Quarta-feira, 3 Junho, 2015

NIAGARA Ímpar 12″

€ 9,95 12″ Príncipe

Niagara quase funcionam como um laboratório onde são testadas novas soluções para música de dança e, ao mesmo tempo, comprovadas algumas já bem credibilizadas no passado. No equilíbrio entre o peso da inescapável herança house e disco e a força pesquisadora na natureza dos irmãos Arruda e Sara Eckerson está o som distinto de Niagara. O “groove que nunca pára” entra logo em “Arruda”, a primeira faixa, com um corte vocal que começa por soar como teclado; “Abacaxi Limão” coloca bem à frente um baixo que passa logo a ser Niagara a partir do primeiro acorde; baixo, também, marca o passo em “Legume”, abrindo-se alguns curtos abismos de silêncio para a faixa poder subir para um som de flauta que logo faz magia; “Cheetah” acontece todo o tempo em cascata, provocando a desconcertante mas boa sensação de se estar constantemente a desagregar – e como a música neste EP é, em grande parte, gravada ao vivo, a sensação de realidade é grande aqui; depois chega “Alagarta”, quanto a nós no topo de uma pirâmide de personalidade Niagara. Nesta faixa somos servidos com uma visão absolutamente iluminada de como a música de dança parece ter sido criada com o Universo. “Alagarta” contém tantos nutrientes que quase arriscamos o delírio. Que final.

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Sexta-feira, 29 Maio, 2015

LUST 877: NIAGARA


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

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29.5.2015
OBRIGADO
por NIAGARA

É bem fácil esquecer a quantidade de coisas boas que acontecem simplesmente por estarmos rodeados de outras pessoas. Claro, isto depende das pessoas – vulgarmente, algum do mal que acontece partilha a mesma proveniência.
Para nós, a quantidade de coisas boas que aconteceram é brutalmente evidente. Por isso, aqui ficam algumas: não tínhamos capas e cartazes tão bonitos, não tínhamos tantas pessoas para falar sobre música, não tínhamos tantos sítios para tocar, não tínhamos a satisfação de partilhar a nossa música com pessoas que respeitamos, não tínhamos tantos discos bons, não tínhamos tantos amigos, não tínhamos tanta vontade, não tínhamos tantos desafios, não tínhamos ninguém a passar a nossa música, não tínhamos ninguém a ouvir a nossa música e não tínhamos ninguém para nos ajudar com coisa nenhuma.

Obrigado! Nelson, Zé, Márcio, André A., André S., Afonso, Pedro Gomes, Marlon, Marco, Miguel, Isilda, Marta, Vítor, Nervoso, Charles, Raimundo, Ricardo, Rui E., Ruben, Pedro B, João S., Pedro P., Dexter, Tiago, Kaspar, Inês C., Lamego, Musti, Eric, Tigre, Visconde, Óscar e Tobias.

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mês de maio abundante para o trio niagara, com edições na príncipe e ftd a assinalarem um resto de ano promissor (data ao vivo em londres, no cafe oto, no final de junho, por exemplo). a sua música atingiu-nos forte primeiro ao vivo, com sets ao vivo em que as mãos mexiam de facto nas máquinas, um som rude, corajoso, clássico e fresco. o mini-cd na dromos fixou o seu nome para a posteridade editorial e, desde então (2011-12), nunca mais sairam do nosso radar. alberto e antónio arruda + sara eckerson fazem house em cima da mesa de trabalho e, mesmo que lhes apontem um não-sei-quê de cerebral, é no plano físico concreto que a sua música bate. é como metal em rocha, é assim tão presente.



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Sexta-feira, 29 Maio, 2015

V/A Remembering Mountains: Unheard Songs by Karen Dalton CD / LP

€ 12,95 CD Tompkins Square

€ 19,50 LP Tompkins Square

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Desde as reedições de 2006 que o nome de Karen Dalton está mais do que oficialmente recuperado do esquecimento. Se alguém não percebeu a importância da sua música, com a generosidade da Light In The Attic e da Megaphone deixou de haver qualquer desculpa. Não há sequer uma grande herança deixada – o seu espólio resulta, sobretudo, dos dois álbuns gravados em 1969 e 1971, “It’s So Hard To Tell Who’s Going To Love You The Best” e “In My Own Time”, respectivamente, embora outros discos exponham concertos e gravações caseiras. Mas talvez seja preciso que haja este tipo de tributos para acordar mais gente. E não será complicado arranjar músicos da A List para impressionar uma compilação: Karen Dalton é um dos nomes mais importantes da folk e ninguém duvidará da influência que terá tido em artistas mais recentes. A Tompkins Square tenta fazer um possível mapeamento desse amor convidando algumas das cantoras e compositoras dos nossos dias a criar essa descendência semi-forçada. Nos dois álbum que referimos acima, Dalton foi uma intérprete, deixando em jeito de “herança” as suas canções. É graças a Peter Walker, que também assina um texto no disco (originalmente do seu livro sobre Dalton), que a música prossegue no tempo e este disco nasce. Mulheres importantes a darem nova voz e nova música às palavras da grande Karen Dalton. Um bonito e coeso disco que não podia dar, com estes nomes, noutro resultado senão este – bem perto da folk, bem longe da folk. A não perder por todos os velhos e novos fãs de Karen Dalton.

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Tracklist:
1) REMEMBERING MOUNTAINS – SHARON VAN ETTEN
2) ALL THAT SHINES IS NOT TRUTH – PATTY GRIFFIN
3) THIS IS OUR LOVE – DIANE CLUCK
4) MY LOVE, MY LOVE – JULIA HOLTER
5) MET AN OLD FRIEND – LUCINDA WILLIAMS
6) SO LONG AGO AND FAR AWAY – MARISSA NADLER
7) BLUE NOTION – LAUREL HALO
8 ) FOR THE LOVE I’M IN – LARKIN GRIMM
9) DON’T MAKE IT EASY – ISOBEL CAMPBELL
10) AT LAST THE NIGHT HAS ENDED – TARA JANE O’NEIL
11) MET AN OLD FRIEND – JOSEPHINE FOSTER

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Quinta-feira, 28 Maio, 2015

PEDER MANNERFELT The Swedish Congo Record CD

€ 15,50 € 12,95 CD Archives Interieurs

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Peder Mannerfelt é metade Roll The Dice e tem feito, em paralelo com esse seu projecto, um tímido mas interessante caminho a solo. “Lines Describing Circles”, editado no ano passado, tocava no universo Roll The Dice, com abstrações electrónicas que pareciam filhos bastardos – mas sem o regime épico – do som maternal do duo. Ao vivo, Peder tem feito interessantes actuações, onde parece dedicar-se a uma espécie de exorcismo das máquinas, extraindo um ritual circular e exaustivo das potencialidades sonoras. Talvez ainda seja esse amor pelo ritualismo – máquinas ou humanas – que o faz viajar até ao Congo de há 100 anos, recuperando obscuros discos feitos por Armand Denis, um dos primeiros europeus a captar os sons desse país africano. Na verdade, o que ouvimos aqui é a união quase aritmética destes dois mundos: sons tribais, novos, por explorar, feitos apenas por máquinas. Uma versão moderna, digamos, da etnografia de um país longínquo. Daqui que “The Belgian Congo Record” se tenha transformado em “The Swedish Congo Record”, um incrível híbrido de sensações que nos colocam sem chão e nos faz lembrar algumas das estranhezas dos anos 80, entre Residents ou a série Made To Measure. Nós gostamos muito destas estranhezas e não hesitamos em dar-lhe um valente prémio pela ousadia e frescura desta nova comissão à infindável África. Fantástico e fantasmagórico.

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Quinta-feira, 28 Maio, 2015

V/A Cargaa 2 12″

€ 9,95 12″ Warp

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Alguns nomes adicionais para o palco das nações, embora familiares a quem se mexe pelas noites Príncipe no musicbox, em Lisboa, ao longo dos últimos 3 anos. Alto Nível Produções (Famifox e Nunex) dão logo o tom exótico que se espera, num tarraxo que nouitros círculos podia ser confundido com kizomba. O drama aqui não vem do mel nas vozes mas da flauta e cordas; em passo lento, também, DJ Lilocox e “Tarraxo Eléctrico” (mexido por DJ Maboku), apresenta disparos em forma de beat, o contratempo em inversão ao beat, nas traseiras, e uma atmosfera alienígena que em quase nada liga este som ao que se pensa vir de África; a sequência de tarraxos é completada por “Gravidez” da Firma do Txiga (Anderson e Ninoo a representar, aqui), um exemplo brilhante de como este estilo atravessa pontes improváveis que podem inclusivamente chegar a um certo tipo de som industrial, mais pesado, mas também cruza nas calmas com jack, footwork e dub. Mais à frente, Big Vado (+ DJ Estraga) dão uma verdadeira amostra do som festivo e ainda extraterrestre que sai da periferia de Lisboa com muito mais cores do que se pensa; rápido, quase um funaná technóide, chega e não larga; DJ Firmeza, então, apresenta a grelha rítmica que o torna único. Apesar de curta, “Somos Todos Malucos” manda hipnose para fora e apenas com a batida assertiva de Firmeza, conhecido por recorrer muito pouco à melodia nas várias tiradas de génio que temos escutado do seu lado. “Pra Fechar”, que na verdade é a segunda faixa neste EP, é Nidia Minaj num som UK que obviamente encaixa na perfeição nesta aventura da Warp. Batida intensa com piano cortado em vários tons, evoluído a partir do que inicialmente soa como sopro. Velocidade, energia e clima de festa. O momento.

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Quinta-feira, 14 Maio, 2015

MARCOS CABRAL Buried Alive Twice LP

€ 14,95 LP L.I.E.S.

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“Buried Alive Twice” é bomba de neura, e o que significa? Deitaram mais terra por cima ou já é a segunda vez que se sente enterrado vivo? Sem resposta. Ou melhor, a resposta deverá encontrar-se nos grooves do vinil, na marcha analógica logo em “Mind Of Minolta”. O álbum soa como uma rocha perdida na História da música industrial, aplicando o peso mental sempre que necessário (e é-o muitas vezes), distorção standard para estes casos e, em “Shallows”, ácido que há muito se percebeu que tão bem se relaciona com atmosferas mais densas de natureza não-dançável. Tudo neste disco soa bem e bem claustrofóbico. Numa era de inúmeros clássicos redescobertos (ou descobertos pela primeira vez), nada a não ser a contemporaneidade impede “Buried Alive Twice” de se aguentar firme numa comparação.

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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

WHITE HILLS Walks For Motorists CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 22,50 € 18,95 LP (+ mp3) Thrill Jockey

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“Walks For Motorists” é provavelmente o disco mais directo de que nos lembramos de White Hills. Psicadelismo preciso, muito em linha com aquilo que os Wooden Shjips e os Moon Duo têm feito, mas no caso dos White Hills há uma sensação de música despida, reduzida a um essencial para isto ser construído. É um pormenor curioso porque essa sensação de pouca presença humana não se faz sentir na densidade e intensidade da música mas sim nessa construção de redução ao essencial. E, provavelmente por isso, “Walks For Motorists” parece um disco que consolida e clarifica melhor o som de White Hills, psicadelismo puro e duro, que torna bem próximas as linhas entre o passado e o presente.

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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

GIANFRANCO PLENIZIO La Gatta In Calore LP

€ 27,50 € 25,50 LP (2015 reissue) Roundtable

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No último ano e picos têm sido várias as editoras a dedicarem-se ao lançamento de pérolas perdidas do universo musical italiano. Tem existido uma atenção especial no campo da library e da exótica mas também na recuperação de bandas-sonoras que ficaram num limbo qualquer e que em 2015 vão directamente para vinil em edições luxuosas e com extras valentes. A Roundtable tem sido um dos selos mais aplicados na exploração deste universo e apesar do catálogo ainda ser curto, já é surpreendente. Um dos últimos lançamentos (a par de “Il Sorriso Del Grande Tentatore” de Ennio Morricone) é este “La Gatta In Calore” de Gianfranco Plenizio, um original de 1972 que conhece agora a sua primeira reedição oficial em vinil, directamente das gravações originais. Entre variações de composição clássica, jazz e um rock discreto, Plenizio compôs aqui uma belíssima banda-sonora, não só em comunhão com o que se fazia nos giallos de então (Ennio Morricone tem um extenso catálogo de clássicos nesse registo) mas em perfeita harmonia com as variações electrónicas da música italiana que temos vindo a conhecer, essas já da segunda metade da década de 1970.

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Terça-feira, 4 Novembro, 2014

NIAGARA 506 CD-R

€ 4,95 CD-R Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NIAGARA506-5.mp3]

Niagara produzem ao lado do seu flow normal um conjunto de temas atmosféricos que foram acontecendo ao longo do último ano. Orgão e baixo eléctrico em harmonia perfeita para um clima de paz e contemplação dinâmica. A habitual quintessência de Niagara encontra-se bem vincada nos sons que ouvimos aqui: tudo parece puxado directamente da terra e da água, agarrado com as mãos enquanto vive, aplicado depois num contexto musical que cria um espaço semelhante ao que nos lembramos de sentir com Scratch Pet Land, Tsembla ou Takako Minekawa & Dustin Wong. A aparente forma de esboço nesta música pode não encontrar adeptos junto de mentes mais formalistas mas “506″ joga com a intuição, o real e a invenção natural que estes sons vivos proporcionam. Vale muito e há poucos exemplares: apenas 30! Aguardam-vos.

1.Espuma 2.Lanterna 3.Corsa 4.Egyptiu 5.Mégane 6.7 7.Baixo Selva

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