Quinta-feira, 9 Julho, 2015

NURSE WITH WOUND The Sylvie And Babs High-Thigh Companion (Expanded) 2CD

€ 21,50 € 17,50 2CD (2015 reissue) United Dirter

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A meio da viagem dos Nurse With Wound pela década de 80 e pelo tumulto na cena experimental e industrial, “Sylvie And Babs High-Thigh Companion” aparece em 1985 para nos confundir mas também para nos mostrar as verdadeiras intenções de Steve Stapleton. “Sylvie And Babs” é um hilariante exercício de colagem que procura, bem antes do tempo, reavivar o caldeirão do easy-listening, convocando orquestras lounge, canções clássicas e ambientes de relaxamento improváveis, rasgando e colando tudo em modo cadáver-esquisito. Para além dos momentos em que Stapleton expõe com orgulho os detalhes irregulares da colagem – e esses pedaços são soberbos e super divertidos -, o verdadeiro poder de “Sylvie And Babs” é a reconstrução bruitiste, criando espaço e composição que ainda hoje nos deixam deliciados – à semelhança dos momentos mais experimentais de Frank Zappa, a quem este álbum não pode deixar de prestar tributo. Jim Thirwell, Graeme Revell, Edward Ka-Spel e Robert Haigh foram alguns dos muitos cúmplices para esta obra-prima. Há muito pedida, esta é uma reedição importante e necessária, tendo o brilho extra da remasterização, de um livrinho de 12 páginas num digipak elegante que alberga um segundo disco com mais diversão muito séria de extras e inéditos e remisturas. Para quem só chegou agora, eis um objecto bonito para recuperar o tempo perdido. Um clássico com todas as letras – mesmo que elas estejam alegremente na ordem errada.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

VALET Nature CD / LP

€ 16,50 € 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

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O primeiro tema é uma estalada de sol, de Verão ou, se quisermos seguir à letra o título, de Domingo. Uns acordes espalhados no ar, numa reverberação que nos atira imediatamente para a pop shoegazing assim que Honey Owens começa a cantar. Depois de estar ausente desde 2008, com um disco que parecia uma apropriação do espírito quarto-mundista e uma aventura em territórios sonoros bem distantes destes, Owens coloca Rafael Fauria e Mark Burden no seu projecto para que “Nature” pareça uma banda que sabe empilhar todos estes sons no sítio certo, mesmo que seja tudo em camadas sobrepostas. Há felicidade aqui, talvez porque há uma criança na vida de Owens – essas coisas, ouvimos dizer, mudam as pessoas para melhor – ou porque havia já demasiado tempo que a neblina musical não saía da sua guitarra. Saiu assim, lembrando-nos Slowdive ou Beach House, o que deve ser suficiente para vos indicar o caminho. Ou Atlas Sound, onde Owens chegou a pernoitar. Olhem para os vossos pés, mas olhem também para o sol que cai no horizonte.

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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

ARTHUR RUSSELL Corn CD / LP

€ 15,95 CD Audika

€ 26,50 LP Audika

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Ficamos românticos sempre que recebemos um disco novo de Arthur Russell. É verdade que há uns que não nos fizeram ferida (“Love Is Overtaking Me” ainda hoje parece um excesso), mas “Corn” é qualquer coisa que nos deixa bem hidratados. E era imprevisível que o fizesse. Nove canções ao todo, cinco delas são versões de temas que já ouvimos vezes demais para os conceber de outra forma, só que o que aqui está são versões tão distantes dos originais que as recebemos como novas músicas. “Keeping Up”, por exemplo, só precisa de uns segundos para percebermos que é outra praia. Menos apurada, mas com uma simplicidade desconcertante que nos faz querer pensar duas vezes em qual preferimos. As duas, claro. O que é mais evidente, contudo, é que apesar desse lado rude, nada disto soa a restos e os temas novos são uma lufada de ar fresco, seja pelos seus ritmos, pela diversidade mutante dos temas (só Arthur Russell para nos fazer acreditar que isto cabe num disco e faz sentido). Por outro lado, essa mesma rudeza, principalmente nos temas “revisitados”, dá um certo ar de shoegaze que nos faz sonhar uns anos mais à frente da sua composição. E o que dizer de “Hiding Your Present From You”, com uma equalização verdadeiramente bizarra que nos faz sentir que estamos a ouvir duas canções diferentes de fontes diferentes. E coloca-nos num estado absoluto de sonho. Génio. “Corn” é imperdível, a melhor refeição de restos de que nos lembramos em anos recentes.

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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

FOUR TET Morning / Evening CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Text

€ 19,50 € 16,50 LP Text

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TEXT036CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT036CD-2.mp3]

Na ascenção matinal da primeira faixa, Kieran Hebden espreita a Índia para cor extra e, quase em modo minimal Ricardo Villalobos, estende um tapete constante de ritmo sobre o qual faz evoluir a sua história. Essa, por esta altura, já percebemos que é universal, tal como a de Caribou. “Morning” parece tocar na reserva comum de melodia e ritmo para abrir os corações de quem ouve. A faixa é quebrada a meio por uma transição onde, a´sim, se pode escutar o ângulo percussivo mais experimental de Four Tet e a sua continuada paixão pelo momento hardcore no Reino Unido e toda a cultura breakbeat gerada a partir daí. Nos últimos 5 minutos escutamos uma espécie de som do Cosmos, algo que colocamos entre jazz e música ambiental e pode soar como uma extensão encorpada de “Morgenspazierengang” de Kraftwerk. Mas Four tet prossegue com outro tema a chegar aos 20 minutos de duração. “Evening” já só oferece ecos espaçados da mesma voz feminina que ocupou dois terços da faixa anterior. O som da brisa nocturna mistura-se com a voz e é, depois, abafado pelo mesmo toque cósmico que já conhecemos. A intromissão de breakbeats carrega a música para a tal zona de fascínio hardcore, mas Four Tet segura tudo em tempo house e termina o disco como começou: na pista.

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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

BLACK ZONE MYTH CHANT Mane Thecel Phares LP

€ 17,95 LP Editions Gravats

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Há nos instantes iniciais de “Mane Thecel Phares”, em “Belshazzar”, sons que nos remetem para a recente reedição de “The Holy Mountain” de Jodorowsky. É algo que já se sentia quando recebemos a primeira edição deste disco (que esgotou num ápice), mas agora é reforçado pela experiência do reencontro com Jodorowksy. Black Zone Myth Chant é High Wolf, novo percurso na vida que se enfia no meio de um som tribal-electrónico escondido num industrial psicadélico. São sons de enigma, por vezes ritualistas, lembrando “Brown Rice” de Don Cherry ou os momentos com mais percussão – ou sensação de – dos Popol Vuh, melhor, se os Popol Vuh convidassem Francis Bebey para umas sessões. É um disco envolto num manto bizarro, há qualquer coisa de gótico à superfície, mas sucessivas audições deste disco indicam-nos um caminho próximo de jazz fundido com uma estrutura dub. Não faz sentido, sabemos. Mas tem sido recorrente encontrarmos discos assim, que esmagam preconceitos. Um bom ovni lançado em 2015. Este vai de certeza estar nas nossas listas.

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Quarta-feira, 8 Julho, 2015

V/A Disco Dildar CD / LP

€ 14,95 CD Finders Keepers

€ 20,95 LP Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKR065-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR065-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR065-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR065-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR065-5.mp3]

Mais um disco na série de “Sounds Of Wonder” da Finders Keepers, dedicada ao pop/disco indiano e paquistanês que fez algum furor durante as décadas de 1970 e 1980. A concentração de ideias vai toda para a influência que o Disco teve nesta região do globo e como isso se traduziu, quer em singles, quer na sua colocação na indústria cinematográfica local. Há algo de exótico nisto, sim, há algo de repetitivo, claro que há, mas isso faz parte do encanto, de como uma produção que seguia algumas linhas mestras conseguia criar produtos vastamente diversificados. Ou seja, é uma repetição sem exaustão, porque há sempre uma meia dúzia de temas nestas compilações que arrasam as normas e oferecem algo de suficientemente estranho para sentirmos aquele amor à primeira vista. Dez descobertas, algumas de nomes recorrentes desta série, que trazem de volta aquele fuzz monstruoso DIY daquela altura, naquele local.

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Quarta-feira, 8 Julho, 2015

PLO MAN Stations of the Elevated 12″

12″ Acting Press

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PRESS02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESS02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESS02-3.mp3]

ESGOTADO / SOLD OUT

PLO Man acrescenta mais substãncia à revisão da história house e jungle para a qual, por exemplo, DJ Sotofett contribuiu com “Trans-Jungle Ride” no ano passado. Breaks de jungle em tempo house significam um tributo bem explícito ao som que saiu dos clubes ingleses para o mundo na década de 90. “Rare Plastic” conta a história bem direitinha, com a linha de baixo bem presente a contrastar com uma camada de ambiente muito discreto. “Nearly Invisible” retira a pressão do beat e mantém apenas algum baixo e breaks orgânicos para funcionar quase como um accapella de ambiente que se pode cruzar na mistura (o tempo está lá). A faixa inteira é uma longa antecipação e é bonito que tenha sido concebida como tal. “Type Damascus” estende por 13 minutos uma jam no espírito de coisas que conhecemos na Sex Tags ou Sued. Talvez Berlim esteja a fazer isso às pessoas (ambas essas editoras, e também a Acting Press, trabalham a partir de lá). Ao acompanhar a faixa inteira ficamos com a sensação de que há algo de bastante imaterial aqui, como se fosse a projecção de uma memória que fica bem nítida em certo momento e tende a desvanecer-se com a duração da faixa – os últimos 3 minutos são apenas vapor. Não há como não sentir o conforto.

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Segunda-feira, 18 Maio, 2015

BEN SALISBURY & GEOFF BARROW Ex_Machina OST 2CD

€ 17,50 € 13,50 2CD Invada

€ 25,95 2LP (Ed. Limitada, gatefold, vinil branco) Invada

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Excelente surpresa, embora quem tenha visto o filme não ficará assim tão surpreso. Mas para alguns de nós, a banda sonora de “Ex_Machina”, que estreia Alex Garland na realização, não marca uma presença tão intensa como o disco afinal nos mostra. Sim, a música está lá e quando é precisa aparece, mas a ideia de obra musical que caiba num disco não nos convence. Puro erro, afinal: em disco, “Ex_Machina” é uma fabulosa obra, sem todos os fillers que este género tem, e com um extraordinário sentido narrativo – que traz do filme, obviamente – que se vai expondo ao longo dos temas. Ou seja, uma obra que por si fala do filme, com princípio, meio e fim, em que nada se repete porque também o filme nunca se repete. Nesse sentido, Salisbury e o senhor Portishead fizeram não só uma óptima banda sonora como fizeram um óptimo disco, e por uma vez quase, quase, quase sem exemplo, a audição desta música prescinde totalmente das imagens, embora tenha tido o raro privilégio também de poder ter sido escrita em ligação muito directa com as filmagens. Partitura electrónica, cheia de emoções e espírito ambiental, “Ex_Machina”, o disco, é um magnífico filme sonoro que nos atira para o nosso filme. Como extra, um segundo disco que expande alguns momentos e oferece alternativas – a Ava a despir-se tem várias bandas sonoras possíveis (piscar de olho) -, mas o dia está ganho apenas com a primeira rodela. Óptima, óptima surpresa.

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Segunda-feira, 20 Abril, 2015

CLUSTER One Hour LP

€ 17,50 LP (2014 reissue) Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB172-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB172-2.mp3]

Esta música talvez não se esgote nunca. “Apropos Cluster” marcou um regresso de Moebius e Roedelius em 1990 e, quando avançamos 4 anos, encontramos “One Hour”, dividido em 11 partes a partir de sessões gravadas ao vivo em Viena. Já é notório o brilho digital da síntese sonora de Cluster, aquele tom metálico e excessivamente brilhante que se pode ouvir em bastante música electrónica cujo equipamento prometia um futuro mais asséptico. Mas aquilo que parecia demasiado polido é agora uma captura perfeita do tempo em HD. O mundo nunca foi realmente assim mas a nossa imaginação fabricou todos os seus detalhes para parecer moderno, futurista, limpo. Esta hora induz pesada pressão atmosférica numa espécie de neo-classicismo industrial que convive perfeitamente com o brilho exótico dos momentos mais contemplativos. A reedição de “One Hour” carrega 20 anos sem esforço e mantém-se profundamente alienígena e destacada da realidade.

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Quinta-feira, 22 Dezembro, 2011

V/A Life Is Dance CD 2LP

€ 12,50 CD Finders Keepers

€ 20,95 2LP Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKR049CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR049CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR049CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR049CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR049CD-5.mp3]

Parte da série “The Sound Of Wonder!” que a Finders Keepers dedica a sons provenientes da Ásia, principalmente ao universo de Bollywood e seus sucedâneos, “Life Is Dance!” é uma espécie de segunda parte de “The Sound Of Wonder!”, compilação editada há uns anos e que serviu de âncora para todas as que se lhe seguiram. Alguns nomes conhecidos nestas andanças entram aqui (M. Ashraf ou Sohail Rana) mas a verdadeira jóia da coroa está em “Zambo Zambo” de Tafo, tema absolutamente fantástico de oito minutos de cosmic/disco/tribal, uma pérola que por si só vale toda esta compilação.


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