Quinta-feira, 25 Junho, 2015

DJ NIGGA FOX Noite E Dia 12″

€ 9,95 12″ Príncipe

[audio:http://www.flur.pt/mp3/P009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/P009-4.mp3]

REPRESS, same artwork but not hand-painted!

Jornalistas de música com muitos anos de profissão voltam a dizer que não sabem de onde isto vem. “Noite E Dia” traz Nigga Fox ao outro lado de um ano de 2014 absolutamente incrível. “Um Ano”! Por esta altura reconhecemos melhor algumas partes mecânicas da construção sónica de Rogério Brandão, a sua assinatura, aquilo que faz com que a sua produção, a uma escala global, seja única e reconhecível. O processamento que faz do techno e dos sons africanos que preenchem a sua corrente sanguínea resulta num híbrido que espanta sempre. Música directa, com todos os elementos a trabalharem para o movimento mas também para despertar circuitos cerebrais que possam estar mais relaxados. “Um Ano” e “Apocalipsiii” são clássicos no seu som, transportam o ADN que chegou ao mundo com o EP “O Meu Estilo”, contribuem para uma nova cultura rave que ele inaugurou com esse EP. E “Tio Kiala”, de onde vem? No nosso quadro desenhamos setas, círculos e escrevemos nomes para chegar a um enquadramento histórico onde tem de entrar Aphex Twin da fase “Windowlicker”, Squarepusher, trance de estádio, kuduro, ácido, breakbeat clássico (UK), techno do Omen, e são as coisas que o nosso conhecimento abarca. A malha estende-se por mais de 5 minutos, alegre nas suas variações, no modo como alterna a propulsão irresistível e as quebras. “Será que essas colunas vão aguentar? Se queimar… eu não tenho nada a ver.” Para o fim, “De Leve” nem sequer é leve, desfila uma bateria de samba em câmera-lenta com bombos de grande orquestra; há um fio elástico melancólico que nos vai comunicando como sentir. A certa altura a ressonância é industrial e o mesmo “Oh!” que aparece em “Um Ano” serve aqui para pontuar uma cadência inteiramente diferente. Tudo isto é estranho e tudo isto é nosso, de cá :)

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Sexta-feira, 20 Março, 2015

LUST 867: DE LOS MIEDOS


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

20.3.2015
A HISTÓRIA EM QUE A MÚSICA NOS TRAI
por DE LOS MIEDOS

Lá vem ela de um instrumento para um disco, de um disco para uma rádio
e por ai vai ela aparecendo de forma a nos apercebemos da sua existência.
Por vezes vem despercebida e não lhe damos a devida atenção,
mas ela passa por todos e devora os mais atentos!
Fartamo-nos de uma, trocamo-la por outra,
ela também não faz mais nada se não ir ter com outros!

Os filmes que ela faz, as Histórias que ela conta.
Uns ficam apaixonados, outros viciados, até há quem fique triste.
É assim, ela vem cheia de vida e sentimentos.
Mesmo quando morremos ela fica cá e continua a ir ter com todos.

Pessoalmente não me lembro de a ter conhecido,
não sei de onde veio mas agora também faz parte de mim.
Uma noite em que saímos juntos apercebi-me de como ela andava com todos,
no bar com uns, na casa de banho com outros,
na pista de dança então era uma verdadeira orgia.
Havia quem não gostasse e tinha de ir ter com ela a outro lugar.
Para os que ficavam ela comia-os a todos.

No final ainda se sentou ao meu lado no carro e veio comigo para casa.
E isto foi apenas um episódio de umas horas.

Se formos ver no dia a dia o número de pessoas
com quem ela está por breves minutos é infinito.
Por uma estação de rádio,
pela quantidade de discos em que ela é gravada, e ainda é paga.
Já nem entendo se ela é uma puta, se ela é o quê!?
Chamam-na de Música.

—–

de los miedos entrou forte no fascínio pelos beats e melodias do médio oriente,
no qual se inclui a turquia. enquanto dj, procurava os sons exóticos que rockassem as gentes e, como não é muito fácil sustentar essa orientação apenas com o que existe no mercado, o passo lógico seria tratar ele próprio de produzir os discos que queria ouvir e tocar. de los miedos foi à fonte, entrou em contacto directo com músicos turcos
e passou a ter um canal aberto pelo seu entusiasmo e dedicação. dois discos de edits seus, com os originais a serem fornecidos “em mão”, e um terceiro, agora uma colectânea,
que só não chega esta semana porque a impressão da capa não correu bem. o primeiro esgotou, o segundo praticamente. empreendedorismo? é uma palavra inventada à pressa.
isto é um trabalho de amor.



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Quinta-feira, 19 Março, 2015

CARIBOU VIBRATION ENSEMBLE CVE Live 2011 LP

€ 31,50 € 28,95 MLP + poster Caribou Vibration Ensemble

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Na tournée de 2011 Caribou não esteve sozinho em palco. Resumindo ao essencial, este disco de edição limitada corta três pedaços relevantes gravados em Ghent (dois deles) e em Londres com Kieran Hebden (Four Tet), James Holden e uma lista de nomes para nós desconhecidos mas que formam a banda que Caribou montou para estes shows. A natureza expansiva da música de Dan Snaith encontra o seu verdadeiro elemento no tempo que as apresentações ao vivo permitem para que as faixas possam brilhar de forma inteiramente diferente. Um comentário no Bandcamp refere que essa pessoa não tinha gostado nada de “Sun” no álbum “Swim” e que aqui soa 1000x melhor! De facto, a música cresce e desenvolve-se em modo pop a passar para kraut antes de quebrar e renascer como uma espécie de Klaus Schulze em anfetaminas, até onde o tecido do céu permite esticar. Antes, “Ahmed, Colin, James, Kieran, Kyle, Rob & Steve” atravessa a mesma auto-estrada kraut para uma inflamação intensa em free jazz que termina sob chuva estática. É talvez “bowls” que mais próximo se encontra do “formato de estúdio” de Caribou, mas isso não torna a música menos expansiva ou ambiciosa. Ela cresce e transforma-se, passa por momentos de metamorfose dub, abre e prossegue para tocar o público entretanto já hipnotizado.

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Quinta-feira, 19 Março, 2015

PETER GORDON Symphony 5 CD / LP

€ 15,50 € 10,95 CD Foom

€ 21,50 € 18,95 LP Foom

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Peter Gordon continua a ser uma sombra, desconhecida por muitos, mas nos últimos anos, por alguém inesperado, o seu nome reapareceu à tona de uma cena que, em boa verdade, já não existe. “Symphony In Four Movements” é a sua primeira obra, feita no coração de Nova Iorque, em plena Kitchen, em 1976. A banda incluía Laurie Anderson, Philip Glass, Rhys Chatham e Arthur Russell – impressionante, não é? Este choque de personalidades servia uma música também ela cheia de encontros e desencontros, misturando disco, jazz, pop e electrónica num pacote experimental excitante e de ruptura. Peter Gordon começava a montar a sua banda, cada vez maior, à qual chamou Love Of Life Orchestra, e com a qual tocava em clubes de rock numa altura em que a electricidade estava no ar em Nova Iorque. Acabaria por ser James Murphy a recuperar Peter Gordon numa FabricLiveMix e reeditando a sua música na DFA. “Symphony 5″ é Peter Gordon a reconduzir o projecto de uma vida, refinado por quase 40 anos de uma visão sonora única. Voltam alguns cúmplices do antigamente, numa orquestra de 11 músicos que abraçam o jazz e a composição recusando o novo milénio, fazendo curvas inesperadas sem nunca derraparem um milímetro. Há mais geometria neste velho Peter Gordon, que elimina e simplifica algumas coisas, mas com a devida atenção há muita música sabida nestas partituras – alguém com este currículo só podia mostrar o que sabe, mas poucos o fariam de modo tão subtil.

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Quinta-feira, 19 Março, 2015

ATELJE Meditation LP

€ 27,95 LP Atelje

Gravado em Gotemburgo em 2014, esgotado no final do ano, de volta em 2015 para uma merecida vida mais longa. Tem vagueado à margem do circuito habitual de distribuição que alimenta o mercado, e assim nos chega directamente da fonte. O tema de abertura revela a origem: Dan Lissvik era dos Studio, banda que nos aqueceu durante muito tempo com o álbum “West Coast” em 2007. Em “Meditation” reconhece-se o mesmo material orgânico, agora sem voz, que sustentava a identidade da banda. Numa colina verde encontram-se Young Marble Giants (oiçam o baixo em “Spiral”), The Durutti Column e Dan Lissvik de vez em quando com sonhos pop. A beleza simples da música toma facilmente conta do ambiente, desdobra um céu por cima de nós e o disco culmina com “Awake”, a tradicional mensagem de despertar para quem se interessa pela manutenção de uma ligação às coisas, por oposição à alienação. Mas é divertido observar (e sentir) como todo o disco parece promover essa alienação. No entanto, não faz mais do que oferecer bons minutos de pausa. Não é uma alternativa e sim um complemento. Mantém o pulso cósmico que aprendemos a receber da Escandinávia e, nesse processo, toca uma fonte universal de melodia e groove. Atelje parece alguém feliz a tocar o que gosta de tocar. Isso é contagioso.

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Terça-feira, 17 Março, 2015

JAAK JÜRISSON s/t LP

€ 15,50 LP Frotee

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De uma fonte estranha brotou Uku Kuut, na Estónia, por entre as brumas dos 80s e, porque não admiti-lo, dos 90s. Raul Saaremets (Ajukaja), também Maria Minerva (há menos tempo) e, ainda sob domínio soviético, Jaak Jürisson tocava com a sua banda Kontor, descrita como “partially a joke band”. O presente LP reúne gravações a solo mais tardias, de 1990, que o próprio músico não contextualiza muito bem, alegando até que nem se lembra de viver na Estónia nessa altura. Ele refere, no entanto, que tanto quanto sabe, poderão ter sido gravadas como demonstração de um Korg que comprou então. O que temos aqui? Som intemporal clássico, entre música de elevador, sonhos MIDI, smooth jazz, uma versão plástica da realidade fabricada através dos presets das máquinas. Há uma enorme beleza para descobrir mesmo no centro deste oceano de normalidade, de melodias genéricas. Damos um passo atrás para observar melhor, e aquilo que parecia normal torna-se bizarro, automático, quase robótico (um pouco à semelhança, embora de forma mais pausada, do que Frank Zappa fez em “Jazz From Hell”), futurista e até um pouco perturbante como no som de bar de hotel que “Korduvalt” exprime de forma tão clara. Lembram-se de “Groundhog Day” com Bill Murray? Então, este LP garante um acordar fresco, todas as manhãs, sempre ali na esquina entre as décadas de 80 e 90, uma e outra e outra vez. Muito estranho. Nas graças de figuras eminentes do som de praia como Andras Fox, Len Leise e Moonboots.

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Sábado, 14 Março, 2015

JOVONN Goldtones CD / 2LP

€ 14,95 CD Clone Classic Cuts

€ 17,50 2LP Clone Classic Cuts

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A partir de Nova Iorque (ele é de Brooklyn), Jovonn acrescentou matéria importante à história da house. A editora Goldtone não passou para a segunda metade da década de 90 mas os poucos discos que editou justificam plenamente a atenção que Jovonn recebe agora da Clone. Com uma vibração diferente da house de Chicago, esta música acontece de uma forma talvez mais musical. Sons de flauta e orgão eram frequentes na cena house nova-iorquina. Aqui ouvem-se sobretudo em “Flutes” e “Don’t Wanna Let U Go”. Depois, “Crying Strings” é uma espécie de exemplo 100% deep house, enquanto “Back To House” assenta quase no oposto: beats e quebras sólidos, atmosfera viva, kick carismático, digno do Sound Factory, um som gordo e vivo que DJ Nature, por exemplo, transportou eficazmente até ao presente. Esta compilação mostra clássicos do princípio ao fim, naquele estado perfeito de dormência em que não se distingue a cabeça da pista de dança. As mensagens (as poucas partes vocais) são nocturnas num bom sentido construtivo. “Everyone’s feeling good”. Ao conseguir isso, a música está a dispensar outros recursos mais complicados.

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Sábado, 14 Março, 2015

LEON VYNEHALL Music For The Uninvited CD / 2LP

€ 14,50 CD 3024

€ 18,50 2LP 3024

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Leon Vynehall é um dos novos nomes a surgirem na house britânica e rapidamente deu nas vistas com este “Music For The Uninvited”, que chegou agora finalmente em CD, depois de o termos em vinil há uns tempos. Logo a abrir, com “Inside The Deku Tree”, sentimos algo de diferente, há uma fluência e uma versatilidade narrativa e de confluência de géneros/sons que abrem o álbum para uma experiência agradável. Os beats são desenvoltos e desenvolvem camadas sonoras que se vão tornando diversificadas ao longo de cada tema. Nunca se fica por uma ideia ou por respeito a uma estrutura, há claramente a intenção de dar alguma profundidade ao som enquanto equaliza todas as ideias que vão brotando à medida que cada beat cai. Faz lembrar uma harmonia perfeita entre Floating Points e os primeiros Flying Lotus.

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Sábado, 14 Março, 2015

PHOTONZ Gnosis Of Wolfers 12″

€ 9,50 12″ Crème Organization

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CREME12-81-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREME12-81-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREME12-81-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREME12-81-4.mp3]

Photonz na Crème só parece verdadeiramente surpreendente para quem chega agora. O percurso desde a primeira edição em 2006, passando pela trilogia na Dissident (2008-2009), ligação à nascença da editora Príncipe, ganha corpo impossível de ignorar, já quase nem olhando para o outro lado. Neste maxi, Photonz (agora apenas Marco Rodrigues) manda reconhecimento a Danny Wolfers (Legowelt), figura grande do panteão da música electrónica neste século. Discutivelmente, “Gnosis Of Wolfers”, todo o disco, é a expressão mais completa da produção de Photonz que já ouvimos. Tem o mesmo sangue mas o comando das energias e a capacidade de aguentar camadas mais complexas estão a um nível bárbaro de afinação. Todo o conhecimento de História, contexto, ética, som e filosofia é aplicado correctamente em “Gnosis Of Wolfers”. Vida longa e próspera.

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Sexta-feira, 13 Março, 2015

THE AUTOMATICS GROUP Summer Mix 2LP

€ 23,50 2LP The Death Of Rave

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Nestes anos que já levamos a falar da The Death Of Rave uma coisa tem ficado clara: esta irmã da Boomkat não se limita ao conceito de The Death Of Rave, apesar disso ter transparecido nos primeiros lançamentos (Mark Leckey e Powell). É, sim, um fluxo contínuo de ideias à margem, não necessariamente marginais, mas exploratórias da forma como hoje encaramos a nostalgia e, principalmente, a forma como a nossa memória refaz tudo aquilo de que nos lembramos de outros tempos. O 12” homónimo de Powell foi uma excelente concretização desse conceito, apresentando música nova com bases demarcadas dos anos 1980, de um rock e das suas ondas amigas que Powell não teve possibilidade de ouvir na altura, mas que depois conheceu e fez a tal tradução. É possível que não estivéssemos aqui – ou estávamos, de outra forma completamente diferente – sem Leyland Kirby, responsável em segunda mão pelo nome desta editora. Falamos de Kirby porque este disco de The Automatics Group vive à base dessa destruição dos chamados “hinos da dança” de outros tempos e de uma reconstrução absolutamente maníaca desses sons: ao ponto de desfazer esse esqueleto. Já vimos Lee Gamble a fazê-lo recentemente, por isso este “Summer Mix” nem é novidade em segunda mão, mas é um disco igualmente bem concretizado na linha de Gamble. Disco ambiental, todo ele feito de estímulos: seja da nossa memória, seja da forma como reconstruímos todo o processo de cada tema, ao ouvir e a ler o que está para além deste novo esqueleto. Soberbo. Não esperávamos ouvir outro disco que mexesse tanto connosco quanto “Diversions 1994-1996” de Lee Gamble.

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Sexta-feira, 13 Março, 2015

KERRIDGE Always Offended Never Ashamed 2LP

€ 21,50 2LP Contort

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1 segundo no disco e somos logo levados para o industrial. 3 segundos e cai um som de guitarra e somos rapidamente transportados para algo que poderia ter saído dos Sunn o))) se decidissem entrar naquela coisa que se chama fusão. Mas Kerridge não faz fusão aqui, constrói uma abrasiva variação do industrial que renasceu com a Hospital nos últimos anos e leva-nos para territórios que estão algo próximos da Nova Iorque pós no-wave. Faz igualmente lembrar uns Sightings dos primeiros discos, embora com um corpo menos rock e mais ligado à electrónica, mas a estrutura de construção/desconstrução está toda aqui, com um piscar de olho aos Kluster e uma sucessão de memórias dos Sunn o))). E essa parte, digamos, mais rock/metal, faz toda a diferença neste “Always Offended Never Ashamed”, torna-se assim num objecto absolutamente fresco quando julgávamos que já estávamos cansados do industrial. A onda regressa. E regressa em 2015 com grande força.

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Sexta-feira, 13 Março, 2015

THE POP GROUP Citizen Zombie CD / LP

€ 14,50 CD Freaks R Us

€ 27,50 LP + large poster Freaks R Us

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Apenas o terceiro álbum de originais em sabemos lá quantos anos de actividade. Esta é a banda que declarou “We Are All Prostitutes” e, uns 36 anos mais tarde, vê “Citizen Zombie” no século XXI. A voz de Mark Stewart, afogada em efeitos, não parece um minuto mais idosa em relação aos clássicos. “Shadow Child” talvez trace a linha mais directa para o coração pulsante do som de 1979, mas o álbum é seguro por um lote de canções de protesto encabeçadas por “Mad Truth”, single indiscutível se tem de haver um. “Nations” junta, de alguma forma, Cabaret Voltaire e Chumbawamba; noutros sítios há sempre dub, distorção, flirt com uma espécie de rock pesado (“St Outrageous”), as típicas terminações alongadas de frases por parte de Mark Stewart; no meio da tormenta, ouvimos também uma certa doçura, por exemplo, no piano de “Age Of Miracles”, que abre para para canção pop como se fossem os tempos da geração pop NME em 1986 mas com um filtro de desajuste para distorcer e deturpar a fórmula original e nunca nunca soar normal. “Echelon”, a terminar o álbum, convoca Nick Cave à terra num lamento melancólico: “I can dream, can’t i?” Muita coisa ainda por resolver e Pop Group estão cá de novo para ajudar a que isso não seja esquecido.

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Quinta-feira, 12 Março, 2015

DJ MARFOX Revolução 2005-2008 CD

€ 10,95 CD NOS Discos

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Marfox apanhou, com muito respeito, a dica de DJ Nervoso, mas ele próprio iniciou a sua dinastia desde os tempos dos DJs Di Guetto e da lendária compilação que lançaram no primeiro dia de escola em 2006. Trabalhador incansável e com sentido de direcção (“Eu Sei Quem Sou” é o título do seu primeiro EP na Príncipe, em 2011), ele agiu também muito como agregador de talentos, entre os quais vários que conhecemos agora na Príncipe (Maboku, Lilocox, Firmeza, etc.). “Revolução” mostra o jovem produtor dos 17 aos 20 anos, em aperfeiçoamento de batidas e na escuta da voz interior que traduz tudo aquilo de excitante que ouvia pelas mãos de Nervoso e da corrente que chega de Angola, sobretudo. Batidas transcontinentais que, nesta fase apesar de tudo ainda formativa, tinham que culminar, para efeitos de retrospectiva, em “A Própria”, mega bomba de festa, muito ouvida e muito tocada, co-produzida a meias com DJ Nervoso. Especial carinho também pelo tarraxo sempre narcótico, aqui representado por “Sem Fronteiras”, e ainda a – esta sim – revolução em cadência de house que é “5 da Manhã”. História que nos orgulha. Vaai!

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Terça-feira, 3 Março, 2015

BRENDA RAY D’Ya Hear Me: Naffi Years 1979-83 CD

€ 12,95 CD EM Records

OUVIR / LISTEN:
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Merseyside, não muito longe de Liverpool, numa época em que boa parte de Inglaterra tinha bandas, editoras, gravava música, fazia barulho e contribuia de alguma maneira para um dos períodos mais férteis na música popular. Naffi Sandwich era uma dessas bandas, um caldeirão de influências que saiam do jazz e disparavam pelo punk, reggae e dub, só para deixar aqui algumas dicas mais claras ao ouvido. De certa forma semelhante ao som dos 49 Americans, o que este álbum oferece chega até próximo de “Camino Del Sol” (antecede-o, na verdade), mas a riqueza de soluções encontradas ultrapassa em muito o que Antena gravaram. Transgressão e poucas regras, mas no relato que acompanha o disco, Brenda Ray menciona um polícia que bate à janela do estúdio apenas para dizer que estava a gostar, “continuem!”, quando se pensava que o barulho que estavam a fazer ia ser motivo de zanga. Naffi andaram a tocar com Holly Johnson (Frankie Goes To Hollywood) e muito do resto que é sumarento podem ler no referido texto. A música soa livre, divertida, consequente, muito chegada ao dub, essa maravilhosa matéria moldável. As canções nesta retrospectiva fazem parte de um inesquecível legado pop britânico, ainda um exemplo, um farol, um marco e um tapete voador para fora da “normalidade”, ou “mornalidade”. Krazee music.

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Quinta-feira, 19 Fevereiro, 2015

TÉTÉMA Geocidal CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Ipecac

€ 21,50 € 20,50 LP Ipecac

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“Cafeína sonora injectada directamente nos globos oculares”. É assim, sem grandes subtilezas, que a Ipecac vende o novo projecto de Mike Patton – em duo com Anthony Pateras. “Geocidal” foi gravado em metade do planeta e questiona-se sobre as divisões geográficas que existem ou deixaram de existir no nosso mundo. Também é verdade que nos injecta algum medo disto tudo, até porque “Geocidal” oferece-nos a solução. Inteligente, não é? E como a solução se quer global, há mesmo uma visão abrangente, como se quisesse sintetizar algumas das energias vitais do mundo que nos rodeia. Tribal, rock, modern classical, misterioso, assustador ou encantador, “Geocidal” explode em referências e humores, deixando-nos encarregues de seguir o trilho de migalhas e ligar os pontos que fazem sentido. Talvez por isso a narrativa é às vezes confusa e nem sempre parece fazer sentido. Mas a lógica dos tetema choca claramente com a lógica de tudo o resto que interessa destruir para erguer de novo. Para quem se recusa ir na viagem, “Geocidal” tem ainda a generosidade de nos oferecer alguma da música mais surpreendente da jornada. Contudo, a sua verdadeira potência vem da viagem total. Sim, talvez seja poderosa cafeína sonora.

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Quarta-feira, 24 Dezembro, 2014

POWELL 11-14 2CD

€ 17,50 € 13,50 2CD Diagonal

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É quase embaraçoso dizê-lo mas é absolutamente lamentável como só escrevemos sobre este disco quase três meses depois de o termos recebido pela primeira vez. É como é, recebemos, esgotou, meteram-se outro tipo de obrigações pelo meio e só recentemente voltámos a recebê-lo. Esta compilação de Powell reúne todo o seu material editado até então. É, de certa forma, um dos discos mais importantes a saírem do Reino Unido nos últimos meses. Powell é uma força vigorosa numa certa cena de dança/electrónica que reina actualmente, o que o torna tão especial é a forma como procura tão pouco de novo naquilo que faz bem, apenas tenta construir mais e melhor dentro de um som que escolheu para si mesmo. É possível que mude (Powell está nessa idade), mas ter tido a experiência de ouvir os seus maxis à medida que foram saído foram uma das melhores satisfações dos últimos anos. A progressão nem sempre foi positiva, mas era positivo sentir que Powell ganhou uma certa obsessão em aperfeiçoar aquilo que se afeiçoou a fazer. Alguns temas poderiam não ser tão marcantes, mas formalmente e tecnicamente estavam cada vez melhores. Mais do mesmo não é mau quando se anda para a frente, ou quando se sabe aquilo que se faz. Powell reuniu as duas coisas nestes seus primeiros anos de carreira. Coisa rara. E agora está tudo enfiado numa edição em CD absolutamente obrigatória: aqui estão alguns dos melhores temas produzidos naquela ilha nos últimos cinco anos.

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