Quinta-feira, 30 Julho, 2015

MAALEM MAHMOUD GUINIA + FLOATING POINTS / JAMES HOLDEN Marhaba 12″

€ 11,50 12″ + LIVRO Eglo

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EGBC001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EGBC001-2.mp3]

Parece difícil reconhecer a identidade de cada um dos nomes mais familiares neste disco – Floating Points e James Holden – mas é precisamente em projectos desta natureza que essa identidade mais ressalta. Talvez não a consigamos ligar ao que já conhecemos deles, e teriamos certamente de gastar muito tempo a seguir os pontos, só que estas jams com o mestre Mahmoud Guinia obrigaram cada um a decidir que abordagem resultaria melhor para si. Logo, a identidade de Floating Points está resolvida no modo como deitou um tapete electrónico em espiral, convidando a improvisação de Mahmoud Guinia e a sua banda. Notórias e celebratórias, as vozes, as palmas e as cordas do guembri. Para Holden, a marca resolve-se com mais drama na flutuação constante do seu synth modular por entre o fogo aguerrido da banda. Aconteceu em Marrocos, num dia à beira de uma piscina, com a comunicação entre os dois britãnicos e os músicos marroquinos a fazer-se inteiramente através de tradutores. Para a música que gravaram em conjunto, no entanto, não há necessidade de intermediários. A acompanhar o disco, livro generoso com a documentação dos acontecimentos em fotografia.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

JACKSON C. FRANK Jackson C. Frank CD / LP

€ 9,50 CD Earth Records

€ 17,50 € 12,95 LP (+ CD) Earth Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD001-5.mp3]

De que é feita uma obra-prima? De música excepcional, marcante e eterna. Se à música juntarmos uma história arrepiante e irrepetível, podemos ter um disco nas mãos que nos emocionará todas as vezes que o ouvimos. “Jackson C. Frank” é um desses discos, maiores que todos os outros, maior que as outras obras-primas, que vai acumulando fãs entusiasmados à medida que os anos vão passando. Figura incontornável da folk dos anos 60, Jackson Frank deixou apenas um disco no seu currículo e, como todas as histórias deste género, um legado que ainda hoje influencia todos os que se preocupam em ver a história da música para construírem a sua. Nos anos 50, quando tinha apenas 11 anos, Jackson Frank foi uma das vítimas de um incêndio na sua escola – não morreu, como alguns dos seus colegas, mas as marcas do incêndio ficaram no seu corpo e, mais tarde, na maioridade, no seu bolso, graças ao pagamento de um prémio do seguro. Destinado a gastar rapidamente a pequena fortuna que tinha, foi o interesse em carros que o leva a ir a Inglaterra e à fama que a indústria automóvel tinha por lá. Foi na viagem de barco, no Queen Elizabeth, que começou a olhar para a sua viola e composição de modo mais sério. A primeira canção que nasce desta descoberta é, justamente, “Blues Run The Game”: ‘catch a boat to England’, diz logo nos primeiros segundos desta pequena maravilha, confessional, que também abre o seu álbum de estreia. Entretanto, em Londres, a vida agitada coloca-lhe Paul Simon e Art Garfunkel à frente, os seus futuros flatmates e parceiros de palco. Paul Simon, adepto imediato da sua música, acabaria por se oferecer para produzir o único álbum de Jackson Frank, na altura editado unicamente no Reino Unido. Contudo, tenha sido a pressão de entregar canções de igual quilate numa Londres cada vez mais atenta ao rock ou as depressões que o acompanhavam e afundavam regularmente, o segundo álbum nunca teve um plano exequível, apesar das boas críticas – e John Peel – terem agraciado a sua estreia e de muitos músicos terem feito as suas versões e vénias. Quando o dinheiro do seguro começou a revelar o pano dos seus fundos, Jackson Frank não teve outra alternativa senão regressar a casa, aos Estados Unidos, no final da década de 60, onde procurou mudar de vida e constituir família. Mas a morte de um filho iria agravar fulminantemente o seu estado, levando-o a um estado depressivo de que nunca mais recuperaria. No início dos anos 80, Jackson decide reatar a sua vida musical procurando o último elo de ligação, viajando até Nova Iorque para encontrar Paul Simon. Mas o completo desnorte leva-o a perder-se pela cidade e tornar-se um sem-abrigo frágil, com visitas regulares ao hospital, sem ninguém que o consiga ajudar ou, sequer, localizar. É apenas em 1984 que um fã o encontra e o ajuda a recuperar a dignidade e alguma da sua débil saúde: volta a gravar alguns temas, velhos e novos, enquanto vê, em 1996, a primeira reedição em CD do seu único álbum. Morreria pouco tempo depois, com 56 anos, vítima de uma pneumonia e de um corpo demasiado macerado para resistir. A sua honestidade levou-o a ser acarinhado por muitos músicos, chegando a privar com alguns dos grandes nomes folk que por Londres procuravam algum reconhecimento universal – Dylan, Baez, Sainte-Marie, Hardin -; convenceu Sandy Denny a largar a escola de enfermagem para se dedicar à música, fez o booking de Bert Jansch! e John Martyn, e, enquanto o dinheiro resistiu, ironia!, deu comida e alojamento a alguns músicos folk necessitados. Uma vida atribulada e espremida pelos azares, digna de uma terrível história dramática, mas que nos deixou “Jackson C. Frank”, um dos mais belos álbuns folk de sempre e uma obra-prima de difícil adjectivação.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

JENNY HVAL Apocalypse, Girl CD

€ 15,50 CD Sacred Bones

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Às vezes ficamos desanimados quando discos não vingam como desejamos, ou quando há novos músicos que parecem prometer tudo e está toda a gente a ouvir outros discos (muitas vezes, os errados). É o nosso empenho a falar, não nos levem a mal – estamos cá para levar isto tudo a sério. Quando ouvimos “Apocalypse, Girl” voltamos a sentir que o que vamos sentindo desde “Viscera”: estamos a ouvir uma das mais importantes autoras dos últimos anos. O problema está localizado, e o que afasta o grande público dela é exactamente aquilo que atrai muitos de nós: canções cortantes e desafiadoras, escritas para incomodar, embrulhadas numa pop experimental que nos tira o chão. “Innocence Is Kinky”, de há dois anos, já era isto tudo, mas esta sua estreia na Sacred Bones parece prometer um outro grau de atenção que, esperamos, não falhará. Feito em jeito de sussurro confessional, apimentado por gritos existenciais, “Apocalypse, Girl” é um testemunho exposto das suas vulnerabilidades que se vão transformando em forças à medida em que entramos no seu mundo. Entre contradições e regras normativas, o lado musical acompanha as mudanças de humor de Jenny Hval, ziguezagueando entre arranjos pop cristalinos, farrapos acústicos neo-clássicos, electrónica e ruído de Lasse Marhaug ou ambientalismo sufocante, deixando claro como a música é a matéria prima para a construção das canções. Se o brilhante “Meshes Of Voices”, com Susanna, parecia indicar um novo rumo apaziguado para Jenny Hval, “Apocalypse, Girl” traz de volta as questões certas – “what’s wrong with me?”, diz – que a ajudam a criar discos assim. Ainda não é para todos, mas temos de ser muitos a gostar disto. Fabuloso.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SUSUMU YOKOTA Image 1983-1998 CD

€ 15,95< € 9,50 CD Leaf

“Image 1983-1998″ vai fundo no baú de Susumu Yokota, mostrando os detalhes microscópicos da sua obra passada, entre a memória do realejo perdido no tempo até composições mais complexas que se tornaram clássicos instantâneos (como “Morino Gakudan”). O ar áspero, aberto à Natureza, lembra o lado bucólico da pop de Virginia Astley, enquanto que o jogo musical entre guitarras desfeitas lembra-nos a ingenuidade sonora de Durutti Column. Esta compilação é, pela sua bravura e perfil biográfico, um dos melhores documentos da arte de Susumu Yokota, onde as ideias existem para além da forma, e onde percebemos a verdadeira sensibilidade e espiritualidade que o comanda.


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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SUSUMU YOKOTA The Boy And The Tree CD

€ 15,95< € 9,50 CD Leaf

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“The Boy And The Tree” é o último álbum para a Leaf, saído em Setembro de 2002, depois de pouco mais de um ano sobre o best-seller “Grinning Cat”. E tal como este disco, é ainda a Natureza à sua volta que o contamina, dizendo mesmo que o rapaz do título é ele e as árvores são justamente as que o circundam na nova casa, nos arredores de Tóquio. Para além desta influência, “Mononoke-hime” do mestre da animação japonesa Hayao Miyazaki também provocou um grande impacto neste álbum, deixando-o ainda mais entregue à fantasia e à construção (sonora) de mundos que vagamente reconhecemos. Há um punhado de clássicos espantosos em “The Boy And The Tree”, mas há também alguma repetição de fórmulas e sons que fazem com que alguma da magia que Susumu Yokota tão abundantemente exalou em tão pouco tempo se vá esvanecendo como a luz no final do dia. Ainda assim, Índia, oriente, música clássica, contemporânea, tribal, Verão e Inverno, água e ar, fogo e gelo, e novamente Steve Reich, tudo aparece no cenário deste álbum, deixando-nos entregues à nossa imaginação.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SUSUMU YOKOTA Sakura CD

€ 15,95< € 9,50 CD Leaf

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Poucos meses depois de “Magic Thread”, “Sakura” era mais um álbum que aparecia no mercado europeu, mostrando a torrente criativa que Yokota conseguia materializar em obras plenamente fechadas e conseguidas. Em momentos – como “Hagoromo” -, ouvimos o artesanato de Jon Hassell ou Brian Eno, com uma espécie de música circular, como uma caixa de música de encantar; noutras parece que viajamos à Noruega, uma década antes, ao techno de Biosphere; noutras, vemos a sombra de Steve Reich, mais uma vez, a tingir os seus ambientes. As peças parecem estar mais definidas que em “Magic Thread”, com alguns motivos a parecerem estudos arrítmicos para algo mais dançavel, mas nada falta a “Sakura”, onde voltamos a ouvir alguma da mais rica música ambiental da década, cheia de profundidade, classicismo e alta-definição.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SUSUMU YOKOTA Grinning Cat CD

€ 15,95< € 9,50 CD Leaf

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“Grinning Cat” é uma obra sobre a felicidade. Susumu Yokota afastou-se do centro de Tóquio para os subúrbios, onde espaço, natureza e vida selvagem passaram a visitá-lo com maior frequência. A sua casa passa a albergar três gatos que trazem aquela paz que os felinos conseguem trazer a quem, obviamente, está preparado para a receber. Perante a melancolia que o afastamento da cidade provoca, “Grinning Cat” investe o seu charme no lado acústico, com piano e percussão e vozes a povoarem grande parte dos temas, como um híbrido estranho que se entranha, lembrando-nos, por vezes, a magia multicultural de Musci & Venosta. Voltam também os pequenos temas enterrados em lo-fi, como se fossem transmissões rádio perdidas no tempo, que nos fazem lembrar aquelas músicas que ocupam os sonhos bonitos nos filmes. E depois há “Lapis Lazuli”, ou seja, Susumu Yokota a mergulhar de cabeça em Steve Reich e a mostrar-nos, declaradamente, uma das suas maiores inspirações para este seu lado ambiental. Também “Tears Of A Poet” merece distinção: é um melting pot sublime de estilos e sons, quase todos opostos, onde um crescendo ambiental é suportado por um saxofone que lembra “Body Heat” e os aplausos finais dizem o que pensamos. Tornou-se num dos discos mais vendidos da Leaf.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SUSUMU YOKOTA Magic Thread CD

€ 15,95< € 9,50 CD Leaf

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BAY11CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY11CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY11CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY11CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY11CD-5.mp3]

Em Março de 2000, “Magic Thread” aparecia deste lado do mundo como o primeiro álbum de Yokota de originais – saíra dois anos antes na sua Skintone (e, como curiosidade, antes de “Image”). Mais polido e com temas mais longos, “Magic Thread” mostra espaço e ambição importantes, introduzindo ritmo em alguns dos temas, provando que a alquimia do japonês não se resumia à construção ambiental e acústica – ele era na verdade um músico do techno que tinha vindo para este lado do espelho. Apesar do seu lado mais electrónico e rítmico, tudo o que aprendemos a valorizar na música de Yokota estava intacto: melodias frágeis, ambientes hipnóticos, composições repetitivas e minimais, escrita ambiental experimental, e algo fantasmagórico que parecia querer ingenuamente assustar-nos. Com este “Magic Thread”, Susumu Yokota passava a ser, como Ken Ishii, um dos primeiros japoneses com edições regulares na Europa.

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Segunda-feira, 27 Julho, 2015

BIOSPHERE Microgravity (Expanded) 3LP

€ 42,50 3LP (2015 reissue) Biophon

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“You know the moon, you know the stars…” é a já clássica abertura com essas palavras e entoação que ficam na cabeça. Em 1991, lá bem em cima no mapa da Noruega, Geir Jenssen (que já era conhecido pelos Bel Canto) mandava um manifesto inclusivo de praticamente todos os aspectos da cultura rave. Ambientalismo, blip, new beat, house, dub techno, breakbeat. A reedição expandida de 2015 inclui um álbum extra de material da época, acrescentando mais profundidade a este vislumbre pelo túnel do tempo. “Microgravity” é um dos momentos seguros desses anos em que o termo Ambient ganhava nova conotação fora do eixo de Brian Eno. “Baby Satellite” é não só Warp como tem mecânica similar a Delkom (um dos projectos ex-DAF) mas Biosphere soa suficientemente distante de cenas concretas e não apenas pela distância geográfica. “Microgravity” não tem o que se pode identificar como clara marca de autor – o seu valor está na justa medida com que captura os sons correctos na altura correcta e, com isso em mente, partimos para uma experiência bastante gráfica de como a procura no / por Espaço se processava. O álbum permanece sugestivo de um salto para cima, mais do que uma mera banda sonora para clubes ou “salas de descanso”. Mesmo “Ectozone”, extra nesta reedição, talvez a faixa mais directa para pista de dança, sugere momentos fora do globo terrestre. Uma boa narrativa não perde gás com os anos.

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Sábado, 25 Julho, 2015

PESSOAS QUE EU CONHEÇO Uma Carta De Amor Para SEGA CDR

€ 3,95 CDR 40% Foda/Maneirissimo

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Recebemos um monte de CDR escritos e carimbados à mão pelo Lucas e é a primeira vez que a 40% Foda/Maneiríssimo tem produto à venda na Flur. Em vez de começarmos pelo mais recente (Repetentes 2008), escolhemos as Pessoas Que Eu Conheço para representar este destaque à editora. Para uma visão mais concentrada podem regressar a este momento de 2014, uma mix do Seixlack para o programa de rádio dos Photonz na Oxigénio (https://soundcloud.com/photonz/princ-pio-da-incerteza-203), mas nós vamos pegar na “Carta De Amor Para SEGA”, também de 2014. Um ano à frente (ou seja, agora) já se sabe que o Japa Habilidoso editou na Future Times e que o som da 40% é afinal a correspondência (bonita) do som da Future Times, da Mood Hut, da praia e da consola. O som aqui neste CDR resume todo o material bom que a editora mandou cá para fora, quer dizer, é talvez o disco perfeito da 40% até ao momento, pelo equilíbrio entre o robótico / sintético, a alma de viajante das estrelas e uma visão agradavelmente turva provocada por demasiada bebida fresca debaixo de Sol à beira-mar. A terceira faixa (“003″) deixa tudo no chão, bem à vista, descontraído. A partir daqui podem seguir às cegas para o resto do catálogo. O Lucas fez a música neste “SEGA”, também. Só um toque: os CDR foram carimbados e escritos à mão (vejam as imagens), podem ter marcas de manuseamento (é à mão!) e vieram de longe numa caixa dos correios. Não esperem embalagens direitinhas. Por fim, eis o que a editora escreveu. Parece papa intelectual só à superfície, acreditamos que isto é bem sentido:

“Tem gente que afirma… sim: os solos dos bens consumidos são os solos humanitarios, mas será que essas pessoas você conhece? Lucas de Paiva é timido mas quando ele pisa nesse solo, ele pisa com o seu chinelinho e ele pode sempre te falar que o azul da Sega é menos hipócrita que o vermelho nacional. No seu EP, cheio de migalhas de jogos da SEGA, Lucas pensa que conhece pessoas mas tem certeza de que conhece musica como um todo e a SEGA, apresentando-se com musiquinhas que começam achando que você realmente poderia ser um porco-espinho numa pista mas que acabam só lhe confirmando que Virtua Fighter é uma epistemologia libertária da musica de elevador. Pra quem ostentou uma vida com a idéia de que as nuvens do compositor é a trilha sonora, o tamanho de pessoas reconhecidas em 3 faixas (E MAIS UMA BONUS SE VOCÊ COMPRAR) é genial, surpreendente e emocionante. Você tem que comprar isto.”

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Quinta-feira, 2 Julho, 2015

ARIEL KALMA Open Like A Flute 2LP

€ 29,50 2LP Black Sweat Records

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=c6uayQSSCQk?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

É um discurso que se repete e é um que vale a pena repetir para se compreender o circuito de reedições em movimento nos últimos anos. Um artista ou um movimento é apanhado por alguém e de repente começa-se a redescobrir todo um universo que estava encoberto. É o caso de Ariel Kalma e, também, da italiana Black Sweat, cujo catálogo recentemente descobrimos e nos tem revelado valentes surpresas. De algumas já falámos, de outras contamos falar em breve (é preciso tempo para digerir). O som do francês Ariel Kalma em “Open Like A Flute” soa quase a uma revisitação de alguns trabalhos dos Popol Vuh em circuito new age. É algo que está intrínseco noutros trabalhos seus que têm vindo a ser reeditados (em especial na colectânea “An Evolutionary Music (Original Recordings 1972-1979)” na RVNG Intl.), mas aqui há claramente um pezinho na new age, quanto mais não seja por ser material que entra na década seguinte e a toada é completamente diferente (e o mesmo aconteceu com outros nomes de que temos vindo a falar, que surgiram na década de 1970 e continuaram carreira nos 1980s). O que é impressionante neste 2LP é o modo como as texturas se vão amontoando naturalmente, cruzando-se com fluidez e deixando um mar brando de som para se desfrutar.

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Quinta-feira, 11 Junho, 2015

HOLLY HERNDON Platform CD / 2LP

€ 12,50 CD 4AD

€ 27,95 2LP 4AD

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“Movement” (o segundo de Holly Herndon) é um álbum que passou relativamente despercebido, embora tenha estado em listas de 2012 e Herndon tenha chegado a alguns sítios graças a ele (a passagem para a 4AD é prova disso), o seu tipo de mistura de electrónica merecia maior atenção. Porque dizer que aquilo que ela faz é singular é pouco. É, talvez, das novas artistas da electrónica desta década que melhor soube construir um território sem paralelo na actualidade. O modo como Holly Herndon constrói músicas em volta da sua voz e conjuga beats de dance-pop fantasistas é qualquer coisa de especial; especial porque foge a uma certa norma imposta pelos ouvidos da nova electrónica e especial, também, porque trabalha na perfeição uma espécie de escola mais ligada à música contemporânea/concreta/electroacústica com uma sensibilidade pop que tem tanto de esperta como moderna (e moderna no sentido de actual ou de completa, disposta a formar uma academia). Assumir que é algo novo é errado, é simplesmente refrescante e algo que arrasa toda a concorrência actual, sejam aqueles que o fazem próximo desta dinâmica ou aqueles mais colados a uma electrónica tradicional com um dedo na pop. E o que se sente em “Platform”, mais do que em “Movement” (que era um álbum mais ligado a uma certa tradição/história deste jogo de voz e electrónica), é uma coragem tremenda em arriscar numa espécie de território de ninguém, uma junção de pop e avant-garde que é sempre difícil de agradar a quem procura coisas mais orelhudas ou aqueles que se regem pelos territórios mais académicos da electrónica. E “Platform” é uma espécie de álbum perfeito para esse limbo e com um poder imenso para agradar a quem se encontra dos outros lados das barricadas. Vão à confiança.

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Quinta-feira, 18 Dezembro, 2014

DAVID LYNCH Duran Duran Unstaged DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

De David Lynch tinha que se esperar mais do que um concerto. E é isso que “Duran Duran Unstaged” é: mais do que um concerto filmado. É quase como um filme com um concerto a servir de fundo. Lynch aproveitou a subida aos palcos dos Duran Duran no Mayan Theater em Los Angeles quase como contexto para uma experiência multimédia. Mas é claro que também é um concerto, especial, em que os Duran Duran puxam pela memória das suas canções com alguns convidados (Gerard Way, Beth Ditto, Kelis e Mark Ronson). O resultado é uma espécie de fusão de dois mundos, não tanto num registo de complemento, mas a bizarria de Lynch é quase como que um cenário fora do palco que concede uma experiência que tanto é idílica como de pesadelo.


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Terça-feira, 11 Novembro, 2014

FLORIAN HABICHT Pulp – Um Filme Sobre A Vida, A Morte E Supermercados DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

O que há depois do fim? A última década ensinou-nos que costumam existir regressos. “Pulp – Um Filme Sobre A Vida, A Morte E Supermercados” mostra-nos a última data da digressão de regresso dos Pulp, em Sheffield, cidade de onde são naturais. Mas falar de regresso no caso dos Pulp é um caso estranho, o primeiro disco é de 1983 (“It”) mas a glória só bateu com “Different Class” em 1995, principalmente graças a temas como “Disco 2000” e “Common People”: não é por acaso que é esta última que se ouve no início e no fim do concerto. O filme de Florian Habicht tem um carácter muito descomprometido, um pouco como a banda por detrás de Jarvis Cocker, entre imagens do concerto, bastidores, entrevistas nas ruas de Sheffield com pessoas banalíssimas (e o lado da má reportagem de televisão – propositado – cai mesmo bem no universo dos Pulp) e com alguns futuros espectadores do concerto. Não há retrospectivas, mas apanhados de uma espécie de filosofia Pulp, aplicada à sua carreira, ao povo de Sheffield e à vida em geral.

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Sexta-feira, 29 Novembro, 2013

SHANE MEADOWS Made Of Stone – The Stone Roses DVD

€ 13,50 € 7,50 DVD Alambique

Os Stone Roses são um dos nomes incontornáveis da música popular das últimas três décadas. Apenas dois álbuns e uns quantos singles (“Fools Gold”!!!), mas todos sabemos que a marca foi deixada pelo seu álbum homónimo, de 1989, uma autêntica obra-prima que ainda hoje se ouve e sente-se que quem o criou estava mesmo a tentar fazer algo especial: o desejo e arrogância de quererem ser maiores do que os Beatles ouve-se em cada canção. E o facto da primeira se chamar “I Wanna Be Adored” ajuda a construir todas as histórias possíveis à volta disso. “The Second Coming” demorou cinco anos para sair e, embora tenha os seus momentos, está longe das pretensões que tinham. De certa forma, a sua marca permaneceu no mundo em volta de “The Stone Roses”. Em 2012, 16 anos depois do fim, voltaram a colocar um ponto e vírgula na carreira e reuniram-se. Shane Meadows, realizador de óptimos filmes como “This Is England” ou “Once Upon A Time In The Midlands”, registou o trabalho da banda enquanto se preparava para o regresso, que ocorreu em Manchester – onde mais? – diante de 220 mil pessoas, em três datas. “Made Of Stone” documenta esse período e é intercalado com imagens – muitas inéditas – dos tempos áureos da banda. Este DVD é um objecto fundamental para desbravar mais terreno de uma das melhores bandas britânicas do último quarto do século XX, que nos deixou um daqueles álbuns que, quando está a tocar, é o melhor de sempre.

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Quarta-feira, 25 Novembro, 2009

NEGATIVLAND Escape From Noise LP

negativland escape from noise

€ 12,50 LP (Reedição) SST

Sejamos honestos: poucos discos feitos de outra matéria que não canções convencionais, nos últimos 20 e poucos anos (“Escape From Noise” é de 1987), contêm tantas frases citáveis como este: “Is there any escape… from noise?”, “Michael Jackson, look what you’ve done!” “Do you know how many time zones there are in the Soviet Union?”, “Eleven”, “Yellow, black and rectangular”, “Communism is good!”, a versão com soluços de “Over The Rainbow”, etc etc. Cada tema é uma peça única de colagem, onde canção se mistura com locução radiofónica, nós (os fãs do disco), sabíamos praticamente de cor todas as deixas importantes no álbum. A imagem invertida na capa aponta logo para um mundo às avessas que, de facto, o próprio grupo viria a denunciar mais activamente como vítima dos processos decorrentes de “Christiany is Stupid” e “U2″ . Acrescentando ao lado mais sério de comentário socio-político, ao engenho sónico na meticulosa encenação de cada faixa, “Escape From Noise” é entretenimento de classe, um disco ao qual o termo Obrigatório se aplica sem pestanejar. Percam isto e estarão a perder um documento popular único sobre a consciência americana nos anos Reagan e o estado do mundo ainda sem saber se a Guerra Fria tinha terminado com a Perestroika ou não.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 25 Novembro, 2009

NEGATIVLAND Escape From Noise CD

€ 15,50 € 12,50 CD Seeland

Sejamos honestos: poucos discos feitos de outra matéria que não canções convencionais, nos últimos 20 e poucos anos (“Escape From Noise” é de 1987), contêm tantas frases citáveis como este: “Is there any escape… from noise?”, “Michael Jackson, look what you’ve done!” “Do you know how many time zones there are in the Soviet Union?”, “Eleven”, “Yellow, black and rectangular”, “Communism is good!”, a versão com soluços de “Over The Rainbow”, etc etc. Cada tema é uma peça única de colagem, onde canção se mistura com locução radiofónica, nós (os fãs do disco), sabíamos praticamente de cor todas as deixas importantes no álbum. A imagem invertida na capa aponta logo para um mundo às avessas que, de facto, o próprio grupo viria a denunciar mais activamente como vítima dos processos decorrentes de “Christiany is Stupid” e “U2″ . Acrescentando ao lado mais sério de comentário socio-político, ao engenho sónico na meticulosa encenação de cada faixa, “Escape From Noise” é entretenimento de classe, um disco ao qual o termo Obrigatório se aplica sem pestanejar. Percam isto e estarão a perder um documento popular único sobre a consciência americana nos anos Reagan e o estado do mundo ainda sem saber se a Guerra Fria tinha terminado com a Perestroika ou não.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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