Segunda-feira, 11 Maio, 2015

PERE UBU The Pere Ubu Moon Unit CD

€ 15,50 € 11,50 CD Fire Records

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Algures neste site falamos dos Wire e da sua longevidade, dos vários momentos de génio que ajudaram a criar o nome que hoje têm. Mas nada interessa – para nós – quando são apenas os anos que se contam. Interessam as obras, as grandes obras, que nos fazem pensar continuamente que os velhos é que sabem disto tudo. Experiência, sim. David Thomas é um desses grandes, grandes nomes do rock, desde há muito. Temos estando muito atentos ao que os seus Pere Ubu vão fazendo e os seus dois últimos álbuns provam tudo o que estamos a tentar dizer aqui. Este “Moon Unit” nasce da ressaca do fantástico “Carnival Of Souls” e da digressão que o mostrou. Na verdade, é uma nova falsa-banda, feita para evitar as bandas de suporte que David Thomas, no seu estilo irascível, sempre detestou. Como é habitual nestas coisas de concertos, são 30 minutos apenas, que antecedem os “verdadeiros” Pere Ubu, onde improviso e novas canções e estruturas vão aparecendo à tona do momento. Sim, tão à frente quanto isso. Não sabemos como um plano destes oferece música assim, mas a verdade é que estes cinco temas mostram uma riqueza tremenda de soluções sónicas a um projecto que já está bem lá no topo. David Thomas é uma permanente surpresa!

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

EKKEHARD EHLERS Betrieb CD

€ 15,50 € 12,50 CD Human Ear Music

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Ano 2000, na viragem do século, um disco da Mille Plateaux. Foram muitos os álbuns importantes que o selo alemão editou – está defunta e desaparecida sem grandes elegias; reapareceu por outras mãos em anos recentes, sem grande sucesso -, e passados todos estes anos, eis o momento da reavaliação e eis as reedições. Tímidas, como convém, para que a recuperação não ultrapasse o fenómeno. “Betrieb” é o primeiro álbum de Ekkehard Ehlers, membro dos Autopoises com Sebastian Meissner – “La Vie À Noir” é outro disco Mille Plateaux que merecia uma nova vida – e März com Albrecht Kunze, para além de activar o ritmo com o nome Auch – bons discos na Force Inc, também. Pouco recebido na altura, hoje ouve-se “Betrieb” com o mesmo fascínio de então: loops mutantes hipnóticos de Arnold Schönberg e Charles Ives lançados à nossa imaginação, criando uma névoa fantasmagórica onde não nos conseguimos orientar. Talvez tenha sido um OVNI há 15 anos, mas ouve-se agora com outro contexto, perfeitamente enquadrado em muita da música que hoje ouvimos, muito mais acessível e universal do que suporíamos então. É esta democracia sonora que também se celebra em “Betrieb”. O resto é para nos deleitarmos com este mundo desconectado do nosso. Ainda um óptimo e revelador álbum. Bem-vindo, de novo.

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

DEATH N.E.W. CD / CASSETE

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 8,50 € 7,50 CASSETE Drag City

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Os Death são mais um daqueles casos em que as reedições dão uma nova vida a bandas esquecidas: em qualquer tempo, até naquele que existiram. Ao longo dos últimos anos a Drag City tem-nos dado a conhecer o material antigo dos Death, “… For the Whole World To See” ainda é um das nossas reedições de rock preferidas dos últimos dez anos e um excelente farol para situarmos as margens do punk e do rock de uma cidade como Detroit. “N.E.W.” é, como o nome indica, o primeiro álbum que gravam desde 1976, e soa tão aguerrido e cheio de alma como as gravações mais antigas que ouvimos deste trio. Canções como “Relief” e “Ressurrection” (título mais do que apropriado) são exemplos primários de como não perderam aquela energia que nos fez cair por eles.

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

CARTER TUTTI Carter Tutti Plays Chris & Cosey CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Conspiracy International

€ 23,50 2LP Conspiracy International

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É normal pensarmos que Chris Carter e Cosey Fanni Tutti ficarão para a história como Chris & Cosey – voltamos a chamar a atenção para as reedições em LP de parte do seu catálogo; têm sido muito procuradas por aqui -, mas em 2015 esta é uma verdade algo frágil – o que é uma óptima novidade. Recordemos os fantásticos concertos como X-TG, e o fantástico disco “Desertshore / The Final Report” – que ainda temos na Flur; já só em formato 2CD, também limitado e quase a esgotarmos as últimas cópias – e, mais recentemente, a surpresa Carter Tutti Void, em que a dupla se juntou a Nik Void dos Factory Floor. De repente, um sopro de vitalidade que apetece encerrar de vez o livro Chris & Cosey e investir as fichas todas neste novo techno mutante que com Void parece abraçar o novo milénio com um entusiasmo raro. Mas porque pessoas interessantes têm ideias interessantes – e, na maioria das vezes, ideias mais interessantes que as nossas -, Chris e Cosey unem os dois mundos, confrontando-os. Helás! Novas versões de canções Chris & Cosey que ganham o tal ângulo novo, actualizado, sem que nada da herança se perca – como podia, se tudo conflui para as mesmas mentes criadoras. Músculo e máquinas em alegre simbiose que parecem trazer os anos 80 e 90 sem qualquer mácula para esta segunda década do ano 2000. Quem sabe, sabe.

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

ARIEL PINK Early Live Recordings 2CD

€ 17,50 € 14,50 2CD Human Ear

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A Human Ear tem-nos dado a conhecer uma catálogo menos óbvio de Ariel Pink. Depois de “Trash & Burn” chega-nos agora este “Early Live Recordings” que nos mostra, como o nome indica, gravações ao vivo de um Ariel Pink já distante, de finais dos anos 1990 e do início deste século. Quem conhece algum do material mais antigo de Ariel Pink sabe que o que distancia, principalmente, o músico de ontem de do de agora é uma questão de definição. Definição de som, sobretudo, mas também de meios ao seu dispor. Ariel começou por gravar imenso material num registo caseiro, num oito-pistas, onde recriava os sons de alguns instrumentos de formas algo inimagináveis. Mas foi esse seu começar e a criação dessas melodias através desses parcos meios que serviram de esqueleto para muitas das suas canções posteriores. Serviram também para começar a criar universo único na pop do século XXI. E o que é mais incrível é que conseguimos ouvir até “Pom Pom” aqui. Não é óbvio, mas para quem já está dentro do universo de Ariel Pink estas coisas tornam-se possíveis.

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Sexta-feira, 8 Maio, 2015

LUST 874: RUI MAIA


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

8.5.2015
VIAGEM
por RUI MAIA

Fico sempre reticente quando tenho que viajar.
Sinto realmente um calafrio quando penso que tenho de fazê-lo.
À partida tenho vontade de não ficar longe da minha base,
mas estranhamente, quando me encontro em plena viagem
ou mesmo uns dias fora de casa,
observo e procuro inspiração em tudo.
Sou um tipo estranho que pensa que não gosta de viajar
mas todo este processo funciona como uma balança para mim.
O mundo ‘lá fora’ vs. mundo ‘cá dentro’,
a boa rotina vs. o desconhecido.
No fundo adoro viajar,
mas também adoro o ‘meu universo’ e tudo o que o rodeia.
Posso afirmar que também gosto de viajar mentalmente.
Imagino-me em diferentes locais,
a absorver outras culturas ou a partilhar ideias.

Durante uma viagem pelos Estados Unidos
em tour com a minha banda X-Wife,
tive a ideia de formar um projecto de música de dança de nome Mirror People.
Tudo foi pensado e idealizado naquelas poucas horas.
O nome pareceu-me perfeito,
o ambiente musical pareceu-me um bom ponto de partida.
As viagens foram percorridas
e as minhas ideias foram sendo moldadas e aperfeiçoadas –
5 anos depois e após edição de vários EP’s em algumas editoras que me orgulho
- eis que chega o momento do meu álbum de estreia.

“Voyager” é o título perfeito para a situação.

Além das colaborações espalhadas pelo mundo,
James Curd vive em Sidney, Rowetta em Manchester, os Hard Ton em Milão
ou a Maria do Rosário que vive a poucos quilómetros de mim em Lisboa,
fiz questão de misturar imensos géneros neste disco.
A nostalgia portuguesa está presente,
juntamente com as percussões africanas,
com o Punk Funk de Nova Iorque,
com as guitarras mais Inglesas ou com os sintetizadores mais frios de Berlim.
A maior parte das canções são compostas por um cruzamento de linguagens
- têm um lado mais humano com bateria, baixo ou saxofone
com um lado maquinal dos sintetizadores e caixa de ritmos.
Fiz questão que assim o fosse para dar esta sensação de “viagem”.

—–

eis, finalmente, o álbum de mirror people. um alias que rui maia há muito defende. do outro lado do espelho dos seus x-wife, rui procura paisagens mais electrónicas, profundamente marcadas pela pista de dança e por um sentido pop de múltiplas referências. uma ideia global que, como diz rui no texto acima, virá do seu gosto por viagens e por aquilo que trazem. sigam com ele.



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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

WIRE Wire CD

€ 15,50 € 12,50 CD Pink Flag

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Grupo de inúmeras vidas, já é complicado traçar um fácil diagrama da actividade dos Wire, sobretudo se quisermos ser fiéis à sua linguagem mutante: do pós-punk do final dos anos 70, passando pela pop e chegando ao rock. “Wire” é enigmático porque se assume homónimo – o que quer isso dizer em 2015, depois de quase 40 anos de intermitente vida? Sem Bruce Gilbert, há muito dedicado a outros experimentalismos, Wire apresenta Matthew Simms como novo guitarrista ao lado dos históricos Colin Newman, Graham Lewis e Robert Gotobed. Newman é, percebe-se, um líder não-assumido do grupo, mas a sua voz e, sobretudo, as suas canções sobressaem sem grande margem de dúvidas. Para quem gostou da sua fase mais pop, este “Wire” é uma autêntica delícia, com tudo aquilo que é suposto os Wire nos darem – a voz de Newman é verdadeiro mel. Parece fácil, automático, previsível, mas este nível consegue-se depois destes anos todos, e esse automatismo transforma-se em algo certeiro que nos agarra à primeira audição. Sim, parecem faltar outros lados dos Wire, mas isto é uma lição para toneladas de bandas que tentam a sua sorte: depuração. “Wire” é quase todo feito de setas pop que acertam no centro do alvo. Missão cumprida.

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Segunda-feira, 13 Abril, 2015

BIOSPHERE / DEATHPROD Stator CD

€ 15,50 € 12,95 CD Touch

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Não é um formato muito apreciado – por nós e, achamos, pelo público em geral. Mas um disco assim, com uma divisão tão clara, traz outras leituras que podem ser atraentes. Biosphere e Deathprod juntam-se sem se juntarem em “Stator”, evitando o óbvio: um duo de músicos electrónicos. Tal como fizeram no longíquo ano de 1998, no fabuloso “Nordheim Transformed”, quando homenagearam o pioneiro norueguês que tanto lhes deve ter ensinado. Há, como é de esperar, um equilíbrio saudável em “Stator”, com ambos os músicos a jogarem pela mesma cartilha sonora, embora cada um mergulhe as profundezas de modo diferente. Ambientalismo profundo, feito de zeros e uns, profundamente alterado e manipulado pelas mãos certas na produção de Helge “Deathprod” Sten, com Biosphere a caminhar pelo lado mais pulsante e vibrante da dupla, enquanto o elemento dos Supersilent prefere uma maior abstracção vinda do largo campo da electroacústica. Ambiental sombrio de classe, feita por quem faz isto tudo acima de suspeita.

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Quinta-feira, 29 Janeiro, 2015

ALESSANDRONI Industrial LP

€ 22,50 LP Dead-Cert Home Entertainment

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Quando a Finders Keepers abraça algo, abraça como deve ser. Depois de Braen Raskovich e Daniela Casa, a editora paralela Dead-Cert Home Entertainment compilou material de Alessandro Alessandroni, colaborador de Ennio Morricone e membro activo da mesma escola da electrónica italiana dos anos 1970. O nome “Industrial” diz tudo, são peças com uma vertente mais industrial, não no sentido pesado do termo, mas no lado das máquinas e da experimentação. O material aqui presente foi gravado em 1976 e as cadências e os ritmos estão perfeitamente alinhadas com aquilo que viria a ser desenvolvido no industrial nos anos seguintes. Mas não é tão formatado a essa vertente, há um lado lúdico, quase a representar aquilo que se fazia para algumas bandas-sonoras de filmes italianos neste período. É industrial, mas não tão industrial, com uma mistura sóbria de library com ambiente. Com ritmos demolidores e a roçar a perfeição.

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Sexta-feira, 14 Dezembro, 2012

DARIUSH DOLAT-SHANI Electronic Music, Tat And Sehtar LP

€ 23,50 LP Dead-Cert (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

Por aquilo que está implícito, a filha da editora Pre-Cert Home Entertainment, a Dead-Cert, tem tudo para ter um catálogo bem mais interessante do que a editora-mãe. Simples, som concentrado na história da música electrónica que não vem nos livros – ou que aparece menos – e discos completamente esquecidos, ou quase esquecidos, se não fosse o trabalho de amor de algumas pessoas. Depois de Suzanne Ciani e Bruno Spoerri, é a vez de Dariush Dolat-Shahi e a sua electrónica-folk iraniana de 1985, um disco gravado pós-revolução, e com um som ímpar – mesmo para a época – e uma interpretação virgem da música electrónica que nos faz lembrar a ingenuidade/destreza/visão/génio de “Ten Ragas To A Disco Beat” mas numa direcção obviamente diferente :). E tal como os outros lançamentos da Dead-Cert, este “Electronic Music, Tar And Sehtar” tem um som que conquista diversos espaços, “ataca” a música concreta, toca na folk com um olhar directo que não era comum na altura – à excepção de algum material da Touch dos anos 80, não nos estamos a recordar de algo que o fizesse tão frontalmente de um modo não-académico – e trabalha a electrónica – música electrónica – com trejeitos e linguagens que só apareceriam anos mais tarde: nem custa dizê-lo, neste século. Não é um daqueles discos à frente do seu tempo, mas é um daqueles discos, como tantos outros, que é um ovni na produção da época e que mais tarde a história concretizou como visionário.



http://soundcloud.com/experimedia/dariush-dolat-shahi-electronic


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