Quinta-feira, 13 Agosto, 2015

LAWRENCE ENGLISH The Peregrine LP

€ 28,95 LP (2015 reissue)Experimedia

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“The Peregrine” é uma homenagem ao livro com o mesmo título de J. A. Baker. Segundo consta, o livro teve um impacto profundo em Lawrence English, sobretudo no seu trabalho, quando descobriu que existiam paralelos entre o tipo de sons que tentava evocar e a prosa do livro. Ou seja, de certo modo via na sua música as mesmas paisagens, ambientes e formas de estar que encontrou no livro de Baker. “The Peregrine” é uma reunião de sete peças que Lawrence gravou ao longo de um ano, momentos evocativos dos movimentos e das harmonias que encontrou no livro. Tem excertos que nos fazem dizer que este é o seu álbum mais notável, mas talvez o desejo de contar uma história faça com que a noção de narração/estrutura não dê para montar uma ideia que nos faça tirar “Kiri No Oto” da lista dos nossos preferidos, mas tem momentos suficientemente convincentes para, pelo menos, nos convencer dessa ideia por instantes. “February 10 – The Roar Ceasing”, ” November 16 – Dead Oak” ou “April 4 – And He Sleeps” são tempo que vale ouro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 13 Agosto, 2015

BLOOD MUSIC Chicks / Badgering 12″

€ 11,95 12″ Diagonal

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O papel de Powell na música britânica – e não só – nos últimos anos tem ultrapassado as suas produções. A sua Diagonal tem encurtado as fronteiras entre uma certa electrónica e a música de dança, um pouco como a Pan fez noutros momentos com maior consistência (ainda faz, mas já saiu um pouco desses moldes). Por vezes dá ideia de ser impressão nossa, mas depois vê-se o nome de Helm/Luke Younger associado a uma das remixes deste 12” e compreende-se que há pouco de involuntário aqui. O noise e o ruído das batidas de Blood Music (Simon Pomery) têm uma descendência directa dos discos de Helm na Pan, é um vácuo quase pós-industrial, difícil de definir, que faz uma ligação com outras entradas no género noutros tempos (lembramo-nos de Pan Sonic). Variações no techno e no industrial e, sobretudo, a frequente de sensação de que o que está aqui não é novo-novo mas é claramente uma adaptação de uma linguagem das máquinas ao século XXI, melhor, à segunda década deste século. “Chicks / Badgering” é mais urgente que técnico e isso dá-lhe uma espécie de “raw power” que é persistente no catálogo da Diagonal. Não é hábito a música britânica ter esta urgência compulsiva – e quando a tem, é comum dispersar-se rapidamente – e é saudável que uma nova geração de músicos – e não só – tenha encontrado o seu lugar na Diagonal.

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Segunda-feira, 27 Julho, 2015

THE LOOSE CONTROL BAND It’s Hot 12″

€ 13,95 12″ Golf Channel

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Loose Control Band é um tanque de preservação de nutrientes essenciais dos anos 90 e, em “It’s Hot”, acrescentado de 80s com Sal Principato dos Liquid Liquid. A Columbus Hotel Mix soa a Cabaret Voltaire pré-Virgin com pós-punk bem malvado a rasgar o ar. Não se capta imediatamente a ligação directa de DJ Spun (Thick As Thieves, Rong, How & Why, etc.) e Jonah Sharp (basta Spacetime Continuum) mas é clara a participação de Sal Principato e também do baixo de Ray Stevens II (Drunk Injuns). A versão original é mais selvagem e rock. Na Golf Channel é talvez o equivalente de Mick Collins na Mahogani Music. No meio, 2 minutos de bónus de conga e caixa de ritmos a providenciar aquela ferramenta sempre necessária!

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Sábado, 25 Julho, 2015

GUERRINHA Educação Bentes CDR

€ 3,95 CDR 40% Foda/Maneirissimo

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Vamos isolar mais um da 40%. É Verão. Guerrinha é um dos principais da editora e, logo no início do disco, ele diz: “Essa música se chama “Flautas Cosentino”. Ela é boa. Obrigado.” Estamos no mundo esquisito do jazz de elevador, poderosa evocação dos anos 80 (dá mesmo para imaginar cenários), enquanto debaixo da música se ouve o burburinho do público num show que pode ou não ter acontecido (não sabemos mesmo). Um kick mais assertivo manda realidade em “Dinastia Rebello”, enquanto as teclas constroem uma história de navegação antiga e colorida pelos sons “fáceis” dos presets. Para o fim, “Taxi Savager” tem um quê de Detroit mas o grosso é mesmo jazz-funk do “Toy Story”, super artificial. Mas continuem a ler:

“Tem gente que muda sempre, tem gente que nunca muda, e tem gente que sempre faz questão de ficar mudando prefixos. Você se lembra do Guerrinha, ele ficava com a bunda toda empinada por Botafogo falando “ahhh mas eu sou DJ….”, “ah mas eu curto deep house”, “minha profí é a Sprinkles”, “ah…. MATERIALISMO HISTÓRICO”, os anos passam e quem predominou? Pat Metheny. Nunca que Guerrinha iria enganar suas raizes, mas perae, usar o DJ era demais né? Guerrinha sempre foi aquele moleque pão com ovo e agora vai vim com papo sobre cultura? ME POUPE. O que Guerrinha descobre com o passar dos tempos é que errar é humano mas bonito mesmo é fazer a dançinha no erro, agora ele fala de amizade e compaixão e sabe qual a melhor parte? Agora ele faz as musicas deles com estruturas crazys, com modulações de acordes e com viradas de bateria toda hora. Jazz e funk são linguagens absurdamente validas agora. Os 8 minutos viraram 4 e Guerrinha pode assinar sua carteirinha de produtor, compositor e arranjador, ele inclusive vem com um papo de que “o que importa é aquilo que lhe deixa preocupadamente bem”… Sera que ele é esotérico agora? Mentira, óbvio que não, olha essas musicas, elas tem publico aplaudindo e vaiando. Guerrinha sai do armário e bota cara a tapa, falar que é algo que ele carrega como carreira seria e 80% certo, não é? Esqueça aqueles visões absurdas sobre house, porque no fundo a vida vai passando assim na mesma velocidade em que o prefixo DJ vai embora. Estilos pós-modernos só funcionam pra quem tem um temperamento muito orgulhoso e estável, não funciona pra Guerrinha. Viva Windham Hill, Viva Pat Metheny, Viva a maior com sétima, e daqui a pouco, dane-se a textura.”

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Segunda-feira, 13 Julho, 2015

KEN CAMDEN Dream Memory CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

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Por aí e, especialmente, por Além, Ken Camden no século XXI gravou alguns discos com Arco Flute Foundation mas já entregou três álbuns à Kranky desde 2010. A guitarra colocada em humilde reverência da vastidão do Cosmos produz, am mãos hábeis, resultados quase terapêuticos. Camden funde-a com tons electrónicos primordiais, soando folk apenas muito ao longe e muito de vez em quando. Na verdade, “Dream Memory” expande a ideia central em vários capítulos que incluem, também, uma incursão em arquitectura mais lúdica associada à Library Music. A ideia de suspensão é natural e bem recebida, quando se escuta a sequência de faixas num álbum encantatório como este. Há a tentação, sempre, de enquadrar, comparar, ir buscar imagens já usadas, mas não é difícil resistir e honrar a música com a nossa própria contribuição. Pode ter sido a mente de Camden que compôs e arranjou este cenário, mas é a nossa que lhe garante uma existência multidimensional. E isto nada tem de críptico.

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Segunda-feira, 13 Julho, 2015

AFRICANS WITH MAINFRAMES Commission Number 3 12″

€ 9,50 12″ Bio Rhythm

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Na força do último maxi de Noleian Reusse (“Venus In Scorpio”), esta colaboração sua com Jamal Moss vem quente. E só podia. Quando gravam juntos como Africans With Mainframes há um serviço na união de África com techno que não ouvimos mais ninguém prestar com esta autoridade. O flirt com a corrente industrial está quase sempre subjacente e aqui é essencialmente em “RB2″ que se observa. No todo, “Commission Number 3″ mostra suficientes drum rolls adequadamente lo fi para segurar a música no lado subterrâneo. Há ácido a acontecer, também, com regras adaptadas a partir do movimento original. Tudo o que é clássico neste disco (e é quase tudo) é trabalhado na adaptação, com ideias que conhecemos 1000x de discos de Jamal Moss / Hieroglyphic Being / The Sun God. A marcha continua.

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Terça-feira, 28 Abril, 2015

JOHN FM Where My Roots Lie 12″

€ 13,50 12″ FXHE

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A faixa-título ocupa um longo lado inteiro e o sub-título pode parecer pretensioso (“New Detroit Anthem”) mas preparem-se para a abertura e actualização de um manual ainda crucial para house e techno. “Where My Roots Lie” é um tributo sentido a gerações anteriores, é espacial e evolutivo, melódico e militante (oiçam a mensagem no início), extremamente musical, por oposição a mera técnica bem executada. É, possivelmente, a expressão mais completa possível nesta zona de produção e de interesse. O tema ascende em devoção e, no processo, nós subimos também. “White Churches Be Like” mistura com génio algum Cybotron e Model 500 com as cenas mais “Box” da KMS, passeia sem receio por algumas ruas mais tensas. Para o fim, John FM mostra como tudo isto, embora quase nunca pareça, nasce de uma tradição soul muito enraizada na cidade de Detroit e no coração dos produtores até aos nossos dias (John Fm tem 21 anos). A matriz é poderosa.

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Sábado, 14 Março, 2015

NATURKUNDE MUSEUM OSTKREUZ Tropycaliptic Excursions 12″

€ 11,95 € 7,50 12″ The Death Of Rave

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Há ali um segundo no início de ‘Tropocaliptic Excursions” (canção e álbum) em que nos sentimos transportados para um concerto na Nova Iorque da No Wave. Há Kid Creole, DNA e James Chance num único instante e é um que lança logo uma série de ideias que serão exploradas mais à frente. Porque a metamorfose que os três temas apresentam é um desafio para perceber se estamos num clima tropical ou numa cidade acabada de ser bombardeada. É uma forma de desafio, menos na procura de referências ou de tentar enquadrar esta música, mais no sentido de perceber porque é que este tipo de som, quase expressão de uma certa irracionalidade, ainda mexe connosco e nos faz sentir frescos e novos. Aqui é mais na forma, não tanto para onde os sons nos levam, a construção e desconstrução de secções e o modo como interagem entre si: “Zaragoza Variations” tem tanto ingrediente na sopa que não oferece um único segundo de estabilidade.

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Quarta-feira, 31 Dezembro, 2014

DREXCIYA Harnessed The Storm CD / 2LP

€ 15,50 € 9,95 CD (2014 reissue) Tresor

ESGOTADO 2LP (2014 reissue) Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TRESOR181CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR181CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR181CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR181CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR181CD-5.mp3]

Lamentavelmente – pedimos desculpa – “Harnessed The Storm” é daqueles discos que têm ficado para trás, mas não pode passar sem destaque. Pela dedicação que existe à volta da redescoberta do trabalho de Drexciya nos últimos anos, e igual destaque que temos dado, e, claro, pela singularidade da música, onde referir o som aquático ou os beats que parecem submergidos num líquido qualquer é sempre uma espécie de facilitismo, mas é um necessário e adequado: afinal, soa a isso mesmo. Originalmente editado em 2002 e reeditado no ano passado, “Harnessed The Storm” tem clássicos absolutos de Drexciya, seja “Under Sea Disturbances”, “Digital Tsunami” ou a soberba “Aquatic Cataclysm”. Saltando canções em pormenor, ouvindo o disco de enfiada, fica sempre a sensação de que há uma coesão no som e na matéria – ideias! – que são trabalhadas, entrem elas em territórios mais auspiciosos ou se afundem nas profundezas do mar (é inevitável, o mar). Aqui afundar não é cair na escuridão, sem esperança de sair, é o convite de uma viagem, segura, e embelezada por beats que têm uma assinatura única e que fazem parte de um dos catálogos mais coerentes que têm sido reeditados. É um presente que não precisa de ser desembrulhado para saber o que está lá dentro. E, mesmo assim, quer-se muito na mesma e, melhor, não conseguimos esconder a felicidade quando o abrimos.

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Quinta-feira, 19 Dezembro, 2013

ANTENA Camino Del Sol 2CD

€ 16,50 € 13,95 2CD Les Disques Du Crépuscule

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De volta ao passado, o distante e o próximo, aos dias de sol, de calor, de música que parecia estar a descobrir os trópicos, saindo de um local onde, percebe-se, o astro-rei e as latitudes equatoriais anunciavam mundos novos. Em 1982, em Outubro, um EP de cinco temas aterrou na Les Disques Du Crépuscule, propondo um caminho de sol ao sol. Nesta espécie de tropicália, apelidada pelos Pet Shop Boys como electro-samba, junta-se ainda o single “The Boy From Ipanema”, o primeiro maxi, produzido por John Foxx, e um cabaz generoso e sortido de extras, entre raridades, demos e temas de compilações. São 16 temas que fecham para sempre, assim esperamos, estes anos 80 dos Antena. Para tornar tudo ainda mais irresistível, um segundo disco traz Antena ao vivo precisamente em 1982, precisamente em Outubro, quando “Camino Del Sol” nasce. São 19 temas ao todo, optimamente gravados, em dois concertos distintos, com versões suficientemente diferentes para valer mesmo a pena. Como bónus do bónus, há dois temas inéditos que aparecem ao vivo – um deles é um fantástico “New York USA” do senhor Gainsbourg. Um clássico que ainda reluz intensamente.

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