ 6,95 Ed. de Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DEDICATION01-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DEDICATION01-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DEDICATION01-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DEDICATION01-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DEDICATION01-5.mp3]

De Sérgio Faria já conhecíamos Die Von Brau, cujas edições temos sempre que ele nos traz (têm sido edições cuidadas de autor), mesmo quando vivia em Londres e arranjava forma de as fazer chegar. Há uns tempos falou-nos de um novo projecto, este Dedication For Project, em que procura espaços mais ambientais, próximos – até – de William Basinski. Este “01” deixa bem evidente essa referência e a procura desses lugares, principalmente porque há um certo registo de antecipação que nos é familiar e com o qual estabelecemos logo uma ligação com o músico norte-americano. São pouco mais de cinquenta minutos de uma experiência que resulta bem, que por vezes é capaz de nos criar uma certa ansiedade (há uma sensação de que a qualquer momento tudo se pode elevar, mas nunca acontece), mas uma ansiedade boa, por via do acompanhamento mental e físico que fazemos desta peça.

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Quarta-feira, 11 Março, 2015

DJ FETT BURGER Pogo / Kaosfield 12″

€ 9,95 12″ Mongo Fett

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MONGOFETT101-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MONGOFETT101-2.mp3]

Fett Burger desvia-se do caminho Sex Tags UFO para abrir uma nova coisa, a Mongo Fett. Não que houvesse regras, mas “Pogo” e “Kaosfield” parecem. de facto, estar noutra linha em relação às produções, ainda que variadas, que conhecemos. A linha de baixo elástica em “Kaosfield”, as congas, os efeitos e o beat quebrado podiam nas calmas ser obra da Noid, Idjut Boys. Tem todo o impacto dos melhores discos da Noid e, até, da Session (dos Chicken Lips), Nuphonic (aqueles mesmo bons!) e contribui para complicar o espectro de som habitualmente mais funcional no circuito de Disco para dançar. Soa bastante clássico, estranho como Bjorn Torske quando grava como Krisp. “Pogo” parece sempre em sentido descendente, isto é, a sua linha de baixo parece. Coisas para dizer do princípio ao fim, é uma espécie de versão experimental do que seria um edit, circula uma atmosfera tensa sem cessar e, tal como “Kaosfield”, soa de outro mundo, bastante sintético, não-humano, como um possível contacto com uma civilização de fora do globo.

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Sexta-feira, 6 Março, 2015

ROMARE Projections CD / 2LP

€ 14,95 CD Ninja Tune

€ 22,95 2LP Ninja Tune

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZENCD218-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD218-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD218-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD218-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD218-5.mp3]

Conhecemos Romare com os dois maxis na Black Acre e desde logo ficámos impressionados pela sonoridade única que impunha no cenário dos beats britânicos dos últimos cinco anos. Há um lado romântico na forma como Romare condiciona os samples que tornam o seu som num objecto distante do seu tempo: não por estar deslocado, mas porque é música com uma fibra que nos leva para outro tempo. E esse é o lado romântico, o facto de imaginarmos outros cenários, outras pessoas, outras roupas, a dançarem esta música de Romare que dificilmente poderia ter sido feita noutra altura que não agora. Tem sido comparado a muitos discos de referência (“Endtroducing” de DJ Shadow), ideia precoce, mas que faz sentido por afinidade. “Projections” tem o mesmo tipo de transversalidade e de oportunismo do presente que “Endtroducing” tinha. Se conhecem os maxis na Black Acre, “Projections” é uma variação clássica de muitas ideias que povoavam aqueles temas. Mais controlado – ou contido -, certinho, mas com o mesmo nível de abstração e uma direcção mais visível e certeira. Ainda para mais é um disco absurdamente charmoso. Acho que nunca dissemos tal coisa. Mas é mesmo assim.

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Quinta-feira, 5 Março, 2015

OREN AMBARCHI Live Knots CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD PAN

€ 25,95 2LP PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN53-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN53-2.mp3]

“Knots” foi a peça central do inspirado álbum “Audience Of One”, que saiu em 2012 na Touch. Sem grande dedução, “Live Knots” refere-se a esse tema mas num contexto de concerto. Neste caso, duas versões, ambas em duo com Joe Talia: “Tokyo Knots” vem da capital japonesa, em 2013, e quase nos faz lembrar uma versão quase-rock de Necks, com Talia a manter o suspense no seu frenético e hipnotizante ataque aos címbalos para, a meio caminho, explodir perante a descarga eléctrica de Ambarchi; “Krakow Knots” gravado, claro, em Cracóvia, também em 2013, duplica o tempo de “Knots” e acrescenta-lhe um ocaso belíssimo graças ao poder das cordas da Sinfonietta Cracovia, liderada por Eyvind Kang em viola. Duas versões bem diferentes, mas também muito próximas, de um dos momentos dourados de Ambarchi. Tem sido difícil seguir tudo o que faz, mas há momentos, como este, em que convém mesmo não deixar de lado. Estreia feliz do neo-zelandês na PAN porque “Live Knots” é soberbo.

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Quarta-feira, 4 Março, 2015

FD Two Timer 12″

€ 8,50 12″ Yore

[audio:http://www.flur.pt/mp3/YORE008LTD-1.mp3]

Flavio Diners tem gravado como Ugly Drums, sobretudo, mas, já com as iniciais FD, “Two Timer” saiu em 2011 com 150 cópias disponíveis apenas. A Yore torna a disponibilizar o disco para uma nova oportunidade nas pistas 4 anos mais tarde, num cenário que já não é o mesmo. Edit em carga lenta, repete uma voz arranhada como motivo de groove e abre-a para um cântico espiritual como a soul clássica que certamente foi buscar para inspiração. Toda a arte, neste edit, está na repetição da voz, no modo como é cortada, no jogo entre a contenção da batida, sempre lenta, a voz bem expressiva e o constante afundar e ressurgir da emoção. 8 minutos de repetição hipnótica para se perder a noção de tempo enquanto se dança. Limitado e em vinil branco.

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Terça-feira, 3 Março, 2015

MIND FAIR CD / LP

€ 16,95 CD Golf Channel

€ 24,95 LP Golf Channel

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL029-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL029-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL029-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL029-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CHANNEL029-5.mp3]

Dean Meredith fez um longo caminho desde Bizarre Inc, no fecho dos 80s, um dos nomes associados ao estabelecimento da cultura de dança no Reino Unido depois do boom acid house em 88. Entrámos no seu barco com os Chicken Lips e Big Two Hundred e, agora, Mind Fair parece ser o principal nome sob o qual grava música, com Ben Shenton. O álbum é claramente obra de alguém com um percurso natural e longo na história da música de dança, sendo que aí se inclui também todo o rock relevante para o groove. O álbum não se estende no tempo, mas antes segura de forma magistral cada faixa num ambiente que lhe é próprio. Os arranjos são ricos, as referências também, imaginem algo como os Genf (álbum na Compost em 1997) e Fujiya Miyagi com muito mais liberdade, ideias mais fantásticas e uma capacidade sólida para as fixar em disco. Podemos chamar-lhe quase todos os nomes: Disco, electro, baleárico, africano, latino, cósmico, psicadélico, e estamos só a atirar nomes para o ar sem que isso, de facto, esteja à altura do resultado que se ouve. Magnífico – e discreto – álbum.

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Terça-feira, 10 Fevereiro, 2015

EMIKA Klavírní CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Emika

€ 21,50 € 19,50 LP Emika

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMKCD01-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD01-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD01-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD01-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD01-5.mp3]

Os seus anos e os seus discos na Ninja Tune, não deixaram saudade, mas verdade seja dita, a atitude de Emika sempre intrigou. Parecia, no fundo, uma carta óbvia mas fora do seu baralho. A necessidade de fazer coisas, digamos, diferentes, leva-a a precisar de construir o próprio laboratório para ter o que pretende. Depois de “Dva” oferecer alguns temas em piano solo por download, “Klavírní” assume a continuação dessa oferta criando um álbum inteiro que parece nascer de um capricho. Emika não é uma exímia pianista, e os seus temas não descobrem novas galáxias, mas há uma honestidade e foco tremendos nas suas composições, e um fio condutor – todos os temas chamam-se “Dilo”, seguidos de uma numeração – que nunca abandona uma audição. Leos Janacek parece pairar pela inspiração de Emika (a República Checa conta com 50% da sua naturalidade), com nocturnos, repletos de pesadas sombras, em permanente rodopio sobre si próprios. “Klavírní” é um disco estranho; porque quase tudo o que ouvimos vem formatado e vamos perdendo a capacidade de ver peças toscas que nos obrigam a perder preconceitos. Ouçam e vejam do que são capazes: não é todos os dias que somos confrontados deste modo.

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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

BUDDHA MACHINE 5 EMISSOR

€ 19,50 EMISSOR Buddha Machine 5 (branco) FM3

€ 19,50 EMISSOR Buddha Machine 5 (preto) FM3

ESGOTADO / SOLD OUT

Temos dito isto repetidamente, porque qualquer record merece que seja referido inúmeras vezes: juntando todas as encarnações da Buddha Machine, o número total de vendas na Flur bate qualquer outro disco. Pode ser estranho que o disco mais vendido na nossa loja não seja um disco, mas a Buddha Machine é também um disco, apenas noutro formato. Os seus loops nascem da mente de Christiaan Virant e Zhang Jian, dois pioneiros da electrónica chinesa, e esta quinta geração oferece-nos nove novos temas retirados das canções de “Ting Shuo”, o álbum mais recente da dupla Virant/Jian – ou seja, FM3. Quem ainda guarda as primeiras versões vai perceber que o acabamento tem vindo a melhor e essa novidade começa logo no toque: mais macio, bem longe do plástico das outras máquinas. Com pitch, volume e line out – a ligação a uma aparelhagem é altamente recomendável, tal como recolhermo-nos sem qualquer PA -, esta continua a ser uma das ideias mais simples e brilhantes dos últimos anos. Depois das cores, há o preto e o branco, para facilitar escolha e devolver alguma serenidade a esta caixinha. Mergulhar nestas músicas infinitas é ainda algo de muito especial.


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Quarta-feira, 24 Dezembro, 2014

NU-WORLD A Bran Nu-World 12″

€ 8,00 12″  Tom-Tom Club (TTC005)

Exemplar original de 1992 em excelente estado! / Original 1992 release. EXC

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6X5kyxcqQkE?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Se escutaram o clip acima (“We Three Strings Mix”) captaram a forte ligação com Disco que esta malha tem. É um exemplo extremamente feliz (literalmente feliz), em 1992, da continuidade entre Disco e House. As cordas oferecem o contraponto perfeito para o beat sintético, há uma linha de baixo por cima da linha de baixo, para aumentar ainda mais o sorriso, o piano reforça tudo, há claps que provocam arrepios; mais á frente, um sintetizador a sugar tudo para cima e são 9 minutos de magnífica suspensão no tempo, num lugar privilegiado que nos permite, de facto, observar como um género se transmutou em outro com total coerência e objectividade, aproveitando do passado os sons correctos para a transmissão da mensagem. Os 23 anos que passaram desde que o disco foi editado nada significam. Esta música é de agora, e este agora é sempre.

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