Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

RIVAL CONSOLES Odyssey / Sonne CD

€ 12,50 CD Erased Tapes

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Não é muito normal ouvirmos estas coisas na Erased Tapes, mas a electrónica assim, tão directa e sem desvios, já andou por aqui, quase sempre pela mão de River Consoles – ou seja, Ryan Lee West, de Londres, que com Oláfur Arnalds tem o projecto Kiasmos (aquém das nossas expectativas). Em 2013, a Erased editou o EP “Odyssey”, e em 2014, o EP “Sonne”. Agora, em 2015, em formato CD, sempre económico, os dois esgotados EPs estão juntos para nos dar dois lados de qualquer coisa. Primeiro, “Odyssey”, uma épica representação em formato electrónico borbulhante de uma ideia pop, algures entre Efterklang, System 7, Metamatics, Orb clássico, ou muitos dos projectos da Warp e made in UK. De certa maneira, quase se percebe alguns golpes electrónicos de Nil Frahm, quando larga o piano e liga a electricidade nos seus teclados. Som vintage, estruturas clássicas, e alguma liberdade de movimentos que parecem não encontrar grande encaixe nos dias de hoje. Às vezes, isso vale tanto como descobrir a pólvora. Depois, “Sonne”, e o prolongamento de tudo, com mais espaço e menos automatismos. Adeptos da electrónica pop instrumental podem encontrar muito sumo aqui.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

JAKI LIEBEZEIT / HOLGER MERTIN Aksak CD

€ 12,50 CD Staubgold

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O nosso cérebro libertou alguma coisa no nosso corpo quando percebemos que se aproximava um novo disco de Jaki Liebezeit. Ficámos prontos, salivando, em sentido, para recebermos, na nossa opinião, um dos maiores tocadores de bateria que o mundo inteiro tem para nos oferecer. Ainda para mais sabendo que é um projecto a quatro mãos, em que as outras duas é de outro percussionista. Um festim de tambores e sons metálicos que nos fará viajar – tínhamos a certeza. E a viagem acabou por ser bem mais distante do que esperávamos. Jaki, quase octagenário!, imperial ditador do rigor hipnótico – o início de “Snarepur” é o elixir dos deuses! -, mago estruturante do ritmo, dono do metrónomo; Holer Mertin, 38 anos, pintor da percussão, mãos livres por mil objectos que servem todos os propósitos. Juntos, enchem o quadro, preenchem o espaço, inundam-nos de ideias que nos levitam e nos dão sugestões de lugares, países e culturas. Mas “Aksak” tem ainda outra camada, tecida pelo combustível da percussão e feita por Joseph Suchy, que na guitarra, violino, sopros ou electrónica, constrói um novo álbum para ouvirmos. Parece um disco de fusão sem o ser, um disco arábico do lado de cá do muro, um disco do mundo da fantasia: exótico, tribal, “Secret Rhythms”, ritualístico, moderno, Java e Bali, ancestral, Can, massagem de corpo inteiro, espiritual, e tudo o que esta teia de sons consegue apanhar para nós. Muito saber.

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

MIKE COOPER Fratello Mare LP

€ 28,95 LP (+ mp3) Room40

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“Fratello Mare” é como que uma ode ao mar. Tema que tem estado presente nalguns dos últimos álbuns de Mike Cooper. A inspiração vem de locais que o músico visita e onde decide gravar, reunindo algumas field recordings que servem como uma espécie de manta sonora para o trabalho que faz na sua lap steel. Este disco foi gravado nalgumas ilhas do sudeste asiático e nas Caraíbas e para além de se encontrar sons desses locais na guitarra de Cooper, há como que um esforço para tornar universal essa linguagem. Os sons das field recordings preenchem a imaginação, proporcionam espaço para os nossos ouvidos conduzirem o cérebro para ideais paradisíacos, enquanto a guitarra é o motor que nos move por essa idealização. Há qualquer coisa na forma como Mike Cooper nos entrega a música que torna este disco num amor à primeira vista. Não há rodeios e as imagens são simples, directas, convencionais enquanto também conseguem ser poéticas. Mágico e delirante.

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

FAMILY FODDER Just Love Songs LP

€ 12,95 LP Staubgold

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O título diz tudo. A juntar às reedições de “Monkey Banana Kitchen” e “ScHiZoPhReNiA pArTy !”, a Staubgold optou por incluir um terceiro álbum à celebração recente dos Family Fodder. “Just Love Songs” sai um bocado fora do regime habitual, é uma compilação de onze canções de amor que até hoje eram inéditas em vinil. O registo aqui é simples e mais directo do que naquilo que a editora nos mostrou. Há um sentimento generalizado de saudade, perda e de amor longínquo ao longo dos temas, sem aquela loucura frenética presente nas melhores canções dos Family Fodder. É um disco único nesta colecção e, certamente, uma das mais belas colecções dos últimos meses.

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Segunda-feira, 14 Setembro, 2015

HELENA HAUFF Discreet Desires CD / 2LP

€ 14,95 CD Werk Discs

€ 21,50 2LP Werk Discs

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Esta não é exactamente uma zona de ninguém, apesar de parecer desolada, cinzenta e futurista. Hauff chega a este seu álbum de estreia (descontando a cassete “A Tape”) com total autoridade sobre a expressão robótica da música electrónica que escolheu representar. Linha genética de Kraftwerk, Portion Control, Drexciya, Dopplereffekt, sobretudo. “Silver Sand & Boxes Of Mould” quase fecha o álbum naquele tom soturno de tensão como John Carpenter compôs para alguns dos seus filmes, mas o fecho é entregue ao curto e inspirador “Dreams In Colour”, que manda o cinzento dos arranha-céus para trás do filtro de cores. Quando se fala que alguns discos são bandas sonoras para filmes que não existem, isso é geralmente porque a música tem uma colocação estratégica que permite criar, quase por si própria, ambientes bem definidos que nós animamos com as nossas ideias. “Discreet Desires” é, assim, um filme de época, colocado algures entre os anos 30 do século XX e “Blade Runner”. Vocês sabem se gostam :)

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Segunda-feira, 14 Setembro, 2015

AFX Orphaned Deejay Selek 2006-2008 MCD/ MLP

€ 9,95 MCD Warp

€ 16,50 MLP Warp

“Serge Fenix Rendered 2″ tem claps Disco a cortar um daqueles tortuosos esquemas electro de Aphex, também ácido e com aquele drama ambiental característico. O EP começa assim em força. Prossegue ácido, é muito a marca do autor, a geração, o percurso e o enquadramento. Há um permanente estado de rave, meio congelado, que este pessoal acarinha como a palha no berço do menino. “Bonus EMT Beats” é a dj tool de AFX, um break repetitivo mas que nunca é monocórdico durante os mais de 4 minutos. O característico “momento estranho” revela-se em “Midi Pipe1c Sds3time Cube/Klonedrm”, um artefacto que, neste contexto, soa feito à mão. Nesta fase não há aspecto de Aphex Twin que não se conheça já, mas ainda assim termina em beleza com “R8m Neotek Beat”, uma outra faixa de ritmo que abre um pouco para fora da cabeça de Richard James em direcção a uma realidade mais… consensual de ritmo e quebra.

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Quinta-feira, 10 Setembro, 2015

JAMES WELBURN Hold CD

€ 12,50 CD Miasmah

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É “Naught”, que abre o disco, que impõe a respiração ofegante Swans – uma comparação que parece ter ficado colada a este disco. Não é de todo descabido, embora seja um tiro no ar que por sorte acerta no pássaro, e não propriamente um golpe de olho bem dado. “Naught” tem esse pulsação, sim, mas vai evoluindo lentamente para a electrónica num campo onde, por que não, está Ben Frost. Mas, sabendo que também Ben Frost esteve em Swans, eis que este texto faz a circunferência fechar-se. Mas “Hold” não é só este iniciático golpe de misericórdia asfixiante e poderoso – o tema é francamente bom, caso não tenhamos sido claros -, porque a cavalgada eléctrica e electrónica (guitarra processada e muitas paredes de som da guitarra e de sintetizadores) prossegue até quase ao fim, quando um delirante manto drone ameaçador vai terminando o álbum. Juntos de outras viagens, James Welburn volta a colaborar com Tony Buck dos Necks para marcar o ritmo, e tudo o resto é feito com paixão pelo design sonoro que sem mais nenhuma ajuda nos corta ao meio como uma faca de samurai. É um daqueles discos feitos para ser tocado muito alto, porque é preciso ouvir todas as suas partículas, toda a sua escala, toda a sua estrutura, toda a sua negritude. Um disco feito entre a Noruega, Alemanha e Inglaterra; e um bocadinho de sangue português. Desde “Aurora” de Ben Frost que um disco não nos obrigava tanto a mexer no botão do volume.

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Quinta-feira, 3 Setembro, 2015

MICHAEL HEAD & THE STRANDS The Magical World Of The Strands CD / LP

€ 12,50 CD (2015 reissue) Megaphone

€ 21,50 LP (2015 reissue, gatefold, 180 gr) Megaphone

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CDMEGA24-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDMEGA24-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDMEGA24-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDMEGA24-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDMEGA24-5.mp3]

“The Magical World Of The Strands” é um daqueles discos que talvez diga mais aos britânicos do que a muitos de nós. Editado originalmente em 1997, é um disco de ressaca de uma certa pop que se fazia no Reino Unido de então, na linhagem de uns Tindersticks mas com mais saudade do que dor. Michael Head (dos Pale Fountains) e os Strands orquestraram aqui um álbum que mantém as suas convicções e emoções ao longo de todos os temas. O que é mais significativo é que elas acumulam e à medida que se houve o disco há uma maior presença de fantasmas e da densidade destas canções. E é espantoso como inicialmente nenhuma das canções sobressai, mas à medida que as passamos, que as reouvimos, há um sentimento de acumulação e de percepção das suas histórias, dos seus caminhos. E é esse lado discreto de “The Magical World Of The Strands” que torna este disco tão especial, um disco de quarto iluminado que se vai tornando escuro, mas que a espaços se torna luminoso novamente. E fá-lo com uma estética coerente, desfocada da época em que foi lançado e ainda mais nos dias que correm, quando esta reedição da Megaphone nos chegou. Só que continua a fazer sentido, muito sentido, e a ser um disco de recurso em qualquer prateleira.

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Quarta-feira, 17 Junho, 2015

AZYMUTH Azimuth CD / LP

€ 11,50 CD (2015 reissue) Far Out

€ 18,95 LP (2015 reissue) Far Out

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A Far Out tem criado um muro editorial em volta da música brasileira erguido sobre uma ideia de soul, disco e funk e dentro desse segmento trabalha num registo que nem é muito obscuro nem popular. É um meio termo mas um meio termo que necessita de existir porque é comum os discos do meio serem aqueles que são mais esquecidos. E por meio não se entenda qualidade, mas algo que não é suficientemente obscuro nem popular. É assim que nos chega “Azimuth”, o álbum de estreia de Azymuth, um clássico que encaixa na perfeição no catálogo da Far Out e que tardava em chegar. É a primeira vez que é editado em vinil fora do Brasil e é um daqueles álbuns que cresceu ao longo dos anos graças a alguns programas de rádio e DJs que tornaram o nome Azymuth rodado em alguns circuitos. Apesar de uma carreira extensa e uma discografia que acompanhou o ritmo dos anos (muitos deles editados na Far Out), este é álbum que inclui alguns dos melhores temas e mais conhecidos dos Azymuth. Editado originalmente em 1975 (anos antes tinham editado “Som Ambiente” como Som Ambiente, que incluía Marcos Valle).

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

FAMILY FODDER ScHiZoPhReNiA pArTy! (Director’s Cut) LP

€ 16,50 € 13,95 LP Staubgold

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD131-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD131-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD131-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD131-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD131-2.mp3]

Originalmente editado em 1981, “ScHiZoPhReNiA pArTy !” é um 12” quase em modo mini-álbum que saiu um ano depois do maravilhoso “Monkey Banana Kitchen”. Nestas reedições da Staubgold, o 12” vem incluído com a edição em CD, mas tal como aconteceu com as reedições dos 49 Americans, em vinil houve uma separação dos elementos. Contudo, esta versão “director’s cut” inclui outros dois singles, “Film Music” (1981) e “The Big Dig” (1982) que concedem mais alguns minutos de magia a esta reedição. “ScHiZoPhReNiA pArTy !” é especial porque inclui a maravilhosa “Dinosaur Sex”, uma monstruosa e, passe o facilitismo, esquizofrénica música de nove minutos que está entre as melhores dos Family Fodder. O resto do EP segue o curso desse maravilhoso tema, com uma pop que é mais dinâmica, apurada e desenvolta do que aquela que encontramos em “Monkey Banana Kitchen”.

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