Sexta-feira, 28 Agosto, 2015

THE WIRE #379 (September 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

“Have You In My Wilderness” é o novo álbum de Julia Holter e isso motiva a sua capa na revista Wire de Setembro. Mas começando pelo início, a panorâmica do conteúdo abre com a música da canadiana Ramzi, Iain Chambers, Kink Gong (com um álbum na Discrepant e um DVD na Sublime Frequencies), uma ida ao underground árabe com Khyam Allami, destaque ao filme “808″ sobre o clássico teclado da Roland, Russ Slater visitou Lima, Peru, para trazes novidades da cena experimental, uma jukebox invisível com o mestre Arnold Dreyblatt (Niblock, La Monte Young ou Kowald são algumas das sugestões de audições), os australianos Music With My Insane Friend ocupam várias páginas centrais, os Blurt, de Ted Milton, são recuperados por ocasião do lançamento do livro “The Milton Text Book”, enquanto “Beneath Discordant Skies” vai sair na Salamander em Outubro. Nas críticas, algum destaque extra a Helena Hauff, à compilação da Planet Mu de aniversário, ao banjo enfeitiçado de Paul Metzger, aos Sabbath Assembly e, finalmente, a Amir ElSaffar. Depois, mais dezenas de críticas, grandes e pequenas, sobre estilos e formatos vários, mais compilações, mais recuperações, mais DVD, mais livros, mais concertos, mais instalações, e muitas outras coisas que preenchem o intervalo entre estas coisas todas. Leitura para um mês cheio de música.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

J.D. EMMANUEL Wizards CD

€ 15,50 € 13,50 CD (2015 reissue) Important

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Eis o tal “Wizards” de que todos falam. Ou continuam a falar. Uma pérola brilhante e intensa de 1982 que tem viajado pelo tempo como um mito importante da música electrónica, do transe moderno e da new age que importa ouvir. Claramente inspirado em Terry Riley – para alguns ouvidos, a diferença é ténue e este JD Emmanuel podia bem ser um pseudónimo do grande mestre -, “Wizards” é um passeio em tempo real por teclados e sequenciadores vintage que parecem convocar-nos para um estado hipnagógico especial, sincero e humano. Feito em movimentos que se interligam, “Wizards” tem aquele poder que só a simplicidade nos dá: parece fácil, mas é música de outras esferas, para outros estados de alma, que nos ensina coisas importantes quando nos entregamos a ela. Depois de algumas falsas reedições, e de o vinil já ter esgotado, eis o CD pela Important que quis com esta tiragem repor a verdade do som com o Som da Verdade. Essencial.

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Quinta-feira, 16 Julho, 2015

HELM Olympic Mess CD / 2LP

€ 13,50 CD PAN

€ 22,50 2LP PAN

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Luke Younger é, como o nome prova, por enquanto, um jovem músico, mas já produz matéria sonora há quase dez anos. Foi na PAN que nos chamou a atenção quando “Impossible Symmetry” apareceu há 3 anos, e foi na PAN que nos conquistou com “Silencer” e “Hollow Organs”, maxis saídos nos dois anos seguintes. E é na PAN que nos derruba de prazer a meio de 2015 com um álbum que, por muito que nos estrague os meses que faltam até 31 de Dezembro, dificilmente será ultrapassado pelos concorrentes. Se for, sorte a nossa e de todos. Assumidamente mais electrónico, sem tantos sons electroacústicos, embora haja referência à percussão de Eli Keszler, Luke Younger dedica-se mais à plasticidade sonora, como uma escultura que se desloca no tempo em câmara lenta, revolucionando o ambientalismo de 2015. Não que haja argumentos para declarar a invenção de qualquer coisa; não há e isso não faz falta, porque o que ouvimos é da ordem da depuração, empenhada em fazer-nos tremer de prazer. A meio de “Olympic Mess” há um arrepio no corpo que nos obriga a recomeçar tudo, tal é o espanto e a vontade de comprovar o calibre desta música em espiral que nos suga para dentro de qualquer coisa quente, confortável e em permanente expansão. Pode haver muitos pontos onde possamos traçar paralelas a este álbum, mas poucos conseguem uma clareza tão clara de objectivos sem nunca parecer electrónica automática. Uma absoluta delícia e um disco obrigatório para quem se habituou a não deixar escapar bons exemplos de electrónica ambiental total.

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Quinta-feira, 2 Julho, 2015

PEGA MONSTRO Alfarroba CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Upset The Rhythm

€ 21,50 € 17,50 LP (edição limitada 500 cópias) Upset The Rhythm

No concerto de apresentação de “Alfarroba” as Pega Monstro começaram o encore com “Paredes de Coura”. Foi um momento em que deu para perceber uma série de coisas, entre as quais, que apesar dos anos em cima, “Paredes de Coura” continua a ser um hino, e que apesar da evolução por que as Pega Monstro passaram desde então, o minimalismo do formato (guitarra, bateria, voz) e os versos curtos, directos, escritos numa linguagem fluída e de rua de Maria Reis continuam a responder a uma geração: e as gerações que estão acima e abaixo. É uma questão de identificação, são situações quotidianas que facilmente se encontram, identificam e relembram a adolescência e a pós-adolescência. Isto porque à primeira vista “Alfarroba” é um disco mais maduro e a maturidade por vezes é uma coisa que se distancia do passado. No caso das Pega Monstro não, “Paredes de Coura” dificilmente poderia ter sido escrita agora, mas o que lá existe continua a existir nas Pega Monstro. A produção de “Alfarroba” (os efeitos na voz, sobretudo) é a primeira coisa que se nota de diferente em relação a “Pega Monstro”. A produção do álbum homónimo continha aquilo que elas queriam expressar naquele momento (e dificilmente encontramos na música portuguesa um disco que esteja tão no ponto e que fale tão directamente sobre isso como “Pega Monstro”), neste continuamos a ouvi-las mas há claramente uma maior robustez aliada a uma sujidade que quebra um pouco com a postura directa e despreocupada do álbum homónimo. “Braço de Ferro” e “Branca”, a abrir, dizem logo coisas maravilhosas sobre o que vem a seguir: que qualquer mudança vem do crescer (ou do amadurecer) mas que efectivamente nada mudou. Continuam a ser as Pega Monstro de sempre. A entregar tudo em cada canção e dizer que qualquer coisa que façam pode ser um single. E é verdade. Aqui existem canções mais lentas do que no passado (“Piano” e “Fado D’Água Fria”) mas não se fazem sentir como separadas do resto. São ricas e encaixam no contexto de “Alfarroba” e das Pega Monstro. E, mais importante, sentem-se como canções cheias, cheias de verdade, de emoção e com uma comunicação que é raro funcionar na música portuguesa cantada em português. E é uma comunicação com sentido, que faz sentido, com identidade e que cria uma empatia com o ouvinte. É bom ser-se directo, mas é complicado isso funcionar de um modo que atinja o ouvinte positivamente. E isso volta a acontecer com as Pega Monstro com este “Alfarroba”, um álbum que entra logo, que não pede urgência para ser ouvido, mas é melhor para todos se o ouvirem quanto antes. Porque é incrível.

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“‘Alfarroba’ é disco de banda inspirada, com marca autoral e identidade plenamente definida. É um álbum empolgante, tão juvenil e tão adulto quanto o rock’n’roll deve ser.” in PÚBLICO
“Irmãs de Lisboa definem o rock sónico em português.” in EXPRESSO
“Já está encontrado o melhor disco do ano.” in TIME OUT LISBOA
“Clássico instantâneo do rock luso.” in JORNAL DE NEGÓCIOS

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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

JIM O’ ROURKE Simple Songs CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 19,95 LP Drag City

OUVIR / LISTEN:
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E eis Jim O’Rourke de volta. Um dos mais fugidios músicos da actualidade – se estivermos no ocidente, onde o músico norte-americano não põe os pés desde há muitos, muitos anos; na verdade, se estivermos fora do Japão, onde reside desde que deixou os Sonic Youth, em meados da década passada -, reaparece nos álbuns e isso é sempre motivo de celebração. Mais ainda quando se sabia que O’Rourke iria voltar ao formato, digamos, “Eureka” das suas canções. Exciting, huh? Sim, muito entusiasmante, porque raramente nos desilude e porque passaram 15 anos sobre “Eureka” e pouco menos que isso de “Insignificance”. Apesar da discografia (a solo e em colaboração) estar recheada de discos até 2015, era este lado que fazia falta ao mundo. Infalível, “Simple Songs” é um cardápio para os sentidos, de arranjos sumptuosos, riffs clássicos, refrões e pontes matadoras, de letras incríveis, que criam uma poesia sonora intemporal que tanto se referencia com os nomes de sempre – Van Dyke Parks é um fantasma sempre presente – como volta a mostrar o ADN O’Rourkiano inconfundível. Esta mistura entre absoluta criatividade e o conforto da familiaridade é emocionante e arrebatadora, e mesmo que não consiga erguer-se como “Eureka” – porque os tempos eram outros -, “Simple Songs” é um álbum para rechear de estrelas, adjectivos e amor. Tal como esperado – e desejado -, eis Jim O’Rourke de volta com um disco imperdível.

“Quebrando o silêncio de seis anos, Jim O’Rourke regressa com álbum luxuoso e intemporal” 5/5 in EXPRESSO

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Quinta-feira, 21 Maio, 2015

MOMUS Turpsycore 3CD

€ 17,95 3CD American Patchwork

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Na sombra, na penumbra, mas nada impede Momus de editar discos incríveis que ainda são o melhor que a pop nos tem para dar. “Turpsy” é Momus 2015 e faltam-nos as palavras, em proporção inversa à torrente de ideias que brotam como insectos no Verão. Épico, sussurrante, grandes e pequenas pérolas, lo e hi-fi, tudo parece acontecer e no entanto, como sempre, um grande fio condutor liga tudo e tudo e tudo – e talvez seja Bowie (e a sua exposição no museu Victoria & Albert em 2013) que ligue isto tudo. Magia, talvez. Bowie, muito provavelmente. Este disco 1 vale todo o triplo, não interessando saber o que mais há aqui. Mas é óbvio que vamos continuar a ouvir, mesmo que nos custe retirar este primeiro CD. Então, disco 2 chama-se “Dybbuk” e é feito de versões de David Bowie. Pausa: lembram-se de “Where Are We Now?”, quando este tema trouxe de volta Bowie em 2013? Ora, Momus, quase imediatamente, juntou-se aos elogios fazendo uma versão que, pasmem-se, supera em muito a original. Sim, transformou-se em algo diferente, mas é isso que se quer também. Fiquem com isto: essa versão é uma obra-prima absoluta. Ora, Momus passou parte de 2014 em processo de construção do seu espectáculo cabaret em homenagem a Howard Devoto e David Bowie. (Portanto, já sabem a que se refere o disco 3.) Imaginem os clássicos filtrados por Momus e por aquela nuvem espessa de fumo que sempre contamina as suas canções. De um momento para o outro, estas são as cançoes de Momus, com toda a propriedade que existe. E dificilmente se encontram versões assim. Um génio, este senhor e um disco triplo que preenche estes dias todos, de ponta a ponta. (Ah, esta edição existe em quantidade limitada no mundo: são apenas 500 os exemplares para 500 pessoas sortudas.)

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Disco 1: “Bathyscaphe”, “System Of Usher”, “The Dowser”, “The Boy Camille”, “The Hiker”, “Cameo”, “The Brutalist”, “Ultra-Loyal Sheepdog”, “The Spider”, “The Painter”, “Catholic App”, “Unreconstructed”, “Following”, “Spore”, “The Driver”, “The Hate Horse”, “Foxy Little Otter”

Disco 2: “The Bewlay Brothers”, “Joe The Lion”, “Be My Wife”, “African Night Flight”, “Sweet Thing”, “DJ”, “Time”, “Lady Grinning Soul”, “Love Is Lost”, “Ashes To Ashes”, “Candidate”, “Conversation Piece”, “The Drowned Girl”, “Letter To Hermione”, “Uncle Arthur”, “Where Are We Now?”, “Absolute Beginners”, “Life on Mars”

Disco 3: “Motorcade”, “Cut-Out Shapes”, “Because You’re Frightened”, “Upside Down”, “Back To Nature”, “Lady 21″, “Pound”, “Rainy Season”, “Ticket”, “Philadelphia”, “You Never Knew Me”, “Friends Of Mine”, “Parade”, “Of Course Howard”, “Smoking Mirror”

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Terça-feira, 19 Maio, 2015

V/A Psychemagik presents Magik Sunset (part one) 2CD / 2LP

€ 12,95 2CD Leng

2LP Leng

LP EM BREVE / SOON

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Cumpre-se o ciclo da Natureza. Depois de “Magik Sunrise”, “Magik Sunset” é uma nova colecção absolutamente incrível e inspiradora de canções. O cenário está colocado perante nós, ou antes, uma série de opções de cenário que, depois, cada um processa da maneira mais sentida: praia, campo, montanha. Jack Adkins, em “American Sunset” (1984), canta “We all need to watch the Sun go down”. Na verdade não é necessário acrescentar mais nada. Mas em frente. Não é difícil ter boa vontade para juntar estas canções a uma noção de Disco, apesar de não estamos no âmbito da música de dança. Mas cada cada corpo interpreta a música de acordo com os estímulos que recebe. “Life is for the living but who is to say who is that which is alive”. Isso é Nathan Perkins. Do meio para a frente o álbum vai ganhando mais ritmo, para depois descer de novo à contemplação. “The star people are here”. Oiçam as palavras nas canções, deixem as coisas acontecer. Lindo.

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CD1
Bobby Brown – “My Hawaiian Home”
Kathy Stack – “Summer Wind”
Mother Funk – “Sunshine”
Jack Adkins – “American Sunset”
Greg Sonnleitner – “Misunderstood”
Nathan Perkins Band – “Soul Keepers”
Crossection – “Over Again”
Majik – “Take Me There” (Psychemagik edit)
Al Dos Band – “Doing Our Thing With Pride”
Jake Hottell – “Horizon”
The Electric Connection – “Groovy”
Gene Lawrence – “After Sunrise”
P’cock – “Telephone Song”
Terry Brooks & Strange – “Higher Flyer”

CD2
mixed by Psychemagik

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Sexta-feira, 10 Abril, 2015

V/A Spiritual Jazz 6 – Vocals CD / 2LP

€ 17,50 € 12,50 CD Jazzman

€ 22,50 € 21,50 2LP Jazzman

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Como tem acontecido com todos – mesmo! – os volumes deste série da grande Jazzman, também o sexto capítulo de “Spiritual Jazz” é um portento. Música superior, escolhida por quem tem sabido guiar uma editora com faro para o ouro e para as preciosidades. São as vozes que organizam o conceito, e basta dar uma olhada à lista de nomes para se perceber a espiritualidade da empreitada e a insuspeita qualidade do que ouvimos. Como sempre, som remasterizado, algumas pérolas que não se ouvem assim em mais lado algum, e um mais um testemunho de como as vozes certas chegam mesmo ao céu – e nos levam com elas.

tracklist CD
1. Max Roach’s Freedom Now Suite “Tears For Johannesburg” (edit) 2. Charles Mingus “Moves” 3. Sadaka “African Violet” 4. Norman Riley “Colors” 5. EW Wainright“Imani” 6. Clifford Jordan Quartet “John Coltrane” 7. Pharoah Sanders “Prince Of Peace” 8. The Singers & Musicians Of Washington High School “The Ladder” 9. Dr Haki R Madhubuti “Rain Forrest” 10. Eddie Gale “African Sunshine” 11. Gary Bartz Ntu Troop “Celestial Blues” 12. Byron Morris & Unity “Reunion” (edit) 13. Byron Morris & Unity “Sunshower”14. Vibration Society “Spirits Up Above”

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Segunda-feira, 17 Junho, 2013

V/A / PSYCHEMAGIK Magik Sunrise 2CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 2CD Leng

€ 22,50 2LP (Edição Limitada) Leng ESGOTADO!

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Psychemagik, um nome que, dividido em dois, oferece logo a explicação toda. Segunda compilação ambiciosa na Leng, colocando na mesa vários trunfos para arrumar o assunto, por assim dizer. Selecção menos dançável do que a primeira “Magik Cyrkles”, mais afinada para uma experiência emocional e íntima, quando a compilação anterior era claramente mais extrovertida. Cuidado na selecção e concepção, magia absoluta na comunicação de nomes pouco comuns para entregar as mensagens mais comuns e universais: amor, tristeza, melancolia, esperança, desencanto, o que nos compõe de frágil. Ouvir o álbum seguido é como puxar uma cortina em tons pastel que deixam ver o outro lado mas condicionam a visão. Fica tudo mais como um permanente fim de tarde de Verão. David Astri já era um standard de DJ Harvey, mas com outra canção, mas que dizer de Susana Estrada e do insuperável e explícito “Gozame Ya!”? Ninguém com o coração no sítio certo vai ficar indiferente a esta sessão privada. Não se esuqeçam que a palavra “kitsch” já saiu há muito do dicionário contemporãneo, já nem sabemos o que é isso, especialmente quando se deixa a música fluir com o tempo que precisa para nos dizer alguma coisa (e diz quase sempre alguma coisa).

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Tracklist CD1 e 2LP:
1.Iasos – Formentera Sunset Clouds 2.Daniel Mathieu – C’Etait Un Beau Dimanche 3.Fox – The Juggler 4.Walter Hawkins -Metropolis 5.Steve & Teresa – Catching A Wave 6.Cherubin – Sunrise 7.Yves Simon – Raconte-Toi 8.Susana Estrada – !Gozame Ya! 9.Joey Newman – The One You Love 10.Rob Mehl – House On The Rock 11.George Oban – Basshoven 12.Rioland & Goldfeder – Tension 13.Jeff Liberman – Transformation 14.David Astri – Safe & Sound 15.Max Adioa – Toubab Bile (instrumental version)

CD2: misturado, mesma tracklist.

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Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

V/A Psychemagik Presents Magik Cyrkles 2CD

€ 12,50 2CD Leng

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-5.mp3]

Certos discos são autênticos portais de acesso a coisas de outra forma fechadas ao nosso toque. A carga esotérica no nome Psychemagik e no título “Magik Cyrkles” e a composição visual na capa já oferecem suficientes pistas e só mesmo alguém muito distraído não vê aqui, logo, uma intenção de subverter a realidade (ou de a tornar mais justa). Podia ser um logro como tantos outros, um truque oportunista mascarado de Santo Graal. Mas acontece que Psychemagik apresenta uma selecção absolutamente convincente e entusiasmante de Disco e Pop do Outro Lado. Poder sedutivo amplificado a cada faixa que ouvimos, freakouts sexy e/ou simplesmente alucinados, manifestações intensas de groove assente em colunas ancestrais e desejos muito humanos (“We’ll be very far away from here”, Hey policeman, gotta bring in that woman!”). “Magyk Cyrkles” expõe claramente um clube a que muitos pertencem (pessoal que procura discos obscuros) mas que poucos sabem ou conseguem comunicar de forma eficaz. Em vez do desprezo pela Humanidade em geral, incapaz de admirar aquela música iluminada, alguns descobridores conseguem suscitar momentos de comunhão através de uma selecção de música que faz levitar pedras. O primeiro CD tem as faixas separadas, o segundo CD é misturado.

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Quinta-feira, 18 Outubro, 2007

OM Pilgrimage CD / LP

€ 16,50 € 14,50 CD Southern Lord

€ 23,95 LP Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN86LP-4.mp3]

Al Cisneros e Chris Haikus compunham a parte ritmíca dos Sleep, autores do agora lendário «Jerusalem», que hoje, quase uma década depois, continua a ser uma referência para todos os álbuns e nomes associados à corrente de doom-metal alternativo, focado no drone, que caiu nas graças dos amantes de música experimental e de noise. No ano passado trouxeram o genial «Conference Of The Birds», trinta minutos de um doom-metal que poderia ter sido imaginado por Syd Barrett se tivesse trocado os ácidos por Jesus Cristo durante uns tempos. «Pilgrimage» segue o trilho deixado pelo álbum anterior, embora aqui a noção de canção esteja mais intrínseca e a música tenha abandonado a fisicalidade religiosa para uma outra mais cósmica quase transversal à gravidade. Produzidos por Steve Albini, o baixo e a bateria dos Om vertem chumbo nos nossos ouvidos, sem a agressividade do impacto mas com o peso facilmente a atingir os nossos ouvidos e a descair para os ombros. Mas a fluência da linguagem de Om não nos deita abaixo e faz-nos mover e agir com estranheza perante um som mais pesado, porque o criam de forma tão limpa que se torna ajustado falar em doom-metal com higiene. Acima disso vive a voz de Al Cisneros, flutuando por cima do peso, e parecendo querer chamar-nos para alguma coisa, como um canto transcendente alheio a qualquer síntoma de espiritualidade, pois tudo nos Om grita – alto, em tons graves – fisicalidade.

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