Sexta-feira, 22 Maio, 2015

LUST 876: LUÍS CLARA GOMES


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

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22.5.2015
ELSEWHERE
por LUÍS CLARA GOMES (MOULLINEX)

1. “Trip Advisor”: É o primeiro tema e é uma introdução ao mundo do disco. É também a apresentação da instrumentação: teclados, baixo, guitarra, flauta e bateria. Começa num registo alegre e tem um twist melancólico na segunda metade. Também assim é o álbum e o LP.

2. “Take A Chance”: Foi o tema mais rápido a gravar e compor, e talvez por isso seja o mais imediato.

3. “Things We Do”: Sempre imaginei esta música como uma kizomba vestida de soft rock.
O beat sincopado no fundo, com algumas camadas de instrumentação smooth, acabando na flauta a dar um toque MPB no final. Ainda não filmámos o videoclip para esta música
mas imagino sempre um culto religioso fanático vestido de branco a cantar “with open arms we love everyone”.

4. “Elsewhere”: Dei titulo ao álbum a partir desta música, por sentir que definia de uma forma clara o mundo que desenhei para este conjunto de canções. É uma homenagem aos álbuns de estúdio em que o estúdio foi visto como um instrumento, e no qual se tentavam ultrapassar os limites da música gravada. Exemplos: Pet Sounds dos Beach Boys, Maggot Brain dos Parliament/Funkadelic

5. “Don’t You Feel”: Esta música tem uma subida durante toda a segunda metade. Foi um pesadelo para a gravar, e o medo de mandar pregos na linha de baixo, ao vivo, subsiste!

6. “Anxiety”: A melhor participação vocal neste disco está a cargo do meu cão, aos 2:52.

7 + 8. “Lies pt. I + II”: Começou como uma jam de synths, em estúdio, ao vivo (para os interessados, Roland System 100m, Sequenciador Eurorack a clockar um Korg Monopoly com um Stage Echo, Polivoks e Octave Cat). Esta gravação foi mantida quase intocada na parte I. Na parte II peguei na mesma linha de synths para construir uma canção,
esta também com um twist no final.

9. “Can’t Stop”: Definitivamente a mais orientada para a pista. O ruído omnipresente é piscar de olho ao primeiro álbum do Jon Hopkins. Este tema é dos mais divertidos de tocar ao vivo.

10. “Widening Circle”: Para parafrasear amigos do Norte, as guitarras “com mais pêlo” do disco estão nesta música.

11. “Sing My Heart Asleep”: Tinha que ser este o tema de despedida, por começar quase baladeiro, passar por guitarras do deserto, e terminar em synths arpegiados, o “regresso a casa”.

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em cima do segundo álbum como moullinex, luís clara gomes, que “dorme muito pouco”, faz-nos uma tour do disco a partir da sua visão de autor. o empenho que tem colocado na actividade musical que o representa é explicado pelo curriculum. remisturou, por exemplo, sébastien tellier, röyksopp & robyn, cut copy, two door cinema club. mais alto do que isso fala o seu estatuto de fundador da discotexas, editora e colectivo hoje em dia mais global que nacional, com muito orgulho. o trabalho foi todo certo desde o início em 2006, continua certo em 2015 e, como luís ainda afirma que dorme pouco, prevê-se que isso se traduza em bons frutos também no futuro.



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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

JIM O’ ROURKE Simple Songs CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 19,95 LP Drag City

OUVIR / LISTEN:
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E eis Jim O’Rourke de volta. Um dos mais fugidios músicos da actualidade – se estivermos no ocidente, onde o músico norte-americano não põe os pés desde há muitos, muitos anos; na verdade, se estivermos fora do Japão, onde reside desde que deixou os Sonic Youth, em meados da década passada -, reaparece nos álbuns e isso é sempre motivo de celebração. Mais ainda quando se sabia que O’Rourke iria voltar ao formato, digamos, “Eureka” das suas canções. Exciting, huh? Sim, muito entusiasmante, porque raramente nos desilude e porque passaram 15 anos sobre “Eureka” e pouco menos que isso de “Insignificance”. Apesar da discografia (a solo e em colaboração) estar recheada de discos até 2015, era este lado que fazia falta ao mundo. Infalível, “Simple Songs” é um cardápio para os sentidos, de arranjos sumptuosos, riffs clássicos, refrões e pontes matadoras, de letras incríveis, que criam uma poesia sonora intemporal que tanto se referencia com os nomes de sempre – Van Dyke Parks é um fantasma sempre presente – como volta a mostrar o ADN O’Rourkiano inconfundível. Esta mistura entre absoluta criatividade e o conforto da familiaridade é emocionante e arrebatadora, e mesmo que não consiga erguer-se como “Eureka” – porque os tempos eram outros -, “Simple Songs” é um álbum para rechear de estrelas, adjectivos e amor. Tal como esperado – e desejado -, eis Jim O’Rourke de volta com um disco imperdível.

“Quebrando o silêncio de seis anos, Jim O’Rourke regressa com álbum luxuoso e intemporal” 5/5 in EXPRESSO

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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

THE WIRE #376 (June 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

Entramos no complicado mas quase sempre fascinante mundo dos pseudónimos e alter egos. Artistas que se escondem sob aliases e/ou desdobram-se por múltiplos outros nomes. Um caso nosso favorito poderá ser o de Uwe Schmidt / Atom Heart / Atom TM (tentem contar os seus pseudónimos), mas a cobertura que a Wire faz tem alcance muito mais vasto e reflexivo: um artista que inventa vários nomes, sim, mas também um artista que inventa todo um universo; homens que passam a ser mulheres; homens que se fazem passar por mulheres; artistas que fazem versões de clássicos e esperam que essas versões ganhem peso de originais (têm mesmo de ler o texto “Nowhere To Run” para perceber); jornalistas que escrevem sob pseudónimo para ganharem liberdade e “punk-ness”; anonimato total; etc. Leitura fascinante.
Para além disso, a habitual tonelada de críticas para fixar o momento (a Wire funciona há muitos anos como calendário mensal para sabermos o que é que vale no underground e no não-tão-underground); Actress escolhe uma capa de disco para comentar; a Invisible Jukebox é com o inimitável Eugene Chadbourne; temos um vislumbre da cena em Hanoi; estrelas emergentes no jazz sul africano. No final, Jessica Hopper escreve sob como “Dub Housing” de Pere Ubu lhe deu a volta.

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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

SAUCE 81 Natural Thing / Bustin 7″

€ 8,50 7″ Eglo

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EGLO40-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EGLO40-2.mp3]

Japão ou Estados Unidos, anos 80? Japão. É tudo tão gloriosamente clássico, nestas duas malhas boogie, que é preciso ultrapassar um pouco da desorientação inicial para perceber que isto é contemporâneo. “Bustin” tem um nada de Dinosaur L (Arthur Russell), mas o que queremos dizer é que cada vez é mais notória a existência de um património universal, mais ou menos imutável porque perfeito, e que serve de base e inspiração praticamente infindáveis para gerações seguintes. “Natural Thing” pega nos cânticos festivos de algum rap inicial, quando Disco servia para desafios vocais entre MCs, e materializa uma máquina de groove 100% fiel ao espírito e artifícios da época. Soa fresco e irresistível e, logo, está acima de qualquer racionalização adicional.

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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

RYUICHI SAKAMOTO, ILLUHA & TAYLOR DUPREE Perpetual CD

€ 13,50 CD 12K

[audio:http://www.flur.pt/mp3/12K1082-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/12K1082-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/12K1082-3.mp3]

“Perpetual” podia dizer tudo no título, mas são apenas 50 minutos de música que cabe a nós prolongar no tempo. E tem tudo para isso. Circular quanto-baste, estes quatro músicos juntaram-se para nos esmagar com o somatório da sua música, num raro exemplo de electrónica a oito mãos. Corey Fuller em guitarra, piano e electrónica, o seu colega nos Illuha, Tomoyoshi Date, em órgão e electrónica, Taylor Deupree em sintetizadores e, finalmente, o piano (simples e em modo preparado) e percussão por Ryuichi Sakamoto. Borbulhar vintage, electrónica serena, máquinas a comunicarem umas com as outras, sons do mundo real à nossa volta; “Perpetual” é um pêndulo de harmonia plena, como se olhássemos um mar em agitação hipnotizante, com marés a nascerem e a morrerem, onde a ordem natural das coisas é inderrubável. Não pensem que os três movimentos de “Perpetual” advogam doutrinas de um novo mundo: o que ouvimos são camadas de sons reconhecíveis, embora ordenados de modo diferente, feitos por pessoas que sabem bem o que estão a fazer, com ou sem máquinas. Um disco feito para ser profundamente ouvido. Procurem tempo para lhe dedicarem.

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Quarta-feira, 20 Maio, 2015

SHARIF LAFFREY Turn It Up 12″

€ 10,50 12″ (2015 repress) Discos Capablanca

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DISCOSEIS-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DISCOSEIS-2.mp3]

O sotaque é bastante inglês, apesar de Laffrey ser de Detroit. A história é que “Turn It Up” apareceu em cassete em 1988. Existindo numa zona de intersecção entre electro, industrial, new beat e techno, comum na época até porque géneros diferentes partilhavam o mesmo tipo de equipamento, esta música transporta ainda toda a consequência de um momento fulcral na evolução da música electrónica de dança. A voz é semelhante ao tipo e entoação de rap que conhecemos por exemplo de DFX em “Relax Your Body”. “Turn It Up” celebra a própria música, “Techno sound is smokin’!”, Laffrey estava a contribuir para a construção do futuro. O disco é acrescentado de uma versão dub que deixa rolar sem interferências o mecanismo sintético. Prende os pés ao chão, talvez incline a cabeça para baixo e não para o céu, bate forte numa escala de presença física. Nada de esotérico aqui.

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Terça-feira, 19 Maio, 2015

V/A Psychemagik presents Magik Sunset (part one) 2CD / 2LP

€ 12,95 2CD Leng

2LP Leng

LP EM BREVE / SOON

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LENGCD008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD008-5.mp3]

Cumpre-se o ciclo da Natureza. Depois de “Magik Sunrise”, “Magik Sunset” é uma nova colecção absolutamente incrível e inspiradora de canções. O cenário está colocado perante nós, ou antes, uma série de opções de cenário que, depois, cada um processa da maneira mais sentida: praia, campo, montanha. Jack Adkins, em “American Sunset” (1984), canta “We all need to watch the Sun go down”. Na verdade não é necessário acrescentar mais nada. Mas em frente. Não é difícil ter boa vontade para juntar estas canções a uma noção de Disco, apesar de não estamos no âmbito da música de dança. Mas cada cada corpo interpreta a música de acordo com os estímulos que recebe. “Life is for the living but who is to say who is that which is alive”. Isso é Nathan Perkins. Do meio para a frente o álbum vai ganhando mais ritmo, para depois descer de novo à contemplação. “The star people are here”. Oiçam as palavras nas canções, deixem as coisas acontecer. Lindo.

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CD1
Bobby Brown – “My Hawaiian Home”
Kathy Stack – “Summer Wind”
Mother Funk – “Sunshine”
Jack Adkins – “American Sunset”
Greg Sonnleitner – “Misunderstood”
Nathan Perkins Band – “Soul Keepers”
Crossection – “Over Again”
Majik – “Take Me There” (Psychemagik edit)
Al Dos Band – “Doing Our Thing With Pride”
Jake Hottell – “Horizon”
The Electric Connection – “Groovy”
Gene Lawrence – “After Sunrise”
P’cock – “Telephone Song”
Terry Brooks & Strange – “Higher Flyer”

CD2
mixed by Psychemagik

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Terça-feira, 19 Maio, 2015

I-LP-O IN DUB Communist Dub 2LP

€ 24,95 2LP Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO203-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO203-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO203-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO203-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO203-5.mp3]

Ilpo Väisänen tem sido sempre a metade menos visível de Pan Sonic, dada a produção mais regular de Mika Vainio. No entanto, a substância que compõe Pan Sonic encontra-se aqui intacta. Quase sem a componente noise que encontra naturalmente o seu caminho quando Mika Vainio está envolvido, “Communist Dub” é campeão pelo espaço entre os sons, pelos efeitos aplicados às batidas, pela verdadeira e honesta homenagem prestada à ciência jamaicana de ecos e reverberações. Quem está familiarizado conhece o amor de Väisänen e Vainio por dub, reggae, dancehall. Logo, este álbum é uma manifestação desse amor, interpretado com outra ciência por cima da original. Talvez o Espaço aqui seja mais vazio, talvez a pessoa seja mais máquina e talvez a sensação subaquática seja mais terrestre (não debaixo de água mas no interior da terra). O disparo da máquina de ritmos estabelece a narrativa principal das faixas, que nunca é realmente suave mas oferece nuances de peso, culminando em “Benghazi Affair”, agora sim com noise a entrar, num duplo tributo a dub e a Pan Sonic. Fecha o álbum no plano mais intenso mas não o representa. “Communist Dub” é um belo monumento ao investimento no som, à capacidade que uma abordagem que pode ser considerada clínica tem para transcender as noções tradicionais de música e nos transportar realmente para outros níveis.

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Segunda-feira, 18 Maio, 2015

BEN SALISBURY & GEOFF BARROW Ex_Machina OST 2CD

€ 17,50 € 13,50 2CD Invada

€ 25,95 2LP (Ed. Limitada, gatefold, vinil branco) Invada

[audio:http://www.flur.pt/mp3/INV144CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV144CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV144CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV144CD-5.mp3]

Excelente surpresa, embora quem tenha visto o filme não ficará assim tão surpreso. Mas para alguns de nós, a banda sonora de “Ex_Machina”, que estreia Alex Garland na realização, não marca uma presença tão intensa como o disco afinal nos mostra. Sim, a música está lá e quando é precisa aparece, mas a ideia de obra musical que caiba num disco não nos convence. Puro erro, afinal: em disco, “Ex_Machina” é uma fabulosa obra, sem todos os fillers que este género tem, e com um extraordinário sentido narrativo – que traz do filme, obviamente – que se vai expondo ao longo dos temas. Ou seja, uma obra que por si fala do filme, com princípio, meio e fim, em que nada se repete porque também o filme nunca se repete. Nesse sentido, Salisbury e o senhor Portishead fizeram não só uma óptima banda sonora como fizeram um óptimo disco, e por uma vez quase, quase, quase sem exemplo, a audição desta música prescinde totalmente das imagens, embora tenha tido o raro privilégio também de poder ter sido escrita em ligação muito directa com as filmagens. Partitura electrónica, cheia de emoções e espírito ambiental, “Ex_Machina”, o disco, é um magnífico filme sonoro que nos atira para o nosso filme. Como extra, um segundo disco que expande alguns momentos e oferece alternativas – a Ava a despir-se tem várias bandas sonoras possíveis (piscar de olho) -, mas o dia está ganho apenas com a primeira rodela. Óptima, óptima surpresa.

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Segunda-feira, 18 Maio, 2015

EMIKA Drei CD / LP

€ 15,50 € 12,50 Emika

€ 19,95 LP Emika

€ 32,50 LP (+ slipmat) Emika

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMKCD02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD02-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMKCD02-5.mp3]

Há uns meses falámos do primeiro disco de Emika na sua editora – piano solo, inspirado nas composições de Janacek -, e já está editado o segundo álbum (o quarto da sua discografia), com a inglesa de origem checa a voltar ao seu terreno mais identificável: a pop electrónica. Outra coisa, portanto. Canções simples, de ambiente robótico, de inspiração futurista – basta ver a sua pose em concertos para entender melhor o seu som também -, sem grandes ornamentos que não sejam aqueles que lhe permitem atingir o máximo dos resultados com o mínimo dos recursos. Escrito em duas semanas, “Drei” foi trabalhado inteiramente por Emika, provando que a sua editora e o seu anterior disco apenas reforçam um desejo de independência muito forte. Curiosamente, numa altura em que o novo álbum de Róisín Murphy aparece nas lojas, sente-se uma força idêntica nas acções e, também, nos resultados.

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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

FIT SIEGEL Carmine 12″

12″ FIT

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GMR001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GMR001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GMR001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GMR001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GMR001-5.mp3]

Com o anterior “Cocomo”, Aaron “FIT” Siegel tinha mostrado um lado ambiental e melódico profundo que expande aqui numa outra direcção. “Carmine” avança para trás, mergulhado num transe que materializa os anos da série “Artificial Intelligence” da Warp e toda a electrónica de comedown fabricada em torno disso e da solidificação da cultura rave. Soa incrivelmente “de época”, sem linha de baixo a não ser uma manifestação ácida suave. Tem breakbeats, ecos, ambiente clássico, muito longe de 2015. “First Found” já é outra história, feita de fragmentos de piano cortados para marcar ritmo. Mais à frente vai-se instalando uma queda de blips que passam a integrar o beat. A partir daí trabalha-se para a hipnose.

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Quinta-feira, 23 Abril, 2015

TIAGO SOUSA Coro Das Vontades CD

€ 4,95 Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO210-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO210-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO210-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO210-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SEMCODIGO210-5.mp3]

Há cerca de três semanas, Tiago Sousa deu um concerto no Teatro Maria Matos onde uniu à sua maneira o passado e o futuro. O seu, entenda-se; e um pouco do nosso, claro. Recuperou uma peça feita por encomenda para essa sala sobre a participação de todos nós na construção da nossa sociedade – um tema sempre presente nos movimentos de Tiago Sousa na música e fora dela. Inês Nogueira e Beatriz Nunes dão as vozes (declamada e cantada, respectivamente; uma surpresa) a uma pequena parte dos textos recebidos, cabendo a Joana Rosa a sua edição e escrita suplementar. Ulrich Mitzlaf (violoncelo) e Ricardo Ribeiro (clarinete soprano) são, com Tiago Sousa, o trio de instrumentistas que colocam as palavras no alto, vibrando-as como se fossem as palavras de todos nós. Bem diferente do intimismo solitário de “Samsara”, este novo disco de Tiago Sousa volta a mostrar-nos os seus dotes de composição e mestria nos arranjos, criando peças de câmara lindíssimas que parecem sempre ser demasiado frágeis para a tensão das palavras. Puro engano: Tiago Sousa conduz estes pequenos manifestos a um perfeito equilíbiro entre a poética da mensagem e a música celebratória. Este foi o seu manifesto e merece o nosso agradecimento.

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