Sexta-feira, 7 Agosto, 2015

LUST 887: CELESTE/MARIPOSA


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

7.8.2015
A GRAVAÇÃO DE “KUDIHOHOLA”
por CELESTE/MARIPOSA

Em Outubro de 2014, bem depois de tomada a decisão firme de gravar o Chalo Correia,
subsistiam ainda algumas dúvidas relativamente ao álbum e seu destino.
O entendimento perfeito quanto à sonoridade deixava-nos descansados quanto ao território a ocupar,
mas (por incrível que pareça), não sabíamos quem iria editar o disco, nem quantos temas teria.
Só sabíamos que tínhamos que gravar. A prioridade era dar a conhecer a música do Chalo,
e isso só parecia ao alcance de quem tivesse capital, condições, organização.
Até então, parecia claro que não seríamos nós. A ideia era procurar editor poderoso na Europa ou EUA; entregar a pasta.
O Gustavo, empenhado na captação de som durante a gravação nos Nirvana Studios,
nos intervalos vinha manifestar preocupação por mais esta dádiva à Europa do dinheiro;
“Levam o mel e mandam pra cá 5 tostões e uma nota de rodapé”.

Esta dica, em contexto de escaldamento constante em concursos para fundos culturais,
tornou-se o gatilho para materializar a nossa libertação definitiva
de mais submissões às mãos de burocratas pálidos da arte instituída, enfadonha e distante,
e pouco depois tomámos a decisão de editar nós o disco, fosse como fosse.
Os editores de um disco têm de ser quem o conhece melhor, e quem tem uma visão para a sua sonoridade e futuro.
E esses éramos nós.
O Chalo vive em Lisboa desde 1991, faz parte da cidade, e isso inclui a bagagem angolana que traz com ele.
Esta mistura é Lisboa.
Chega de fotografias centro-europeias e neocolonialistas com honras de “descoberta” que parasitam o nosso trabalho:
Tínhamos de ser valorizados no imediato pelo que já cá anda há décadas!

No palco da sala de espectáculos vazia (que servia de estúdio) estavam Chalo Correia em jeito de maestro,
rodeado de Galiano Neto, Renato Chantre, Nir Paris e João Mouro.
Não estavam bem em “modo estúdio”, mas a música soava a pronta, precisa, muito junta.
Parecia mais um concerto vazio que uma gravação. Afinal, estavam a gravar todos juntos,
em condições que, como dizem os profissionais: “já não se vêem há 40 anos”.
Mas era o que havia, e sendo os músicos experimentados, seria esta a ocasião para gravar um disco com espontaneidade,
groove puro que faz mexer a anca e que, resultando, seria bem mais interessante que o disco contemporâneo-perfeito,
em que o nível de preocupação microscópica cria discos que de tão polidos, implodem e perdem a linguagem.
Tínhamos uma boa ocasião de não fazer esse erro, mas, em boa verdade, também não tínhamos escolha.

O tempo dirá que influência terá “Kudihohola”, mas será dos primeiros discos da história da música portuguesa
a juntar o público português urbano, viajado e curioso, com o público de primeira geração oriunda dos PALOP,
mais fiel às suas tradições e identidade.
Cada vez faz menos sentido que estes públicos estejam separados, e continuaremos a trabalhar para os juntar.

—–

a edição em cd e lp do álbum de chalo correia serve para puxarmos para cima o trabalho de celeste/mariposa, colectivo que, a partir de lisboa, mete a funcionar bailes sustentados por uma missão: “mostrar a portugal e ao mundo a qualidade, vanguardismo e diversidade da cultura dos 5 países africanos de língua oficial portuguesa (palop)”. os bailes conduzem à edição presente (e às futuras que já planeiam)
e a jornada prossegue com a preparação de um documentário sobre a expressão dessa música na cidade de lisboa. áfrica ocupa um bom espaço na capital, espaço económico, espaço humano, efectivo, e um espaço emocional muito grande.



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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

MAC DEMARCO Another One CD / LP

€ 15,50 CD Captured Tracks

€ 25,95 LP Captured Tracks

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Continuamos com o nosso coração dividido. É mesmo muito difícil gostar incondicionalmente de Mac DeMarco. Ele complica-nos a vida, criando obstáculos para cedermos ao mais óbvio que é ouvir a sua música sem qualquer interferência. Alimenta um prazer (supomos nós) em puxar o tapete a quem se prepara para o intelectualizar, deixando-se à mercê (supomos nós) dos fãs que o aceitam sem quaisquer reservas (o seu stage diving nos concertos é simbólico). Entre os seus actos de sabotagem, DeMarco prova-nos várias vezes que é um dos mais talentosos escritores de canções da sua geração, desvendando o potencial que tem e que, graças à sorte, vai colocando cá fora. Senão, ouça-se “Another One”, escrito numa semana, gravado em mais uma, entre datas da digressão do seu álbum anterior. Lembra-nos Cass McCombs ou Devendra Banhart pela facilidade com que parecem digerir um compêndio pop e rock sem hesitar. E isso, sabemos, é arte que não está ao alcance de qualquer um. É verdade que DeMarco não está ao nível dos citados atrás, mas topa-se bem o potencial que existe neste canadiano e topa-se o quanto o diverte ir adiando o momento sério em troca por mais um divertimento. “Another One” é, vendo com alguma atenção, um desses momentos de pausa: um mini-álbum escorreito, sem grande sobressaltos, onde a missão é fazer pop clássica irrepreensível. E o sacana consegue-o sem mostrar grande esforço. Soube que isto era missão para meia dúzia de canções, não se esgotou num álbum interminável que arruinaria o seu conceito (e a sua pausa), e parece divertir-nos tanto quanto ele se divertiu na escrita e gravação de “Another One” – e, já agora, no vídeo do tema homónimo, onde brinca a outros clássicos, entre o pôr-do-sol e Michael Jackson. No final do álbum, um convite pessoal para passarmos lá por casa (ele diz-nos a sua morada!) e bebermos um café. Personagem intrigante, sempre, mas também um músico fantástico com um potencial assustador. E “Another One” e “A Heart Like Hers” como duas das mais fenomenais canções pop do ano.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

J.D. EMMANUEL Wizards CD

€ 15,50 € 13,50 CD (2015 reissue) Important

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Eis o tal “Wizards” de que todos falam. Ou continuam a falar. Uma pérola brilhante e intensa de 1982 que tem viajado pelo tempo como um mito importante da música electrónica, do transe moderno e da new age que importa ouvir. Claramente inspirado em Terry Riley – para alguns ouvidos, a diferença é ténue e este JD Emmanuel podia bem ser um pseudónimo do grande mestre -, “Wizards” é um passeio em tempo real por teclados e sequenciadores vintage que parecem convocar-nos para um estado hipnagógico especial, sincero e humano. Feito em movimentos que se interligam, “Wizards” tem aquele poder que só a simplicidade nos dá: parece fácil, mas é música de outras esferas, para outros estados de alma, que nos ensina coisas importantes quando nos entregamos a ela. Depois de algumas falsas reedições, e de o vinil já ter esgotado, eis o CD pela Important que quis com esta tiragem repor a verdade do som com o Som da Verdade. Essencial.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

MAJA S. K. RATKJE, JON WESSELTOFT, CAMILLE NORMENT & PER GISLE GALAEN Celadon CD

€ 15,50 € 13,50 CD Important

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Emanuel Vingeland foi um pintor e escultor norueguês, nascido em 1875 e falecido em 1948. O seu nome é sobretudo recordado pelo seu trabalho em vitrais de igrejas, criando uma escola para este ofício em 1919. A sua maior obra foi o seu próprio mausoléu em Oslo, chamado Tomba Emmanuelle, que também serve como museu: não tem janelas, as paredes estão preenchidas por frescos que mostram a vida e morte, e possuiu no seu interior uma das acústicas mais desafiantes da Escandinávia. É, por isso, visitada por muitos músicos que aproveitam a fantástica resposta das suas paredes para gravar: “Celadon” é um desses resultados. Voz e taças por Maja Ratkje, órgão e harmónio por Jon Wesseltoft, zither e harmónio por Per Gisle Galaen e armonica de vidro por Camille Norment escrevem no ar este lamento em três partes que nos arrepiam a espinha e nos convertem a alma. Música circular, espiritual e orgânica, feita como se fosse a mais especial partitura da Terra e dos Céus. E acreditem que há muitos momentos de “Celadon” em que a voz de Maja Ratkje comunica mesmo com o além. Intenso.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

RACHEL GRIMES The Clearing CD

€ 15,95 CD Temporary Residence

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Parece um nome tão familiar e no entanto “The Clearing” é o segundo álbum – oficial – de Rachel Grimes. Mas os Rachel’s preenchem esse vazio com meia dúzia de discos que construíram um percurso muito particular na cena indie norte-americana, secção pós-rock. Música escrita para instrumentos pouco indie – ou talvez demasiado indie -, como piano, ou quarteto de cordas, que fogem das convenções clássicas e evitam as novas convenções. Um terreno sem grande definição que nos agrada, como sabem. “The Clearing” fortalece esses pressupostos com arranjos ambiciosos para temas melancólicos e fortemente cinematográficos. Mais focado em detalhes do que propriamente no aspecto global dos temas, “The Clearing” é um óptimo tónico de fuga para o som habitual destes dias e uma adição – esperada, claro – à família A Winged Victory For The Sullen, por exemplo, com suficientes pontos de escape para ter direito próprio à sua subsistência – sobretudo nos temas onde entra a Sinfonietta de Amesterdão e nos fornece óbvia matéria para os sonhos mais positivos. Um álbum cheio de coisas bonitas.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

10000 RUSSOS 10000 Russos CD

€ 11,95 CD Fuzz Club

OUVIR / LISTEN:
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É sempre uma possível medida do sucesso de algo ver a distância a que as coisas chegam. Como algo que precisa de ser arremessado. No caso do rock, “arremessar” é uma boa palavra, porque a electricidade ajuda-nos a visualizar o kick das coisas. Na mesma altura em que as Pega Monstro editam na Upset The Rhythm o seu “Alfarroba”, preparando-se para abraçar os palcos da Europa este mês, os 10000 Russos estreiam-se nos discos com a ajuda da Fuzz Club, depois de terem ficado bem impressionados com a prestação no festival Reverence Valada, no ano passado (já agora, podem vê-los novamente este ano, no último dia do evento, antes de Amon Duul II). Casamento feito, eis o álbum homónimo de João Pimenta e Pedro Pestana (Alto!, Green Machine ou Tren Go! são algumas das outras paragens deles) que coloca os 10000 Russos lá, onde nem todos chegam. Se é verdade que a massa sonora é sempre fiel ao trote fuzz dos Spacemen 3, este testemunho é quase sempre uma homenagem que transporta o resto das suas canções para outros locais onde os dois Russos exercitam o gosto pelo rock puro (“USVSUS” é, nessa medida, perfeito, com baixo imperturbável e guitarras faiscantes que ocupam todo o campo de visão). Tudo bem feito, tudo certo, tudo equilibrado – mas, infelizmente, sem aquele toque que desequilibra, mas com a vantagem de não ter nenhum toque que desequilibra.

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Quarta-feira, 5 Agosto, 2015

AJUKAJA & ANDREVSKI Looking For Something That’s Not There 12″

€ 11,50 12″ Levels

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Lá da Estónia, um ano e meio depois de “Rare Birds” (esse disco é, agora, um Rare Bird ele próprio). Andrevski pode eventualmente ser um falso segundo elemento nesta dupla, mas Ajukaja responde por Raul Saaremets e o seu histórico vai aos 80s. Esperamos novo fôlego para um LP que esgotou num dia, aqui na loja, o “1991-1992″, de Hypnosaurus (a banda kraut-techno de Saaramets), mas agora é “Looking For Something That’s Not There”. O maravilhoso calor cósmico que emana destes grooves é mantido sem esforço ao longo de 7 minutos de viagem cómoda mas desafiadora, exploratória e com vistas novas povoadas por uma espécie de insecto que esvoaça por ali. Muito oxigénio e emoção para o gastar; “Mesilind” sobe mais e ouvimos house, é certo (e de novo com uma forma de vida sintética a fazer-se ouvir, chegando a um “Aaaaah” que desaparece no fade out e que – esperem – parece Tones On Tail), só que aqui opera ciência mais complexa que, como as boas teorias revelam, não olvida o corpo na procura da expansão da mente. Bizarro para pista de dança, claro, mas muito bom.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

SURGEON Unreleased Tracks 1995-1996 2LP

€ 19,50 2LP SRX

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Antes da ascenção em grande escala (e também em consequência estética, excepção para a Basic Channel) do moderno techno alemão, a Europa era bem representada pelo padrão inglês, analógico, forte e minimal. Temos assistido à operação de recuperação de álbuns e EPs de Surgeon pela SRX e também pela Tresor, e o que nos chega agora nunca foi ouvido em disco antes. O período 1995-96 é louvado com justiça como sendo essencial no modelo techno, marca o meio da década e também o período em que a música electrónica de dança começava de facto a ficar massificada a um ponto de exaustão. Mudança de paradigma, também, para a dominação de música de dança mais “sofisticada”, “elegante” e que respondesse a uma característica aspiracional que os clubbers da época tinham. Toda a gente na cena quis ser playboy e playgirl, por um bocado. Mas aqui estamos bem longe desse cenário. Surgeon manda 6 faixas de puro e excitante techno cibernético, assertivo sem precisar de chegar ao industrial, mesmo no meio da distorção de “HARD”. E oiçam a clara ressonância metálica em “Lash”, praticamente nos antípodas do que é suposto ser, sonicamente, uma faixa típica de dub techno. Música automática, ainda a contar histórias muitíssimo credíveis de como se deve trabalhar uma batida e algumas sequências de groove. Termina na perfeição com “IT-2″.

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Quinta-feira, 23 Julho, 2015

CHALO CORREIA Kudihohola CD / LP

€ 13,50 CD Celeste/Mariposa

€ 18,50 LP Celeste/Mariposa

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O que há nisto, neste grooves? Quem convive com música africana de modo minimamente empenhado não precisa, obviamente, de sair de Lisboa para captar o que anda no ar, a felicidade que está a ser transmitida de forma generosa e que fica, de repente, ao alcance de muito mais almas do que se imaginaria há poucos anos. Primeira e enérgica vénia sempre para os músicos e produtores que não param, que já cá estavam, que vão estando, que começam, mas vénia substancial para quem ajuda a espalhar o resultado dessas cabeças e dessas mãos, às vezes ajuda a interpretar e contextualizar mas, sobretudo, contribui para uma atmosfera mais representativa do todo, e de forma sustentada, com pés e cabeça. Quem ler o resto da nossa newsletter desta semana vai perceber, claramente, o ângulo de Celeste/Mariposa, os editores deste álbum pequeno em duração mas longo na história que transporta, não apenas da música mas da pessoa de Chalo Correia, angolano viajado do Zimbabué para Portugal em 1991. Os músicos juntaram-se em formação renhida de afinação, máquina de grupo, para transmitir o som real quando tocam juntos e não cada um em sua sessão. Chalo aprendeu sozinho os rudimentos de guitarra, até chegar a aprender com uma professora, no meio de trabalhos que tinha de fazer para ganhar a vida. Contactos com músicos estabelecidos como Paulino Vieira foram fazendo crescer o seu peso no circuito musical de Lisboa, cidade com a qual diz ter crescido desde que cá chegou. “Kudihohola” mostra o seu talento em dar seguimento às raízes e mostra-o não apenas na guitarra mas em gaita de beiços, nas letras e composição. Talvez já o tenham apanhado no concerto que Celeste/Mariposa montou no Musicbox como parte da sua acção cultural positiva em prol da música dos PALOP. Como escreve o Wilson da C/M, transmitindo a pica que já vem de trás: “Puxa!”

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Quinta-feira, 16 Julho, 2015

PETER ZINOVIEFF Electronic Calendar: The EMS Tapes 2CD

€ 27,50 € 22,50 2CD + LIVRO Space Age Recordings

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Pink Floyd, David Bowie, Kraftwerk, King Crimson, Klaus Schulze, Stockhausen, entre muitos outros, são alguns dos nomes que visitavam regularmente o estúdio de Peter Zinovieff até 1979, altura em que fechou o seu “laboratório” e empresa por falência. Os nomes acima referidos expressam o peso e a importância de Zinovieff no desenvolvimento da electrónica durante as décadas 1960 e 1970. Pete Kember/Sonic Boom tomou a certeira decisão de recuperar o seu trabalho e mostrá-lo ao mundo, de forma a não cair no esquecimento. Este “The Electronic Calendar: The EMS Tapes” é uma retrospectiva do trabalho que Zinovieff desenvolveu no seu estudo a partir dos instrumentos/sintetizadores que criou desde 1965 até ao fim da EMS Synthesizers em 1979. A edição é acompanhada por um livro com muita informação sobre o seu trabalho e a relevância que teve no seu tempo e de como influenciou artistas que surgiram anos mais tarde (como Aphex Twin). É uma daquelas retrospectivas imperdíveis para quem não resiste a mergulhar nesta odisseia da descoberta das “early electronics”, da sua história e, sobretudo, o modo livre, curioso e absolutamente exploratório com que estes músicos abordavam os instrumentos – novos – que criavam. Uma das retrospectivas mais importantes a surgirem nos últimos tempos.

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Quinta-feira, 16 Julho, 2015

EVAN CAMINITI Meridian CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Thrill Jockey

€ 22,50 € 18,95 LP Thrill Jockey

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“Meridian” começa o seu trajecto em disco descolando do chão, como uma nave pesada que vai ganhando à gravidade: interferências e estática prenunciando erros que vão sendo limpos com sons claros e cristalinos vindo de processos que reconhecemos de outros discos de que gostamos muito. Ambiental, um pouco, mas com uma dose de elevada angústia industrial – não a antiga, ferrugenta e opaca, mas sim a nova, electrizante e de grandes dimensões. “Curtains”, depois da abertura, impõe esse espaço amplo lembrando estratégias de ocupação à Ben Frost, feito de electricidade e gravações acústicas transformado em ópera digital. É nesta fronteira, onde não percebemos bem a divisão, nem queremos saber demasiado (“sintetizadores modulares”, para quem precisa mesmo de saber tudo), que Evan Caminiti explora a sua música, cheia de drones controlados, música escondida nos ecos de uma grande câmara fictícia onde os seus sons vão colidindo antes de nos chegarem aos ouvidos. “Arc” é outro tema maravilha, feito de intensidade e jogos de texturas. “Excelsior” é um loop arrasador que vai controlado o nosso corpo em apenas 6 minutos. Não esperávamos nada de muito negativo de Evan Caminiti, sendo dos Barn Owl, mas por estupidez nossa pensámos que sozinho não fosse capaz de um disco assim, tão incrível, depois dos últimos terem sido apenas OK. Juntem este a “Light Divide” de Porras, e terão dois discos fantásticos para colocar ao lado dos discos fantásticos de Barn Owl. A não perder.

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Sexta-feira, 10 Julho, 2015

MATIAS AGUAYO El Rudo Del House Round Four 12″

€ 9,50 12″ Cómeme

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O comentário ao quarto volume desta série aplica-se a todos os anteriores: não apenas dj tools, mas ferramentas para o corpo de qualquer amante decente de música de dança com base percussiva. Construindo (ou desconstruindo) a partir do genial álbum “The Visitor”, Matias Aguayo reduziu a sua cena jack latina a pouco mais que o essencial, para esta série apropriadamente intitulada “El Rudo Del House”. Verdadeira “body music” que, não facilitando a abordagem através da melodia, apresenta uma dinâmica que torna desnecessária essa melodia. Esta música respira ritmo e fornece motorização, não se detém nos cuidados com a emoção. No entanto, essa está bem presente mas, repetimos, talvez apenas para quem sente os pelos eriçados com a velocidade ou os pés a baterem forte no chão da pista de dança, em modo quase ritual. Grande actualização dos pergaminhos de Chicago para uma super-contemporaneidade de energia carismática, sem vergonha de soltar o corpo para cima dos outros. “Tomada (Mas Rudo)” deverá ser suficiente para engrenar. Apanhem a série toda, se puderem. Vem com “máscaras” para cortar e usar.

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Terça-feira, 14 Abril, 2015

THE BRAEN’S MACHINE Underground LP+CD

€ 28,95 LP+CD (2015 reissue) Schema

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Disco essencial na nossa missão de vos dar a ouvir aquilo que tem sido reeditado em várias editoras que estão a dedicar um tempinho ao rock progressivo / exótica / library italiano dos anos 1970. A Schema dedica grande parte do seu catálogo a estas reedições e este “Underground” dos Braen’s Machine (liderados por Alessandro Alessandroni) é uma das pérolas desta família que nos chegou neste ano. Editado originalmente em 1971 para o selo de Piero Umiliani (Liuto) é disco onde rock progressivo encontra formas de jazz e de psicadelismo, sem ficar preso a ideias e que desenrola paisagens diferentes em cada tema. Apesar do clima de rock progressivo, é um disco que se oferece a ouvir e a desfrutar com o à-vontade de um disco jazz clássico ou de library menos experimental. É, de certa forma, e sem se usar o termo de uma forma pejorativa, um óptimo disco de música de elevador. E enquanto o faz, melhor, coloca o ouvinte nesse estado, vai oferecendo bombons que claramente tocam noutros territórios, como “New Experiences” ou “Fall Out”. E enquanto isso, especialmente na segunda metade do disco, há uma clara sensação de que se está a aprender qualquer coisa, de as primeiras impressões evoluirem para algo mais complexo e que começa a encher os ouvidos de um modo completamente diferente. As linhas de baixo trilham novos horizontes e dão uma liberdade monstruosa aos outros instrumentos. E não, não é o fascínio da descoberta a falar. “Underground” é mesmo uma pérola dentro do género.

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Quinta-feira, 2 Abril, 2015

WILDBIRDS & PEACEDRUMS Iris MLP

€ 9,95 MLP Leaf

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Quinta-feira, 20 Novembro, 2014

LORENZO SENNI Superimpositions LP

€ 17,50 LP Boomkat Editions

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Uma das melhores edições da Boomkat Editions desde a sua fundação. “Superimpositions” é um disco luminoso de Lorenzo Senni, beats elegantes e arranjadas à procura de melodia e harmonia, com uma estrutura e uma sonoridade que se distancia de quase tudo o resto que é feito na electrónica actual. Mesmo quando existem temas feitas em loops tensos (como é o caso de “Zeroth-order Approximation”), Senni consegue montá-los e repeti-los com sobreposições que não são agressivas e que não nos mandam para baixo: pelo contrário, é música para nos levar para cima. Essas sobreposições não são novidade e até andam na moda, mas raramente se mostram com a força e, à falta de melhor palavra, simpatia com que Senni as faz neste conjunto de temas. Por vezes é um disco que parece viver naquele mote de “bigger, faster, stronger”, mas fá-lo com uma emoção aeróbica que vai além das máquinas e não com uma qualquer força motivadora. É electrónica para gente feliz, que quer ser mais feliz. Incrível.

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

WILDBIRDS & PEACEDRUMS Rhythm CD / LP

€ 15,95 € 11,95 CD Leaf

€ 17,50 € 15,95 LP+CD Leaf

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BAY94CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY94CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY94CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY94CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY94CD-5.mp3]

Wildbirds & Peacedrums são um dos mais originais projectos dos últimos anos. Não vos temos escondido isso. Mas convém sempre lembrar. Este duo, marido e mulher, de Estocolmo, continua a trilhar um caminho que tem tanto de original como de corajoso. Voz e percussão pode não ser um combo original, nem na pop, mas a energia de Mariam e Andreas transpõe barreiras e convoca demónios. Depois de a ambição ter tomado conta do duo – o que só lhes ficou bem, atenção! -, com “Rivers”, sobretudo, em 2014 assumem que o seu objectivo foi regressar às origens, quando tudo circulava à volta da voz incrível de Mariam e das múltiplas percussões e bateria de Andreas. Talvez tenha sido por causa das suas ocupações recentes: Mariam lançou um disco a solo mais convencional e andou a fazer pela vida; Andreas não tem tido mãos a medir com os seus Fire!, na versão trio (com Mats Gustafsson) ou nas várias exposições como orquestra (onde também canta Mariam). Então, de volta às raízes da raiz. O que não quer dizer que não hajam canções que parecem ter uma orquestra à sua volta: “Gold Digger” é épica, “Soft Wind, Soft Death” é uma festa, e “Everything All The Time” é auto-explicativa. Mais opções, mais soluções, mais ideias: incrível como havia tão mais para nos dar. Fabuloso.

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Sexta-feira, 17 Setembro, 2010

WILDBIRDS & PEACEDRUMS Rivers 2CD

wildbirds

€ 15,95 € 8,50 2CD Leaf

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Dois álbum na sacola, fantásticos, revelando uma nova linguagem sonora que junta um rio imenso de influências mas que usa a simplicidade e a subtracção como metodologias de trabalho. Agora, parece tudo primitivo – essa era uma das intenções da sua música -, quando ouvimos este duplo álbum – fruto de dois EPs editados individualmente – que coloca o duo num patamar muito sério. O que antes era divido entre a voz de Mariam e a percussão de Andreas, é agora partilhado por um coro celestial (cortesia dos arranjos de Hildur Gudnadóttir) e uma produção certeira (cortesia de Ben Frost), fruto de uma estadia proveitosa na Islândia. Miriam diz mesmo que “esse estranho, vazio e húmido país foi perfeito para a nossa música, tal como esperávamos que acontecesse. As emoções são mais negras e subtis, e nós queriamos que essas emoções ficassem nas nossas canções”. De um lado “Retina”, com um coro de 12 elementos a projectar tudo em direcção ao céu; do outro, “Iris”, a trazer tudo para o domínio terreno. Juntos formam o álbum da maturidade dos Wildbirds & Peacedrums e mostram-nos um dos mais irrequietos projectos de nova música que podemos hoje acompanhar.

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Terça-feira, 23 Junho, 2009

WILDBIRDS & PEACEDRUMS The Snake CD

€ 15,95 € 7,50 CD Leaf

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BAY65CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY65CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY65CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY65CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BAY65CD-5.mp3]


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Quinta-feira, 18 Outubro, 2007

OM Pilgrimage CD / LP

€ 16,50 € 14,50 CD Southern Lord

€ 23,95 LP Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-4.mp3]

Al Cisneros e Chris Haikus compunham a parte ritmíca dos Sleep, autores do agora lendário «Jerusalem», que hoje, quase uma década depois, continua a ser uma referência para todos os álbuns e nomes associados à corrente de doom-metal alternativo, focado no drone, que caiu nas graças dos amantes de música experimental e de noise. No ano passado trouxeram o genial «Conference Of The Birds», trinta minutos de um doom-metal que poderia ter sido imaginado por Syd Barrett se tivesse trocado os ácidos por Jesus Cristo durante uns tempos. «Pilgrimage» segue o trilho deixado pelo álbum anterior, embora aqui a noção de canção esteja mais intrínseca e a música tenha abandonado a fisicalidade religiosa para uma outra mais cósmica quase transversal à gravidade. Produzidos por Steve Albini, o baixo e a bateria dos Om vertem chumbo nos nossos ouvidos, sem a agressividade do impacto mas com o peso facilmente a atingir os nossos ouvidos e a descair para os ombros. Mas a fluência da linguagem de Om não nos deita abaixo e faz-nos mover e agir com estranheza perante um som mais pesado, porque o criam de forma tão limpa que se torna ajustado falar em doom-metal com higiene. Acima disso vive a voz de Al Cisneros, flutuando por cima do peso, e parecendo querer chamar-nos para alguma coisa, como um canto transcendente alheio a qualquer síntoma de espiritualidade, pois tudo nos Om grita – alto, em tons graves – fisicalidade.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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