Sexta-feira, 27 Março, 2015

LUST 868: GUILHERME GONÇALVES


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

27.3.2015
Hz
por GUILHERME GONÇALVES

A minha vida mudou muito nestes últimos meses.
Disco novo, emprego novo, casa nova, amor novo, música nova…
Sem dar por isso abandonei vícios, costumes e músicas antigas.
Talvez tenha sido por causa disso que de repente
me vejo rodeado por uma corrente de novidades constantes!
Sejam elas boas ou más!
Continuo a ter grande carinho por todos os meus vícios,
costumes e músicas passadas…
Fazem parte da minha vida e ajudaram a construir a pessoa que sou hoje!
Seja isso o que for…
Sinto que de alguma maneira se fecha um ciclo e se começa um novo…
Nem que seja pela sensação da chegada da Primavera!

CLICHÉ: A vida é feita de ciclos!

Morre-se para se nascer de novo,
faz-se para deitar abaixo e fazer outra vez…
Andamos aqui todos no Samsara!
A cena é que… cada vez que se nasce de novo,
parece que se nasce melhor!
Com mais pica! Mais fulgor! Menos Ego!
Mais paixão!
Nasce-se mais maduro talvez…

Frequência é a grandeza que indica o número de ciclos
que ocorrem num determinado intervalo de tempo.
A sua unidade é o Hertz (Hz).
É difícil de medir com que frequência
as pessoas renascem ao longo da sua vida…
Cada um tem o seu ritmo…
É mais fácil medir e observar alguns ciclos do Planeta…
o ciclo das estações… os ciclos da Lua…
É ainda mais fácil medirmos o espectro sonoro,
o espectro da luz ou as nossas ondas cerebrais…
Talvez ainda seja mais fácil estabelecer uma relação entre isto tudo
e concluir que somos todos feitos de frequências, ciclos, som e luz…

“One Hot Minute dos Red Hot Chilli Peppers” foi editado em 1995…
faz em Setembro deste ano 20 anos…
Foi um disco que fez parte da minha pré-adolescência…
tinha 11 anos quando o ouvi pela primeira vez.
A título de curiosidade fui ouvi-lo agora…
e por incrível que pareça ainda me relaciono e gosto daquela música!
Somos todos feitos de ciclos, frequências e blá blá blá…
Mas há mesmo coisas que nunca mudam.

—–

conhecemos o guilherme de muitas andanças e vocês também: ex-guitarrista dos gala drop, músico que se esconde atrás do nome coclea, técnico de som de músicos de quem gostamos, produtor de músicas de que gostamos. finalmente há nova música dele e podem ler lá para baixo o que dizemos sobre o novo álbum. demos-lhe espaço para mais coisas
e o guilherme ofereceu-nos um pedaço vintage de si, de 1995.



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Quinta-feira, 26 Março, 2015

SIR RICHARD BISHOP Tangiers Sessions CD / LP / CASSETE

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 14,95 LP Drag City

€ 8,50 € 7,50 CASSETE Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC618-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC618-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC618-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC618-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC618-5.mp3]

Na sua carreira, Sir Richard Bishop tem sempre mostrado sinais de um virtuosismo bom e uma procura contínua de novos sons, novos horizontes, que as suas guitarras pudessem tocar. A guitarra de “Tangier Sessions” foi adquirida na Suíça e é um objecto, diz-se, raro. Tal como noutros momentos – noutros discos – Bishop entrega o seu estilo, a sua forma de tocar, o seu virtuosismo (que é uma palavra que estranhamente lhe fica bem), a ideias onde explora sons, culturas, ou simplesmente uma fixação que é simples na sua raiz mas que depois complexifica quando toca. A música de Bishop registada em disco vem sempre carregada com uma seriedade que não revela a sua personalidade ao vivo (basta vê-lo uma vez para perceber como é tudo muito mais relaxado do que parece). “Tangier Sessions” não é um disco com sons de Tânger, simplesmente foi gravado lá, é sim uma obra com sete novas canções registadas nessa guitarra e com um som bastante límpido e uma composição mais transparente e libertária do que aquilo que poderíamos ouvir na maior parte da sua discografia dos últimos cinco anos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

PUBLIC SERVICE BROADCASTING The Race For Space CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Test Card

€ 24,50 € 21,50 LP Test Card

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Serviço público, corrida para o espaço, tudo certo. Os Public Service Broadcasting pegaram em material de arquivo do BFI com gravações dos norte-americanos e dos soviéticos durante 1957-1972 para gravarem este “The Race For Space”. É uma forma de ouvir a história, de certa forma este disco é quase uma imaginação cuidada de sons em volta das imagens que todos guardamos desses tiros para o espaço. Além da guitarra e da electrónica do duo, o fio narrativo de cada canção é traçado por vozes dos postos de comando, indicações por vezes aborrecidas, mas com aqueles efeitos e aquelas vozes reconhecíveis que já ouvimos em documentários ou reportagens sobre estas viagens ao espaço. O resultado anda muito próximo de algumas coisa da Thrill Jockey de finais do século passado, um misto de pós-rock, melodia e er… serviço público? A nostalgia dos sons de arquivo dão um bom brilho a tudo o resto que se passa à volta.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

VAKULA A Voyage To Arcturus 2CD / 3LP

€ 19,50 2CD Leleka

€ 39,95 3LP Leleka

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O âmbito deste álbum parece demasiado grandioso para nos relacionarmos superficialmente com ele. Inspirado pelo romance de David Lindsay com o mesmo título, publicado em 1920, atravessa a narrativa, fantasia sobre ela, ilustra-a e, assim, puxa para 2015 a ideia entretanto esquecida do álbum conceptual, popular no circuito progressivo dos 70s e geralmente campo de exercício do virtuosismo dos músicos na época em que um solo de guitarra ou de sintetizador garantiam entrada num tipo particular de aristocracia. Vakula recorre a músicos, sim, e a música, em “A Voyage To Arcturus”, não distrai da narrativa ou da nossa capacidade de formar imagens, antes entusiasma essa capacidade. O desenho na capa lembra algo próximo do “Planeta Selvagem”, a música vagueia entre a Terra e o Espaço, entre Ralph Lundsten e deep house, jazz, psicadelia e excursões cósmicas. Diferente do que conhecemos de Vakula? Sim e não. Ele próprio já havia confessado cansaço com a música de dança e este álbum é, definitivamente, a prova de que o produtor de origem ucraniana alcança bem mais longe. Comparável talvez a Kuniyuki na abrangência e musicalidade, Vakula coloca-se agora num patamar bem elevado. Sem termos lido ainda o livro, “A Voyage To Arcturus” parece adequar-se bem à passagem do personagem principal por paisagens fantásticas e às preocupações do autor com questões de sentido para a vida e origem do universo. Não existem temas mais importantes, na perspectiva do indivíduo. Enquanto álbum, não nos parece que se oiça outro comparável no restante de 2015. Anacrónico no melhor sentido possível do termo.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

ARTHUR Dreams And Images CD / LP

€ 16,50 € 13,95 CD Light In The Attic

€ 24,50 € 21,50 LP Light In The Attic

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Arthur é mais um daqueles artistas que a Light In The Attic edita e que não deixaram grande rasto. Contudo é mais fácil de construir uma história – verdadeira – em volta de Arthur Lee Harper do que como aconteceu com Lewis há uns meses. “Dreams And Images” é o primeiro de dois álbuns de Arthur (o outro chama-se “Love Is The Revolution”), editado na LHI de Lee Hazelwood. Arthur desligou-se da música para se dedicar ao cristianismo e à família (e com um óptimo, mas triste, ponto final na sua história, faleceu de ataque de coração no dia em que a sua mulher morreu num acidente de viação), provavelmente desencantado com o mundo em seu redor e a dificuldade de afirmar a sua música ingénua, infantil, sem qualquer maldade. A voz e a guitarra de Arthur podem-nos remeter para algum psicadelismo seu contemporâneo, mas percebe-se a dificuldade de enquadrar-se – e até de encontrar apaixonados em grande escala pela sua música – na sociedade em que viveu. A ingenuidade de Arthur é desarmante, há uma solidão demasiado permanente na sua voz e uma timidez que é um pouco intimidatória e, se calhar, até contrastante com o acto de fazer música. Arthur parece desconfortável a cantar, mas é um desconforto que entra com vigor na música e que torna este “Dreams And Images” (título perfeito) ainda mais mágico. É um disco de outro mundo.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

NISENNENMONDAI N’ EP MLP

€ 17,50 € 14,95 MLP Blast First Petite

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Com uma letrinha apenas, “N” foi finalmente o álbum que colocou as japonesas Nisennenmondai na cena do lado de cá do globo. Foram 40 minutos fulgurantes, com um pequeno motor a impor um rigor relojoeiro a uma bateria, uma guitarra e um baixo num estado de graça geométrico. Os momentos que se seguiram foram os tradicionais quando ouvimos um disco fantástico: muita exposição, óptimas críticas, listas do ano e um circuito de concertos que mostrou como toda a máquina era feita. Para quem as viu em concerto, o rigor das suas actuações tira a respiração – a nós, sobretudo. “N” não teve companhia em vinil, para desgosto de muitos, mas agora há uma espécie de compensação: “N’” – notem a diferença – recupera dois dos temas e manda-os para estúdio, supostamente para serem refeitos depois da digressão errática que o trio teve um pouco por todo o mundo. A máquina continua a funcionar, com ligeiras mudanças na velocidade, e tudo o resto continua a gravitar num Espaço muito bonito para se viver. Nem que seja por 20 minutos – que nunca parecem 20 minutos. Em cheio, mais uma vez.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

NISENNENMONDAY N CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-3.mp3]

Em 2008 e 2009 vibrámos muito com as edições ocidentais que a Smalltown Supersound lançou, mas depois de “Destination Tokyo” achámos que o trio tinha terminado, dada a falta de notícias. Mas o mundo é ainda um local muito extenso para sabermos o que se passa em todo o lado e agora percebemos que estas japonesas que deram o nome do “erro informático do ano 2000″ ao seu grupo estão vivas. E eis mais uma ajuda ocidental: é a Blast First Petite que agora edita o seu mais recente álbum, “N”, que vem de 2013, e podemos já assentar esta letra na lista dos melhores do ano. E a novidade qual é? A suprema economia de recursos sonoros e a magistral concentração técnica. Três mulheres japonesas em delírio kraut, geomético e cósmico, miminal com resultados maximais, com um plano de ataque perfeito que nunca dá espaço nem tempo para evitarmos a armadilha. “N” tem 40 minutos, que nunca parecem 40 minutos, e podiam ser 400, ouvidos em contínuo, até haver uma catástrofe que nos impeça de prosseguir a audição. Um valente chapéu tirado às Nisennenmondai.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

JEFF BUCKLEY It’s Not Too Late 2CD

€ 18,50 € 14,95 2CD F.M.I.C.

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Foi uma curta passagem por este mundo, mas Jeff Buckley deixou-a bem vincada entre a sombra do seu pai e um “Grace” que irá resistir ao tempo como poucos álbuns. Pouco mais há para além da sua estreia e o que sobra por aí são esboços e tentativas de um segundo álbum que nunca existiu – o que não impediu que fossem editados esses fragmentos. Nesta altura já pouco haverá para esgravatar, mas ainda existem surpresas, mesmo quando estas não mostram grandes novidades. Mas a interpretação emotiva de Jeff Buckley fez sempre com que os seus temas a solo tivessem a marca do momento. Esta compilação é obviamente destinada a quem conhece, e bem, “Grace” e as suas escapatórias, embora haja espaço para gostarmos deste duplo por aquilo que tem, apesar de haver alturas em que desejamos uma melhor fidelidade sonora. Contudo, temos um retrato fiel de Jeff Buckley, antes e depois de “Grace”, entre 1992 e 1995, a solo e com banda, a percorrer algumas rádios norte-americanas com as suas pérolas. Para além da música, muitas entrevistas que enriquecem, inesperadamente, este disco, e constroem um pouco a personalidade (visível) de Jeff Buckley para cada um de nós. Uma bonita viagem, claro.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

JAN ST. WERNER Miscontinuum Album: Fiepblatter Catalogue #3 CD

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 22,50 € 18,95 LP Thrill Jockey

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Só muito recentemente é que Jan St. Werner começou a assumir o seu nome nos discos, acompanhando o seu projecto paralelo Lithops que nasceu em 1998 na Moikai de Jim O’Rourke. Nem um, nem outro, chegam, contudo, aos calcanhares da notoriedade de Mouse On Mars, com Andy Toma, mas isso não quer dizer absolutamente nada. Este novo álbum a solo não é bem um álbum, nem é bem a solo. Esta ópera electrónica (e peça radiofónica) – não vão embora já, por favor – é feita para fechar a série “Fiepblatter” e esmaga os seus anteriores capítulos. Sobre o tempo e memória, e a sua percepção e manipulação, St. Werner intromete-se na nossa cabeça durante quase uma hora e meia de uma torrente fantástica de sons e colisões, ganhando uma espécie de terceira dimensão com três colaboradores que fazem e marcam a diferença: Markus Popp continua a ser um dos arquitectos da música electrónica mais eloquentes destas décadas, deixando um rasto de sons em labirintos que só podem ter a sua mão. E as vozes da “ópera”: Kathy Alberici e Taigen Kawabe, este dos Bo Ningen, são os fantasmas terrenos que nos constroem o corpo orgânico de “Miscontinnum”. Dos vários andamentos, o óbvio destaque vai para “Cervo”, “Schwazade” e “Amazonas”, onde está praticamente uma hora desta obra, e onde sentimos o total arrebatamento por estas vagas esmagadoras de som, deixando-nos perdidos no tempo. Há muito que não ouvíamos algo assim tão detalhado mas imponente, tão belo mas rude, tão forte mas delicado. Um disco essencial para quem acha que isto pode ser importante para si. Fantástico.

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

CYCLOBE Wounded Galaxies Tap At The Window CD

€ 15,50 € 13,95 CD Phantomcode

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Finalmente, o sucessor de “The Visitors”. Ou seja, nove longuíssimos anos depois da grande expectativa, há mais música para ouvirmos de um dos projectos mais desafiantes que andam por estas paragens. Ossian Brown e Stephen Thrower, unidos pela irmandade Coil, comungam os princípios de John Balance mas professam outros objectivos, mais telúricos e identificáveis. Ainda assim, um vento cósmico sopra por entre estas músicas, mesmo quando é de rituais terrenos e corpos de carne e sangue que eles falam. Como sempre, o que nos deixa conquistados é sentir a invenção de um nova linguagem folk sem paternidade geográfica, onde aos poucos nos vamos sentindo cada vez mais incluídos e atraídos. De um lado, Thrower, hábil na construção de bandas sonoras (no amplo sentido do “género”); do outro, Brown, um alquimista de ambientes – o que ouvimos é o casamento perfeito das suas artes num momento de composição ultra-detalhado, raro, raríssimo. “Wounded Galaxies” não defrauda em nada aquilo que queríamos dos Cyclobe, passado tanto tempo e criada tanta expectativa. Tudo parece mais rico, mais fulgurante, mais simbólico, mais fora deste mundo. Pode passar ao lado de muita gente, mas este duo (alargado) é autor de alguma da mais incrível música destes dias e merece sair um pouco da gaveta Coil por onde ainda muita gente o coloca. Rezemos para não ficarmos outros 9 anos à espera de mais. Fabuloso!

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

THE WIRE #374 (April 2015) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

A nova Wire, de Abril, tem na capa Holly Herndon mas é outra coisa que se destaca: mais um volume – o 37.º!!! – da série Tapper, que eles chamam de “antologia de música underground”, colado na primeira página. Lá dentro, no disco, vêm 20 faixas e uma delas é do Riccardo Dillon Wanke que acabou de editar na Three:Four o seu novo álbum. Já o temos cá, mas ainda não falámos sobre ele – não há pressa. Voltamos então a Holly Herndon, que tem novo álbum, agora na grande 4AD – quem diria. Na secção Invisible Jukebox estão os terroristas Lightning Bolt – de volta também com novo álbum – que também temos e falamos sobre ele para a semana. Moondog faz 100 anos para o ano que vem, mas a Wire começa já a explicar, no seu detalhado Primer, quem foi esta personagem enigmática de Nova Iorque. Das críticas, destaque a Liturgy, Jeff Bridges, Model 500, Erase Errata e John Wiese. E ficou meia revista para explicar: secções pequenas, críticas a livros, exposições, concertos e muitos anúncios entusiasmantes.


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Quinta-feira, 26 Março, 2015

COCLEA Coclea CD

€ 9,95 CD Shhpuma

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Coclea é o projecto clássico de Guilherme Gonçalves, que esteve numa formação anterior de Gala Drop e tocava com Pedro Magina como June. Talvez seja a memória de June, mais do que Gala Drop, que nos aproxima imediatamente deste disco. A tendência house expansiva e simultaneamente calma de June transporta-nos para Coclea, em 2015, mas sem qualquer beat para propulsão. É um trabalho de guitarra, as suas camadas melódicas e rítmicas, os efeitos escolhidos, a oferecerem contemplação. Com a cabeça sempre na busca de pontos de contacto, a vibração pacífica da música neste CD recorda-nos a sensação de ouvir “In The Skies” de Peter Green e achar que se poderia continuar por período indefinido em mergulho de profundidade. É um disco pausado, pouco adornado (isso resulta maravilhosamante), segue a brisa e quem ouve segue junto.

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Terça-feira, 24 Março, 2015

WOLF MÜLLER Balztanz 12″

12″ (2015 repress) Themes For Great Cities

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É tudo matéria orgânica. Mesmo que um dos títulos se traduza para “Magia”, os restantes são “Dança Das Plantas”, “Vegetação Densa” e o título, claro: “Dança de Acasalamento”. Seria meio vago e talvez pretensioso se a música não fosse também orgânica, ritual, física. Este é para quem sente o compasso do ritmo como uma segunda pele, para os fãs de bateria, fãs de jams lentas, de floresta, de groove metronómico. Se alguém se lembra de Yolanda, na Sex Tags, isto é directo. É como uma banda em transe a procurar iluminação pela contenção. Psych, em certo sentido. É um disco de paixão pelo natural, coroado, mesmo no fim, pelo saque artificial de JTC a transformar “Dickicht” numa caminhada ácida, uma voz mecânica (lembra Cabaret Voltaire do início), sinais de alarme dramáticos. É como uma transição directa da floresta para piso sintético entre muros. Que disco.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

BOBBY BEAUSOLEIL Lucifer Rising Suite 4CD

€ 28,50 € 22,95 4CD The Ajna Offensive

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A edição em vinil atingiu-nos há uns anos como um relâmpago: inesperado, intenso mas tão depressa apareceu como desapareceu. Foi por isso com alguma alegria que voltamos a ver a obra “Lucifer Rising” na sua íntegra, agora em digital, juntando toda a música que Bobby Beausoleil compôs para o filme que imortalizou Kenneth Anger. Conheceram-se durante o mítico festival Invisible Circus e o realizador não hesitou em escolhê-lo para protagonizar o seu lúcifer. O músico aceitou entrar no filme se pudesse também escrever a sua banda sonora. Assim foi, em 1967, quando a obra começou, até aos anos 70 com diversas fases da sua produção atribulada, incluindo a parte musical. Esta é, portanto, a primeira edição da versão integral em CD, com devida atenção tecnológica (remasterização), quase três horas de música, e uma lição à versão do Jimmy Page. Nada nos garante que esta caixinha sobreviva muito ao tempo, por isso, não hesitem: quatro discos de história muito peculiar.

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